{"html": "<div class=\"lf-doc\"><p class=\"lf-p\">2 - O exercício da caça a estas espécies pode ser permitido nos meses de Outubro a Fevereiro, inclusive, nos termos definidos anualmente na portaria que estabelece o calendário venatório, sem prejuízo do disposto no número seguinte.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Em terrenos cinegéticos não ordenados, nos meses de Janeiro e Fevereiro, a caça a estas espécies só é permitida nos locais e nas condições estabelecidos por edital da DGRF.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 100.º</span><span class=\"lf-art-t\">Caça à galinhola</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A caça à galinhola pode ser exercida de salto.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O exercício da caça a esta espécie pode ser permitido nos meses de Outubro a Fevereiro, inclusive, nos termos definidos anualmente na portaria que estabelece o calendário venatório, sem prejuízo do disposto no número seguinte.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Em terrenos cinegéticos não ordenados, nos meses de Janeiro e Fevereiro, a caça a esta espécie só é permitida nos locais e nas condições estabelecidos por edital da DGRF.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-101\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 101.º</span><span class=\"lf-art-t\">Caça à rola-comum</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A caça a esta espécie pode ser exercida à espera.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O exercício da caça a esta espécie pode ser permitido nos meses de Agosto e Setembro.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Em terrenos cinegéticos não ordenados só é permitida a caça a esta espécie nos locais e nas condições estabelecidos por edital da DGRF.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - É proibido o exercício da caça a esta espécie a menos de 100 m de pontos de água acessíveis à fauna e de locais artificiais de alimentação.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-102\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 102.º</span><span class=\"lf-art-t\">Caça à codorniz</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A caça à codorniz pode ser exercida de salto e de cetraria.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O exercício da caça a esta espécie pode ser permitido nos meses de Setembro a Dezembro, inclusive, sem prejuízo do disposto no número seguinte.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Em terrenos cinegéticos não ordenados, no mês de Setembro, só é permitida a caça à codorniz nos locais e nas condições estabelecidos em edital da DGRF.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 103.º</span><span class=\"lf-art-t\">Caça aos pombos</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A caça ao pombo-da-rocha, ao pombo-bravo e ao pombo-torcaz pode ser exercida de salto, à espera e de cetraria.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - É permitida a utilização de negaças na caça aos pombos.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, o exercício da caça ao pombo-da-rocha pode ser permitido nos meses de Agosto a Dezembro e ao pombo-bravo e ao pombo-torcaz de Agosto a Fevereiro.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - Em terrenos cinegéticos não ordenados, a caça a estas espécies nos meses de Agosto, Setembro, Janeiro e Fevereiro só é permitida de espera e de cetraria e apenas nos locais e nas condições estabelecidos por edital da DGRF.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Nos meses de Agosto e Setembro é proibido o exercício da caça a estas espécies a menos de 100 m de pontos de água acessíveis à fauna e de locais artificiais de alimentação.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - O exercício da caça ao pombo-da-rocha só é permitido nos municípios definidos em portaria do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-104\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 104.º</span><span class=\"lf-art-t\">Caça aos tordos, ao melro e ao estorninho-malhado</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A caça aos tordos, ao melro e ao estorninho-malhado pode ser exercida de salto, à espera e de cetraria.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O exercício da caça a estas espécies pode ser permitido nos meses de Outubro a Fevereiro, inclusive, sem prejuízo do disposto no número seguinte.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Em terrenos cinegéticos não ordenados, nos meses de Janeiro e Fevereiro, a caça a estas espécies só é permitida à espera e de cetraria e apenas nos locais e nas condições estabelecidos por edital da DGRF.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 105.º</span><span class=\"lf-art-t\">Caça ao javali</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A caça ao javali pode ser exercida à espera, de salto, de aproximação, de batida, de montaria e com lança.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Em terrenos cinegéticos não ordenados, a caça a esta espécie só pode ser permitida de batida e de montaria e apenas nos meses de Outubro a Fevereiro e nos locais e nas condições estabelecidas por edital da DGRF.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Em terrenos cinegéticos ordenados, com excepção da caça de salto, de batida e de montaria, que só pode ser permitida nos meses de Outubro a Fevereiro, inclusive, a caça ao javali pode ser permitida durante toda a época venatória.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-106\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 106.º</span><span class=\"lf-art-t\">Caça ao gamo, ao veado, ao corço e ao muflão</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A caça ao gamo, ao veado, ao corço e ao muflão pode ser exercida à espera, de aproximação, de batida, de montaria e com lança.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - É permitida a utilização de chamariz na caça ao veado e ao corço.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Com excepção da caça pelos processos de batida e de montaria, que só pode ser permitida nos meses de Outubro a Fevereiro, inclusive, a caça a estas espécies pode ser permitida durante toda a época venatória, sem prejuízo do disposto no número seguinte.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - Em terrenos cinegéticos não ordenados, a caça a estas espécies só pode ser exercida nos casos e condições autorizados pelo Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas.</p>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO VII</h3>\n<p class=\"lf-p\">Espécies cinegéticas em cativeiro</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 107.º</span><span class=\"lf-art-t\">Espécies cinegéticas em cativeiro</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A reprodução, criação e detenção de espécies cinegéticas em cativeiro pode ser autorizada para fins de repovoamento, utilização em campos de treino, produção de reprodutores, consumo alimentar, produção de peles ou fins científicos, didácticos, recreativos e de colecção.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Só é permitida a reprodução, criação e detenção em cativeiro das espécies cinegéticas e subespécies identificadas em portaria do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, ouvido o Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, que estabelece os fins a que se destina cada espécie e, ainda, as condições de autorização.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A reprodução, a criação e a detenção de espécies cinegéticas em cativeiro dependem de autorização expressa da DGRF e de parecer favorável do ICN nas áreas classificadas, após parecer favorável da Direcção-Geral de Veterinária sobre os aspectos sanitários, com excepção da reprodução de coelho-bravo de populações locais em zonas de caça com o fim exclusivo de proceder ao respectivo repovoamento.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - A DGRF pode ainda autorizar a detenção de espécies cinegéticas em centros de recuperação de animais.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Os alvarás para reprodução, criação e detenção de espécies cinegéticas em cativeiro definem as obrigações decorrentes da autorização e são válidos por cinco anos civis, renováveis por iguais períodos.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - A reprodução de pombo-da-rocha e de coelho-bravo prevista no n.º 3 não carece de alvará, obedecendo a captura dos reprodutores, no caso dos coelhos, ao disposto no n.º 2 do artigo 4.º</p>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO VIII</h3>\n<p class=\"lf-p\">Detenção, comércio, transporte e exposição de espécies cinegéticas</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-108\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 108.º</span><span class=\"lf-art-t\">Exemplares mortos</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Só é permitida a comercialização, a detenção, o transporte e a exposição ao público para fins de comercialização de exemplares mortos de espécies cinegéticas, bem como de qualquer parte ou produto obtido a partir dos mesmos, identificados em portaria do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Só é permitido o transporte, o comércio, a cedência e a exposição para venda de exemplares mortos de espécies cinegéticas durante os períodos venatórios respectivos e nos cinco dias seguintes.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Exceptua-se do disposto no número anterior:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>O transporte, o comércio e a exposição para venda efectuados ao abrigo do Decreto-Lei n.º 44/96, de 10 de Maio, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 481/99, de 11 de Setembro, bem como de espécies produzidas em cativeiro, desde que devidamente marcadas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>O transporte, pelo próprio caçador, de exemplares mortos de espécies cinegéticas em países comunitários ou em países terceiros, quando acompanhados de documento comprovativo da sua origem.</div>\n<p class=\"lf-p\">4 - Os exemplares mortos no exercício da caça podem estar sujeitos a marcação, nos termos a definir em portaria do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Os quantitativos de exemplares de espécies cinegéticas a transportar diariamente por cada caçador durante os respectivos períodos venatórios não podem ser superiores aos limites diários de abate fixados na portaria a que se refere o n.º 2 do artigo 3.º 6 - O disposto no número anterior não se aplica quando, nos termos do artigo 89.º, ocorram dias de caça consecutivos, em que é permitido o transporte de quantitativos de exemplares de espécies cinegéticas correspondentes ao somatório dos limites diários de abate permitidos para essas espécies.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - Os exemplares abatidos em dias diferentes dos permitidos no terreno não ordenado ou em quantidades superiores às permitidas naqueles terrenos devem ser acompanhados de guia de transporte emitida pela entidade gestora da zona de caça ou do campo de treino de caça.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-109\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 109.º</span><span class=\"lf-art-t\">Exemplares naturalizados e troféus</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A avaliação e classificação de troféus de caça maior compete a uma comissão nacional de homologação de troféus nomeada pelo Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - A DGRF organiza e mantém um cadastro nacional de troféus de caça maior.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A formação e o funcionamento da comissão referida no n.º 1 podem ser assegurados por OSC, em termos a regulamentar por despacho do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 110.º</span><span class=\"lf-art-t\">Exemplares vivos</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A detenção, o comércio, a cedência a título gratuito, o transporte e a exposição de exemplares vivos de espécies cinegéticas e seus produtos só são permitidos para os exemplares das espécies indicadas em portaria do Ministro da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, ouvido o Ministro do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, e desde que autorizados pela DGRF.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O transporte de exemplares vivos de espécies cinegéticas ou dos seus produtos deve ser acompanhado de certificado sanitário e guia de transporte de modelo da DGRF emitida:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Pela entidade detentora de alvará, quando provenientes de estabelecimentos de reprodução, criação e detenção em cativeiro;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Pela DGRF, quando provenientes de capturas de animais silvestres ou de países comunitários.</div>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-111\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 111.º</span><span class=\"lf-art-t\">Importação e exportação de exemplares vivos</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Depende de autorização da DGRF e da Direcção-Geral de Veterinária, quanto aos aspectos hígio-sanitários, a importação e a exportação de exemplares vivos de espécies cinegéticas, sem prejuízo do disposto no Decreto-Lei n.º 565/99, de 21 de Dezembro, com as alterações que lhe foram introduzidas pelo Decreto-Lei n.º 205/2003, de 12 de Setembro.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-112\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 112.º</span><span class=\"lf-art-t\">Marcação de exemplares vivos</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">A marcação de exemplares de espécies cinegéticas prevista no presente diploma é efectuada pela DGRF ou pelas entidades por esta autorizadas.</p>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO IX</h3>\n<p class=\"lf-p\">Correcção da densidade dos animais prejudiciais à caça, pesca e agricultura</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-113\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 113.º</span><span class=\"lf-art-t\">Correcção da densidade das espécies cinegéticas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As populações de espécies cinegéticas podem, fora das condições regulamentares do exercício da caça, ser objecto de acções de correcção quando tal seja necessário para prevenir ou minimizar a ocorrência de danos na fauna, na flora, nas pescas, nas florestas, na agricultura e na pecuária ou ainda para a protecção da saúde e segurança públicas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As acções de correcção carecem de autorização da DGRF.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A DGRF dispõe de um prazo de cinco dias para decidir o pedido de autorização da realização das acções de correcção, findo o qual se considera deferida a autorização.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - O prazo referido no número anterior é de 10 dias quando as acções de correcção são em áreas classificadas.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - As acções de correcção são efectuadas pelos interessados, associações de caçadores ou outras entidades.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - A entidade que realiza a acção de correcção comunica à DGRF, no prazo de 30 dias contados do termo da acção, o resultado desta.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - As acções de correcção para prevenir ou minimizar danos na fauna revestem-se de carácter excepcional.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-114\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 114.º</span><span class=\"lf-art-t\">Responsabilidade por prejuízos</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As entidades titulares de zonas de caça, de instalações para a criação de caça em cativeiro e de campos de treino de caça são obrigadas a indemnizar os danos que, por efeitos da sua actividade, forem causados nos terrenos vizinhos e nos próprios terrenos.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Nas áreas de direito à não caça, a responsabilidade por prejuízos causados pelas espécies cinegéticas nos terrenos vizinhos e nos próprios é dos titulares do direito, podendo a DGRF ou entidade por ela autorizada proceder ao seu controlo, a pedido e a expensas do requerente.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A obrigação de indemnização referida no n.º 1 do presente artigo não existe nas situações em que os danos não se teriam verificado caso tivessem sido autorizadas pelas autoridades competentes as medidas correctivas requeridas pelas entidades em causa.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - As indemnizações previstas nos números anteriores podem ser fixadas por tribunal arbitral.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-115\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 115.º</span><span class=\"lf-art-t\">Responsabilidade do Estado</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O Estado, através da DGRF, é obrigado a indemnizar os danos causados pelas espécies cinegéticas nas florestas, na agricultura e na pecuária, desde que não tenha autorizado medidas de correcção ou efectuado directamente as mesmas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As entidades que tenham sido autorizadas a proceder às acções de correcção não têm direito a receber indemnizações pelos prejuízos causados por espécies cinegéticas.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Não há também lugar à indemnização prevista no n.º 1 do presente artigo quando, designadamente, as culturas ou plantações prejudicadas não estiverem devidamente licenciadas.</p>\n<p class=\"lf-p\">CAPÍTULO XÁreas classificadas</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-116\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 116.º</span><span class=\"lf-art-t\">(Revogado.)</span></h4>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 117.º</span><span class=\"lf-art-t\">Recursos cinegéticos e preservação da fauna</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Por portaria dos Ministros da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente, pode ser interdito o exercício da caça a determinadas espécies cinegéticas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As autorizações previstas no artigo 4.º relativas a áreas classificadas dependem de parecer favorável do ICN.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A aprovação do PAE referido na alínea f) do artigo 19.º carece de parecer favorável do ICN, a emitir no prazo de 15 dias, findo o qual pode o procedimento prosseguir e vir a ser decidido sem o parecer.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - A DGRF, recebido o PAE para aprovação, tem cinco dias para o remeter ao ICN para parecer, suspendendo-se a contagem do prazo para aprovação.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - O ICN pode solicitar à DGRF, por ofício, informações e documentos em falta ou adicionais, suspendendo-se a contagem do prazo para parecer, por uma única vez, no período de tempo que se verifique entre a entrada do primeiro ofício na DGRF e a entrada do ofício de resposta da DGRF àquele no ICN.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - Os planos referidos nos n.os 3 e 4 do artigo 8.º são elaborados pela DGRF em conjunto com o ICN.</p>\n<p class=\"lf-p\">7 - Nas áreas classificadas não é permitido o exercício da caça até à aprovação do respectivo PAE.</p>\n<p class=\"lf-p\">8 - O PAE deve propor, nomeadamente:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Espécies e processos de caça autorizados;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Número de exemplares de cada espécie a abater, devendo, no caso de caça maior, com excepção do javali, ser indicados sexo e idade;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Número previsto de jornadas de caça e limite de peças a abater.</div>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-118\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 118.º</span><span class=\"lf-art-t\">Zonas de caça</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A criação de zonas de caça, a anexação e desanexação de terrenos, bem como a sua renovação, revogação e mudança de concessionário, são efectuadas por portaria dos Ministros da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - A DGRF deve comunicar ao ICN as informações que lhe forem prestadas nos termos do disposto nas alíneas f) e i) do artigo 19.º e no n.º 1 do artigo 43.º 3 - À criação e renovação de ZCT em áreas classificadas aplica-se o disposto no n.º 3 do artigo 30.º</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 119.º</span><span class=\"lf-art-t\">Terrenos não cinegéticos</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Constituem zonas interditas à caça:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Reservas integrais constituídas em áreas protegidas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Os locais definidos em portaria do Ministro do Ambiente, Ordenamento do Território e Desenvolvimento Regional, ouvido o Ministério da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas, ponderados os interesses específicos de conservação da natureza.</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 120.º</span><span class=\"lf-art-t\">Períodos, processos e condicionantes venatórios</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Por portaria dos Ministros da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente pode ser fixado um calendário venatório próprio para as áreas classificadas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - A caça ao coelho-bravo no mês de Julho e a caça pelo processo com furão carecem de parecer favorável do ICN, a emitir no prazo de cinco dias, findo o qual pode o procedimento prosseguir e vir a ser decidido sem o parecer.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A caça ao veado, gamo, corço e muflão em terrenos cinegéticos não ordenados depende de autorização conjunta dos Ministérios da Agricultura, do Desenvolvimento Rural e das Pescas e das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - Os editais previstos na alínea b) do n.º 5 do artigo 94.º, no n.º 4 do artigo 96.º, no n.º 4 do artigo 97.º, no n.º 3 do artigo 98.º, no n.º 3 do artigo 99.º, no n.º 3 do artigo 100.º, no n.º 3 do artigo 101.º, no n.º 3 do artigo 102.º, no n.º 4 do artigo 103.º, no n.º 3 do artigo 104.º e no n.º 2 do artigo 105.º carecem de parecer favorável do ICN no prazo de 10 dias, findo o qual pode o procedimento prosseguir e vir a ser decidido sem o parecer.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - As autorizações previstas no n.º 2 do artigo 113.º carecem de parecer favorável do ICN, que tem um prazo de cinco dias para a sua emissão, findo o qual pode o procedimento prosseguir e vir a ser decidido sem o parecer.</p>\n<p class=\"lf-p\">6 - A realização de montarias e batidas a espécies de caça maior carece de comunicação prévia ao ICN.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 121.º</span><span class=\"lf-art-t\">Correcção de animais prejudiciais à caça, pesca e agricultura</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As acções de correcção da densidade das espécies cinegéticas previstas no artigo 113.º carecem de parecer do ICN a emitir no prazo de cinco dias, findo o qual pode o procedimento prosseguir e vir a ser decidido sem o parecer.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O ICN pode efectuar acções de correcção.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A responsabilidade pelo pagamento da indemnização prevista no n.º 1 do artigo 115.º compete ao ICN sempre que o indeferimento do pedido de autorização resulte de parecer desfavorável emitido nos termos do n.º 1 do presente artigo.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-122\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 122.º</span><span class=\"lf-art-t\">Receitas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Constitui receita do ICN uma percentagem das receitas provenientes das taxas cobradas pela concessão e manutenção de zonas de caça nas áreas classificadas e do montante líquido das licenças de caça cobradas, em percentagem equivalente à superfície das áreas classificadas onde é permitido o exercício da caça, a fixar por portaria dos Ministros da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e das Cidades, Ordenamento do Território e Ambiente.</p>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO XI</h3>\n<p class=\"lf-p\">Regime sancionatório SECÇÃO I Disposições gerais</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-123\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 123.º</span><span class=\"lf-art-t\">Infracções de caça</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Constitui infracção de caça todo o facto punível que seja praticado com violação das normas legais em matéria de caça.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As infracções de caça são crimes ou contra-ordenações.</p>\n<p class=\"lf-p\">SECÇÃO II Conhecimento da infracção de caça</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-124\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 124.º</span><span class=\"lf-art-t\">Participação</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Os agentes de autoridade competentes para o policiamento e fiscalização da caça que tiverem conhecimento da prática de qualquer infracção em matéria de caça que não tenham presenciado devem efectuar a competente participação e enviá-la às entidades competentes para o respectivo procedimento criminal ou contra-ordenacional.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-125\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 125.º</span><span class=\"lf-art-t\">Levantamento dos autos de notícia</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O levantamento de autos de notícia compete aos agentes de autoridade que realizam o policiamento e a fiscalização da caça, sem prejuízo das competências das demais autoridades judiciárias, administrativas e policiais.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os autos de notícia são emitidos em duplicado.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - O autuante, no momento do levantamento do auto de notícia, deve notificar o arguido, com a indicação do preceito legal violado pela sua conduta e da sanção aplicável.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-126\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 126.º</span><span class=\"lf-art-t\">Autos de notícia</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Os autos de notícia são levantados nos termos previstos no Código de Processo Penal, acrescendo as seguintes menções:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Número e data da carta de caçador ou da licença para não residentes;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Preceito legal violado;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Espécies e número de exemplares caçados ou destruídos e o processo usado;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Meios e instrumentos utilizados na prática da infracção ou abandonados pelo infractor;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Danos causados, o seu valor provável e a identificação dos lesados e dos prédios ou coisas danificados;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Apreensões efectuadas.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - Nos autos de notícia levantados pelos agentes de autoridade referidos no n.º 1 do artigo anterior do presente diploma, por contra-ordenações que tenham presenciado em matéria de caça, é dispensada a indicação de testemunhas sempre que as circunstâncias do facto a tornem impossível, sem prejuízo de fazerem fé até prova em contrário.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-127\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 127.º</span><span class=\"lf-art-t\">Envio dos autos de notícia</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Levantado o auto de notícia, caso se trate de contra-ordenação, os dois exemplares são remetidos à DGRF, acompanhados da carta de caçador ou da licença especial para não residentes.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Caso se trate de crime, um dos exemplares é remetido ao tribunal competente para conhecer da infracção, sendo o outro remetido à DGRF, acompanhado da carta de caçador ou da licença especial para não residentes.</p>\n<p class=\"lf-p\">SECÇÃO III Apreensões e destino dos bens apreendidos</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-128\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 128.º</span><span class=\"lf-art-t\">Apreensão de objectos e documentos</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Os agentes de autoridade, sempre que presenciarem a prática de um facto punível, procedem à apreensão da carta de caçador do infractor, da licença de caça para não residentes, quando for caso disso, e procedem à emissão da respectiva guia, nos termos da Portaria n.º 1239/93, de 4 de Dezembro.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os agentes de autoridade procedem, ainda, à apreensão de todos os objectos que tiverem servido ou estivessem destinados à prática de infracção de caça, ou que constituam seu produto, e de todos os objectos que tiverem sido deixados pelo agente no local da infracção e quaisquer outros susceptíveis de servir de prova.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-129\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 129.º</span><span class=\"lf-art-t\">Apreensão e devolução de objectos</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Podem ser provisoriamente apreendidos pelas autoridades policiais ou administrativas competentes os objectos que serviram ou estavam destinados a servir para a prática de infracção de caça e quaisquer outros que forem susceptíveis de servir de prova.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os objectos são restituídos logo que se tornar desnecessário manter a apreensão para efeitos de prova, a menos que possam ser declarados perdidos a favor do Estado.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Os objectos apreendidos são restituídos logo que a decisão se torne definitiva e os mesmos não tenham sido declarados perdidos.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - Consideram-se perdidos a favor do Estado os objectos que tenham sido apreendidos e que após notificação aos interessados a ordenar a sua entrega não tenham sido reclamados no prazo de dois meses.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - Os bens e produtos resultantes da infracção de caça perdidos a favor do Estado revertem para a DGRF, que lhes dá o destino que julgar adequado.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-130\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 130.º</span><span class=\"lf-art-t\">Apreensão de animais</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Os exemplares de animais mortos apreendidos e susceptíveis de consumo público são entregues a instituições de solidariedade social da área onde a infracção foi cometida.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os exemplares vivos de espécies cinegéticas ilicitamente capturados em zonas de caça são entregues às autoridades que administram essas zonas, salvo se lhes for imputável total ou parcialmente a prática da infracção.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Verificando-se a excepção prevista na última parte do número anterior e, bem assim, quando a infracção haja sido cometida fora de zonas de caça, os exemplares capturados são entregues à DGRF.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - Os exemplares vivos de espécies cinegéticas detidos indevidamente e perdidos a favor do Estado são pertença da DGRF, que lhes dá o destino adequado.</p>\n<p class=\"lf-p\">SECÇÃO IV Processos de contra-ordenação</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-131\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 131.º</span><span class=\"lf-art-t\">Instrução</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A instrução dos processos de contra-ordenação compete à DGRF e ao ICN relativamente a factos praticados nas áreas classificadas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - A instrução de processos de contra-ordenação não pode ser atribuída ao autuante ou ao participante.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-132\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 132.º</span><span class=\"lf-art-t\">Prazo</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O prazo para a instrução é de 60 dias.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Se, por fundadas razões, a entidade que dirigir a instrução não a puder completar no prazo indicado no número anterior, solicita a sua prorrogação à entidade que ordenou a instrução pelo prazo indispensável à sua conclusão.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-133\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 133.º</span><span class=\"lf-art-t\">Notificação e defesa do arguido</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Recebido o auto de notícia ou participação, o arguido deve ser notificado para, no prazo de 15 dias, apresentar resposta escrita, arrolar testemunhas, juntar documentos, requerer quaisquer meios de prova ou comparecer em dia determinado, a fim de prestar depoimento.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As testemunhas arroladas pelo arguido são notificadas pela entidade à qual for confiada a instrução.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - O arguido pode proceder à substituição das testemunhas até ao dia designado para a sua audição, devendo, neste caso, por ele ser apresentadas.</p>\n<p class=\"lf-p\">Decisão</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-134\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 134.º</span><span class=\"lf-art-t\">Proposta de decisão</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Finda a instrução do processo, o instrutor elabora, no prazo de 20 dias, proposta de decisão, devidamente fundamentada, em relatório, donde constem os elementos previstos no artigo 58.º do Decreto-Lei n.º 433/82, de 27 de Outubro, na última redacção que lhe foi conferida pela Lei n.º 109/2001, de 24 de Dezembro.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 135.º</span><span class=\"lf-art-t\">Decisão</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Compete ao director-geral dos Recursos Florestais aplicar as coimas e as sanções acessórias.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - A competência prevista no número anterior pode ser delegada em funcionário com categoria não inferior a director de serviços ou equiparado e, no caso das áreas classificadas, no presidente do ICN, que poderá subdelegar em funcionário com categoria não inferior a director de serviços ou equiparado.</p>\n<p class=\"lf-p\">Pagamento</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-136\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 136.º</span><span class=\"lf-art-t\">Pagamento voluntário</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">O infractor tem a possibilidade de efectuar o pagamento voluntário da coima, nos termos do artigo 36.º da Lei n.º 173/99, de 21 de Setembro.</p>\n<p class=\"lf-p\">SECÇÃO V Contra-ordenações</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 137.º</span><span class=\"lf-art-t\">Contra-ordenações e coimas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Constituem contra-ordenações de caça:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>O exercício da caça sem licença de caça válida, em violação do disposto no artigo 63.º e na alínea b) do n.º 1 do artigo 65.º do presente diploma;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>O exercício da caça em local que não seja permitido;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Efectuar repovoamentos, reforços cinegéticos e largadas fora das condições previstas no artigo 5.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>A violação dos critérios de proporcionalidade no acesso dos caçadores às ZCN e ZCM fixados nas respectivas portarias de constituição de ZCM e nas portarias de transferência de gestão de ZCN e do disposto na alínea e) do artigo 19.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>O não cumprimento pelas respectivas entidades gestoras de ZCN e ZCM das obrigações constantes nas alíneas f) e i) do artigo 19.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>O não cumprimento pelas respectivas entidades gestoras de ZCN e ZCM das obrigações constantes nas alíneas b), d), g) e h) do artigo 19.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>A exigência de quaisquer contrapartidas, por parte das ZCA, a caçadores não sócios pelo exercício da caça ou de actividades de carácter venatório;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">h)</span>A infracção ao disposto na alínea a) do artigo 19.º e na alínea a) do n.º 1 do artigo 42.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">i)</span>O não cumprimento pelos titulares de zonas de caça do disposto nas alíneas b), c) e f) do n.º 1 do artigo 42.º e no n.º 3 do artigo 43.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">j)</span>O não cumprimento pelos titulares de zonas de caça do disposto na alínea e) do n.º 1 e nos n.os 2, 3 e 5 do artigo 42.º, nos n.os 2 e 3 do artigo 43.º e no n.º 7 do artigo 117.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">l)</span>O não cumprimento pelos titulares de zonas de caça do disposto na alínea g) do n.º 1 do artigo 42.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">m)</span>O exercício da caça em ZCN e ZCM com violação das respectivas condições de autorização e a caça em ZCA e ZCT a espécies cinegéticas autorizadas pelo calendário venatório e que não constem no respectivo POEC;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">n)</span>A prática de actividades de carácter venatório fora de campos de treino de caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">o)</span>A infracção ao disposto no n.º 8 do artigo 55.º e no n.º 4 do artigo 79.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">p)</span>A infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 64.º e no n.º 2 do artigo 76.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">q)</span>A infracção ao disposto no n.º 1 do artigo 65.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">r)</span>O exercício da caça no período estabelecido para a renovação excepcional da carta de caçador, definido no n.º 3 do artigo 71.º e antes que opere a respectiva caducidade;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">s)</span>O transporte de armas de fogo e de aves de presa, por parte dos secretários ou mochileiros, fora das condições previstas no n.º 1 do artigo 77.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">t)</span>A infracção ao disposto nos n.os 3 e 4 do artigo 77.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">u)</span>A infracção ao disposto nas alíneas a) a c) do n.º 3 do artigo 79.º e nas alíneas a) a c) do n.º 1 do artigo 80.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">v)</span>A infracção ao disposto no n.º 5 do artigo 79.º e no n.º 2 do artigo 80.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">x)</span>A infracção ao disposto no n.º 2 do artigo 83.º, no n.º 4 do artigo 84.º e no n.º 3 do artigo 85.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">z)</span>A utilização, no exercício venatório, de cães em número superior ao previsto nos n.os 1 e 3 do artigo 84.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">aa)</span>A infracção ao disposto no n.º 2 do artigo 87.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">bb)</span>A infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 89.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">cc)</span>A formação nos terrenos cinegéticos não ordenados, no processo de caça de salto, de grupos ou linhas com mais de cinco caçadores e bem assim a distância entre grupos ou linhas de menos de 150 m;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">dd)</span>A infracção ao disposto no n.º 3 do artigo 90.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">ee)</span>A infracção ao disposto no n.º 4 do artigo 90.º, no n.º 4 do artigo 101.º, no n.º 5 do artigo 103.º, no n.º 2 do artigo 77.º e no n.º 1 do artigo 85.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">ff)</span>A caça fora dos locais e sem observância das condições estabelecidas no respectivo edital da DGRF, nos termos da alínea b) do n.º 4 do artigo 94.º, do n.º 4 do artigo 96.º, do n.º 4 do artigo 97.º, do n.º 3 do artigo 98.º, do n.º 3 do artigo 99.º, do n.º 3 do artigo 100.º, do n.º 3 do artigo 101.º, do n.º 3 do artigo 102.º, do n.º 4 do artigo 103.º, do n.º 3 do artigo 104.º e do n.º 2 do artigo 105.º, sem prejuízo da aplicação ao caso de outra sanção;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">gg)</span>A não observância das condições previstas nas autorizações a que se refere o n.º 4 do artigo 106.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">hh)</span>A reprodução, criação e detenção de espécies cinegéticas em cativeiro, quando não autorizadas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">ii)</span>A detenção de espécies cinegéticas em centros de recuperação de animais, quando não autorizada;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">jj)</span>A reprodução, criação e detenção em cativeiro de perdizes que não sejam da espécie Alectoris rufa;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">ll)</span>O não cumprimento das obrigações definidas no respectivo alvará de reprodução, criação e detenção de espécies cinegéticas em cativeiro;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">mm)</span>A infracção ao disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 108.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">nn)</span>A não marcação dos exemplares mortos no exercício da caça quando a mesma seja exigida nos termos do n.º 4 do artigo 108.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">oo)</span>Deter ou transportar quantitativos de exemplares mortos de espécies cinegéticas superiores aos definidos nos termos do n.º 5 do artigo 108.º e, bem assim, a detenção, no exercício da caça, de pombos, tordos e estorninhos-malhados depois de finda a jornada de caça a estas espécies;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">pp)</span>A infracção ao disposto no n.º 7 do artigo 108.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">qq)</span>A comercialização, a detenção, o transporte e a exposição ao público para fins de comercialização de exemplares mortos de espécies cinegéticas, bem como qualquer parte ou produto obtido a partir dos mesmos fora das condições estabelecidas nos termos do n.º 1 do artigo 108.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">rr)</span>A infracção ao disposto no artigo 110.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">ss)</span>A infracção ao disposto no artigo 111.º;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">tt)</span>A infracção ao disposto no n.º 6 do artigo 113.º 2 - As contra-ordenações previstas no número anterior são punidas com as seguintes coimas:</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>De (euro) 50 a (euro) 500, no caso das alíneas e), j), p), q), r), s), t), x), z), cc), ii), nn) e tt);</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>De (euro) 100 a (euro) 1000, no caso das alíneas h), m), v), oo) e pp);</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>De (euro) 100 a (euro) 3700, no caso da alínea hh);</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>De (euro) 250 a (euro) 1850, no caso das alíneas g), l), dd), ee) e ff);</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>De (euro) 300 a (euro) 2500, no caso das alíneas d), n), u), aa), ll), mm), qq) e rr);</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>De (euro) 500 a (euro) 3700, no caso das alíneas a), b), c), f), i), o), bb), gg), jj) e ss).</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - No caso de se tratar de pessoas colectivas, o montante máximo das coimas definidas nas alíneas a), b), c), d) e e) do número anterior é de (euro) 22400.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - A tentativa e a negligência são puníveis.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-138\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 138.º</span><span class=\"lf-art-t\">Sanções acessórias</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Cumulativamente com as contra-ordenações previstas nas alíneas a), b), c), r), t), u), ee), ff), hh), mm), nn), pp), qq), rr) e ss), podem ser aplicadas, em função da gravidade da infracção e da culpa do agente, as sanções acessórias previstas no artigo 35.º da Lei n.º 173/99, de 21 de Setembro.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-139\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 139.º</span><span class=\"lf-art-t\">Aplicação e destino das coimas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">O produto das coimas é distribuído da seguinte forma:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>10% para a entidade autuante;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>20% para a entidade que instrui o processo;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>10% para a entidade que aplica a coima;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>60% para o Estado.</div>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-140\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 140.º</span><span class=\"lf-art-t\">Actualização das coimas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Sem prejuízo dos limites máximos previstos no Regime Geral das Contra-Ordenações e Coimas e na Lei de Bases Gerais da Caça, os quantitativos das coimas previstos neste diploma serão actualizados automaticamente de acordo com as percentagens de aumento da remuneração mínima nacional mais elevada, arredondando-se o resultado obtido para a unidade de euro imediatamente superior.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-141\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 141.º</span><span class=\"lf-art-t\">Regime subsidiário</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Em tudo o que não for contrário ao presente diploma aplica-se subsidiariamente as normas do Regime Geral das Contra-Ordenações e Coimas.</p>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO XII</h3>\n<p class=\"lf-p\">Administração e fiscalização da caça</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-142\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 142.º</span><span class=\"lf-art-t\">Regiões cinegéticas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Para efeitos de organização e administração da caça o País considera-se dividido em cinco regiões cinegéticas conforme definido no anexo II ao presente diploma e que dele faz parte integrante.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-143\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 143.º</span><span class=\"lf-art-t\">Fiscalização da caça</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O policiamento e a fiscalização da caça competem ao Corpo Nacional da Guarda Florestal, à Guarda Nacional Republicana, à Polícia de Segurança Pública, aos guardas florestais auxiliares, à Polícia Marítima, à polícia municipal e aos vigilantes da natureza, nos termos das suas competências, bem como às autoridades a quem venham a ser atribuídas essas competências.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os agentes de autoridade aos quais compete o policiamento e fiscalização da caça não podem caçar durante o exercício das suas funções.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-144\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 144.º</span><span class=\"lf-art-t\">Recrutamento e nomeação de guardas florestais auxiliares</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O recrutamento dos guardas florestais auxiliares obedece aos requisitos fixados na lei geral para os guardas florestais, com excepção de:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Limite de idade máxima;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Habilitações literárias, que devem corresponder, no mínimo, à escolaridade obrigatória, se não forem detentores de três anos de exercício de funções semelhantes reconhecidas pela DGRF.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os concessionários de zonas de caça podem propor à DGRF a nomeação de guardas florestais auxiliares, com funções de fiscalização da actividade cinegética.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-145\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 145.º</span><span class=\"lf-art-t\">Subordinação jurídica dos guardas florestais auxiliares</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Os guardas florestais auxiliares ficam submetidos a uma relação jurídica de emprego privado com as entidades concessionárias de zonas de caça.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os guardas florestais auxiliares exercem funções de polícia e, relativamente a estas, dependem hierárquica e disciplinarmente do director-geral dos Recursos Florestais.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 146.º</span><span class=\"lf-art-t\">Competências dos guardas florestais auxiliares</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Os guardas florestais auxiliares contratados para fiscalização das zonas de caça têm competência para o policiamento e fiscalização das zonas de caça.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os guardas florestais auxiliares participam à DGRF todas as infracções que tenham presenciado ou de que tomem conhecimento.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - O guarda-florestal auxiliar, no exercício da sua competência para fiscalizar a caça, tem competência para:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Verificar a posse, pelos que exerçam a caça, da carta de caçador e das respectivas licenças de caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Verificar a identidade e o conteúdo do equipamento dos que cometam qualquer infracção relativa a disposições sobre caça ou sejam suspeitos da sua prática;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Tomar as medidas cautelares necessárias à preservação de vestígios das infracções, bem como relativamente a objectos susceptíveis de apreensão;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Ordenar aos caçadores que descarreguem as armas, as coloquem no chão e se afastem 10 m do local onde a arma fica colocada, ordem que lhes é transmitida levantando o braço estendido na vertical e efectuando, três vezes seguidas, o levantamento do braço e o seu abaixamento lateral, até o juntar ao corpo num movimento lento e cadenciado.</div>\n<p class=\"lf-p\">4 - A acção fiscalizadora dos guardas florestais auxiliares é exercida numa ou mais zonas de caça.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-147\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 147.º</span><span class=\"lf-art-t\">Competências dos serviços do Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Compete ao Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, pela DGRF, a prossecução das atribuições e o exercício das competências previstas no artigo 39.º da Lei n.º 173/99, de 21 de Setembro.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Compete à DGRF propor a celebração de acordos e convenções internacionais no âmbito da conservação e gestão da fauna cinegética e do exercício da caça, bem como participar nas actividades dos organismos internacionais relativas àquelas matérias.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Compete à DGRF promover acções de formação para os guardas florestais e guardas florestais auxiliares, bem como promover ou apoiar acções de formação a levar a efeito pelas forças policiais com competência na fiscalização da actividade cinegética.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - Os cursos de formação para os guardas florestais auxiliares podem ser organizados pelas federações ou confederações de caçadores, nos termos a estabelecer, por acordo, com o Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.</p>\n<p class=\"lf-p\">5 - São encargos da DGRF:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>As despesas resultantes da execução deste diploma e demais legislação relativa à caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>As dotações e subsídios eventuais a conceder por acções que tenham por objecto a caça ou com ela relacionadas, nomeadamente à sua protecção, fomento e fiscalização;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Os prémios a atribuir a agentes de fiscalização da caça que se revelem particularmente diligentes no desempenho das suas funções;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>A organização de missões de estudo, congressos, e da representação nestes, exposições, estudos e publicação de trabalhos que tenham por objecto a caça.</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 148.º</span><span class=\"lf-art-t\">Receitas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Para fazer face aos encargos e despesas resultantes da execução da Lei n.º 173/99, de 21 de Setembro, e do presente diploma são atribuídas à DGRF, sem prejuízo do disposto nos números seguintes, as receitas previstas no artigo 41.º da referida lei.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os municípios e as OSC que tenham intervenção no processo de concessão de licenças de caça e de cobrança de quaisquer taxas previstas nas disposições legais e regulamentares sobre caça ficam autorizadas a arrecadar 30% das taxas referidas como contrapartida dos serviços prestados.</p>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO XIII</h3>\n<p class=\"lf-p\">Organização venatória</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-149\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 149.º</span><span class=\"lf-art-t\">Organização venatória</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O associativismo dos caçadores é livre e as associações e os clubes constituem-se nos termos da lei.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As associações e clubes de caçadores que tenham como objectivo gerir zonas de caça associativa ou participar na gestão de zonas de caça nacionais ou municipais deverão prosseguir, designadamente, os seguintes fins:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Contribuir para o fomento dos recursos cinegéticos e para a prática ordenada e melhoria do exercício da caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Zelar pelas normas legais sobre a caça.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - O reconhecimento das organizações representativas de caçadores e a sua intervenção ao nível da administração da caça são objecto de diploma próprio.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-150\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 150.º</span><span class=\"lf-art-t\">Federações e confederações de caçadores</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As associações de caçadores previstas neste diploma podem federar-se ou confederar-se a nível regional ou nacional, nos termos da lei.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Às federações e confederações de caçadores compete, no âmbito da respectiva área de actuação:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Administrar ou participar na administração dos terrenos cinegéticos nos termos deste decreto-lei;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Propor a atribuição ou conceder subsídios a associações de caçadores ou outras entidades individuais ou colectivas que tenham desenvolvido actividades relevantes em favor do património cinegético;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Cooperar com os serviços oficiais na apreciação de projectos, planos e orçamentos e na resolução de problemas emergentes da prática do ordenamento e da aplicação da lei e seus regulamentos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Contribuir para a formação dos caçadores portugueses, auxiliando nessa função as associações e clubes de caçadores, nomeadamente na preparação dos candidatos à carta de caçador;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Fomentar nos caçadores o espírito associativo;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Dar pareceres sobre matérias que lhes sejam solicitadas, designadamente sobre as propostas quanto a espécies, locais e processos de caça para cada época venatória;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>Representar os caçadores portugueses a nível nacional e internacional;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">h)</span>Exercer as competências que lhes sejam cometidas.</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 151.º</span><span class=\"lf-art-t\">Outras organizações</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As entidades dedicadas à exploração económica dos recursos cinegéticos, previstas no presente diploma, designadamente as entidades concessionárias de zonas de caça turísticas, podem associar-se nos termos da lei.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Às organizações representantes das entidades referidas no número anterior compete, no âmbito da respectiva área de actuação:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Propor a atribuição ou conceder subsídios a entidades individuais ou colectivas que tenham desenvolvido actividades relevantes em favor do património cinegético;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Cooperar com os serviços oficiais na apreciação de projectos, planos e orçamentos e na resolução de problemas emergentes da prática do ordenamento e da aplicação da lei e seus regulamentos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Contribuir para a formação dos gestores e entidades concessionárias das zonas de caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Fomentar nos gestores e entidades concessionárias de zonas de caça o espírito associativo;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Dar pareceres sobre matérias que lhes sejam solicitadas, designadamente sobre as propostas quanto a espécies, locais e processos de caça para cada época venatória;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Representar as entidades que se dedicam à exploração comercial dos recursos cinegéticos a nível nacional e internacional.</div>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO XIV</h3>\n<p class=\"lf-p\">Participação da sociedade civil</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-152\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 152.º</span><span class=\"lf-art-t\">Participação da sociedade civil</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A participação da sociedade civil na política cinegética efectiva-se no Conselho Nacional da Caça e da Conservação da Fauna e nos conselhos cinegéticos e da conservação da fauna.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Na constituição dos órgãos referidos no número anterior é dada preferência às associações cuja área de acção mais se aproxime do âmbito territorial de cada um desses órgãos.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A representatividade das associações de caçadores, de agricultores e outras entidades colectivas obedece aos princípios gerais inscritos na lei.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-153\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 153.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conselho Nacional da Caça e da Conservação da Fauna</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">O Conselho Nacional da Caça e da Conservação da Fauna é presidido pelo Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas e a sua composição é definida de acordo com os critérios fixados na lei.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-154\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 154.º</span><span class=\"lf-art-t\">Funcionamento</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">O Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas pode convidar para participarem nas reuniões do Conselho Nacional da Caça e da Conservação da Fauna representantes de serviços públicos ou pessoas de reconhecida competência sobre as matérias a apreciar.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-155\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 155.º</span><span class=\"lf-art-t\">Competências</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">O Conselho Nacional da Caça e da Conservação da Fauna tem funções consultivas do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, no que se refere a todos os assuntos de carácter cinegético sobre que o Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas entenda consultá-lo.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-156\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 156.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conselhos cinegéticos e da conservação da fauna</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Os conselhos cinegéticos e da conservação da fauna são órgãos consultivos que se constituem a nível municipal.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-157\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 157.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conselhos cinegéticos e da conservação da fauna municipais</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Os conselhos cinegéticos e da conservação da fauna municipais, designados, abreviadamente, por conselhos cinegéticos municipais, circunscrevem-se à área do concelho e são presididos pelo presidente da respectiva câmara municipal.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os conselhos cinegéticos municipais são constituídos pelos seguintes vogais:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Três representantes dos caçadores do concelho;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Dois representantes dos agricultores do concelho;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Um representante das ZCT do concelho;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Um representante das associações de defesa do ambiente existentes no concelho;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Um autarca de freguesia a eleger em assembleia municipal;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Um representante da DGRF sem direito a voto;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>Um representante do ICN, no caso da área do município abranger áreas classificadas, sem direito a voto.</div>\n<p class=\"lf-p\">3 - A composição de cada conselho é fixada por portaria do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.</p>\n<p class=\"lf-p\">4 - A duração do mandato dos membros destes conselhos é de quatro anos.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-158\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 158.º</span><span class=\"lf-art-t\">Competências</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">No desempenho das suas atribuições, aos conselhos cinegéticos municipais compete, no que respeita à sua área geográfica, nomeadamente, o seguinte:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Propor à Administração as medidas que considerem úteis à gestão e exploração dos recursos cinegéticos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Propiciar que o fomento cinegético e o exercício da caça, bem como a conservação da fauna, contribuam para o desenvolvimento local, nomeadamente para a melhoria da qualidade de vida das populações rurais;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Apoiar a Administração na fiscalização das normas legais sobre a caça e na definição de medidas tendentes a evitar danos causados pela caça à agricultura;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Emitir parecer, no prazo de 15 dias, sobre a concessão de ZCA e ZCT, a criação e transferência de ZCN e ZCM, bem como sobre a anexação de prédios rústicos a zonas de caça e, ainda, sobre a transferência de gestão de terrenos cinegéticos não ordenados e suas renovações, findo o qual pode o procedimento prosseguir e vir a ser decidido sem o parecer;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Emitir parecer sobre as prioridades e limitações dos diversos tipos de zona de caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Facilitar e estimular a cooperação entre os organismos cujas acções interfiram com o ordenamento dos recursos cinegéticos.</div>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO XV</h3>\n<p class=\"lf-p\">Taxas</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-159\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 159.º</span><span class=\"lf-art-t\">Cobrança de taxas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - São devidas taxas nos seguintes casos:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Concessão de zonas de caça, cujo montante é reduzido para metade, no caso das ZCA;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Exame para carta de caçador;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Emissão de carta de caçador;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Renovação de carta de caçador, nos 60 dias que antecedem o prazo de validade e num ano após o prazo de validade;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Emissão de segunda via de carta de caçador, por deterioração, extravio, alteração de dados ou de modelo de carta;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>Atribuição de licenças de caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>Atribuição dos alvarás para reprodução, criação e detenção de espécies cinegéticas em cativeiro e sua renovação.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - Os montantes das taxas são fixados por portaria do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A aplicação da taxa referida na alínea a) do n.º 1 do presente artigo pode ser reduzida ou isentada por portaria do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.</p>\n<h3 class=\"lf-part\">CAPÍTULO XVI</h3>\n<p class=\"lf-p\">Disposições finais e transitórias</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-160\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 160.º</span><span class=\"lf-art-t\">Limitações territoriais</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A área global abrangida por zonas de caça que não sejam nacionais ou municipais, durante o período de cinco anos após a entrada em vigor da Lei n.º 173/99, de 21 de Setembro, não pode exceder 50% da área total dos respectivos municípios, exceptuando as situações existentes à data de entrada em vigor do presente diploma.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - A percentagem referida no número anterior pode ser alterada por despacho do Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas, ouvidos os conselhos cinegéticos e da conservação da fauna respectivos.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A alteração da percentagem prevista no número anterior fundamenta-se, designadamente, em situações relativas à integração de enclaves em zonas de caça já constituídas e à localização dos terrenos em áreas classificadas.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 161.º</span><span class=\"lf-art-t\">Cartas de caçador</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Até à publicação do despacho referido no n.º 1 do artigo 67.º, o exame para a obtenção de carta de caçador é composto por uma prova teórica e, no caso de carta de caçador com arma de fogo, de arqueiro caçador e de cetreiro, por uma prova prática ou teórico-prática.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - São dispensados da prova teórica referida no número anterior os titulares de carta de caçador que pretendam obter outras especificações.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Até à publicação da portaria referida no artigo 73.º, mantém-se em vigor o disposto no artigo 69.º do Decreto-Lei n.º 227-B/2000, de 15 de Setembro, com a redacção que lhe foi conferida pelo Decreto-Lei n.º 338/2001, de 26 de Dezembro.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-162\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 162.º</span><span class=\"lf-art-t\">Conselhos cinegéticos e de conservação da fauna</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Até à publicação das portarias que fixam a composição dos conselhos cinegéticos e de conservação da fauna, mantêm-se em vigor as portarias de constituição existentes.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-163\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 163.º</span><span class=\"lf-art-t\">Reconhecimento de assinaturas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Salvo legislação específica em contrário, as assinaturas previstas no âmbito da instrução dos processos previstos no presente diploma não carecem de reconhecimento.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 164.º</span><span class=\"lf-art-t\">Zonas de caça</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Exceptuando o disposto no artigo seguinte, as zonas de caça criadas ao abrigo dos diplomas que regularam a da Lei n.º 30/86, de 27 de Agosto, e ao abrigo do Decreto-Lei n.º 227-B/2000, de 15 de Setembro, mantêm-se válidas até ao fim do respectivo período de vigência, ficando os respectivos titulares apenas sujeitos ao cumprimento das obrigações previstas no presente diploma.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O presente diploma aplica-se aos processos em instrução ou pendentes de decisão à data da sua entrada em vigor.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-165\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 165.º</span><span class=\"lf-art-t\">Zonas de caça sociais</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - As zonas de caça sociais podem ser convertidas em zonas de caça de um dos tipos previstos no presente diploma, através de requerimento dirigido ao Ministro da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - As zonas de caça sociais que não sejam objecto de conversão, nos termos do número anterior, extinguem-se em 2005 ou no termo do respectivo prazo de vigência, quando este for anterior a 2005.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-166\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 166.º</span><span class=\"lf-art-t\">Colaboração das OSC</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - O Ministério da Agricultura, Desenvolvimento Rural e Pescas pode celebrar protocolos com as OSC que tenham como objecto a colaboração destas em relação, nomeadamente, às seguintes matérias:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Instrução dos processos relativos à criação e transferência de ZCN e ZCM a que se refere o n.º 1 do artigo 16.º do presente diploma;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Recepção do requerimento inicial do procedimento de concessão de zonas de caça a que se refere o n.º 1 do artigo 35.º do presente diploma;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>Instrução dos processos relativos à concessão de ZCA e ZCT a que se refere o n.º 1 do artigo 38.º do presente diploma;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>Recepção do requerimento inicial relativo ao procedimento relativo à mudança de concessionário de zona de caça a que se refere o n.º 1 do artigo 45.º do presente diploma;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>Recepção do requerimento inicial relativo ao procedimento de renovação de concessão de zona de caça a que se refere o n.º 4 do artigo 48.º do presente diploma.</div>\n<p class=\"lf-p\">2 - A obrigação constante do n.º 3 do artigo 45.º pode ser satisfeita junto das entidades identificadas no número anterior que, para esse efeito, tenham celebrado protocolo com o MADRP.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - Excepciona-se do número anterior a matéria respeitante às ZCN.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 167.º</span><span class=\"lf-art-t\">Exclusão de terrenos de ZCM</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, a exclusão dos terrenos referidos no n.º 1 do artigo 28.º pode ser requerida no prazo de um ano sobre a data de publicação da portaria de criação ou de renovação da zona de caça.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Às ZCM criadas ao abrigo do Decreto-Lei n.º 227-B/2000, de 15 de Setembro, com a redacção conferida pelo Decreto-Lei n.º 338/2001, de 26 de Dezembro, aplica-se o disposto no seu artigo 26.º</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 168.º</span><span class=\"lf-art-t\">Informação</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - A DGRF fornece à Direcção-Geral do Turismo os elementos previstos na alínea a) do n.º 1 do artigo 43.º, nos termos previstos na alínea e) do n.º 1 do artigo 42.º 2 - As secretarias judiciais devem enviar à DGRF, no prazo de 15 dias a contar do respectivo trânsito em julgado, certidão das decisões proferidas nos processos em matéria de caça.</p>\n<p class=\"lf-p\">3 - A DGRF pode solicitar informações às secretarias judiciais sobre o andamento dos processos relativos às infracções de caça a que se refere o número anterior.</p>\n<h4 class=\"lf-art\" id=\"a-169\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 169.º</span><span class=\"lf-art-t\">Regiões Autónomas</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">1 - Nas Regiões Autónomas dos Açores e da Madeira as competências cometidas à DGRF pelo presente diploma são exercidas pelos competentes serviços e organismos das respectivas administrações regionais.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - O produto das coimas cobradas nas Regiões Autónomas constitui receita própria destas.</p>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 170.º</span><span class=\"lf-art-t\">Revogação</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">Sem prejuízo do regime transitório previsto no artigo seguinte, são revogados:</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Os n.os 1 e 4 do artigo 3.º do Decreto-Lei n.º 64/98, de 17 de Março, relativos à zona de caça existente na Tapada Nacional de Mafra;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>A Portaria n.º 1239/93, de 4 de Dezembro, que define os modelos de impressos, os documentos a apresentar, o procedimento para a concessão, renovação e emissão de segundas vias da carta de caçador e o valor das taxas devidas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">c)</span>A Portaria n.º 123/2001, de 23 de Fevereiro, que define os termos, os conteúdos das provas e o processo do exame e o valor das taxas devidas pela inscrição para realização de exame para obtenção de carta de caçador;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">d)</span>A Portaria n.º 229/2002, de 12 de Março, que altera a Portaria n.º 123/2001, de 23 de Fevereiro, que define os termos, os conteúdos das provas e o processo do exame para obtenção da carta de caçador;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">e)</span>O despacho n.º 19853/2001 (2.ª série), de 20 de Setembro, que aprova o modelo de impresso de requerimento para realização de exame para obtenção de carta de caçador;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">f)</span>O despacho n.º 6358/2002 (2.ª série), de 22 de Março, que aprova as regras de procedimento aplicáveis à realização da prova teórica para obtenção de carta de caçador;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">g)</span>O despacho n.º 6424/2002 (2.ª série), de 25 de Março, que aprova as regras de procedimento aplicáveis à realização das provas prática e teórico-prática para obtenção de carta de caçador;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">h)</span>A Portaria n.º 469/2001, de 9 de Maio, que determina que as licenças gerais e especiais de caça sejam tituladas por vinhetas a emitir anualmente e fixa os montantes das taxas devidas em cada época venatória;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">i)</span>A Portaria n.º 736/2001, de 17 de Julho, que identifica os municípios onde é permitida a caça ao pombo-da-rocha (Columbia livia);</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">j)</span>A Portaria n.º 553/2004, de 22 de Maio, que estabelece o calendário venatório para a época de 2004-2005;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">l)</span>A Portaria n.º 893/98, de 10 de Outubro, que actualiza as normas de funcionamento das zonas de caça sociais e revoga a Portaria n.º 640-C/94, de 15 de Julho;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">m)</span>A Portaria n.º 1119/2001, de 21 de Setembro, que define as normas gerais que concretizam o direito de acesso dos caçadores e as condições particulares do exercício da caça nas ZCN, geridas pelas direcções regionais de agricultura (DRA) ou, em conjunto, com o ICN;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">n)</span>A Portaria n.º 1118/2001, de 20 de Setembro, que fixa os valores das taxas a pagar pelo exercício da caça em zonas de caça municipais; o) O Despacho Normativo n.º 41/2003, de 30 de Setembro, que estabelece os valores das taxas a pagar pela concessão de autorizações especiais de caça da ZCN do perímetro florestal da Contenda;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">p)</span>A Portaria n.º 1103/2000, de 23 de Novembro, que define os modelos e as condições de colocação das tabuletas e sinais a utilizar na delimitação de zonas de caça, campos de treino de caça, áreas de refúgio, áreas sujeitas ao direito à não caça, aparcamentos de gado, bem como de outras áreas de protecção em que a eficácia da proibição ao acto venatório depende de os terrenos em causa se encontrarem sinalizados;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">q)</span>A Portaria n.º 1391/2002, de 25 de Outubro, que altera a Portaria n.º 1103/2000, de 23 de Novembro;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">r)</span>A portaria n.º 1288/2001 (2.ª série), de 25 de Julho, que define a sinalização aplicável às zonas interditas à caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">s)</span>A Portaria n.º 1391/2002, de 25 de Outubro, que estabelece os requisitos, prazos e termos de procedimento administrativo a seguir em processos relativos a zonas de caça municipais, associativas e turísticas, bem como os períodos de sinalização das zonas de caça e o valor das taxas anuais devidas pela concessão de zonas de caça, e revoga as Portarias n.os 439/2001, 467/2001 e 1123/2001, respectivamente de 28 de Abril, de 8 de Maio e de 24 de Setembro;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">t)</span>A Portaria n.º 45/2004, de 14 de Janeiro, que altera o n.º 8.º da Portaria n.º 1391/2002, de 25 de Outubro;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">u)</span>O Despacho Normativo n.º 6/2001, de 2 de Fevereiro, que estabelece as condições a preencher pelos técnicos responsáveis pelos planos de ordenamento e exploração cinegéticos a apresentar nos termos da alínea d) do n.º 2 do artigo 31.º do Decreto-Lei n.º 227-B/2000, de 15 de Setembro;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">v)</span>O Despacho Normativo n.º 21/2001, de 3 de Maio, que estabelece o valor da taxa devida pelo pedido de renovação de ZCT e ZCA fora do prazo normal;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">x)</span>O despacho n.º 23133/2001 (2.ª série), de 15 de Novembro, que aprova o modelo de impresso para efeitos de declaração anual, por entidades gestoras de ZCA, dos caçadores associados;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">z)</span>O despacho n.º 2203/2002 (2.ª série), de 28 de Janeiro, que aprova o modelo de impresso para apresentação de proposta de plano anual de exploração de zonas de caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">aa)</span>O despacho n.º 2417/2002 (2.ª série), de 30 de Janeiro, que aprova o modelo de impresso para apresentação dos resultados de exploração de zonas de caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">bb)</span>A Portaria n.º 466/2001, de 8 de Maio, que identifica as espécies ou subespécies cinegéticas com que é permitido efectuar repovoamentos e estabelece normas particulares para repovoamentos com corços;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">cc)</span>A Portaria n.º 465/2001, de 8 de Maio, que estabelece as normas para autorizar a instalação de campos de treino de caça;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">dd)</span>A Portaria n.º 463/2001, de 8 de Maio, que restringe a comercialização, a detenção, o transporte e a exposição ao público para fins de comercialização de exemplares mortos de espécies cinegéticas;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">ee)</span>A Portaria n.º 464/2001, de 8 de Maio, que define os termos da autorização para criação e detenção de espécies e subespécies cinegéticas em cativeiro;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">ff)</span>O Despacho Normativo n.º 4/2002, de 31 de Janeiro, que determina que a sanção a aplicar pelo não pagamento das taxas anuais devidas pela autorização de criação ou detenção de espécies em cativeiro seja graduada de acordo com o prejuízo concreto e com um certo critério;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">gg)</span>O despacho n.º 23134/2001 (2.ª série), de 15 de Setembro, que aprova o modelo da guia de transporte de exemplares mortos de espécies cinegéticas, a emitir pelas entidades gestoras de ZC sempre que os quantitativos de exemplares a transportar são superiores aos limites diários de abate permitidos em terrenos cinegéticos não ordenados, e define as condições da sua utilização e aquisição;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">hh)</span>O despacho n.º 1105/2001 (2.ª série), de 19 de Janeiro, que aprova o modelo de guia de transporte de exemplares vivos de espécies cinegéticas e define as condições da sua utilização e aquisição. Estabelece que, até se esgotarem, podem continuar a ser utilizadas as guias de modelo aprovado ao abrigo da Portaria n.º 487/95, de 22 de Maio;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">ii)</span>A Portaria n.º 247/2001, de 22 de Março, que define as condições e os termos em que os terrenos sujeitos a pastoreio ordenado podem ser considerados aparcamento de gado e autoriza a colocação de sinalização indicativa da proibição do exercício da caça nos mesmos;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">jj)</span>O despacho n.º 25035/2002 (2.ª série), de 25 de Novembro, que estabelece a composição e funcionamento da Comissão Nacional de Homologação de Troféus;</div>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">ll)</span>O despacho n.º 1104/2001 (2.ª série), de 19 de Janeiro, que aprova o modelo de guia de transporte de furões (privativo da DGRF, não sendo de reprodução livre) e define as condições da sua utilização e aquisição.</div>\n<h4 class=\"lf-art\"><span class=\"lf-art-num\">Artigo 171.º</span><span class=\"lf-art-t\">Regime transitório</span></h4>\n<p class=\"lf-p\">O disposto nas portarias e despachos revogados pelo artigo anterior, desde que não contrarie as normas constantes do presente diploma, mantém-se transitoriamente em vigor, com as devidas adaptações, até à publicação das portarias e despachos necessários à aplicação do presente diploma.</p>\n<p class=\"lf-p\">ANEXO I Lista de espécies cinegéticas 1 - Caça menor I - Mamíferos Coelho-bravo - Oryctolagus cuniculus.</p>\n<p class=\"lf-p\">Lebre - Lepus granatensis.</p>\n<p class=\"lf-p\">Raposa - Vulpes vulpes.</p>\n<p class=\"lf-p\">Saca-rabos - Herpestes ichneumon.</p>\n<p class=\"lf-p\">II - Aves</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">a)</span>Aves sedentárias Perdiz-vermelha - Alectoris rufa.</div>\n<p class=\"lf-p\">Faisão - Phasianus colchicus.</p>\n<p class=\"lf-p\">Pombo-da-rocha - Columba livia.</p>\n<p class=\"lf-p\">Gaio - Garrulus glandarius.</p>\n<p class=\"lf-p\">Pega-rabuda - Pica pica.</p>\n<p class=\"lf-p\">Gralha-preta - Corvus corone.</p>\n<p class=\"lf-p\">Melro - Turdus merula.</p>\n<div class=\"lf-abs\"><span class=\"lf-abs-num\">b)</span>Aves migradoras ou parcialmente migradoras Pato-real - Anas platyrhynchos (v. nota de asterisco).</div>\n<p class=\"lf-p\">Frisada - Anas strepera (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Marrequinha - Anas crecca (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Pato-trombeteiro - Anas clypeata (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Marreco - Anas querquedula (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Arrabio - Anas acuta (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Piadeira - Anas penelope (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Zarro-comum - Aythya ferina (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Negrinha - Aythya fuligula (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Galinha-d'água - Gallinula chloropus (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Galeirão - Fulica atra (v. nota de asterisco).</p>\n<p class=\"lf-p\">Tarambola-dourada - Pluvialis apricaria.</p>\n<p class=\"lf-p\">Galinhola - Scolopax rusticola.</p>\n<p class=\"lf-p\">Rola-comum - Streptopelia turtur.</p>\n<p class=\"lf-p\">Codorniz - Coturnix coturnix.</p>\n<p class=\"lf-p\">Pombo-bravo - Columba oenas.</p>\n<p class=\"lf-p\">Pombo-torcaz - Columba palumbus.</p>\n<p class=\"lf-p\">Tordo-zornal - Turdus pilaris.</p>\n<p class=\"lf-p\">Tordo-comum - Turdus philomelos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Tordo-ruivo - Turdus iliacus.</p>\n<p class=\"lf-p\">Tordeia - Turdus viscivorus.</p>\n<p class=\"lf-p\">Estorninho-malhado - Sturnus vulgaris.</p>\n<p class=\"lf-p\">Narceja-comum - Gallinago gallinago.</p>\n<p class=\"lf-p\">Narceja-galega - Lymnocryptes minimus.</p>\n<p class=\"lf-p\">2 - Caça maior Javali - Sus scrofa.</p>\n<p class=\"lf-p\">Gamo - Cervus dama.</p>\n<p class=\"lf-p\">Veado - Cervus elaphus.</p>\n<p class=\"lf-p\">Corço - Capreolus capreolus.</p>\n<p class=\"lf-p\">Muflão - Ovis ammon. (*) Aves aquáticas para efeitos deste diploma.</p>\n<p class=\"lf-p\">ANEXO II Regiões cinegéticas 1.ª região A Alfândega da Fé.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alijó.</p>\n<p class=\"lf-p\">Amarante.</p>\n<p class=\"lf-p\">Amares.</p>\n<p class=\"lf-p\">Arcos de Valdevez.</p>\n<p class=\"lf-p\">Armamar.</p>\n<p class=\"lf-p\">Arouca.</p>\n<p class=\"lf-p\">B Baião.</p>\n<p class=\"lf-p\">Barcelos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Boticas.</p>\n<p class=\"lf-p\">Braga.</p>\n<p class=\"lf-p\">Bragança.</p>\n<p class=\"lf-p\">C Cabeceiras de Basto.</p>\n<p class=\"lf-p\">Caminha.</p>\n<p class=\"lf-p\">Carrazeda de Ansiães.</p>\n<p class=\"lf-p\">Castelo de Paiva.</p>\n<p class=\"lf-p\">Celorico de Basto.</p>\n<p class=\"lf-p\">Chaves.</p>\n<p class=\"lf-p\">Cinfães.</p>\n<p class=\"lf-p\">E Espinho.</p>\n<p class=\"lf-p\">Esposende.</p>\n<p class=\"lf-p\">F Fafe.</p>\n<p class=\"lf-p\">Felgueiras.</p>\n<p class=\"lf-p\">Freixo de Espada à Cinta.</p>\n<p class=\"lf-p\">G Gondomar.</p>\n<p class=\"lf-p\">Guimarães.</p>\n<p class=\"lf-p\">L Lamego.</p>\n<p class=\"lf-p\">Lousada.</p>\n<p class=\"lf-p\">M Macedo de Cavaleiros.</p>\n<p class=\"lf-p\">Maia.</p>\n<p class=\"lf-p\">Marco de Canaveses.</p>\n<p class=\"lf-p\">Matosinhos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Melgaço.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mesão Frio.</p>\n<p class=\"lf-p\">Miranda do Douro.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mirandela.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mogadouro.</p>\n<p class=\"lf-p\">Moimenta da Beira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Monção.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mondim de Basto.</p>\n<p class=\"lf-p\">Montalegre.</p>\n<p class=\"lf-p\">Murça.</p>\n<p class=\"lf-p\">O Oliveira de Azeméis.</p>\n<p class=\"lf-p\">P Paços de Ferreira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Paredes.</p>\n<p class=\"lf-p\">Paredes de Coura.</p>\n<p class=\"lf-p\">Penafiel.</p>\n<p class=\"lf-p\">Penedono.</p>\n<p class=\"lf-p\">Peso da Régua.</p>\n<p class=\"lf-p\">Ponte da Barca.</p>\n<p class=\"lf-p\">Ponte de Lima.</p>\n<p class=\"lf-p\">Porto.</p>\n<p class=\"lf-p\">Póvoa de Lanhoso.</p>\n<p class=\"lf-p\">Póvoa de Varzim.</p>\n<p class=\"lf-p\">R Resende.</p>\n<p class=\"lf-p\">Ribeira de Pena.</p>\n<p class=\"lf-p\">S Sabrosa.</p>\n<p class=\"lf-p\">Santa Maria da Feira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Santa Marta de Penaguião.</p>\n<p class=\"lf-p\">Santo Tirso.</p>\n<p class=\"lf-p\">São João da Madeira.</p>\n<p class=\"lf-p\">São João da Pesqueira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sernancelhe.</p>\n<p class=\"lf-p\">T Tabuaço.</p>\n<p class=\"lf-p\">Tarouca.</p>\n<p class=\"lf-p\">Terras de Bouro.</p>\n<p class=\"lf-p\">Torre de Moncorvo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Trofa.</p>\n<p class=\"lf-p\">V Vale de Cambra.</p>\n<p class=\"lf-p\">Valença.</p>\n<p class=\"lf-p\">Valongo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Valpaços.</p>\n<p class=\"lf-p\">Viana do Castelo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vieira do Minho.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila do Conde.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Flor.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Nova de Cerveira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Nova de Famalicão.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Nova de Foz Côa.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Nova de Gaia.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Pouca de Aguiar.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Real.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Verde.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vimioso.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vinhais.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vizela.</p>\n<p class=\"lf-p\">2.ª região A Águeda.</p>\n<p class=\"lf-p\">Aguiar da Beira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Albergaria-a-Velha.</p>\n<p class=\"lf-p\">Almeida.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alvaiázere.</p>\n<p class=\"lf-p\">Anadia.</p>\n<p class=\"lf-p\">Ansião.</p>\n<p class=\"lf-p\">Arganil.</p>\n<p class=\"lf-p\">Aveiro.</p>\n<p class=\"lf-p\">B Batalha.</p>\n<p class=\"lf-p\">Belmonte.</p>\n<p class=\"lf-p\">C Cantanhede.</p>\n<p class=\"lf-p\">Carregal do Sal.</p>\n<p class=\"lf-p\">Castanheira de Pêra.</p>\n<p class=\"lf-p\">Castelo Branco.</p>\n<p class=\"lf-p\">Castro Daire.</p>\n<p class=\"lf-p\">Celorico da Beira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Coimbra.</p>\n<p class=\"lf-p\">Condeixa-a-Nova.</p>\n<p class=\"lf-p\">Covilhã.</p>\n<p class=\"lf-p\">E Estarreja.</p>\n<p class=\"lf-p\">F Figueira da Foz.</p>\n<p class=\"lf-p\">Figueira de Castelo Rodrigo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Figueiró dos Vinhos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Fornos de Algodres.</p>\n<p class=\"lf-p\">Fundão.</p>\n<p class=\"lf-p\">G Góis.</p>\n<p class=\"lf-p\">Gouveia.</p>\n<p class=\"lf-p\">Guarda.</p>\n<p class=\"lf-p\">I Idanha-a-Nova.</p>\n<p class=\"lf-p\">Ílhavo.</p>\n<p class=\"lf-p\">L Leiria.</p>\n<p class=\"lf-p\">Lousã.</p>\n<p class=\"lf-p\">M Mação.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mangualde.</p>\n<p class=\"lf-p\">Manteigas.</p>\n<p class=\"lf-p\">Marinha Grande.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mealhada.</p>\n<p class=\"lf-p\">Meda.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Miranda do Corvo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Montemor-o-Velho.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mortágua.</p>\n<p class=\"lf-p\">Murtosa.</p>\n<p class=\"lf-p\">NNelas.</p>\n<p class=\"lf-p\">O Oleiros.</p>\n<p class=\"lf-p\">Oliveira de Frades.</p>\n<p class=\"lf-p\">Oliveira do Bairro.</p>\n<p class=\"lf-p\">Oliveira do Hospital.</p>\n<p class=\"lf-p\">Ovar.</p>\n<p class=\"lf-p\">P Pampilhosa da Serra.</p>\n<p class=\"lf-p\">Pedrógão Grande.</p>\n<p class=\"lf-p\">Penacova.</p>\n<p class=\"lf-p\">Penalva do Castelo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Penamacor.</p>\n<p class=\"lf-p\">Penela.</p>\n<p class=\"lf-p\">Pinhel.</p>\n<p class=\"lf-p\">Pombal.</p>\n<p class=\"lf-p\">Porto de Mós.</p>\n<p class=\"lf-p\">Proença-a-Nova.</p>\n<p class=\"lf-p\">S Sabugal.</p>\n<p class=\"lf-p\">Santa Comba Dão.</p>\n<p class=\"lf-p\">São Pedro do Sul.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sátão.</p>\n<p class=\"lf-p\">Seia.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sertã.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sever do Vouga.</p>\n<p class=\"lf-p\">Soure.</p>\n<p class=\"lf-p\">T Tábua.</p>\n<p class=\"lf-p\">Tondela.</p>\n<p class=\"lf-p\">Trancoso.</p>\n<p class=\"lf-p\">V Vagos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila de Rei.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Nova de Paiva.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Nova de Poiares.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Velha de Ródão.</p>\n<p class=\"lf-p\">Viseu.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vouzela.</p>\n<p class=\"lf-p\">3.ª região A Abrantes.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alcanena.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alcobaça.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alcochete.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alenquer.</p>\n<p class=\"lf-p\">Almada.</p>\n<p class=\"lf-p\">Almeirim.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alpiarça.</p>\n<p class=\"lf-p\">Amadora.</p>\n<p class=\"lf-p\">Arruda dos Vinhos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Azambuja.</p>\n<p class=\"lf-p\">B Barreiro.</p>\n<p class=\"lf-p\">Benavente.</p>\n<p class=\"lf-p\">Bombarral.</p>\n<p class=\"lf-p\">C Cadaval.</p>\n<p class=\"lf-p\">Caldas da Rainha.</p>\n<p class=\"lf-p\">Cartaxo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Cascais.</p>\n<p class=\"lf-p\">Chamusca.</p>\n<p class=\"lf-p\">Constância.</p>\n<p class=\"lf-p\">Coruche.</p>\n<p class=\"lf-p\">E Entroncamento.</p>\n<p class=\"lf-p\">F Ferreira do Zêzere.</p>\n<p class=\"lf-p\">G Golegã.</p>\n<p class=\"lf-p\">L Lisboa.</p>\n<p class=\"lf-p\">Loures.</p>\n<p class=\"lf-p\">Lourinhã.</p>\n<p class=\"lf-p\">M Mafra.</p>\n<p class=\"lf-p\">Moita.</p>\n<p class=\"lf-p\">Montijo.</p>\n<p class=\"lf-p\">N Nazaré.</p>\n<p class=\"lf-p\">O Óbidos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Odivelas.</p>\n<p class=\"lf-p\">Oeiras.</p>\n<p class=\"lf-p\">Ourém.</p>\n<p class=\"lf-p\">P Palmela.</p>\n<p class=\"lf-p\">Peniche.</p>\n<p class=\"lf-p\">R Rio Maior.</p>\n<p class=\"lf-p\">S Salvaterra de Magos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Santarém.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sardoal.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sesimbra.</p>\n<p class=\"lf-p\">Seixal.</p>\n<p class=\"lf-p\">Setúbal.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sintra.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sobral de Monte Agraço.</p>\n<p class=\"lf-p\">T Tomar.</p>\n<p class=\"lf-p\">Torres Novas.</p>\n<p class=\"lf-p\">Torres Vedras.</p>\n<p class=\"lf-p\">V Vila Franca de Xira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Nova da Barquinha.</p>\n<p class=\"lf-p\">4.ª região A Alandroal.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alcácer do Sal.</p>\n<p class=\"lf-p\">Aljustrel.</p>\n<p class=\"lf-p\">Almodôvar.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alter do Chão.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alvito.</p>\n<p class=\"lf-p\">Arraiolos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Arronches.</p>\n<p class=\"lf-p\">Avis.</p>\n<p class=\"lf-p\">BBarrancos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Beja.</p>\n<p class=\"lf-p\">Borba.</p>\n<p class=\"lf-p\">C Campo Maior.</p>\n<p class=\"lf-p\">Castelo de Vide.</p>\n<p class=\"lf-p\">Castro Verde.</p>\n<p class=\"lf-p\">Crato.</p>\n<p class=\"lf-p\">Cuba.</p>\n<p class=\"lf-p\">E Elvas.</p>\n<p class=\"lf-p\">Estremoz.</p>\n<p class=\"lf-p\">Évora.</p>\n<p class=\"lf-p\">F Ferreira do Alentejo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Fronteira.</p>\n<p class=\"lf-p\">G Gavião.</p>\n<p class=\"lf-p\">Grândola.</p>\n<p class=\"lf-p\">M Marvão.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mértola.</p>\n<p class=\"lf-p\">Monforte.</p>\n<p class=\"lf-p\">Montemor-o-Novo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mora.</p>\n<p class=\"lf-p\">Moura.</p>\n<p class=\"lf-p\">Mourão.</p>\n<p class=\"lf-p\">N Nisa.</p>\n<p class=\"lf-p\">O Odemira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Ourique.</p>\n<p class=\"lf-p\">P Ponte de Sor.</p>\n<p class=\"lf-p\">Portalegre.</p>\n<p class=\"lf-p\">Portel.</p>\n<p class=\"lf-p\">R Redondo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Reguengos de Monsaraz.</p>\n<p class=\"lf-p\">S Santiago do Cacém.</p>\n<p class=\"lf-p\">Serpa.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sines.</p>\n<p class=\"lf-p\">Sousel.</p>\n<p class=\"lf-p\">V Vendas Novas.</p>\n<p class=\"lf-p\">Viana do Alentejo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vidigueira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Viçosa.</p>\n<p class=\"lf-p\">5.ª região A Albufeira.</p>\n<p class=\"lf-p\">Alcoutim.</p>\n<p class=\"lf-p\">Aljezur.</p>\n<p class=\"lf-p\">C Castro Marim.</p>\n<p class=\"lf-p\">F Faro.</p>\n<p class=\"lf-p\">L Lagoa.</p>\n<p class=\"lf-p\">Lagos.</p>\n<p class=\"lf-p\">Loulé.</p>\n<p class=\"lf-p\">M Monchique.</p>\n<p class=\"lf-p\">O Olhão.</p>\n<p class=\"lf-p\">P Portimão.</p>\n<p class=\"lf-p\">S São Brás de Alportel.</p>\n<p class=\"lf-p\">Silves.</p>\n<p class=\"lf-p\">T Tavira.</p>\n<p class=\"lf-p\">V Vila do Bispo.</p>\n<p class=\"lf-p\">Vila Real de Santo António.</p>\n<p class=\"lf-p\">Páginas: © Copyright 2026. 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