{"html": "<div class=\"lf-doc\"><p class=\"lf-p\">2 - A publicidade da condenação referida no número anterior consiste na publicação de um extracto com a caracterização da infracção e a norma violada, a identificação do infractor e a sanção aplicada, numa publicação periódica local ou regional, da área da sede do infractor, a expensas deste.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A publicação referida no número anterior é promovida pelo tribunal competente, em relação às infracções objecto de decisão judicial, e pela autoridade administrativa, nos restantes casos.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-94\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 94.º</span><span class=\"lf-art-t\">Suspensão da execução da sanção acessória</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Pode ser suspensa a execução da sanção acessória aplicada a contra-ordenações leves e graves no caso de se verificarem os pressupostos de que a lei penal geral faz depender a suspensão da execução das penas, desde que se encontre paga a coima, nas condições previstas nos números seguintes.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Se o infractor não tiver sido condenado, nos últimos cinco anos, pela prática de contra-ordenação grave ou muito grave, a suspensão pode ser determinada pelo período de seis meses a um ano.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A suspensão pode ainda ser determinada, pelo período de um a dois anos, se o infractor, nos últimos cinco anos, tiver praticado apenas uma contra-ordenação grave, devendo, neste caso, ser condicionada, singular ou cumulativamente:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>À prestação de caução de boa conduta;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Ao cumprimento do dever de frequência de acções de formação, cujos conteúdos programáticos são aprovados pelo presidente da AFN;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Ao cumprimento de deveres específicos previstos noutros diplomas legais.</div>\n<p class=\"lf-p\">4 - A caução de boa conduta é fixada entre (euro) 500 e (euro) 15 000, tendo em conta a duração da sanção acessória aplicada e a situação económica do infractor.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Os encargos decorrentes da frequência de acções de formação são suportados pelo infractor.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - A imposição do dever de frequência de acção de formação deve ter em conta a personalidade e as aptidões profissionais do infractor, não podendo prejudicar o exercício normal da sua actividade profissional, nem representar obrigações cujo cumprimento não lhe seja razoavelmente exigível.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-95\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 95.º</span><span class=\"lf-art-t\">Revogação da suspensão da execução da sanção acessória</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A suspensão da execução da sanção acessória é revogada se, durante o respectivo período:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>O infractor cometer contra-ordenação grave ou muito grave;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>O infractor não cumprir os deveres impostos nos termos do n.º 3 do artigo anterior;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>O infractor, tratando-se de outra sanção acessória, cometer nova contra-ordenação ao mesmo diploma legal ou seus regulamentos, também cominada com sanção acessória.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - A revogação determina o cumprimento da sanção cuja execução estava suspensa e a quebra da caução, que reverte a favor da entidade que tiver determinado a suspensão.</p>\n<p class=\"lf-p\">SECÇÃO III Da prescrição</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-96\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 96.º</span><span class=\"lf-art-t\">Prescrição</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O procedimento pelas contra-ordenações graves e muito graves prescreve logo que sobre a prática da contra-ordenação haja decorrido o prazo de cinco anos, sem prejuízo das causas de interrupção e suspensão previstas no regime geral.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O procedimento pelas contra-ordenações leves prescreve logo que sobre a prática da contra-ordenação haja decorrido o prazo de um ano, sem prejuízo das causas de interrupção e suspensão previstas no regime geral.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - O prazo de prescrição da coima e sanções acessórias é de:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Três anos, no caso das contra-ordenações graves e muito graves;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Dois anos, no caso de contra-ordenações leves.</div>\n<p class=\"lf-p\">4 - O prazo referido no número anterior conta-se a partir do dia em que se torna definitiva ou transita em julgado a decisão que determinou a sua aplicação, sem prejuízo das causas de interrupção e suspensão previstas no regime geral.</p>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO III</h3>\n<p class=\"lf-p\">Das entidades competentes, das medidas cautelares e do processo SECÇÃO I Das entidades competentes</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-97\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 97.º</span><span class=\"lf-art-t\">Fiscalização</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Sem prejuízo das competências atribuídas por lei a outras entidades em razão da matéria ou da área de jurisdição, a fiscalização do disposto no presente Código compete à AFN, à GNR, às polícias municipais, às restantes forças de segurança com intervenção nos espaços florestais e ao ICNB, I. P., no caso de áreas protegidas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As autoridades civis e militares, incluindo as administrativas e fiscais, estão obrigadas ao dever de colaboração devendo, sempre que solicitadas, prestar todo o auxílio para a fiscalização da aplicação da política florestal.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-98\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 98.º</span><span class=\"lf-art-t\">Instrução dos processos contra-ordenacionais</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A instrução dos processos de contra-ordenações previstas no presente Código é da competência da AFN.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, a instrução de processos de contra-ordenações compete:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Ao ICNB, I. P., e à AFN, nas áreas protegidas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Às respectivas câmaras municipais, nas situações referidas no n.º 5 do artigo 17.º e no n.º 3 do artigo 24.º</div>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-99\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 99.º</span><span class=\"lf-art-t\">Decisão</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A competência para a decisão e para a aplicação de coimas e sanções acessórias é do presidente da AFN, com faculdade de delegação.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Nas áreas protegidas as competências previstas no número anterior são cometidas ao presidente do ICNB, I. P., com faculdade de delegação.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A competência para a decisão e para a aplicação de coimas e sanções acessórias, no que se refere às previstas na alínea b) do n.º 2 do artigo anterior, é do presidente da respectiva câmara municipal, com faculdade de delegação.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-100\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 100.º</span><span class=\"lf-art-t\">Produto das coimas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O produto das coimas aplicadas nos termos do presente Código reverte a favor das seguintes entidades:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>60 /prct. para o Estado;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>30 /prct. para a entidade que instruiu e decidiu o processo;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>10 /prct. para a entidade que levantou o auto.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - O montante equivalente a 50 /prct. do referido na alínea b) do número anterior é afecto ao Fundo Florestal Permanente.</p>\n<p class=\"lf-p\">SECÇÃO II Das medidas cautelares</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-101\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 101.º</span><span class=\"lf-art-t\">Medidas cautelares</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Quando se revele necessário para a instrução do processo, a AFN pode determinar uma ou mais das seguintes medidas:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Apreensão dos instrumentos, designadamente maquinaria, veículos ou quaisquer outros objectos que serviram ou estavam destinadas a servir para a prática da contra-ordenação;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Apreensão dos bens ou produto resultantes da actividade contra-ordenacional, salvo quando os proprietários em nada tenham contribuído para a prática da contra-ordenação;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Suspensão de licença;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Suspensão da laboração ou o encerramento preventivo do estabelecimento;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Suspensão de alguma ou algumas actividades ou funções exercidas pelo arguido;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Selagem de equipamento por tempo determinado.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - Enquanto os bens se mantiverem apreendidos, é permitido ao seu proprietário beneficiá-los ou conservá-los sob vigilância da autoridade à ordem da qual estiverem apreendidos, não sendo, todavia, esta responsável pelos prejuízos que possam resultar da falta de conveniente beneficiação ou conservação.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - São ineficazes os negócios jurídicos que tenham por objecto bens apreendidos.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - É permitida a venda antecipada de bens cautelarmente apreendidos, quando haja risco de deterioração ou tal seja requerido pelo respectivo proprietário ou detentor.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Os bens apreendidos aos infractores constituem garantias de pagamento das coimas.</p>\n<p class=\"lf-p\">SECÇÃO III Do processo</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-102\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 102.º</span><span class=\"lf-art-t\">Auto de notícia</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Quando qualquer autoridade ou agente da autoridade, no exercício das suas funções de fiscalização e controlo das actividades de conservação, gestão e defesa dos espaços florestais e seus recursos, presenciar a prática de uma contra-ordenação, levanta ou manda levantar auto de notícia, que menciona os factos que constituem a infracção, o dia, a hora, o local e as circunstâncias em que foi cometida, o nome e a qualidade da autoridade ou agente de autoridade que a presenciou e tudo o que puder averiguar acerca da identificação dos agentes da infracção e, quando possível, de testemunhas que possam depor sobre os factos.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Quando a infracção se reportar a pessoas colectivas ou equiparadas, deve indicar-se, sempre que possível, a sede social, bem como a identificação e residência dos sócios gerentes.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - O auto de notícia é assinado pela autoridade ou agente da autoridade que o levanta ou manda levantar e pelo infractor, se quiser assinar, devendo, em caso de recusa, tal facto constar do auto.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - Do auto de notícia deve ser dada cópia ao infractor.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Pode levantar-se um único auto de notícia por diferentes infracções cometidas na mesma ocasião ou relacionadas umas com as outras, embora sejam diversos os agentes.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - O auto de notícia levantado nos termos dos números anteriores faz fé em juízo sobre os factos presenciados pelo autuante, até prova em contrário.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - O disposto no número anterior aplica-se aos elementos de prova obtidos através de aparelhos, instrumentos ou equipamentos utilizados nos termos legais.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-103\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 103.º</span><span class=\"lf-art-t\">Denúncia</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A autoridade ou agente da autoridade que tiver conhecimento, por denúncia, da prática de contra-ordenação prevista no presente Código lavra ou manda lavrar auto de notícia.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - É correspondentemente aplicável, com as necessárias adaptações, o disposto no artigo anterior.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-104\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 104.º</span><span class=\"lf-art-t\">Pagamento voluntário</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - No caso de se tratar de infractor sem qualquer antecedente no respectivo registo individual, pode este proceder ao pagamento voluntário pelo mínimo legal da coima prevista para a respectiva infracção, no prazo de 15 dias úteis da notificação para o efeito.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Entende-se por antecedentes, para os efeitos previstos no número anterior, a prática de uma ou mais infracções florestais nos três anos anteriores.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - O pagamento voluntário da coima não exclui a possibilidade de aplicação de sanções acessórias.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-105\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 105.º</span><span class=\"lf-art-t\">Comunicação da infracção</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Após o levantamento do auto, o arguido deve ser notificado:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Dos factos constitutivos da infracção;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Do dia, hora e o local e as circunstâncias em que a infracção foi cometida ou detectada;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Da legislação infringida e da que sanciona os factos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Das sanções que lhe são aplicáveis;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Do prazo concedido e do local para a apresentação da defesa;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Da possibilidade de pagamento voluntário da coima pelo mínimo, do prazo e do modo de o efectuar, bem como das consequências do não pagamento.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - O arguido pode, no prazo de 15 dias úteis, a contar da notificação, apresentar a sua defesa, por escrito, com a indicação de testemunhas, até ao limite de três, e de outros meios de prova, ou proceder ao pagamento voluntário, nos termos e com os efeitos estabelecidos no artigo anterior.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - No mesmo prazo o arguido pode ainda requerer a suspensão da execução da sanção acessória.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - O pagamento voluntário da coima não impede o arguido de apresentar a sua defesa, restrita à gravidade da infracção e à sanção acessória aplicável.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-106\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 106.º</span><span class=\"lf-art-t\">Notificações</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As notificações efectuam-se:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Por contacto pessoal com o notificando, no lugar em que seja encontrado;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Mediante carta registada com aviso de recepção expedida para o domicílio ou sede do notificando;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Mediante carta simples expedida para o domicílio ou sede do notificando.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - A notificação por contacto pessoal deve ser efectuada, sempre que possível, no acto de autuação, podendo ainda ser utilizada quando o notificando seja encontrado pela entidade competente.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Quando não seja possível a notificação por contacto pessoal a que se refere o número anterior, a notificação deve ser efectuada através de carta registada com aviso de recepção, expedida para o domicílio ou sede do notificando, considerando-se efectuada na data em que for assinado o aviso de recepção ou no 3.º dia útil após essa data, quando o aviso for assinado por pessoa diversa do notificando.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - Se, por qualquer motivo, a carta prevista no número anterior for devolvida à entidade remetente a notificação é reenviada ao notificando, para o seu domicílio ou sede, através de carta simples.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Na notificação por carta simples deve expressamente constar no processo a data de expedição da carta e do domicílio para o qual foi enviada, considerando-se a notificação efectuada no 5.º dia posterior à data ali indicada, cominação esta que deve constar do acto de notificação.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - Sempre que o notificando se recusar a receber ou a assinar a notificação, o agente certifica a recusa, considerando-se efectuada a notificação.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - Quando não seja possível efectuar a notificação pelas formas previstas nos números anteriores pode a mesma ser efectuada para o número de telefax ou para o endereço de correio electrónico do notificando.</p>\n<p class=\"lf-p\">8 - Quando a notificação seja efectuada por telefax ou via correio electrónico, presume-se que foi feita na data da emissão, servindo de prova, respectivamente, a cópia do aviso onde conste a menção de que a mensagem foi enviada com sucesso, bem como a data, hora e número de telefax do receptor ou o extracto da mensagem efectuada, o qual é junto aos autos.</p>\n<p class=\"lf-p\">9 - As notificações efectuadas por simples carta registada presumem-se feitas no 3.º dia posterior ao do registo ou no 1.º dia útil seguinte a esse, quando esse dia não seja útil.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-107\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 107.º</span><span class=\"lf-art-t\">Notificações aos mandatários</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As notificações aos arguidos que tenham constituído mandatário são, sempre que possível, feitas na pessoa deste e no seu domicílio profissional.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Quando a notificação tenha em vista a convocação de testemunhas ou peritos, além da notificação destes, é ainda notificado o mandatário, indicando-se a data, o local e o motivo da comparência.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Para os efeitos do artigo anterior, o arguido, sempre que arrolar testemunhas, deve fornecer todos os elementos necessários à sua notificação, designadamente indicar correctamente a morada e o respectivo código postal relativo a cada uma delas.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - As notificações referidas nos números anteriores são feitas por carta registada, com aviso de recepção, aplicando-se às mesmas o disposto nos n.os 4, 5 e 6 do artigo anterior.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-108\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 108.º</span><span class=\"lf-art-t\">Testemunhas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As testemunhas, peritos ou consultores técnicos indicados pelo arguido na defesa devem por ele ser apresentados na data, hora e local indicados pela entidade instrutora do processo.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Exceptuam-se do disposto no número anterior os peritos dos estabelecimentos, laboratórios ou serviços oficiais, bem como os agentes de autoridade, ainda que arrolados pelo arguido, que devem ser notificados pela autoridade administrativa.</p>\n<p class=\"lf-p\">SECÇÃO IV Registo individual</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-109\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 109.º</span><span class=\"lf-art-t\">Registo individual do arguido</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A AFN é a entidade responsável pela criação, manutenção e actualização do registo individual de cada arguido, com a natureza de registo electrónico, sujeito a confidencialidade, no qual são lançadas todas as sanções que lhe sejam aplicadas por infracções cometidas após a entrada em vigor do presente Código.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O registo individual é organizado em ficheiro central informatizado, dele devendo constar:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>A identificação da entidade que proferiu a decisão;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>A identificação do arguido;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>A data e a forma da decisão;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>O conteúdo da decisão e dos preceitos aplicados;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>As sanções acessórias e as medidas cautelares aplicadas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>O pagamento da coima ou multa;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>A eventual execução da coima e das custas do processo.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - O registo das infracções é cancelado quando passem três anos após o cumprimento integral da sanção principal ou acessória aplicadas.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - A Comissão Nacional de Protecção de Dados acompanha e fiscaliza, nos termos da lei sobre protecção de dados pessoais, as operações referidas nos números anteriores.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Nos processos em que deva ser apreciada a responsabilidade de qualquer arguido é sempre junta uma cópia dos registos que lhe digam respeito, podendo o interessado ter acesso ao seu registo sempre que o solicite.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - Podem ainda aceder aos dados constantes do registo individual:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Os magistrados judiciais e do Ministério Público para fins de investigação criminal e de instrução de processos criminais;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>As entidades que, nos termos da lei processual penal, recebam delegação para a prática de actos de inquérito ou instrução;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>As entidades oficiais para a prossecução de fins públicos a seu cargo.</div>\n<h3 class=\"lf-part\">TÍTULO XIII</h3>\n<p class=\"lf-p\">Disposições transitórias e finais</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-110\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 110.º</span><span class=\"lf-art-t\">Taxas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A emissão de pareceres, bem como outros serviços prestados no âmbito do presente Código e legislação complementar, estão sujeitos a taxas cujo valor é fixado por portaria do membro do governo responsável pela área das florestas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As taxas correspondem ao custo efectivo dos serviços prestados.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - As taxas referidas no n.º 1 são actualizadas anualmente com base no índice de preços ao consumidor, excluída a habitação.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-111\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 111.º</span><span class=\"lf-art-t\">Territórios existentes submetidos ao regime florestal</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Todos os territórios submetidos ao regime florestal ao abrigo do Decreto de 24 de Dezembro de 1901 e do Decreto de 24 de Dezembro de 1903 mantêm a classificação que detêm, não carecendo de nova submissão.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-112\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 112.º</span><span class=\"lf-art-t\">Declarações de imprescindível utilidade pública</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A declaração de imprescindível utilidade pública e as declarações de empreendimentos agrícolas com relevante e sustentável interesse para a economia local previstas nas alíneas a) e b) do n.º 2 do artigo 44.º e no n.º 2 do artigo 45.º, competem conjuntamente aos membros do Governo responsáveis pela área das florestas, com a tutela do empreendimento, se não se tratar de projecto agrícola, e pela área do ambiente, no caso de não haver lugar a avaliação de impacte ambiental.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Para efeitos do número anterior, o proponente deve apresentar:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Uma memória descritiva e justificativa que demonstre tecnicamente o interesse económico e social do empreendimento, a sua sustentabilidade e a inexistência de alternativas válidas quanto à sua localização;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>A declaração de impacte ambiental, quando esta seja exigível.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - Nos casos de infra-estruturas públicas, nomeadamente rodoviárias, ferroviárias, portuárias, aeroportuárias, de abastecimento de água ou de saneamento sujeitas a avaliação de impacte ambiental, a declaração de impacte ambiental favorável ou condicionalmente favorável equivale ao reconhecimento da imprescindível utilidade pública da acção ou do relevante e sustentável interesse para a economia local dos empreendimentos.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - As declarações de imprescindível utilidade pública têm a validade de cinco anos, renováveis por iguais períodos, a pedido dos interessados, se não se verificar a alteração dos pressupostos que lhes deram origem.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-113\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 113.º</span><span class=\"lf-art-t\">Projecto de relevante interesse geral</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Os projectos de relevante interesse geral como tal declarados por decreto-lei podem beneficiar de um regime especial de medidas específicas compensatórias e dispensar a declaração de imprescindível utilidade pública prevista no artigo anterior.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - No decreto-lei a que se refere o número anterior deve ficar expressamente previsto o regime especial, bem como a dispensa de declaração de imprescindível utilidade pública.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-114\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 114.º</span><span class=\"lf-art-t\">Prazos para autorizações e pareceres</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As autorizações previstas no presente Código são emitidas, a requerimento do interessado, no prazo de 35 dias pela entidade competente, que dispõe de 10 dias contados da recepção do pedido para solicitar os pareceres necessários.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As entidades consultadas pela AFN, para efeitos de parecer, devem pronunciar-se no prazo de 20 dias a contar da data de disponibilização do processo, findo o qual sem que o parecer seja emitido o procedimento pode continuar sem o mesmo.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A entidade competente para a emissão das autorizações previstas no presente Código pode, sempre que tal se mostre necessário e por uma única vez, solicitar ao requerente elementos adicionais relevantes para a decisão, suspendendo-se o prazo referido no n.º 1.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - Com excepção das autorizações previstas nos artigos 45.º e 52.º, a falta de emissão de autorização no prazo previsto no n.º 1 equivale ao deferimento tácito do pedido.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Os prazos previstos no presente artigo são improrrogáveis.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-115\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 115.º</span><span class=\"lf-art-t\">Publicitação</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Independentemente de outras publicações obrigatórias, todas as normas regulamentares e técnicas, que não sejam relativas a dados pessoais, elaboradas ao abrigo do presente Código, são obrigatoriamente publicitadas no sítio da Internet da AFN, independentemente de outras publicações obrigatórias.</p>\n<p class=\"lf-p\">Páginas: © Copyright 2026. 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