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Lei n.º 83-C/2013, de 31 de Dezembro

Índice (260)
  1. Artigo 1.º Aprovação
  2. Artigo 2.º Aplicação dos normativos
  3. Artigo 3.º Utilização das dotações orçamentais
  4. Artigo 4.º Modelo de gestão de tesouraria
  5. Artigo 5.º Consignação de receitas ao capítulo 70
  6. Artigo 6.º Aquisição de software informático
  7. Artigo 7.º Regime de obrigatoriedade de reutilização de consumíveis informáticos
  8. Artigo 8.º Entidades excecionadas do âmbito de aplicação do Decreto-Lei n.º 280/2
  9. Artigo 9.º Contabilização de receita proveniente de operações imobiliárias
  10. Artigo 10.º Princípio da onerosidade
  11. Artigo 11.º Renovação dos contratos de arrendamento para instalação de serviços pú
  12. Artigo 12.º Afetação do produto da alienação e oneração de imóveis
  13. Artigo 13.º Transferência de património edificado
  14. Artigo 14.º Transferências orçamentais
  15. Artigo 15.º
  16. Artigo 16.º Reorganização de serviços e transferências na Administração Pública
  17. Artigo 17.º Alterações orçamentais no âmbito dos PREMAC, QREN, PROMAR, PRODER, PRR
  18. Artigo 18.º Transferências orçamentais e atribuição de subsídios às entidades públ
  19. Artigo 19.º Retenção de montantes nas dotações, transferências e reforço orçamenta
  20. Artigo 20.º Transferências para fundações
  21. Artigo 21.º Dotação inscrita no âmbito da Lei de Programação Militar
  22. Artigo 22.º Transferências para o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armada
  23. Artigo 23.º Cessação da autonomia financeira
  24. Artigo 24.º Consolidação do modelo organizativo do Ministério das Finanças
  25. Artigo 25.º Centralização de atribuições comuns na Secretaria-Geral do Ministério
  26. Artigo 26.º
  27. Artigo 27.º Consolidação orçamental
  28. Artigo 28.º Operacionalização
  29. Artigo 29.º Reforma do modelo organizativo dos ministérios
  30. Artigo 30.º Fusão dos orçamentos
  31. Artigo 31.º Operacionalização
  32. Artigo 32.º Avaliação
  33. Artigo 33.º Redução remuneratória
  34. Artigo 34.º Revisão de carreiras, corpos especiais e cargos
  35. Artigo 35.º Pagamento do subsídio de Natal
  36. Artigo 36.º
  37. Artigo 37.º Pagamento do montante adicional atribuído aos pensionistas do sistema
  38. Artigo 38.º Situações vigentes de licença extraordinária
  39. Artigo 39.º Proibição de valorizações remuneratórias
  40. Artigo 40.º Graduação de militares em regimes de contrato e de voluntariado
  41. Artigo 41.º Prémios de gestão
  42. Artigo 42.º Determinação do posicionamento remuneratório
  43. Artigo 43.º Subsídio de refeição
  44. Artigo 44.º
  45. Artigo 45.º Pagamento do trabalho extraordinário
  46. Artigo 46.º Regime especial de trabalho a tempo parcial
  47. Artigo 47.º Setor público empresarial
  48. Artigo 48.º Controlo de recrutamento de trabalhadores
  49. Artigo 49.º Prioridade no recrutamento
  50. Artigo 50.º Cedência de interesse público
  51. Artigo 51.º Trabalhadores de órgãos e serviços das administrações regionais e autá
  52. Artigo 52.º Duração da mobilidade
  53. Artigo 53.º Duração da licença sem vencimento prevista no Decreto-Lei n.º 26/2004,
  54. Artigo 54.º Regras de movimento e permanência do pessoal diplomático
  55. Artigo 55.º Contratos a termo resolutivo
  56. Artigo 56.º Recrutamento de trabalhadores nas instituições de ensino superior públ
  57. Artigo 57.º Contratação de doutorados para o Sistema Científico e Tecnológico Naci
  58. Artigo 58.º
  59. Artigo 59.º Relatório sobre a remuneração de gestores do setor empresarial do Esta
  60. Artigo 60.º Redução de trabalhadores no setor público empresarial
  61. Artigo 61.º Gastos operacionais das empresas públicas
  62. Artigo 62.º Redução de trabalhadores nas autarquias locais
  63. Artigo 63.º Redução de trabalhadores nos municípios em situação de saneamento ou r
  64. Artigo 64.º Controlo do recrutamento de trabalhadores nas autarquias locais
  65. Artigo 65.º Recrutamento de trabalhadores nas autarquias locais em situação de san
  66. Artigo 66.º Controlo do recrutamento de trabalhadores nas administrações regionais
  67. Artigo 67.º Admissões de pessoal militar, militarizado e com funções policiais, de
  68. Artigo 68.º Quantitativos de militares em regime de contrato, regime de contrato e
  69. Artigo 69.º Prestação de informação sobre efetivos militares
  70. Artigo 70.º Aplicação de regimes laborais especiais na saúde
  71. Artigo 71.º Alteração ao Estatuto do Serviço Nacional de Saúde
  72. Artigo 72.º Alteração de regimes de trabalho no âmbito do Serviço Nacional de Saúd
  73. Artigo 73.º Contratos de aquisição de serviços
  74. Artigo 74.º Aquisição de serviços a empresas de consultadoria
  75. Artigo 75.º Complementos de pensão
  76. Artigo 76.º Contribuição extraordinária de solidariedade
  77. Artigo 77.º Subvenções mensais vitalícias
  78. Artigo 78.º Alteração à Lei n.º 52-A/2005, de 10 de outubro
  79. Artigo 79.º Fator de sustentabilidade
  80. Artigo 80.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 361/98, de 18 de novembro
  81. Artigo 81.º Alteração ao Estatuto da Aposentação
  82. Artigo 82.º
  83. Artigo 83.º Suspensão da passagem às situações de reserva, pré-aposentação ou disp
  84. Artigo 84.º Montantes da participação das autarquias locais nos impostos do Estado
  85. Artigo 85.º Transferências para as freguesias do município de Lisboa
  86. Artigo 86.º Dívidas das autarquias locais relativas ao setor da água, saneamento e
  87. Artigo 87.º
  88. Artigo 88.º Descentralização de competências para os municípios no domínio da educ
  89. Artigo 89.º Verbas em dívida relativas à educação pré-escolar
  90. Artigo 90.º Descentralização de competências para os municípios no domínio da ação
  91. Artigo 91.º Áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais
  92. Artigo 92.º Auxílios financeiros e cooperação técnica e financeira
  93. Artigo 93.º Retenção de fundos municipais
  94. Artigo 94.º Redução do endividamento
  95. Artigo 95.º Fundo de Regularização Municipal
  96. Artigo 96.º Participação variável no IRS
  97. Artigo 97.º Dívida total municipal em 2014
  98. Artigo 98.º Fundo de Emergência Municipal
  99. Artigo 99.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 144/2008, de 28 de julho
  100. Artigo 100.º Transferência de património e equipamentos
  101. Artigo 101.º Regularização extraordinária dos pagamentos aos fornecedores
  102. Artigo 102.º
  103. Artigo 103.º
  104. Artigo 104.º Mobilização de ativos e recuperação de créditos da segurança social
  105. Artigo 105.º Alienação de créditos
  106. Artigo 106.º
  107. Artigo 107.º Transferências para capitalização
  108. Artigo 108.º Prestação de garantias pelo Fundo de Estabilização Financeira da Segur
  109. Artigo 109.º Transferências para políticas ativas de emprego e formação profissiona
  110. Artigo 110.º Suspensão de pagamento de subsídios e de passagens na Região Autónoma
  111. Artigo 111.º Suspensão do pagamento de subsídios e de passagens na Região Autónoma
  112. Artigo 112.º Divulgação de listas de contribuintes
  113. Artigo 113.º
  114. Artigo 114.º Congelamento do valor nominal das pensões
  115. Artigo 115.º Contribuição sobre prestações de doença e de desemprego
  116. Artigo 116.º Majoração do montante do subsídio de desemprego
  117. Artigo 117.º Pensões de sobrevivência dos cônjuges e ex-cônjuges
  118. Artigo 118.º Concessão de empréstimos e outras operações ativas
  119. Artigo 119.º Mobilização de ativos e recuperação de créditos
  120. Artigo 120.º Aquisição de ativos e assunção de passivos e responsabilidades
  121. Artigo 121.º Limite das prestações de operações de locação
  122. Artigo 122.º Antecipação de fundos comunitários
  123. Artigo 123.º Princípio da unidade de tesouraria
  124. Artigo 124.º Operações de reprivatização e de alienação
  125. Artigo 125.º
  126. Artigo 126.º Saldos do capítulo 60 do Orçamento do Estado
  127. Artigo 127.º Encargos de liquidação
  128. Artigo 128.º Mecanismo Europeu de Estabilidade
  129. Artigo 129.º Programa de assistência financeira à Grécia
  130. Artigo 130.º Financiamento do Orçamento do Estado
  131. Artigo 131.º Financiamento de habitação e de reabilitação urbana
  132. Artigo 132.º Condições gerais do financiamento
  133. Artigo 133.º Dívida denominada em moeda diferente do euro
  134. Artigo 134.º Dívida flutuante
  135. Artigo 135.º Compra em mercado e troca de títulos de dívida
  136. Artigo 136.º Gestão da dívida pública direta do Estado
  137. Artigo 137.º Concessão extraordinária de garantias pessoais do Estado
  138. Artigo 138.º Garantias no âmbito de investimentos financiados pelo Banco Europeu de
  139. Artigo 139.º Financiamento
  140. Artigo 140.º Transferências orçamentais para as regiões autónomas
  141. Artigo 141.º Necessidades de financiamento das regiões autónomas
  142. Artigo 142.º Aplicação da Lei Orgânica n.º 2/2013, de 2 de setembro, à Região Autón
  143. Artigo 143.º Transportes
  144. Artigo 144.º Fiscalização prévia do Tribunal de Contas
  145. Artigo 145.º Fundo Português de Carbono
  146. Artigo 146.º Contratos-programa na área da saúde
  147. Artigo 147.º Receitas do Serviço Nacional de Saúde
  148. Artigo 148.º Encargos com prestações de saúde no Serviço Nacional de Saúde
  149. Artigo 149.º Encargos dos sistemas de assistência na doença
  150. Artigo 150.º Transferências das autarquias locais para o orçamento do Serviço Nacio
  151. Artigo 151.º Atualização das taxas moderadoras
  152. Artigo 152.º
  153. Artigo 153.º Sistema integrado de operações de proteção e socorro
  154. Artigo 154.º Redefinição do uso dos solos
  155. Artigo 155.º Adjudicação de bens perdidos a favor do Estado
  156. Artigo 156.º Depósitos obrigatórios
  157. Artigo 157.º Prescrição dos depósitos obrigatórios e dos depósitos autónomos
  158. Artigo 158.º Processos judiciais eliminados
  159. Artigo 159.º Entidades com autonomia administrativa que funcionam junto da Assemble
  160. Artigo 160.º
  161. Artigo 161.º Transferência de IVA para a segurança social
  162. Artigo 162.º Transferência do património dos governos civis
  163. Artigo 163.º Mecanismos de garantia em relação a dívidas de municípios a sistemas m
  164. Artigo 164.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 107/2012, de 18 de maio
  165. Artigo 165.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 186/2006, de 12 de setembro
  166. Artigo 166.º Aditamento ao Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho
  167. Artigo 167.º Alteração à Lei n.º 30/2003, de 22 de agosto
  168. Artigo 168.º Alteração à Lei n.º 28/2006, de 4 de julho
  169. Artigo 169.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto
  170. Artigo 170.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 492/88, de 30 de dezembro
  171. Artigo 171.º Alteração ao Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial
  172. Artigo 172.º Alteração à Lei n.º 28/2012, de 31 de julho
  173. Artigo 173.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 71/2006, de 24 de março
  174. Artigo 174.º Alteração à Lei n.º 63-A/2008, de 24 de novembro
  175. Artigo 175.º Alteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singular
  176. Artigo 176.º Sobretaxa em sede de IRS
  177. Artigo 177.º Disposições transitórias no âmbito do IRS
  178. Artigo 178.º Norma revogatória no âmbito do Código do IRS
  179. Artigo 179.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho
  180. Artigo 180.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 42/91, de 22 de janeiro
  181. Artigo 181.º Alteração ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
  182. Artigo 182.º Alteração à lista i anexa ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescent
  183. Artigo 183.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 347/85, de 23 de agosto
  184. Artigo 184.º Aditamento ao regime do IVA de caixa
  185. Artigo 185.º Disposição transitória no âmbito do IVA
  186. Artigo 186.º Norma revogatória no âmbito do regime do IVA de caixa
  187. Artigo 187.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 147/2003, de 11 de julho
  188. Artigo 188.º Revogação no âmbito do Decreto-Lei n.º 147/2003, de 11 de julho
  189. Artigo 189.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 198/90, de 19 de junho
  190. Artigo 190.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 21/2007, de 29 de janeiro
  191. Artigo 191.º Regime transitório da Portaria n.º 426-A/2012, de 28 de dezembro
  192. Artigo 192.º Transferência do IVA para o desenvolvimento do turismo regional
  193. Artigo 193.º Alteração ao Código do Imposto do Selo
  194. Artigo 194.º Alteração à Tabela Geral do Imposto do Selo
  195. Artigo 195.º Alteração ao Código dos Impostos Especiais de Consumo
  196. Artigo 196.º Adicional às taxas do imposto sobre os produtos petrolíferos e energét
  197. Artigo 197.º Alteração à Lei n.º 55/2007, de 31 de agosto
  198. Artigo 198.º Alteração ao Código do Imposto sobre Veículos
  199. Artigo 199.º Norma revogatória no âmbito do Código do Imposto sobre Veículos
  200. Artigo 200.º Norma revogatória no âmbito da Lei n.º 22-A/2007, de 29 de junho
  201. Artigo 201.º Alteração ao Código do Imposto Único de Circulação
  202. Artigo 202.º Adicional em sede de IUC
  203. Artigo 203.º Alteração ao Código do Imposto Municipal sobre Imóveis
  204. Artigo 204.º Norma revogatória no âmbito do Código do IMI
  205. Artigo 205.º Alteração ao Código do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosa
  206. Artigo 206.º Alteração ao Estatuto dos Benefícios Fiscais
  207. Artigo 207.º Produção de efeitos
  208. Artigo 208.º Aditamento ao Estatuto dos Benefícios Fiscais
  209. Artigo 209.º Disposição transitória no âmbito do Estatuto dos Benefícios Fiscais
  210. Artigo 210.º Norma revogatória no âmbito do Estatuto dos Benefícios Fiscais
  211. Artigo 211.º Alteração ao Código Fiscal do Investimento
  212. Artigo 212.º Norma revogatória no âmbito do Código Fiscal do Investimento
  213. Artigo 213.º Alteração à lei geral tributária
  214. Artigo 214.º Aditamento à LGT
  215. Artigo 215.º Disposição transitória no âmbito da LGT
  216. Artigo 216.º Norma revogatória no âmbito da LGT
  217. Artigo 217.º Alteração ao Código de Procedimento e de Processo Tributário
  218. Artigo 218.º Alteração sistemática ao CPPT
  219. Artigo 219.º Aditamento ao CPPT
  220. Artigo 220.º Revogação de normas do CPPT
  221. Artigo 221.º Revogação do Decreto-Lei n.º 281/91, de 9 de agosto
  222. Artigo 222.º Alteração ao Regime Geral das Infrações Tributárias
  223. Artigo 223.º Alteração ao Regulamento das Alfândegas
  224. Artigo 224.º Norma revogatória no âmbito do Regulamento das Alfândegas
  225. Artigo 225.º Instituições particulares de solidariedade social e Santa Casa da Mise
  226. Artigo 226.º Contribuição sobre o setor bancário
  227. Artigo 227.º Alteração ao regime da contribuição sobre o setor bancário
  228. Artigo 228.º Contribuição extraordinária sobre o setor energético
  229. Artigo 229.º Constituição de garantias
  230. Artigo 230.º Regime fiscal dos empréstimos externos
  231. Artigo 231.º
  232. Artigo 232.º Operações de reporte com instituições financeiras não residentes
  233. Artigo 233.º Operações de reporte
  234. Artigo 234.º Fundos e sociedades de investimento imobiliário para arrendamento habi
  235. Artigo 235.º
  236. Artigo 236.º Norma transitória no âmbito do regime especial aplicável aos FIIAH e S
  237. Artigo 237.º
  238. Artigo 238.º
  239. Artigo 239.º Autorização legislativa no âmbito do imposto do selo
  240. Artigo 240.º
  241. Artigo 241.º Autorização legislativa para revisão do regime fiscal dos organismos d
  242. Artigo 242.º Autorização legislativa relativa à aprovação de sorteio para as fatura
  243. Artigo 243.º Autorização legislativa no âmbito da tributação de financiamentos exte
  244. Artigo 244.º
  245. Artigo 245.º Autorização legislativa no âmbito do regime de acesso e exercício de p
  246. Artigo 246.º Incentivos à aquisição de empresas em situação económica difícil
  247. Artigo 247.º Comércio ilícito de tabaco
  248. Artigo 248.º Regime de tributação relativo a trabalhadores expatriados
  249. Artigo 249.º Zona Franca da Madeira
  250. Artigo 250.º Revisão do enquadramento tributário aplicável às famílias
  251. Artigo 251.º Princípio da aproximação do preço do gás de garrafa às tarifas do gás
  252. Artigo 252.º Informação sobre a execução da Lei n.º 38/2004, de 18 de agosto
  253. Artigo 253.º Previsão orçamental de receitas das autarquias locais resultantes da v
  254. Artigo 254.º Não aplicação da redução do vencimento prevista na Lei n.º 47/2010, de
  255. Artigo 255.º Prestação de serviço judicial por magistrados jubilados
  256. Artigo 256.º Prorrogação de efeitos dependentes da vigência do PAEF e do Programa d
  257. Artigo 257.º Extensão de vigência da Lei n.º 11/2013, de 28 de janeiro
  258. Artigo 258.º Suspensão da vigência do Decreto-Lei n.º 208/2012, de 7 de setembro
  259. Artigo 259.º Norma revogatória
  260. Artigo 260.º Entrada em vigor

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-Lei n.º 2/2020, de 31/03
-Lei n.º 71/2018, de 31/12
-Lei n.º 42/2016, de 28/12
-Lei n.º 33/2015, de 27/04
-Lei n.º 82-B/2014, de 31/12
-Lei n.º 75-A/2014, de 30/09
-Lei n.º 13/2014, de 14/03
-Retificação n.º 11/2014, de 24/02
-10ª versão - a mais recente (Lei n.º 82/2023, de 29/12)
-9ª versão (Lei n.º 2/2020, de 31/03)
-8ª versão (Lei n.º 71/2018, de 31/12)
-7ª versão (Lei n.º 42/2016, de 28/12)
-6ª versão (Lei n.º 33/2015, de 27/04)
-5ª versão (Lei n.º 82-B/2014, de 31/12)
-4ª versão (Lei n.º 75-A/2014, de 30/09)
-3ª versão (Lei n.º 13/2014, de 14/03)
-2ª versão (Retificação n.º 11/2014, de 24/02)
-1ª versão (Lei n.º 83-C/2013, de 31/12) Procurar no presente diploma:

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Artigo 1.ºAprovação

Artigo 2.ºAplicação dos normativos

Artigo 3.ºUtilização das dotações orçamentais

Artigo 4.ºModelo de gestão de tesouraria

Artigo 5.ºConsignação de receitas ao capítulo 70

Artigo 6.ºAquisição de software informático

Artigo 7.ºRegime de obrigatoriedade de reutilização de consumíveis informáticos

Artigo 8.ºEntidades excecionadas do âmbito de aplicação do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto

Artigo 9.ºContabilização de receita proveniente de operações imobiliárias

Artigo 10.ºPrincípio da onerosidade

Artigo 11.ºRenovação dos contratos de arrendamento para instalação de serviços públicos

Artigo 12.ºAfetação do produto da alienação e oneração de imóveis

Artigo 13.ºTransferência de património edificado

Artigo 14.ºTransferências orçamentais

Artigo 15.º

Afetação de verbas resultantes do encerramento de contratos-programa realizados no âmbito do Programa Polis

Artigo 16.ºReorganização de serviços e transferências na Administração Pública

Artigo 17.ºAlterações orçamentais no âmbito dos PREMAC, QREN, PROMAR, PRODER, PRRN, MFEEE e QCA III

Artigo 18.ºTransferências orçamentais e atribuição de subsídios às entidades públicas reclassificadas

Artigo 19.ºRetenção de montantes nas dotações, transferências e reforço orçamental

Artigo 20.ºTransferências para fundações

Artigo 21.ºDotação inscrita no âmbito da Lei de Programação Militar

Artigo 22.ºTransferências para o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas

Artigo 23.ºCessação da autonomia financeira

Artigo 24.ºConsolidação do modelo organizativo do Ministério das Finanças

Artigo 25.ºCentralização de atribuições comuns na Secretaria-Geral do Ministério das Finanças

Artigo 26.º

Transferência da competência de gestão dos orçamentos dos gabinetes do Ministério das Finanças para a Secretaria-Geral

Artigo 27.ºConsolidação orçamental

Artigo 28.ºOperacionalização

Artigo 29.ºReforma do modelo organizativo dos ministérios

Artigo 30.ºFusão dos orçamentos

Artigo 31.ºOperacionalização

Artigo 32.ºAvaliação

Artigo 33.ºRedução remuneratória

Artigo 34.ºRevisão de carreiras, corpos especiais e cargos

Artigo 35.ºPagamento do subsídio de Natal

Artigo 36.º

Pagamento do subsídio de Natal aos aposentados, reformados e demais pensionistas da Caixa Geral de Aposentações, I. P.

Artigo 37.ºPagamento do montante adicional atribuído aos pensionistas do sistema de segurança social

Artigo 38.ºSituações vigentes de licença extraordinária

Artigo 39.ºProibição de valorizações remuneratórias

Artigo 40.ºGraduação de militares em regimes de contrato e de voluntariado

Artigo 41.ºPrémios de gestão

Artigo 42.ºDeterminação do posicionamento remuneratório

Artigo 43.ºSubsídio de refeição

Artigo 44.º

Ajudas de custo, trabalho extraordinário e trabalho noturno nas fundações públicas e nos estabelecimentos públicos

Artigo 45.ºPagamento do trabalho extraordinário

Artigo 46.ºRegime especial de trabalho a tempo parcial

Artigo 47.ºSetor público empresarial

Artigo 48.ºControlo de recrutamento de trabalhadores

Artigo 49.ºPrioridade no recrutamento

Artigo 50.ºCedência de interesse público

Artigo 51.ºTrabalhadores de órgãos e serviços das administrações regionais e autárquicas

Artigo 52.ºDuração da mobilidade

Artigo 53.ºDuração da licença sem vencimento prevista no Decreto-Lei n.º 26/2004, de 4 de fevereiro

Artigo 54.ºRegras de movimento e permanência do pessoal diplomático

Artigo 55.ºContratos a termo resolutivo

Artigo 56.ºRecrutamento de trabalhadores nas instituições de ensino superior públicas

Artigo 57.ºContratação de doutorados para o Sistema Científico e Tecnológico Nacional

Artigo 58.º

Controlo da contratação de novos trabalhadores por pessoas coletivas de direito público e empresas públicas

Artigo 59.ºRelatório sobre a remuneração de gestores do setor empresarial do Estado

Artigo 60.ºRedução de trabalhadores no setor público empresarial

Artigo 61.ºGastos operacionais das empresas públicas

Artigo 62.ºRedução de trabalhadores nas autarquias locais

Artigo 63.ºRedução de trabalhadores nos municípios em situação de saneamento ou rutura

Artigo 64.ºControlo do recrutamento de trabalhadores nas autarquias locais

Artigo 65.ºRecrutamento de trabalhadores nas autarquias locais em situação de saneamento ou de rutura

Artigo 66.ºControlo do recrutamento de trabalhadores nas administrações regionais

Artigo 67.ºAdmissões de pessoal militar, militarizado e com funções policiais, de segurança ou equiparado

Artigo 68.ºQuantitativos de militares em regime de contrato, regime de contrato especial e de voluntariado

Artigo 69.ºPrestação de informação sobre efetivos militares

Artigo 70.ºAplicação de regimes laborais especiais na saúde

Artigo 71.ºAlteração ao Estatuto do Serviço Nacional de Saúde

Artigo 72.ºAlteração de regimes de trabalho no âmbito do Serviço Nacional de Saúde

Artigo 73.ºContratos de aquisição de serviços

Artigo 74.ºAquisição de serviços a empresas de consultadoria

Artigo 75.ºComplementos de pensão

Artigo 76.ºContribuição extraordinária de solidariedade

Artigo 77.ºSubvenções mensais vitalícias

Artigo 78.ºAlteração à Lei n.º 52-A/2005, de 10 de outubro

Artigo 79.ºFator de sustentabilidade

Artigo 80.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 361/98, de 18 de novembro

Artigo 81.ºAlteração ao Estatuto da Aposentação

Artigo 82.º

Exercício de funções públicas por beneficiários de pensões de reforma pagas pela segurança social ou por outras entidades gestoras de fundos

Artigo 83.ºSuspensão da passagem às situações de reserva, pré-aposentação ou disponibilidade

Artigo 84.ºMontantes da participação das autarquias locais nos impostos do Estado

Artigo 85.ºTransferências para as freguesias do município de Lisboa

Artigo 86.ºDívidas das autarquias locais relativas ao setor da água, saneamento e resíduos

Artigo 87.º

Confirmação da situação tributária e contributiva no âmbito dos pagamentos efetuados pelas autarquias locais

Artigo 88.ºDescentralização de competências para os municípios no domínio da educação

Artigo 89.ºVerbas em dívida relativas à educação pré-escolar

Artigo 90.ºDescentralização de competências para os municípios no domínio da ação social

Artigo 91.ºÁreas metropolitanas e comunidades intermunicipais

Artigo 92.ºAuxílios financeiros e cooperação técnica e financeira

Artigo 93.ºRetenção de fundos municipais

Artigo 94.ºRedução do endividamento

Artigo 95.ºFundo de Regularização Municipal

Artigo 96.ºParticipação variável no IRS

Artigo 97.ºDívida total municipal em 2014

Artigo 98.ºFundo de Emergência Municipal

Artigo 99.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 144/2008, de 28 de julho

Artigo 100.ºTransferência de património e equipamentos

Artigo 101.ºRegularização extraordinária dos pagamentos aos fornecedores

Artigo 102.º

Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.

Artigo 103.º

Saldo de gerência do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P.

Artigo 104.ºMobilização de ativos e recuperação de créditos da segurança social

Artigo 105.ºAlienação de créditos

Artigo 106.º

Representação da segurança social nos processos especiais de recuperação de empresas e insolvência e processos especiais de revitalização

Artigo 107.ºTransferências para capitalização

Artigo 108.ºPrestação de garantias pelo Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social

Artigo 109.ºTransferências para políticas ativas de emprego e formação profissional durante o ano de 2014

Artigo 110.ºSuspensão de pagamento de subsídios e de passagens na Região Autónoma da Madeira

Artigo 111.ºSuspensão do pagamento de subsídios e de passagens na Região Autónoma dos Açores

Artigo 112.ºDivulgação de listas de contribuintes

Artigo 113.º

Suspensão do regime de atualização do valor do indexante dos apoios sociais, das pensões e outras prestações sociais

Artigo 114.ºCongelamento do valor nominal das pensões

Artigo 115.ºContribuição sobre prestações de doença e de desemprego

Artigo 116.ºMajoração do montante do subsídio de desemprego

Artigo 117.ºPensões de sobrevivência dos cônjuges e ex-cônjuges

Artigo 118.ºConcessão de empréstimos e outras operações ativas

Artigo 119.ºMobilização de ativos e recuperação de créditos

Artigo 120.ºAquisição de ativos e assunção de passivos e responsabilidades

Artigo 121.ºLimite das prestações de operações de locação

Artigo 122.ºAntecipação de fundos comunitários

Artigo 123.ºPrincípio da unidade de tesouraria

Artigo 124.ºOperações de reprivatização e de alienação

Artigo 125.º

Limite máximo para a concessão de garantias pelo Estado e por outras pessoas coletivas de direito público

Artigo 126.ºSaldos do capítulo 60 do Orçamento do Estado

Artigo 127.ºEncargos de liquidação

Artigo 128.ºMecanismo Europeu de Estabilidade

Artigo 129.ºPrograma de assistência financeira à Grécia

Artigo 130.ºFinanciamento do Orçamento do Estado

Artigo 131.ºFinanciamento de habitação e de reabilitação urbana

Artigo 132.ºCondições gerais do financiamento

Artigo 133.ºDívida denominada em moeda diferente do euro

Artigo 134.ºDívida flutuante

Artigo 135.ºCompra em mercado e troca de títulos de dívida

Artigo 136.ºGestão da dívida pública direta do Estado

Artigo 137.ºConcessão extraordinária de garantias pessoais do Estado

Artigo 138.ºGarantias no âmbito de investimentos financiados pelo Banco Europeu de Investimento

Artigo 139.ºFinanciamento

Artigo 140.ºTransferências orçamentais para as regiões autónomas

Artigo 141.ºNecessidades de financiamento das regiões autónomas

Artigo 142.ºAplicação da Lei Orgânica n.º 2/2013, de 2 de setembro, à Região Autónoma da Madeira

Artigo 143.ºTransportes

Artigo 144.ºFiscalização prévia do Tribunal de Contas

Artigo 145.ºFundo Português de Carbono

Artigo 146.ºContratos-programa na área da saúde

Artigo 147.ºReceitas do Serviço Nacional de Saúde

Artigo 148.ºEncargos com prestações de saúde no Serviço Nacional de Saúde

Artigo 149.ºEncargos dos sistemas de assistência na doença

Artigo 150.ºTransferências das autarquias locais para o orçamento do Serviço Nacional de Saúde

Artigo 151.ºAtualização das taxas moderadoras

Artigo 152.º

Transmissão de dados entre a Autoridade Tributária e Aduaneira e a segurança social e a CGA, I. P.

Artigo 153.ºSistema integrado de operações de proteção e socorro

Artigo 154.ºRedefinição do uso dos solos

Artigo 155.ºAdjudicação de bens perdidos a favor do Estado

Artigo 156.ºDepósitos obrigatórios

Artigo 157.ºPrescrição dos depósitos obrigatórios e dos depósitos autónomos

Artigo 158.ºProcessos judiciais eliminados

Artigo 159.ºEntidades com autonomia administrativa que funcionam junto da Assembleia da República

Artigo 160.º

Financiamento do Programa de Emergência Social e do apoio social extraordinário ao consumidor de energia

Artigo 161.ºTransferência de IVA para a segurança social

Artigo 162.ºTransferência do património dos governos civis

Artigo 163.ºMecanismos de garantia em relação a dívidas de municípios a sistemas multimunicipais

Artigo 164.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 107/2012, de 18 de maio

Artigo 165.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 186/2006, de 12 de setembro

Artigo 166.ºAditamento ao Decreto-Lei n.º 155/92, de 28 de julho

Artigo 167.ºAlteração à Lei n.º 30/2003, de 22 de agosto

Artigo 168.ºAlteração à Lei n.º 28/2006, de 4 de julho

Artigo 169.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto

Artigo 170.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 492/88, de 30 de dezembro

Artigo 171.ºAlteração ao Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social

Artigo 172.ºAlteração à Lei n.º 28/2012, de 31 de julho

Artigo 173.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 71/2006, de 24 de março

Artigo 174.ºAlteração à Lei n.º 63-A/2008, de 24 de novembro

Artigo 175.ºAlteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares

Artigo 176.ºSobretaxa em sede de IRS

Artigo 177.ºDisposições transitórias no âmbito do IRS

Artigo 178.ºNorma revogatória no âmbito do Código do IRS

Artigo 179.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 158/2009, de 13 de julho

Artigo 180.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 42/91, de 22 de janeiro

Artigo 181.ºAlteração ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado

Artigo 182.ºAlteração à lista i anexa ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado

Artigo 183.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 347/85, de 23 de agosto

Artigo 184.ºAditamento ao regime do IVA de caixa

Artigo 185.ºDisposição transitória no âmbito do IVA

Artigo 186.ºNorma revogatória no âmbito do regime do IVA de caixa

Artigo 187.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 147/2003, de 11 de julho

Artigo 188.ºRevogação no âmbito do Decreto-Lei n.º 147/2003, de 11 de julho

Artigo 189.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 198/90, de 19 de junho

Artigo 190.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 21/2007, de 29 de janeiro

Artigo 191.ºRegime transitório da Portaria n.º 426-A/2012, de 28 de dezembro

Artigo 192.ºTransferência do IVA para o desenvolvimento do turismo regional

Artigo 193.ºAlteração ao Código do Imposto do Selo

Artigo 194.ºAlteração à Tabela Geral do Imposto do Selo

Artigo 195.ºAlteração ao Código dos Impostos Especiais de Consumo

Artigo 196.ºAdicional às taxas do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos

Artigo 197.ºAlteração à Lei n.º 55/2007, de 31 de agosto

Artigo 198.ºAlteração ao Código do Imposto sobre Veículos

Artigo 199.ºNorma revogatória no âmbito do Código do Imposto sobre Veículos

Artigo 200.ºNorma revogatória no âmbito da Lei n.º 22-A/2007, de 29 de junho

Artigo 201.ºAlteração ao Código do Imposto Único de Circulação

Artigo 202.ºAdicional em sede de IUC

Artigo 203.ºAlteração ao Código do Imposto Municipal sobre Imóveis

Artigo 204.ºNorma revogatória no âmbito do Código do IMI

Artigo 205.ºAlteração ao Código do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis

Artigo 206.ºAlteração ao Estatuto dos Benefícios Fiscais

Artigo 207.ºProdução de efeitos

Artigo 208.ºAditamento ao Estatuto dos Benefícios Fiscais

Artigo 209.ºDisposição transitória no âmbito do Estatuto dos Benefícios Fiscais

Artigo 210.ºNorma revogatória no âmbito do Estatuto dos Benefícios Fiscais

Artigo 211.ºAlteração ao Código Fiscal do Investimento

Artigo 212.ºNorma revogatória no âmbito do Código Fiscal do Investimento

Artigo 213.ºAlteração à lei geral tributária

Artigo 214.ºAditamento à LGT

Artigo 215.ºDisposição transitória no âmbito da LGT

Artigo 216.ºNorma revogatória no âmbito da LGT

Artigo 217.ºAlteração ao Código de Procedimento e de Processo Tributário

Artigo 218.ºAlteração sistemática ao CPPT

Artigo 219.ºAditamento ao CPPT

Artigo 220.ºRevogação de normas do CPPT

Artigo 221.ºRevogação do Decreto-Lei n.º 281/91, de 9 de agosto

Artigo 222.ºAlteração ao Regime Geral das Infrações Tributárias

Artigo 223.ºAlteração ao Regulamento das Alfândegas

Artigo 224.ºNorma revogatória no âmbito do Regulamento das Alfândegas

Artigo 225.ºInstituições particulares de solidariedade social e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa

Artigo 226.ºContribuição sobre o setor bancário

Artigo 227.ºAlteração ao regime da contribuição sobre o setor bancário

Artigo 228.ºContribuição extraordinária sobre o setor energético

Artigo 229.ºConstituição de garantias

Artigo 230.ºRegime fiscal dos empréstimos externos

Artigo 231.º

Regime especial de tributação de valores mobiliários representativos de dívida emitida por entidades não residentes

Artigo 232.ºOperações de reporte com instituições financeiras não residentes

Artigo 233.ºOperações de reporte

Artigo 234.ºFundos e sociedades de investimento imobiliário para arrendamento habitacional

Artigo 235.º

Alteração ao regime fiscal dos fundos e sociedades de investimento imobiliário para arrendamento habitacional

Artigo 236.ºNorma transitória no âmbito do regime especial aplicável aos FIIAH e SIIAH

Artigo 237.º

Autorização legislativa relativa à transposição para a ordem jurídica interna do artigo 5.º da Diretiva n.º 2008/8/CE, do Conselho, de 12 de Fevereiro

Artigo 238.º

Autorização legislativa para a regulamentação de um quadro sancionatório no âmbito do regime europeu de controlo das exportações, transferências, corretagem e trânsito de produtos de

Artigo 239.ºAutorização legislativa no âmbito do imposto do selo

Artigo 240.º

Autorização legislativa relativa ao regime especial de tributação dos rendimentos de valores mobiliários representativos de dívida

Artigo 241.ºAutorização legislativa para revisão do regime fiscal dos organismos de investimento coletivo

Artigo 242.ºAutorização legislativa relativa à aprovação de sorteio para as faturas emitidas e comunicadas à AT

Artigo 243.ºAutorização legislativa no âmbito da tributação de financiamentos externos

Artigo 244.º

Autorização legislativa no âmbito das notificações e citações eletrónicas efetuadas pela segurança social

Artigo 245.ºAutorização legislativa no âmbito do regime de acesso e exercício de profissões

Artigo 246.ºIncentivos à aquisição de empresas em situação económica difícil

Artigo 247.ºComércio ilícito de tabaco

Artigo 248.ºRegime de tributação relativo a trabalhadores expatriados

Artigo 249.ºZona Franca da Madeira

Artigo 250.ºRevisão do enquadramento tributário aplicável às famílias

Artigo 251.ºPrincípio da aproximação do preço do gás de garrafa às tarifas do gás natural

Artigo 252.ºInformação sobre a execução da Lei n.º 38/2004, de 18 de agosto

Artigo 253.ºPrevisão orçamental de receitas das autarquias locais resultantes da venda de imóveis

Artigo 254.ºNão aplicação da redução do vencimento prevista na Lei n.º 47/2010, de 7 de setembro

Artigo 255.ºPrestação de serviço judicial por magistrados jubilados

Artigo 256.ºProrrogação de efeitos dependentes da vigência do PAEF e do Programa de Estabilidade e Crescimento

Artigo 257.ºExtensão de vigência da Lei n.º 11/2013, de 28 de janeiro

Artigo 258.ºSuspensão da vigência do Decreto-Lei n.º 208/2012, de 7 de setembro

Artigo 259.ºNorma revogatória

Artigo 260.ºEntrada em vigor

Nº de artigos : 260 Páginas:

1 2 3 Seguinte > Ver índice sistemático do diploma Imprimir todo o diploma SUMÁRIO Orçamento do Estado para 2014 _____________________ Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro Orçamento do Estado para 2014 A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea g) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

CAPÍTULO I

Aprovação do Orçamento

Artigo 1.ºAprovação

1 - É aprovado pela presente lei o Orçamento do Estado para o ano de 2014, constante dos mapas seguintes:

a)Mapas i a ix, com o orçamento da administração central, incluindo os orçamentos dos serviços e fundos autónomos;
b)Mapas x a xii, com o orçamento da segurança social;
c)Mapas xiii e xiv, com as receitas e as despesas dos subsistemas de ação social, solidariedade e de proteção familiar do Sistema de Proteção Social de Cidadania e do Sistema Previdencial;
d)Mapa xv, com as despesas correspondentes a programas;
e)Mapa xvii, com as responsabilidades contratuais plurianuais dos serviços integrados e dos serviços e fundos autónomos, agrupados por ministérios;
f)Mapa xviii, com as transferências para as regiões autónomas;
g)Mapa xix, com as transferências para os municípios;
h)Mapa xx, com as transferências para as freguesias;
i)Mapa xxi, com as receitas tributárias cessantes dos serviços integrados, dos serviços e fundos autónomos e da segurança social.

2 - Durante o ano de 2014, o Governo é autorizado a cobrar as contribuições e os impostos constantes dos códigos e demais legislação tributária em vigor e de acordo com as alterações previstas na presente lei.

Artigo 2.ºAplicação dos normativos

1 - Todas as entidades previstas no âmbito do artigo 2.º da lei de enquadramento orçamental, aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, alterada e republicada pela Lei n.º 37/2013, de 14 de junho, independentemente da sua natureza e estatuto jurídico, ficam sujeitas ao cumprimento dos normativos previstos na presente lei e no decreto-lei de execução orçamental.

2 - Sem prejuízo das competências atribuídas pela Constituição e pela lei a órgãos de soberania de caráter eletivo, o previsto no número anterior prevalece sobre disposições gerais e especiais que disponham em sentido contrário.

CAPÍTULO II

Disciplina orçamental e modelos organizacionais SECÇÃO I Disciplina orçamental

Artigo 3.ºUtilização das dotações orçamentais

1 - Ficam cativos 12,5 % das despesas afetas a projetos relativos a financiamento nacional.

2 - Fica cativo o valor inscrito na rubrica «Outras despesas correntes - Diversas - Outras - Reserva».

3 - Ficam cativos nos orçamentos de atividades dos serviços integrados e dos serviços e fundos autónomos nas despesas relativas a financiamento nacional 15 % das dotações iniciais do agrupamento 02, «Aquisição de bens e serviços».

4 - Excetuam-se da cativação prevista nos n.os 1 e 3 do presente artigo:

a)As despesas financiadas com receitas próprias, nelas se incluindo as transferências da Fundação para a Ciência e a Tecnologia, I. P. (FCT, I. P.), inscritas nos orçamentos dos serviços e fundos autónomos das áreas da educação e ciência e nos orçamentos dos laboratórios do Estado e nos de outras instituições públicas de investigação;
b)As despesas financiadas com receitas próprias do Fundo para as Relações Internacionais, I. P. (FRI, I. P.), transferidas para os orçamentos do Ministério dos Negócios Estrangeiros;
c)As dotações da rubrica 020220, «Outros trabalhos especializados», quando afetas ao pagamento do apoio judiciário e dos honorários devidos pela mediação pública;
d)As receitas provenientes da concessão do passaporte eletrónico português, a que se refere o n.º 7 do artigo 3.º do anexo à Portaria n.º 320-C/2011, de 30 de dezembro, com as alterações que lhe foram introduzidas pela Portaria n.º 296/2012, de 28 de setembro, revertem para a Imprensa Nacional-Casa da Moeda, S. A., através da entidade contabilística «Gestão Administrativa e Financeira do Ministério dos Negócios Estrangeiros»;
e)As dotações relativas às rubricas 020104, «Limpeza e higiene», 020108, «Material de escritório», 010201, «Encargos das instalações», 020202, «Limpeza e higiene», 020203, «Conservação de bens», 020204, «Locação de edifícios», 020205, «Locação de material de informática», 020209, «Comunicações», 020210, «Transportes», 020214, «Estudos, pareceres, projetos e consultadoria», 020215, «Formação», 020216, «Seminários, exposições e similares», 020219, «Assistência técnica», 020220, «Outros trabalhos especializados», 070103, «Edifícios», 070104, «Construções diversas», 070107, «Equipamento de informática», 070108, «Software informático», 070109, «Equipamento administrativo», 070110, «Equipamento básico», e 070206, «Material de informática - Locação financeira», necessárias para o processo de reorganização judiciária e o Plano de Ação para a Justiça na Sociedade de Informação, em curso no Ministério da Justiça;
f)As dotações relativas às rubricas 020222, «Serviços de saúde», e 020223, «Outros serviços de saúde».

5 - As verbas transferidas do Orçamento da Assembleia da República que se destinam a transferências para as entidades com autonomia financeira ou administrativa nele previstas estão abrangidas pelas cativações constantes do presente artigo.

6 - Sem prejuízo do disposto no n.º 13, a descativação das verbas referidas nos n.os 1, 2 e 3, bem como o reforço do agrupamento 02, só podem realizar-se por razões excecionais, estando sujeitas a autorização do membro do Governo responsável pela área das finanças.

7 - As cativações previstas nos n.os 1 e 3 devem ter por referência, respetivamente, o total dos projetos e o total do agrupamento 02, «Aquisição de bens e serviços».

8 - Nas situações previstas no número anterior podem as entidades redistribuir respetivamente, no âmbito dos projetos e do agrupamento 02, «Aquisição de bens e serviços», as verbas das cativações previstas nos n.os 1 e 3, desde que mantenham o total de cativos.

9 - A cativação das verbas referidas nos n.os 1 a 3 pode ser redistribuída entre serviços integrados, entre serviços e fundos autónomos e entre serviços integrados e serviços e fundos autónomos, dentro de cada ministério, mediante despacho do respetivo membro do Governo.

10 - No caso de as verbas cativadas respeitarem a projetos, devem incidir sobre projetos não cofinanciados ou, não sendo possível, sobre a contrapartida nacional em projetos cofinanciados cujas candidaturas ainda não tenham sido submetidas a concurso.

11 - A descativação das verbas referidas nos números anteriores, no que for aplicável à Presidência da República e à Assembleia da República, incumbe aos respetivos órgãos nos termos das suas competências próprias.

12 - Fica excluído do âmbito de aplicação do presente artigo o Conselho das Finanças Públicas.

13 - O reforço de rubricas sujeitas a cativação, a que se refere o n.º 6, é da competência do membro do Governo da tutela, no âmbito do respetivo programa, desde que a contrapartida seja obtida no mesmo agrupamento económico.

Artigo 4.ºModelo de gestão de tesouraria

Durante o ano de 2014 é estabelecido um modelo de gestão de tesouraria que garanta os seguintes objetivos:

a)Assegurar que existem disponibilidades financeiras suficientes para liquidar as obrigações à medida que as mesmas se vão vencendo;
b)Garantir que o recurso ao financiamento só ocorre quando é necessário;
c)Maximizar o retorno da tesouraria disponível;
d)Permitir a gestão eficiente dos riscos financeiros;
e)Permitir a reconciliação diária entre a informação bancária e a contabilidade por fonte de financiamento.

Artigo 5.ºConsignação de receitas ao capítulo 70

As receitas do Estado provenientes de pagamentos indemnizatórios efetuados ao Estado Português resultantes da celebração de acordos pré-judiciais entre a Comissão Europeia e as empresas tabaqueiras, no âmbito da resolução de processos de contencioso aduaneiro, são consignadas ao capítulo 70 do Orçamento do Estado.

Artigo 6.ºAquisição de software informático

1 - O artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 107/2012, de 18 de maio, passa a ter a seguinte redação: «Artigo 1.º [...] 1 - ...

2 - ...

3 - ...

4 - Sem prejuízo do disposto no presente diploma em relação à aquisição de licenças de software, não são objeto de parecer prévio as contratações cujo adjudicatário seja um serviço da administração indireta do Estado ou uma entidade do setor público empresarial.

5 - ...

6 - ...»

2 - São aditados ao Decreto-Lei n.º 107/2012, de 18 de maio, os artigos 4.º-A e 4.º-B, com a seguinte redação: «Artigo 4.º-A Aquisição de licenças de software informático 1 - Para efeitos do disposto na alínea d) do n.º 2 do artigo anterior, considera-se 'software livre ou de código aberto' o programa informático que permita, sem o pagamento de licenças de utilização, exercer as seguintes práticas:

a)Executar o software para qualquer uso;
b)Estudar o funcionamento de um programa e adaptá-lo às necessidades do serviço;
c)Redistribuir cópias do programa;
d)Melhorar o programa e tornar as modificações públicas.

2 - O cálculo do custo total de utilização da solução, para efeitos do presente diploma, tem em conta os custos totais para utilização e exploração do software, nomeadamente:

a)Licenciamento: despesas diretas de licenciamento novo, bem como todas as decorrentes de atualizações, upgrades (versões superiores do mesmo software) e correções à licença durante o período de vigência da mesma; despesas indiretas de licenciamento, custos de outros softwares e respetivos custos de licenciamento; despesas de investimento em hardware decorrente dos requisitos mínimos de execução e funcionamento do software correspondente à aquisição da presente licença;
b)Manutenção: despesas de manutenção evolutiva e corretiva, serviços de instalação, configuração, atualização, evolução e suporte e custos de serviços especializados na manutenção;
c)Adaptação: despesas de adaptação e desenvolvimento à medida de acordo com os requisitos específicos da solução;
d)Migração: despesas de consultoria, trabalhos especializados, instalação e formação decorrentes da passagem de um sistema para outro, mesmo que se trate de evoluções de licenciamento;
e)Saída: despesas associadas a quebras contratuais, indisponibilidade dos serviços subjacentes ao software e outros custos indiretos resultantes do abandono do software;
f)Custo da formação de utilização do software a adquirir.

3 - As aquisições de software previstas no presente artigo incluem todas as renovações de licenças de software.

4 - Em aquisições iguais ou inferiores a (euro) 10 000, e nos casos previstos no n.º 3 do artigo 1.º, a confirmação prevista na alínea d) do n.º 2 do artigo 4.º é realizada pelo dirigente máximo do serviço.

5 - Nos casos em que a entidade adquirente opte pela compra separada de software, manutenção, serviços e outras tipologias, deve submeter a fundamentação da aquisição à Agência para a Modernização Administrativa, I. P., para efeitos de avaliação da despesa a realizar.

6 - O disposto no presente artigo não é aplicável às aquisições cujo contrato seja declarado secreto ou a respetiva execução deva ser acompanhada de medidas especiais de segurança, bem como quando a defesa de interesses essenciais do Estado o exigir, nos termos da alínea f) do n.º 1 do artigo 24.º do Código dos Contratos Públicos, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 18/2008, de 29 de janeiro, bem como aos contratos de aquisição, de manutenção ou de evolução de sistemas operacionais críticos, cuja lista foi aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 48/2012, de 21 de maio.

Artigo 4.ºB

Contratação pública de software informático 1 - A avaliação prevista na alínea d) do n.º 2 do artigo 4.º pode ser dispensada se, em alternativa, se submeter à concorrência a aquisição de software informático com base no custo total de utilização das soluções a apresentar pelos concorrentes.

2 - Nas peças do procedimento pré-contratual são sempre indicadas as soluções tecnológicas utilizadas pelo adjudicatário que seja necessário dar a conhecer aos interessados para efeitos de apresentação de propostas de solução de software informático.

3 - As entidades adquirentes devem indicar nas peças do procedimento qual a solução tecnológica que dispõem, para que os operadores económicos possam apresentar proposta garantindo a não interrupção do serviço, o cumprimento das especificações técnicas exigidas, a continuidade da solução ou uma nova solução, incluindo os serviços associados ou conexos que a mesma possa exigir, que devem ser assumidos pelo operador económico na sua proposta.»

Artigo 7.ºRegime de obrigatoriedade de reutilização de consumíveis informáticos

Sempre que possível e, comprovadamente, não fique demonstrado haver outra solução mais económica, todos os serviços integrados e os serviços e fundos autónomos, autarquias locais e setor empresarial local estão obrigados a reutilizar os consumíveis informáticos, nomeadamente toners e tinteiros.

Artigo 8.ºEntidades excecionadas do âmbito de aplicação do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto

O disposto nos artigos 9.º a 12.º, bem como o disposto no Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto, alterado pelas Leis n.os 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011, de 30 de dezembro, e 66-B/2012, de 31 de dezembro, pelo Decreto-Lei n.º 36/2013, de 11 de março, e pela presente lei, não se aplica:

a)Aos imóveis do Instituto de Gestão Financeira da Segurança Social, I. P. (IGFSS, I. P.), que constituem o património imobiliário da segurança social;
b)À alienação de imóveis da carteira de ativos do Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social (FEFSS), gerida pelo Instituto de Gestão de Fundos de Capitalização da Segurança Social, I. P. (IGFCSS, I. P.), cuja receita seja aplicada no FEFSS;
c)Ao património imobiliário do Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana, I. P. (IHRU, I. P.);
d)Aos imóveis do Instituto da Segurança Social, I. P. (ISS, I. P.), constantes do anexo i ao Decreto-Lei n.º 16/2011, de 25 de janeiro.

Artigo 9.ºContabilização de receita proveniente de operações imobiliárias

1 - Com vista à contabilização das receitas provenientes de operações imobiliárias, devem os serviços do Estado e os organismos públicos com personalidade jurídica, dotados ou não de autonomia financeira, que não tenham a natureza, a forma e a designação de empresa, fundação ou associação pública, remeter à Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF), até 31 de março de 2014, informação detalhada sobre as receitas provenientes de arrendamento e de outros tipos de utilização com caráter duradouro de imóveis próprios ou do Estado, identificando a inscrição matricial, o registo e o local da situação do imóvel, bem como o respetivo título jurídico da ocupação.

2 - Compete à DGTF desenvolver, em colaboração com os serviços e organismos públicos referidos no número anterior, o procedimento necessário à arrecadação e contabilização das receitas referidas no número anterior.

3 - A afetação das receitas referidas no n.º 1 aos respetivos serviços é promovida pela DGTF, em conformidade com o disposto no número anterior.

Artigo 10.ºPrincípio da onerosidade

1 - Durante o ano de 2014, fica a DGTF autorizada a liquidar e cobrar aos serviços, organismos públicos e demais entidades as contrapartidas devidas pela implementação do princípio da onerosidade relativamente ao ano de 2014, pela aplicação do disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 4.º e no artigo 5.º da Portaria n.º 278/2012, de 14 de setembro, devendo os valores ser comunicados aos serviços e organismos públicos e demais entidades ocupantes para pagamento, a efetuar através das secretarias-gerais dos respetivos ministérios no prazo de 90 dias após a comunicação.

2 - Fica o Ministério dos Negócios Estrangeiros isento da aplicação do princípio da onerosidade previsto no Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto, alterado pelas Leis n.os 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011, de 30 de dezembro, e 66-B/2012, de 31 de dezembro, pelo Decreto-Lei n.º 36/2013, de 11 de março, e pela presente lei, para efeitos de pagamento das rendas previstas nos autos de cedência e aceitação assinados entre a secretaria-geral do Ministério dos Negócios Estrangeiros e a DGTF, no âmbito da cedência de imóveis com vista à instalação da sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) e da sede do Centro Norte-Sul.

Contém as alterações dos seguintes diplomas:

-Lei n.º 75-A/2014, de 30/09 Consultar versões anteriores deste artigo:
-1ª versão: Lei n.º 83-C/2013, de 31/12

Artigo 11.ºRenovação dos contratos de arrendamento para instalação de serviços públicos

1 - A renovação dos contratos de arrendamento para instalação de serviços públicos, celebrados em nome do Estado e por institutos públicos entre 1990 e 2005, está sujeita a parecer da DGTF.

2 - Os serviços integrados do Estado e os organismos públicos com personalidade jurídica, dotados ou não de autonomia financeira, devem remeter à DGTF os contratos de arrendamento referidos no número anterior, com 60 dias de antecedência relativamente ao início do prazo, legal ou contratualmente previsto, para a oposição à renovação.

Artigo 12.ºAfetação do produto da alienação e oneração de imóveis

1 - Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, o produto da alienação, da oneração e do arrendamento dos imóveis do Estado ou dos organismos públicos com personalidade jurídica, dotados ou não de autonomia financeira, que não tenham a natureza, a forma e a designação de empresa, fundação ou associação pública, bem como da cedência de utilização de imóveis do Estado, pode reverter, total ou parcialmente, mediante despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças, para o serviço ou organismo proprietário ou ao qual o imóvel está afeto ou para outros serviços do mesmo ministério, desde que se destine a despesas de investimento, ou:

a)Ao pagamento das contrapartidas resultantes da implementação do princípio da onerosidade, previsto no artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto, alterado pelas Leis n.os 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011, de 30 de dezembro, e 66-B/2012, de 31 de dezembro, pelo Decreto-Lei n.º 36/2013, de 11 de março, e pela presente lei;
b)À despesa com a utilização de imóveis;
c)À aquisição ou renovação dos equipamentos destinados à modernização e operação dos serviços e forças de segurança;
d)À despesa com a construção, a manutenção ou a aquisição de imóveis para aumentar e diversificar a capacidade de resposta em acolhimento por parte da Casa Pia de Lisboa, I. P. (CPL, I. P.), no caso do património do Estado afeto a esta instituição e nos termos a definir por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da tutela.

2 - O produto da alienação, da oneração, do arrendamento e da cedência de utilização de imóveis do Estado pode ainda, mediante despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças, ser total ou parcialmente destinado:

a)Na Presidência do Conselho de Ministros, às despesas necessárias aos investimentos destinados à construção ou manutenção de infraestruturas afetas ao Sistema de Informações da República Portuguesa (SIRP), à aquisição de dispositivos e sistemas lógicos e equipamentos para a modernização e operacionalidade do SIRP e às despesas previstas na alínea b) do número anterior;
b)No Ministério dos Negócios Estrangeiros, às despesas de amortização de dívidas contraídas com a aquisição de imóveis, investimento, aquisição, reabilitação ou construção de imóveis daquele ministério e às despesas previstas na alínea b) do número anterior;
c)No Ministério da Defesa Nacional, ao reforço do capital do Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas, bem como à regularização dos pagamentos efetuados ao abrigo das Leis n.os 9/2002, de 11 de fevereiro, 21/2004, de 5 de junho, e 3/2009, de 13 de janeiro, pela Caixa Geral de Aposentações, I. P. (CGA, I. P.), e pelo orçamento da segurança social, e ainda a despesas com a construção e manutenção de infraestruturas afetas a este ministério e à aquisição de equipamentos destinados à modernização e operacionalidade das Forças Armadas, sem prejuízo do disposto na Lei Orgânica n.º 3/2008, de 8 de setembro, e às despesas previstas na alínea b) do número anterior;
d)No Ministério da Administração Interna, às despesas com a construção e a aquisição de instalações, infraestruturas e equipamentos para utilização das forças e dos serviços de segurança e às despesas previstas na alínea b) do número anterior;
e)No Ministério da Justiça, às despesas necessárias aos investimentos destinados à construção ou manutenção de infraestruturas afetas a este ministério e à aquisição de dispositivos e sistemas lógicos e equipamentos para a modernização e operacionalidade da justiça e às despesas previstas na alínea b) do número anterior;
f)No Ministério da Economia, a afetação ao Instituto do Turismo de Portugal, I. P. (Turismo de Portugal, I. P.), do produto da alienação dos imóveis dados como garantia de financiamentos concedidos por este instituto ou a outro título adquiridos em juízo para o ressarcimento de créditos não reembolsados pode ser destinada à concessão de financiamentos para a construção e recuperação de património turístico;
g)No Ministério da Saúde, ao reforço de capital dos hospitais entidades públicas empresariais, às despesas necessárias à construção ou manutenção de infraestruturas afetas a cuidados de saúde primários e às despesas necessárias à aquisição de equipamentos de diagnóstico e de terapia;
h)No Ministério da Educação e Ciência, às despesas necessárias à construção ou manutenção de infraestruturas ou aquisição de bens destinados a atividades de ensino, investigação e desenvolvimento e às despesas previstas na alínea b) do número anterior.

3 - O remanescente da afetação do produto da alienação, da oneração, do arrendamento e da cedência de utilização de imóveis, quando exista, constitui receita do Estado.

4 - O disposto nos números anteriores não prejudica:

a)O estatuído no n.º 9 do artigo 109.º da Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro;
b)A aplicação do previsto no n.º 2 do artigo 6.º do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto, alterado pelas Leis n.os 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011, de 30 de dezembro, e 66-B/2012, de 31 de dezembro, pelo Decreto-Lei n.º 36/2013, de 11 de março, e pela presente lei;
c)A afetação ao Fundo de Reabilitação e Conservação Patrimonial da percentagem do produto da alienação, da oneração e do arrendamento de imóveis do Estado, que vier a ser fixada por despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças, e das contrapartidas recebidas em virtude da implementação do princípio da onerosidade, ao abrigo da alínea a) do artigo 7.º da Portaria n.º 278/2012, de 14 de setembro.

Artigo 13.ºTransferência de património edificado

1 - O IGFSS, I. P., e o IHRU, I. P., relativamente ao património habitacional que lhes foi transmitido por força da fusão e da extinção do Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE) e a CPL, I. P., podem, sem exigir qualquer contrapartida e sem sujeição às formalidades previstas nos artigos 3.º e 113.º-A do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto, alterado pelas Leis n.os 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011, de 30 de dezembro, e 66-B/2012, de 31 de dezembro, pelo Decreto-Lei n.º 36/2013, de 11 de março, e pela presente lei, de acordo com critérios a estabelecer para a alienação do parque habitacional de arrendamento público, transferir para os municípios, empresas municipais ou de capital maioritariamente municipal, para instituições particulares de solidariedade social ou para pessoas coletivas de utilidade pública administrativa, desde que prossigam fins assistenciais e demonstrem capacidade para gerir os agrupamentos habitacionais ou bairros a transferir, a propriedade de prédios ou das suas frações que constituem agrupamentos habitacionais ou bairros, bem como os direitos e as obrigações a estes relativos e aos fogos em regime de propriedade resolúvel.

2 - A transferência do património referida no número anterior é antecedida de acordos de transferência e efetua-se por auto de cessão de bens, o qual constitui título bastante de prova para todos os efeitos legais, incluindo os de registo.

3 - Após a transferência do património e em função das condições que vierem a ser estabelecidas nos acordos de transferência, podem as entidades beneficiárias proceder à alienação dos fogos aos respetivos moradores, nos termos do Decreto-Lei n.º 141/88, de 22 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os 172/90, de 30 de maio, 342/90, de 30 de outubro, 288/93, de 20 de agosto, e 116/2008, de 4 de julho.

4 - O arrendamento das habitações transferidas fica sujeito ao regime da renda apoiada, nos termos do Decreto-Lei n.º 166/93, de 7 de maio.

5 - O património transferido para os municípios e empresas municipais ou de capital maioritariamente municipal pode, nos termos e condições a estabelecer nos autos de cessão a que se refere o n.º 2, ser objeto de demolição no âmbito de operações de renovação urbana ou operações de reabilitação urbana, desde que seja assegurado pelos municípios o realojamento dos respetivos moradores.

Artigo 14.ºTransferências orçamentais

1 - Fica o Governo autorizado a proceder às alterações orçamentais e às transferências constantes do mapa anexo à presente lei, da qual faz parte integrante.

2 - 50 % da receita da contribuição da entidade empregadora prevista no artigo 47.º-A do Decreto-Lei n.º 118/83, de 25 de fevereiro, aditado pela Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro, e alterado pelo Decreto-Lei n.º 105/2013, de 30 de julho, reverte a favor dos cofres do Estado.

Contém as alterações dos seguintes diplomas:

-Lei n.º 13/2014, de 14/03 Consultar versões anteriores deste artigo:
-1ª versão: Lei n.º 83-C/2013, de 31/12

Artigo 15.º

Afetação de verbas resultantes do encerramento de contratos-programa realizados no âmbito do Programa Polis O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia pode proceder, na respetiva esfera de competências, à alocação de verbas resultantes do capital social das sociedades Polis, mediante autorização do membro do Governo responsável pela área das finanças, até ao montante de (euro) 6 000 000.

Artigo 16.ºReorganização de serviços e transferências na Administração Pública

1 - Durante o ano de 2014 apenas são admitidas reorganizações de serviços públicos que ocorram no contexto da redução transversal a todas as áreas ministeriais de cargos dirigentes e de estruturas orgânicas, bem como aquelas de que resulte diminuição de despesa ou que tenham em vista a melhoria da eficácia operacional das forças de segurança e do SIRP.

2 - Salvo deliberação expressa e fundamentada do Conselho de Ministros, a criação de serviços públicos ou de outras estruturas, ainda que temporárias, só pode verificar-se se for compensada pela extinção ou pela racionalização de serviços ou estruturas públicas existentes no âmbito do mesmo ministério, da qual resulte diminuição de despesa.

3 - Do disposto nos números anteriores não pode resultar um aumento do número de cargos dirigentes, considerando-se os cargos efetivamente providos, a qualquer título, salvo nas situações que impliquem uma diminuição de despesa.

4 - Fica o Governo autorizado, para efeitos da aplicação do disposto nos números anteriores, incluindo as reorganizações iniciadas ou concluídas até 31 de dezembro de 2013, bem como da aplicação do regime de mobilidade especial, a efetuar as alterações orçamentais necessárias, independentemente de envolverem diferentes classificações orgânicas e funcionais.

5 - Fica o Governo autorizado a efetuar, mediante despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, do desenvolvimento regional, da economia e do emprego, as alterações orçamentais entre as comissões de coordenação e desenvolvimento regional e os serviços dos Ministérios do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia e da Agricultura e do Mar, independentemente da classificação orgânica e funcional.

Artigo 17.ºAlterações orçamentais no âmbito dos PREMAC, QREN, PROMAR, PRODER, PRRN, MFEEE e QCA III

1 - Fica o Governo autorizado a efetuar as alterações orçamentais decorrentes de alterações orgânicas do Governo, da estrutura dos ministérios, da implementação do Programa de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PREMAC), e das correspondentes reestruturações no setor público empresarial, independentemente de envolverem diferentes programas ou a criação de novos programas orçamentais.

2 - Fica o Governo autorizado, mediante proposta do membro do Governo responsável pela área das finanças, a efetuar as alterações orçamentais que se revelem necessárias à execução do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), do Programa Operacional Pesca (PROMAR), do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PRODER), do Programa da Rede Rural Nacional (PRRN) e do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu 2009-2014 (MFEEE), independentemente de envolverem diferentes programas.

3 - Fica o Governo autorizado a efetuar as alterações orçamentais que se revelem necessárias para garantir a execução do Programa Operacional de Potencial Humano e do Programa Operacional de Assistência Técnica, bem como o encerramento do 3.º Quadro Comunitário de Apoio (QCA III).

4 - Fica o Governo autorizado a efetuar alterações orçamentais do orçamento do Ministério da Saúde para o orçamento do Ministério das Finanças que se revelem necessárias ao pagamento das dívidas à CGA, I. P., por parte daquele ministério pelo pagamento pela CGA, I. P., até 1 de agosto de 2012, das pensões complementares previstas no Decreto-Lei n.º 141/79, de 22 de maio, alterado pelo Decreto-Lei n.º 32/2012, de 13 de fevereiro, relativas a aposentados que tenham passado a ser subscritores da CGA, I. P., nos termos do Decreto-Lei n.º 301/79, de 18 de agosto, do Decreto-Lei n.º 124/79, de 10 de maio, alterado pelos Decretos-Leis n.os 210/79, de 12 de julho, e 121/2008, de 11 de julho, e do Decreto-Lei n.º 295/90, de 21 de setembro.

5 - Fica o Governo autorizado através do membro responsável pela área das finanças, em articulação com os membros responsáveis pelas áreas setoriais, a efetuar as alterações orçamentais que se revelem necessárias à execução das medidas de redução e requalificação de efetivos da Administração Pública, independentemente de envolverem diferentes programas.

6 - Fica o Governo autorizado através do membro do Governo responsável pela área das finanças a efetuar as alterações orçamentais relativas às verbas não utilizadas com a execução das medidas referidas no número anterior que se revelem necessárias ao reforço do agrupamento 01, 'despesas com o pessoal', independentemente de envolverem diferentes programas.

Contém as alterações dos seguintes diplomas:

-Lei n.º 75-A/2014, de 30/09 Consultar versões anteriores deste artigo:
-1ª versão: Lei n.º 83-C/2013, de 31/12

Artigo 18.ºTransferências orçamentais e atribuição de subsídios às entidades públicas reclassificadas

1 - As transferências para as entidades públicas reclassificadas financiadas por receitas gerais são inscritas no orçamento da entidade coordenadora do programa orçamental a que pertence.

2 - As entidades abrangidas pelo n.º 5 do artigo 2.º da lei de enquadramento orçamental, aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, alterada e republicada pela Lei n.º 37/2013, de 14 de junho, que não constem dos mapas anexos à presente lei, não podem receber direta ou indiretamente transferências ou subsídios com origem no Orçamento do Estado.

Artigo 19.ºRetenção de montantes nas dotações, transferências e reforço orçamental

1 - As transferências correntes e de capital do Orçamento do Estado para os organismos autónomos da administração central, para as regiões autónomas e para as autarquias locais podem ser retidas para satisfazer débitos, vencidos e exigíveis, constituídos a favor da CGA, I. P., da Direção-Geral de Proteção Social aos Trabalhadores em Funções Públicas (ADSE), do SNS, da segurança social e da DGTF, e ainda em matéria de contribuições e impostos, bem como dos resultantes da não utilização ou da utilização indevida de fundos comunitários.

2 - A retenção a que se refere o número anterior, no que respeita a débitos das regiões autónomas, não pode ultrapassar 5 % do montante da transferência anual.

3 - As transferências referidas no n.º 1, no que respeita a débitos das autarquias locais, salvaguardando o regime especial previsto no Código das Expropriações, só podem ser retidas nos termos previstos na Lei n.º 73/2013, de 3 de setembro.

4 - Quando não seja tempestivamente prestada ao Ministério das Finanças, pelos órgãos competentes e por motivo que lhes seja imputável, a informação tipificada na lei de enquadramento orçamental, aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, alterada e republicada pela Lei n.º 37/2013, de 14 de junho, bem como a que venha a ser anualmente definida no decreto-lei de execução orçamental ou noutra disposição legal aplicável, podem ser retidas as transferências e recusadas as antecipações de fundos disponíveis, nos termos a fixar naquele decreto-lei, até que a situação seja devidamente sanada.

5 - Os pedidos de reforço orçamental resultantes de novos compromissos de despesa ou de diminuição de receitas próprias implicam a apresentação de um plano que preveja a redução, de forma sustentável, da correspondente despesa no programa orçamental a que respeita, pelo membro do Governo que tutela o serviço ou o organismo em causa.

6 - Para satisfazer débitos, vencidos e exigíveis, constituídos a favor do Estado e que resultem da alienação, de oneração e do arrendamento dos imóveis previstos no n.º 1 do artigo 12.º, podem ser retidas as transferências correntes e de capital do Orçamento do Estado para as autarquias locais, nos termos do n.º 1, constituindo essa retenção receita afeta conforme previsto no mesmo artigo.

Artigo 20.ºTransferências para fundações

1 - Durante o ano de 2014 mantém-se, como medida excecional de estabilidade orçamental, o agravamento em 50 % das reduções de transferências a conceder às fundações identificadas na Resolução do Conselho de Ministros n.º 13-A/2013, de 8 de março, face à redução prevista nessa resolução, nos termos do n.º 1 do artigo 14.º da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, alterada pela Lei n.º 51/2013, de 24 de julho.

2 - Nas situações em que o serviço ou o organismo da administração direta e indireta do Estado, incluindo instituições do ensino superior público, responsável pela transferência não apresente transferências no triénio 2008 a 2010 para a fundação destinatária identificada na Resolução do Conselho de Ministros n.º 13-A/2013, de 8 de março, o montante global anual a transferir por aquele, no ano de 2014, não pode exceder o montante global anual de transferências de menor valor realizado pelo mesmo para a fundação destinatária nos anos de 2011 a 2013 reduzido nos termos da referida resolução e do número anterior.

3 - O montante global de transferências a realizar pelos serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, incluindo instituições do ensino superior público, no ano de 2014, para cada fundação identificada na Resolução do Conselho de Ministros n.º 13-A/2013, de 8 de março, não pode exceder o montante global de transferências recebido dos mesmos por cada fundação durante o ano de 2013.

4 - Durante o ano de 2014 ficam proibidas quaisquer transferências de serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, incluindo instituições do ensino superior público, para as fundações que não acederam ao censo desenvolvido em execução do disposto na Lei n.º 1/2012, de 3 de janeiro, ou cujas informações incompletas ou erradas impossibilitaram a respetiva avaliação.

5 - Durante o ano de 2014 ficam proibidas quaisquer transferências para fundações por parte de serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, incluindo instituições do ensino superior público, que não cumpriram as obrigações previstas no artigo 4.º da Lei n.º 1/2012, de 3 de janeiro, ou que, durante o ano de 2013, não tenham dado cumprimento ao disposto no n.º 4 do artigo 14.º da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, alterada pela Lei n.º 51/2013, de 24 de julho.

6 - Para efeitos do disposto no presente artigo, entende-se por transferência todo e qualquer tipo de subvenção, subsídio, benefício, auxílio, ajuda, patrocínio, indemnização, compensação, prestação, garantia, concessão, cessão, pagamento, remuneração, gratificação, reembolso, doação, participação ou vantagem financeira e qualquer outro apoio, independentemente da sua natureza, designação e modalidade, temporário ou definitivo, que seja concedido por serviços e organismos da administração direta ou indireta do Estado, regiões autónomas, autarquias locais, empresas públicas e entidades públicas empresariais do setor público empresarial, empresas públicas regionais, intermunicipais, entidades reguladoras independentes, outras pessoas coletivas da administração autónoma e demais pessoas coletivas públicas, proveniente de verbas do Orçamento do Estado, de receitas próprias daqueles ou de quaisquer outras.

7 - Todas as transferências para fundações por parte de entidades a que se refere o artigo 33.º carecem do parecer prévio vinculativo do membro do Governo responsável pela área das finanças, nos termos e seguindo a tramitação a regular por portaria do mesmo membro do Governo.

8 - As transferências efetuadas pelas regiões autónomas e autarquias locais para fundações não dependem do parecer prévio a que se refere o número anterior, sendo obrigatoriamente comunicadas à Inspeção-Geral de Finanças (IGF) no prazo máximo de 30 dias.

9 - A emissão do parecer a que se refere o n.º 7 depende de:

a)Verificação do cumprimento do disposto na Resolução do Conselho de Ministros n.º 13-A/2013, de 8 de março, e no artigo 14.º da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, alterada pela Lei n.º 51/2013, de 24 de julho;
b)Confirmação do cumprimento, por parte dos serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, incluindo instituições do ensino superior público, que efetuam a transferência, das obrigações previstas na Lei n.º 1/2012, de 3 de janeiro;
c)Validação da situação da fundação à luz da Lei-Quadro das Fundações, aprovada em anexo à Lei n.º 24/2012, de 9 de julho.

10 - As transferências realizadas sem parecer prévio ou incumprindo o seu sentido dão origem a responsabilidade civil, financeira e disciplinar.

11 - As transferências de organismos autónomos da administração central, de administrações regionais ou de autarquias locais em incumprimento do disposto no presente artigo determinam ainda a correspetiva redução no valor das transferências do Orçamento do Estado para essas entidades.

12 - O disposto no presente artigo não se aplica às transferências que tenham por destinatárias as seguintes entidades:

a)Instituto Superior de Ciências do Trabalho e da Empresa - Instituto Universitário de Lisboa, Fundação Pública;
b)Universidade do Porto, Fundação Pública;
c)Universidade de Aveiro, Fundação Pública.

13 - Ficam excecionadas do disposto no presente artigo as transferências realizadas:

a)Pelos institutos públicos do Ministério da Solidariedade, Emprego e Segurança Social, com exceção do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P. (IEFP, I. P.), ao abrigo de protocolo de cooperação celebrado entre este ministério e as uniões representativas das instituições de solidariedade social, bem como as transferências realizadas no âmbito de programas nacionais ou comunitários, protocolos de gestão dos rendimentos sociais de inserção, Rede Nacional de Cuidados Continuados Integrados (RNCCI) e Fundo de Socorro Social (FSS);
b)Na sequência de processos de financiamento por concursos abertos e competitivos para projetos científicos, nomeadamente os efetuados pela FCT, I. P., para centros de investigação por esta reconhecidos como parte do Sistema Nacional de Ciência e Tecnologia.

14 - Compete aos membros do Governo assegurar que os dirigentes dos competentes serviços e organismos sob a sua tutela promovem as diligências necessárias à execução do disposto no presente artigo, os quais são responsáveis civil, financeira e disciplinarmente pelos encargos contraídos em resultado do seu não cumprimento ou do atraso injustificado na sua concretização, quando tal lhes seja imputável.

15 - Os despachos proferidos no ano de 2013 ao abrigo do n.º 13 do artigo 14.º da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, alterada pela Lei n.º 51/2013, de 24 de julho, não vigoram durante 2014, devendo proceder-se à redução da transferência no montante que excecionaram.

16 - Por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da tutela, podem as fundações em situações excecionais e especialmente fundamentadas beneficiar de limite de agravamento inferior ao previsto no n.º 1 do artigo 14.º da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, alterada pela Lei n.º 51/2013, de 24 de julho.

17 - O disposto no presente artigo tem caráter excecional e prevalece sobre todas as disposições legais, gerais ou especiais contrárias.

Artigo 21.ºDotação inscrita no âmbito da Lei de Programação Militar

Durante o ano de 2014, a dotação inscrita no mapa xv, referente à Lei de Programação Militar, é reduzida, relativamente aos montantes constantes na Lei Orgânica n.º 4/2006, de 29 de agosto, em 48,55 %, como medida de estabilidade orçamental.

Artigo 22.ºTransferências para o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas

1 - Fica o Governo autorizado a transferir, do orçamento do Ministério da Defesa Nacional para o Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas, o montante máximo de (euro) 40 000 000, para fazer face ao pagamento dos complementos de pensão a que se referem os n.os 2 e 3 do artigo 1.º do Decreto-Lei n.º 269/90, de 31 de agosto, alterado pelos Decretos-Leis n.os 73/91, de 9 de fevereiro, 328/91, de 5 de setembro, 160/94, de 4 de junho, e 76/2009, de 1 de abril.

2 - Os montantes transferidos nos termos do número anterior são obrigatoriamente restituídos ao Ministério da Defesa Nacional, pelo Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas, mediante retenção por parte deste ministério do produto da rentabilização dos bens imóveis que lhe estejam afetos.

3 - Após a extinção do Fundo de Pensões dos Militares das Forças Armadas fica o Governo autorizado através dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da defesa nacional a transferir do orçamento da defesa nacional para o orçamento da CGA, I. P., as dotações orçamentais necessárias ao pagamento dos complementos de pensão a que se refere o n.º 1.

Artigo 23.ºCessação da autonomia financeira

Fica o Governo autorizado a fazer cessar o regime de autonomia financeira e a aplicar o regime geral de autonomia administrativa aos serviços e fundos autónomos que não tenham cumprido a regra do equilíbrio orçamental prevista no n.º 1 do artigo 25.º da lei de enquadramento orçamental, aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, alterada e republicada pela Lei n.º 37/2013, de 14 de junho, sem que para tal tenham sido dispensados nos termos do n.º 3 do referido artigo.

SECÇÃO II Modelo organizacional do Ministério das Finanças

Artigo 24.ºConsolidação do modelo organizativo do Ministério das Finanças

Durante o ano de 2014, e sem prejuízo do disposto na presente secção, deve ser consolidado o novo modelo organizativo e funcional do Ministério das Finanças.

Artigo 25.ºCentralização de atribuições comuns na Secretaria-Geral do Ministério das Finanças

1 - São mantidas na Secretaria-Geral do Ministério das Finanças (SGMF) as atribuições nos domínios da gestão dos recursos humanos, financeiros e patrimoniais do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI), da IGF, da Direção-Geral do Orçamento (DGO), da DGTF e da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).

2 - Durante o período referido no artigo anterior, o secretário-geral do Ministério das Finanças exerce as seguintes competências relativas aos serviços referidos no número anterior, constantes do estatuto do pessoal dirigente dos serviços e organismos da administração central, regional e local do Estado, aprovado pela Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, alterada e republicada pela Lei n.º 64/2011, de 22 de dezembro, e alterada pela Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto:

a)No âmbito da gestão geral, as competências previstas nos parágrafos 2.º, 5.º, 6.º, 8.º, 10.º, 11.º, 12.º, 14.º, 15.º, 16.º, 17.º e 2.ª parte do parágrafo 13.º do anexo i do estatuto do pessoal dirigente dos serviços e organismos da administração central, regional e local do Estado, aprovado pela Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, alterada e republicada pela Lei n.º 64/2011, de 22 de dezembro, e alterada pela Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto, bem como as competências para praticar todos os atos necessários à gestão dos recursos financeiros, materiais e patrimoniais, designadamente processamento de vencimentos, pagamento de quaisquer abonos e despesas, e a aquisição de veículos, previstas no n.º 1 do artigo 7.º do referido estatuto;
b)No âmbito da gestão orçamental e realização de despesas, as competências previstas nas alíneas a) a e) do n.º 3 do artigo 7.º do referido estatuto;
c)No âmbito da gestão de instalações e equipamentos, as competências previstas nas alíneas a) a c) do n.º 4 do artigo 7.º do referido estatuto.

3 - O secretário-geral do Ministério das Finanças exerce ainda as competências, relativas aos serviços referidos no n.º 1, constantes dos parágrafos 1.º e 4.º do anexo i do estatuto do pessoal dirigente, com exceção das referentes à autorização de mobilidades internas de trabalhadores do mapa de pessoal da secretaria-geral para exercício de funções em diferentes entidades e dos procedimentos concursais e atos subsequentes para provimento dos cargos de direção intermédia.

4 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, o secretário-geral do Ministério das Finanças, no exercício das competências previstas no n.º 2 do presente artigo, assegura a participação e a necessária articulação com o dirigente máximo dos serviços referidos no n.º 1, com respeito pela iniciativa desses serviços quanto às competências previstas na alínea b) do n.º 2 do artigo 7.º, nos parágrafos 1.º, 2.º e 6.º do anexo i ao estatuto do pessoal dirigente.

5 - Em caso de dúvida sobre a entidade competente para a prática de ato administrativo resultante da repartição de competências prevista no n.º 2, considera-se competente o dirigente máximo dos serviços referidos no n.º 1.

6 - Os atos administrativos da competência dos dirigentes dos serviços referidos no n.º 1, que envolvam despesa, carecem de confirmação de cabimento prévio pela SGMF.

7 - No âmbito da SGMF existe um mapa de pessoal único que integra os respetivos trabalhadores e os pertencentes aos serviços referidos no n.º 1.

8 - A entidade empregadora pública dos trabalhadores integrados no mapa de pessoal único é o serviço da administração direta em que exercem funções, a qualquer título, sendo o referido mapa desdobrado em tantos mapas quantos os serviços referidos no n.º 1 do presente artigo.

9 - Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, constituem, respetivamente, atribuições da DGO e da DGTF a gestão do capítulo 70 do Orçamento do Estado relativo aos recursos próprios europeus e a gestão do capítulo 60 do Orçamento do Estado relativo a despesas excecionais.

Artigo 26.º

Transferência da competência de gestão dos orçamentos dos gabinetes do Ministério das Finanças para a Secretaria-Geral Compete à SGMF a gestão do orçamento dos gabinetes dos membros do Governo do Ministério das Finanças, sem prejuízo das competências próprias dos membros do Governo e respetivos chefes do gabinete relativas à gestão do seu gabinete, aplicando-se o disposto no n.º 6 do artigo anterior.

Artigo 27.ºConsolidação orçamental

1 - Os orçamentos dos serviços referidos no n.º 1 do artigo 25.º são fundidos no orçamento da SGMF, integrando a entidade contabilística «Gestão Administrativa e Financeira do Ministério das Finanças».

2 - A entidade contabilística «Gestão Administrativa e Financeira do Ministério das Finanças», referida no número anterior integra as seguintes subentidades:

a)Secretaria-Geral;
b)Encargos Gerais do Ministério;
c)Comissão de Normalização Contabilística (CNC);
d)Comissão de Recrutamento e Seleção para a Administração Pública (CRESAP);
e)Unidade Técnica de Acompanhamento de Projetos (UTAP);
f)Unidade Técnica de Acompanhamento e Monitorização do Setor Público Empresarial;
g)Secretaria-Geral - Sistema de Mobilidade Especial (SME);
h)Gabinete Planeamento Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI);
i)Direção-Geral do Orçamento (DGO);
j)Inspeção-Geral de Finanças (IGF);
k)Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP);
l)Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF).

3 - As subentidades referidas no número anterior passam a constituir centros de responsabilidades e de custos da entidade contabilística «Gestão Administrativa e Financeira do Ministério das Finanças», sendo a SGMF a entidade responsável pela prestação de contas através de uma única conta de gerência.

Artigo 28.ºOperacionalização

Para efeitos de operacionalização do disposto na presente secção, e tendo em vista a melhoria da eficácia operacional do novo modelo organizativo do Ministério das Finanças, deve o Governo promover a reorganização dos serviços referidos no n.º 1 do artigo 25.º SECÇÃO III Disposições gerais relativas aos modelos organizacionais dos ministérios

Artigo 29.ºReforma do modelo organizativo dos ministérios

Durante o ano de 2014 e sem prejuízo do disposto na presente secção, fica o Governo autorizado a promover a reforma do modelo organizativo e funcional de outros ministérios, para além do referido na secção anterior, com vista à racionalização de serviços, prevendo, nomeadamente, um regime financeiro, administrativo, patrimonial e de gestão de recursos humanos centralizado nas respetivas secretarias-gerais ou no serviço que assuma a função de entidade coordenadora do respetivo programa orçamental.

Artigo 30.ºFusão dos orçamentos

Fica o Governo autorizado a operacionalizar a fusão dos orçamentos dos serviços dos ministérios cuja gestão financeira, administrativa, patrimonial e de recursos humanos esteja, ou venha a estar, no âmbito da reforma prevista no artigo anterior e na secção ii do presente capítulo, centralizada no orçamento das respetivas secretarias-gerais ou no orçamento do serviço que assuma a função de entidade coordenadora do respetivo programa orçamental.

Artigo 31.ºOperacionalização

O Governo procede às adaptações das leis orgânicas dos ministérios, à reorganização dos serviços, bem como à revisão de outros diplomas que se revelem necessários à reforma dos modelos organizativos dos ministérios.

Artigo 32.ºAvaliação

1 - Os modelos organizativos dos ministérios são objeto de avaliação no decurso do ano de 2014, designadamente ao nível dos ganhos de eficiência e eficácia na gestão orçamental, bem como na racionalização das estruturas.

2 - A avaliação referida no número anterior é realizada conjuntamente pela DGO e pela DGAEP e é efetuada com uma periodicidade semestral.

CAPÍTULO III

Disposições relativas a trabalhadores do setor público, aquisição de serviços, proteção social e aposentação ou reforma SECÇÃO I Redução remuneratória

Artigo 33.ºRedução remuneratória

1 - Durante o ano de 2014 são reduzidas as remunerações totais ilíquidas mensais das pessoas a que se refere o n.º 9, de valor superior a (euro) 675, quer estejam em exercício de funções naquela data quer iniciem tal exercício, a qualquer título, depois dela, nos seguintes termos:

a)Para valores de remunerações superiores a (euro) 675 e inferiores a (euro) 2000, aplica-se uma taxa progressiva que varia entre os 2,5 % e os 12 %, sobre o valor total das remunerações;
b)12 % sobre o valor total das remunerações superiores a (euro) 2000.

2 - Exceto se a remuneração total ilíquida agregada mensal percebida pelo trabalhador for inferior ou igual a (euro) 2000, caso em que se aplica o disposto no número anterior, são reduzidas em 12 % as diversas remunerações, gratificações ou outras prestações pecuniárias nos seguintes casos:

a)Pessoas sem relação jurídica de emprego com qualquer das entidades referidas no n.º 9, nestas a exercer funções a qualquer outro título, excluindo-se as aquisições de serviços previstas no artigo 73.º;
b)Pessoas referidas no n.º 9 a exercer funções em mais de uma das entidades mencionadas naquele número.

3 - As pessoas referidas no número anterior prestam, em cada mês e relativamente ao mês anterior, as informações necessárias para que os órgãos e serviços processadores das remunerações, gratificações ou outras prestações pecuniárias possam apurar a taxa de redução aplicável.

4 - Para efeitos do disposto no presente artigo:

a)Consideram-se remunerações totais ilíquidas mensais as que resultam do valor agregado de todas as prestações pecuniárias, designadamente remuneração base, subsídios, suplementos remuneratórios, incluindo emolumentos, gratificações, subvenções, senhas de presença, abonos, despesas de representação e trabalho suplementar, extraordinário ou em dias de descanso e feriados;
b)Não são considerados os montantes abonados a título de subsídio de refeição, ajuda de custo, subsídio de transporte ou o reembolso de despesas efetuado nos termos da lei e os montantes pecuniários que tenham natureza de prestação social, e nomeadamente os montantes abonados ao pessoal das forças de segurança a título de comparticipação anual na aquisição de fardamento;
c)A taxa progressiva de redução para aplicar aos valores de remuneração entre os (euro) 675 e os (euro) 2000 é determinada por interpolação linear entre as taxas definidas para os valores de remuneração de referência imediatamente abaixo e acima do valor de remuneração em análise, determinada da seguinte forma:
d)Na determinação da taxa de redução, os subsídios de férias e de Natal são considerados mensalidades autónomas;
e)Os descontos devidos são calculados sobre o valor pecuniário reduzido por aplicação do disposto nos n.os 1 e 2.

5 - Nos casos em que da aplicação do disposto no presente artigo resulte uma remuneração total ilíquida inferior a (euro) 675, aplica-se apenas a redução necessária a assegurar a perceção daquele valor.

6 - Nos casos em que apenas parte das remunerações a que se referem os n.os 1 e 2 é sujeita a desconto para a CGA, I. P., ou para a segurança social, esse desconto incide sobre o valor que resultaria da aplicação da taxa de redução prevista no n.º 1 às prestações pecuniárias objeto daquele desconto.

7 - Quando os suplementos remuneratórios ou outras prestações pecuniárias forem fixados em percentagem da remuneração base, a redução prevista nos n.os 1 e 2 incide sobre o valor dos mesmos, calculado por referência ao valor da remuneração base antes da aplicação da redução.

8 - A redução remuneratória prevista no presente artigo tem por base a remuneração total ilíquida apurada após a aplicação das reduções previstas nos artigos 11.º e 12.º da Lei n.º 12-A/2010, de 30 de junho, alterada pelas Leis n.os 64-B/2011, de 30 de dezembro, e 66-B/2012, de 31 de dezembro, e na Lei n.º 47/2010, de 7 de setembro, alterada pelas Leis n.os 52/2010, de 14 de dezembro, e 66-B/2012, de 31 de dezembro, para os universos neles referidos.

9 - O disposto no presente artigo é aplicável aos titulares dos cargos e demais pessoal de seguida identificados:

a)O Presidente da República;
b)O Presidente da Assembleia da República;
c)O Primeiro-Ministro;
d)Os Deputados à Assembleia da República;
e)Os membros do Governo;
f)Os juízes do Tribunal Constitucional e os juízes do Tribunal de Contas, o Procurador-Geral da República, bem como os magistrados judiciais, os magistrados do Ministério Público e os juízes da jurisdição administrativa e fiscal e dos julgados de paz;
g)Os Representantes da República para as regiões autónomas;
h)Os deputados às Assembleias Legislativas das regiões autónomas;
i)Os membros dos Governos Regionais;
j)Os eleitos locais;
k)Os titulares dos demais órgãos constitucionais não referidos nas alíneas anteriores, bem como os membros dos órgãos dirigentes de entidades administrativas independentes, nomeadamente as que funcionam junto da Assembleia da República;
l)Os membros e os trabalhadores dos gabinetes, dos órgãos de gestão e de gabinetes de apoio, dos titulares dos cargos e órgãos das alíneas anteriores, do Presidente e Vice-Presidente do Conselho Superior da Magistratura, do Presidente e Vice-Presidente do Conselho Superior dos Tribunais Administrativos e Fiscais, do Presidente do Supremo Tribunal de Justiça, do Presidente e juízes do Tribunal Constitucional, do Presidente do Supremo Tribunal Administrativo, do Presidente do Tribunal de Contas, do Provedor de Justiça e do Procurador-Geral da República;
m)Os militares das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana (GNR), incluindo os juízes militares e os militares que integram a assessoria militar ao Ministério Público, bem como outras forças militarizadas;
n)O pessoal dirigente dos serviços da Presidência da República e da Assembleia da República e de outros serviços de apoio a órgãos constitucionais, dos demais serviços e organismos da administração central, regional e local do Estado, bem como o pessoal em exercício de funções equiparadas para efeitos remuneratórios;
o)Os gestores públicos, ou equiparados, os membros dos órgãos executivos, deliberativos, consultivos, de fiscalização ou quaisquer outros órgãos estatutários dos institutos públicos de regime comum e especial, de pessoas coletivas de direito público dotadas de independência decorrente da sua integração nas áreas de regulação, supervisão ou controlo, das empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades que integram o setor empresarial regional e municipal, das fundações públicas e de quaisquer outras entidades públicas;
p)Os trabalhadores que exercem funções públicas na Presidência da República, na Assembleia da República, em outros órgãos constitucionais, bem como os que exercem funções públicas, em qualquer modalidade de relação jurídica de emprego público, nos termos do disposto nos n.os 1 e 2 do artigo 2.º e nos n.os 1, 2 e 4 do artigo 3.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, incluindo os trabalhadores em mobilidade especial e em licença extraordinária;
q)Os trabalhadores dos institutos públicos de regime especial e de pessoas coletivas de direito público dotadas de independência decorrente da sua integração nas áreas de regulação, supervisão ou controlo, incluindo as entidades reguladoras independentes;
r)Os trabalhadores das empresas públicas de capital exclusiva ou maioritariamente público, das entidades públicas empresariais e das entidades que integram o setor empresarial regional e municipal;
s)Os trabalhadores e dirigentes das fundações públicas de direito público e das fundações públicas de direito privado e dos estabelecimentos públicos não abrangidos pelas alíneas anteriores;
t)O pessoal nas situações de reserva, pré-aposentação e disponibilidade, fora de efetividade de serviço, que beneficie de prestações pecuniárias indexadas aos vencimentos do pessoal no ativo.

10 - As entidades processadoras das remunerações dos trabalhadores em funções públicas referidas na alínea p) do número anterior, abrangidas pelo n.º 2 do artigo 2.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, pela Lei n.º 66/2012, de 31 de dezembro, e pela Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, bem como os órgãos ou serviços com autonomia financeira processadores das remunerações dos trabalhadores em funções públicas referidos nas alíneas q) e s) do número anterior, procedem à entrega das quantias correspondentes às reduções remuneratórias previstas no presente artigo nos cofres do Estado, ressalvados os casos em que as remunerações dos trabalhadores em causa tenham sido prévia e devidamente orçamentadas com aplicação dessas mesmas reduções.

11 - O disposto no presente artigo é ainda aplicável a todos os contratos a celebrar, por instituições de direito privado, que visem o desenvolvimento de atividades de docência, de investigação ou com ambas conexas, sempre que os mesmos sejam expressamente suportados por financiamento público, no âmbito dos apoios ao Sistema Científico e Tecnológico Nacional (SCTN), continuando a aplicar-se as reduções entretanto determinadas aos diferentes tipos de contratos em vigor, celebrados naqueles termos.

12 - O abono mensal de representação previsto na alínea a) do n.º 1 do artigo 61.º do Decreto-Lei n.º 40-A/98, de 27 de fevereiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 153/2005, de 2 de setembro, e 10/2008, de 17 de janeiro, e pela Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro, é reduzido em 4 %, sem prejuízo das reduções previstas nos números anteriores.

13 - O disposto no presente artigo não se aplica aos titulares de cargos e demais pessoal das empresas de capital exclusiva ou maioritariamente público e das entidades públicas empresariais que integrem o setor público empresarial se, em razão de regulamentação internacional específica, daí resultar diretamente decréscimo de receitas.

14 - Não é aplicável a redução prevista no presente artigo nos casos em que pela sua aplicação resulte uma remuneração ilíquida inferior ao montante previsto para o salário mínimo em vigor nos países onde existem serviços periféricos externos do Ministério dos Negócios Estrangeiros.

15 - Salvo o disposto no n.º 11, o regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.

Artigo 34.ºRevisão de carreiras, corpos especiais e cargos

1 - Durante o ano de 2014 são revistos os cargos, categorias e carreiras ainda não revistas nos termos da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro.

2 - Sem prejuízo da revisão prevista no número anterior, mantêm-se as carreiras que ainda não tenham sido objeto de extinção, de revisão ou de decisão de subsistência, designadamente as de regime especial e as de corpos especiais, bem como a integração dos respetivos trabalhadores, sendo que:

a)Só após tal revisão têm lugar, relativamente a tais trabalhadores, a execução das transições através da lista nominativa referida no artigo 109.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, exceto no respeitante à modalidade de constituição da sua relação jurídica de emprego público, às situações de mobilidade geral do, ou no, órgão ou serviço e de posicionamento remuneratório na tabela remuneratória única;
b)Até ao início de vigência da revisão:
i)As carreiras em causa regem-se pelas disposições normativas aplicáveis em 31 de dezembro de 2008, com as alterações decorrentes dos artigos 46.º a 48.º, 74.º, 75.º e 113.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro;
ii)Aos procedimentos concursais para as carreiras em causa é aplicável o disposto na alínea d) do n.º 1 do artigo 54.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, bem como no n.º 11 do artigo 28.º da Portaria n.º 83-A/2009, de 22 de janeiro, alterada e republicada pela Portaria n.º 145-A/2011, de 6 de abril; iii) O n.º 3 do artigo 110.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, não lhes é aplicável, apenas o sendo relativamente aos concursos pendentes na data do início da referida vigência.

3 - A revisão das carreiras a que se refere o número anterior deve assegurar:

a)A observância das regras relativas à organização das carreiras previstas na secção i do capítulo ii do título iv e no artigo 69.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, designadamente quanto aos conteúdos e deveres funcionais, ao número de categorias e às posições remuneratórias;
b)As alterações de posicionamento remuneratório em função das últimas avaliações de desempenho e da respetiva diferenciação assegurada por um sistema de quotas;
c)As perspetivas de evolução remuneratória das anteriores carreiras, elevando-as apenas de forma sustentável.

4 - Até à revisão do sistema remuneratório das carreiras dos conservadores, notários e oficiais dos registos e do notariado, aos vencimentos daqueles trabalhadores aplicam-se as regras sobre a determinação do vencimento de exercício fixadas, transitoriamente, pela Portaria n.º 1448/2001, de 22 de dezembro, e mantidas em vigor nos anos subsequentes.

5 - Durante o ano de 2014 o Governo procede a uma avaliação da aplicação da tabela remuneratória única, com o objetivo de determinar, designadamente, da sua coerência no contexto das carreiras e políticas remuneratórias do setor público e da sua abrangência sobre trabalhadores em funções públicas, de forma a habilitar às ações mais adequadas ao aperfeiçoamento da mesma.

6 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas legais ou convencionais, especiais ou excecionais, em contrário, não podendo ser afastado ou modificado pelas mesmas.

Artigo 35.ºPagamento do subsídio de Natal

1 - Durante o ano de 2014, o subsídio de Natal ou quaisquer prestações correspondentes ao 13.º mês a que tenham direito, nos termos legais, as pessoas a que se refere o n.º 9 do artigo 33.º, é pago mensalmente, por duodécimos.

2 - O valor do subsídio de Natal a abonar às pessoas a que se refere o n.º 9 do artigo 33.º e nos termos do número anterior, é apurado mensalmente com base na remuneração relevante para o efeito, nos termos legais, após a redução remuneratória prevista no mesmo artigo.

3 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa e excecional, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.

Artigo 36.º

Pagamento do subsídio de Natal aos aposentados, reformados e demais pensionistas da Caixa Geral de Aposentações, I. P.

1 - Os aposentados, reformados e demais pensionistas da CGA, I. P., bem como o pessoal na reserva e o desligado do serviço a aguardar aposentação ou reforma, independentemente da data de passagem a essas situações e do valor da sua pensão, têm direito a receber mensalmente, no ano de 2014, a título de subsídio de Natal, um valor correspondente a 1/12 da pensão que lhes couber nesse mês.

2 - O direito a cada duodécimo do subsídio de Natal vence-se no dia 1 do mês respetivo.

3 - O subsídio de Natal do pessoal na situação de reserva e do pessoal desligado do serviço a aguardar aposentação ou reforma é pago pela entidade de que dependa o interessado, com base no valor indicado na comunicação prevista no artigo 99.º do Estatuto da Aposentação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 498/72, de 9 de dezembro.

4 - Ao valor do subsídio de Natal que couber em cada mês é deduzida a contribuição extraordinária de solidariedade (CES), aplicando-se a taxa percentual que couber a uma pensão de valor igual a 12 vezes o valor do referido subsídio mensal, bem como as quantias em dívida à CGA, I. P., e as quotizações para a ADSE.

5 - Os descontos obrigatórios que incidam sobre o subsídio de Natal, nomeadamente penhoras e pensões de alimentos, que não correspondam a uma determinada percentagem deste, mas a um montante pecuniário fixo, são deduzidos pela totalidade ao valor do subsídio de Natal, líquido da CES e das retenções na fonte a título de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS) e sobretaxa, das quantias em dívida à CGA, I. P., e das quotizações para a ADSE.

6 - O regime fixado no presente artigo não é aplicável às pensões automaticamente atualizadas por indexação à remuneração de trabalhadores no ativo, que ficam sujeitas às medidas previstas na presente lei para o subsídio de Natal destes trabalhadores.

7 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa e excecional, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.

Artigo 37.ºPagamento do montante adicional atribuído aos pensionistas do sistema de segurança social

1 - Em 2014, o pagamento do montante adicional das pensões de invalidez, velhice e sobrevivência atribuídas pelo sistema de segurança social, referente ao mês de dezembro, é realizado em duodécimos.

2 - Para as pensões iniciadas durante o ano, o primeiro pagamento inclui obrigatoriamente o montante referente aos duodécimos do montante adicional que já se tenham vencido.

3 - Nas situações de cessação da pensão, os montantes pagos a título de montantes adicionais de pensão consideram-se devidos e como tal não são objeto de restituição.

4 - O regime fixado no presente artigo não é aplicável às pensões automaticamente atualizadas por indexação à remuneração de trabalhadores no ativo, que ficam sujeitas às medidas previstas na presente lei para o subsídio de Natal destes trabalhadores.

5 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa e excecional, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.

Artigo 38.ºSituações vigentes de licença extraordinária

1 - As percentagens da remuneração ilíquida a considerar para efeitos da determinação da subvenção mensal dos trabalhadores que se encontrem em situação de licença extraordinária, previstas nos n.os 5 e 12 do artigo 32.º da Lei n.º 53/2006, de 7 de dezembro, alterada pelas Leis n.os 11/2008, de 20 de fevereiro, 64-A/2008, de 31 de dezembro, e 64-B/2011, de 30 de dezembro, aplicável às licenças extraordinárias vigentes, são reduzidas em 50 /prct..

2 - O valor da subvenção mensal, calculado nos termos do número anterior, não pode, em qualquer caso, ser superior a duas vezes o valor do indexante dos apoios sociais (IAS).

3 - Para efeitos da determinação da subvenção a que se referem os números anteriores, considera-se a remuneração que o trabalhador auferia na situação de mobilidade especial sem o limite a que se refere o n.º 3 do artigo 31.º da Lei n.º 53/2006, de 7 de dezembro, alterada pelas Leis n.os 11/2008, de 20 de fevereiro, 64-A/2008, de 31 de dezembro, e 64-B/2011, de 30 de dezembro.

4 - O disposto nos n.os 1 e 2 não prejudica a aplicação do regime de redução remuneratória estabelecido no artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro.

5 - O disposto nos n.os 8 a 10 do artigo 32.º da Lei n.º 53/2006, de 7 de dezembro, alterada pelas Leis n.os 11/2008, de 20 de fevereiro, 64-A/2008, de 31 de dezembro, e 64-B/2011, de 30 de dezembro, aplicável às licenças extraordinárias vigentes, abrange a proibição de exercer qualquer atividade profissional remunerada em órgãos, serviços e organismos das administrações públicas, bem como associações públicas e entidades públicas empresariais, independentemente da sua duração, regularidade e forma de remuneração, da modalidade e natureza do contrato, pública ou privada, laboral ou de aquisição de serviços.

6 - O disposto no número anterior é aplicável nos casos em que o trabalhador em situação de licença extraordinária se obriga pessoalmente ou em que o exercício de funções ocorre no âmbito de um contrato celebrado pelo serviço ou entidade públicos ali referidos com sociedades unipessoais ou com pessoas coletivas com as quais aquele tenha uma relação.

Contém as alterações dos seguintes diplomas:

-Lei n.º 75-A/2014, de 30/09 Consultar versões anteriores deste artigo:
-1ª versão: Lei n.º 83-C/2013, de 31/12

Artigo 39.ºProibição de valorizações remuneratórias

1 - É vedada a prática de quaisquer atos que consubstanciem valorizações remuneratórias dos titulares dos cargos e demais pessoal identificado no n.º 9 do artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro.

2 - O disposto no número anterior abrange as valorizações e outros acréscimos remuneratórios, designadamente os resultantes dos seguintes atos:

a)Alterações de posicionamento remuneratório, progressões, promoções, nomeações ou graduações em categoria ou posto superiores aos detidos;
b)Atribuição de prémios de desempenho ou outras prestações pecuniárias de natureza afim que excedam os limites fixados no n.º 5;
c)Abertura de procedimentos concursais para categorias superiores de carreiras pluricategoriais, gerais ou especiais, ou, no caso das carreiras não revistas e subsistentes, incluindo carreiras e corpos especiais, para as respetivas categorias de acesso, incluindo procedimentos internos de seleção para mudança de nível ou escalão;
d)Pagamento de remuneração diferente da auferida na categoria de origem, nas situações de mobilidade interna, na modalidade de mobilidade na categoria, iniciadas após a entrada em vigor da presente lei, suspendendo-se a aplicação a novas situações do regime de remuneração dos trabalhadores em mobilidade prevista no n.º 1 do artigo 62.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro.

3 - O disposto nos números anteriores não é aplicável ao pagamento de remuneração diferente da auferida na categoria de origem nas situações de mobilidade interna na modalidade de mobilidade intercarreiras ou categorias, nos termos previstos nos n.os 2 a 4 do artigo 62.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro.

4 - O disposto nos n.os 1 e 2 não prejudica a aplicação da Lei n.º 66-B/2007, de 28 de dezembro, alterada pelas Leis n.os 64-A/2008, de 31 de dezembro, e 55-A/2010, de 31 de dezembro, assim como das respetivas adaptações, nos casos em que tal se verifique, sendo que os resultados da avaliação dos desempenhos suscetíveis de originar alterações do posicionamento remuneratório ao abrigo da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, podem ser considerados após a cessação da vigência do presente artigo, nos seguintes termos:

a)Mantêm-se todos os efeitos associados à avaliação do desempenho, nomeadamente a contabilização dos pontos a que se refere o n.º 6 do artigo 47.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, bem como a contabilização dos vários tipos de menções a ter em conta para efeitos de mudança de posição remuneratória e ou atribuição de prémios de desempenho;
b)As alterações do posicionamento remuneratório que venham a ocorrer após 31 de dezembro de 2014 não podem produzir efeitos em data anterior;
c)Estando em causa alterações obrigatórias do posicionamento remuneratório, a efetuar ao abrigo do disposto no n.º 6 do artigo 47.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, quando o trabalhador tenha, entretanto, acumulado mais do que os pontos legalmente exigidos, os pontos em excesso relevam para efeitos de futura alteração do seu posicionamento remuneratório, nos termos da mesma disposição legal.

5 - Podem ser atribuídos, com caráter excecional, prémios de desempenho ou de natureza afim, com o limite máximo de 2 /prct. dos trabalhadores do serviço, tendo como referência a última avaliação de desempenho efetuada, desde que não haja aumento global da despesa com pessoal na entidade em que aquela atribuição tenha lugar.

6 - O limite máximo de 2 /prct. previsto no número anterior pode ser aumentado até 5 /prct., associado a critérios de eficiência operacional e financeira das entidades empregadoras, nos termos e condições a definir por portaria dos membros do Governo responsáveis pela área das finanças e da Administração Pública.

7 - São vedadas as promoções, independentemente da respetiva modalidade, ainda que os interessados já reúnam as condições exigíveis para o efeito à data da entrada em vigor da presente lei, exceto se, nos termos legais gerais aplicáveis até 31 de dezembro de 2010, tais promoções devessem obrigatoriamente ter ocorrido em data anterior a esta última.

8 - As alterações do posicionamento remuneratório, progressões e promoções que venham a ocorrer após a vigência do presente artigo não podem produzir efeitos em data anterior.

9 - O disposto nos números anteriores não prejudica as mudanças de categoria ou de posto necessárias para o exercício de cargo ou das funções que integram o conteúdo funcional da categoria ou do posto para os quais se opera a mudança, bem como de graduações para desempenho de cargos internacionais, desde que se verifiquem os seguintes requisitos cumulativos:

a)Que se trate de cargo ou funções previstos em disposição legal ou estatutária;
b)Que haja disposição legal ou estatutária que preveja que a mudança de categoria ou de posto ou a graduação decorrem diretamente e ou constituem condição para a designação para o cargo ou para exercício das funções;
c)Que estejam reunidos os demais requisitos ou condições gerais e especiais, legal ou estatutariamente exigidos para a nomeação em causa e ou para a consequente mudança de categoria ou de posto, bem como graduação;
d)Que a designação para o cargo ou exercício de funções seja imprescindível, designadamente por não existir outra forma de assegurar o exercício das funções que lhe estão cometidas e não ser legal e objetivamente possível a continuidade do exercício pelo anterior titular.

10 - O disposto no número anterior abrange, durante o ano de 2014, situações de mudança de categoria ou de posto necessárias para o exercício de cargo ou funções, designadamente de militares das Forças Armadas e da GNR, de pessoal com funções policiais da Polícia de Segurança Pública (PSP), de pessoal da carreira de investigação e fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), da Polícia Judiciária (PJ), do SIRP, da Polícia Marítima e de outro pessoal militarizado e de pessoal do corpo da Guarda Prisional, justificada que esteja a sua necessidade e observadas as seguintes condições:

a)Os efeitos remuneratórios da mudança de categoria ou de posto apenas se verificam no dia seguinte ao da publicação do diploma respetivo no Diário da República, exceto quando os serviços estejam legalmente dispensados dessa publicação, valendo, para esse efeito, a data do despacho de nomeação no novo posto ou categoria;
b)Das mudanças de categoria ou posto não pode resultar aumento da despesa com pessoal nas entidades em que aquelas tenham lugar.

11 - As mudanças de categoria ou posto e as graduações realizadas ao abrigo do disposto nos n.os 8 e 9 dependem de despacho prévio favorável dos membros do Governo responsáveis pela área das finanças e pela área em que se integra o órgão, serviço ou entidade em causa, tendo em conta a verificação dos requisitos e condições estabelecidos naquelas disposições, com exceção dos órgãos e serviços das administrações regionais e autárquicas, em que a emissão daquele despacho compete aos correspondentes órgãos de governo próprios.

12 - O disposto nos n.os 8 a 10 é também aplicável nos casos em que a mudança de categoria ou de posto dependa de procedimento concursal próprio para o efeito, situação em que o despacho a que se refere o número anterior deve ser prévio à abertura ou prosseguimento de tal procedimento.

13 - O despacho a que se refere o n.º 11 estabelece, designadamente, limites quantitativos dos indivíduos que podem ser graduados ou mudar de categoria ou posto, limites e ou requisitos em termos de impacto orçamental desta graduação ou mudança, os termos da produção de efeitos das graduações e mudanças de categoria ou posto, dever e termos de reporte aos membros do Governo que o proferem das graduações e mudanças de categoria ou posto que venham a ser efetivamente realizadas, bem como a eventual obrigação de adoção de outras medidas de redução de despesa para compensar o eventual aumento decorrente das graduações ou mudanças de categoria ou posto autorizadas.

14 - Sem prejuízo do disposto no n.º 11, permanecem suspensos todos os procedimentos concursais ou concursos pendentes a que se refere a alínea c) do n.º 2, salvo se o dirigente máximo do serviço ou entidade em causa decidir pela sua cessação.

15 - O tempo de serviço prestado durante a vigência do presente artigo, pelo pessoal referido no n.º 1, não é contado para efeitos de promoção e progressão, em todas as carreiras, cargos e ou categorias, incluindo as integradas em corpos especiais, bem como para efeitos de mudanças de posição remuneratória ou categoria nos casos em que estas apenas dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito.

16 - Exceciona-se do disposto no número anterior o tempo de serviço prestado pelos elementos a que se refere o n.º 10, para efeitos de mudança de categoria ou de posto.

17 - O disposto no presente artigo não se aplica para efeitos de conclusão, com aproveitamento, de estágio legalmente exigível para o ingresso nas carreiras não revistas a que se refere o artigo 34.º 18 - O disposto no presente artigo não prejudica a concretização dos reposicionamentos remuneratórios decorrentes da transição para carreiras revistas, nos termos do artigo 101.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, ou, sendo o caso, a transição para novos regimes de trabalho, desde que os respetivos processos de revisão se encontrem concluídos até à data da entrada em vigor da presente lei.

19 - O disposto no presente artigo não prejudica igualmente a concretização dos reposicionamentos remuneratórios respetivos decorrente da transição dos assistentes estagiários para a categoria de assistentes e dos assistentes e assistentes convidados para a categoria de professor auxiliar, nos termos do Estatuto da Carreira Docente Universitária, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 448/79, de 13 de novembro, dos assistentes para a categoria de professor-adjunto e dos trabalhadores equiparados a professor-coordenador, professor-adjunto ou assistente para a categoria de professor-coordenador e professor-adjunto em regime de contrato de trabalho em funções públicas na modalidade de contrato por tempo indeterminado, nos termos do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 185/81, de 1 de julho, bem como dos assistentes de investigação científica na categoria de investigador auxiliar, nos termos do Estatuto da Carreira de Investigação Científica, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 124/99, de 20 de abril.

20 - Os órgãos e serviços competentes para a realização de ações de inspeção e auditoria devem, no âmbito das ações que venham a executar nos órgãos, serviços e entidades abrangidos pelo disposto no presente artigo, proceder à identificação das situações passíveis de constituir violação do disposto no presente artigo e comunicá-las aos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública.

21 - Os atos praticados em violação do disposto no presente artigo são nulos e fazem incorrer os seus autores em responsabilidade civil, financeira e disciplinar.

22 - Para efeitos da efetivação da responsabilidade financeira a que se refere o número anterior, consideram-se pagamentos indevidos as despesas realizadas em violação do disposto no presente artigo.

23 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas legais ou convencionais, especiais ou excecionais, em contrário, não podendo ser afastado ou modificado pelas mesmas.

Contém as alterações dos seguintes diplomas:

-Lei n.º 75-A/2014, de 30/09 Consultar versões anteriores deste artigo:
-1ª versão: Lei n.º 83-C/2013, de 31/12

Artigo 40.ºGraduação de militares em regimes de contrato e de voluntariado

1 - As graduações previstas no n.º 2 do artigo 294.º, no n.º 3 do artigo 305.º e no n.º 2 do artigo 311.º do Estatuto dos Militares das Forças Armadas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 236/99, de 25 de junho, ocorrem três meses após o início da instrução complementar.

2 - O disposto no número anterior não prejudica a promoção ao posto que compete aos militares depois de finda a instrução complementar, caso esta tenha uma duração inferior a três meses.

Artigo 41.ºPrémios de gestão

Durante o ano de 2014 não podem retribuir os seus gestores ou titulares de órgãos diretivos, de administração ou outros órgãos estatutários, com remunerações variáveis de desempenho:

a)As empresas do setor público empresarial, as empresas públicas, as empresas participadas e ainda as empresas detidas, direta ou indiretamente, por quaisquer entidades públicas estaduais, nomeadamente as dos setores empresariais regionais e municipais;
b)Os institutos públicos de regime comum e especial;
c)As pessoas coletivas de direito público dotadas de independência decorrente da sua integração nas áreas da regulação, supervisão ou controlo, incluindo as entidades reguladoras independentes.

Artigo 42.ºDeterminação do posicionamento remuneratório

1 - Nos procedimentos concursais em que a determinação do posicionamento remuneratório se efetue por negociação, nos termos do disposto no artigo 55.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, sem prejuízo do disposto no n.º 6 do mesmo artigo, a entidade empregadora pública não pode propor:

a)Uma posição remuneratória superior à auferida relativamente aos trabalhadores detentores de uma prévia relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado;
b)Uma posição remuneratória superior à segunda, no recrutamento de trabalhadores titulares de licenciatura ou de grau académico superior para a carreira geral de técnico superior que:
i)Não se encontrem abrangidos pela alínea anterior; ou
ii)Se encontrem abrangidos pela alínea anterior auferindo de acordo com posição remuneratória inferior à segunda da referida carreira;
c)Uma posição remuneratória superior à terceira, no recrutamento de trabalhadores titulares de licenciatura ou de grau académico superior para a carreira especial de inspeção que não se encontrem abrangidos pela alínea a);
d)Uma posição remuneratória superior à primeira, nos restantes casos.

2 - Para efeitos do disposto no número anterior, os candidatos que se encontrem nas condições nele referidas informam prévia e obrigatoriamente a entidade empregadora pública do posto de trabalho que ocupam e da posição remuneratória correspondente à remuneração que auferem.

3 - Nos procedimentos concursais em que a determinação do posicionamento remuneratório não se efetue por negociação, os candidatos são posicionados na primeira posição remuneratória da categoria ou, tratando-se de trabalhadores detentores de uma prévia relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado, na posição remuneratória correspondente à remuneração atualmente auferida, caso esta seja superior àquela, suspendendo-se, durante o período referido no n.º 1, o disposto no n.º 9 do artigo 55.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, bem como todas as normas que disponham em sentido diferente.

4 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas legais ou convencionais, especiais ou excecionais, em contrário, não podendo ser afastado ou modificado pelas mesmas.

Artigo 43.ºSubsídio de refeição

1 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, o valor do subsídio de refeição abonado aos titulares dos cargos e demais pessoal a que se refere o n.º 9 do artigo 33.º, nos casos em que, nos termos da lei ou por ato próprio, tal esteja previsto, não pode ser superior ao valor fixado na Portaria n.º 1553-D/2008, de 31 de dezembro, alterada pela Portaria n.º 1458/2009, de 31 de dezembro.

2 - Os valores percebidos a 31 de dezembro de 2013 a título de subsídio de refeição que não coincidam com o montante fixado na portaria referida no número anterior não são objeto de qualquer atualização até que esse montante atinja aquele valor.

3 - O preço das refeições asseguradas às pessoas a que se refere o n.º 9 do artigo 33.º, designadamente em cantinas e refeitórios da entidade empregadora, não pode ser inferior ao custo total por refeição efetivamente incorrido por aquelas entidades.

4 - Exclui-se da aplicação do número anterior o preço das refeições fornecidas no âmbito dos regimes de ação social complementar dos trabalhadores dos serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, das autarquias locais e das regiões autónomas, bem como nos casos em que o trabalhador, atentas as funções desempenhadas, deva permanecer durante o intervalo para refeição no espaço habitual de trabalho.

5 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.

Artigo 44.º

Ajudas de custo, trabalho extraordinário e trabalho noturno nas fundações públicas e nos estabelecimentos públicos 1 - O Decreto-Lei n.º 106/98, de 24 de abril, alterado pelo Decreto-Lei n.º 137/2010, de 28 de dezembro, pelas Leis n.os 64-B/2011, de 30 de dezembro, e 66-B/2012, de 31 de dezembro, bem como as reduções aos valores nele previstos são aplicáveis aos trabalhadores das fundações públicas de direito público, das fundações públicas de direito privado e dos estabelecimentos públicos.

2 - Os regimes do trabalho extraordinário e do trabalho noturno previstos no Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, aprovado pela Lei n.º 59/2008, de 11 de setembro, alterada pela Lei n.º 3-B/2010, de 28 de abril, pelo Decreto-Lei n.º 124/2010, de 17 de novembro, e pelas Leis n.os 64-B/2011, de 30 de dezembro, 66/2012, de 31 de dezembro, e 63/2013, de 29 de agosto, são aplicados aos trabalhadores das fundações públicas de direito público, das fundações públicas de direito privado e dos estabelecimentos públicos.

3 - O disposto no presente artigo prevalece sobre as disposições legais, gerais ou especiais, contrárias e sobre todos os instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho, sendo direta e imediatamente aplicável, dada a sua natureza imperativa, aos trabalhadores a que se refere o número anterior.

Artigo 45.ºPagamento do trabalho extraordinário

1 - Durante o ano de 2014, como medida excecional de estabilidade orçamental, todos os acréscimos ao valor da retribuição horária referentes a pagamento de trabalho extraordinário prestado em dia normal de trabalho pelas pessoas a que se refere o n.º 9 do artigo 33.º, cujo período normal de trabalho, legal e ou convencional, não exceda sete horas por dia nem 35 horas por semana são realizados nos seguintes termos:

a)12,5 % da remuneração na 1.ª hora;
b)18,75 % da remuneração nas horas ou frações subsequentes.

2 - O trabalho extraordinário prestado pelas pessoas a que se refere o número anterior, em dia de descanso semanal, obrigatório ou complementar, e em dia feriado, confere o direito a um acréscimo de 25 % da remuneração por cada hora de trabalho efetuado.

3 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.

Artigo 46.ºRegime especial de trabalho a tempo parcial

1 - Durante o ano de 2014, como medida excecional de estabilidade orçamental, o tempo de trabalho semanal pode ser reduzido, por acordo entre o trabalhador em funções públicas de serviço ou organismo da administração direta e indireta do Estado, das regiões autónomas e das autarquias locais e a respetiva entidade empregadora pública, no mínimo, no equivalente a duas horas por dia ou a oito horas consecutivas de trabalho por semana.

2 - Na situação a que se refere o número anterior, o trabalhador a tempo parcial tem direito à remuneração base prevista na lei, sem a redução prevista no artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro, sendo, no entanto, reduzida na direta proporção da redução do respetivo período normal de trabalho semanal.

3 - São ainda reduzidos, na direta proporção da redução do respetivo período normal de trabalho semanal, quaisquer suplementos remuneratórios pelo exercício de funções devidos ao trabalhador a tempo parcial.

4 - O disposto no presente artigo não é aplicável a trabalhadores que beneficiem de qualquer outra modalidade de redução do período normal de trabalho semanal, incluindo trabalhadores que se encontrem a tempo parcial.

5 - São subsidiariamente aplicáveis ao presente regime especial, com as necessárias adaptações, as regras vigentes para o trabalho a tempo parcial, previstas no Regime do Contrato de Trabalho em Funções Públicas, aprovado pela Lei n.º 59/2008, de 11 de setembro, e no Decreto-Lei n.º 259/98, de 18 de agosto, alterado pelo Decreto-Lei n.º 169/2006, de 17 de agosto, e pelas Leis n.os 64-A/2008, de 31 de dezembro, 66/2012, de 31 de dezembro, e 68/2013, de 29 de agosto, consoante se trate de trabalhadores com relação jurídica de emprego público constituída por contrato de trabalho em funções públicas ou por nomeação, respetivamente.

Contém as alterações dos seguintes diplomas:

-Lei n.º 75-A/2014, de 30/09 Consultar versões anteriores deste artigo:
-1ª versão: Lei n.º 83-C/2013, de 31/12

Artigo 47.ºSetor público empresarial

O disposto nos artigos 35.º e 45.º não se aplica aos titulares de cargos e demais pessoal das empresas de capital exclusiva ou maioritariamente público e das entidades públicas empresariais que integrem o setor público empresarial se, em razão de regulamentação internacional específica, daí resultar diretamente decréscimo de receitas.

SECÇÃO II Outras disposições aplicáveis a trabalhadores em funções públicas

Artigo 48.ºControlo de recrutamento de trabalhadores

1 - Os serviços da administração direta e indireta do Estado, bem como os órgãos e serviços de apoio do Presidente da República, da Assembleia da República, dos tribunais e do Ministério Público e respetivos órgãos de gestão e dos outros órgãos abrangidos pelo âmbito de aplicação objetivo definido no artigo 3.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, não podem proceder à abertura de procedimentos concursais com vista à constituição de relações jurídicas de emprego público por tempo indeterminado, determinado ou determinável, para carreira geral ou especial e carreiras que ainda não tenham sido objeto de extinção, de revisão ou de decisão de subsistência, destinados a candidatos que não possuam uma relação jurídica de emprego público por tempo indeterminado previamente constituída, sem prejuízo do disposto no número seguinte.

2 - Em situações excecionais, devidamente fundamentadas, os membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública podem autorizar a abertura de procedimentos concursais a que se refere o número anterior, fixando, caso a caso, o número máximo de trabalhadores a recrutar e desde que se verifiquem os seguintes requisitos cumulativos:

a)Existência de relevante interesse público no recrutamento, ponderando, designadamente, a eventual carência dos recursos humanos no setor de atividade da Administração Pública a que se destina o recrutamento, bem como a evolução global dos recursos humanos do ministério de que depende o órgão ou serviço;
b)Impossibilidade de ocupação dos postos de trabalho em causa por trabalhadores com relação jurídica de emprego público previamente constituída, ou por recurso a pessoal colocado em situação de mobilidade especial ou a outros instrumentos de mobilidade;
c)Declaração de cabimento orçamental emitida pelo órgão, serviço ou entidade requerente;
d)Cumprimento, pontual e integral, dos deveres de informação previstos na Lei n.º 57/2011, de 28 de novembro, alterada pela Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro;
e)Demonstração do cumprimento das medidas de redução mínima, estabelecidas tendo em vista o cumprimento do Programa de Assistência Económica e Financeira (PAEF), considerando o número de trabalhadores em causa no termo do ano anterior;
f)Parecer prévio favorável do membro do Governo de que depende o órgão ou serviço que pretende efetuar o recrutamento.

3 - Quando tenha decorrido o prazo de seis meses, a contar da data da emissão da autorização prevista no número anterior, sem que tenha sido homologada a lista de classificação final, devem os serviços que procedem ao recrutamento, após a fase de aplicação de métodos de seleção, solicitar autorização aos membros do Governo a que se refere a mesma disposição legal para prosseguir com o recrutamento.

4 - Todos os órgãos e serviços competentes para a realização de ações de inspeção e auditoria devem, no âmbito das ações que venham a executar nos órgãos e serviços abrangidos pelo disposto no presente artigo, proceder à identificação das situações passíveis de constituir violação do disposto no presente artigo e comunicá-las aos membros do Governo a que se refere o n.º 2.

5 - Sem prejuízo da produção plena dos seus efeitos durante o tempo em que tenham estado em execução, as contratações e as nomeações de trabalhadores efetuadas na sequência de procedimentos concursais realizados em violação do disposto no presente artigo são nulas e fazem incorrer os seus autores em responsabilidade civil, financeira e disciplinar.

6 - Para efeitos da efetivação da responsabilidade financeira a que se refere o número anterior consideram-se, designadamente, todos os pagamentos efetuados aos trabalhadores nomeados e contratados em violação do disposto no presente artigo como consequência desta violação e, como tal, pagamentos indevidos.

7 - O disposto no presente artigo tem caráter excecional e prevalece sobre todas as disposições legais, gerais ou especiais, contrárias.

8 - O disposto no n.º 3 aplica-se aos procedimentos concursais a que se refere o n.º 1 em curso à data da entrada em vigor da presente lei.

Artigo 49.ºPrioridade no recrutamento

1 - Nos procedimentos concursais publicitados ao abrigo e nos termos do disposto no n.º 6 do artigo 6.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, o recrutamento efetua-se, sem prejuízo das preferências legalmente estabelecidas, pela seguinte ordem:

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Explicação por IA a partir do texto oficial da lei. Orientativa, não substitui aconselhamento jurídico.