{"html": "<div class=\"lf-doc\"><p class=\"lf-p\">5 - A definição da utilização dominante referida no n.º 1, bem como das categorias relativas ao solo rural e ao solo urbano, obedece a critérios uniformes aplicáveis a todo o território nacional, a estabelecer por decreto regulamentar.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 74.º</span><span class=\"lf-art-t\">Elaboração - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A elaboração dos planos municipais de ordenamento do território compete à câmara municipal, sendo determinada por deliberação, a publicar no Diário da República e a divulgar através da comunicação social e na respectiva página da Internet, que estabelece os respectivos prazos de elaboração e do período de participação a que se refere o n.º 2 do artigo 77.º 2 - Nos termos do disposto no número anterior, compete à câmara municipal a definição da oportunidade e dos termos de referência dos planos de urbanização e dos planos de pormenor, sem prejuízo da posterior intervenção de outras entidades públicas ou particulares.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A elaboração de planos municipais de ordenamento do território obriga a identificar e a ponderar, nos diversos âmbitos, os planos, programas e projectos com incidência na área em causa, considerando os que já existam e os que se encontrem em preparação, por forma a assegurar as necessárias compatibilizações.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - No caso dos planos de urbanização e dos planos de pormenor, a câmara municipal, previamente à deliberação referida no n.º 1, pode solicitar à comissão de coordenação e desenvolvimento regional a realização de uma reunião com vista à indicação de quais as entidades representativas de interesses públicos que devem intervir no acompanhamento do plano.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Os planos de urbanização e os planos de pormenor que impliquem a utilização de pequenas áreas a nível local só são objecto de avaliação ambiental no caso de se determinar que são susceptíveis de ter efeitos significativos no ambiente.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - A qualificação dos planos de urbanização e dos planos de pormenor para efeitos do número anterior compete à câmara municipal de acordo com os critérios estabelecidos no anexo ao Decreto-Lei n.º 232/2007, de 15 de Junho, podendo ser precedida de consulta às entidades às quais, em virtude das suas responsabilidades ambientais específicas, possam interessar os efeitos ambientais resultantes da aplicação do plano.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - Tendo sido deliberada a elaboração de plano de urbanização ou de plano de pormenor, a câmara municipal solicita parecer sobre o âmbito da avaliação ambiental e sobre o alcance da informação a incluir no relatório ambiental, nos termos do artigo 5.º do Decreto-Lei n.º 232/2007, de 15 de Junho.</p>\n<p class=\"lf-p\">8 - Sempre que a câmara municipal solicite parecer nos termos do n.º 6, esse parecer deve, nos casos em que se justifique, conter também a pronúncia sobre os aspectos referidos no número anterior.</p>\n<p class=\"lf-p\">9 - Os pareceres solicitados ao abrigo dos números anteriores são emitidos no prazo de 15 dias e podem não ser considerados, caso sejam emitidos após o decurso desse prazo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 75.º</span><span class=\"lf-art-t\">Acompanhamento - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O acompanhamento da elaboração dos planos municipais de ordenamento do território visa:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Apoiar o desenvolvimento dos trabalhos e assegurar a respectiva eficácia;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Promover a compatibilidade ou conformidade com os instrumentos de gestão territorial eficazes, bem como a sua compatibilização com quaisquer outros planos, programas e projectos de interesse municipal ou supramunicipal;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Permitir a ponderação dos diversos actos da Administração Pública susceptíveis de condicionar as soluções propostas, garantindo uma informação actualizada sobre os mesmos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Promover o estabelecimento de uma adequada concertação de interesses.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">8 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">9 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">10 – (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9) Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 75.º</span><span class=\"lf-art-t\">A</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Acompanhamento dos planos directores municipais - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ] 1 - O acompanhamento da elaboração do plano director municipal é assegurado por uma comissão de acompanhamento, cuja composição deve traduzir a natureza dos interesses a salvaguardar e a relevância das implicações técnicas a considerar, integrando representantes de serviços e entidades da administração directa ou indirecta do Estado, das Regiões Autónomas, do município e de outras entidades públicas cuja participação seja aconselhável no âmbito do plano.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Deve ser garantida a integração na comissão de acompanhamento das entidades às quais, em virtude das suas responsabilidades ambientais específicas, possam interessar os efeitos ambientais resultantes da aplicação do plano, as quais exercem na comissão as competências consultivas atribuídas pelos artigos 5.º e 7.º do Decreto-Lei n.º 232/2007, de 15 de Junho, e acompanham a elaboração do relatório ambiental.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A comissão de acompanhamento deve ser constituída no prazo de 30 dias após solicitação da câmara municipal.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - A comissão fica obrigada a um acompanhamento assíduo e continuado dos trabalhos de elaboração do futuro plano, devendo, no final, apresentar um parecer escrito, assinado por todos os seus membros, com menção expressa da orientação defendida, que se pronuncie sobre os aspectos seguintes:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Cumprimento das normas legais e regulamentares aplicáveis;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Compatibilidade ou conformidade da proposta de plano com os instrumentos de gestão territorial eficazes;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Fundamento técnico das soluções defendidas pela câmara municipal.</div>\n<p class=\"lf-p\">5 - O parecer da comissão deve exprimir a apreciação realizada pelas diversas entidades representadas, incluindo a posição final das entidades que formalmente discordaram das soluções projectadas.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - O parecer final da comissão acompanha a proposta de plano apresentada pela câmara municipal à assembleia municipal.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - Para efeitos de avaliação ambiental, o parecer final da comissão integra a análise sobre o relatório ambiental considerando especificadamente a posição das entidades referidas no n.º 2.</p>\n<p class=\"lf-p\">8 - A constituição, a composição e o funcionamento da comissão de acompanhamento são regulados por portaria do membro do Governo responsável pelo ordenamento do território.</p>\n<p class=\"lf-p\">Aditado pelo seguinte diploma: Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 75.º</span><span class=\"lf-art-t\">B</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Comissão de acompanhamento - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ] 1 - Para efeitos do disposto nos n.os 1 e 2 do artigo anterior, a designação dos representantes dos serviços e entidades da administração directa ou indirecta do Estado e das Regiões Autónomas inclui a delegação ou subdelegação dos poderes adequados para efeitos de vinculação daqueles serviços e entidades.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - A posição manifestada pelos representantes dos serviços e entidades da administração directa ou indirecta do Estado e das Regiões Autónomas no parecer previsto no n.º 4 do artigo anterior substitui os pareceres que aqueles serviços e entidades devessem emitir, a qualquer título, sobre o plano, nos termos legais e regulamentares.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Caso o representante de um serviço ou entidade não manifeste, na reunião da comissão de acompanhamento que aprova o parecer final, a sua concordância com as soluções projectadas, ou, apesar de regularmente convocado, não compareça à reunião, considera-se que o serviço ou entidade por si representado nada tem a opor à proposta de plano director municipal, desde que não manifeste a sua discordância no prazo de cinco dias após a comunicação do resultado da reunião.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>Rect. n.º 104/2007, de 06/11</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 181/2009, de 07/08 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 316/2007, de 19/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: Rect. n.º 104/2007, de 06/11</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 75.º</span><span class=\"lf-art-t\">C</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Acompanhamento dos planos de urbanização e dos planos de pormenor - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Mai 1 - O acompanhamento da elaboração dos planos de urbanização e dos planos de pormenor é facultativo.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - No decurso da elaboração dos planos, a câmara municipal solicita o acompanhamento que entender necessário, designadamente a emissão de pareceres sobre as propostas de planos ou a realização de reuniões de acompanhamento à comissão de coordenação e desenvolvimento regional territorialmente competente ou às demais entidades representativas dos interesses a ponderar.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Concluída a elaboração, a câmara municipal apresenta a proposta de plano, os pareceres eventualmente emitidos e o relatório ambiental, à comissão de coordenação e desenvolvimento regional territorialmente competente que, no prazo de 22 dias, procede à realização de uma conferência de serviços com todas as entidades representativas dos interesses a ponderar, aplicando-se, com as necessárias adaptações, o disposto no artigo 75.º-B e devendo a acta respectiva conter o parecer da comissão de coordenação e desenvolvimento regional sobre os aspectos previstos no n.º 4 do artigo 75.º-A.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - São convocadas para a conferência de serviços as entidades às quais, em virtude das suas responsabilidades ambientais específicas, possam interessar os efeitos ambientais resultantes da aplicação do plano.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - A convocatória da conferência de serviços é acompanhada das propostas de plano de urbanização e de plano de pormenor, bem como dos respectivos relatórios ambientais, e deve ser efectuada com a antecedência de 15 dias.</p>\n<p class=\"lf-p\">Aditado pelo seguinte diploma: Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 76.º</span><span class=\"lf-art-t\">Concertação - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O acompanhamento da elaboração da proposta de plano director municipal inclui a concertação com as entidades que, no decurso dos trabalhos da comissão de acompanhamento, formulem objecções às soluções definidas para o futuro plano.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Concluída a elaboração da proposta de plano e emitido o parecer da comissão de acompanhamento, a câmara municipal pode ainda promover, nos 20 dias subsequentes à emissão daquele parecer, a realização de reuniões de concertação com as entidades que, no âmbito daquela comissão, hajam formalmente discordado das soluções do futuro plano, tendo em vista obter uma solução concertada que permita ultrapassar as objecções formuladas.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - No caso dos planos de urbanização e dos planos de pormenor, a câmara municipal pode igualmente promover nos 20 dias subsequentes à realização da conferência de serviços, a realização de reuniões de concertação em termos análogos ao disposto no n.º 2 ou nova conferência de serviços com as entidades representativas dos interesses a ponderar que se justifiquem e com a comissão de coordenação e desenvolvimento regional.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 77.º</span><span class=\"lf-art-t\">Participação - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Ao longo da elaboração dos planos municipais de ordenamento do território, a câmara municipal deve facultar aos interessados todos os elementos relevantes para que estes possam conhecer o estádio dos trabalhos e a evolução da tramitação procedimental, bem como formular sugestões à autarquia e à comissão de acompanhamento.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Na deliberação que determina a elaboração do plano é estabelecido um prazo, que não deve ser inferior a 15 dias, para a formulação de sugestões e para a apresentação de informações sobre quaisquer questões que possam ser consideradas no âmbito do respectivo procedimento de elaboração.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Concluído o período de acompanhamento e, quando for o caso, decorrido o período adicional de concertação, a câmara municipal procede à abertura de um período de discussão pública, através de aviso a publicar no Diário da República e a divulgar através da comunicação social e da respectiva página da Internet, do qual consta a indicação do período de discussão, das eventuais sessões públicas a que haja lugar e dos locais onde se encontra disponível a proposta, o respectivo relatório ambiental, o parecer da comissão de acompanhamento ou a acta da conferência de serviços, os demais pareceres eventualmente emitidos, os resultados da concertação, bem como da forma como os interessados podem apresentar as suas reclamações, observações ou sugestões.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - O período de discussão pública deve ser anunciado com a antecedência mínima de 5 dias, e não pode ser inferior a 30 dias para o plano director municipal e a 22 dias para o plano de urbanização e para o plano de pormenor.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - A câmara municipal ponderará as reclamações, observações, sugestões e pedidos de esclarecimento apresentados pelos particulares, ficando obrigada a resposta fundamentada perante aqueles que invoquem, designadamente:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>A desconformidade com outros instrumentos de gestão territorial eficazes;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>A incompatibilidade com planos, programas e projectos que devessem ser ponderados em fase de elaboração;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>A desconformidade com disposições legais e regulamentares aplicáveis;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>A eventual lesão de direitos subjectivos.</div>\n<p class=\"lf-p\">6 - A resposta referida no número anterior será comunicada por escrito aos interessados, sem prejuízo do disposto no artigo 10.º, n.º 4, da Lei n.º 83/95, de 31 de Agosto.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - Sempre que necessário ou conveniente, a câmara municipal promove o esclarecimento directo dos interessados, quer através dos seus próprios técnicos, quer através do recurso a técnicos da administração directa ou indirecta do Estado e das Regiões Autónomas.</p>\n<p class=\"lf-p\">8 - Findo o período de discussão pública, a câmara municipal pondera e divulga, designadamente através da comunicação social e da respectiva página da Internet, os respectivos resultados e elabora a versão final da proposta para aprovação.</p>\n<p class=\"lf-p\">9 - São obrigatoriamente públicas todas as reuniões da câmara municipal e da assembleia municipal que respeitem à elaboração ou aprovação de qualquer categoria de instrumento de planeamento territorial.</p>\n<p class=\"lf-p\">10 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro.) 11 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>Rect. n.º 104/2007, de 06/11</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 46/2009, de 20/02</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 181/2009, de 07/08 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>3ª versão: DL n.º 316/2007, de 19/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>4ª versão: Rect. n.º 104/2007, de 06/11</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>5ª versão: DL n.º 46/2009, de 20/02</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 78.º</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Parecer final da comissão de coordenação e desenvolvimento regional - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Mai 1 - Concluído o projecto de versão final do plano director municipal, este é enviado à comissão de coordenação e desenvolvimento regional territorialmente competente, a qual pode emitir parecer no prazo de 10 dias, improrrogáveis, a notificar, sendo o caso, à câmara municipal e à assembleia municipal.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O parecer referido no número anterior, quando emitido, não possui carácter vinculativo e incide apenas sobre a conformidade com as disposições legais e regulamentares vigentes e a compatibilidade ou conformidade com os instrumentos de gestão territorial eficazes.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 79.º</span><span class=\"lf-art-t\">Aprovação - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Os planos municipais de ordenamento do território são aprovados pela assembleia municipal, mediante proposta apresentada pela câmara municipal.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Se o plano director municipal aprovado mantiver incompatibilidades com plano sectorial ou plano regional de ordenamento do território, deve ser solicitada a sua ratificação nos termos do artigo 80.º Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 80.º</span><span class=\"lf-art-t\">Ratificação - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A ratificação pelo Governo do plano director municipal tem como efeito a derrogação das normas dos planos sectoriais e dos planos regionais de ordenamento do território incompatíveis com as opções municipais.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - A ratificação pelo Governo do plano director municipal ocorre, a solicitação da câmara municipal, quando, no âmbito do procedimento de elaboração e aprovação, for suscitada pelos serviços e entidades com competências consultivas no âmbito da elaboração e do acompanhamento, a incompatibilidade com os instrumentos de gestão territorial referidos no número anterior.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A ratificação do plano director municipal pode ser parcial, aproveitando apenas à parte compatível com os instrumentos de gestão territorial referidos no n.º 1 do presente artigo.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - A apreciação pelo Governo de pedido de ratificação de plano director municipal é suscitada através da competente comissão de coordenação e de desenvolvimento regional, devendo, quando tenha lugar, ser acompanhada de parecer fundamentado da parte desta.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - A ratificação do plano director municipal nos termos do número anterior implica a revogação ou alteração das disposições constantes dos instrumentos de gestão territorial afectados, determinando a correspondente alteração dos elementos documentais afectados por forma a que traduzam a actualização da disciplina vigente.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - A alteração e a revisão do plano director municipal são objecto de ratificação nos termos do n.º 2 do presente artigo.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - A ratificação do plano director municipal é efectuada por resolução do Conselho de Ministros.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 81.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conclusão da elaboração e prazo de publicação - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A elaboração dos planos municipais de ordenamento do território considera-se concluída com a aprovação da respectiva proposta pela assembleia municipal.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os procedimentos administrativos subsequentes à conclusão da elaboração dos planos municipais de ordenamento do território devem ser concretizados de modo que, entre a respectiva aprovação e a publicação no Diário da República, medeiem os seguintes prazos máximos:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Plano director municipal - três meses;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Plano de urbanização - dois meses;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Plano de pormenor - dois meses.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - Os prazos fixados no número anterior suspendem-se nos casos previstos no n.º 2 do artigo anterior.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 82.º</span><span class=\"lf-art-t\">Efeitos - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">A existência de planos municipais de ordenamento do território eficazes pode constituir condição de acesso à celebração de contratos-programa, bem como à obtenção de fundos e linhas de crédito especiais.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 83.º</span><span class=\"lf-art-t\">Vigência - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Os planos municipais de ordenamento do território poderão ter um prazo de vigência previamente fixado, permanecendo, no entanto, eficazes até à entrada em vigor da respectiva revisão ou alteração.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 83.º</span><span class=\"lf-art-t\">A</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Disponibilização da informação na Internet - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ] 1 - Os planos municipais de ordenamento do território vigentes são disponibilizados, com carácter de permanência e na versão actualizada, no sítio electrónico do município a que respeitam.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Para efeitos do número anterior, os municípios devem proceder à transcrição digital georreferenciada de todo o conteúdo documental por que são constituídos os planos municipais de ordenamento do território, disponibilizando-o nos respectivos sítios electrónicos.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - As plantas devem estar disponíveis à mesma escala e com as mesmas cores e símbolos dos documentos aprovados pelo respectivo município.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - O acesso às legendas das plantas deve ser simples e rápido por forma a garantir o entendimento do significado das cores e símbolos utilizados.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 46/2009, de 20/02 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: Lei n.º 56/2007, de 31/08</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 83.º</span><span class=\"lf-art-t\">B - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">(Revogado pelo Decreto-Lei n.º 46/2009, de 20 de Fevereiro.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 46/2009, de 20/02 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: Lei n.º 56/2007, de 31/08 DIVISÃO II Plano director municipal</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 84.º</span><span class=\"lf-art-t\">Objecto - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O plano director municipal estabelece a estratégia de desenvolvimento territorial, a política municipal de ordenamento do território e de urbanismo e as demais políticas urbanas, integra e articula as orientações estabelecidas pelos instrumentos de gestão territorial de âmbito nacional e regional e estabelece o modelo de organização espacial do território municipal.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O plano director municipal é um instrumento de referência para a elaboração dos demais planos municipais de ordenamento do território e para o estabelecimento de programas de acção territorial, bem como para o desenvolvimento das intervenções sectoriais da administração do Estado no território do município, em concretização do princípio da coordenação das respectivas estratégias de ordenamento territorial.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - O modelo de organização espacial do território municipal tem por base a classificação e a qualificação do solo.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - O plano director municipal é de elaboração obrigatória.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 85.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conteúdo material - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O plano director municipal define um modelo de organização municipal do território nomeadamente estabelecendo:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>A caracterização económica, social e biofísica, incluindo da estrutura fundiária da área de intervenção;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>A definição e caracterização da área de intervenção, identificando as redes urbana, viária, de transportes e de equipamentos de educação, de saúde, de abastecimento público e de segurança, bem como os sistemas de telecomunicações, de abastecimento de energia, de captação, de tratamento e abastecimento de água, de drenagem e tratamento de efluentes e de recolha, depósito e tratamento de resíduos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>A definição dos sistemas de protecção dos valores e recursos naturais, culturais, agrícolas e florestais, identificando a estrutura ecológica municipal;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Os objectivos de desenvolvimento estratégico a prosseguir e os critérios de sustentabilidade a adoptar, bem como os meios disponíveis e as acções propostas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>A referenciação espacial dos usos e das actividades nomeadamente através da definição das classes e categorias de espaços;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>A identificação das áreas e a definição de estratégias de localização, distribuição e desenvolvimento das actividades industriais, turísticas, comerciais e de serviços;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>A definição de estratégias para o espaço rural, identificando aptidões, potencialidades e referências aos usos múltiplos possíveis;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">h)</span>A identificação e a delimitação dos perímetros urbanos, com a definição do sistema urbano municipal;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">i)</span>A definição de programas na área habitacional;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">j)</span>A especificação qualitativa e quantitativa dos índices, indicadores e parâmetros de referência, urbanísticos ou de ordenamento, a estabelecer em plano de urbanização e plano de pormenor, bem como os de natureza supletiva aplicáveis na ausência destes;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">l)</span>A definição de unidades operativas de planeamento e gestão, para efeitos de programação da execução do plano, estabelecendo para cada uma das mesmas os respectivos objectivos, bem como os termos de referência para a necessária elaboração de planos de urbanização e de pormenor;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">m)</span>A programação da execução das opções de ordenamento estabelecidas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">n)</span>A identificação de condicionantes, designadamente reservas e zonas de protecção, bem como das necessárias à concretização dos planos de protecção civil de carácter permanente;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">o)</span>As condições de actuação sobre áreas críticas, situações de emergência ou de excepção, bem como sobre áreas degradadas em geral;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">p)</span>As condições de reconversão das áreas urbanas de génese ilegal;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">q)</span>A identificação das áreas de interesse público para efeitos de expropriação, bem como a definição das respectivas regras de gestão;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">r)</span>Os critérios para a definição das áreas de cedência, bem como a definição das respectivas regras de gestão;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">s)</span>Os critérios de perequação compensatória de benefícios e encargos decorrentes da gestão urbanística a concretizar nos instrumentos de planeamento previstos nas unidades operativas de planeamento e gestão;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">t)</span>A articulação do modelo de organização municipal do território com a disciplina consagrada nos demais instrumentos de gestão territorial aplicáveis;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">u)</span>O prazo de vigência e as condições de revisão.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - Não obstante a existência dos índices, parâmetros e indicadores de natureza supletiva a que alude a alínea j) do número anterior, são directamente aplicáveis às operações urbanísticas a realizar em zona urbana consolidada, como tal identificada no plano, os índices, parâmetros e indicadores de referência para elaboração de plano de urbanização ou de plano de pormenor, nas seguintes condições:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Tenha decorrido o prazo de cinco anos sobre a data de entrada em vigor do plano director municipal, sem que haja sido aprovado o plano de urbanização ou o plano de pormenor;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Os índices e parâmetros de referência estabelecidos no plano director municipal definam os usos e a cércea máxima a observar, bem como os indicadores relativos à definição da rede viária e do estacionamento.</div>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>Rect. n.º 104/2007, de 06/11</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 181/2009, de 07/08 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>3ª versão: DL n.º 316/2007, de 19/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>4ª versão: Rect. n.º 104/2007, de 06/11</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 86.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conteúdo documental - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O plano director municipal é constituído por:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Regulamento;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Planta de ordenamento, que representa que representa o modelo de organização espacial do território municipal, de acordo com os sistemas estruturantes e a classificação e qualificação dos solos e ainda as unidades operativas de planeamento e gestão definidas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Planta de condicionantes que identifica as servidões e restrições de utilidade pública em vigor que possam constituir limitações ou impedimentos a qualquer forma específica de aproveitamento.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - O plano director municipal é acompanhado por:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Estudos de caracterização do território municipal;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Relatório, que explicita os objectivos estratégicos e as opções de base territorial adoptadas para o modelo de organização espacial, bem como a respectiva fundamentação técnica, suportada na avaliação das condições económicas, sociais, culturais e ambientais para a sua execução;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Relatório ambiental, no qual se identificam, descrevem e avaliam os eventuais efeitos significativos no ambiente resultantes da aplicação do plano e as suas alternativas razoáveis que tenham em conta os objectivos e o âmbito de aplicação territorial respectivos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Programa de execução, contendo designadamente disposições indicativas sobre a execução das intervenções municipais previstas, bem como sobre os meios de financiamento das mesmas.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - Os demais elementos que acompanham o plano director municipal são fixados por portaria do membro do Governo responsável pelo ordenamento do território.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12 DIVISÃO III Plano de urbanização</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 87.º</span><span class=\"lf-art-t\">Objecto - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O plano de urbanização concretiza, para uma determinada área do território municipal, a política de ordenamento do território e de urbanismo, fornecendo o quadro de referência para a aplicação das políticas urbanas e definindo a estrutura urbana, o regime de uso do solo e os critérios de transformação do território.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O plano de urbanização pode abranger:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Qualquer área do território do município incluída em perímetro urbano por plano director municipal eficaz e ainda o solo rural complementar de um ou mais perímetros urbanos, que se revele necessário para estabelecer uma intervenção integrada de planeamento;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Outras áreas do território municipal que, de acordo com os objectivos e prioridades estabelecidas no plano director municipal, possam ser destinadas a usos e funções urbanas, designadamente à localização de instalações ou parques industriais, logísticos ou de serviços ou à localização de empreendimentos turísticos e equipamentos e infra-estruturas associadas.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - Sem prejuízo do disposto na alínea d) do artigo 88.º, o solo rural complementar referido na alínea a) do número anterior não pode ser objecto de reclassificação.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 88.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conteúdo material - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">O plano de urbanização deve adoptar o conteúdo material apropriado às condições da área territorial a que respeita, aos objectivos das políticas urbanas e às transformações previstas nos termos de referência e na deliberação municipal que determinou a sua elaboração, dispondo nomeadamente sobre:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>A definição e caracterização da área de intervenção, identificando os valores culturais e naturais a proteger;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>A concepção geral da organização urbana, a partir da qualificação do solo, definindo a rede viária estruturante, a localização de equipamentos de uso e interesse colectivo, a estrutura ecológica, bem como o sistema urbano de circulação de transporte público e privado e de estacionamento;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>A definição do zonamento para localização das diversas funções urbanas, designadamente habitacionais, comerciais, turísticas, de serviços e industriais, bem como a identificação das áreas a recuperar ou reconverter;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>A adequação do perímetro urbano definido no plano director municipal em função do zonamento e da concepção geral da organização urbana definidos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>O traçado e o dimensionamento das redes de infra-estruturas gerais que estruturam o território, fixando os respectivos espaços-canal;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Os critérios de localização e de inserção urbanística e o dimensionamento dos equipamentos de utilização colectiva;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>As condições de aplicação dos instrumentos da política de solos e de política urbana previstos na lei, em particular os que respeitam à reabilitação urbana e à reconversão urbanística de áreas urbanas degradadas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">h)</span>Os indicadores e os parâmetros urbanísticos aplicáveis a cada uma das categorias e subcategorias de espaços;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">i)</span>A delimitação e os objectivos das unidades ou subunidades operativas de planeamento e gestão e a estruturação das acções de perequação compensatória;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">j)</span>A identificação dos sistemas de execução do plano.</div>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 89.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conteúdo documental - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O plano de urbanização é constituído por:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Regulamento;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Planta de zonamento, que representa a estrutura territorial e o regime de uso do solo da área a que respeita;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Planta de condicionantes que identifica as servidões e restrições de utilidade pública em vigor que possam constituir limitações ou impedimentos a qualquer forma específica de aproveitamento.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - O plano de urbanização é acompanhado por:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Relatório, que explicita os objectivos estratégicos do plano e a respectiva fundamentação técnica, suportada na avaliação das condições económicas, sociais, culturais e ambientais para a sua execução;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Relatório ambiental, no qual se identificam, descrevem e avaliam os eventuais efeitos significativos no ambiente resultantes da aplicação do plano e as suas alternativas razoáveis que tenham em conta os objectivos e o âmbito de aplicação territorial respectivos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Programa de execução, contendo designadamente disposições indicativas sobre a execução das intervenções municipais previstas, bem como sobre os meios de financiamento das mesmas.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - Os demais elementos que acompanham o plano de urbanização são fixados por portaria do membro do Governo responsável pelo ordenamento do território.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12 DIVISÃO IV Plano de pormenor</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 90.º</span><span class=\"lf-art-t\">Objecto - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O plano de pormenor desenvolve e concretiza propostas de ocupação de qualquer área do território municipal, estabelecendo regras sobre a implantação das infra-estruturas e o desenho dos espaços de utilização colectiva, a forma de edificação e a disciplina da sua integração na paisagem, a localização e inserção urbanística dos equipamentos de utilização colectiva e a organização espacial das demais actividades de interesse geral.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O plano de pormenor pode ainda desenvolver e concretizar programas de acção territorial.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - O plano de pormenor abrange áreas contínuas do território municipal, correspondentes, designadamente, a uma unidade ou subunidade operativa de planeamento e gestão ou a parte delas.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 91.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conteúdo material - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O plano de pormenor deve adoptar o conteúdo material apropriado às condições da área territorial a que respeita e aos objectivos previstos nos termos de referência e na deliberação municipal que determinou a sua elaboração, estabelecendo nomeadamente:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>A definição e caracterização da área de intervenção identificando, quando se justifique, os valores culturais e naturais a proteger;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>As operações de transformação fundiária necessárias e a definição das regras relativas às obras de urbanização;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>O desenho urbano, exprimindo a definição dos espaços públicos, de circulação viária e pedonal, de estacionamento bem como do respectivo tratamento, alinhamentos, implantações, modelação do terreno, distribuição volumétrica, bem como a localização dos equipamentos e zonas verdes;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>A distribuição de funções e a definição de parâmetros urbanísticos, designadamente índices, densidade de fogos, número de pisos e cérceas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Indicadores relativos às cores e materiais a utilizar;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>As operações de demolição, conservação e reabilitação das construções existentes;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>As regras para a ocupação e gestão dos espaços públicos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">h)</span>A implantação das redes de infra-estruturas, com delimitação objectiva das áreas a elas afectas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">i)</span>Os critérios de inserção urbanística e o dimensionamento dos equipamentos de utilização colectiva e a respectiva localização no caso dos equipamentos públicos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">j)</span>A identificação dos sistemas de execução do plano e a programação dos investimentos públicos associados, bem como a sua articulação com os investimentos privados;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">l)</span>A estruturação das acções de perequação compensatória.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - (Revogado pelo Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19/9).</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - O plano de pormenor relativo a área não abrangida por plano de urbanização, incluindo as intervenções em solo rural, procede à prévia explicitação do zonamento com base na disciplina consagrada no plano director municipal.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 91.º</span><span class=\"lf-art-t\">A</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Modalidades específicas - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ] 1 - O plano de pormenor pode adoptar modalidades específicas com conteúdo material adaptado a finalidades particulares de intervenção previstas nos termos de referência do plano e na deliberação municipal que determinou a respectiva elaboração.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - São modalidades específicas de plano de pormenor:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>O plano de intervenção no espaço rural;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>O plano de pormenor de reabilitação urbana;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>O plano de pormenor de salvaguarda.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - O plano de intervenção no espaço rural abrange solo rural e estabelece as regras relativas a:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Construção de novas edificações e reconstrução, alteração, ampliação ou demolição das edificações existentes, quando tal se revele necessário ao exercício das actividades autorizadas no solo rural;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Implantação de novas infra-estruturas de circulação de veículos, animais e pessoas, e de novos equipamentos públicos ou privados de utilização colectiva, e a remodelação, ampliação ou alteração dos existentes;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Criação ou a beneficiação de espaços de utilização colectiva, públicos ou privados, e respectivos acessos e áreas de estacionamento;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Criação de condições para a prestação de serviços complementares das actividades autorizadas no solo rural;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Operações de protecção, valorização e requalificação da paisagem.</div>\n<p class=\"lf-p\">4 - O plano de intervenção no espaço rural não pode promover a reclassificação do solo rural em urbano, com excepção justificada das áreas expressamente destinadas à edificação e usos urbanos complementares.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - O plano de pormenor de reabilitação urbana abrange solo urbano correspondente à totalidade ou a parte de:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Um centro histórico delimitado em plano director municipal ou plano de urbanização eficaz;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Uma área crítica de recuperação e reconversão urbanística;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Uma área de reabilitação urbana constituída nos termos da lei.</div>\n<p class=\"lf-p\">6 - O plano de pormenor de reabilitação urbana pode delimitar áreas a sujeitar à aplicação de regimes específicos de reabilitação urbana previstos na lei.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - O conteúdo do plano de pormenor de salvaguarda é definido nos termos previstos na Lei n.º 107/2001, de 8 de Setembro.</p>\n<p class=\"lf-p\">Aditado pelo seguinte diploma: Decreto-Lei n.º 316/2007, de 19 de Setembro</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 92.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conteúdo documental - [revogado - Decreto-Lei n.º 80/2015, de 14 de Maio ]</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O plano de pormenor é constituído por:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Regulamento;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Planta de implantação, que representa o regime de uso, ocupação e transformação da área de intervenção;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Planta de condicionantes que identifica as servidões e restrições de utilidade pública em vigor que possam constituir limitações ou impedimentos a qualquer forma específica de aproveitamento.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - O plano de pormenor é acompanhado por:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Relatório, contendo a fundamentação técnica das soluções propostas no plano, suportada na identificação e caracterização objectiva dos recursos territoriais da sua área de intervenção e na avaliação das condições económicas, sociais, culturais e ambientais para a sua execução;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Relatório ambiental, sempre que seja necessário proceder à avaliação ambiental nos termos dos n.os 5 e 6 do artigo 74.º, no qual se identificam, descrevem e avaliam os eventuais efeitos significativos no ambiente resultantes da aplicação do plano e as suas alternativas razoáveis que tenham em conta os objectivos e o âmbito de aplicação territorial respectivos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Peças escritas e desenhadas que suportem as operações de transformação fundiária previstas, nomeadamente para efeitos de registo predial;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Programa de execução das acções previstas e respectivo plano de financiamento.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - Para efeitos de registo predial, as peças escritas e desenhadas previstas na alínea c) do número anterior consistem em:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Planta do cadastro original;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Quadro com a identificação dos prédios, natureza, descrição predial inscrição matricial, áreas e confrontações;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Planta da operação de transformação fundiária com a identificação dos novos prédios;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Quadro com a identificação dos novos prédios ou fichas individuais, com a indicação da respectiva área, área destinada à implantação dos edifícios e das construções anexas, área de construção, volumetria, cércea e número de pisos acima e abaixo da cota de soleira para cada um dos edifícios, número de fogos e utilização dos edifícios e dos fogos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Planta com as áreas de cedência para o domínio municipal;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Quadro com a descrição das parcelas a ceder, sua finalidade e área de implantação e de construção dos equipamentos de utilização colectiva;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>Quadro de transformação fundiária explicitando o relacionamento entre os prédios originários e os prédios resultantes da operação de transformação fundiária.</div>\n<p class=\"lf-p\">4 - Os demais elementos que acompanham o plano de pormenor são fixados por portaria do membro do Governo responsável pelo ordenamento do território.</p>\n<p class=\"lf-p\">Contém as alterações dos seguintes diplomas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 310/2003, de 10/12</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>DL n.º 316/2007, de 19/09 Consultar versões anteriores deste artigo:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>1ª versão: DL n.º 380/99, de 22/09</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">-</span>2ª versão: DL n.º 310/2003, de 10/12 Páginas: 1 2 Seguinte &gt; © Copyright 2026. 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