Acordão do Tribunal Central Administrativo Acórdãos TCAS Acórdão do Tribunal Central Administrativo Sul Processo: 212/13.7BEFUN Secção: CA Data do Acordão: 05/21/2026 Relator: HELENA TELO AFONSO Descritores: IMPUGNAÇÃO DA DECISÃO DA MATÉRIA DE FACTO NULIDADE DA SENTENÇA POR OMISSÃO DE PRONÚNCIA CADUCIDADE DO DIREITO À REPOSIÇÃO DO EQUILÍBRIO FINANCEIRO Sumário: I – Só ocorre a nulidade da decisão por omissão de pronúncia, nos termos do artigo 615.º, n.º 1, al. d), do CPC, quando o juiz deixe de pronunciar-se sobre questões que devia apreciar, que são todas as que lhe forem submetidas e que não se encontrem prejudicadas pela solução dada a outras (cfr. art.º 608.º, n.º 2, do CPC). II – Deve o juiz apreciar as questões respeitantes ao pedido e à causa de pedir, assim como as exceções, não se lhe impondo a apreciação de todos os argumentos, razões ou fundamentos invocados pelas partes para sustentarem a sua causa de pedir. Só a falta absoluta de fundamentação gera a nulidade da decisão. III – O artigo 354.º, do CCP prevê, no que respeita ao contrato de empreitada de obras públicas, o direito à reposição do equilíbrio financeiro do contrato por facto imputável ao dono da obra e do qual resulte maior dificuldade na execução da obra, com agravamento dos encargos respetivos suportados pelo empreiteiro. IV – Nos termos do artigo 354.º, n.º 2 do CCP o direito à reposição do equilíbrio financeiro caduca no prazo de 30 dias a contar do evento que o constitua ou do momento em que o empreiteiro dele tome conhecimento, sem que este apresente reclamação (por escrito), em que descreva o evento e o tipo de danos ou prejuízos que suportará com a maior demora ou onerosidade na execução dos trabalhos, ainda que desconheça a extensão integral dos mesmos prejuízos, sem prejuízo da posterior quantificação ou liquidação, se nisso houver necessidade. V – O exercício do direito à reposição do equilíbrio financeiro, por parte do empreiteiro, deve consubstanciar-se numa reclamação a apresentar no prazo de 30 dias “a contar do evento que o constitua ou do momento em que o empreiteiro dele tome conhecimento” onde este invoca os danos e respetivos fundamentos de facto e de direito (ainda que possa relegar, para fase subsequente, o apuramento do montante referente a cada dano invocado). VI – Ainda que os eventos que alegadamente deram origem aos sobrecustos peticionados se tenham repetido ou sucedido em concretos e determinados momentos temporais, durante o período de execução da obra, que as autoras delimitaram no tempo dando origem às reclamações que apresentaram ao recorrido, não estamos perante um facto ou evento continuado. VII – Não se estando perante factos continuados e ainda que estejamos perante factos que se repetiram ao longo do tempo, cada evento tem uma duração localizada no espaço e no tempo, pelo que ter-se-á de concluir que a invocação de sobrecustos reportados a factos alegadamente ocorridos há mais de 30 dias, atenta a delimitação temporal efetuada pela autora, sem observância das formalidades previstas no artigo 354.º, n.º 3, do CCP não obsta à caducidade do direito prevista no n.º 2 do citado artigo. VIII – Verifica-se a caducidade do direito das autoras à reposição do equilíbrio financeiro do contrato, com exceção do pedido relativo ao período de 1 de janeiro de 2013 a dia 30 de abril de 2013, formulado por carta datada de 24.05.2013 e recebida pelo recorrido em 29.05.2013, no qual se observaram as formalidades previstas no artigo 354.º, n.º 3, do CCP. IX – Não foi produzida prova que permita concluir que a falta de identificação das infraestruturas obrigou a que a apelante tivesse de procurar os serviços afetados e infraestruturas existentes, e que por isso os trabalhos tivessem de ser executados manualmente na sua grande maioria, para evitar partir alguma tubagem e a rede entrar em rutura, com aumento dos meios humanos e equipamentos alocados à execução dos trabalhos em relação aos que foram previstos na proposta apresentada. X – Não se tendo demonstrado que os termos em que a autora/recorrente se vinculou contratualmente na proposta adjudicada se alteraram, ou dizendo de outro modo que as obrigações contratualmente assumidas se alteraram, por razão imputável ao recorrido, nem que a recorrente incorreu em sobrecustos e encargos financeiros com a execução desta obra não existe fundamento para reposição do equilíbrio financeiro do contrato. Votação: UNANIMIDADE Indicações Eventuais: Subsecção de Contratos Públicos Aditamento: 1 Decisão Texto Integral: Acordam na Subseção de Contratos Públicos, da 1.ª Secção do Tribunal Central Administrativo Sul: I – Relatório: Z…, Lda. (atualmente denominada A…, S.A.) e a T…, S.A., com os sinais dos autos, instauraram a presente ação administrativa comum, sob a forma ordinária, contra o Município do Funchal, na qual formularam os seguintes pedidos: “…deve a presente ação ser julgada procedente, por provada, e consequentemente ser o Réu condenado a pagar às AA.: 1) A quantia de 3.113.463,05 €, a título de indemnização pelos prejuízos sofridos entre a consignação ocorrida no dia 11.05.2011 e o dia 30.04.2013 acrescida da revisão de preços reportada à data da Proposta em valores correntes à data em que os sobrecustos em causa ocorreram, utilizando os coeficientes médios de atualização nos períodos respectivamente aplicáveis da mão-de-obra (fórmula F09) e do equipamento de apoio a ser oportunamente liquidada; 2) A quantia de 70.436,00 € relativa a custos financeiros suportados pelas AA. entre Maio de 2011 e Junho de 2012; 3) A quantia de 155.673,15 € a título de compensação pelos lucros cessantes sofridos desde Maio de 2011 a 30.4.2013; 4) Os demais sobrecustos que as AA. vierem a sofrer, a partir do dia 01.05.2013, no quadro da Empreitada, em virtude da ausência de elementos relativos a serviços afectados, acrescidos da revisão de preços reportada à data da Proposta em valores correntes à data em que os sobrecustos em causa vierem a ocorrer, utilizando os coeficientes médios de actualização nos períodos respectivamente, aplicáveis da mão-de-obra (fórmula F09) e do equipamento de apoio, a serem oportunamente liquidados; 5) Os encargos financeiros desde Junho de 2012 e lucros cessantes sofridos desde 1.5.2013, a serem oportunamente liquidados; 6) Imposto Sobre o Valor Acrescentado à taxa legal aplicável sobre as quantias ora reclamadas e, ainda, juros de mora vencidos e os vincendos até integral pagamento.”. Pedido, este, que foi ampliado na réplica na qual foi peticionada a condenação do réu a pagar às autoras a quantia de € 319.867,33, acrescidos dos encargos financeiros, do IVA, dos juros de mora vencidos e vincendos até integral pagamento. Em síntese, as autoras pretendem com a instauração da presente ação exercer o direito à reposição do equilíbrio financeiro do contrato de empreitada denominado “REMODELAÇÃO DOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUAS, DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS, DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS E REDE DE REGA DO SECTOR ORIENTAL DO FUNCHAL”. Por sentença do Tribunal Administrativo e Fiscal do Funchal, proferida a 31 de outubro de 2022, a ação foi julgada improcedente. A autora/recorrente T…, S.A., interpôs recurso da referida sentença, apresentando alegação e formulando as seguintes conclusões: “A) O presente recurso é interposto da Sentença proferida a qual julgou totalmente improcedente a ação intentada pela Z…, LDA. e pela T…, S.A. contra o MUNICÍPIO DO FUNCHAL; B) A douta Sentença recorrida fez uma incorreta apreciação da prova produzida em sede de audiência de discussão e julgamento, bem como uma errada aplicação do Direito aos factos em crise; C) A douta sentença apelada violou artigo 608.°, n.° 2 do CPC, os artigos 43.°, 282.°, 314.° e 354.° do CCP e os artigos 1.°, alínea t), artigo 4.°, n.os 1 e 2, alínea g), artigo 7.°, n.os 1 e 2, alínea a), artigo 86.°, alínea
- p)e artigo 87.°, n.° 2, alínea p), do anexo I à Portaria n.° 701-H/2009, de 29 de julho; D) A APELANTE considera incorretamente julgados os factos 20) e 21 da douta Sentença; E) A APELANTE considera que existem factos que deveriam ter sido julgados provados pelo Tribunal a quo e não o foram devendo ser aditado o artigo 86) aos factos dados como provados; F) O prazo de 30 (trinta) dias para apresentação de reclamação nos termos do artigo 354.° do CCP não pode começar a contar do conhecimento do teor do Caderno de Encargos; G) A APELANTE teve conhecimento do Caderno de Encargos no início do procedimento de concurso público antes da adjudicação da Empreitada e da assinatura do respetivo Contrato; H) Não pode um pedido de reposição de equilíbrio financeiro de um contrato de empreitada caducar antes da assinatura do próprio contrato; I) O prazo de 30 (trinta) dias para a reclamação da reposição do Equilíbrio financeiro da Empreitada não pode começar a contar antes da assinatura do próprio Contrato, nem começar a contar da data da entrega das plantas dos serviços afetados; J) Ao receber as plantas, o Consórcio Empreiteiro não poderia desde logo saber se as mesmas correspondiam à realidade ou não e uma vez que as mesmas não abrangiam a totalidade das ruas, também poderia o APELADO vir a fornecer o resto das plantas; K) Só à medida que os trabalhos iam sendo executados, é que o Consórcio conseguiu perceber que as Plantas fornecidas não estavam corretas; L) A douta Sentença aplicou erradamente o direito ao caso concreto, uma vez que nunca poderiam ser aqueles eventos que determinam o direito da APELANTE ao reequilíbrio financeiro do contrato, não se verificando a exceção da caducidade; M) Nunca seria suficiente aplicar, mecânica e automaticamente, o prazo de caducidade a partir da data da pretensa ocorrência de um qualquer facto; pelo contrário, face à importância das matérias em causa, justifica-se cuidada interpretação e apuradas análises dirigidas à subsunção dos factos às regras, para que não sejam distorcidas as finalidades prosseguidas pela Lei; N) Devia ter ficado provado que os erros das plantas dos serviços afetados eram detetados diariamente pelo Consórcio na obra; O) Devia ter ficado provado que as vicissitudes com que o Consórcio se deparou constituem um evento continuado que prejudicou a execução da Empreitada e provocou diversos sobrecustos à APELANTE; P) O Consórcio reclamou ao APELADO, dentro do prazo de 30 (trinta) dias após cada período de tempo o seu direito ao reequilíbrio financeiro da Empreitada, comunicando que ia calcular os impactos que as vicissitudes lhes causavam e, só posteriormente, o Consórcio comunicou a liquidação dos sobrecustos, o que é permitido nos termos e para os efeitos do artigo 354.° do CCP; Q) Para além da comunicação diária efetuada em obra, o Consórcio enviou as diversas comunicações escritas através das quais informaram o APELADO dos danos sofridos em resultado da ocorrência de factos de sua inteira e exclusiva responsabilidade (Cfr. Docs. 14, 20, 26, 27, 31, 32, 36, 38 e 39 juntos com a p.i.). R) Também deviam ter sido levados aos factos dados como provados em sede de audiência de discussão e julgamento que o Consórcio alertou o APELADO acerca dos impactos das vicissitudes encontradas ao longo da execução da obra, comunicando as mesmas diariamente, atenta a intensidade com que surgiram e com que tinham que as ir resolvendo, com o apoio e a assessoria da Fiscalização por si contratada, ora comunicando ao Empreiteiro as suas opções, ora aprovando o alargamento do horário de trabalho, as opções de reparação das infraestruturas danificadas durante as escavações e/ou as demais medidas implementadas para mitigação daqueles impactos (depoimento de parte e prestado pelas testemunhas B…,C… e D…); S) O Consórcio, no dia-a-dia e no terreno, apresentou ao APELADO as “reclamações” exigidas legalmente; fazia-o sempre que, perante a deteção da presença de um obstáculo não assinalado nas peças de projeto e nos demais elementos técnicos que lhes foram facultados: (
- i)chamou a Fiscalização para verificar in loco a situação, (
- ii)informou quais as medidas que se propunha implementar para ultrapassar a situação, (iii) indicou os meios com que se propunha fazê-lo, (
- iv)deu conta do impacto que tal situação de facto estava a gerar no rendimento das equipas, (
- v)revelou a necessidade de afetar à obra meios humanos e materiais não previstos; T) Devia ter sido dado como provado que o APELADO conhecia os impactos negativos que as vicissitudes ocorridas estavam a causar no modo como o Consórcio se via constrangido a executar os trabalhos; U) Os factos provados 20 e 21 devem passar a ter a seguinte redação: “20. Desde que iniciaram os trabalhos de execução da empreitada em causa nos autos as Autoras depararam-se diariamente, com erros de localização das infraestruturas e omissões das mesmas identificadas nas plantas fornecidas pelo Réu em maio de 2011 - prova por declarações de parte de E…, prova testemunhal B…, C… e D…; 21. No decurso dos trabalhos da empreitada as Autoras encontraram diariamente, cabos de telecomunicações que não se encontravam cobertos por qualquer maciço - cf. prova por declarações de parte de E…, prova testemunhal B…, C… e D…;” V) Devia ter ficado assente que os factos que dão origem ao PREF são eventos continuados cujos efeitos se prolongam no tempo, ou seja, que se prolongam durante todo o período de execução da Empreitada; W) Devendo a douta Sentença ter julgado a apresentação das reclamações tempestiva e procedente a presente ação, declarando o direito da APELANTE ao reequilíbrio financeiro do Contrato de Empreitada; X) Deve ser aditado o seguinte facto à matéria dada como provada: “86. As plantas fornecidas pelo Réu das infraestruturas enterradas no local da empreitada, deram causa ao aumento do número de frentes de trabalho da obra - cf. prova testemunhal de B… e D….” Y) Com base no depoimento do Eng. B… e do Encarregado, Sr. D… os quais esclareceram o douto Tribunal que estava previsto alocar 3 (três) frentes de trabalho em simultâneo na Empreitada, tendo, contudo, sido alocadas sete ou oito frentes de trabalho, o que dificultou enormemente os trabalhos da Empreitada e o que obrigou a um alargamento do período de horário normal de trabalho; Z) A douta Sentença padece de nulidade por omissão de pronúncia quanto à questão da entrega dos elementos a que se refere o artigo 43.º do CCP e a Portaria n.º 701- H/2009, de 29 de julho, violando o artigo 608.º, n.º 2 do CPC; AA) Apesar de ter ficado provado em sede de audiência e discussão e julgamento que o APELADO não entregou a documentação prevista na legislação mencionada no artigo anterior, a douta Sentença não retirou daí qualquer consequência de direito; BB) Nos factos provados n.os 5), 11), 12), 13) e 14) ficou demonstrado que o APELADO não entregou os elementos obrigatórios e que o Projeto de Execução nem sequer teve em consideração a localização das infraestruturas das redes elétricas e de telecomunicações existentes no local; CC) O Projeto de Execução da Empreitada era da responsabilidade exclusiva do Dono da Obra, ora APELADO e foi por este patenteado a concurso; DD) Ficou também provado que o Caderno de Encargos da Empreitada continha apenas as peças desenhadas relativas às novas infraestruturas a executar, as quais não apresentavam, não identificavam, nem continham qualquer informação relativa ao mesmo tipo de infraestruturas executadas e ali existentes, nem tão pouco aos serviços afetados existentes, isto é, relativamente a outras infraestruturas enterradas existentes no local dos trabalhos, designadamente eletricidade e telefones; EE) O Caderno de Encargos referia expressamente que as operações e trabalhos preparatórios, em particular relativamente aos serviços afetados enterrados, seriam realizados com base em plantas com a identificação das redes existentes e dos serviços afetados existentes enterrados, a fornecer pela Fiscalização em fase de execução da Empreitada; FF) Ficou também demonstrado que os elementos patenteados a concurso não integravam qualquer identificação/cadastro das infraestruturas enterradas existentes, nem de quaisquer servidões ou serventias que fosse necessário alterar, destruir ou mesmo evitar durante a execução dos trabalhos da Empreitada; GG) Ficou ainda demonstrado que os cadastros dos serviços afetados fornecidos pelo APELADO constituíam apenas e tão só um mero desenho esquemático tipo de redes que não refletia a realidade existente, isto é, as posições das linhas das redes representadas no cadastro não correspondiam ao existente em concreto e no terreno, tratando-se apenas da representação esquemática da rede e não de um levantamento topográfico; HH) Foi também provado que a informação contida nos cadastros entregues pelo APELADO para além de não permitir a localização concreta das infraestruturas enterradas, diferia mesmo largamente das condições locais efetivamente existentes no local da Empreitada; II) Os cadastros não continham qualquer referência concreta, em termos de levantamento topográfico, com coordenadas específicas e dados relativos à respetiva altimetria e planimetria que permitisse situar, em concreto, a localização de cada infraestrutura enterrada, incluindo a respetiva profundidade; JJ) O APELADO atuou em total desrespeito pelo artigo 43.º do CCP e da Portaria n.º 701-H/2009, de 29 de julho, devendo ser retirada a devida consequência desse facto, a saber, o APELADO devia ressarcir o Consórcio; KK) A douta Sentença padece ainda de nulidade por omissão de pronúncia quanto aos pressupostos da proposta apresentada a concurso pública e à realidade encontrada, violando mais uma vez o artigo 608º, n.º 2 do CPC; LL) A ausência de informação dos cadastros (e nalguns casos errónea e indutora em erro) comprometeu gravemente a execução de toda a Empreitada, tendo alterado também os pressupostos iniciais da proposta; MM) A realidade ocorrida durante a execução da Empreitada foi muito diferente da esperada pelo Consórcio e da que seria expectável para esta Empreitada; NN) O Consórcio apresentou o preço da sua proposta com base naquelas premissas, bem como no facto de estar previsto no Caderno de Encargos que posteriormente o Dono da Obra iria entregar elementos adicionais. OO) Os elementos entregues não foram suficientes, pelo que o Consórcio se deparou com questões que não estava a contar ao longo da execução da Empreitada; PP) A douta sentença devia ter dado como provado que os pressupostos da proposta apresentada não corresponderam à realidade ocorrida por motivo imputável ao APELADO, o que tornou mais onerosa a execução da Empreitada e que, como consequência, o APELADO deve ressarcir o Consórcio; QQ) Os sobrecustos incorridos pela APELANTE derivado das vicissitudes ocorridas deviam ter ficado provados na douta sentença; RR) A APELANTE viu-se obrigada a reforçar os meios diretos afetos à execução da Empreitada (meios humanos e equipamento), bem como a aumentar os horários de trabalho praticados; SS) A ausência de informação dos cadastros (e nalguns casos errónea e indutora em erro) comprometeu, gravemente, o rendimento previsto em fase de apresentação da proposta alterando assim os pressupostos iniciais; TT) A execução da Empreitada tornou-se substancialmente mais difícil, registando-se rendimentos de execução fortemente inferiores aos característicos deste tipo de trabalho; UU) O Consórcio viu-se forçado a alargar o regime horário de trabalho e a reforçar os meios humanos e de equipamento por forma a conseguirem-se as produções médias diárias previstas no planeamento em vigor; VV) As novas condições de execução dos trabalhos foram substancialmente mais difíceis e onerosas do que as que inicialmente seriam expectáveis e impossibilitaram a APELANTE de gerir os meios de forma racional e de acordo com a programação dos trabalhos prevista no Contrato de Empreitada; WW) Devia ter ficado provado através da prova documental os meios que tiveram de ser utilizados, dado os serviços afetados que foram encontrando no decurso da Empreitada, tendo feito um comparativo entre os meios previstos na Proposta e os meios que foram utilizados; XX) Ficaram demonstrados em audiência de discussão de julgamento os sobrecustos e encargos financeiros alegados pelo Consórcio conforme prova documental e testemunhal apresentada, os quais devem ser ressarcidos pelo APELADO devendo este ser condenado nesse sentido; YY) Sem prejuízo, os sobrecustos poderão vir a ser oportunamente contabilizados em sede de Liquidação de Sentença; ZZ) O facto essencial para que o Empreiteiro tenha direito à reposição do equilíbrio financeiro do contrato é a não entrega atempada das Plantas dos Serviços afetados pelo APELADO, bem como o facto das mesmas estarem incompletas e erradas; AAA) Tal como ficou provado, é este facto que origina todos os sobrecustos incorridos pelo Consórcio ao longo da execução da Empreitada; BBB) E é uma obrigação do Dono da Obra entregar esses elementos, ainda que, as infraestruturas de redes elétricas e de telecomunicações não sejam da sua propriedade; CCC) A não entrega atempada das Plantas dos Serviços afetados e o facto das mesmas serem apenas esquemáticas (tal como ficou provado) deu origem a todos os sobrecustos incorridos pela APELANTE ao longo da execução da Empreitada; DDD) O APELADO deve indemnizar a APELANTE pelos danos a que deu azo no decurso da execução da relação contratual administrativa e que, por definição, não foram incluídos no preço inicialmente contratado; EEE) A formalidade subjacente ao artigo 354.º do CCP é a de que o Empreiteiro deve prevenir o Dono da Obra, em tempo útil, quanto aos potenciais efeitos económicos de determinados factos, para que este possa agir em conformidade, evitando a produção de prejuízos que desconhece; FFF) A exigência legal de apresentação pelo Empreiteiro de reclamação no prazo de 30 (trinta) dias tem como fundamento a necessidade de se informar o Dono da Obra da ocorrência de factos potencialmente geradores do direito a indemnizações; GGG) O Dono da Obra tinha conhecimento prévio dos factos geradores de prejuízos e foi alertado, dentro do prazo de 30 (trinta) dias a que alude o artigo 354.º do CCP; HHH) Tem de ser interpretado corretamente o sentido da norma adaptando-a aos casos em que o facto praticado ou causado pelo Dono da Obra não se traduz numa ordem, instrução, diretiva ou orientação dimanados do seu poder de direção e conformação da relação contratual, concretamente delimitada no tempo, mas de omissão e erro na informação disponibilizada logo na fase de concurso e, mais tarde, no início da execução da Empreitada, cuja perceção, dimensão e alcance apenas é percetível à medida da progressão dos trabalhos, constituindo, por isso, um facto transversal e perene à execução da mesma; III) Dos autos resulta inequivocamente que a APELANTE sustenta o direito que exerce e os pedidos que formula na impossibilidade de executar a obra de acordo com os pressupostos tidos em consideração aquando da formulação da sua proposta, de prazo e de preço, a partir da informação disponibilizada pelo APELADO através do processo patenteado a concurso; JJJ) Estamos perante pretensões que se fundam na modificação das circunstâncias em que a APELANTE formou a sua vontade de contratar nas condições em que se propôs fazê-lo, de que resultou maior dificuldade na execução da Empreitada, maior morosidade e maior onerosidade; KKK) O pedido formulado pela APELANTE tem, pois, pleno acolhimento no disposto no artigo 314.°, n.°1, alínea
- a)do CCP, que lhe confere o direito à reposição do equilíbrio financeiro do contrato não sujeito a qualquer prazo de caducidade; LLL) Estão reunidos os requisitos estabelecidos no artigo 282.º do CCP para que seja reconhecido à APELANTE o direito à reposição do equilíbrio financeiro do contrato, nos termos e com os fundamentos em que o peticionou. Nestes termos e nos mais de direito que V. Exas. doutamente suprirão, deverá o Venerando Tribunal Central Administrativo do Sul dar provimento ao presente recurso, E assim decidindo, fareis V. Exas., Venerandos Desembargadores, como é vosso apanágio, a costumada JUSTIÇA!”. A entidade recorrida, notificada, apresentou contra-alegação, pugnando pela improcedência do recurso e pela manutenção do julgado sem, no entanto, formular conclusões e pediu a dispensa de pagamento do remanescente da taxa de justiça. O Digno Magistrado do Ministério Público, notificado nos termos e para os efeitos do disposto no artigo 146.º, n.º 1 do Código de Processo nos Tribunais Administrativos (CPTA), pronunciou-se no sentido de que deve ser negado provimento ao mesmo. Sem vistos, com prévio envio do projeto de acórdão aos Juízes Desembargadores Adjuntos, vem o presente processo à conferência para decisão. * II. Questões a apreciar e decidir: As questões suscitadas pela recorrente consistem em apreciar e decidir se a sentença recorrida: - enferma de erro de julgamento da matéria de facto, devendo ser alterada a decisão dos pontos 20 e 21 do probatório e aditados novos factos à matéria de facto provada; - violou o disposto no artigo 354.º do Código dos Contratos Públicos (CCP), por ter julgado procedente a exceção de caducidade do direito da recorrente à reposição do equilíbrio financeiro do contrato; - incorreu em nulidade, por omissão de pronúncia, no que respeita à entrega de elementos pelo réu e quanto aos pressupostos da proposta apresentada a concurso público e à realidade encontrada; e, - incorreu em erro de direito, violando o disposto nos artigos 43.º, 282.º, 314.º e 354.º do CCP e os artigos 1.º, alínea t), artigo 4.º, n.ºs 1 e 2, alínea g), artigo 7.°, n.ºs 1 e 2, alínea a), artigo 86.º, alínea
- p)e artigo 87.º, n.º 2, alínea p), do anexo I à Portaria n.º 701-H/2009, de 29 de julho. III – Fundamentação: 3.1. De facto: Na sentença recorrida foi julgada a matéria de facto com interesse para a decisão, nos seguintes termos: “4.1. Com interesse para a decisão da causa, de acordo com as diversas soluções plausíveis de direito, julgam-se provados os seguintes factos, com atinência aos meios de prova respetivos: 1. Em 13.10.2010 o Município do Funchal lançou um concurso público com vista à adjudicação da empreitada de “Remodelação dos Sistemas de Abastecimento de Águas, Drenagem de Águas Residuais, Drenagem de Águas Pluviais e Rede de Rega do Sector Oriental, do Funchal” - acordo; 2. Consta, designadamente, do caderno de encargos da empreitada de “Remodelação dos Sistemas de Abastecimento de Águas, Drenagem de Águas Residuais, Drenagem de Águas Pluviais e Rede de Rega do Sector Oriental, do Funchal”, o seguinte:” (...)Capítulo II Obrigações do empreiteiro Secção I Preparação e planeamento dos trabalhos Cláusula 6ª Preparação e planeamento da execução da obra 1 - O empreiteiro é responsável:
- a)Perante o dono da obra pela preparação, planeamento e coordenação de todos os trabalhos da empreitada, ainda que em caso de subcontratação, bem como pela preparação, planeamento e execução dos trabalhos necessários à aplicação, em geral, das normas sobre segurança, higiene e saúde no trabalho vigentes e, em particular, das medidas consignadas no plano de segurança e saúde, e no plano de prevenção e gestão de resíduos de construção e demolição;
- b)Perante as entidades fiscalizadoras, pela preparação, planeamento e coordenação dos trabalhos necessários à aplicação das medidas sobre segurança, higiene e saúde no trabalho em vigor, bem como pela aplicação do documento indicado na alínea
- i)do n.º 4 da presente cláusula. 2 - A disponibilização e o fornecimento de todos os meios necessários para a realização da obra e dos trabalhos preparatórios ou acessórios, incluindo os materiais e os meios humanos, técnicos e equipamentos, competem ao empreiteiro. 3- O empreiteiro realiza todos os trabalhos que, por natureza, por exigência legal ou segundo o uso corrente, sejam considerados como preparatórios ou acessórios à execução da obra, designadamente:
- a)Trabalhos de montagem, construção, manutenção, desmontagem e demolição do estaleiro;
- b)Trabalhos necessários para garantir a segurança de todas as pessoas que trabalhem na obra ou que circulem no respetivo local, incluindo o pessoal dos subempreiteiros e terceiros em geral, para evitar danos nos prédios vizinhos e para satisfazer os regulamentos de segurança, higiene e saúde no trabalho e de polícia das vias públicas;
- c)Trabalhos de restabelecimento, por meio de obras provisórias, de todas as servidões e serventias que seja indispensável alterar ou destruir para a execução dos trabalhos e para evitar a estagnação de águas que os mesmos possam originar;
- d)Trabalhos de construção dos acessos ao estaleiro e das serventias internas deste. 4 - A preparação e o planeamento da execução da obra compreendem ainda:
- a)A apresentação pelo empreiteiro ao dono da obra de quaisquer dúvidas relativas aos materiais, aos métodos e às técnicas a utilizar na execução da empreitada;
- b)O esclarecimento dessas dúvidas pelo dono da obra;
- c)A apresentação pelo empreiteiro de reclamações relativamente a erros e omissões do projecto que sejam detectados nessa fase da obra, nos termos previstos no n.º 4 do artigo 378. ° do CCP;
- d)A apreciação e decisão do dono da obra das reclamações a que se refere a alínea anterior;
- e)O estudo e definição pelo empreiteiro dos processos de construção a adoptar na realização dos trabalhos;
- f)A elaboração e apresentação pelo empreiteiro do plano de trabalhos ajustado, no caso previsto no n.º 3 do artigo 361.º do CCP;
- g)A aprovação pelo dono da obra dos documentos referidos na alínea
- f)
- h)A apresentação pelo empreiteiro no prazo de cinco dias a contar da data da notificação do plano final de consignação, de documento, elaborado pelo empreiteiro, do qual conste o desenvolvimento prático do plano de segurança e saúde, devendo analisar, desenvolver e complementar as medidas aí previstas, em função do sistema utilizado para a execução da obra, em particular as tecnologias e a organização de trabalhos utilizados pelo empreiteiro.” - cf. documento n.° 004138060 dos autos no SITAF, cujo teor se dá integralmente por reproduzido; 3. Das cláusulas especiais do caderno de encargos da empreitada identificada no ponto 1 consta, designadamente, o seguinte: “15. Execução dos trabalhos em construção civil 15.1 Arranque e reposição de pavimentos Antes de dar início à escavação para implantação das construções civis, condutas, órgãos e acessórios das redes, o Empreiteiro terá de proceder ordenadamente, entre outras, às seguintes operações e trabalhos preparatórios. (…)
- d)assinalar, na superfície do terreno, a presença de obstáculos subterrâneos conhecidos, que venham a ser intersectados pela vala, como cabos eléctricos e telefónicos, condutas de água e gás, colectores de esgoto, drenos, aquedutos, oleodutos, galerias, muros, etc., cujas posições lhe serão indicadas por meio de plantas a fornecer pela Fiscalização, que as obterá junto das respectivas entidades competentes; (...)” - documento n.° 004138060 dos autos no SITAF; 4. Da memória descritiva e justificativa do projeto de execução da empreitada identificada no ponto 1 consta o seguinte: “SECÇÃO I PROJECTO GERAL MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA 1- INTRODUÇÃO, OBJECTIVOS E ABRANGÊNCIAS (…) 2- ESTRUTURAÇÃO DO PROJECTO Para facilitar a compreensão e análise do projecto, o mesmo será organizado, estruturado e formatado, pelas seguintes secções: -SECÇÃO I - aborda e expõe as questões respeitantes ao Projecto Geral que interessam a todos os sub-projectos do sistema, correspondente ao intervalo de pontos entre os n.°s 1 a 9. -SECÇÃO II - refere-se ao sub projecto de “Sistema de Abastecimento Domiciliário de Água”, correspondente à numeração entre de 10 a 29 -SECÇÃO Ill - respeita ao sub projecto de “Sistema de Drenagem de Águas Residuais”, e corresponde ao intervalo de numeração entre os n° 20 a 27. -SECÇÃO IV - refere-se ao sub projecto “Sistema de Drenagem de Águas Pluviais”, e corresponde ao intervalo entre os pontos 28 e 36 -SECÇÃO V - refere-se ao sob projecto “Rede de Rega sob Pressão de Água Bruta” e corresponde ao intervalo entre os pontos 37 e 50 3- ESTRATÉGIAS, BASES E ELEMENTOS DE REFERÊNCIA Para além das informações fornecidas directamente pela CMF e condicionantes impostas pelos seus representantes técnicos e decorrentes da análise crítica do EPP, a elaboração e sistematização da presente projecto, apoiou-se e fundamentou-se em diversos documentos, (urbanísticos e estatísticos), considerados estratégicos na articulação e racionalização dos estudos, nomeadamente:
- a)Plano Director do Funchal - (Freguesias de Santa Maria Maior e São Gonçalo).
- b)Plano Estratégico do Turismo da cidade do Funchal -(Freguesias de St.a Maria Maior e São Gonçalo).
- c)Censos da RAM publicados pela DREst do Concelho do Funchal e reportados às Freguesias St.a Maria Maior e São Gonçalo.
- d)Recenseamento Eleitoral actualizado das Freguesias de Sta Maria Maior e São Gonçalo.
- e)Mapas Pluviométricos da zona do Funchal - séries diárias, mensais e anuais relativos ao período de 1950 a 2007 - recolhidas pelo Observatório Meteorológico do Funchal.
- f)Cartografia complementar constantes do EPP relativas às zonas adjacentes da área de influência do Projecto, nomeadamente, elementos oro- topográficos, acessos viários e pedestres, linhas de água, etc., da Freguesia de São Gonçalo, Zonas Altas de S.ª M.ª Maior a montante da Visconde Cacongo, e zona Central do Funchal, - de modo articular, conciliar e interligar as transições entre estas e as zonas de intervenção do Projecto. (...) 8 - MEDIÇÕES E CRITÉRIOS Nas medições parcelares e ou gerais foram utilizados critérios usuais e recomendados para projectos desta natureza, com o destaque e pormenorização suficientes para caracterizar, sem ambiguidades, a natureza e qualidade dos trabalhos a realizar. Foram elaborados, em anexos próprios medições gerais e ou auxiliares com discriminação das quantidades e natureza dos trabalhos e dos equipamentos que auxiliam e reportam ao mapa de medições. Embora se desconheça as caracterizas geológicas das zonas de escavação, parte significativa das valas do Projecto desenvolver-se-ão ao longo de vaias já existentes. Assim, para efeitos de medição e consequente pagamento, foi arbitrado que o volume a escavar em valas seria distribuído nas seguintes percentagens: - Escavação em rocha dura, com necessidade de recurso a explosivos -10%; -Escavação em rocha branda, necessitando recorrer a equipamentos mecânicos pesados - 20%; -Escavação em terra 70%, efectuada manualmente e ou com meios mecânicos normais - 70%. Refira-se que com o objectivo de sistematizar e facilitar a operação dos sistemas de Águas Residuais e Águas Pluviais, definiu-se que ao longo dos arruamentos a primeira infra-estrutura será implantada à esquerda no sentido do escoamento e a segunda à direita. No enchimento das valas, foi admitido o recurso a materiais da escavação nas condições estabelecidas nas secções respectivas. Na reposição das sub-bases de pavimentos também foram admitidos produtos escavados, desde que previamente seleccionados. As bases do pavimento serão em macadames betuminosos. Para remate final do pavimento foi prevista uma camada de regularização e desgaste, com a espessura de 0,05m, aplicada à área total de todos os arruamentos afectados pelas valas, sendo previamente efectuada uma ripagem da camada de desgaste do pavimento não abrangido pelas valas. Este procedimento visa eliminar os defeitos, irregularidades, fendas ressaltos e assentamentos, geralmente verificadas nas transições de pavimentos recentes de vaias e os pavimentos adjacentes sobrantes dos arruamentos, o que acarreta graves inconvenientes e incomodidades aos utentes dessas vias. Os comprimentos das canalizações foram medidos em projecção horizontal quer através das plantas e ou de acordo com os respectivos perfis longitudinais. Nas medições destas não foram deduzidos os comprimentos relativos às Câmara de visita e outros órgão e acessórios das redes, pois foi considerado que esses troços compensariam, a diferença entre os comprimento reais e os da projecção horizontal, e ainda os desperdícios das canalizações nas interrupções das redes. 9 - LIGAÇÕES DOMICILIÁRIAS Segundo a CMF, na zona de intervenção do projecto, encontram-se registados 2267 contadores de abastecimento domiciliário de água. Por estimativa, admitir-se-á que 1427 destas ligações serão asseguradas por ramais domiciliários singulares, enquanto que as restantes,
(840), serão asseguradas por ramais de ligações múltiplas. Para melhor enquadramento e racionalização de projecto, e por falta de informação mais objectiva arbitrou-se que os restantes 840 contadores se distribuiriam por 210 ramais colectivos de ligações domiciliárias, cada um deles, em média, associado a 4 contadores cada. Para os ramais de ligação domiciliária do sistema de Águas Residuais, foram previstos 2296 ramais de ligação, das quais, também por estimativa, 1996 unidades corresponderão a ligações individuais directas, 100 ligações individuais directas associadas aos ramais de FFD, enquanto as restantes 800 ligações distribuir-se-ão por: 100 ligações directas individuais DN200mm e 700 ligações serão associadas a ramais complementares de DN200mm com o comprimento total estimado é de 320m. Para o sistema de Águas Pluviais, foram consideradas por estimativa, nesta fase de projecto 520 ligações, das quais 500 individuais e 20 colectivas. No sistema de Águas de Rega Automática sob Pressão foram previstas 1000 ligações domiciliárias, das quais 100 colectivas, enquanto 900 individuais. Para além do 1.° metro, cujos trabalhos associados às escavações e pavimentos, foi arbitrado, para efeitos de projecto, como comprimento médio dos ramais de ligação domiciliária e hidrantes de incêndio e de rega os seguintes valores: Para a rede de Abastecimento de Água e rede de Rega o valor de 6.00 metros; Para a rede de Águas Residuais e rede de Águas Pluviais o valor de 8.00 metros. SECÇÃO II SISTEMA DE ABASTECIMENTO DOMICILIÁRIO DE ÁGUA MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA 10- OBJETIVOS E ENQUADRAMENTO Refere-se esta memória à análise, justificação, dimensionamento, etc., da concepção do Projecto de Execução do Sistema de “Distribuição Domiciliário de Água do Sector Oriental do Funchal” e que respeita à área delimitada pela CMF, decorrente da análise do EPP - (Desenho SAA.ER.PLAG.01). A zona de influência do projecto será alimentada por três troços adutores: -Adutora do Lombo que, posta em carga pelo reservatório do mesmo nome, interliga-se a jusante com o reservatório do Faial, (cota 151,80m), localizado na Urbanização do Faial. No seu percurso, na zona de influência do projecto, esta adutora apresenta uma ramificação no cruzamento da Estrada Visconde Cacongo com a rua Dr. Pestana Júnior, alimentando o reservatório localizado à cota 100,40m, na margem direita da Rib.a João Gomes, bem como outras duas derivações para as C.P.C.s de cota 141,80m, localizadas nas ruas da Rochinha e Bela Vista, respectivamente. -Adutora Leste que, através do reservatório das Murteiras de 1000m3, (cota 253.30m), regulariza, também, o reservatório da Quinta do Faial, em complemento da adutora do Lombo. -Adutora da rua Dr. Pestana Júnior posta em carga pelo reservatório, já referido, de 100m3 e cota 100,40m. É regularizado alternadamente ou em simultâneo pela adutora do Lombo e pelo furo subterrâneo ali existente. 11-ESTRATÉGIA (…) 19-MEDIÇÕES No Mapa de Quantidades e Anexo I (Medições parcelares) são discriminadas por características e natureza a quantidade de trabalhos, de canalizações, de acessórios, etc. que constituem este Sistema de Abastecimento. As medições dos ramais domiciliários, foram estruturadas conforme mapa de medições e resultaram das seguintes premissas: - Número de contadores da zona de projecto: 2276 Un (dados da CMF); - Ramais domiciliários Tipo I de DN<75mm: 1547 ramais de ligações individuais com válvula de esquadria vertical; 120 ramais com válvula de esquadria vertical, 90 dos quais colectivos associadas a quatro ligações cada com válvula de esquadria horizontal. - Ramais domiciliários Tipo II de DN de 75mm, 90mm e 110mm: 90 ramais ligados à rede por Tês flangeados com válvula incorporada, 50 dos quais colectivos associados a quatro ligações cada operadas por válvulas de esquadria horizontal. Nesta conformidade foi considerado no 1.° metro, para além de 1,0m de tubagem, todos os acessórios necessários referidos no mapa de medições, incluindo, também, os movimentos de terras bem como a reposição do pavimento complementares da vala principal; Os metros seguintes, com comprimento médio por ramal individual, (para além do 1.° metro), foi estimado em 6,0m para efeito de projecto), que inclui tubagem PEAD MRS80/100 PN16, bem como os movimentos de terras necessários e o arranque e reposição de pavimentos correspondentes, (923,184m3 e 2307,97m3 em veredas e rodovias, respectivamente), que se indicam no mapa de medições. O comprimento da rede de Abastecimento é de 20127,60m, distribuídos pelas seguintes canalizações de FFD: DN350mm DN250mm DN200mm DN150mm DN80mm 236,5m 715,9m 2581,2m 4414,3m 12179 Jm Para efeitos de projecto foram arbitradas para os ramais de ligação 12822metros de tubagens distribuídos pelos seguintes diâmetros: (DIÂMETRO) (COMPRIMENTO) DN32mm (700 + 200)x6……..5400m DN40mm (700+150)x6………5100m DN50mm (80+100)x6………..1080m DN63mm (67+ 50)x6 ………..702m DN75mm (40+10)x6…………300m DN90mm (20+10)x6…………180m DN110mm 10x6……………...60m (VAL ESQ. VERTICAL) (VAL ESQ. HORIZ) 700Un 200Un 700Un. 150Un 80Un 100Un 67Un 50Un -40Un 20Un (Tê c/val. Inc) 90Un Estima-se que 40% destas tubagens serão instaladas em valas de 0,30m de largura e 0,60m de altura quando colocadas em veredas, enquanto os restantes 60% colocados em arruamentos rodoviários com valas de 0,30m de largura por 1,00m de altura. As características e quantidades dos acessórios associados a estes ramais constam dos respectivos mapas de medição. Foram previstos 118 hidrantes de coluna dos quais 75 de DNlOOmm e 38 unidades de DN80mm. Nas veredas foram projectados 35 hidrantes de caixa enterrada de DN80mm. Para os primeiros adoptou-se para os ramais de ligação a média de 6.00 metros, para além do 1.° metro, enquanto para o segundos, que se desenvolvem em vereda, foi estimada a média de 3.00 metros. Em resumo os trabalhos associados aos hidrantes podem assim resumir-se: Arranque e reposição de pavimento e escavação de valas em veredas: 35x3x0.60x0.30=18.90m3 Arranque do pavimento existente e escavação de valas em vias rodoviárias (75+38)x6x0.3x1.00=203.40m3 -Tubagem FFD DNlOOmm 75x6 450m - Tubagem FFD DN80mm (38x6+35x3) 333m Os acessórios associados aos hidrantes constam do quadro de medições. SECÇÃO III SISTEMA DE DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICA 20 - OBJECTIVOS E ENQUADRAMENTO Refere-se esta memória à análise, justificação, descrição, enquadramento, etc., da concepção do Projecto de Execução Sistema de “Drenagem de Águas Residuais do Sector Oriental do Funchal”, respeitante à área delimitada pela Câmara Municipal do Funchal decorrente da análise crítica do EEP. A concepção deste sistema, por se tratar de uma remodelação, foi condicionada, não só pela rede existente e a conservar e respectivos órgãos e acessórios, mas também pelas características orográficas e topográficas da área de projecto e respectivos arruamentos e opções definitivas da CMF. Tratando-se da drenagem dos esgotos do sistema até à ETAR, e atendendo a que a rede na área de projecto se interliga com outras redes, - (quer a montante, quer a jusante), - foram em sede de EPP, analisados e ponderados os parâmetros com influência significativa na quantificação do respectivos caudais e que permitiram a elaboração dos correspondentes mapas, nomeadamente: - Os caudais gerados a montante da Estrada Visconde Cacongo, e que descarregam na rede projectadas através de diversos ramais que integram o sistema projectado. - Os caudais gerados na Freguesia de São Gonçalo, subdivididos por duas áreas distintas: uma, a montante da ER101, cuja drenagem é assegurada pelas canalizações existentes ao longo da ER. 101 e que se inserem na Caixa n.° “G28”, do ramal G; outra, a jusante da ER101, cujas canalizações de drenagem convergem no actual ramal existente na rua do Lazareto, cujo redimensionamento deverá ser actualizado aquando da intervenção nesta via. Para minimizar a sobrecarga nos ramais de jusante que asseguram as ligações à ETAR., (na Zona Velha e não integrados neste projecto), os circuitos de drenagem de montante foram concebidos e estruturados de molde a que as ligações dos ramais de montante com os de jusante se distribuíssem por vários pontos de inserção, conforme se pode ver nos esquemas da rede. Quando compatíveis com as condicionantes orográficas e topográficas, os circuitos hidráulicos foram projectados de modo a viabilizar o desvio do máximo caudal para o ramal da Rua da Infância/Rua Brigadeiro Oudinot. Este troço interliga-se com o interceptor da Aa do Mar através da caixa existente na margem esquerda da R.ª de S.ª Luzia. Esta estratégia justifica-se pela necessidade, já reafirmada, de se evitar, quando possível, as perturbações na rede existente da Zona Baixa de S.ª M.ª Maior. Esta orientação conferiu ao ramal da rua Conde Carvalhal estatuto de interceptor, já que, sem excepção, receberá todos os esgotos gerados a montante. 21-ESTRATÉGIA Como consta no EPP a concepção e estruturação dos circuitos hidráulicos deste sistema pautaram-se por critérios técnicos, económicos, ambientais, etc. Para além de se submeter às normas e regulamentos em vigor e respeitar as condicionantes orográficas e topográficas da zona de intervenção, os circuitos hidráulicos do projecto foram concebidos tendo, ainda em vista a minimização das interferências do sistema com os ramais existentes a jusante que interligam à ETAR. Tais normativos e condicionantes podem assim sintetizar-se:
- a)Condicionantes orográficos e topográficos e suas correlações com os arruamentos, veredas, linhas de água, etc., da zona em estudo, (inclinações, pontos singulares etc.); excepcionalmente será admitida a hipótese de escavações suplementares para viabilizar a drenagem gravítica dos esgotos, quando os declives dos arruamentos não coincidem com os das canalizações.
- b)Condicionantes associadas à diferenciada distribuição espacial da população e correspondentes consumos pelas diferentes manchas que compõem a zona de intervenção.
- c)Cumprimento do RGDADAR no que se refere a velocidades máximas e mínimas nas redes. Face aos fortes declives em alguns arruamentos da zona de intervenção, optamos por admitir como limite da velocidade máxima o valor de 5,0m/s, idêntico ao regulamentado para as redes unitárias e redes pluviais, em vez dos 3,0m/s previstos para as redes separativas.
- d)Obrigatoriedade de respeitar as redes existentes e a conservar, e que condicionam as interligações com as redes propostas. Os ramais secundários previstos no sistema de drenagem, e indicados no esquema da rede, descarregam directamente nos dois interceptores/receptores principais projectados: -Um, o troço G, (Rua Conde Carvalhal), que permite a drenagem de todo o esgoto produzido a montante da referida via; - Outro, troço D, (Rua Bela de São Tiago), que viabiliza a drenagem de grande parte do esgotos gerados entre a citada rua e a rua Conde Carvalhal.
- e)Decorrente do enquadramento técnico-económico e ambiental referido no EPP, a drenagem do esgoto das encostas que convergem para linhas de água, (canalizadas ou não), será viabilizada graviticamente implantando as canalizações nas soleiras ou paredes dos ribeiros, (cenário actual). Tratando-se de redes separativas, para se minimizar os caudais intrusos ao sistema, recomenda-se que, especialmente, durante a fase da obra, sejam tomadas medidas rigorosas que impeçam a interligação de águas pluviais na rede de esgotos e vice-versa
- f)O material aprovado pela CMF para as canalizações de drenagem dos esgotos foi o PVC SN4 que, para além de garantir resistências química e mecânica adequadas, de lhe conferir durabilidade até ao horizonte do projecto, é de fácil colocação, sendo também competitivo em termos técnico- económicos, etc. Acresce, ainda, referir que a opção por este material, apresenta a vantagem de, na fase de operação do sistema, eliminar quaisquer confusões com outras tubagens que compartilhem a mesma vala, nomeadamente a relativa à drenagem de águas pluviais, prevista em Polipropileno Corrugado As canalizações projectadas nas soleira e ou suspensas nas linhas de águas serão em FFD, de modo a conferir-lhe maior resistência mecânica face ás solicitações externas. 23 - ESQUEMAS DAS REDES 23.1- Enquadramento e Estruturação Tendo como referências a estratégia e condicionantes apontadas anteriormente foram elaboradas os esquemas das redes de Drenagem de Águas Residuais. Como já foi referido a concepção e estruturação deste sistema partiu do pressuposto base de que na rua Conde Carvalhal, com inclinação Este/Sudoeste, será executado o interceptor/receptor que drenará o máximo de caudal para o troço de ligação à ETAR. A este interceptor afluem directamente os caudais drenados pelos ramais principais que, regra geral, percorrem as linhas de maior declive, com fortes declives no sentido Note/Sul, designadamente os ramais B, C, U, D, R, RA, E, IB, V, F., bem como os caudais gerados na zona alta de São Gonçalo, que convergem na C.V. “G13”. Os referidos ramais principais recebem os caudais de outros ramais secundários, geralmente de fraca declividade. Os ramais a sul do interceptor reiniciam-se com caudal nulo e interligam-se, depois, à rede nova existente na rua de São Tiago, ligado, por sua vez, aos ramais da zona Baixa. Como já se aludiu na alínea
- e)do n.° 21, as canalizações do ramal “U”, de parte do ramal “S11 e ainda as do primeiro trecho do ramal “C” serão colocados ao longo das linhas de água a que lhe respeitam. 23.2- Caracterização A análise e controle dos parâmetros hidráulicos das tubagens foi efectuada pela aplicação da fórmula de MANNING SRICKER, (Ks=100), tendo em conta os caudais de projecto. Nas peças desenhadas constam os perfis longitudinais dos ramais que integram este sistema de drenagem, nos quais são destacadas as características desses ramais, (comprimento, diâmetro, inclinação, etc.). Nos esquemas da rede os diferentes diâmetros são representados em cores distintas, pois, para além de facilitar a sua elaboração, permite, ainda, uma leitura e análise de conjunto mais abrangente. A rede de drenagem das águas residuais é constituída pelas tubagens distribuídas, em percentagem, pelos seguintes diâmetros: De PVC: - DN630mm 1.5% - DN 500mm 7.6% - DN 400mm 0.2% - DN 315mm 28.6% -DN 200mm 577% De FFD: - DN300mm 0.8% - DN200mm 3.6% 24 - QUALIDADE DOS MATERIAIS DAS CONDUTAS (…) 27-MEDIÇÕES As medições de trabalhos, tubagens, acessórios e diversos deste sistema de drenagem encontram-se discriminadas no Anexo I. A rede apresenta o comprimento total de 21410m, (20471m em PVC e 933m em FFD), distribuídos pelos seguintes diâmetros: DN de PVC: DN630mm 316,8m DN500mm 1637,4m DN400mm 45,3m DN315mm 6119,7m DN200mm 12358,9m DN de FFD DN300mm 163m DN200mm 776m Para os ramais de ligação domiciliária de DN200mm DN160mm e DN150mm prevê-se o comprimento de tubagem de 16192m. Decorrente dos pressupostos referidos no n.° 26.° as quantidades e natureza dos trabalhos associados aos ramais de ligações domiciliárias podem assim resumir-se: -Arranque e reposição de pavimentos e escavações de valas em veredas e passeios (1720+13972)x30%x0.50x0.60)m3 =1412.28m3 - Arranque de pavimentos e abertura de valas em vias rodoviárias e execução do pavimento com estrutura idêntica à prevista para as valas principais (1720+13972) x70%x0.50x1.00m3 = 5492.20m3 -Tubagens de PVC SN4 de DN200mm (200x7+120+200) = 1720m -Tubagens de PVC SN4 de DN160mm (1996x7) = 13972m -Tubagens de FFD DN150mm (100x4) = 400m -Forquilhas de FFD de DN150mm…..100 Unidades -Caixas de ramal domiciliário em betão:
- a)de tipo I DN200mm (1996+200)X50%X50%........275 Unidades
- b)de tipo II DN315mm (1996+2G0)X50%X30%......165 Unidades c)de tipo IV DN500mm (1996+200)X50%X20%.......109 UnidadesSECÇÃO IV SISTEMA DE DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA 28 - OBJECTIVOS, ENQUADRAMENTO E ABRANGÊNCIA Refere-se esta memória à descrição, justificação, caracterização, enquadramento, dimensionamento, quantificação, etc., da concepção projectada para o sistema de Drenagem de Águas Pluviais do Sector Oriental do Funchal, respeitante à área delimitada pala CMF decorrente da análise crítica do EPP. (…) 32.2- Caracterização O sistema de drenagem proposto é constituído pelas seguintes sub-sistemas: - O do Ribeira do Lazareto que drena todos os caudais pluviais originados abaixo da cota 200m. Para além dos caudais de montante que, directa ou indirectamente convergem para esta linha de água, outros há, na área de intervenção, que também drenam directa e graviticamente para a mesma. O caudal restante é canalizado por tubagens de diversos diâmetros indicados nos esquemas da rede. -A bolsa de drenagem associada à descarga para o mar de Dn 600mm existente e a conservar na zona da Barreirinha, e que poderá debitar caudal de cerca de 12001/s, para a velocidade da ordem de 5m/s. A área desta bolsa é limitada a Norte pela Estrada Conde Carvalhal, a Oeste pelo C. ° do Palheiro e Rua Acciolli, e Sul pelo Oceano. -O da linha de água relativa ao afluente “B” do Rib.° da Nora abrange uma área de drenagem a montante da Estrada Visconde Cacongo da ordem de 352500m2, a que corresponde uma afluência de 3640 l/s. Este sub- sistema recebe, ainda, os caudais relativos às encostas nele convergentes, bem como os canalizados pela rede limitada a Norte pela rua Conde Carvalhal, a Leste pela rua do Acciolli, Oeste pela travessa do Conde Carvalhal, e sul pela rua Bela de São Tiago. Este integra uma área da ordem dos 16300m2 (160 l/
- s)que drena para o Rib. ° da Nora 3800 l/s, no cruzamento com a rua Bela de São Tiago. Nota: Estrategicamente, como já atrás foi referido, é drenado para a Rib.a João Gomes através do interceptor da Conde Carvalhal, algum caudal que, não fora os estrangulamentos e condicionantes a jusante desta linha de água, deveriam nela ser descarregados. -O da linha de água correspondente ao afluente “A”do Rib.° da Nora, abrange uma área a montante da Estrada Visconde Cacongo, fora da área de intervenção, da ordem 388.000 m2, a que corresponde uma afluência de 4000 l/s. Para além dos caudais que nela convergem gravítica e directamente através das suas encostas, são também nela descarregados os caudais canalizados entre as das cotas 124m e 158m a oeste da rua da Bela Vista no montante de 46 l/s (CV M10). -O do Ribeiro da Nora que no cruzamento com a Estrada Visconde Cacongo recebe de montante o caudal estimado em 3900 l/s, correspondendo a uma área de cerca de 378000 m2. (…) -O do Ribeiro do Bom Sucesso descarrega grande parte do seu caudal através do sistema de drenagem de águas pluviais da Via Rápida. Recebe, no entanto, junto ao seu cruzamento com a Estrada Visconde Cacongo algum caudal de montante, cuja drenagem deverá ser desviado para a Rib.a João Gomes através das valetas da Rua Visconde Cacongo. Esta decisão tem em vista atenuar os potenciais riscos para o aglomerado urbano de edificações clandestinas existentes ao longo da linha de água de percurso actualmente indefinido, dada a sua ocupação caótica. Esta área é delimitada a norte pela Estrada Visconde Cacongo, leste pela rua da Rochinha, sul pela rua Conde Carvalhal e oeste pela Rib.a João Gomes. - O do Interceptor/Receptor da Rua Conde Carvalhal - ramal G - com início nesta rua, CV G36A, descarrega na Ribeira João Gomes, caudais da ordem de 1600 l/s. Para além de receber caudais ao longo do seu percurso, é responsável pela drenagem dos restantes caudais gerados a níveis superiores aos da referida rua, nomeadamente os provenientes do ramal da rua Nova da Alegria, (265 l/s), e do ramal da Rua da Rochinha, (577 l/s). -Os restantes ramais, de menor relevância de caudais, serão drenados através dos cinco ligações existentes na Zona Velha da Cidade, salvo o ramal que assegura a drenagem da praça de Tenerife e rua da Infância que descarregará directamente na Rib.a João Gomes, junto ao Mercado dos Lavradores. Este sistema apresenta o comprimento total de 19275,2m distribuídos por canalizações de Polipropileno Corrugado SN8 e secções variáveis de acordo com as seguintes percentagens: DN800mm DN630mm DN500mm DN400mm DN315mm 33 - QUALIDADE MATERIAIS DAS CONDUTAS Na drenagem de águas pluviais será utilizada tubagem corrugada de PP (Polipropileno), cujas propriedades e características já referidas se adaptam bem a este tipo de infra-estruturas, destacando-se a seguir algumas vantagens, quando comparadas com o PVC: -Preços equivalentes, -Maior resistência ao impacto e à compressão diametral, -Sistema de união por junta elástica, que, estando alojada no perfil, evitará o seu deslocamento durante a instalação. -Majoração do atrito tubo/aterro conferindo-lhe maior estabilidade e ancoragem minimizando o seu deslocamento dentro da vala. -Minimiza a probabilidade de, quer na fase construtiva, quer na fase operacional, se confunda ligações do sistema de Águas Pluviais com o de Águas residuais. 1.8% 5.7% 4.5% 7.3% 80.7% (…) 36 -MEDIÇÕES As medições de trabalhos, tubagens e acessórios, etc, que fazem parte deste sistema encontram-se resumidos no Anexo I. A rede de canalizações principais é de 19275,6m, distribuídos pelos diâmetros: DN800mm……344,9m DN630mm …..1092,1m DN500mm……866,6m DN400mm….1401,6m DN315mm…..15570,4m Decorrente do referido no ponto anterior as medições relativas aos ramais de ligações domiciliárias pode assim resumir-se: -Arranque do pavimento existente, escavação para abertura de vala, execução de pavimento com estrutura idêntica à prevista para as valas principais, transporte a vazadouro dos produtos sobrantes. (3500+340)x0.50x1,00m3=1920m3 -Tubagem DN200mm em PP Corrugado SN8 340m -Tubagem DN160mm em PP Corrugado SN8 3500m -Caixas de ramal de betão 20Un SECÇÃO V SISTEMA DE REGA SOB PRESSÃO DE ÁGUA BRUTA MEMÓRIA DESCRITIVA E JUSTIFICATIVA 37 - OBJETIVOS, ENQUADRAMENTO E ABRANGÊNCIA Refere-se esta memória à análise, justificação, dimensionamento do projecto de execução referente ao Sistema de Rega sob Pressão de Água Bruta da ZONA ORIENTAL DO FUNCHAL. Este Sistema tem por objectivos fundamentais assegurar a rega automática de jardins, de zonas verdes públicas e privadas e de eventuais hortas agricultadas, bem como permitir as lavagens de arruamentos públicos, de quintais e logradouros privados, que se localizem na área do projecto. O enquadramento, justificação, referências, estratégia, legislação, etc., deste projecto subordinar-se-ão, naquilo que lhe respeita, ao prescrito nos números 1,2,3,4,5 e 6 da Secção I, cujo conteúdo dá-se aqui como reproduzido. Este sistema é compatível com qualquer tipo de rega habitual nestas situações ou seja: rega por aspersão, rega por micro-aspersão e rega gota-a-gota. (…) 43 - ESQUEMAS DAS REDES 43.1- Enquadramento e Estruturação Respeitando as estratégias e condicionantes apontadas no n.° 38, foram elaborados e organizados os esquemas das redes de Rega sob pressão da zona de intervenção. No seu dimensionamento foram considerados, em função dos caudais e velocidades, diâmetros de Dns 200mm, 160mm, 110mm, 90mm, 75mm e 63mm. Prevendo-se futuros reajustamentos e ou reforços nos caudais a regularizar através de novos reservatórios cuja localização é, ainda desconhecida, e por cautela, salvaguardar eventuais roturas das canalizações por avarias nas VRPs, foi opção do projecto propor para esta rede tubagens e acessórios da classe PN16. A concepção e estruturação do esquema geral obedeceram a critérios de níveis de cargas hidráulicas associadas às fontes de alimentação das áreas em estudo, indicadas pela CMF e acima já referidas, propondo-se os seguintes esquemas:
- a)Rede A - Rede associada ao reservatório da Rochinha Esta rede é posta em carga pelo reservatório com a capacidade aproximada de 1800m3, cota de soleira 102m, propriedade da CMF, localizado no gaveto formado pelas ruas Mãe dos Homens e Coronel Cunha. A sua área de influência cobre uma zona da ordem dos 45ha. A rede é constituída por uma malha fechada de tubagens com diâmetros variando entre o DN 250mm e o DN 63mm Embora fazendo parte da malha da rede, os ramais localizados na Ava São Tiago e Lazareto, com o comprimento de 1128m, não serão executados nesta fase, pelo que não integrarão a empreitada. A jusante do nó B6 foi projectada uma VRP de DN150 de modo a compatibilizar as cargas hidráulicas das zonas mais baixas com os valores recomendados regulamentarmente.
- b)Rede B - Rede constituída pela associação dos reservatórios do C.° da Portada e o reservatório do Palheiro Este sistema, com a capacidade conjunta da ordem dos 1000m3, é posto em carga pelo reservatório da Porta de Ferro. O reservatório do Palheiro tem funções exclusivamente de reserva e regularização de caudais bem como o controle de cargas hidráulicas, funcionando como Câmara de Perda de Carga. Apresenta tubagens variando entre o DN 200mm e DN63mm, formando malha fechada e cobre uma área da ordem dos 39ha. Nesta rede foram previstas 5 VRPs a montante dos nós C21, D14A, J4, G25 E7, constituindo estas últimas três o patamar de nível piezómetrico 142,5m. Para melhor leitura e percepção do descrito apresentam-se duas figuras que indicam a variação da pressão e da carga hidráulica ao longo da rede projectada. (…) 43.2- Caracterização (…) 49 - MEDIÇÕES As medições relativas a este sistema encontram-se resumidas no Anexo I. Foram previstos 113 hidrantes para rega, lavagens e limpeza públicas com saídas de DN50. Para as ligações domiciliárias foram projectadas os seguintes tipos de ligação: Tipo I - 900 Unidades individuais DN32mm de PEAD PN16 Tipo II - 100 Unidades colectivas de DN50mm de PEAD PN16 A rede tem o comprimento de 17940,8m distribuídos pelos seguintes diâmetros: DN250mm……163,4m DN200mm……2169,7m DN160mm……2642,1m DN110mm……5700,3m DN90mm……..4330,4m DN75mm…….1587,6m DN63mm…….1347,3m Decorrente do referido no n.° anterior as quantidades relativas aos ramais de ligação domiciliária podem assim resumir-se: -Arranque do pavimento existente, escavação e aterro para abertura de vala e transporte vazadouro dos produtos sobrantes 7178x0.30x1.00=2153.4m3 - Pavimento betuminoso 7178x0.30=2153.4m2 - Tubagens DN50mm (100+113)x6+200=1478m -Tubagens DN32mm 900x6=5400m - Abraçadeira de FFD com saída roscada de 2ª: DN200mm …..150Un DN160mm……150Un DN110mm……300Un DN90mm……..300Un DN75mm…….150Un DN63mm…….63Un -Válvulas de esquadria vertical de 2” 213Un -Válvulas de esquadria vertical de 1 “1/2 900Un -Haste rígida de 0.75m 1113Un -Caixas de chão em FFD1113Un (...)” - cf. documento 1 da contestação, documento n.° 003816359 dos autos no SITAF, cujo teor se dá integralmente por reproduzido; 5. Na elaboração do projeto de execução da obra não foram consideradas as localizações das infraestruturas das redes elétricas e de telecomunicações existentes no local - prova testemunhal de F…, autos do projeto de obra e do caderno de encargos; 6. Em 25.01.2011 as Autoras apresentaram uma proposta no âmbito do concurso público identificado no ponto 1, no valor de €10.398.000 sem IVA e com um prazo de execução de 30 meses - cf. fls. 10 e 11 do documento n.°004138063 dos autos no SITAF; 7. Faz parte da proposta apresentada pelas Autoras no concurso público identificado no ponto 1 a “Memoria descritiva e justificativa do modo de execução da obra” da qual se extrai, designadamente, o seguinte teor: “(...)1 Introdução Refere-se a presente memória descritiva e justificativa à execução da empreitada de “REMODELAÇÃO DOS SISTEMAS DE ABASTECIMENTO DE ÁGUAS, DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS, DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS E REDE DE REGA DO SECTOR ORIENTAL DO FUNCHAL” colocada a concurso pelo MUNICÍPIO DO FUNCHAL. Pretende-se com a presente memória descrever e justificar o modo de execução dos trabalhos, processos construtivos adoptados, planificação dos trabalhos, meios humanos e equipamentos considerados, assim como outros aspectos considerados na preparação e elaboração da proposta. Foram analisados em detalhe todos os documentos do concurso, com vista à apresentação da proposta mais vantajosa que respeite todos critérios de tempo, custo e qualidade prescritos no processo de concurso. (…) Assim será alvo desta empreitada a remodelação dos seguintes sistemas: •Sistema de Abastecimento Domiciliário de Água: -Comprimento total: 20.127m; o Tubagem: Ferro fundido dúctil; •Rede de Rega sob Pressão de Água Bruta; -Comprimento total: 19.275m; o Tubagem: PEAD PN16; •Sistema de Drenagem de Águas Residuais; o Comprimento total: 21.410m; o Tubagem: PVC SN4 e Ferro fundido dúctil; • Sistema de Drenagem de Águas Pluviais. De uma maneira geral os trabalhos do Sistema de Abastecimento Domiciliário de Água consistem em: •Pavimentos e movimentos de terras: -Arranque de pavimentos existentes; o Escavação para abertura de valas; o Aterro das valas; -Remoção e transporte a vazadouro dos produtos sobrantes; o Ripagem dos pavimentos existentes; o Reposição dos pavimentos existentes. •Tubagens e Acessórios: -Assentamento de tubagem em ferro fundido dúctil; -Comprimento total: 19.275m; o Tubagem: Polipropileno corrugado SN8; -Montagem de acessórios em ferro fundido dúctil; o Execução de caixas de válvulas em betão armado; o Execução de maciços de amarração em betão. •Execução de câmaras de controlo de nível: -Movimento de terras; o Estruturas em betão armado; o Revestimentos; - Impermeabilizações; o Assentamento de tampas e degraus; -Montagem de acessórios em ferro fundido dúctil e ralos em latão. •Hidrantes de incêndio: -Movimento de terras; -Montagem de hidrantes em ferro fundido dúctil; o Montagem de acessórios em ferro fundido dúctil. •Ligações domiciliárias: -Movimento de terras; o Assentamento de tubagem em PEAD; o Montagem de acessórios em ferro fundido dúctil. •Reservatório da Quinta do Faial: -Montagem de acessórios em ferro fundido dúctil. •Ensaios Proctor; •Ensaios às tubagens. De uma maneira geral os trabalhos da Rede de Rega sob Pressão de Água Bruta consistem em: •Pavimentos e movimentos de terras: -Arranque de pavimentos existentes; o Escavação para abertura de valas; o Aterro das valas; -Remoção e transporte a vazadouro dos produtos sobrantes; o Ripagem dos pavimentos existentes; -Reposição dos pavimentos existentes. •Tubagens e Acessórios: -Assentamento de tubagem em PEAD; o Montagem de acessórios em ferro fundido dúctil; o Execução de caixas de válvulas em betão armado; - Execução de maciços de amarração em betão. •Hidrantes de rega pública e ligações domiciliárias: -Movimento de terras; o Assentamento de tubagem em PEAD; o Montagem de hidrantes em ferro fundido dúctil; o Montagem de acessórios em ferro fundido dúctil. •Reservatórios e toma de água -Montagem de acessórios em ferro fundido dúctil; o Execução de caixas de válvulas em betão armado; o Diversos: § Remoção de Terras e lodos sedimentados; § Montagem de estrutura em perfis pultrudidos; § Montagem de estrutura em perfis metálicos; § Montagem de vedação; -Execução de caixa para toma de água em betão armado. •Ensaios Proctor; •Ensaios às tubagens. De uma maneira geral os trabalhos do Sistema de Drenagem de Águas Residuais consistem em: •Pavimentos e movimentos de terras: -Arranque de pavimentos existentes; o Escavação para abertura de valas; o Aterro das valas; -Remoção e transporte a vazadouro dos produtos sobrantes; o Ripagem dos pavimentos existentes; -Reposição dos pavimentos existentes. •Tubagens e Acessórios: -Assentamento de tubagem em PVC; o Execução de câmaras de visita em alvenaria; -Execução de câmaras de visita com anéis e cones pré-fabricados em betão; -Assentamento de tampas em ferro fundido dúctil; o Montagem de tês de visita/limpeza em ferro fundido dúctil. •Ligações domiciliárias: -Movimento de terras; o Assentamento de tubagem em PVC; -Assentamento de tubagem e acessórios em ferro fundido dúctil; o Assentamento de caixas de ramal. •Ensaios Proctor; •Ensaios às tubagens. De uma maneira geral os trabalhos do Sistema de Drenagem de Águas Pluviais consistem em: •Pavimentos e movimentos de terras: -Arranque de pavimentos existentes; o Escavação para abertura de valas; o Aterro da vala; -Remoção e transporte a vazadouro dos produtos sobrantes; o Ripagem dos pavimentos existentes; o Reposição dos pavimentos existentes. •Tubagens e Acessórios: -Assentamento de tubagem em PP corrugado; o Execução de câmaras de visita em alvenaria; -Execução de câmaras de visita com anéis e cones pré-fabricados em betão; -Assentamento de sumidouros pré-fabricados com grelha em ferro fundido dúctil; -Execução de sumidouros transversais em betão armado com grelha em ferro fundido dúctil; -Assentamento de tampas em ferro fundido dúctil. •Ligações domiciliárias: -Movimento de terras; -Assentamento de tubagem em PP corrugado; -Assentamento de caixas de ramal. •Descargas em linhas de água: -Execução de ligações de caixas de visita a linha de água para descarga de águas pluviais em PP corrugado. •Ensaios Proctor; •Ensaios às tubagens. 4 Organização da obra O quadro técnico responsável pela coordenação e execução da presente empreitada será chefiado por um Engenheiro Civil (Director Técnico da Empreitada) com larga experiência curricular em obras desta natureza, de acordo com o exigido no Processo de concurso, acompanhado por uma equipa técnica multidisciplinar, composta, pelos seguintes técnicos principais: (...) quadro técnico 5 Planeamento e Estratégia de Execução De acordo com o estipulado no Caderno de Encargos e com as considerações e opções estratégicas para a execução da empreitada e recursos adoptados na elaboração do programa de trabalhos, o prazo global de execução da empreitada é de 30 meses a contar a partir da data de consignação ou aprovação do Plano de Segurança e Saúde. (…) No programa de trabalhos que se apresenta, tomou-se como principal critério respeitar os princípios e objectivos estabelecidos nos documentos constituintes do processo de concurso, bem como os condicionalismos e metodologias referidas no Projecto e Caderno de Encargos. Foram ainda realizadas visitas ao local de implantação da obra, de modo a observar-se as condições locais aparentes, recolher e complementar as informações fornecidas, nomeadamente no que respeita a: •Acessos; •Fluxos de tráfego; •Escavabilidade dos materiais, de acordo com os elementos do processo de concurso; O programa de trabalhos que apresentamos considera o início da empreitada na data da Consignação (considerou-se para efeito de elaboração do plano de trabalhos que a consignação realizar-se-á a 06 de Maio de 2011 conforme indicações do plano de consignação constante do Processo de Concurso) sendo a seu tempo actualizado de acordo com as datas reais que se vierem a verificar. Caso venha a ser considerado necessário, para fazer face a atrasos e/ou imprevistos, o consórcio estará em condições de alargar o horário de trabalho agora referido, e/ou reforçar as equipas tipo a afectar a cada actividade, conforme planos de equipamento e de mão-de-obra. (…) Terminados os trabalhos preparatórios descritos nos parágrafos anteriores, dar-se-á início aos trabalhos que constituem a empreitada. Decorrerão em simultâneo e de forma sequencial os trabalhos relativos aos sistemas de abastecimento domiciliário de águas, drenagem de águas residuais e águas pluviais e rede de rega sob pressão, dividindo-se pelas seguintes frentes: Frente 1 - Rua Conde Carvalhal; Frente 2 - Rua da Pedra Sina e Rua Visconde de Cacongo; Frente 3 - Caminho do Palheiro; Frente 4 - Rua da Rochinha; Frente 5 - Rua Bela de São Tiago; Frente 6 - Áreas associadas á Rua Conde Carvalhal: •Rua da Ribeira de João Gomes; •Rua Doutor Pestana; •Rua Conselheiro de Orneias e adjacentes; •Rua Bela de São Tiago e adjacentes; •Rua Nova da Alegria e adjacentes; •Travessa do Conde Carvalhal e adjacentes; •Rua Lombo da Boavista e adjacentes; •Travessa de São Filipe e adjacentes; •Beco da Boavista; •Rampa do Conde Carvalhal e adjacentes; •Rua Doutor Júlio Dinis e adjacentes; •Rua do Acciaolli e adjacentes; •Rua Doutor Castilho e adjacentes; •Rua dos Louros e adjacentes; •Rua do Agrela; •Beco do Pedro Lopes; •Travessa do Rio de Janeiro e adjacentes; •Rua Rio de Janeiro e adjacentes; •Rua Bartolomeu Dias e adjacentes; •Travessa Do Caetano; •Travessa do Chão da Loba e adjacentes; •Beco do Chão da Loba; •Travessa do Lazareto; •Rua do Lazareto e adjacentes; •Saída leste e adjacentes. Frente 7 - Áreas associadas á Rua da Pedra Sina e Rua Visconde de Cacongo: •Rua Lombo da Boavista e adjacentes; •Travessa Manuel Alexandre e adjacentes; •2ª Travessa da Ribeira de João Gomes. Frente 8 - Áreas associadas ao Caminho do Palheiro: •Estrada da Porta de Ferro; •Rua Cidade de New Bedford e adjacentes; •Rua Cidade de Okland e adjacentes; •Beco do Pedro Lopes e adjacentes; •Rua Doutor José Joaquim de Freitas e adjacentes; •Rua do Agrela; •Rua Doutor Júlio Dinis; •Rua Doutor Juvenal e adjacentes; •Rua Doutor Costa Ferreira; •Travessa Doutor Juvenal. Frente 9 - Áreas associadas á Rua da Rochinha: •Impasse N.°1 da Rochinha; •Travessa Manuel Alexandre e adjacentes; •Rua São João Bosco e adjacentes; •Rua Mãe dos Homens e adjacentes; •Rua do Cónego Jardim e adjacentes; •Travessa do Coronel Cunha e adjacentes; •Rua do Coronel Cunha e adjacentes; •Rua Nova da Rochinha; •Travessa da Rochinha. Frente 10 - Áreas associadas á Rua Bela de São Tiago: •Rua Jaime Moniz; •Rua Miguel Carvalho e adjacentes; •Rua das Rosas e adjacentes; •Rua Nova da Alegria e adjacentes; •Rua do Acciaolli e adjacentes; •Rua Doutor Castilho e adjacentes. A planta de frentes com o faseamento proposto encontra-se em anexo. Como referido os trabalhos de cada frente dos sistemas de abastecimento domiciliário de águas, drenagem de águas residuais e águas pluviais e rede de rega sob pressão decorrerão em simultâneo e de forma sequencial, seguindo a seguinte ordem: 1.Sinalização provisória; 2.Arranque de pavimentos; 3.Escavação para abertura de valas; 4.Remoção e transporte dos produtos sobrantes; 5.Assentamento de tubagens e acessórios; 6.Ligações domiciliárias; 7.Execução de caixas, maciços, câmaras, sumidouros e grelhas; 8.Aterro da vala; 9.Ensaios; 10.Reposição do pavimento. Assim que se verificar disponibilidade das redes associadas a cada frente, serão executados, de forma sequencial, os trabalhos relativos às ligações domiciliárias dos sistemas de abastecimento de águas, drenagem de águas residuais e rede de rega. Em cada frente, como já foi referido, os trabalhos serão iniciados com a sinalização provisória. A principal atenção a ter será a execução dos trabalhos conjugados com a manutenção de alternativas nas vias de acesso. Para tal foi concebido o plano de trabalhos, que permite a execução da obra no prazo previsto, minimizando os incómodos para os utilizadores das vias de circulação rodoviária. (…) 6. Processos Construtivos. Equipas Tipo e Rendimentos Em seguida referem-se os processos construtivos e equipas tipo adoptados para cada uma das actividades mais significativas. O arranque dos pavimentos será efectuado na largura das valas indicada nas peças desenhadas e de acordo com as exigências do Caderno de Encargos. O arranque do pavimento será executado por meios mecânicos e manuais, contemplando os seguintes processos: 1.Corte do pavimento; 2.Remoção e transporte a vazadouro. Deste modo, para o corte do pavimento serão utilizadas serras de corte de betão e asfalto e a remoção será efectuada com recurso a escavadoras giratórias. Estes trabalhos serão realizados cumprindo integralmente o estipulado no Caderno de Encargos, assim como também respeitando as normas de construção e segurança em vigor. Para além das preocupações de segurança, será alvo de grande preocupação a gestão dos resíduos produzidos nesta actividade. Equipa tipo - Arranque de pavimentos Equipamento……………………………………….Mão-de-obra Camião Basculante tipo Mercedes 4141K
(2)….Manobrador
(2)Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX40
(1)..Motorista
(2)Fresadora tipo Wirtgen
(1)…………………….Servente
(2)Serra Corte Asfalto tipo FS 500 F
(1)Rendimento - Arranque de pavimentos Os trabalhos englobados neste tipo de obras correspondem à execução da rede de abastecimento domiciliário de águas, drenagem de águas residuais, drenagem de águas pluviais e rede de rega sob pressão. Para este tipo de trabalhos serão instaladas tubagens de ferro fundido dúctil, PEAD, PVC e PP corrugado, de classes indicadas no Caderno de Encargos. As tubagens serão aplicadas de acordo com prescrições do Caderno de Encargos e respeitando o indicado nas peças desenhadas. Assim, a aplicação das tubagens seguirá a seguinte sequência de trabalhos: 1.Escavação para abertura de valas; 2.Entivação (se necessário); 3.Regularização de fundo de vala; 4.Colocação de tubagens e acessórios; 5.Aterro; 6.Ensaios; 7.Carga e transporte a vazadouro dos produtos sobrantes. A abertura de valas será considerada como um caso particular da escavação em linha, dado que estes trabalhos apresentam algumas condicionantes sobretudo relacionadas com o espaço limitado, factor que lhes confere alguma especificidade em termos de riscos. A escavação para abertura de valas é realizada por processos manuais ou mecânicos, de acordo com o perfil transversal indicado nos desenhos do projecto. A escolha do processo depende do tipo de terreno, da zona envolvente, da profundidade da instalação e da existência de água. No caso da escavação poder ser realizada mecanicamente, o que de acordo com o tipo de solo expectável, recorrer-se-á ao emprego de escavadoras, equipadas com lanças e baldes dos tipos e dimensões mais adequados às dimensões das valas a executar. Para a escavação em zonas de rocha recorrer-se-á a escavadoras giratórias com martelos hidráulicos. (…) Não é de excluir ainda, o recurso à escavação manual, quando o terreno for brando e a vala tiver dimensões muito reduzidas, e sobretudo, quando a escavação se aproximar de tubos, cabos e outros obstáculos subterrâneos, aparentes ou ocultos, que corram o risco de ser atingidos e danificados pela escavadora. Estes trabalhos exigem o máximo cuidado na sua execução. A largura da vala é a indicada no perfil transversal do projecto. Na prática, e como medida de prudência, a largura da vala está relacionada com a profundidade da mesma e com o número de infra-estruturas a instalar na mesma. Conforme indicado nas peças desenhadas do projecto, a largura da vala será a soma das seguintes parcelas: •Diâmetro da tubagem de águas residuais + 50cm; •Diâmetro da tubagem de águas pluviais + 50cm; •Diâmetro da tubagem de abastecimento de água + 40cm; •Diâmetro da tubagem de rega + 40cm. No caso da tubagem de rega coexistir na mesma vala que as tubagens de águas residuais e pluviais, este ficará a meio entre ambas sem disso resultar o aumento da largura da vala. No caso especial dos ramais U, AA, AB e AC, a largura da vala resultará da soma das seguintes parcelas: •Diâmetro da tubagem de águas residuais + 20cm; •Diâmetro da tubagem de águas pluviais + 20cm; • Diâmetro da tubagem de abastecimento de água + 20cm. As escavações serão conduzidas de forma a que fique salvaguardada a completa segurança do pessoal contra desmoronamentos ou outros perigos, procedendo-se caso seja necessário, de acordo com o tipo de solo, às entivações que se reconheça serem necessárias. Sempre que os trabalhos não possam ser conduzidos de forma a assegurar o livre escoamento das águas, tem que se proceder à bombagem destas. Antes de se iniciarem os trabalhos de escavação, deve-se ponderar a possibilidade de ser necessário fazer a entivação nos locais onde decorrerão esses mesmos trabalhos, atendendo aos esforços previsíveis na sua execução. Nos casos em que é aplicável deve-se colocar a entivação de tal modo que sobressaia pelo menos 0,15 m acima da cota superior do terreno, criando assim um rodapé a toda a volta da abertura. O fundo da vala constitui a zona de assentamento das tubagens, e por isso deve ser nivelado conforme o perfil do traçado e limpo de saliências rochosas. Esta preparação destina-se a receber a camada de assentamento das tubagens. A regularização de fundo de vala é executada manualmente ou com recurso a meios mecânicos, normalmente utilizando uma mini-escavadora. A regularização consiste na tarefa de retirar pedras e colocação de almofada de pó de pedra, tornando a superfície que se encontrará em contacto com a tubagem o mais uniforme possível por forma a evitar pontos de rotura. Ao iniciar uma montagem observar-se-ão os seguintes princípios: •Vala aberta e drenada, leito regularizado e taludes estabilizados; •As diferentes tubagens (FFD, PEAD, PVC e PP corrugado), acessórios e órgãos de manobra, alinhados paralelamente à vala, pelo menos o bastante para um dia de montagem; •Mão-de-obra, equipamentos e materiais adequados e em quantidade suficiente para que o assentamento, o nivelamento, os aterros das valas, a reposição dos pavimentos e os ensaios, se possam realizar eficientemente; •Equipamento de bombagem adequado, quando estiver previsto ou se vier a constatar a presença de águas, quer superficiais quer freáticas, que prejudiquem a boa execução dos trabalhos. (…) A carga e a descarga das tubagens dos camiões e a sua descida para o fundo das valas faz-se manual ou mecanicamente, consoante for maior ou menor o peso das estruturas e a profundidade das valas. Em qualquer dos casos são manuseados com o auxílio de cordas, cintas ou garras metálicas suficientemente largas e protegidas, por forma a evitarem-se danos. A colocação dos diferentes acessórios e órgãos de manobra faz-se manual ou mecanicamente, consoante for maior ou menor o peso dos equipamentos e a profundidade das valas. Em qualquer caso a sua colocação será cuidada, por forma a evitar danos. Só depois de devidamente alinhados e bem apoiados é que se procederá à sua montagem, evitando deste modo a introdução de esforços quer nas tubagens, quer nos acessórios e órgãos de manobra. A tubagem será colocada pela seguinte ordem:
- Sistemas de Águas Residuais e Pluviais;
- Sistemas de Abastecimento de Água e Rede de Rega. A tubagem deve então ficar uniformemente apoiada no leito de assentamento, criado no fundo da vala, ao longo de toda a geratriz inferior. Na instalação duma tubagem constituída por elementos encaixados é necessário verificar os seguintes aspectos: •Apoio; •Centragem e guiamento de cada elemento; •Verificação do alinhamento da tubagem. Todas as tubagens e acessórios (incluindo elementos de fixação) são analisados antes do seu assentamento, para impossibilitar a utilização de quaisquer elementos defeituosos. O enchimento da vala será feito de duas formas, consoante se trate de valas em veredas e caminhos pedonais ou em arruamentos rodoviários: •Em veredas e caminhos pedonais: 1.Aterro feito totalmente com pó de pedra. •Em arruamentos rodoviários: 1.Aterro com pó de pedra até 10 cm acima do extradorso da tubagem; 2.Aterro final com terras provenientes da escavação. Em ambos os casos, o aterro da vala seguir-se-á ao assentamento das tubagens para que o seu revestimento não fique exposto a variações excessivas da temperatura, e terá inicio com a aplicação de uma camada de 20 cm de pó de pedra para os Sistemas de Águas Residuais e Pluviais ou 10 cm para Sistemas de Abastecimento de Água e Rede de Rega. Após esta camada de protecção, o aterro completar-se-á com a deposição de pó de pedra ou terras provenientes da escavação, utilizando para o efeito escavadoras ou mini-escavadoras, em camadas de 15 cm, sendo cada camada compactada de forma cuidada tendo em conta a natureza da tubagem, com recurso a cilindros compactadores e/ou placas vibratórias. As terras provenientes da escavação, deverão estar isentas de detritos orgânicos ou quaisquer outras impurezas inadequadas, submetidas, sempre que necessário, aos ensaios de controlo da qualidade dos solos. (…) Os ensaios de compactação a efectuar serão do tipo “Proctor”, nos pontos indicados pela Fiscalização, efectuados por entidade acreditada. Os ensaios tipo “Proctor” (ensaios de compactação dos solos) são precedidos de ensaios de caracterização dos solos que consistem na recolha de amostras de solos e sua compactação em 3 camadas, por meio de 25 golpes com um peso de 2.5 kg em cada uma, num molde com volume de 1 litro. Depois de compactado, determina-se, em laboratório a correlação entre a massa específica aparente seca, de um aterro e sua humidade. (…) Após aterro e compactação do solo, é verificado “in situ” a compactação relativa e o teor de humidade do solo, utilizando um Gamadensímetro. (…) Todos os produtos sobrantes do binómio escavação/aterro serão removidos e carregados para camiões para serem transportados a vazadouro previamente proposto à Fiscalização e devidamente aprovado. Os meios previstos mobilizar são as escavadoras afectas à escavação e camiões basculantes. As caixas de visita são os órgãos que se destinam a facilitar o acesso aos colectores para observação das condições e características do escoamento, eventual amostragem da qualidade da água, e, ainda para realização de operações de manutenção, em condições de segurança e eficiência. (…) A sequência de trabalhos a observar na execução de caixas de visita em alvenaria de blocos de betão é a seguinte: 1.Escavação da caixa; 2.Execução da base em betão; 3.Assentamento de alvenarias; 4.Execução de revestimento de paredes de alvenaria em reboco; 5.Execução de pendentes no fundo da caixa; 6.Colocação de aros, tampas, escadas e guarda-costas (quando o caderno de encargos assim o exigir); 7.Impermeabilizações (quando o caderno de encargos assim o exigir). Na execução de caixas de visita com elementos pré-fabricados será utilizado o seguinte procedimento: 1.Escavação da caixa; 2.Execução da base em betão; 3.Assentamento dos elementos pré-fabricados; 4.Execução de pendentes no fundo da caixa; 5.Limpeza e preenchimento com argamassa nas zonas irregulares e juntas; 6.Colocação de aros, tampas, escadas e guarda-costas (quando o caderno de encargos assim o exigir); 7.Impermeabilizações (quando o caderno de encargos assim o exigir). As caixas de válvula destinam-se a facilitar o acesso aos órgãos de manobra e segurança para efectuar operações de manutenção. As caixas de válvulas serão solidamente construídas e facilmente acessíveis. Estes órgãos são constituídos por: • Laje de soleira, paredes e cobertura em betão armado; •Dispositivo de fecho: constituído pelo aro e pela tampa, devendo ser resistente para impedir, quando necessário, a passagem de gases para a atmosfera; •Dispositivo de acesso: constituído por degraus em escada encastrada ou amovível. Na execução de caixas de válvulas em betão armado será utilizado o seguinte procedimento: 1.Escavação da caixa; 2.Execução da laje de soleira, paredes e laje de cobertura em betão armado (ver capítulo de fundações e estruturas em betão armado); 3.Limpeza e preenchimento com argamassa nas zonas irregulares; 4.Colocação de aros, tampas, escadas e guarda-costas (quando o caderno de encargos assim o exigir); 5.Impermeabilizações (quando o caderno de encargos assim o exigir). As câmaras de controlo de nível serão solidamente construídas e facilmente acessíveis. Estes órgãos são constituídos por: •Laje de soleira, paredes e cobertura em betão armado; •Dispositivo de fecho: constituído pelo aro e pela tampa, devendo ser resistente para impedir, quando necessário, a passagem de gases para a atmosfera; •Dispositivo de acesso: constituído por degraus em escada encastrada ou amovível. Na execução de câmaras de controlo de nível em betão armado será utilizado o seguinte procedimento:
- Escavação da caixa; 2.Execução da laje de soleira e paredes em betão armado (ver capítulo de fundações e estruturas em betão armado); 3.Limpeza e preenchimento com argamassa nas zonas irregulares; 4.Colocação de aros, tampas, escadas e guarda-costas (quando o caderno de encargos assim o exigir); 5.Impermeabilizações (quando o caderno de encargos assim o exigir).
- Ensaios de condutas para escoamento com superfície livre;
- Ensaios de condutas para escoamento em pressão. Estes ensaios dizem respeito aos Sistemas de Águas Residuais e Pluviais, compostas por tubagens de PVC e PP corrugado. Serão efectuados por troços os ensaios de estanquidade e verificação da linearidade e não obstrução, após o assentamento das tubagens. Estes ensaios dizem respeito aos Sistemas de Abastecimento de Agua e Rede de Rega, compostas por tubagens de FFD e PEAD, e serão efectuados de acordo com as prescrições do Caderno de Encargos. (…) As ligações domiciliárias serão executadas recorrendo a equipas independentes ás das redes de infra-estruturas e serão executadas de acordo com o prescrito no Caderno de Encargos. A execução das Ligações domiciliárias seguirá a seguinte estratégia:
- Escavação para abertura de valas; 2.Entivação (se necessário); 3.Regularização de fundo de vala; 4.Colocação da abraçadeira e válvula de esquadria vertical ou horizontal; 5.Colocação de tubagens e acessórios; 6.Colocação de hastes e caixas de ramal; 7.Aterro; 8.Carga e transporte a vazadouro dos produtos sobrantes; 9.Ensaios. Os pontos 1, 2, 3, 5, 7, 8 e 9 respeitarão o indicado no ponto 6.2 da presente memória. A colocação da abraçadeira e válvula de esquadria vertical ou Horizontal respeitarão o indicado no Caderno de Encargos e peças desenhadas. A colocação de hastes e caixas respeitarão o indicado no Caderno de Encargos e peças desenhadas. Após a colocação da haste em válvulas de ramal ou em válvula incorporada em tê, segue-se o aterro de forma cuidada por forma a não danificar a haste nem introduzir desvio no seu alinhamento. A caixa de ramal será assente sobre uma base em betão com 10 cm de espessura, e será colocada por forma a ficar alinhada superiormente com a cota do arruamento ou passeio. (…) É descrita seguidamente a sequência de operações a efectuar na pavimentação. 1.Preparação da fundação; 2.Camada de sub-base; 3.Rega de impregnação; 4.Camada de base em macadame betuminoso;
- Rega de colagem;
- Camada de binder; 7.Rega de colagem;
- Tapete betuminoso. As operações serão executadas de forma sequencial entre camadas. (…) Os trabalhos de desmatação, decapagem e limpeza do terreno consistem em: 1.Limpar pedra grossa, detritos e vegetação lenhosa (árvores e arbustos) das superfícies dos terrenos sujeitas a movimentos de terras, nomeadamente, desenraizar as árvores de maior porte ou cortá-las junto à base com motoserra, removendo-as depois com retroescavadora para os camiões; 2.Remover a camada de terra vegetal numa espessura nunca inferior a 0,30 m; 3.Transportar os produtos sobrantes para o locai de depósito; 4.Preencher as cavidades resultantes das escavações das árvores de maior porte; 5.Confirmar os limites de implantação da obra. (…) Os trabalhos de escavação geral para a implantação da construção, serão efectuadas até ao plano de fundação estipulado no projecto, tendo em consideração os seguintes aspectos: •Natureza geológica e demais características do terreno, obtidas através de sondagens, informações do proprietário do terreno, levantamentos geológicos feitos por entidades credíveis e escavações experimentais, se aplicável; (sublinhado nosso) •Envolvente, nomeadamente no que diz respeito a linhas de água, existência de estradas e seu tráfego; •Serviços afectados no subsolo, nomeadamente, se existem enterrados cabos eléctricos ou telefónicos, redes de água ou gás e, de acordo com a entidade proprietária ou concessionária desses serviços ou instalações, definir qual o procedimento a adoptar. A escavação não deve ser levada abaixo das cotas indicadas nas peças desenhadas do projecto, salvo por indicação da Fiscalização, face à presença de rocha ou material instável a remover. Neste caso, as escavadoras giratórias estão equipadas com martelos hidráulicos. Quando tal se verifica, o material removido abaixo dessa cota é substituído por solos adequados e aprovados pela Fiscalização, sendo devidamente compactados. Se no decorrer das escavações forem encontradas nascentes de água ou infiltrações será comunicado imediatamente o facto à Fiscalização, a fim de serem tomadas as providências que se impuserem. Entretanto, será mantida a escavação livre de água, recorrendo para isso aos meios necessários, de forma a assegurar-se um perfeito escoamento superficial. Após a escavação geral, dar-se-á início à escavação para implantação dos elementos de fundação, de acordo com as cotas e dimensões de projecto e cumprindo todas as exigências do Caderno de Encargos. (…) A colocação do betão será feita com o recurso camião auto betoneira e balde. (…) 7 Recursos Humanos/Materiais/Equipamentos/Subempreitadas Será dedicada especial atenção à dotação da obra, quer de mão-de-obra de qualidade, quer dos meios materiais necessários. A Direcção de Obra será a descrita no organigrama apresentado, tendo ao seu dispor o Departamento de Recursos Humanos que prestará todo o apoio indispensável à mobilização de meios humanos qualificados para o desenvolvimento dos trabalhos. No que concerne à mobilização de meios humanos, nomeadamente pessoal de enquadramento e pessoal operário, estes poderão ser analisados no respectivo plano de mão-de-obra que acompanham o planeamento da obra. A obra terá ao seu dispor o Departamento de Equipamento que prestará todo o apoio indispensável à mobilização dos equipamentos necessários ao desenvolvimento dos trabalhos, optando prioritariamente por equipamento próprio. (...)” - cf. documento 3 da contestação, documentos n.°s 003817370 dos autos no SITAF, cujo teor se dá integralmente por reproduzido;
- Em 24.03.2011 foi adjudicada a empreitada “Remodelação dos Sistemas de Abastecimento de Águas, Drenagem de Águas Residuais, Drenagem de Águas Pluviais e Rede de Rega do Sector Oriental, do Funchal”, às empresas Z…, Lda. e T…, S.A., aqui Autoras - fls. 35 do documento 1 da petição inicial, documento n.º 003814247 dos autos no SITAF, cujo teor se dá integralmente por reproduzido;
- Faz parte do plano definitivo de trabalhos apresentados pelas Autoras em 25.03.2011 ao Réu, o seguinte planeamento: - Facto não contestado, cf. artigo 43.° da petição inicial;
- Em 26.04.2011 foi celebrado entre o Município do Funchal e as Autoras, o contrato avulso n.° 30/2011, de Empreitada de Obra pública para ‘'Remodelação dos Sistemas de Abastecimento de Águas, Drenagem de Águas Residuais, Drenagem de Águas Pluviais e Rede de Rega do Sector Oriental, do Funchal”, com o seguinte teor: “(...) Por estes foi dito que, na sequência de concurso público, celebram o presente contrato de empreitada que mutuamente aceitam para as suas representadas, sujeito às seguintes cláusulas. ----------- Primeira - Por Deliberação Camarária datada de 24 de Março de 2011, a representada do primeiro outorgante adjudicou a empreitada denominada “Remodelação dos Sistemas de Abastecimento de Águas, Drenagem de Águas Residuais, Drenagem de Águas Pluviais e Rede de Rega do Sector Oriental do Funchal” às representadas dos segundos outorgantes, associadas para este acto em consórcio externo, conforme contrato celebrado a 31 de Março de 2011, documento que arquivo. ----- Segunda - O valor do presente contrato é de € 10.397.999,97 (dez milhões trezentos e noventa e sete mil novecentos e noventa e nove euros e noventa e sete cêntimos), acrescido do respectivo Imposto sobre o Valor Acrescentado à taxa legal, conforme proposta apresentada e adjudicada. - Terceira O prazo de execução é de 30 (trinta) meses, a contar da data do Auto de Consignação dos Trabalhos ou da comunicação, pelo dono da obra, da aprovação do plano de segurança e saúde, conforme o que ocorra em data posterior. -------------------------------- (…) Décima terceira - Fazem parte integrante do presente contrato, o caderno de encargos e a proposta que foi apresentada pelas representadas dos segundos outorgantes, em caso de dúvidas prevalece em primeiro lugar o texto do presente contrato, seguidamente o caderno de encargos e em último lugar a proposta que foi apresentada pelas representadas dos segundos outorgantes. -------- Décima quarta- O procedimento relativo ao presente contrato foi autorizado por Deliberação Camarária datada de dois de Setembro de
- --------------------------------- Décima quinta - A minuta relativa ao presente contrato foi aprovada por Deliberação Camarária datada de 13 de Abril de 2011 e pelas representadas dos segundos outorgantes a 15 de Abril de 2011.” - cf. fls. 40 a 44 do documento 1 da petição inicial, documento n.° 003814247 dos autos no SITAF, cujo teor se dá integralmente por reproduzido;
- Em maio de 2011 o Réu, o Município do Funchal, facultou às Autoras as plantas da rede de águas, da rede de esgotos, da rede da rede elétrica e da rede da P…, S.A. existentes nos locais onde se iriam desenvolver os trabalhos da empreitada em causa nos autos — facto não contestado, cf. artigo 48 da petição inicial;
- As cooperativas que proprietárias das condutas de água de rega subterrâneas localizadas na área da empreitada, não facultaram qualquer planta das mesmas às Autoras - cf. prova testemunhal de C…;
- As plantas das redes de águas, da rede de esgotos, da rede elétrica e das redes de telecomunicações facultadas pelo Réu às Autoras não continham a altimetria e planimetria das infraestruturas soterradas nos locais em causa - prova por declarações de parte de E…, prova testemunhal C…, D…, B…;
- As plantas fornecidas pelo Município do Funchal às Autoras identificadas no ponto 11, não continham a identificação do local exato das infraestruturas enterradas, não foram acompanhadas de qualquer levantamento topográfico e no caso das infraestruturas das telecomunicações não abrangiam a área total da empreitada - prova por declarações de parte de E…, prova testemunhal C…, B…, D…, G…;
- Em 11.05.2011 foi assinado o auto de consignação da empreitada em causa nos autos - cf. fls. 47 e 48 do documento 1 da petição inicial, documento n° 003814247 dos autos no SITAF, cujo teor se dá integralmente por reproduzido;
- As Autoras não fizeram os trabalhos de sondagens previstos na proposta que apresentaram em toda a área da obra, antes de iniciarem as novas frentes de obra - cf. prova testemunhal acareação B…, H…, G…;
- Na Rua do Conde Carvalhal foram efetuadas algumas sondagens antes de iniciarem os trabalhos - cf. prova testemunhal acareação B…, H…, G…;
- As Autoras alteraram o plano de trabalhos sem autorização do dono de obra, não procedendo à colocação dos obturadores pneumáticos nas novas redes de esgotos - cf. prova testemunhal acareação B…, H…, G…;
- Os locais onde as Autoras procediam à de abertura das valas nas estradas da obra eram determinados pela equipa de fiscalização e normalmente situavam-se no lado oposto à vala que continha as infraestruturas antigas - cf. prova testemunhal de G…;
- Desde que iniciaram os trabalhos de execução da empreitada em causa nos autos as Autoras depararam-se várias vezes com erros de localização das infraestruturas e omissões das mesmas identificadas nas plantas fornecidas pelo Réu em maio de 2011 - prova por declarações de parte de E…, prova testemunhal B…, C…;
- No decurso dos trabalhos da empreitada as Autoras encontraram várias vezes, mas nunca diariamente, cabos de telecomunicações que não se encontravam cobertos por qualquer maciço - cf. prova testemunhal de I…;
- As Autoras no decurso das obras provocaram danos nas infraestruturas de telecomunicações da P…, S.A., nomeadamente, na Rua do Conde Carvalhal até à Rua Nova da Alegria - prova testemunhal de J…;
- No decurso dos trabalhos da empreitada as Autoras danificavam em média uma vez por semana e por vezes apenas de quinze em quinze dias, cabos de telecomunicações que não se encontravam cobertos por qualquer maciço - cf. prova testemunhal de I…;
- Os danos que ocorreram nas infraestruturas da P…, S.A. ocorreram essencialmente entre a Rua do Conde Carvalhal e a Rua Nova da Alegria - cf. prova testemunhal de J...;
- Na Rua da Rochinha os cabos de infraestruturas da P…, S.A. encontravam-se cobertos por lajetas com a indicação “CTT” - cf. prova testemunhal de J…;
- Sempre que as Autoras tinham dúvidas na interpretação das plantas cadastrais da P…, S.A. o procedimento adotado, em conjunto com Eng.º I… trabalhador dessa empresa, era procederem à abertura da caixa de visita identificada com as insígnias “CTT”, instalada no solo e descer ao subterrâneo para identificar o local exato da sua passagem - cf. prova testemunhal de I…;
- Os trabalhadores da P…, S.A., sempre que solicitado, prestavam esclarecimentos às Autoras sobre a localização e a altimetria das suas infraestruturas (que variava de 1 metro a 80 com de profundidade) - cf. prova testemunhal de J…;
- A adoção dos procedimentos identificados nos pontos anteriores permitiu às Autoras terem o conhecimento de diversos locais onde se encontravam instaladas as infraestruturas de telecomunicações no decurso dos trabalhos da empreitada - cf. prova testemunhal de I…;
- As infraestruturas de telecomunicações nem sempre estavam localizados numa cota superior às de água pertencentes ao Município do Funchal - cf. prova testemunhal de I…;
- Habitualmente não era preenchido do livro de obra - cf. prova testemunhal C…;
- A forma de execução do plano de trabalhos da rede de esgotos da empreitada foi alterada pelas Autoras - cf. prova por acareação da testemunha de H…;
- A alteração da execução do plano de trabalhos respeitante à rede de esgotos efetuada pelas Autoras, identificada no ponto anterior, consistiu na não colocação de obturadores pneumáticos - cf. prova por acareação da testemunha de H…;
- No decurso dos trabalhos da empreitada as Autoras danificaram infraestruturas da Eletricidade da Madeira na Rua Bela de São Tiago e no cruzamento com a Rua das Rosas - cf. prova testemunhal de K…;
- O Eng.º K…, responsável pela manutenção da rede de infraestruturas da Empresa de Eletricidade da Madeira deslocou-se algumas vezes à obra para resolver problemas causados pelos danos efetuados pelas Autoras nas infraestruturas da Eletricidade da Madeira, designadamente, na Rua Bela de São Tiago - cf. prova testemunhal de K…;
- Em 12.09.2011 deu entrada nos serviços do Réu, uma carta das Autoras com a ref. 2103/2011/LD, dirigida ao Vereador L… e Eng.º M…, com o seguinte teor: “Assunto: EMPREITADA DE - REMODELAÇÃO DOS SISTEMAS DF ABASTECIMENTO DE ÁGUAS, DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS, DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS E REDE DE REGA DO SECTOR ORIENTAL DO FUNCHAL” Exmos. Senhores, Na sequência da execução da empreitada em referência foram constatados factos que provocaram e provocam constrangimentos ao nível do seu desenvolvimento, que de forma objectiva alteraram os pressupostos sobre os quais assentou a proposta apresentada pelo consórcio. Assim, e ao abrigo do disposto no artigo 282° do D.L. 18/2008 de 29 de Janeiro (CCP), serve a presente para informar V. Exas., que estamos a elaborar um requerimento que engloba os fundamentos, de facto e de direito desta modificação de circunstâncias, que apresentaremos nos próximos dias.” - cf. documento 14 da petição inicial, documento n.°004112514 dos autos no SITAF;
- Em 02.12.2011 deu entrada nos serviços do Réu, uma carta das Autoras com a ref. 2838/2011/LD, datada de 28.11.2011, dirigida ao Vereador L… e Eng.º M…, com o seguinte teor: “Assunto: EMPREITADA DE -REMODELAÇÃO DOS SISTEMAS DF ABASTECIMENTO DE ÁGUAS, DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS, DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS E REDE DE REGA DO SECTOR ORIENTAL DO FUNCHAL” Exmos. Senhores, Na sequência da nossa carta datada de 12 de Setembro de 2011, com a referência 2103/2011/LD, vimos pela presente informar que os constrangimentos detectados e identificados na data em que foi enviada a supra mencionada carta, se mantêm até à presente data, prevendo-se que os mesmos surjam até ao final do prazo de execução dos trabalhos. Mais uma vez, reiteramos que tais factos, nomeadamente quebras de rendimento e subutilização de meios assim como reparação de serviços afectados, que, para além de causarem um enorme impacto no normal desenvolvimento do plano de trabalhos, consubstanciam uma modificação objectiva dos pressupostos sobre os quais assentou a proposta apresentada pelo Consórcio. Nesta conformidade, e por se tratar de factos que terão uma ocorrência continuada durante toda a execução dos trabalhos, vimos pela presente, não só reiterar o direito do Consórcio à reposição do equilíbrio financeiro decorrente do agravamento dos custos na realização da obra, como também informar que consideramos não se aplicar o disposto no n.° 2 do artigo 354° do CCP, no que concerne ao prazo de caducidade do mencionado direito, pois devido à sua complexidade de cálculo ainda não é possível ao Consórcio, formalizar uma reclamação que qualifique e quantifique o agravamento de custos da obra.” - cf. documento 15 da petição inicial, documento n.° 004112514 dos autos no SITAF;
- Em 15.12.2011 as Autoras apresentaram à P…, S.A., atualmente designada por AA…, S.A., uma proposta de preços para a construção das condutas de telecomunicações na Estrada Conde Carvalhal, pelo valor global de €95.428,18 - cf. documento 004113335 dos autos no SITAF, cujo teor se dá integralmente por reproduzido;
- Em 22.12.2011 foi adjudicado pela P…, S.A. às Autoras a construção das condutas de telecomunicações na Estrada Conde Carvalhal, pelo valor global de €95.428,18 - cf. fls. 38 do documento 004113335 dos autos no SITAF, cujo teor se dá integralmente por reproduzido;
- Em 09.01.2012 deu entrada nos serviços do Réu, uma carta das Autoras com a ref.ª 0028/2012/LD/FR, datada de 05.01.2012, dirigida ao Vereador L… e Eng.º M…, com o seguinte teor: “Assunto: EMPREITADA DE -REMODELAÇÃO DOS SISTEMAS DF ABASTECIMENTO DE ÁGUAS, DRENAGEM DE ÁGUAS RESIDUAIS, DRENAGEM DE ÁGUAS PLUVIAIS E REDE DE REGA DO SECTOR ORIENTAL DO FUNCHAL” Exmos. Senhores, Na sequência da nossa anterior comunicação Refª 2838/2011/LD datada de 28 de Novembro de 2011, serve a presente para enviar a V. Exas., para análise, uma reclamação de indemnização por danos emergentes da empreitada em epígrafe, no período compreendido entre o seu início e o dia 16 de Setembro de 2011.” - cf. documento 13 da petição inicial, documento n.° 004112514 dos autos no SITAF;
- Consta da “RECLAMAÇÃO DE INDEMNIZAÇÃO POR DANOS EMERGENTES” apresentada pelas Autoras em 09.01.2012, identificada no ponto que antecede, designadamente, o seguinte: “ 2 - INTRODUÇÃO E OBJECTIVOS No seguimento da nossa carta referência 2103/2011/LD1 de 12 de Setembro de 2011 vimos expor os fundamentos que estão na origem desta reclamação. No dia 25 de Janeiro de 2011, o Consórcio T…, S.A. / Z…, LDA apresentou uma Proposta para a execução da empreitada de “Remodelação dos Sistemas de Abastecimento de Águas, Drenagem de Águas Residuais, Drenagem de Águas Pluviais e Rede de Rega do Sector Oriental do Funchal”. A empreitada posta a concurso tinha como objectivo a remodelação dos sistemas de abastecimento de águas, drenagem de águas residuais, drenagem de águas pluviais e rede de rega do Sector Oriental do Funchal, englobando trabalhos de execução das infra-estruturas, execução de ligações domiciliárias e pavimentação dos arruamentos e veredas interessados pela obra. Em 24 de Março de 2011 a CÂMARA MUNICIPAL DO FUNCHAL deliberou adjudicar àquele Consórcio a execução da Empreitada. A assinatura do contrato ocorreu no dia 26 de Abril de 2011, tendo sido a consignação da obra feita no dia 11 de Maio de
- Após o arranque da Empreitada foi sendo continuamente detectada a existência de diversos serviços afectados que comprometem gravemente o rendimento previsto aquando da elaboração da Proposta. Fazemos notar que nos elementos patenteados a concurso não existia qualquer menção a servidões ou serventias que fosse necessário alterar, destruir ou mesmo evitar durante a execução dos trabalhos. Efectivamente, ao se proceder às escavações necessárias para a execução das infra-estruturas e ligações domiciliárias previstas foi-se detectando uma quantidade assinalável de infra-estruturas enterradas das quais destacamos: •Redes de Esgotos Residuais e respectivas ligações e caixas de visita •Redes de Águas Pluviais e respectivas ligações e caixas de visita •Redes de Abastecimento de Água e respectivas ligações •Câmaras de Perda de Carga das Redes de Abastecimento •Redes de Rega (maciços, condutas, derivações, etc.) •Redes de Infra-estruturas da P…, S.A. •Cabos enterrados da P…, S.A. •Caixas de Visita da P…, S.A. •Redes de Infra-estruturas da Empresa de Electricidade da Madeira •Cabos enterrados da Empresa de Electricidade da Madeira •Caixas de Visita da Empresa de Electricidade da Madeira •Redes de infra-estruturas da ZZ…, S.A. •Caixas de Visita da ZZ…, S.A. •Outras situações Da existência destes serviços afectados decorre um menor rendimento em todas as actividades ligadas à execução das infra-estruturas previstas e respectivas ligações domiciliárias (admitiu-se que o rendimento do arranque de pavimentos e das camadas betuminosas e betonilhas não foi afectado significativamente até à data). Conforme facilmente poderá ser depreendido dos elementos que anexamos, da existência destes serviços afectados resultam sobrecustos avultados à Empreitada, quer ao nível do rendimento da execução das diferentes actividades quer dos custos com reparações de infra-estruturas que danificadas. De algumas das fotografias que incluímos, consegue-se facilmente depreender que um trabalho que facilmente seria executado num determinado período de tempo, pode por vezes prolongar-se por tempo largamente superior devido à complexidade do trabalho a executar bem como da decisão da Fiscalização sobre a forma de o fazer (alterações de cotas e/ou alinhamentos das infra-estruturas ou ligações a executar). Dado que a quase totalidade das actividades foram feitas com estes constrangimentos, os rendimentos verificados na execução das mesmas ficaram muito aquém dos previstos na Proposta apresentada pelo Consórcio a concurso. Devido ao exposto, urge repor o equilíbrio financeiro previsto aquando da assinatura do contrato, gerando assim a necessidade da apresentação deste documento. Os custos que apresentámos referem-se somente com as frentes executadas até ao dia 16/09/11, não estando assim ainda reflectidos todos os custos com as frentes sucessoras a estas (nem com a continuação dalgumas que não foram completamente concluídas à data mencionada). 3- DADOS DA EMPREITADA •Data do anúncio de concurso no JORAM…. = 13 de Outubro 2010 •Data do Concurso………………………….. = 25 de Janeiro 2011 •Adjudicação da empreitada………………... = 24 de Março 2011 •Data do contrato…………………………… = 26 de Abril 2011 •Preço do contrato……………………………= 10.397.999,97 € •Data da consignação…………………………= 11 de Maio 2011 •Prazo de execução contratual………..……. = 30 Meses (...) 6- MEIOS E RENDIMENTOS PREVISTOS Os meios e rendimentos considerados derivam da experiência das empresas que constituem o Consórcio em obras da mesma natureza e de forma a cumprir com o prazo de execução da empreitada, Os quadros seguintes indicam as equipas tipo e respectivos rendimentos para as actividades afectadas, conforme previstos na nossa proposta. 7 - MEIOS E RENDIMENTOS REAIS As equipas que efectivamente foram utilizadas na execução dos trabalhos foram dimensionadas de forma a maximizar os rendimentos de cada uma das frentes, procedendo-se a reajustes nos meios utilizados tendo ainda em conta uma maior racionalização dos custos da Empreitada. Na quase generalidade das frentes até agora intervencionadas, estas foram subdivididas de forma a diminuir os respectivos tempos de execução, criando-se mais de uma frente dentro do mesmo troço, pelo que o aumento de meios em relação ao previsto na proposta reflecte estas mesmas situações. Os meios empregues tiveram ainda em conta os objectivos parcelares que nos foram solicitados pelo Dono de Obra, nomeadamente a conclusão de determinadas frentes antes do início do período escolar referente ao ano lectivo 2011/2012, o qual ocorreu no dia 16/09/2011 (as frentes em questão foram as da Rua Conde Carvalhal, Rua da Rochinha e Estrada Visconde Cacongo). Os quadros abaixo incluídos reflectem o impacto dos serviços afectados no custo com a execução das frentes em análise, tendo estes sido elaborados com os seguintes pressupostos: •Admitiu-se que o rendimento de arranque de pavimentos não foi afectado até à data pelos serviços afectados (a maioria das infra-estrutura encontra-se a mais de 0.45m de profundidade no caso de arruamentos rodoviários e de 0.15m no caso de veredas e caminhos pedonais). Excluímos assim os meios desta actividade na presente análise (quer os previstos quer os reais), •Admitiu-se que o rendimento das actividades relacionadas com as camadas betuminosas e betonilhas não foi afectado até à data pelos serviços afectados (procedimento análogo ao ponto anterior). •Admitiu-se que para os seguintes meios, até à data, não houve um sobrecusto associado, uma vez que se tratam de meios cuja utilização é de carácter diferente dos restantes (meios afectos à obra consoante as necessidades). •O Camião Betoneira 9m3 tipo Mercedes; •Conjunto de cofragens; •Vibrador de Betão •Grupo de Corte e Dobragem de Varões •Ferrageiro •O custo associado aos manobradores e motoristas encontra-se diluído nos custos dos respectivos equipamentos. •As frentes, conforme consideradas na nossa propostas, não foram ainda concluídas na totalidade, pelo que foram apenas contabilizadas as quantidades de recursos necessárias para a quantidade executada (quer no previsto quer no real). • Foi considerado o horário de trabalho normal admitido na nossa proposta e o horário de trabalho real (10 horas diárias). Não se considerou nesta fase um agravamento do horário de trabalho para além das 10 horas diárias. 8- FRENTES INTERVENCIONADAS Até à presente data foram as seguintes as frentes consideradas8 na presente análise (frentes com os trabalhos em análise já concluídos): -Rua Conde Carvalhal 1.1 (desde a Rua Doutor Pestana Júnior até ao Caminho do Palheiro). - Rua Conde Carvalhal 1.2 (desde o Caminho do Palheiro até à Rua da Pedra Sina). -Rua da Rochinha (desde a Rua Conde Carvalhal até à Travessa Manuel Alexandre). - Estrada Visconde Cacongo (desde o Caminho do Palheiro até à Travessa Manuel Alexandre). - Áreas Associadas ao Caminho do Palheiro (Urbanização Quinta do Faial — Rua Cidade de New Bedford, Rua Cidade de Maui, Rua Cidade de Oakland, Travessa de Oakland, impasse Oakland, Travessa de New Bedford e Rua Dr. José Joaquim de Freitas - todas executadas parcialmente com a excepção do Impasse Oakland que se encontra executado na totalidade). - Áreas Associadas à Estrada Visconde Cacongo (Rua do Lombo da Boa Vista -desde o Caminho do Palheiro até à Rua do Alto). 8.1-Rua Conde Carvalhal 1.1 Esta frente foi executada entre os dias 11/05/2011 e 16/09/2011, em média com duas frentes em simultâneo, cada qual com meios associados aos trabalhos de infra-estruturas e ligações domiciliárias. A frente tem uma extensão total de 889 ml e uma quantidade prevista de 62 ligações domiciliárias, Os meios previstos na proposta para esta frente eram os seguintes: •Equipamento: •Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX210: 480 Horas; •Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX130:568 Horas; •Mini-Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX40: 88 Horas; •Camião Basculante tipo Mercedes 4141K: 568 Horas; •Cilindro Compactador tipo CAT: 568 Horas; •Placa Vibradora: 568 Horas; •Betoneira de 250 L: 568 Horas; •Mão de Obra: •Canalizador: 1136 Horas; •Carpinteiro: 1136 Horas; •Pedreiro: 568 Horas; •Servente: 1704 Horas; Os meios utilizados nesta frente foram os seguintes: •Equipamento: •Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX130:1254 Horas; •Mini-Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX40:962 Horas; •Camião Basculante tipo Mercedes 4141K: 2489 Horas; •Carrinha Pesada tipo Mitsubishi Canter: 687 Horas; •Mini-Carregadora tipo BOBCAT: 538 Horas; •Cilindro Compactador tipo CAT: 840 Horas; •Placa Vibradora: 840 Horas; •Betoneira de 250 L: 840 Horas; •Mão-de-obra: •Canalizador: 1185 Horas; •Carpinteiro: 1231 Horas; •Pedreiro: 4096 Horas; •Servente: 4425 Horas; O diferencial entre meios previstos e meios utilizados é o seguinte: •Equipamento: •Escavadora de Rastos tipo HITACHI HITACHI ZX210: -480 Horas •Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX130: +686 Horas; •Mini-Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX40: +874 Horas; •Camião Basculante tipo Mercedes 4141K: +1921 Horas; •Carrinha Pesada tipo Mitsubishi Canter: +687 Horas; •Mini-Carregadora tipo BOBCAT: +538 Horas; •Cilindro Compactadortipo CAT: +272 Horas; • Placa Vibradora:+272 Horas; • Betoneira de 250 L: +272 Horas; •Mão-de-obra: •Canalizador: +49 Horas; •Carpinteiro:+95 Horas; •Pedreiro: +3528 Horas; •Servente:+2721 Horas; 8.2- Rua Conde Carvalhal 1.2 Esta frente foi executada entre os dias 11/05/2011 e 16/09/2011 com meios associados aos trabalhos de infra-estruturas e ligações domiciliárias. Pontualmente foram criadas mais de uma frente em simultâneo. A frente tem uma extensão total de 728 ml e uma quantidade prevista de 90 ligações domiciliárias. (…) O diferencial entre meios previstos e meios utilizados é o seguinte: •Equipamento: •Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX210: -392 Horas •Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX130: +295 Horas; •Mini-Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX40: +708 Horas; •Camião Basculante tipo Mercedes 4141K: +1161 Horas; •Carrinha Pesada tipo Mitsubishi Canter: +413 Horas; •Mini-Carregadora tipo BOBCAT: +381 Horas; •Cilindro Compactador tipo CAT: +328 Horas; •Placa Vibradora: +328 Horas; •Betoneira de 250 L:+328 Horas; •Mão-de-obra: •Canalizador: +25 Horas; •Carpinteiro: +95 Horas; •Pedreiro: +1982 Horas; •Servente:+1078 Horas; 8.3- Rua da Rochinha Esta frente foi executada entre os dias 13/07/2011 e 16/09/2011, em média com três frentes em simultâneo, cada qual com meios associados aos trabalhos de infra-estruturas e ligações domiciliárias. A frente tem uma extensão total de 728 mi e uma quantidade prevista de 330 ligações domiciliárias. (…) O diferencial entre meios previstos e meios utilizados é o seguinte: •Equipamento: •Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX210: -392 Horas •Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX130: +28 Horas; •Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX80: +642 Horas; •Mini-Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX40: +592 Horas; •Camião Basculante tipo Mercedes 4141K: +599 Horas; •Carrinha Pesada tipo Mitsubishi Canter: +1690 Horas; •Mini-Carregadora tipo BOBCAT: +832 Horas; •Cilindro Compactador tipo CAT: +8 Horas; •Placa Vibradora: +8 Horas; •Betoneira de 250 L: +428 Horas; •Mão-de-obra: •Canalizador:+12 Horas; •Carpinteiro: +62 Horas; •Pedreiro: +3266 Horas; •Servente:+1778 Horas; 8.4- Estrada Visconde Cacongo Esta frente foi executada entre os dias 11/05/2011 e 28/08/2011, com uma frente com meios associados aos trabalhos de infra-estruturas e ligações domiciliárias. A frente tem uma extensão total de 547 ml e uma quantidade prevista de 112 ligações domiciliárias. (…) O diferencial entre meios previstos e meios utilizados é o seguinte: •Equipamento: •Escavadora de Rastos tipo HITACHI 2X210: -296 Horas •Escavadora de Rastos tipo HITACHI 2X130:426 Horas; •Mini-Escavadora de Rastos tipo HITACHI ZX40: +630 Horas; •Camião Basculante tipo Mercedes 4141K: +950 Horas; •Carrinha Pesada tipo Mitsubishi Canter: +220 Horas; • Mini-Carregadora tipo BOBCAT: +289 Horas; •Cilindro Compactador tipo CAT: +252 Horas; •Placa Vibradora: +252 Horas; •Betoneira de 250 L: +252 Horas; •Mão-de-obra: •Canalizador: +69 Horas; •Carpinteiro: +12 Horas; •Pedreiro: +2914 Horas; •Servente: +2047 Horas; 8.5 - Áreas Associadas ao Caminho do Palheiro (Urbanização da Quinta do Faial) Esta frente foi executada entre os dias 11/05/2011 e 12/09/2011, em média com três frentes em simultâneo, cada qual com meios