Lei n.º 82-B/2014, de 31 de Dezembro
Índice (261)
- Artigo 1.º Aprovação
- Artigo 2.º Aplicação dos normativos
- Artigo 3.º Utilização das dotações orçamentais
- Artigo 4.º Modelo de gestão de tesouraria
- Artigo 5.º Consignação de receitas ao capítulo 70
- Artigo 6.º Regime de obrigatoriedade de reutilização de consumíveis informáticos
- Artigo 7.º Entidades excecionadas do âmbito de aplicação do Decreto-Lei n.º 280/2
- Artigo 8.º Arrendamento de imóveis pelo Camões
- Artigo 9.º Contabilização de receita proveniente de operações imobiliárias
- Artigo 10.º Princípio da onerosidade
- Artigo 11.º Renovação dos contratos de arrendamento para instalação de serviços pú
- Artigo 12.º
- Artigo 13.º Afetação do produto da alienação e oneração de imóveis
- Artigo 14.º Transferência de património edificado
- Artigo 15.º Transferências orçamentais
- Artigo 16.º
- Artigo 17.º Reorganização de serviços e transferências na Administração Pública
- Artigo 18.º
- Artigo 19.º Transferências orçamentais no âmbito da requalificação
- Artigo 20.º Transferências orçamentais e atribuição de subsídios às entidades públ
- Artigo 21.º Retenção de montantes nas dotações, transferências e reforço orçamenta
- Artigo 22.º Transferências para fundações
- Artigo 23.º Dotação inscrita no âmbito da Lei de Programação Militar
- Artigo 24.º Dotação inscrita no âmbito da Lei de Programação das Infraestruturas M
- Artigo 25.º Cessação da autonomia financeira
- Artigo 26.º Consolidação do modelo organizativo do Ministério das Finanças
- Artigo 27.º Centralização de atribuições comuns na Secretaria-Geral do Ministério
- Artigo 28.º
- Artigo 29.º Consolidação orçamental
- Artigo 30.º Operacionalização
- Artigo 31.º Reforma do modelo organizativo dos ministérios
- Artigo 32.º Fusão dos orçamentos
- Artigo 33.º Operacionalização
- Artigo 34.º Avaliação
- Artigo 35.º Pagamento do subsídio de Natal
- Artigo 36.º
- Artigo 37.º Pagamento do montante adicional atribuído aos pensionistas do sistema
- Artigo 38.º Proibição de valorizações remuneratórias
- Artigo 39.º Atribuição de prémios de desempenho
- Artigo 40.º Graduação de militares em regimes de contrato e de voluntariado
- Artigo 41.º Prémios de gestão
- Artigo 42.º Determinação do posicionamento remuneratório
- Artigo 43.º Subsídio de refeição
- Artigo 44.º
- Artigo 45.º Pagamento do trabalho extraordinário ou suplementar
- Artigo 46.º Setor público empresarial
- Artigo 47.º Controlo de recrutamento de trabalhadores
- Artigo 48.º Prioridade no recrutamento
- Artigo 49.º Cedência de interesse público
- Artigo 50.º Trabalhadores de órgãos e serviços das administrações regionais e autá
- Artigo 51.º Duração da mobilidade
- Artigo 52.º Registos e notariado
- Artigo 53.º Regras de movimento e permanência do pessoal diplomático
- Artigo 54.º Vínculos de emprego público a termo resolutivo
- Artigo 55.º
- Artigo 56.º Recrutamento de trabalhadores nas instituições de ensino superior públ
- Artigo 57.º Contratação de doutorados para o Sistema Científico e Tecnológico Naci
- Artigo 58.º
- Artigo 59.º Relatório sobre a remuneração de gestores do setor empresarial do Esta
- Artigo 60.º Redução de trabalhadores no setor público empresarial
- Artigo 61.º Gastos operacionais das empresas públicas
- Artigo 62.º Gestão de pessoal nos municípios em equilíbrio e nas restantes entidad
- Artigo 63.º Redução de trabalhadores nos municípios em situação de saneamento ou r
- Artigo 64.º Controlo do recrutamento de trabalhadores nas autarquias locais
- Artigo 65.º Recrutamento de trabalhadores nas autarquias locais em situação de san
- Artigo 66.º Reporte relativo a trabalhadores das autarquias locais
- Artigo 67.º Controlo do recrutamento de trabalhadores nas administrações regionais
- Artigo 68.º Admissões de pessoal militar, militarizado e com funções policiais, de
- Artigo 69.º Quantitativos de militares em regime de contrato, regime de contrato e
- Artigo 70.º Prestação de informação sobre efetivos militares
- Artigo 71.º Aplicação de regimes laborais especiais na saúde
- Artigo 72.º Alteração ao Estatuto do Serviço Nacional de Saúde
- Artigo 73.º Alteração de regimes de trabalho no âmbito do Serviço Nacional de Saúd
- Artigo 74.º
- Artigo 75.º Contratos de aquisição de serviços
- Artigo 76.º Aquisição de serviços a empresas de consultadoria
- Artigo 77.º Disposições específicas na aquisição de serviços de mediação imobiliár
- Artigo 78.º Complementos de pensão
- Artigo 79.º Contribuição extraordinária de solidariedade
- Artigo 80.º Subvenções mensais vitalícias
- Artigo 81.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 498/72, de 9 de dezembro
- Artigo 82.º Alteração à Lei n.º 52/2007, de 31 de agosto
- Artigo 83.º Fator de sustentabilidade
- Artigo 84.º Tempo relevante para aposentação
- Artigo 85.º Salvaguarda de direitos
- Artigo 86.º Suspensão da passagem às situações de reserva, pré-aposentação ou disp
- Artigo 87.º Montantes da participação das autarquias locais nos impostos do Estado
- Artigo 88.º Transferências para as freguesias do município de Lisboa
- Artigo 89.º Acordos de regularização de dívidas das autarquias locais
- Artigo 90.º Pagamento a concessionários ao abrigo de decisão judicial
- Artigo 91.º
- Artigo 92.º
- Artigo 93.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 144/2008, de 28 de julho
- Artigo 94.º Transferência de património e equipamentos
- Artigo 95.º Áreas metropolitanas e comunidades intermunicipais
- Artigo 96.º Auxílios financeiros e cooperação técnica e financeira
- Artigo 97.º Retenção de fundos municipais
- Artigo 98.º Redução do endividamento
- Artigo 99.º Fundo de Regularização Municipal
- Artigo 100.º Participação variável no imposto sobre o rendimento das pessoas singul
- Artigo 101.º Fundo de Emergência Municipal
- Artigo 102.º
- Artigo 103.º Despesas urgentes e inadiáveis
- Artigo 104.º Realização de investimentos
- Artigo 105.º Liquidação das sociedades Polis
- Artigo 106.º Operações de substituição de dívida
- Artigo 107.º
- Artigo 108.º Mobilização de ativos e recuperação de créditos da segurança social
- Artigo 109.º Alienação de créditos
- Artigo 110.º
- Artigo 111.º Transferências para capitalização
- Artigo 112.º Prestação de garantias pelo Fundo de Estabilização Financeira da Segur
- Artigo 113.º Transferências para políticas ativas de emprego e formação profissiona
- Artigo 114.º Suspensão de pagamento de subsídios e de passagens na Região Autónoma
- Artigo 115.º Suspensão do pagamento de subsídios e de passagens na Região Autónoma
- Artigo 116.º Divulgação de listas de contribuintes
- Artigo 117.º
- Artigo 118.º Congelamento do valor nominal das pensões
- Artigo 119.º Majoração do montante do subsídio de desemprego e do subsídio por cess
- Artigo 120.º Concessão de empréstimos e outras operações ativas
- Artigo 121.º Mobilização de ativos e recuperação de créditos
- Artigo 122.º Aquisição de ativos e assunção de passivos e responsabilidades
- Artigo 123.º Limite das prestações de operações de locação
- Artigo 124.º Antecipação de fundos europeus estruturais e de investimento
- Artigo 125.º Princípio da unidade de tesouraria
- Artigo 126.º Operações de reprivatização e de alienação
- Artigo 127.º
- Artigo 128.º Saldos do capítulo 60 do Orçamento do Estado
- Artigo 129.º Encargos de liquidação
- Artigo 130.º Programa de assistência financeira à Grécia
- Artigo 131.º
- Artigo 132.º Financiamento do Orçamento do Estado
- Artigo 133.º Financiamento de habitação e de reabilitação urbana
- Artigo 134.º Condições gerais do financiamento
- Artigo 135.º Dívida denominada em moeda diferente do euro
- Artigo 136.º Dívida flutuante
- Artigo 137.º Compra em mercado e troca de títulos de dívida
- Artigo 138.º Gestão da dívida pública direta do Estado
- Artigo 139.º Concessão extraordinária de garantias pessoais do Estado
- Artigo 140.º Garantias no âmbito de investimentos financiados pelo Banco Europeu de
- Artigo 141.º Transferências orçamentais para as regiões autónomas
- Artigo 142.º Necessidades de financiamento das regiões autónomas
- Artigo 143.º Aplicação da Lei Orgânica n.º 2/2013, de 2 de setembro, à Região Autón
- Artigo 144.º Transportes
- Artigo 145.º Fiscalização prévia do Tribunal de Contas
- Artigo 146.º Fundo Português de Carbono
- Artigo 147.º Contratos-programa na área da saúde
- Artigo 148.º Cedência de interesse público para pessoas coletivas de direito públic
- Artigo 149.º
- Artigo 150.º Receitas do Serviço Nacional de Saúde
- Artigo 151.º Encargos com prestações de saúde no Serviço Nacional de Saúde
- Artigo 152.º Transição de saldos da ADSE, SAD e ADM
- Artigo 153.º Encargos dos sistemas de assistência na doença
- Artigo 154.º Pagamento das autarquias locais ao Serviço Nacional de Saúde
- Artigo 155.º Atualização das taxas moderadoras
- Artigo 156.º
- Artigo 157.º Sistema integrado de operações de proteção e socorro
- Artigo 158.º Redefinição do uso dos solos
- Artigo 159.º Depósitos obrigatórios
- Artigo 160.º Processos judiciais eliminados
- Artigo 161.º Entidades com autonomia administrativa que funcionam junto da Assemble
- Artigo 162.º
- Artigo 163.º Transferência de IVA para a segurança social
- Artigo 164.º Transferência do património dos governos civis
- Artigo 165.º Alteração à Lei n.º 49/2012, de 29 de agosto
- Artigo 166.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 282/95, de 26 de outubro
- Artigo 167.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 34/2013, de 27 de fevereiro
- Artigo 168.º Contribuição sobre a indústria farmacêutica
- Artigo 169.º Alteração à Lei n.º 55/2007, de 31 de agosto
- Artigo 170.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 322/90, de 18 de outubro
- Artigo 171.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 14/2011, de 25 de janeiro
- Artigo 172.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 106/98, de 24 de abril
- Artigo 173.º Alteração à Lei n.º 112/2009, de 16 de setembro
- Artigo 174.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto
- Artigo 175.º Alteração ao Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial
- Artigo 176.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 154/2014, de 20 de outubro
- Artigo 177.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 288/2000, de 13 de novembro
- Artigo 178.º Alteração à Lei n.º 112/97, de 16 de setembro
- Artigo 179.º Alteração à Lei n.º 73/2014, de 2 de setembro
- Artigo 180.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 503/99, de 20 de novembro
- Artigo 181.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 133-B/97, de 30 de maio
- Artigo 182.º Alteração à Lei n.º 5/2004, de 10 de fevereiro
- Artigo 183.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de maio
- Artigo 184.º Alteração à Lei Orgânica n.º 2/2013, de 2 de setembro
- Artigo 185.º Alteração à Lei n.º 28/2012, de 31 de julho
- Artigo 186.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 34/2012, de 14 de fevereiro
- Artigo 187.º Alteração à Lei n.º 54/2011, de 19 de outubro
- Artigo 188.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 151-A/2000, de 20 de julho
- Artigo 189.º Subsídio social de mobilidade
- Artigo 190.º Alteração à Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto
- Artigo 191.º Sobretaxa em sede de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
- Artigo 192.º Alteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletiva
- Artigo 193.º Aditamento ao Decreto-Lei n.º 492/88, de 30 de dezembro
- Artigo 194.º Alteração ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
- Artigo 195.º Alteração à lista i anexa ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescent
- Artigo 196.º Alteração à lista ii anexa ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescen
- Artigo 197.º Transferência do imposto sobre o valor acrescentado para o desenvolvim
- Artigo 198.º Aditamento ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
- Artigo 199.º Alteração sistemática ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
- Artigo 200.º Norma transitória - Opção pelo regime
- Artigo 201.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 198/90, de 19 de junho
- Artigo 202.º
- Artigo 203.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 143/86, de 16 de junho
- Artigo 204.º Alteração ao regime de IVA de caixa
- Artigo 205.º Alteração à Lei n.º 55/2012, de 6 de setembro
- Artigo 206.º Alteração ao Código do Imposto do Selo
- Artigo 207.º Alteração ao Código dos Impostos Especiais de Consumo
- Artigo 208.º Aditamento ao Código dos Impostos Especiais de Consumo
- Artigo 209.º Alterações sistemáticas no âmbito do Código dos Impostos Especiais de
- Artigo 210.º Norma revogatória no âmbito do Código dos Impostos Especiais de Consum
- Artigo 211.º Alteração ao Código do Imposto sobre Veículos
- Artigo 212.º Alteração ao Código do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosa
- Artigo 213.º Alteração ao Código do Imposto Municipal sobre Imóveis
- Artigo 214.º Alteração ao Código do Imposto Único de Circulação
- Artigo 215.º Aditamento ao Código do Imposto Único de Circulação
- Artigo 216.º Adicional em sede de imposto único de circulação
- Artigo 217.º Alteração ao Estatuto dos Benefícios Fiscais
- Artigo 218.º Aditamento ao Estatuto dos Benefícios Fiscais
- Artigo 219.º Norma revogatória no âmbito do Estatuto dos Benefícios Fiscais
- Artigo 220.º Alteração à lei geral tributária
- Artigo 221.º Aditamento à lei geral tributária
- Artigo 222.º Alteração ao Código de Procedimento e de Processo Tributário
- Artigo 223.º Aditamento ao Código de Procedimento e de Processo Tributário
- Artigo 224.º Norma revogatória no âmbito do Código de Procedimento e de Processo Tr
- Artigo 225.º Disposição transitória no âmbito do procedimento e processo tributário
- Artigo 226.º Alteração ao Regime Geral das Infrações Tributárias
- Artigo 227.º Alteração ao Regulamento das Alfândegas
- Artigo 228.º Instituições particulares de solidariedade social e Santa Casa da Mise
- Artigo 229.º Adicional às taxas do imposto sobre os produtos petrolíferos e energét
- Artigo 230.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 118/2011, de 15 de dezembro
- Artigo 231.º Alteração do anexo ao Decreto-Lei n.º 118/2011, de 15 de dezembro
- Artigo 232.º Alteração ao Decreto-Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto
- Artigo 233.º Aditamento ao Decreto-Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto
- Artigo 234.º Disposição transitória no âmbito do Decreto-Lei n.º 198/2012, de 24 de
- Artigo 235.º Contribuição sobre o setor bancário
- Artigo 236.º Alteração ao regime da contribuição sobre o setor bancário
- Artigo 237.º Contribuição extraordinária sobre o setor energético
- Artigo 238.º Alteração ao regime que cria a contribuição extraordinária sobre o set
- Artigo 239.º Regime de comunicação de informações financeiras
- Artigo 240.º Incentivos à aquisição de empresas em situação económica difícil
- Artigo 241.º Zona Franca da Madeira
- Artigo 242.º Constituição de garantias
- Artigo 243.º Regime fiscal dos empréstimos externos
- Artigo 244.º
- Artigo 245.º Operações de reporte com instituições financeiras não residentes
- Artigo 246.º Operações de reporte
- Artigo 247.º Contribuição para o audiovisual
- Artigo 248.º
- Artigo 249.º
- Artigo 250.º Autorização legislativa no âmbito do imposto do selo
- Artigo 251.º Comércio ilícito de tabaco
- Artigo 252.º Política da prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pes
- Artigo 253.º Previsão orçamental de receitas das autarquias locais resultantes da v
- Artigo 254.º Não aplicação da redução do vencimento prevista na Lei n.º 47/2010, de
- Artigo 255.º Prestação de serviço judicial por magistrados jubilados
- Artigo 256.º Vigência de normas dependentes do procedimento por défices excessivos
- Artigo 257.º Extensão de vigência da Lei n.º 11/2013, de 28 de janeiro
- Artigo 258.º Norma repristinatória
- Artigo 259.º Suspensão da vigência do Decreto-Lei n.º 208/2012, de 7 de setembro
- Artigo 260.º Norma revogatória
- Artigo 261.º Entrada em vigor
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Ver versões do diploma: -->
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Artigo 1.ºAprovação
Artigo 2.ºAplicação dos normativos
Artigo 3.ºUtilização das dotações orçamentais
Artigo 4.ºModelo de gestão de tesouraria
Artigo 5.ºConsignação de receitas ao capítulo 70
Artigo 6.ºRegime de obrigatoriedade de reutilização de consumíveis informáticos
Artigo 7.ºEntidades excecionadas do âmbito de aplicação do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto
Artigo 8.ºArrendamento de imóveis pelo Camões
Artigo 9.ºContabilização de receita proveniente de operações imobiliárias
Artigo 10.ºPrincípio da onerosidade
Artigo 11.ºRenovação dos contratos de arrendamento para instalação de serviços públicos
Artigo 12.º
Cessação dos arrendamentos de imóveis abrangidos pela Estratégia para a Reorganização dos Serviços de Atendimento da Administração Pública
Artigo 13.ºAfetação do produto da alienação e oneração de imóveis
Artigo 14.ºTransferência de património edificado
Artigo 15.ºTransferências orçamentais
Artigo 16.º
Afetação de verbas resultantes do encerramento de contratos-programa realizados no âmbito do Programa Polis
Artigo 17.ºReorganização de serviços e transferências na Administração Pública
Artigo 18.º
Alterações orçamentais no âmbito dos PREMAC, QREN, PROMAR, PRODER, PRRN, MFEEE, QCA III, do Acordo de Parceria e do Decreto-Lei n.º 166-A/2013, de 27 de dezembro
Artigo 19.ºTransferências orçamentais no âmbito da requalificação
Artigo 20.ºTransferências orçamentais e atribuição de subsídios às entidades públicas reclassificadas
Artigo 21.ºRetenção de montantes nas dotações, transferências e reforço orçamental
Artigo 22.ºTransferências para fundações
Artigo 23.ºDotação inscrita no âmbito da Lei de Programação Militar
Artigo 24.ºDotação inscrita no âmbito da Lei de Programação das Infraestruturas Militares
Artigo 25.ºCessação da autonomia financeira
Artigo 26.ºConsolidação do modelo organizativo do Ministério das Finanças
Artigo 27.ºCentralização de atribuições comuns na Secretaria-Geral do Ministério das Finanças
Artigo 28.º
Transferência da competência de gestão dos orçamentos dos gabinetes do Ministério das Finanças para a Secretaria-Geral
Artigo 29.ºConsolidação orçamental
Artigo 30.ºOperacionalização
Artigo 31.ºReforma do modelo organizativo dos ministérios
Artigo 32.ºFusão dos orçamentos
Artigo 33.ºOperacionalização
Artigo 34.ºAvaliação
Artigo 35.ºPagamento do subsídio de Natal
Artigo 36.º
Pagamento do subsídio de Natal aos aposentados, reformados e demais pensionistas da Caixa Geral de Aposentações, I. P.
Artigo 37.ºPagamento do montante adicional atribuído aos pensionistas do sistema de segurança social
Artigo 38.ºProibição de valorizações remuneratórias
Artigo 39.ºAtribuição de prémios de desempenho
Artigo 40.ºGraduação de militares em regimes de contrato e de voluntariado
Artigo 41.ºPrémios de gestão
Artigo 42.ºDeterminação do posicionamento remuneratório
Artigo 43.ºSubsídio de refeição
Artigo 44.º
Ajudas de custo, trabalho suplementar e trabalho noturno nas fundações públicas e nos estabelecimentos públicos
Artigo 45.ºPagamento do trabalho extraordinário ou suplementar
Artigo 46.ºSetor público empresarial
Artigo 47.ºControlo de recrutamento de trabalhadores
Artigo 48.ºPrioridade no recrutamento
Artigo 49.ºCedência de interesse público
Artigo 50.ºTrabalhadores de órgãos e serviços das administrações regionais e autárquicas
Artigo 51.ºDuração da mobilidade
Artigo 52.ºRegistos e notariado
Artigo 53.ºRegras de movimento e permanência do pessoal diplomático
Artigo 54.ºVínculos de emprego público a termo resolutivo
Artigo 55.º
Compensação por caducidade dos contratos a termo resolutivo celebrados com docentes pelo Ministério da Educação e Ciência
Artigo 56.ºRecrutamento de trabalhadores nas instituições de ensino superior públicas
Artigo 57.ºContratação de doutorados para o Sistema Científico e Tecnológico Nacional
Artigo 58.º
Controlo da contratação de novos trabalhadores por pessoas coletivas de direito público e empresas públicas
Artigo 59.ºRelatório sobre a remuneração de gestores do setor empresarial do Estado
Artigo 60.ºRedução de trabalhadores no setor público empresarial
Artigo 61.ºGastos operacionais das empresas públicas
Artigo 62.ºGestão de pessoal nos municípios em equilíbrio e nas restantes entidades da administração local
Artigo 63.ºRedução de trabalhadores nos municípios em situação de saneamento ou rutura
Artigo 64.ºControlo do recrutamento de trabalhadores nas autarquias locais
Artigo 65.ºRecrutamento de trabalhadores nas autarquias locais em situação de saneamento ou de rutura
Artigo 66.ºReporte relativo a trabalhadores das autarquias locais
Artigo 67.ºControlo do recrutamento de trabalhadores nas administrações regionais
Artigo 68.ºAdmissões de pessoal militar, militarizado e com funções policiais, de segurança ou equiparado
Artigo 69.ºQuantitativos de militares em regime de contrato, regime de contrato especial e de voluntariado
Artigo 70.ºPrestação de informação sobre efetivos militares
Artigo 71.ºAplicação de regimes laborais especiais na saúde
Artigo 72.ºAlteração ao Estatuto do Serviço Nacional de Saúde
Artigo 73.ºAlteração de regimes de trabalho no âmbito do Serviço Nacional de Saúde
Artigo 74.º
Recapitalização dos Hospitais, E. P. E.
Artigo 75.ºContratos de aquisição de serviços
Artigo 76.ºAquisição de serviços a empresas de consultadoria
Artigo 77.ºDisposições específicas na aquisição de serviços de mediação imobiliária
Artigo 78.ºComplementos de pensão
Artigo 79.ºContribuição extraordinária de solidariedade
Artigo 80.ºSubvenções mensais vitalícias
Artigo 81.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 498/72, de 9 de dezembro
Artigo 82.ºAlteração à Lei n.º 52/2007, de 31 de agosto
Artigo 83.ºFator de sustentabilidade
Artigo 84.ºTempo relevante para aposentação
Artigo 85.ºSalvaguarda de direitos
Artigo 86.ºSuspensão da passagem às situações de reserva, pré-aposentação ou disponibilidade
Artigo 87.ºMontantes da participação das autarquias locais nos impostos do Estado
Artigo 88.ºTransferências para as freguesias do município de Lisboa
Artigo 89.ºAcordos de regularização de dívidas das autarquias locais
Artigo 90.ºPagamento a concessionários ao abrigo de decisão judicial
Artigo 91.º
Confirmação da situação tributária e contributiva no âmbito dos pagamentos efetuados pelas autarquias locais
Artigo 92.º
Transferências financeiras ao abrigo da descentralização de competências para os municípios e entidades intermunicipais
Artigo 93.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 144/2008, de 28 de julho
Artigo 94.ºTransferência de património e equipamentos
Artigo 95.ºÁreas metropolitanas e comunidades intermunicipais
Artigo 96.ºAuxílios financeiros e cooperação técnica e financeira
Artigo 97.ºRetenção de fundos municipais
Artigo 98.ºRedução do endividamento
Artigo 99.ºFundo de Regularização Municipal
Artigo 100.ºParticipação variável no imposto sobre o rendimento das pessoas singulares
Artigo 101.ºFundo de Emergência Municipal
Artigo 102.º
Instituto da Conservação da Natureza e das Florestas, I. P.
Artigo 103.ºDespesas urgentes e inadiáveis
Artigo 104.ºRealização de investimentos
Artigo 105.ºLiquidação das sociedades Polis
Artigo 106.ºOperações de substituição de dívida
Artigo 107.º
Saldo de gerência do Instituto do Emprego e da Formação Profissional, I. P.
Artigo 108.ºMobilização de ativos e recuperação de créditos da segurança social
Artigo 109.ºAlienação de créditos
Artigo 110.º
Representação da segurança social nos processos especiais de recuperação de empresas e insolvência e processos especiais de revitalização
Artigo 111.ºTransferências para capitalização
Artigo 112.ºPrestação de garantias pelo Fundo de Estabilização Financeira da Segurança Social
Artigo 113.ºTransferências para políticas ativas de emprego e formação profissional durante o ano de 2015
Artigo 114.ºSuspensão de pagamento de subsídios e de passagens na Região Autónoma da Madeira
Artigo 115.ºSuspensão do pagamento de subsídios e de passagens na Região Autónoma dos Açores
Artigo 116.ºDivulgação de listas de contribuintes
Artigo 117.º
Suspensão do regime de atualização do valor do indexante dos apoios sociais, das pensões e outras prestações sociais
Artigo 118.ºCongelamento do valor nominal das pensões
Artigo 119.ºMajoração do montante do subsídio de desemprego e do subsídio por cessação de atividade
Artigo 120.ºConcessão de empréstimos e outras operações ativas
Artigo 121.ºMobilização de ativos e recuperação de créditos
Artigo 122.ºAquisição de ativos e assunção de passivos e responsabilidades
Artigo 123.ºLimite das prestações de operações de locação
Artigo 124.ºAntecipação de fundos europeus estruturais e de investimento
Artigo 125.ºPrincípio da unidade de tesouraria
Artigo 126.ºOperações de reprivatização e de alienação
Artigo 127.º
Limite máximo para a concessão de garantias pelo Estado e por outras pessoas coletivas de direito público
Artigo 128.ºSaldos do capítulo 60 do Orçamento do Estado
Artigo 129.ºEncargos de liquidação
Artigo 130.ºPrograma de assistência financeira à Grécia
Artigo 131.º
Participação no capital e nas reconstituições de recursos das instituições financeiras internacionais
Artigo 132.ºFinanciamento do Orçamento do Estado
Artigo 133.ºFinanciamento de habitação e de reabilitação urbana
Artigo 134.ºCondições gerais do financiamento
Artigo 135.ºDívida denominada em moeda diferente do euro
Artigo 136.ºDívida flutuante
Artigo 137.ºCompra em mercado e troca de títulos de dívida
Artigo 138.ºGestão da dívida pública direta do Estado
Artigo 139.ºConcessão extraordinária de garantias pessoais do Estado
Artigo 140.ºGarantias no âmbito de investimentos financiados pelo Banco Europeu de Investimento
Artigo 141.ºTransferências orçamentais para as regiões autónomas
Artigo 142.ºNecessidades de financiamento das regiões autónomas
Artigo 143.ºAplicação da Lei Orgânica n.º 2/2013, de 2 de setembro, à Região Autónoma da Madeira
Artigo 144.ºTransportes
Artigo 145.ºFiscalização prévia do Tribunal de Contas
Artigo 146.ºFundo Português de Carbono
Artigo 147.ºContratos-programa na área da saúde
Artigo 148.ºCedência de interesse público para pessoas coletivas de direito público na área da saúde
Artigo 149.º
Recrutamento de trabalhadores por pessoas coletivas de direito público e empresas públicas na área da saúde
Artigo 150.ºReceitas do Serviço Nacional de Saúde
Artigo 151.ºEncargos com prestações de saúde no Serviço Nacional de Saúde
Artigo 152.ºTransição de saldos da ADSE, SAD e ADM
Artigo 153.ºEncargos dos sistemas de assistência na doença
Artigo 154.ºPagamento das autarquias locais ao Serviço Nacional de Saúde
Artigo 155.ºAtualização das taxas moderadoras
Artigo 156.º
Transmissão de dados entre a Autoridade Tributária e Aduaneira e a segurança social e a CGA, I. P.
Artigo 157.ºSistema integrado de operações de proteção e socorro
Artigo 158.ºRedefinição do uso dos solos
Artigo 159.ºDepósitos obrigatórios
Artigo 160.ºProcessos judiciais eliminados
Artigo 161.ºEntidades com autonomia administrativa que funcionam junto da Assembleia da República
Artigo 162.º
Financiamento do Programa de Emergência Social e do apoio social extraordinário ao consumidor de energia
Artigo 163.ºTransferência de IVA para a segurança social
Artigo 164.ºTransferência do património dos governos civis
Artigo 165.ºAlteração à Lei n.º 49/2012, de 29 de agosto
Artigo 166.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 282/95, de 26 de outubro
Artigo 167.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 34/2013, de 27 de fevereiro
Artigo 168.ºContribuição sobre a indústria farmacêutica
Artigo 169.ºAlteração à Lei n.º 55/2007, de 31 de agosto
Artigo 170.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 322/90, de 18 de outubro
Artigo 171.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 14/2011, de 25 de janeiro
Artigo 172.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 106/98, de 24 de abril
Artigo 173.ºAlteração à Lei n.º 112/2009, de 16 de setembro
Artigo 174.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto
Artigo 175.ºAlteração ao Código dos Regimes Contributivos do Sistema Previdencial de Segurança Social
Artigo 176.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 154/2014, de 20 de outubro
Artigo 177.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 288/2000, de 13 de novembro
Artigo 178.ºAlteração à Lei n.º 112/97, de 16 de setembro
Artigo 179.ºAlteração à Lei n.º 73/2014, de 2 de setembro
Artigo 180.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 503/99, de 20 de novembro
Artigo 181.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 133-B/97, de 30 de maio
Artigo 182.ºAlteração à Lei n.º 5/2004, de 10 de fevereiro
Artigo 183.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de maio
Artigo 184.ºAlteração à Lei Orgânica n.º 2/2013, de 2 de setembro
Artigo 185.ºAlteração à Lei n.º 28/2012, de 31 de julho
Artigo 186.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 34/2012, de 14 de fevereiro
Artigo 187.ºAlteração à Lei n.º 54/2011, de 19 de outubro
Artigo 188.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 151-A/2000, de 20 de julho
Artigo 189.ºSubsídio social de mobilidade
Artigo 190.ºAlteração à Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto
Artigo 191.ºSobretaxa em sede de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares e crédito fiscal
Artigo 192.ºAlteração ao Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Coletivas
Artigo 193.ºAditamento ao Decreto-Lei n.º 492/88, de 30 de dezembro
Artigo 194.ºAlteração ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
Artigo 195.ºAlteração à lista i anexa ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
Artigo 196.ºAlteração à lista ii anexa ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
Artigo 197.ºTransferência do imposto sobre o valor acrescentado para o desenvolvimento do turismo regional
Artigo 198.ºAditamento ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
Artigo 199.ºAlteração sistemática ao Código do Imposto sobre o Valor Acrescentado
Artigo 200.ºNorma transitória - Opção pelo regime
Artigo 201.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 198/90, de 19 de junho
Artigo 202.º
Alteração ao regime de bens em circulação objeto de transações entre sujeitos passivos de imposto sobre o valor acrescentado
Artigo 203.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 143/86, de 16 de junho
Artigo 204.ºAlteração ao regime de IVA de caixa
Artigo 205.ºAlteração à Lei n.º 55/2012, de 6 de setembro
Artigo 206.ºAlteração ao Código do Imposto do Selo
Artigo 207.ºAlteração ao Código dos Impostos Especiais de Consumo
Artigo 208.ºAditamento ao Código dos Impostos Especiais de Consumo
Artigo 209.ºAlterações sistemáticas no âmbito do Código dos Impostos Especiais de Consumo
Artigo 210.ºNorma revogatória no âmbito do Código dos Impostos Especiais de Consumo
Artigo 211.ºAlteração ao Código do Imposto sobre Veículos
Artigo 212.ºAlteração ao Código do Imposto Municipal sobre as Transmissões Onerosas de Imóveis
Artigo 213.ºAlteração ao Código do Imposto Municipal sobre Imóveis
Artigo 214.ºAlteração ao Código do Imposto Único de Circulação
Artigo 215.ºAditamento ao Código do Imposto Único de Circulação
Artigo 216.ºAdicional em sede de imposto único de circulação
Artigo 217.ºAlteração ao Estatuto dos Benefícios Fiscais
Artigo 218.ºAditamento ao Estatuto dos Benefícios Fiscais
Artigo 219.ºNorma revogatória no âmbito do Estatuto dos Benefícios Fiscais
Artigo 220.ºAlteração à lei geral tributária
Artigo 221.ºAditamento à lei geral tributária
Artigo 222.ºAlteração ao Código de Procedimento e de Processo Tributário
Artigo 223.ºAditamento ao Código de Procedimento e de Processo Tributário
Artigo 224.ºNorma revogatória no âmbito do Código de Procedimento e de Processo Tributário
Artigo 225.ºDisposição transitória no âmbito do procedimento e processo tributário
Artigo 226.ºAlteração ao Regime Geral das Infrações Tributárias
Artigo 227.ºAlteração ao Regulamento das Alfândegas
Artigo 228.ºInstituições particulares de solidariedade social e Santa Casa da Misericórdia de Lisboa
Artigo 229.ºAdicional às taxas do imposto sobre os produtos petrolíferos e energéticos
Artigo 230.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 118/2011, de 15 de dezembro
Artigo 231.ºAlteração do anexo ao Decreto-Lei n.º 118/2011, de 15 de dezembro
Artigo 232.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto
Artigo 233.ºAditamento ao Decreto-Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto
Artigo 234.ºDisposição transitória no âmbito do Decreto-Lei n.º 198/2012, de 24 de agosto
Artigo 235.ºContribuição sobre o setor bancário
Artigo 236.ºAlteração ao regime da contribuição sobre o setor bancário
Artigo 237.ºContribuição extraordinária sobre o setor energético
Artigo 238.ºAlteração ao regime que cria a contribuição extraordinária sobre o setor energético
Artigo 239.ºRegime de comunicação de informações financeiras
Artigo 240.ºIncentivos à aquisição de empresas em situação económica difícil
Artigo 241.ºZona Franca da Madeira
Artigo 242.ºConstituição de garantias
Artigo 243.ºRegime fiscal dos empréstimos externos
Artigo 244.º
Regime especial de tributação de valores mobiliários representativos de dívida emitida por entidades não residentes
Artigo 245.ºOperações de reporte com instituições financeiras não residentes
Artigo 246.ºOperações de reporte
Artigo 247.ºContribuição para o audiovisual
Artigo 248.º
Autorização legislativa para a regulamentação de um quadro sancionatório no âmbito do regime europeu de controlo das exportações, transferências, corretagem e trânsito de produtos d
Artigo 249.º
Autorização legislativa para criação da figura das sociedades de investimento em património imobiliário
Artigo 250.ºAutorização legislativa no âmbito do imposto do selo
Artigo 251.ºComércio ilícito de tabaco
Artigo 252.ºPolítica da prevenção, habilitação, reabilitação e participação da pessoa com deficiência
Artigo 253.ºPrevisão orçamental de receitas das autarquias locais resultantes da venda de imóveis
Artigo 254.ºNão aplicação da redução do vencimento prevista na Lei n.º 47/2010, de 7 de setembro
Artigo 255.ºPrestação de serviço judicial por magistrados jubilados
Artigo 256.ºVigência de normas dependentes do procedimento por défices excessivos
Artigo 257.ºExtensão de vigência da Lei n.º 11/2013, de 28 de janeiro
Artigo 258.ºNorma repristinatória
Artigo 259.ºSuspensão da vigência do Decreto-Lei n.º 208/2012, de 7 de setembro
Artigo 259.ºA
Aumento do capital social do BANIF - Banco Internacional do Funchal, S. A.
Artigo 260.ºNorma revogatória
Artigo 261.ºEntrada em vigor
Nº de artigos : 262 Páginas:
1 2 3 Seguinte > Ver índice sistemático do diploma Imprimir todo o diploma SUMÁRIO Orçamento do Estado para 2015 _____________________ Lei n.º 82-B/2014, de 31 de dezembro Orçamento do Estado para 2015 A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea g) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
CAPÍTULO I
Aprovação do Orçamento
Artigo 1.ºAprovação
1 - É aprovado pela presente lei o Orçamento do Estado para o ano de 2015, constante dos mapas seguintes:
2 - Durante o ano de 2015, o Governo é autorizado a cobrar as contribuições e os impostos constantes dos códigos e demais legislação tributária em vigor e de acordo com as alterações previstas na presente lei.
Artigo 2.ºAplicação dos normativos
1 - Todas as entidades previstas no âmbito do artigo 2.º da lei de enquadramento orçamental, aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, alterada e republicada pela Lei n.º 41/2014, de 10 de julho, independentemente da sua natureza e estatuto jurídico, ficam sujeitas ao cumprimento dos normativos previstos na presente lei e no decreto-lei de execução orçamental.
2 - Sem prejuízo das competências atribuídas pela Constituição e pela lei a órgãos de soberania de caráter eletivo, o disposto no número anterior prevalece sobre disposições gerais e especiais que disponham em sentido contrário.
CAPÍTULO II
Disciplina orçamental e modelos organizacionais SECÇÃO I Disciplina orçamental
Artigo 3.ºUtilização das dotações orçamentais
1 - Ficam cativos 12,5 /prct. das despesas afetas a projetos relativos a financiamento nacional.
2 - Fica cativo o valor inscrito na rubrica «Outras despesas correntes - Diversas - Outras - Reserva».
3 - Ficam cativos nos orçamentos de atividades dos serviços integrados e dos serviços e fundos autónomos nas despesas relativas a financiamento nacional 15 /prct. das dotações iniciais do agrupamento 02, «Aquisição de bens e serviços».
4 - Excetuam-se da cativação prevista nos n.os 1 e 3:
5 - As verbas transferidas do Orçamento da Assembleia da República que se destinam a transferências para as entidades com autonomia financeira ou administrativa nele previstas estão abrangidas pelas cativações constantes do presente artigo.
6 - Sem prejuízo do disposto no n.º 14, a descativação das verbas referidas nos n.os 1, 2 e 3, bem como o reforço do agrupamento 02 do orçamento de atividades, só podem realizar-se por razões excecionais, estando sujeitas a autorização do membro do Governo responsável pela área das finanças.
7 - As cativações previstas nos n.os 1 e 3 devem ter por referência, respetivamente, o total dos projetos e o total do agrupamento 02, «Aquisição de bens e serviços».
8 - Nas situações previstas no número anterior podem as entidades redistribuir respetivamente, no âmbito dos projetos e do agrupamento 02, «Aquisição de bens e serviços», as verbas das cativações previstas nos n.os 1 e 3, desde que mantenham o total de cativos.
9 - A cativação das verbas referidas nos n.os 1 a 3 pode ser redistribuída entre serviços integrados, entre serviços e fundos autónomos e entre serviços integrados e serviços e fundos autónomos, dentro de cada ministério, mediante despacho do respetivo membro do Governo.
10 - No caso de as verbas cativadas respeitarem a projetos, devem incidir sobre projetos não cofinanciados ou, não sendo possível, sobre a contrapartida nacional em projetos cofinanciados cujas candidaturas ainda não tenham sido submetidas a concurso.
11 - A descativação das verbas referidas nos números anteriores, no que for aplicável à Presidência da República e à Assembleia da República, incumbe aos respetivos órgãos nos termos das suas competências próprias.
12 - Ficam excluídos do âmbito de aplicação do presente artigo o Conselho de Finanças Públicas e, bem assim, as entidades públicas reclassificadas que não recebam transferências do Orçamento do Estado ou de serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, cujas receitas próprias não provenham de um direito atribuído pelo Estado, ou que apresentem nos últimos três anos custos médios inferiores a (euro) 1 500 000.
13 - Para efeitos do número anterior, o conceito de transferência é o utilizado no n.º 6 do artigo 22.º e o conceito de custo é o utilizado pelo Instituto Nacional de Estatística, I. P. (INE, I. P.), segundo o critério de rácio de mercantilidade.
14 - O reforço e a inscrição de rubricas sujeitas a cativação, a que se refere o n.º 6, quando ocorra entre serviços, é da competência do membro do Governo da tutela, no âmbito do respetivo programa, desde que a contrapartida seja obtida no mesmo agrupamento económico.
Artigo 4.ºModelo de gestão de tesouraria
Durante o ano de 2015, é estabelecido um modelo de gestão de tesouraria que garanta os seguintes objetivos:
Artigo 5.ºConsignação de receitas ao capítulo 70
As receitas do Estado provenientes de pagamentos indemnizatórios efetuados ao Estado Português resultantes da celebração de acordos pré-judiciais entre a Comissão Europeia e as empresas tabaqueiras, no âmbito da resolução de processos de contencioso aduaneiro, são consignadas ao capítulo 70 do Orçamento do Estado.
Artigo 6.ºRegime de obrigatoriedade de reutilização de consumíveis informáticos
Sempre que possível e, comprovadamente, não fique demonstrado haver outra solução mais económica, todos os serviços integrados e os serviços e fundos autónomos, autarquias locais e setor empresarial local estão obrigados a reutilizar os consumíveis informáticos, nomeadamente toners e tinteiros.
Artigo 7.ºEntidades excecionadas do âmbito de aplicação do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto
1 - O disposto nos artigos 9.º a 11.º e 13.º, bem como o disposto no Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto, que estabelece o regime jurídico do património imobiliário público, alterado pelas Leis n.os 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011, de 30 de dezembro, 66-B/2012, de 31 de dezembro, pelo Decreto-Lei n.º 36/2013, de 11 de março, pela Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro, e pela presente lei não se aplica:
2 - A alienação, a oneração e o arrendamento de imóveis pertencentes ao Estado ou aos organismos públicos com personalidade jurídica, dotados ou não de autonomia financeira, que não tenham a natureza, a forma e a designação de empresa, fundação ou associação pública, bem como a cedência de utilização de imóveis do Estado, são sempre onerosas, tendo como referência o valor apurado em avaliação promovida pela Direção-Geral do Tesouro e Finanças (DGTF).
3 - O disposto no número anterior não se aplica às situações previstas no n.º 1, aos imóveis que constituem a Urbanização da Nossa Senhora da Conceição, sita no Monte de Caparica, em Almada, propriedade da Casa Pia de Lisboa, I. P. (CPL, I. P.), e às instituições do ensino superior nos termos previstos no artigo 109.º da Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro.
Artigo 8.ºArrendamento de imóveis pelo Camões
Instituto de Cooperação e da Língua, I. P.
Ao arrendamento de imóveis, nos países beneficiários de ajuda para os projetos ou programas de cooperação cofinanciados pelo Camões - Instituto da Cooperação e da Língua, I. P. (Camões, I. P.), ou por este geridos, desde que a necessidade destes espaços e respetivo financiamento estejam previstos nos protocolos enquadradores, é aplicável o disposto no n.º 2 do artigo 20.º do Decreto-Lei n.º 197/99, de 8 de junho.
Artigo 9.ºContabilização de receita proveniente de operações imobiliárias
1 - Com vista à contabilização das receitas provenientes de operações imobiliárias, devem os serviços do Estado e os organismos públicos com personalidade jurídica, dotados ou não de autonomia financeira, que não tenham a natureza, a forma e a designação de empresa, fundação ou associação pública, remeter à DGTF, até 31 de março de 2015, informação detalhada sobre as receitas provenientes de arrendamento e de outros tipos de utilização com caráter duradouro de imóveis próprios ou do Estado, identificando a inscrição matricial, o registo e o local da situação do imóvel, bem como o respetivo título jurídico da ocupação.
2 - Compete à DGTF desenvolver, em colaboração com os serviços e organismos públicos referidos no número anterior, o procedimento necessário à arrecadação e contabilização das receitas referidas no número anterior.
3 - A afetação das receitas referidas no n.º 1 aos respetivos serviços é promovida pela DGTF, em conformidade com o disposto no n.º 1 do artigo 13.º
Artigo 10.ºPrincípio da onerosidade
1 - Durante o ano de 2015, fica a DGTF autorizada a liquidar e cobrar aos serviços, organismos públicos e demais entidades as contrapartidas decorrentes da implementação do princípio da onerosidade liquidadas, comunicadas e devidas no ano de 2014 e cujo pagamento não tenha ocorrido até 31 de dezembro de 2014.
2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, os serviços, organismos públicos e demais entidades estão obrigados ao pagamento das contrapartidas devidas nos termos da alínea b) do n.º 2 do artigo 4.º da Portaria n.º 278/2012, de 14 de setembro, aplicando-se à liquidação e pagamento destas contrapartidas o disposto no artigo 6.º da referida portaria.
3 - Fica o Ministério dos Negócios Estrangeiros isento da aplicação do princípio da onerosidade previsto no Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto, para efeitos de pagamento da renda prevista no auto de cedência e aceitação assinado entre a secretaria-geral deste ministério e a DGTF, no âmbito da cedência de imóvel com vista à instalação da sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa e da sede do Centro Norte-Sul.
Artigo 11.ºRenovação dos contratos de arrendamento para instalação de serviços públicos
1 - A renovação dos contratos de arrendamento para instalação de serviços públicos, celebrados em nome do Estado e por institutos públicos entre 1990 e 2005, está sujeita a parecer da DGTF.
2 - Os serviços integrados do Estado e os organismos públicos com personalidade jurídica, dotados ou não de autonomia financeira, devem remeter à DGTF os contratos de arrendamento referidos no número anterior, com 60 dias de antecedência relativamente ao início do prazo, legal ou contratualmente previsto, para a oposição à renovação.
Artigo 12.º
Cessação dos arrendamentos de imóveis abrangidos pela Estratégia para a Reorganização dos Serviços de Atendimento da Administração Pública 1 - A renovação dos contratos de arrendamento relativos a imóveis que se encontrem afetos a serviços integrados do Estado e a organismos públicos com personalidade jurídica, dotados ou não de autonomia financeira, abrangidos pela Estratégia para a Reorganização dos Serviços de Atendimento da Administração Pública (Estratégia), aprovada pela Resolução do Conselho de Ministros n.º 55-A/2014, de 15 de setembro, carece de parecer prévio favorável do coordenador da Estratégia, devendo nestes casos os serviços e organismos obter o parecer da DGTF.
2 - Caso o parecer do coordenador da Estratégia seja desfavorável, devem os serviços e os organismos promover a cessação dos respetivos contratos de arrendamento, sem necessidade de autorização por parte do membro do Governo responsável pela área das finanças.
3 - Os serviços e organismos devem ainda promover a cessação dos contratos de arrendamento, quando os imóveis previstos no n.º 1 sejam considerados desnecessários pelo coordenador da Estratégia.
4 - Os serviços e organismos ficam obrigados a comunicar à DGTF a cessação dos contratos de arrendamento efetuada ao abrigo do disposto no presente artigo.
5 - Para efeitos do disposto no n.º 3, a DGTF pode substituir-se ao serviço ou organismo.
Artigo 13.ºAfetação do produto da alienação e oneração de imóveis
1 - Sem prejuízo do disposto nos números seguintes, o produto da alienação, da oneração e do arrendamento dos imóveis do Estado ou dos organismos públicos com personalidade jurídica, dotados ou não de autonomia financeira, que não tenham a natureza, a forma e a designação de empresa, fundação ou associação pública, bem como da cedência de utilização de imóveis do Estado, pode reverter, total ou parcialmente, mediante despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças, para o serviço ou organismo proprietário ou ao qual o imóvel está afeto ou para outros serviços do mesmo ministério, desde que se destine a despesas de investimento, ou:
2 - O produto da alienação, da oneração, do arrendamento e da cedência de utilização de imóveis do Estado pode ainda, mediante despacho do membro do Governo responsável pela área das finanças, ser total ou parcialmente destinado:
3 - O remanescente da afetação do produto da alienação, da oneração, do arrendamento e da cedência de utilização de imóveis, quando exista, constitui receita do Estado.
4 - O disposto nos números anteriores não prejudica:
Artigo 14.ºTransferência de património edificado
1 - O IGFSS, I. P., e o IHRU, I. P., relativamente ao património habitacional que lhes foi transmitido por força da fusão e da extinção do Instituto de Gestão e Alienação do Património Habitacional do Estado (IGAPHE), e a CPL, I. P., podem, sem exigir qualquer contrapartida e sem sujeição às formalidades previstas nos artigos 3.º e 113.º-A do Decreto-Lei n.º 280/2007, de 7 de agosto, alterado pelas Leis n.os 55-A/2010, de 31 de dezembro, 64-B/2011, de 30 de dezembro, 66-B/2012, de 31 de dezembro, pelo Decreto-Lei n.º 36/2013, de 11 de março, pela Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro, e pela presente lei, de acordo com critérios a estabelecer para a alienação do parque habitacional de arrendamento público, transferir para os municípios, empresas municipais ou de capital maioritariamente municipal, para instituições particulares de solidariedade social ou para pessoas coletivas de utilidade pública administrativa, desde que prossigam fins assistenciais e demonstrem capacidade para gerir os agrupamentos habitacionais ou bairros a transferir, a propriedade de prédios ou das suas frações que constituem agrupamentos habitacionais ou bairros, bem como os direitos e as obrigações a estes relativos e aos fogos em regime de propriedade resolúvel.
2 - A transferência do património referida no número anterior é antecedida de acordos de transferência e efetua-se por auto de cessão de bens, o qual constitui título bastante de prova para todos os efeitos legais, incluindo os de registo.
3 - Após a transferência do património e em função das condições que vierem a ser estabelecidas nos acordos de transferência, podem as entidades beneficiárias proceder à alienação dos fogos aos respetivos moradores, nos termos do Decreto-Lei n.º 141/88, de 22 de abril, alterado pelos Decretos-Leis n.os 172/90, de 30 de maio, 342/90, de 30 de outubro, 288/93, de 20 de agosto, e 116/2008, de 4 de julho.
4 - O arrendamento das habitações transferidas fica sujeito ao regime do arrendamento apoiado para habitação.
5 - O património transferido para os municípios e empresas municipais ou de capital maioritariamente municipal pode, nos termos e condições a estabelecer nos autos de cessão a que se refere o n.º 2, ser objeto de demolição no âmbito de operações de renovação urbana ou operações de reabilitação urbana, desde que seja assegurado pelos municípios o realojamento dos respetivos moradores.
6 - O IGFSS, I. P., pode transferir para o património do IHRU, I. P., a propriedade de prédios ou das suas frações, aplicando-se o disposto nos números anteriores.
Artigo 15.ºTransferências orçamentais
Fica o Governo autorizado a proceder às alterações orçamentais e às transferências constantes do mapa anexo à presente lei, da qual faz parte integrante.
Artigo 16.º
Afetação de verbas resultantes do encerramento de contratos-programa realizados no âmbito do Programa Polis O Ministério do Ambiente, Ordenamento do Território e Energia pode proceder, na respetiva esfera de competências, à alocação de verbas resultantes do capital social das sociedades Polis, mediante autorização do membro do Governo responsável pela área das finanças, até ao montante de (euro) 6 000 000.
Artigo 17.ºReorganização de serviços e transferências na Administração Pública
1 - Durante o ano de 2015, apenas são admitidas reorganizações de serviços públicos que ocorram no contexto da redução transversal a todas as áreas ministeriais de cargos dirigentes e de estruturas orgânicas, bem como aquelas de que resulte diminuição de despesa ou que tenham em vista a melhoria da eficácia operacional das forças de segurança e do SIRP.
2 - Salvo deliberação expressa e fundamentada do Conselho de Ministros, a criação de serviços públicos ou de outras estruturas, ainda que temporárias, só pode verificar-se se for compensada pela extinção ou pela racionalização de serviços ou estruturas públicas existentes no âmbito do mesmo ministério, da qual resulte diminuição de despesa.
3 - Do disposto nos números anteriores não pode resultar um aumento do número de cargos dirigentes, considerando-se os cargos efetivamente providos, a qualquer título, salvo nas situações que impliquem uma diminuição de despesa.
4 - Fica o Governo autorizado, para efeitos da aplicação do disposto nos números anteriores, incluindo as reorganizações iniciadas ou concluídas até 31 de dezembro de 2014, bem como da aplicação do regime da requalificação, a efetuar as alterações orçamentais necessárias, independentemente de envolverem diferentes classificações orgânicas e funcionais.
Artigo 18.º
Alterações orçamentais no âmbito dos PREMAC, QREN, PROMAR, PRODER, PRRN, MFEEE, QCA III, do Acordo de Parceria e do Decreto-Lei n.º 166-A/2013, de 27 de dezembro 1 - Fica o Governo autorizado a efetuar as alterações orçamentais decorrentes de alterações orgânicas do Governo, da estrutura dos ministérios, da implementação do Programa de Redução e Melhoria da Administração Central do Estado (PREMAC), e das correspondentes reestruturações no setor público empresarial, independentemente de envolverem diferentes programas ou a criação de novos programas orçamentais.
2 - Fica o Governo autorizado, mediante proposta do membro do Governo responsável pela área das finanças, a efetuar as alterações orçamentais que se revelem necessárias à execução do Quadro de Referência Estratégico Nacional (QREN), do Programa Operacional Pesca (PROMAR), do Programa de Desenvolvimento Rural do Continente (PRODER), do Programa da Rede Rural Nacional (PRRN), do Acordo de Parceria e do Mecanismo Financeiro do Espaço Económico Europeu 2009-2014 (MFEEE), independentemente de envolverem diferentes programas.
3 - Fica o Governo autorizado a efetuar as alterações orçamentais que se revelem necessárias para garantir a execução do Programa Operacional Potencial Humano e do Programa Operacional de Assistência Técnica, bem como o encerramento do 3.º Quadro Comunitário de Apoio (QCA III).
4 - Fica o Governo autorizado a efetuar alterações orçamentais do orçamento do Ministério da Saúde para o orçamento do Ministério das Finanças que se revelem necessárias ao pagamento das dívidas à CGA, I. P., por parte daquele ministério, pelo pagamento pela CGA, I. P., até 1 de agosto de 2012, das pensões complementares previstas no Decreto-Lei n.º 141/79, de 22 de maio, alterado pelo Decreto-Lei n.º 32/2012, de 13 de fevereiro, relativas a aposentados que tenham passado a ser subscritores da CGA, I. P., nos termos do Decreto-Lei n.º 124/79, de 10 de maio, alterado pelos Decretos-Leis n.os 210/79, de 12 de julho, e 121/2008, de 11 de julho, e dos Decretos-Leis n.os 301/79, de 18 de agosto, e 295/90, de 21 de setembro.
5 - Fica o Governo autorizado, através do membro do Governo responsável pela área das finanças, em articulação com os membros responsáveis pelas áreas setoriais, a efetuar as alterações orçamentais que se revelem necessárias à execução das medidas de redução e requalificação de efetivos da Administração Pública, independentemente de envolverem diferentes programas.
6 - Fica o Governo autorizado a transferir, do orçamento do Ministério da Defesa Nacional para o orçamento da CGA, I. P., as dotações necessárias ao pagamento dos complementos de pensão a que se referem os artigos 4.º e 6.º do Decreto-Lei n.º 166-A/2013, de 27 de dezembro.
7 - Fica o Governo autorizado a transferir do orçamento do Ministério da Economia para o Ministério da Justiça o montante de (euro) 150 000 e para a Agência para a Modernização Administrativa, I. P., o montante de (euro) 246 800, visando a adaptação dos sistemas informáticos resultantes da alteração ao Decreto-Lei n.º 8/2007, de 17 de janeiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 116/2008, de 4 de julho, 292/2009, de 13 de outubro, e 209/2012, de 19 de setembro.
Artigo 19.ºTransferências orçamentais no âmbito da requalificação
1 - Do montante orçamentado para a remuneração dos trabalhadores colocados em situação de requalificação para o ano em que ocorra a colocação nesta situação, 60 /prct. são transferidos pelo serviço de origem do trabalhador para a Direção-Geral da Qualificação dos Trabalhadores em Funções Públicas (INA), sendo o remanescente transferido para o Ministério das Finanças e inscrito em rubrica própria, a criar para o efeito.
2 - Fica o Governo autorizado, através do membro do Governo responsável pela área das finanças, a efetuar alterações orçamentais relativas às verbas referidas na parte final do número anterior, que se revelem necessárias ao reforço do agrupamento 01 «Despesas com o pessoal», independentemente de envolverem diferentes programas orçamentais.
Artigo 20.ºTransferências orçamentais e atribuição de subsídios às entidades públicas reclassificadas
1 - As transferências para as entidades públicas reclassificadas financiadas por receitas gerais são inscritas no orçamento da entidade coordenadora do programa orçamental a que pertence.
2 - As entidades abrangidas pelo n.º 5 do artigo 2.º da lei de enquadramento orçamental, aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, alterada e republicada pela Lei n.º 41/2014, de 10 de julho, que não constem dos mapas anexos à presente lei, da qual fazem parte integrante, não podem receber direta ou indiretamente transferências ou subsídios com origem no Orçamento do Estado.
Artigo 21.ºRetenção de montantes nas dotações, transferências e reforço orçamental
1 - As transferências correntes e de capital do Orçamento do Estado para os organismos autónomos da administração central, para as regiões autónomas e para as autarquias locais podem ser retidas para satisfazer débitos, vencidos e exigíveis, constituídos a favor da CGA, I. P., da Direção-Geral de Proteção Social aos Trabalhadores em Funções Públicas (ADSE), do Serviço Nacional de Saúde (SNS), da segurança social e da DGTF, e ainda em matéria de contribuições e impostos, bem como dos resultantes da não utilização ou da utilização indevida de fundos europeus estruturais e de investimento (FEEI).
2 - A retenção a que se refere o número anterior, no que respeita a débitos das regiões autónomas, não pode ultrapassar 5 /prct. do montante da transferência anual.
3 - As transferências referidas no n.º 1, no que respeita a débitos das autarquias locais, salvaguardando o regime especial previsto no Código das Expropriações, só podem ser retidas nos termos previstos na Lei n.º 73/2013, de 3 de setembro, que estabelece o regime financeiro das autarquias locais e das entidades intermunicipais.
4 - Quando não seja tempestivamente prestada ao Ministério das Finanças, pelos órgãos competentes e por motivo que lhes seja imputável, a informação tipificada na lei de enquadramento orçamental, aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, alterada e republicada pela Lei n.º 41/2014, de 10 de julho, bem como a que venha a ser anualmente definida no decreto-lei de execução orçamental ou noutra disposição legal aplicável, podem ser retidas as transferências e recusadas as antecipações de fundos disponíveis, nos termos a fixar naquele decreto-lei, até que a situação seja devidamente sanada.
5 - Os pedidos de reforço orçamental resultantes de novos compromissos de despesa ou de diminuição de receitas próprias implicam a apresentação de um plano que preveja a redução, de forma sustentável, da correspondente despesa no programa orçamental a que respeita, pelo membro do Governo de que depende o serviço ou o organismo em causa.
6 - Para satisfazer débitos, vencidos e exigíveis, constituídos a favor do Estado e que resultem da alienação, de oneração e do arrendamento dos imóveis previstos no n.º 1 do artigo 13.º, podem ser retidas as transferências correntes e de capital do Orçamento do Estado para as autarquias locais, nos termos do n.º 1, constituindo essa retenção receita afeta conforme previsto no mesmo artigo.
Artigo 22.ºTransferências para fundações
1 - Durante o ano de 2015, como medida de estabilidade orçamental, as transferências a conceder às fundações identificadas na Resolução do Conselho de Ministros n.º 13-A/2013, de 8 de março, não podem exceder os montantes concedidos nos termos do n.º 1 do artigo 20.º da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro, alterada pelas Leis n.os 13/2014, de 14 de março, e 75-A/2014, de 30 de setembro.
2 - Nas situações em que o serviço ou o organismo da administração direta e indireta do Estado, incluindo instituições do ensino superior público, responsável pela transferência não apresente transferências no triénio 2008 a 2010 para a fundação destinatária identificada na Resolução do Conselho de Ministros n.º 13-A/2013, de 8 de março, o montante global anual a transferir por aquele, no ano de 2015, não pode exceder o montante global anual de transferências de menor valor realizado pelo mesmo para a fundação destinatária nos anos de 2012 a 2014 reduzido nos termos da referida resolução.
3 - O montante global de transferências a realizar pelos serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, incluindo instituições do ensino superior público, no ano de 2015, para cada fundação identificada na Resolução do Conselho de Ministros n.º 13-A/2013, de 8 de março, não pode exceder o montante global de transferências recebido dos mesmos por cada fundação durante o ano de 2014.
4 - Ficam proibidas quaisquer transferências de serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, incluindo instituições do ensino superior público, para as fundações que não acederam ao censo desenvolvido em execução do disposto na Lei n.º 1/2012, de 3 de janeiro, ou cujas informações incompletas ou erradas impossibilitaram a respetiva avaliação.
5 - Ficam proibidas quaisquer transferências para fundações por parte de serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, incluindo instituições do ensino superior público, que não cumpriram as obrigações previstas no artigo 4.º da Lei n.º 1/2012, de 3 de janeiro, ou que, durante o ano de 2014, não tenham dado cumprimento ao disposto no n.º 7 do artigo 20.º da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro, alterada pelas Leis n.os 13/2014, de 14 de março, e 75-A/2014, de 30 de setembro.
6 - Para efeitos do disposto no presente artigo, entende-se por transferência todo e qualquer tipo de subvenção, subsídio, benefício, auxílio, ajuda, patrocínio, indemnização, compensação, prestação, garantia, concessão, cessão, pagamento, remuneração, gratificação, reembolso, doação, participação ou vantagem financeira e qualquer outro apoio, independentemente da sua natureza, designação e modalidade, temporário ou definitivo, que seja concedido por serviços e organismos da administração direta ou indireta do Estado, regiões autónomas, autarquias locais, empresas públicas e entidades públicas empresariais do setor público empresarial, empresas públicas regionais, intermunicipais, entidades reguladoras independentes, outras pessoas coletivas da administração autónoma e demais pessoas coletivas públicas, proveniente de verbas do Orçamento do Estado, de receitas próprias daqueles ou de quaisquer outras.
7 - Excluem-se do conceito de transferências constante do número anterior o pagamento de apoios cofinanciados previstos em instrumentos da Política Agrícola Comum (PAC) e as ajudas nacionais pagas no âmbito de medidas de financiamento à agricultura, desenvolvimento rural, pescas e setores conexos, definidas a nível nacional.
8 - Todas as transferências para fundações por parte de entidades a que se refere o n.º 9 do artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro, carecem do parecer prévio vinculativo do membro do Governo responsável pela área das finanças, nos termos e seguindo a tramitação a regular por portaria do mesmo membro do Governo.
9 - As transferências efetuadas pelas regiões autónomas e autarquias locais para fundações não dependem do parecer prévio a que se refere o número anterior, sendo obrigatoriamente comunicadas à Inspeção-Geral de Finanças (IGF), no prazo máximo de 30 dias.
10 - A emissão do parecer a que se refere o n.º 8 depende de:
11 - As transferências realizadas sem parecer prévio ou incumprindo o seu sentido dão origem a responsabilidade civil, financeira e disciplinar.
12 - As transferências de organismos autónomos da administração central, de administrações regionais ou de autarquias locais em incumprimento do disposto no presente artigo determinam ainda a correspetiva redução no valor das transferências do Orçamento do Estado para essas entidades.
13 - O disposto no presente artigo não se aplica às transferências que tenham por destinatárias as seguintes entidades:
14 - Ficam excecionadas do disposto no presente artigo as transferências realizadas:
15 - Compete aos membros do Governo assegurar que os dirigentes dos competentes serviços e organismos sob a sua tutela promovem as diligências necessárias à execução do disposto no presente artigo, os quais são responsáveis civil, financeira e disciplinarmente pelos encargos contraídos em resultado do seu não cumprimento ou do atraso injustificado na sua concretização, quando tal lhes seja imputável.
16 - Por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da tutela, podem as fundações, em situações excecionais e especialmente fundamentadas, beneficiar de montante a transferir superior ao que resultaria da aplicação do disposto no n.º 1 do artigo 20.º da Lei n.º 83-C/2013, de 31 de dezembro, alterada pelas Leis n.os 13/2014, de 14 de março, e 75-A/2014, de 30 de setembro.
17 - O disposto no presente artigo tem caráter excecional e prevalece sobre todas as disposições legais, gerais ou especiais, contrárias.
Artigo 23.ºDotação inscrita no âmbito da Lei de Programação Militar
Durante o ano de 2015, a dotação inscrita no mapa xv, referente à Lei de Programação Militar, é reduzida, relativamente aos montantes constantes na Lei Orgânica n.º 4/2006, de 29 de agosto, em 33,34 /prct., como medida de estabilidade orçamental.
Artigo 24.ºDotação inscrita no âmbito da Lei de Programação das Infraestruturas Militares
Durante o ano de 2015, a dotação inscrita referente à Lei de Programação das Infraestruturas Militares, é reduzida, relativamente aos montantes constantes na Lei Orgânica n.º 3/2008, de 8 de setembro, em 50,89 /prct., até à sua revisão, no seguimento da aprovação do dispositivo das Forças Armadas.
Artigo 25.ºCessação da autonomia financeira
Fica o Governo autorizado a fazer cessar o regime de autonomia financeira e a aplicar o regime geral de autonomia administrativa aos serviços e fundos autónomos que não tenham cumprido a regra do equilíbrio orçamental prevista no n.º 1 do artigo 25.º da lei de enquadramento orçamental, aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, alterada e republicada pela Lei n.º 41/2014, de 10 de julho, sem que para tal tenham sido dispensados nos termos do n.º 3 do referido artigo.
SECÇÃO II Modelo organizacional do Ministério das Finanças
Artigo 26.ºConsolidação do modelo organizativo do Ministério das Finanças
Durante o ano de 2015, e sem prejuízo do disposto na presente secção, deve ser consolidado o novo modelo organizativo e funcional do Ministério das Finanças.
Artigo 27.ºCentralização de atribuições comuns na Secretaria-Geral do Ministério das Finanças
1 - São mantidas na Secretaria-Geral do Ministério das Finanças (SGMF) as atribuições nos domínios da gestão dos recursos humanos, financeiros e patrimoniais do Gabinete de Planeamento, Estratégia, Avaliação e Relações Internacionais (GPEARI), da IGF, da Direção-Geral do Orçamento (DGO), da DGTF e da Direção-Geral da Administração e do Emprego Público (DGAEP).
2 - Durante o período referido no artigo anterior, o secretário-geral do Ministério das Finanças exerce as seguintes competências relativas aos serviços referidos no número anterior, constantes do estatuto do pessoal dirigente dos serviços e organismos da administração central, regional e local do Estado, aprovado pela Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, alterada e republicada pela Lei n.º 64/2011, de 22 de dezembro, e alterada pela Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto:
3 - O secretário-geral do Ministério das Finanças exerce ainda as competências, relativas aos serviços referidos no n.º 1, constantes dos parágrafos 1.º e 4.º do anexo i ao estatuto do pessoal dirigente dos serviços e organismos da administração central, regional e local do Estado, aprovado pela Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, alterada e republicada pela Lei n.º 64/2011, de 22 de dezembro, e alterada pela Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto, com exceção das referentes à autorização de mobilidades internas de trabalhadores do mapa de pessoal da secretaria-geral para exercício de funções em diferentes entidades e dos procedimentos concursais e atos subsequentes para provimento dos cargos de direção intermédia.
4 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, o secretário-geral do Ministério das Finanças, no exercício das competências previstas no n.º 2, assegura a participação e a necessária articulação com o dirigente máximo dos serviços referidos no n.º 1, com respeito pela iniciativa desses serviços quanto às competências previstas na alínea b) do n.º 2 do artigo 7.º, nos parágrafos 1.º, 2.º e 6.º do anexo i ao estatuto do pessoal dirigente dos serviços e organismos da administração central, regional e local do Estado, aprovado pela Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro, alterada e republicada pela Lei n.º 64/2011, de 22 de dezembro, e alterada pela Lei n.º 68/2013, de 29 de agosto.
5 - Em caso de dúvida sobre a entidade competente para a prática de ato administrativo resultante da repartição de competências prevista no n.º 2, considera-se competente o dirigente máximo dos serviços referidos no n.º 1.
6 - Os atos administrativos da competência dos dirigentes dos serviços referidos no n.º 1, que envolvam despesa, carecem de confirmação de cabimento prévio pela SGMF.
7 - No âmbito da SGMF existe um mapa de pessoal único que integra os respetivos trabalhadores e os pertencentes aos serviços referidos no n.º 1.
8 - A entidade empregadora pública dos trabalhadores integrados no mapa de pessoal único é o serviço da administração direta em que exercem funções, a qualquer título, sendo o referido mapa desdobrado em tantos mapas quantos os serviços referidos no n.º 1.
9 - Sem prejuízo do disposto nos números anteriores, constituem atribuições da DGO e da DGTF, respetivamente, a gestão do capítulo 70 do Orçamento do Estado relativo aos recursos próprios europeus e a gestão do capítulo 60 do Orçamento do Estado relativo a despesas excecionais.
Artigo 28.º
Transferência da competência de gestão dos orçamentos dos gabinetes do Ministério das Finanças para a Secretaria-Geral Compete à SGMF a gestão do orçamento dos gabinetes dos membros do Governo do Ministério das Finanças, sem prejuízo das competências próprias dos membros do Governo e respetivos chefes do gabinete relativas à gestão do seu gabinete, aplicando-se o disposto no n.º 6 do artigo anterior.
Artigo 29.ºConsolidação orçamental
1 - Os orçamentos dos serviços referidos no n.º 1 do artigo 27.º são fundidos no orçamento da SGMF, integrando a entidade contabilística «Gestão Administrativa e Financeira do Ministério das Finanças».
2 - A entidade contabilística «Gestão Administrativa e Financeira do Ministério das Finanças», referida no número anterior integra as seguintes subentidades:
3 - As subentidades referidas no número anterior passam a constituir centros de responsabilidades e de custos da entidade contabilística «Gestão Administrativa e Financeira do Ministério das Finanças», sendo a SGMF a entidade responsável pela prestação de contas através de uma única conta de gerência.
Artigo 30.ºOperacionalização
Para efeitos de operacionalização do disposto na presente secção, e tendo em vista a melhoria da eficácia operacional do novo modelo organizativo do Ministério das Finanças, deve o Governo promover a reorganização dos serviços referidos no n.º 1 do artigo 27.º SECÇÃO III Disposições gerais relativas aos modelos organizacionais dos ministérios
Artigo 31.ºReforma do modelo organizativo dos ministérios
1 - Durante o ano de 2015 e sem prejuízo do disposto na presente secção, fica o Governo autorizado a promover a reforma do modelo organizativo e funcional de outros ministérios, para além do referido na secção anterior, com vista à racionalização de serviços, prevendo, nomeadamente, um regime financeiro, administrativo, patrimonial e de gestão de recursos humanos centralizado nas respetivas secretarias-gerais ou no serviço que assuma a função de entidade coordenadora do respetivo programa orçamental.
2 - A racionalização de serviços no âmbito da reforma do modelo organizativo e funcional dos ministérios inclui a racionalização, organização e gestão da função informática em cada ministério, nos termos da Resolução do Conselho de Ministros n.º 12/2012, de 7 de fevereiro.
Artigo 32.ºFusão dos orçamentos
Fica o Governo autorizado a operacionalizar a fusão dos orçamentos dos serviços dos ministérios cuja gestão financeira, administrativa, patrimonial e de recursos humanos esteja, ou venha a estar, no âmbito da reforma prevista no artigo anterior e na secção ii do presente capítulo, centralizada no orçamento das respetivas secretarias-gerais ou no orçamento do serviço que assuma a função de entidade coordenadora do respetivo programa orçamental.
Artigo 33.ºOperacionalização
O Governo procede às adaptações das leis orgânicas dos ministérios, à reorganização dos serviços, bem como à revisão de outros diplomas que se revelem necessários à reforma dos modelos organizativos dos ministérios.
Artigo 34.ºAvaliação
1 - Os modelos organizativos dos ministérios são objeto de avaliação no decurso do ano de 2015, designadamente ao nível dos ganhos de eficiência e eficácia na gestão orçamental, bem como na racionalização das estruturas.
2 - A avaliação referida no número anterior é realizada conjuntamente pela DGO e pela DGAEP e é efetuada com uma periodicidade semestral.
CAPÍTULO III
Disposições relativas a trabalhadores do setor público, aquisição de serviços, proteção social e aposentação ou reforma SECÇÃO I Pagamento do subsídio de Natal e matéria remuneratória
Artigo 35.ºPagamento do subsídio de Natal
1 - Durante o ano de 2015, o subsídio de Natal ou quaisquer prestações correspondentes ao 13.º mês a que tenham direito, nos termos legais, as pessoas a que se refere o n.º 9 do artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro, é pago mensalmente, por duodécimos.
2 - O valor do subsídio de Natal a abonar às pessoas a que se refere o n.º 9 do artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro, nos termos do número anterior, é apurado mensalmente com base na remuneração relevante para o efeito, nos termos legais, após a redução remuneratória prevista no mesmo artigo.
3 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa e excecional, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.
Artigo 36.º
Pagamento do subsídio de Natal aos aposentados, reformados e demais pensionistas da Caixa Geral de Aposentações, I. P.
1 - Os aposentados, reformados e demais pensionistas da CGA, I. P., bem como o pessoal na reserva e o desligado do serviço a aguardar aposentação ou reforma, independentemente da data de passagem a essas situações e do valor da sua pensão, têm direito a receber mensalmente, no ano de 2015, a título de subsídio de Natal, um valor correspondente a 1/12 da pensão que lhes couber nesse mês.
2 - O direito a cada duodécimo do subsídio de Natal vence-se no dia 1 do mês respetivo.
3 - O subsídio de Natal do pessoal na situação de reserva e do pessoal desligado do serviço a aguardar aposentação ou reforma é pago pela entidade de que dependa o interessado, com base no valor indicado na comunicação prevista no artigo 99.º do Estatuto da Aposentação, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 498/72, de 9 de dezembro.
4 - Ao valor do subsídio de Natal que couber em cada mês é deduzida a contribuição extraordinária de solidariedade (CES), aplicando-se a taxa percentual que couber a uma pensão de valor igual a 12 vezes o valor do referido subsídio mensal, bem como as quantias em dívida à CGA, I. P., e as quotizações para a ADSE.
5 - Os descontos obrigatórios que incidam sobre o subsídio de Natal, nomeadamente penhoras e pensões de alimentos, que não correspondam a uma determinada percentagem deste, mas a um montante pecuniário fixo, são deduzidos pela totalidade ao valor do subsídio de Natal, líquido da CES e das retenções na fonte a título de imposto sobre o rendimento das pessoas singulares (IRS), das quantias em dívida à CGA, I. P., e das quotizações para a ADSE.
6 - O regime fixado no presente artigo não é aplicável às pensões automaticamente atualizadas por indexação à remuneração de trabalhadores no ativo, que ficam sujeitas às medidas previstas na presente lei para o subsídio de Natal destes trabalhadores.
7 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa e excecional, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.
Artigo 37.ºPagamento do montante adicional atribuído aos pensionistas do sistema de segurança social
1 - Em 2015, o pagamento do montante adicional das pensões de invalidez, velhice e sobrevivência atribuídas pelo sistema de segurança social, referente ao mês de dezembro, é realizado em duodécimos.
2 - Para as pensões iniciadas durante o ano, o primeiro pagamento inclui obrigatoriamente o montante referente aos duodécimos do montante adicional que já se tenham vencido.
3 - Nas situações de cessação da pensão, os montantes pagos a título de montantes adicionais de pensão consideram-se devidos e como tal não são objeto de restituição.
4 - O regime fixado no presente artigo não é aplicável às pensões automaticamente atualizadas por indexação à remuneração de trabalhadores no ativo, que ficam sujeitas às medidas previstas na presente lei para o subsídio de Natal destes trabalhadores.
5 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa e excecional, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.
Artigo 38.ºProibição de valorizações remuneratórias
1 - É vedada a prática de quaisquer atos que consubstanciem valorizações remuneratórias dos titulares dos cargos e demais pessoal identificado no n.º 9 do artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro.
2 - O disposto no número anterior abrange as valorizações e outros acréscimos remuneratórios, designadamente os resultantes dos seguintes atos:
3 - O disposto nos números anteriores não é aplicável ao pagamento de remuneração diferente da auferida na categoria de origem nas situações de mobilidade interna na modalidade de mobilidade intercarreiras ou categorias, nos termos previstos nos n.os 2 a 4 do artigo 153.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho.
4 - O disposto nos n.os 1 e 2 não prejudica a aplicação da Lei n.º 66-B/2007, de 28 de dezembro, alterada pelas Leis n.os 64-A/2008, de 31 de dezembro, 55-A/2010, de 31 de dezembro, e 66-B/2012, de 31 de dezembro, assim como das respetivas adaptações, nos casos em que tal se verifique, sendo que os resultados da avaliação dos desempenhos suscetíveis de originar alterações do posicionamento remuneratório ao abrigo da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, podem ser considerados após a cessação da vigência do presente artigo, nos seguintes termos:
5 - São vedadas as promoções, independentemente da respetiva modalidade, ainda que os interessados já reúnam as condições exigíveis para o efeito à data da entrada em vigor da presente lei, exceto se, nos termos legais gerais aplicáveis até 31 de dezembro de 2010, tais promoções devessem obrigatoriamente ter ocorrido em data anterior a esta última.
6 - As alterações do posicionamento remuneratório, progressões e promoções que venham a ocorrer após a vigência do presente artigo não podem produzir efeitos em data anterior.
7 - O disposto nos números anteriores não prejudica as mudanças de categoria ou de posto necessárias para o exercício de cargo ou das funções que integram o conteúdo funcional da categoria ou do posto para os quais se opera a mudança, bem como de graduações para desempenho de cargos internacionais, desde que se verifiquem os seguintes requisitos cumulativos:
8 - O disposto no número anterior abrange, durante o ano de 2015, situações de mudança de categoria ou de posto necessárias para o exercício de cargo ou funções, designadamente de militares das Forças Armadas e da Guarda Nacional Republicana (GNR), de pessoal com funções policiais da Polícia de Segurança Pública (PSP), de pessoal da carreira de investigação e fiscalização do Serviço de Estrangeiros e Fronteiras (SEF), da Polícia Judiciária (PJ), do SIRP, da Polícia Marítima e de outro pessoal militarizado e de pessoal do corpo da Guarda Prisional, justificada que esteja a sua necessidade e observadas as seguintes condições:
9 - As mudanças de categoria ou posto e as graduações realizadas ao abrigo do disposto nos n.os 7 e 8 dependem de despacho prévio favorável dos membros do Governo responsáveis pela área das finanças e pela área em que se integra o órgão, serviço ou entidade em causa, tendo em conta a verificação dos requisitos e condições estabelecidos naquelas disposições, com exceção dos órgãos e serviços das administrações regionais e autárquicas, em que a emissão daquele despacho compete aos correspondentes órgãos de governo próprio.
10 - O disposto nos n.os 7 a 9 é também aplicável nos casos em que a mudança de categoria ou de posto dependa de procedimento concursal próprio para o efeito, incluindo procedimento próprio para obtenção de determinados graus ou títulos, desde que exigidos para integração em categoria superior, situação em que o despacho a que se refere o número anterior deve ser prévio à abertura ou prosseguimento de tal procedimento e fixar o número limite de trabalhadores que podem ser abrangidos.
11 - O despacho a que se refere o n.º 9 estabelece, designadamente, limites quantitativos dos indivíduos que podem ser graduados ou mudar de categoria ou posto, limites e ou requisitos em termos de impacto orçamental desta graduação ou mudança, os termos da produção de efeitos das graduações e mudanças de categoria ou posto, dever e termos de reporte aos membros do Governo que o proferem das graduações e mudanças de categoria ou posto que venham a ser efetivamente realizadas, bem como a eventual obrigação de adoção de outras medidas de redução de despesa para compensar o eventual aumento decorrente das graduações ou mudanças de categoria ou posto autorizadas.
12 - Sem prejuízo do disposto no n.º 9, permanecem suspensos todos os procedimentos concursais ou concursos pendentes a que se refere a alínea c) do n.º 2, salvo se o dirigente máximo do serviço ou entidade em causa decidir pela sua cessação.
13 - O tempo de serviço prestado durante a vigência do presente artigo, pelo pessoal referido no n.º 1, não é contado para efeitos de promoção e progressão, em todas as carreiras, cargos e ou categorias, incluindo as integradas em corpos especiais, bem como para efeitos de mudanças de posição remuneratória ou categoria nos casos em que estas apenas dependam do decurso de determinado período de prestação de serviço legalmente estabelecido para o efeito.
14 - Exceciona-se do disposto no número anterior o tempo de serviço prestado pelos elementos a que se refere o n.º 8, para efeitos de mudança de categoria ou de posto.
15 - O disposto no presente artigo não se aplica para efeitos de conclusão, com aproveitamento, de estágio legalmente exigível para o ingresso nas carreiras não revistas a que se refere o artigo 41.º da Lei n.º 35/2014, de 20 de junho.
16 - O disposto no presente artigo não prejudica a concretização dos reposicionamentos remuneratórios decorrentes da transição para carreiras revistas, nos termos do artigo 101.º da Lei n.º 12-A/2008, de 27 de fevereiro, ou, sendo o caso, a transição para novos regimes de trabalho, desde que os respetivos processos de revisão se encontrem concluídos até à data da entrada em vigor da presente lei.
17 - O disposto no presente artigo não prejudica igualmente a concretização dos reposicionamentos remuneratórios respetivos decorrente da transição dos assistentes estagiários para a categoria de assistentes e dos assistentes e assistentes convidados para a categoria de professor auxiliar, nos termos do Estatuto da Carreira Docente Universitária, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 448/79, de 13 de novembro, dos assistentes para a categoria de professor-adjunto e dos trabalhadores equiparados a professor-coordenador, professor-adjunto ou assistente para a categoria de professor-coordenador e professor-adjunto em regime de contrato de trabalho em funções públicas na modalidade de contrato por tempo indeterminado, nos termos do Estatuto da Carreira do Pessoal Docente do Ensino Superior Politécnico, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 185/81, de 1 de julho, bem como dos assistentes de investigação científica na categoria de investigador auxiliar, nos termos do Estatuto da Carreira de Investigação Científica, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 124/99, de 20 de abril.
18 - Os órgãos e serviços competentes para a realização de ações de inspeção e auditoria devem, no âmbito das ações que venham a executar nos órgãos, serviços e entidades abrangidos pelo disposto no presente artigo, proceder à identificação das situações passíveis de constituir violação do disposto no presente artigo e comunicá-las aos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública.
19 - Os atos praticados em violação do disposto no presente artigo são nulos e fazem incorrer os seus autores em responsabilidade civil, financeira e disciplinar.
20 - Para efeitos da efetivação da responsabilidade financeira a que se refere o número anterior, consideram-se pagamentos indevidos as despesas realizadas em violação do disposto no presente artigo.
21 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas legais ou convencionais, especiais ou excecionais, em contrário, não podendo ser afastado ou modificado pelas mesmas.
Artigo 39.ºAtribuição de prémios de desempenho
1 - Podem ser atribuídos, com caráter excecional, prémios de desempenho ou de natureza afim, com limite de 2 /prct. dos trabalhadores do serviço, tendo como referência a última avaliação de desempenho efetuada, desde que não haja aumento global da despesa com pessoal na entidade em que aquela atribuição tenha lugar.
2 - O limite previsto no número anterior pode ser aumentado até 5 /prct. associado a critérios de eficiência operacional e financeira das entidades empregadoras, nos termos e condições a definir por portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública.
3 - À atribuição dos prémios de desempenho referidos no presente artigo é aplicável o disposto nos artigos 166.º e 167.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho.
Artigo 40.ºGraduação de militares em regimes de contrato e de voluntariado
1 - As graduações previstas no n.º 2 do artigo 294.º, no n.º 3 do artigo 305.º e no n.º 2 do artigo 311.º do Estatuto dos Militares das Forças Armadas, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 236/99, de 25 de junho, ocorrem três meses após o início da instrução complementar.
2 - O disposto no número anterior não prejudica a promoção ao posto que compete aos militares depois de finda a instrução complementar, caso esta tenha uma duração inferior a três meses.
Artigo 41.ºPrémios de gestão
Durante o ano de 2015, não podem retribuir os seus gestores ou titulares de órgãos diretivos, de administração ou outros órgãos estatutários, com remunerações variáveis de desempenho:
Artigo 42.ºDeterminação do posicionamento remuneratório
1 - Nos procedimentos concursais em que a determinação do posicionamento remuneratório se efetue por negociação, nos termos do disposto no artigo 38.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, sem prejuízo do disposto no n.º 6 do mesmo artigo, o empregador público não pode propor:
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, os candidatos que se encontrem nas condições nele referidas informam prévia e obrigatoriamente o empregador público do posto de trabalho que ocupam e da posição remuneratória correspondente à remuneração que auferem.
3 - Nos procedimentos concursais em que a determinação do posicionamento remuneratório não se efetue por negociação, os candidatos são posicionados na primeira posição remuneratória da categoria ou, tratando-se de trabalhadores detentores de prévio vínculo de emprego público por tempo indeterminado, na posição remuneratória correspondente à remuneração atualmente auferida, caso esta seja superior àquela, suspendendo-se, durante o período referido no n.º 1, o disposto no n.º 10 do artigo 38.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, bem como todas as normas que disponham em sentido diferente.
4 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas legais ou convencionais, especiais ou excecionais, em contrário, não podendo ser afastado ou modificado pelas mesmas.
Artigo 43.ºSubsídio de refeição
1 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, o valor do subsídio de refeição abonado aos titulares dos cargos e demais pessoal a que se refere o n.º 9 do artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro, nos casos em que, nos termos da lei ou por ato próprio, tal esteja previsto, não pode ser superior ao valor fixado na Portaria n.º 1553-D/2008, de 31 de dezembro, alterada pela Portaria n.º 1458/2009, de 31 de dezembro.
2 - Os valores percebidos a 31 de dezembro de 2014 a título de subsídio de refeição, que não coincidam com o montante fixado na portaria referida no número anterior, não são objeto de qualquer atualização até que esse montante atinja aquele valor.
3 - O preço das refeições asseguradas às pessoas a que se refere o n.º 9 do artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro, designadamente em cantinas e refeitórios da entidade empregadora, não pode ser inferior ao custo total por refeição efetivamente incorrido por aquelas entidades.
4 - Exclui-se da aplicação do número anterior o preço das refeições fornecidas no âmbito dos regimes de ação social complementar dos trabalhadores dos serviços e organismos da administração direta e indireta do Estado, das autarquias locais e das regiões autónomas, bem como nos casos em que o trabalhador, atentas as funções desempenhadas, deva permanecer durante o intervalo para refeição no espaço habitual de trabalho.
5 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.
Artigo 44.º
Ajudas de custo, trabalho suplementar e trabalho noturno nas fundações públicas e nos estabelecimentos públicos 1 - O Decreto-Lei n.º 106/98, de 24 de abril, alterado pelo Decreto-Lei n.º 137/2010, de 28 de dezembro, pelas Leis n.os 64-B/2011, de 30 de dezembro, 66-B/2012, de 31 de dezembro, e pela presente lei, bem como as reduções aos valores nele previstos são aplicáveis aos trabalhadores das fundações públicas de direito público, das fundações públicas de direito privado e dos estabelecimentos públicos.
2 - Os regimes do trabalho suplementar e do trabalho noturno previstos na Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, são aplicados aos trabalhadores das fundações públicas de direito público, das fundações públicas de direito privado e dos estabelecimentos públicos.
3 - O disposto no presente artigo prevalece sobre as disposições legais, gerais ou especiais, contrárias e sobre todos os instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho, sendo direta e imediatamente aplicável, dada a sua natureza imperativa, aos trabalhadores a que se refere o número anterior.
Artigo 45.ºPagamento do trabalho extraordinário ou suplementar
1 - Durante o ano de 2015, como medida de estabilidade orçamental, todos os acréscimos ao valor da retribuição horária referentes a pagamento de trabalho extraordinário ou suplementar prestado em dia normal de trabalho pelas pessoas a que se refere o n.º 9 do artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro, cujo período normal de trabalho, legal e ou convencional, não exceda sete horas por dia nem 35 horas por semana, são realizados nos seguintes termos:
2 - O trabalho extraordinário ou suplementar prestado pelas pessoas a que se refere o número anterior, em dia de descanso semanal, obrigatório ou complementar, e em dia feriado, confere o direito a um acréscimo de 25 /prct. da remuneração por cada hora de trabalho efetuado.
3 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas, especiais ou excecionais, em contrário e sobre instrumentos de regulamentação coletiva de trabalho e contratos de trabalho, não podendo ser afastado ou modificado pelos mesmos.
Artigo 46.ºSetor público empresarial
O disposto no artigo 35.º e no artigo anterior não se aplica aos titulares de cargos e demais pessoal das empresas de capital exclusiva ou maioritariamente público e das entidades públicas empresariais que integrem o setor público empresarial se, em razão de regulamentação internacional específica, daí resultar diretamente decréscimo de receitas.
SECÇÃO II Outras disposições aplicáveis a trabalhadores em funções públicas
Artigo 47.ºControlo de recrutamento de trabalhadores
1 - Os serviços da administração direta e indireta do Estado, bem como os órgãos e serviços de apoio do Presidente da República, da Assembleia da República, dos tribunais e do Ministério Público e respetivos órgãos de gestão e dos outros órgãos abrangidos pelo âmbito de aplicação objetivo definido no artigo 1.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, não podem proceder à abertura de procedimentos concursais com vista à constituição de vínculos de emprego público por tempo indeterminado ou a termo, para carreira geral ou especial e carreiras que ainda não tenham sido objeto de extinção, de revisão ou de decisão de subsistência, destinados a candidatos que não possuam um vínculo de emprego público por tempo indeterminado previamente constituído, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
2 - Em situações excecionais, devidamente fundamentadas, os membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública podem autorizar a abertura de procedimentos concursais a que se refere o número anterior, fixando, caso a caso, o número máximo de trabalhadores a recrutar e desde que se verifiquem os seguintes requisitos cumulativos:
3 - O parecer a que se refere a alínea e) do número anterior, incide, nomeadamente, sobre as atribuições, a evolução dos efetivos nos últimos três anos e o impacto orçamental da despesa com o recrutamento que se pretende efetuar.
4 - Quando tenha decorrido o prazo de seis meses, a contar da data da emissão da autorização prevista no número anterior, sem que tenha sido homologada a lista de classificação final, devem os serviços que procedem ao recrutamento, após a fase de aplicação de métodos de seleção, solicitar autorização aos membros do Governo a que se refere a mesma disposição legal para prosseguir com o recrutamento.
5 - Todos os órgãos e serviços competentes para a realização de ações de inspeção e auditoria devem, no âmbito das ações que venham a executar nos órgãos e serviços abrangidos pelo disposto no presente artigo, proceder à identificação das situações passíveis de constituir violação do disposto no presente artigo e comunicá-las aos membros do Governo a que se refere o n.º 2.
6 - Sem prejuízo da produção plena dos seus efeitos durante o tempo em que tenham estado em execução, as contratações e as nomeações de trabalhadores efetuadas na sequência de procedimentos concursais realizados em violação do disposto no presente artigo são nulas e fazem incorrer os seus autores em responsabilidade civil, financeira e disciplinar.
7 - Para efeitos da efetivação da responsabilidade financeira a que se refere o número anterior, consideram-se, designadamente, todos os pagamentos efetuados aos trabalhadores nomeados e contratados em violação do disposto no presente artigo como consequência desta violação e, como tal, pagamentos indevidos.
8 - O disposto no n.º 4 aplica-se aos procedimentos concursais a que se refere o n.º 1 em curso à data da entrada em vigor da presente lei.
9 - Durante o ano de 2015, o Governo promove, com exceção do recrutamento nas carreiras de regime especial, o recrutamento centralizado pelo INA, de trabalhadores para os serviços e organismos abrangidos pelo âmbito de aplicação da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho.
10 - O disposto no presente artigo tem caráter excecional e prevalece sobre todas as disposições legais, gerais ou especiais, contrárias.
Artigo 48.ºPrioridade no recrutamento
1 - Nos procedimentos concursais publicitados ao abrigo e nos termos do disposto nos n.os 4 a 6 do artigo 30.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, o recrutamento efetua-se, sem prejuízo das preferências legalmente estabelecidas, pela seguinte ordem:
2 - Sem prejuízo do disposto no artigo 30.º do Regulamento de Incentivos à Prestação de Serviço Militar nos Regimes de Contrato e de Voluntariado, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 320-A/2000, de 15 de dezembro, e no n.º 8 do artigo 62.º da Lei n.º 50/2012, de 31 de agosto, alterada pela Lei n.º 53/2014, de 25 de agosto, durante o ano de 2015, os candidatos a que se refere a alínea b) do número anterior não podem ser opositores a procedimentos concursais exclusivamente destinados a trabalhadores com vínculo de emprego público por tempo indeterminado previamente constituído, considerando-se suspensas todas as disposições em contrário.
3 - O disposto no n.º 1 não se aplica às carreiras para ingresso nas quais seja exigido a titularidade de licenciatura ou de grau académico superior a este, em caso de manifesta carência de profissionais reconhecida por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública e da respetiva tutela.
4 - O disposto no presente artigo tem caráter excecional e prevalece sobre todas as disposições legais, gerais ou especiais, contrárias.
Artigo 49.ºCedência de interesse público
1 - Os órgãos e os serviços abrangidos pelo âmbito de aplicação objetivo definido no artigo 1.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, não podem proceder à celebração de acordo de cedência de interesse público com trabalhador de entidade excluída do âmbito de aplicação objetivo da mesma lei, previsto no n.º 1 do seu artigo 241.º, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
2 - Em situações excecionais especialmente fundamentadas quanto à existência de relevante interesse público, e com observância dos requisitos exigidos no n.º 2 do artigo 241.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, os membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública podem dar parecer prévio favorável à celebração do acordo a que se refere o número anterior.
3 - Na área da saúde, a concordância expressa do órgão, serviço ou entidade cedente a que se refere o n.º 2 do artigo 241.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, pode ser dispensada, por despacho do membro do Governo responsável por aquela área, quando sobre aqueles exerça poderes de direção, superintendência ou tutela e a cedência seja de profissionais de saúde.
4 - Nas autarquias locais, o parecer a que se refere o n.º 2 é da competência do órgão executivo.
5 - O presente artigo não se aplica aos casos a que se refere o n.º 5 do artigo 243.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho.
6 - O disposto no presente artigo tem caráter excecional e prevalece sobre todas as disposições legais, gerais ou especiais, contrárias.
Artigo 50.ºTrabalhadores de órgãos e serviços das administrações regionais e autárquicas
1 - Com vista ao cumprimento dos princípios orientadores da gestão dos recursos humanos na Administração Pública, está sujeita a parecer prévio favorável dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública a mobilidade interna de trabalhadores de órgãos e serviços das administrações regionais e autárquicas para os restantes órgãos ou serviços aos quais é aplicável a Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho.
2 - O disposto no número anterior é ainda aplicável ao recrutamento exclusivamente destinado a trabalhadores com prévio vínculo de emprego público por tempo indeterminado ou determinado, a que se refere o n.º 3 do artigo 30.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, quando se pretenda admitir a candidatura de trabalhadores de órgãos ou serviços das administrações regionais e autárquicas para os restantes órgãos ou serviços aos quais é aplicável a referida lei.
3 - No caso das situações de mobilidade interna autorizadas ao abrigo do disposto no n.º 1, a consolidação prevista no artigo 99.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, carece igualmente de parecer prévio favorável, para o efeito, dos membros do Governo referidos no mesmo número.
4 - O disposto no número anterior aplica-se às situações de mobilidade interna em curso à data da entrada em vigor da presente lei.
Artigo 51.ºDuração da mobilidade
1 - As situações de mobilidade existentes à data da entrada em vigor da presente lei, cujo limite de duração máxima ocorra durante o ano de 2015, podem, por acordo entre as partes, ser excecionalmente prorrogadas até 31 de dezembro de 2015.
2 - A prorrogação excecional prevista no número anterior é aplicável às situações de mobilidade cujo termo ocorre em 31 de dezembro de 2014, nos termos do acordo previsto no número anterior.
3 - No caso de acordo de cedência de interesse público a que se refere o n.º 1 do artigo 243.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, a prorrogação a que se referem os números anteriores depende ainda de parecer favorável dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública.
4 - Nas autarquias locais, o parecer a que se refere o número anterior é da competência do órgão executivo.
Artigo 52.ºRegistos e notariado
1 - É concedida aos notários e oficiais do notariado que o requeiram, no ano de 2015, a possibilidade de uma única prorrogação, por mais dois anos, da duração máxima da licença de que beneficiam, ao abrigo do disposto no n.º 4 do artigo 107.º e no n.º 2 do artigo 108.º do Estatuto do Notariado, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 26/2004, de 4 de fevereiro, alterado pela Lei n.º 51/2004, de 29 de outubro, e pelo Decreto-Lei n.º 15/2011, de 25 de janeiro, no artigo 161.º da Lei n.º 3-B/2010, de 28 de abril, alterada pelas Leis n.os 12-A/2010, de 30 de junho, e 55-A/2010, de 31 de dezembro, e no artigo 55.º da Lei n.º 66-B/2012, de 31 de dezembro, alterada pelas Leis n.os 51/2013, de 24 de julho, e 83/2013, de 9 de dezembro.
2 - Até à revisão do sistema remuneratório das carreiras dos conservadores, notários e oficiais dos registos e do notariado, aos vencimentos daqueles trabalhadores aplicam-se as regras sobre a determinação do vencimento de exercício fixadas, transitoriamente, pela Portaria n.º 1448/2001, de 22 de dezembro, e mantidas em vigor nos anos subsequentes.
Artigo 53.ºRegras de movimento e permanência do pessoal diplomático
1 - Os prazos previstos nas secções ii e iii do capítulo iii do Estatuto da Carreira Diplomática, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 40-A/98, de 27 de fevereiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 153/2005, de 2 de setembro, 10/2008, de 17 de janeiro, pela Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro, e pelo Decreto-Lei n.º 140/2014, de 16 de setembro, podem ser alterados por despacho fundamentado do Ministro de Estado e dos Negócios Estrangeiros, sob proposta do secretário-geral do respetivo ministério, a publicar no Diário da República.
2 - O disposto no número anterior não prejudica o preenchimento do requisito relativo ao cumprimento do tempo mínimo em exercício de funções nos serviços internos ou externos, consoante o caso, nomeadamente para efeitos de promoção e progressão, nos termos e para os efeitos previstos no n.º 3 do artigo 18.º, no n.º 1 do artigo 19.º e no n.º 1 do artigo 20.º do Estatuto da Carreira Diplomática, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 40-A/98, de 27 de fevereiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 153/2005, de 2 de setembro, 10/2008, de 17 de janeiro, pela Lei n.º 55-A/2010, de 31 de dezembro, e pelo Decreto-Lei n.º 140/2014, de 16 de setembro, sendo aplicáveis os limites às valorizações remuneratórias previstos no artigo 38.º da presente lei.
SECÇÃO III Admissões de pessoal no setor público
Artigo 54.ºVínculos de emprego público a termo resolutivo
1 - Durante o ano de 2015, os serviços e organismos das administrações direta e indireta do Estado, regionais e autárquicas não podem proceder à renovação de contratos de trabalho em funções públicas a termo resolutivo e de nomeações transitórias, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
2 - Em situações excecionais, fundamentadas na existência de relevante interesse público, os membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública podem autorizar a renovação de contratos ou nomeações a que se refere o número anterior, fixando, caso a caso, as condições e termos a observar para o efeito e desde que se verifiquem os seguintes requisitos cumulativos:
3 - No final de cada trimestre, os serviços e organismos prestam informação detalhada acerca da evolução do cumprimento do objetivo consagrado no n.º 1, nos termos a definir por despacho dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e da Administração Pública.
4 - São nulas as renovações efetuadas em violação do disposto nos números anteriores, sendo aplicável, com as necessárias adaptações, o disposto nos n.os 6 a 7 do artigo 47.º 5 - O incumprimento do disposto no n.º 1 determina a responsabilidade disciplinar do dirigente do serviço ou organismo respetivo e constitui fundamento bastante para a cessação da sua comissão de serviço.
6 - No caso da administração local, a violação do disposto no presente artigo determina também a redução nas transferências do Orçamento do Estado para a autarquia no montante idêntico ao despendido com as renovações de contratos ou de nomeações em causa, ao abrigo do disposto no n.º 3 do artigo 92.º da lei de enquadramento orçamental, aprovada pela Lei n.º 91/2001, de 20 de agosto, alterada e republicada pela Lei n.º 41/2014, de 10 de julho.
7 - No caso das administrações regionais, a violação do presente artigo determina ainda a redução nas transferências do Orçamento do Estado para a região autónoma no montante idêntico ao despendido com as renovações de contratos ou de nomeações em causa.
8 - No caso dos serviços e organismos das administrações regionais e autárquicas, a autorização a que se refere o n.º 2 compete aos correspondentes órgãos executivos.
9 - O disposto no presente artigo não se aplica aos militares das Forças Armadas em regimes de voluntariado e de contrato, cujo regime contratual consta de legislação especial, sendo a fixação dos quantitativos máximos de efetivos que aos mesmos respeita efetuada através de norma específica.
10 - Ficam ainda excecionados da aplicação do presente artigo os formandos da GNR e da PSP, cujos regimes jurídicos estatutários de formação impliquem o recurso a algumas das modalidades de vinculação em causa.
11 - Relativamente ao pessoal docente e de investigação, incluindo os técnicos das atividades de enriquecimento curricular, que se rege por regras de contratação a termo previstas em diplomas próprios, são definidos objetivos específicos de redução pelos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da Administração Pública, e da educação e da ciência.
12 - São também excecionados da aplicação do presente artigo os adjuntos de conservador dos registos e notariado que se encontrem numa das referidas modalidades de vinculação, na sequência de procedimento de ingresso previsto em diploma próprio.
13 - O regime fixado no presente artigo tem natureza imperativa, prevalecendo sobre quaisquer outras normas legais ou convencionais, especiais ou excecionais, em contrário, não podendo ser afastado ou modificado pelas mesmas.
Artigo 55.º
Compensação por caducidade dos contratos a termo resolutivo celebrados com docentes pelo Ministério da Educação e Ciência 1 - Aos docentes contratados pelo Ministério da Educação e Ciência a termo resolutivo não é devida a compensação por caducidade a que se referem o n.º 3 do artigo 293.º e o n.º 4 do artigo 294.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, se ocorrer a celebração de novo contrato sucessivo até 31 de dezembro do ano letivo seguinte.
2 - Para os efeitos previstos no número anterior, o pagamento da compensação por caducidade devida nos termos do n.º 3 do artigo 293.º e do n.º 4 do artigo 294.º da Lei Geral do Trabalho em Funções Públicas, aprovada em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho, só se efetua a partir do dia 1 de janeiro do ano letivo seguinte.
Artigo 56.ºRecrutamento de trabalhadores nas instituições de ensino superior públicas
1 - Durante o ano de 2015, para os trabalhadores docentes e não docentes e investigadores e não investigadores, as instituições de ensino superior públicas não podem proceder a contratações, independentemente do tipo de vínculo jurídico que venha a estabelecer-se, se as mesmas implicarem um aumento do valor total das remunerações dos trabalhadores docentes e não docentes e investigadores e não investigadores da instituição em relação ao valor referente a 31 de dezembro de 2014, ajustado de acordo com a redução remuneratória prevista no artigo 2.º da Lei n.º 75/2014, de 12 de setembro.
2 - Em situações excecionais, os membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças, da Administração Pública e do ensino superior podem dar parecer prévio favorável à contratação de trabalhadores docentes e não docentes e investigadores e não investigadores para além do limite estabelecido no número anterior, desde que cumulativamente observados os seguintes requisitos, fixando, caso a caso, o número de contratos a celebrar e o montante máximo a despender:
3 - Exceciona-se do disposto nos números anteriores e para efeitos do limite do n.º 1, a contratação a termo de docentes e investigadores para a execução de programas, projetos e prestações de serviço, no âmbito das missões e atribuições das instituições de ensino superior públicas, cujos encargos onerem, exclusivamente, receitas transferidas da FCT, I. P., ou receitas próprias provenientes daqueles programas, projetos e prestações de serviço.
4 - As contratações excecionais previstas no número anterior são obrigatoriamente precedidas de autorização do reitor ou do presidente, conforme os casos e nos termos legais.
5 - Ao recrutamento de docentes a efetuar pelas instituições de ensino superior públicas não é aplicável o procedimento prévio previsto no n.º 1 do artigo 265.º da Lei Geral de Trabalho em Funções Públicas, aprovado em anexo à Lei n.º 35/2014, de 20 de junho.
6 - As contratações efetuadas em violação do disposto no presente artigo são nulas e fazem incorrer os seus autores em responsabilidade civil, financeira e disciplinar.
7 - É aplicável às instituições de ensino superior públicas o regime previsto nos n.os 2 a 4 do artigo 125.º da Lei n.º 62/2007, de 10 de setembro.
8 - O presente artigo não se aplica às instituições de ensino superior militar e policial.