Lei n.º 145/2015, de 09 de Setembro
Índice (227)
- Artigo 1.º Denominação, natureza e sede
- Artigo 2.º Âmbito
- Artigo 3.º Atribuições da Ordem dos Advogados
- Artigo 4.º Previdência social
- Artigo 5.º Representação da Ordem dos Advogados
- Artigo 6.º Recursos
- Artigo 7.º Correspondência e requisição oficial de documentos
- Artigo 8.º Dever de colaboração
- Artigo 9.º Enumeração
- Artigo 10.º Caráter eletivo e temporário do exercício dos cargos sociais
- Artigo 11.º Eleição dos titulares
- Artigo 12.º Apresentação de candidaturas
- Artigo 13.º Data das eleições
- Artigo 14.º Voto
- Artigo 15.º Obrigatoriedade e gratuitidade de exercício de funções
- Artigo 16.º Renúncia ao cargo e suspensão temporária do exercício de funções
- Artigo 17.º Perda de cargos na Ordem dos Advogados
- Artigo 18.º Efeitos das sanções disciplinares no exercício de cargos
- Artigo 19.º Substituição do bastonário
- Artigo 20.º Substituição dos presidentes dos órgãos colegiais da Ordem dos Advogad
- Artigo 21.º Substituição dos restantes membros de órgãos colegiais
- Artigo 22.º Impedimento temporário
- Artigo 23.º Mandato dos substitutos
- Artigo 24.º Honras e tratamentos
- Artigo 25.º Títulos honoríficos
- Artigo 26.º Referendo
- Artigo 27.º Constituição
- Artigo 28.º Competência
- Artigo 29.º Organização
- Artigo 30.º Participação e voto
- Artigo 31.º Convocação e preparação
- Artigo 32.º Congresso extraordinário
- Artigo 33.º Constituição e competência
- Artigo 34.º Reuniões da assembleia geral
- Artigo 35.º Reunião da assembleia geral ordinária
- Artigo 36.º Convocatórias
- Artigo 37.º Direito de voto
- Artigo 38.º Executoriedade das deliberações
- Artigo 39.º Presidente da Ordem dos Advogados
- Artigo 40.º Competências e obrigações
- Artigo 41.º Competência
- Artigo 42.º Composição
- Artigo 43.º Pleno e secções
- Artigo 44.º Competência
- Artigo 45.º Composição
- Artigo 46.º Competência
- Artigo 47.º Reuniões
- Artigo 48.º Composição
- Artigo 49.º Competência
- Artigo 50.º Reuniões do conselho fiscal
- Artigo 51.º Constituição e competência
- Artigo 52.º Reuniões
- Artigo 53.º Constituição
- Artigo 54.º Competência
- Artigo 55.º Competência
- Artigo 56.º Composição
- Artigo 57.º Funcionamento
- Artigo 58.º Competência
- Artigo 59.º Competência
- Artigo 60.º Assembleias locais
- Artigo 61.º Delegação
- Artigo 62.º Delegados da Ordem dos Advogados
- Artigo 63.º Agrupamentos de delegações
- Artigo 64.º Competência dos agrupamentos de delegações, das delegações e dos deleg
- Artigo 65.º Designação e funções
- Artigo 66.º Exercício da advocacia em território nacional
- Artigo 67.º Mandato forense
- Artigo 68.º Consulta jurídica
- Artigo 69.º Liberdade de exercício
- Artigo 70.º Título profissional de advogado e advogado especialista
- Artigo 71.º Direitos perante a Ordem dos Advogados
- Artigo 72.º Garantias em geral
- Artigo 73.º Exercício da atividade em regime de subordinação
- Artigo 74.º Trajo profissional
- Artigo 75.º Imposição de selos, arrolamentos e buscas em escritórios ou sociedades
- Artigo 76.º Apreensão de documentos
- Artigo 77.º Reclamação
- Artigo 78.º Direito de comunicação com arguidos presos
- Artigo 79.º Informação, exame de processos e pedido de certidões
- Artigo 80.º Direito de protesto
- Artigo 81.º Princípios gerais
- Artigo 82.º Incompatibilidades
- Artigo 83.º Impedimentos
- Artigo 84.º Verificação
- Artigo 85.º Solicitadores e agentes de execução
- Artigo 86.º Aplicação no tempo das incompatibilidades e impedimentos
- Artigo 87.º Exercício ilegítimo da advocacia
- Artigo 88.º Integridade
- Artigo 89.º Independência
- Artigo 90.º Deveres para com a comunidade
- Artigo 91.º Deveres para com a Ordem dos Advogados
- Artigo 92.º Segredo profissional
- Artigo 93.º Discussão pública de questões profissionais
- Artigo 94.º Informação e publicidade
- Artigo 95.º Dever geral de urbanidade
- Artigo 96.º Patrocínio contra advogados e magistrados
- Artigo 97.º Princípios gerais
- Artigo 98.º Aceitação do patrocínio e dever de competência
- Artigo 99.º Conflito de interesses
- Artigo 100.º Outros deveres
- Artigo 101.º Valores e documentos do cliente
- Artigo 102.º Fundos dos clientes
- Artigo 103.º Provisões
- Artigo 104.º Responsabilidade civil profissional
- Artigo 105.º Honorários
- Artigo 106.º Proibição da quota litis
- Artigo 107.º Repartição de honorários
- Artigo 108.º Dever de lealdade
- Artigo 109.º Relação com as testemunhas
- Artigo 110.º Dever de correcção
- Artigo 111.º Dever de solidariedade
- Artigo 112.º Deveres recíprocos dos advogados
- Artigo 113.º Correspondência entre advogados e entre estes e solicitadores
- Artigo 114.º Poder disciplinar
- Artigo 115.º Infrações disciplinares
- Artigo 116.º Independência da responsabilidade disciplinar
- Artigo 117.º Prescrição do procedimento disciplinar
- Artigo 118.º Suspensão do prazo de prescrição do procedimento disciplinar
- Artigo 119.º Interrupção do prazo de prescrição do procedimento disciplinar
- Artigo 120.º Desistência da participação
- Artigo 121.º Participação pelos tribunais e outras entidades
- Artigo 122.º Legitimidade procedimental e extinção do direito de queixa
- Artigo 123.º Instauração do procedimento disciplinar
- Artigo 124.º Comunicação sobre o movimento dos processos
- Artigo 125.º Natureza secreta do processo disciplinar
- Artigo 126.º Direito subsidiário
- Artigo 127.º Independência
- Artigo 128.º Irresponsabilidade
- Artigo 129.º Processos disciplinares contra titulares de cargos da Ordem
- Artigo 130.º Sanções disciplinares
- Artigo 131.º Medida e graduação da sanção
- Artigo 132.º Circunstâncias atenuantes
- Artigo 133.º Circunstâncias agravantes
- Artigo 134.º Reincidência
- Artigo 135.º Unidade e acumulação de infracções
- Artigo 136.º Punição do concurso de infracções
- Artigo 137.º Conhecimento superveniente do concurso
- Artigo 138.º Suspensão da execução das sanções
- Artigo 139.º Causas de exclusão da culpa
- Artigo 140.º Aplicação de sanção de suspensão superior a dois anos ou de sanção de
- Artigo 141.º Condenação em processo criminal
- Artigo 142.º Publicidade das sanções
- Artigo 143.º Incumprimento da sanção
- Artigo 144.º Formas do processo
- Artigo 145.º Tramitação do processo
- Artigo 146.º Prazos
- Artigo 147.º Impedimentos, escusas e recusas
- Artigo 148.º Cumprimento dos prazos
- Artigo 149.º Distribuição do processo
- Artigo 150.º Apensação de processos
- Artigo 151.º Instrução do processo
- Artigo 152.º Termo da instrução
- Artigo 153.º Despacho de acusação
- Artigo 154.º Suspensão preventiva
- Artigo 155.º Notificação da acusação
- Artigo 156.º Exercício do direito de defesa
- Artigo 157.º Apresentação da defesa
- Artigo 158.º Realização de novas diligências
- Artigo 159.º Relatório final
- Artigo 160.º Julgamento
- Artigo 161.º Audiência pública
- Artigo 162.º Deliberações recorríveis
- Artigo 163.º Legitimidade para a interposição do recurso
- Artigo 164.º Subida e efeitos do recurso
- Artigo 165.º Interposição e notificação do recurso
- Artigo 166.º Baixa do processo ao conselho de deontologia
- Artigo 167.º Fundamentos e admissibilidade da revisão
- Artigo 168.º Legitimidade
- Artigo 169.º Formulação do pedido ou proposta de revisão
- Artigo 170.º Tramitação do pedido ou proposta de revisão
- Artigo 171.º Julgamento
- Artigo 172.º Baixa do processo, averbamentos e publicidade
- Artigo 173.º Início de produção de efeitos das sanções
- Artigo 174.º Competência para a execução de decisões disciplinares
- Artigo 175.º Cancelamento do registo da sanção
- Artigo 176.º Regime
- Artigo 177.º Instauração do processo
- Artigo 178.º Processo
- Artigo 179.º Reabilitação do advogado a quem haja sido reconhecida inidoneidade par
- Artigo 180.º Quotas para a Ordem dos Advogados
- Artigo 181.º Cobrança coerciva
- Artigo 182.º Contabilidade e gestão financeira
- Artigo 183.º Processos na Ordem dos Advogados
- Artigo 184.º Reuniões nas salas dos tribunais
- Artigo 185.º Livros e impressos
- Artigo 186.º Inscrição na Ordem dos Advogados e domicílio profissional
- Artigo 187.º Cédula profissional
- Artigo 188.º Restrições ao direito de inscrição
- Artigo 189.º Inscrições preparatórias e nos quadros da Ordem dos Advogados
- Artigo 190.º Exercício da advocacia por não inscritos
- Artigo 191.º Objetivos do estágio e sua orientação
- Artigo 192.º Patronos e requisitos para aceitação do tirocínio
- Artigo 193.º Aplicabilidade do Estatuto
- Artigo 194.º Inscrição no estágio
- Artigo 195.º Duração do estágio, suas fases e prova de agregação
- Artigo 196.º Competência e deveres dos advogados estagiários
- Artigo 197.º Objetivos
- Artigo 198.º Regulamentação
- Artigo 199.º Requisitos de inscrição
- Artigo 200.º Inscrição de juristas de reconhecido mérito, mestres e outros doutores
- Artigo 201.º Exercício da advocacia por estrangeiros
- Artigo 202.º Publicação obrigatória
- Artigo 203.º Reconhecimento do título profissional
- Artigo 204.º Modos de exercício profissional
- Artigo 205.º Exercício com o título profissional de origem
- Artigo 206.º Comércio electrónico
- Artigo 207.º Estatuto profissional
- Artigo 208.º Inscrição na Ordem dos Advogados
- Artigo 209.º Responsabilidade disciplinar
- Artigo 210.º Sociedades de advogados estabelecidos em Portugal
- Artigo 211.º Organizações associativas de profissionais de outros Estados membros
- Artigo 212.º Outros prestadores de serviços de advocacia
- Artigo 213.º Sociedades de advogados
- Artigo 214.º Sócios
- Artigo 215.º Associados
- Artigo 216.º Alteração do contrato
- Artigo 217.º Aprovação do projeto de pacto social
- Artigo 218.º Correspondência e documentos
- Artigo 219.º Participações sociais
- Artigo 220.º Votos
- Artigo 221.º Administração da sociedade
- Artigo 222.º Dissolução imediata
- Artigo 223.º Balcão único e documentos
- Artigo 224.º Informação na Internet
- Artigo 225.º Cooperação administrativa
- Artigo 226.º Tribunal arbitral
- Artigo 227.º Tutela de legalidade
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Artigo 1.ºDenominação, natureza e sede
Artigo 2.ºÂmbito
Artigo 3.ºAtribuições da Ordem dos Advogados
Artigo 4.ºPrevidência social
Artigo 5.ºRepresentação da Ordem dos Advogados
Artigo 6.ºRecursos
Artigo 7.ºCorrespondência e requisição oficial de documentos
Artigo 8.ºDever de colaboração
Artigo 9.ºEnumeração
Artigo 10.ºCaráter eletivo e temporário do exercício dos cargos sociais
Artigo 11.ºEleição dos titulares
Artigo 12.ºApresentação de candidaturas
Artigo 13.ºData das eleições
Artigo 14.ºVoto
Artigo 15.ºObrigatoriedade e gratuitidade de exercício de funções
Artigo 16.ºRenúncia ao cargo e suspensão temporária do exercício de funções
Artigo 17.ºPerda de cargos na Ordem dos Advogados
Artigo 18.ºEfeitos das sanções disciplinares no exercício de cargos
Artigo 19.ºSubstituição do bastonário
Artigo 20.ºSubstituição dos presidentes dos órgãos colegiais da Ordem dos Advogados
Artigo 21.ºSubstituição dos restantes membros de órgãos colegiais
Artigo 22.ºImpedimento temporário
Artigo 23.ºMandato dos substitutos
Artigo 24.ºHonras e tratamentos
Artigo 25.ºTítulos honoríficos
Artigo 26.ºReferendo
Artigo 27.ºConstituição
Artigo 28.ºCompetência
Artigo 29.ºOrganização
Artigo 30.ºParticipação e voto
Artigo 31.ºConvocação e preparação
Artigo 32.ºCongresso extraordinário
Artigo 33.ºConstituição e competência
Artigo 34.ºReuniões da assembleia geral
Artigo 35.ºReunião da assembleia geral ordinária
Artigo 36.ºConvocatórias
Artigo 37.ºDireito de voto
Artigo 38.ºExecutoriedade das deliberações
Artigo 39.ºPresidente da Ordem dos Advogados
Artigo 40.ºCompetências e obrigações
Artigo 41.ºCompetência
Artigo 42.ºComposição
Artigo 43.ºPleno e secções
Artigo 44.ºCompetência
Artigo 45.ºComposição
Artigo 46.ºCompetência
Artigo 47.ºReuniões
Artigo 47.ºA
Composição
Artigo 47.ºB
Competência
Artigo 47.ºC
Independência
Artigo 48.ºComposição
Artigo 49.ºCompetência
Artigo 50.ºReuniões do conselho fiscal
Artigo 51.ºConstituição e competência
Artigo 52.ºReuniões
Artigo 53.ºConstituição
Artigo 54.ºCompetência
Artigo 55.ºCompetência
Artigo 56.ºComposição
Artigo 57.ºFuncionamento
Artigo 58.ºCompetência
Artigo 59.ºCompetência
Artigo 60.ºAssembleias locais
Artigo 61.ºDelegação
Artigo 62.ºDelegados da Ordem dos Advogados
Artigo 63.ºAgrupamentos de delegações
Artigo 64.ºCompetência dos agrupamentos de delegações, das delegações e dos delegados
Artigo 65.ºDesignação e funções
Artigo 66.ºExercício da advocacia em território nacional
Artigo 66.ºA
Atos da profissão de advogado
Artigo 67.ºMandato forense
Artigo 68.ºConsulta jurídica
Artigo 69.ºLiberdade de exercício
Artigo 69.ºA
Serviços jurídicos em linha
Artigo 70.ºTítulo profissional de advogado e advogado especialista
Artigo 71.ºDireitos perante a Ordem dos Advogados
Artigo 72.ºGarantias em geral
Artigo 73.ºExercício da atividade em regime de subordinação
Artigo 74.ºTrajo profissional
Artigo 75.ºImposição de selos, arrolamentos e buscas em escritórios ou sociedades de advogados
Artigo 76.ºApreensão de documentos
Artigo 77.ºReclamação
Artigo 78.ºDireito de comunicação com arguidos presos
Artigo 79.ºInformação, exame de processos e pedido de certidões
Artigo 80.ºDireito de protesto
Artigo 81.ºPrincípios gerais
Artigo 82.ºIncompatibilidades
Artigo 83.ºImpedimentos
Artigo 84.ºVerificação
Artigo 85.ºSolicitadores e agentes de execução
Artigo 86.ºAplicação no tempo das incompatibilidades e impedimentos
Artigo 87.ºExercício ilegítimo da advocacia
Artigo 88.ºIntegridade
Artigo 89.ºIndependência
Artigo 90.ºDeveres para com a comunidade
Artigo 91.ºDeveres para com a Ordem dos Advogados
Artigo 92.ºSegredo profissional
Artigo 93.ºDiscussão pública de questões profissionais
Artigo 94.ºInformação e publicidade
Artigo 95.ºDever geral de urbanidade
Artigo 96.ºPatrocínio contra advogados e magistrados
Artigo 97.ºPrincípios gerais
Artigo 98.ºAceitação do patrocínio e dever de competência
Artigo 99.ºConflito de interesses
Artigo 100.ºOutros deveres
Artigo 101.ºValores e documentos do cliente
Artigo 102.ºFundos dos clientes
Artigo 103.ºProvisões
Artigo 104.ºResponsabilidade civil profissional
Artigo 105.ºHonorários
Artigo 106.ºProibição da quota litis
Artigo 107.ºRepartição de honorários
Artigo 108.ºDever de lealdade
Artigo 109.ºRelação com as testemunhas
Artigo 110.ºDever de correcção
Artigo 111.ºDever de solidariedade
Artigo 112.ºDeveres recíprocos dos advogados
Artigo 113.ºCorrespondência entre advogados e entre estes e solicitadores
Artigo 114.ºPoder disciplinar
Artigo 115.ºInfrações disciplinares
Artigo 116.ºIndependência da responsabilidade disciplinar
Artigo 117.ºPrescrição do procedimento disciplinar
Artigo 118.ºSuspensão do prazo de prescrição do procedimento disciplinar
Artigo 119.ºInterrupção do prazo de prescrição do procedimento disciplinar
Artigo 120.ºDesistência da participação
Artigo 121.ºParticipação pelos tribunais e outras entidades
Artigo 122.ºLegitimidade procedimental e extinção do direito de queixa
Artigo 123.ºInstauração do procedimento disciplinar
Artigo 124.ºComunicação sobre o movimento dos processos
Artigo 125.ºNatureza secreta do processo disciplinar
Artigo 126.ºDireito subsidiário
Artigo 127.ºIndependência
Artigo 128.ºIrresponsabilidade
Artigo 129.ºProcessos disciplinares contra titulares de cargos da Ordem
Artigo 130.ºSanções disciplinares
Artigo 131.ºMedida e graduação da sanção
Artigo 132.ºCircunstâncias atenuantes
Artigo 133.ºCircunstâncias agravantes
Artigo 134.ºReincidência
Artigo 135.ºUnidade e acumulação de infracções
Artigo 136.ºPunição do concurso de infracções
Artigo 137.ºConhecimento superveniente do concurso
Artigo 138.ºSuspensão da execução das sanções
Artigo 139.ºCausas de exclusão da culpa
Artigo 140.ºAplicação de sanção de suspensão superior a dois anos ou de sanção de expulsão
Artigo 141.ºCondenação em processo criminal
Artigo 142.ºPublicidade das sanções
Artigo 143.ºIncumprimento da sanção
Artigo 144.ºFormas do processo
Artigo 145.ºTramitação do processo
Artigo 146.ºPrazos
Artigo 147.ºImpedimentos, escusas e recusas
Artigo 148.ºCumprimento dos prazos
Artigo 149.ºDistribuição do processo
Artigo 150.ºApensação de processos
Artigo 151.ºInstrução do processo
Artigo 152.ºTermo da instrução
Artigo 153.ºDespacho de acusação
Artigo 154.ºSuspensão preventiva
Artigo 155.ºNotificação da acusação
Artigo 156.ºExercício do direito de defesa
Artigo 157.ºApresentação da defesa
Artigo 158.ºRealização de novas diligências
Artigo 159.ºRelatório final
Artigo 160.ºJulgamento
Artigo 161.ºAudiência pública
Artigo 162.ºDeliberações recorríveis
Artigo 163.ºLegitimidade para a interposição do recurso
Artigo 164.ºSubida e efeitos do recurso
Artigo 165.ºInterposição e notificação do recurso
Artigo 166.ºBaixa do processo ao conselho de deontologia
Artigo 167.ºFundamentos e admissibilidade da revisão
Artigo 168.ºLegitimidade
Artigo 169.ºFormulação do pedido ou proposta de revisão
Artigo 170.ºTramitação do pedido ou proposta de revisão
Artigo 171.ºJulgamento
Artigo 172.ºBaixa do processo, averbamentos e publicidade
Artigo 173.ºInício de produção de efeitos das sanções
Artigo 174.ºCompetência para a execução de decisões disciplinares
Artigo 175.ºCancelamento do registo da sanção
Artigo 176.ºRegime
Artigo 177.ºInstauração do processo
Artigo 178.ºProcesso
Artigo 179.ºReabilitação do advogado a quem haja sido reconhecida inidoneidade para o exercício da profissão
Artigo 180.ºQuotas para a Ordem dos Advogados
Artigo 181.ºCobrança coerciva
Artigo 182.ºContabilidade e gestão financeira
Artigo 183.ºProcessos na Ordem dos Advogados
Artigo 184.ºReuniões nas salas dos tribunais
Artigo 185.ºLivros e impressos
Artigo 186.ºInscrição na Ordem dos Advogados e domicílio profissional
Artigo 187.ºCédula profissional
Artigo 188.ºRestrições ao direito de inscrição
Artigo 189.ºInscrições preparatórias e nos quadros da Ordem dos Advogados
Artigo 190.ºExercício da advocacia por não inscritos
Artigo 191.ºObjetivos do estágio e sua orientação
Artigo 192.ºPatronos e requisitos para aceitação do tirocínio
Artigo 193.ºAplicabilidade do Estatuto
Artigo 194.ºInscrição no estágio
Artigo 194.ºA
Taxas aplicáveis ao estágio
Artigo 195.ºDuração do estágio, suas fases e prova de agregação
Artigo 196.ºCompetência e deveres dos advogados estagiários
Artigo 197.ºObjetivos
Artigo 198.ºRegulamentação
Artigo 199.ºRequisitos de inscrição
Artigo 200.ºInscrição de juristas de reconhecido mérito, mestres e outros doutores em Direito
Artigo 201.ºExercício da advocacia por estrangeiros
Artigo 202.ºPublicação obrigatória
Artigo 203.ºReconhecimento do título profissional
Artigo 204.ºModos de exercício profissional
Artigo 205.ºExercício com o título profissional de origem
Artigo 206.ºComércio electrónico
Artigo 207.ºEstatuto profissional
Artigo 208.ºInscrição na Ordem dos Advogados
Artigo 209.ºResponsabilidade disciplinar
Artigo 210.ºSociedades de advogados estabelecidos em Portugal
Artigo 211.ºOrganizações associativas de profissionais de outros Estados membros
Artigo 212.ºOutros prestadores de serviços de advocacia
Artigo 212.ºA
Sociedades profissionais e multidisciplinares
Artigo 213.ºSociedades de advogados
Artigo 214.ºSócios
Artigo 215.ºAssociados
Artigo 216.ºAlteração do contrato
Artigo 217.ºAprovação do projeto de pacto social
Artigo 218.ºCorrespondência e documentos
Artigo 219.ºParticipações sociais
Artigo 220.ºVotos
Artigo 221.ºAdministração da sociedade
Artigo 222.ºDissolução imediata
Artigo 223.ºBalcão único e documentos
Artigo 224.ºInformação na Internet
Artigo 225.ºCooperação administrativa
Artigo 226.ºTribunal arbitral
Artigo 227.ºTutela de legalidade
ANEXO Nº de artigos : 235 Páginas:
1 2 3 Seguinte > Ver índice sistemático do diploma Imprimir todo o diploma SUMÁRIO Aprova o Estatuto da Ordem dos Advogados, em conformidade com a Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro, que estabelece o regime jurídico de criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais, e revoga a Lei n.º 15/2005, de 26 de janeiro, e o Decreto-Lei n.º 229/2004, de 10 de dezembro _____________________ Lei n.º 145/2015, de 9 de setembro Aprova o Estatuto da Ordem dos Advogados, em conformidade com a Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro, que estabelece o regime jurídico de criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais, e revoga a Lei n.º 15/2005, de 26 de janeiro, e o Decreto-Lei n.º 229/2004, de 10 de dezembro.
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
Artigo 1.ºObjeto
A presente lei aprova o novo Estatuto da Ordem dos Advogados, em conformidade com a Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro, que estabelece o regime jurídico de criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais.
Artigo 2.ºAprovação do novo Estatuto da Ordem dos Advogados
É aprovado, em anexo à presente lei, dela fazendo parte integrante, o novo Estatuto da Ordem dos Advogados.
Artigo 3.ºDisposições transitórias
1 - As alterações introduzidas pela presente lei são aplicáveis aos estágios que se iniciem, bem como aos processos disciplinares instaurados, após a respetiva data de entrada em vigor.
2 - O disposto no n.º 2 do artigo 195.º do novo Estatuto da Ordem dos Advogados, aprovado em anexo à presente lei, aplica-se aos advogados estagiários inscritos na Ordem dos Advogados à data da entrada em vigor desta lei, computando-se no prazo aí previsto todo o período de estágio decorrido desde a respetiva inscrição.
3 - Incumbe ao conselho geral proceder às adaptações necessárias para a eleição e instalação do novo órgão da Ordem dos Advogados.
4 - Os advogados regularmente inscritos na Ordem dos Advogados e na Câmara dos Solicitadores como agentes de execução, relativamente aos quais se verifiquem incompatibilidades em resultado das alterações introduzidas pelo Estatuto da Ordem dos Solicitadores e dos Agentes de Execução, devem pôr termo a essas situações de incompatibilidade até 31 de dezembro de 2017.
5 - Os limites à renovação de mandatos previstos no artigo 10.º do Estatuto da Ordem dos Advogados, aprovado em anexo à presente lei, não se aplicam aos mandatos resultantes de eleições anteriores à entrada em vigor daquele Estatuto.
6 - No prazo de 180 dias a contar da entrada em vigor da presente lei, a assembleia geral da Ordem dos Advogados procede à adaptação dos respetivos regulamentos ao disposto na Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro, que estabelece o regime jurídico da criação, organização e funcionamento das associações públicas profissionais, e no Estatuto da Ordem dos Advogados, aprovado em anexo à presente lei.
7 - Até à sua substituição, os regulamentos aprovados ao abrigo do Estatuto da Ordem dos Advogados, aprovado pela Lei n.º 15/2005, de 26 de janeiro, mantêm-se em vigor, com as necessárias adaptações, competindo ao conselho geral suprir eventuais lacunas, salvo se dispuserem em contrário ao disposto no Estatuto da Ordem dos Advogados, aprovado em anexo à presente lei, caso em que apenas se aplicam as disposições conformes a estes.
Artigo 4.ºNorma revogatória
São revogados:
Artigo 5.ºEntrada em vigor
A presente lei entra em vigor 30 dias após a sua publicação.
Aprovada em 22 de julho de 2015.
A Presidente da Assembleia da República, Maria da Assunção A. Esteves.
Promulgada em 25 de agosto de 2015.
Publique-se.
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva.
Referendada em 27 de agosto de 2015.
Pelo Primeiro-Ministro, Paulo Sacadura Cabral Portas, Vice-Primeiro-Ministro.
ANEXO (a que se refere o artigo 2.º) ESTATUTO DA ORDEM DOS ADVOGADOS
TÍTULO I
Ordem dos Advogados
CAPÍTULO I
Disposições gerais
Artigo 1.ºDenominação, natureza e sede
1 - Denomina-se Ordem dos Advogados a associação pública representativa dos profissionais que, em conformidade com os preceitos do presente Estatuto e demais disposições legais aplicáveis, exercem a advocacia.
2 - A Ordem dos Advogados é uma pessoa coletiva de direito público que, no exercício dos seus poderes públicos, desempenha as suas funções, incluindo a função regulamentar, de forma independente dos órgãos do Estado, sendo livre e autónoma na sua atividade.
3 - A Ordem dos Advogados tem sede em Lisboa.
Artigo 2.ºÂmbito
1 - A Ordem dos Advogados tem âmbito nacional e está internamente estruturada em sete regiões:
2 - As atribuições e competências da Ordem dos Advogados são extensivas à atividade dos advogados e advogados estagiários nela inscritos no exercício da respetiva profissão fora do território português.
3 - As regiões referidas no n.º 1 têm a correspondência territorial constante do anexo ao presente Estatuto, do qual faz parte integrante.
4 - As sedes das regiões são, respetivamente, Lisboa, Porto, Coimbra, Faro, Évora, Ponta Delgada e Funchal.
Artigo 3.ºAtribuições da Ordem dos Advogados
1 - Constituem atribuições da Ordem dos Advogados:
2 - A Ordem dos Advogados não pode, por qualquer meio, seja ato ou regulamento, estabelecer restrições à liberdade de acesso e ao exercício da profissão, em violação da lei e da Constituição, nem infringir as regras da concorrência na prestação de serviços profissionais, nos termos dos direitos nacional e da União Europeia.
3 - A Ordem dos Advogados não pode recusar o reconhecimento de habilitações académicas e profissionais obtidas no estrangeiro que estejam devidamente reconhecidas em Portugal ao abrigo da lei, do direito da União Europeia ou de convenção internacional, nem sujeitar os detentores das mesmas a provas, exames ou outro tipo de condições de acesso que não resultem expressamente das regras em vigor no momento do pedido.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 4.ºPrevidência social
A previdência social dos advogados é realizada pela Caixa de Previdência dos Advogados e Solicitadores nos termos das disposições legais e regulamentares aplicáveis.
Artigo 5.ºRepresentação da Ordem dos Advogados
1 - A Ordem dos Advogados é representada em juízo e fora dele pelo bastonário, pelos presidentes dos conselhos regionais e pelos presidentes das delegações ou pelos delegados, conforme se trate, respetivamente, de atribuições do conselho geral, dos conselhos regionais ou das delegações.
2 - Para defesa de todos os seus membros em todos os assuntos relativos ao exercício da profissão ou ao desempenho de cargos nos órgãos da Ordem dos Advogados, quer se trate de responsabilidades que lhes sejam exigidas, quer de ofensas contra eles praticadas, pode a Ordem exercer os direitos de assistente ou conceder patrocínio em processos de qualquer natureza.
3 - A Ordem dos Advogados, quando intervenha como assistente em processo penal, pode ser representada por advogado diferente do constituído pelos restantes assistentes, se os houver.
Artigo 6.ºRecursos
1 - Os atos praticados pelos órgãos da Ordem dos Advogados no exercício das suas atribuições admitem os recursos hierárquicos previstos no presente Estatuto.
2 - O prazo de interposição de recurso é de 15 dias, quando outro não se encontre especialmente previsto na lei.
3 - Os atos praticados pelos órgãos da Ordem dos Advogados são impugnáveis nos termos do Código de Processo nos Tribunais Administrativos, aprovado em anexo à Lei n.º 15/2002, de 22 de fevereiro.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 7.ºCorrespondência e requisição oficial de documentos
No exercício das suas atribuições legais podem os órgãos da Ordem dos Advogados corresponder-se com quaisquer entidades públicas, autoridades judiciárias e policiais, bem como órgãos de polícia criminal, podendo requisitar, com isenção de pagamento de despesas, documentos, cópias, certidões, informações e esclarecimentos, incluindo a remessa de processos em confiança, nos termos em que os organismos oficiais devem satisfazer as requisições dos tribunais judiciais.
Artigo 8.ºDever de colaboração
1 - Todas as entidades públicas, autoridades judiciárias e policiais, bem como os órgãos de polícia criminal, têm o especial dever de prestar total colaboração aos órgãos da Ordem dos Advogados, no exercício das suas funções.
2 – (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
CAPÍTULO II
Órgãos da Ordem dos Advogados SECÇÃO I Disposições gerais
Artigo 9.ºEnumeração
1 - A Ordem dos Advogados prossegue as atribuições que lhe são conferidas no presente Estatuto e demais legislação através dos seus órgãos próprios.
2 - São órgãos nacionais da Ordem dos Advogados:
3 - São órgãos regionais e locais da Ordem dos Advogados:
4 - A hierarquia protocolar dos titulares dos órgãos da Ordem dos Advogados é a seguinte:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 10.ºCaráter eletivo e temporário do exercício dos cargos sociais
1 - Sem prejuízo do estabelecido no artigo 62.º, os titulares dos órgãos da Ordem dos Advogados são eleitos por um período de três anos civis.
2 - Não é admitida a reeleição de titulares dos órgãos da Ordem para um terceiro mandato consecutivo, para as mesmas funções.
3 - O impedimento de renovação do mandato referido no número anterior não se aplica ao mandato que tiver tido uma duração inferior a um ano.
4 - Os titulares de qualquer órgão da Ordem dos Advogados só podem ser eleitos para o mesmo órgão decorrido o período de um mandato completo após a cessação de funções no órgão em causa.
5 - A eleição para o cargo de bastonário é feita em simultâneo com a eleição para o conselho geral, sendo eleita a lista que obtiver mais de metade dos votos validamente expressos, não se considerando como tal os votos nulos ou em branco, e designado como bastonário o primeiro candidato da lista vencedora.
6 - Se nenhuma das listas concorrentes a bastonário e conselho geral obtiver o número de votos referidos no número anterior, procede-se a segundo sufrágio, a realizar até ao vigésimo dia subsequente à primeira votação, ao qual concorrem as duas listas mais votadas no primeiro sufrágio.
7 – (Revogado.) 8 - Não é impedimento à candidatura:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 11.ºEleição dos titulares
1 - Com exceção do disposto no n.º 3 do presente artigo, no n.º 3 do artigo 42.º, nas alíneas b) e c) do n.º 2 do artigo 47.º-A, no n.º 2 do artigo 56.º e no n.º 1 do artigo 65.º, só podem ser eleitos ou designados para os órgãos da Ordem dos Advogados os advogados com inscrição em vigor e no pleno exercício dos seus direitos.
2 - Só podem ser eleitos para os cargos de bastonário, presidente e membros inscritos do conselho superior, presidente e membros inscritos do conselho de supervisão, presidentes dos conselhos regionais e presidentes e membros inscritos dos conselhos de deontologia, advogados com, pelo menos, 10 anos de exercício da profissão, e para o conselho geral e para os conselhos regionais, advogados com, pelo menos, cinco anos de exercício da profissão.
3 - O disposto no n.º 1 não é aplicável ao revisor oficial de contas que integrar o conselho fiscal, com inscrição em vigor na respetiva associação pública profissional.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 12.ºApresentação de candidaturas
1 - A eleição para os órgãos da Ordem dos Advogados depende de apresentação de propostas de candidatura ao bastonário em exercício até ao dia 30 de setembro do ano imediatamente anterior ao do início do triénio subsequente.
2 - As listas de candidatos aos órgãos da Ordem dos Advogados devem promover a igualdade entre homens e mulheres, assegurando que a proporção de pessoas de cada sexo não seja inferior a 40 /prct., salvo se no universo eleitoral existir uma percentagem de pessoas do sexo menos representado inferior a 20 /prct..
3 - As propostas de candidatura são subscritas nos seguintes termos:
4 - As propostas de candidatura a bastonário e ao conselho geral devem ser apresentadas em conjunto, acompanhadas das linhas gerais do respetivo programa, e individualizando os respetivos cargos.
5 - As propostas de candidatura ao conselho superior, aos membros eletivos do conselho de supervisão, ao conselho fiscal, aos conselhos regionais e aos membros eletivos dos conselhos de deontologia devem ser individualizadas e indicar os candidatos ao cargo de presidente do respetivo órgão, exceto quanto ao cargo de presidente do conselho de supervisão.
6 - As listas para o conselho superior, conselho de supervisão e conselhos de deontologia respeitam as classes referidas, respetivamente, no artigo 42.º, no n.º 2 do artigo 47.º-A e no n.º 2 do artigo 56.º, identificando claramente os candidatos de cada uma delas.
7 - As assinaturas dos advogados proponentes devem ser efetuadas através de assinatura digital ou autenticadas pelo conselho regional, pelas delegações da área do respetivo domicílio profissional ou pelo tribunal judicial da respetiva comarca, ou ser reconhecidas por entidades com competência legal para o efeito, devendo, nesses casos, ser indicado o número da cédula profissional e respetivo conselho emitente e o número, data e entidade emitente do respetivo documento de identificação.
8 - As propostas de candidatura devem conter declaração de aceitação de todos os candidatos, cujas assinaturas devem obedecer ao disposto no número anterior.
9 - Quando não seja apresentada qualquer candidatura para os órgãos cuja eleição dependa de tal formalidade, o bastonário declara sem efeito a convocatória da assembleia ou o respetivo ponto da ordem do dia e, concomitantemente, designa data para nova reunião no prazo de 90 a 120 dias.
10 - A apresentação das propostas de candidatura tem lugar até 30 dias antes da data designada nos termos do número anterior.
11 - Na situação prevista no n.º 9, os membros em exercício continuam em funções até à tomada de posse dos novos membros eleitos.
12 - Se não for apresentada qualquer lista, o órgão cessante apresenta uma, com dispensa do estabelecido no n.º 3, no prazo de oito dias após a perenção do prazo para a apresentação das listas nos termos gerais.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 13.ºData das eleições
1 - A eleição para os diversos órgãos da Ordem dos Advogados realiza-se entre os dias 15 e 30 de novembro, em data a designar pelo bastonário.
2 - As eleições para bastonário, conselho geral, conselho superior, conselho de supervisão, conselho fiscal, conselhos regionais, conselhos de deontologia e delegações têm lugar sempre na mesma data.
3 - (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 14.ºVoto
1 - Apenas os advogados com inscrição em vigor e no pleno exercício dos seus direitos têm direito de voto.
2 - O voto é secreto, podendo ser exercido pessoalmente por meios eletrónicos nos termos previstos no regulamento eleitoral.
3 - (Revogado.) 4 - (Revogado.) 5 - (Revogado.) 6 - (Revogado.) 7 - (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 15.ºObrigatoriedade e gratuitidade de exercício de funções
1 - Constitui dever do advogado o exercício de funções nos órgãos da Ordem dos Advogados para que tenha sido eleito ou designado, constituindo falta disciplinar a recusa de tomada de posse, salvo no caso de escusa fundamentada, aceite pelo conselho superior ou, quanto aos delegados, pelo conselho regional respetivo.
2 - O exercício de cargos na Ordem dos Advogados é gratuito, salvo o cargo de bastonário, quando em dedicação exclusiva, com suspensão da sua atividade profissional, ressalvada a possibilidade de o bastonário poder fazer intervenções como advogado, desde que não remuneradas e em defesa da dignidade da advocacia, do Estado de direito e dos direitos humanos, e sem prejuízo do direito ao subsídio de deslocação previsto na alínea w) do n.º 1 do artigo 46.º 3 - O exercício das funções de provedor dos destinatários dos serviços é remunerado, nos termos previstos em regulamento a aprovar pelo conselho de supervisão, mediante proposta do conselho geral aprovada em assembleia geral.
4 - O exercício de funções nos demais órgãos da Ordem dos Advogados pode ser remunerado em função do volume de trabalho, nos termos do regulamento previsto no número anterior.
5 - A existência de remuneração nos termos do número anterior não prejudica o direito a ajudas de custo.
6 - A ausência de remuneração nos termos do n.º 4 não prejudica o direito a ajudas de custo ou senhas de presença.
7 - A remuneração dos cargos do conselho de supervisão, quando aplicável, é aprovada pela assembleia geral, sob proposta do conselho geral.
8 - O revisor oficial de contas que integra o conselho fiscal da Ordem dos Advogados é remunerado pelo exercício da atividade de revisão legal de contas.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 16.ºRenúncia ao cargo e suspensão temporária do exercício de funções
Quando sobrevenha motivo relevante, o titular de cargo nos órgãos da Ordem dos Advogados pode, mediante pedido fundamentado, solicitar ao conselho superior a aceitação da sua renúncia ou a suspensão temporária do exercício de funções, salvo quanto aos delegados, que a solicitam ao conselho regional respetivo.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 17.ºPerda de cargos na Ordem dos Advogados
1 - Os titulares de órgãos da Ordem dos Advogados devem desempenhar as suas funções com assiduidade e diligência.
2 - Perde o respetivo cargo o titular que, sem motivo justificado, não exerça as respetivas funções com assiduidade e diligência ou dificulte o funcionamento do órgão da Ordem dos Advogados a que pertença.
3 - A perda do cargo nos termos do presente artigo é determinada pelo próprio órgão, mediante deliberação tomada por três quartos dos votos dos respetivos membros.
4 - A perda do cargo de delegado depende de deliberação do conselho regional que o tenha designado, tomada por maioria de três quartos dos votos dos respetivos membros.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 18.ºEfeitos das sanções disciplinares no exercício de cargos
1 - Quando o titular de cargo na Ordem dos Advogados for advogado, o respetivo mandato caduca caso seja punido disciplinarmente com sanção superior à de advertência e por efeito da irrecorribilidade da respetiva decisão.
2 - Em caso de suspensão preventiva ou de decisão disciplinar de que seja interposto recurso, o advogado titular de cargo na Ordem dos Advogados fica suspenso do exercício de funções até que a decisão não seja passível de recurso.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 19.ºSubstituição do bastonário
1 - No caso de escusa, renúncia, perda ou caducidade do mandato por motivo disciplinar ou no caso de morte ou de impedimento permanente do bastonário, o primeiro vice-presidente do conselho geral assume o cargo.
2 - No caso de impedimento permanente, o conselho superior e o conselho geral, em reunião conjunta, convocada pelo presidente do conselho superior, deliberam previamente sobre a verificação do facto.
3 - Até à posse do novo bastonário e em todos os casos de impedimento temporário, exerce as respetivas funções, sucessivamente, o primeiro vice-presidente, o segundo vice-presidente ou o terceiro vice-presidente do conselho geral, havendo-os, e, na falta destes, o membro escolhido para o efeito pelo conselho geral.
Artigo 20.ºSubstituição dos presidentes dos órgãos colegiais da Ordem dos Advogados
1 - No caso de escusa, renúncia, perda ou caducidade do mandato por motivo disciplinar ou morte, e ainda nos casos de impedimento permanente dos presidentes dos órgãos colegiais da Ordem dos Advogados, o primeiro vice-presidente é o novo presidente e designa um novo membro do referido órgão.
2 - No caso de escusa, renúncia, perda ou caducidade do mandato por morte, e ainda nos casos de impedimento permanente do presidente do conselho de supervisão, os demais membros elegem o novo presidente de entre os membros não inscritos na Ordem dos Advogados, sendo nomeado ou cooptado, consoante o caso, novo membro para o órgão, garantindo-se na sua composição o respeito pelo estabelecido no n.º 2 do artigo 47.º-A.
3 - À substituição prevista no presente artigo aplica-se o disposto no n.º 2 do artigo anterior quanto à prévia verificação do facto impeditivo, exceto no caso de substituição de membro do conselho de supervisão, em que intervier na reunião ali prevista o conselho de supervisão.
4 - (Revogado.) 5 - Até à posse do novo presidente e em todos os casos de impedimento temporário, exercem as funções de presidente, sucessivamente, o primeiro vice-presidente, o segundo vice-presidente ou o terceiro vice-presidente, havendo-os, e, na falta destes, o vogal que vier a ser eleito pelos membros do órgão em causa.
6 - Até à posse do novo presidente do conselho de supervisão e em todos os casos de impedimento temporário, exerce funções o vogal eleito pelos membros daquele órgão, o qual não pode ser advogado inscrito na Ordem dos Advogados.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 21.ºSubstituição dos restantes membros de órgãos colegiais
1 - No caso de escusa, renúncia, perda ou caducidade do mandato por motivo disciplinar ou morte, e ainda nos casos de impedimento permanente dos membros eletivos dos órgãos colegiais que sejam advogados, são os substitutos designados pelos restantes membros em exercício do respetivo órgão, de entre os advogados elegíveis inscritos nos competentes quadros, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
2 - No caso de escusa, renúncia, perda ou caducidade do mandato por morte, e ainda nos casos de impedimento permanente dos membros não eletivos ou dos membros eletivos que não sejam advogados, observar-se-ão as regras relativas à composição do órgão, sendo o membro substituto nomeado ou cooptado de acordo com a classe do membro substituído.
3 - À substituição prevista no presente artigo aplica-se o disposto no n.º 2 do artigo 19.º quanto à prévia verificação do facto impeditivo, participando da reunião ali indicada o conselho de supervisão quando esteja em causa a verificação de facto respeitante a um dos seus membros.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 22.ºImpedimento temporário
1 - No caso de impedimento temporário de algum membro de órgãos colegiais, o órgão a que pertence o impedido decide sobre a verificação do impedimento e determina a sua substituição.
2 - A substituição do bastonário e dos presidentes dos órgãos colegiais processa-se da forma estabelecida, respetivamente, no n.º 3 do artigo 19.º e nos n.os 5 e 6 do artigo 20.º 3 - A substituição dos restantes membros com cargo específico, quando necessária, é determinada pelos respetivos órgãos.
4 - A substituição temporária dos delegados é decidida pelo respetivo conselho regional.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 23.ºMandato dos substitutos
1 - Nos casos previstos nos artigos 19.º a 21.º, os membros substitutos, eleitos ou designados, exercem funções até ao termo do mandato do respetivo antecessor.
2 - Nos casos de impedimento temporário, os substitutos exercem funções pelo período de tempo correspondente à duração do impedimento.
Artigo 24.ºHonras e tratamentos
1 - Nas cerimónias oficiais, o bastonário da Ordem dos Advogados tem honras e tratamentos idênticos aos devidos ao Procurador-Geral da República, sendo colocado imediatamente à sua esquerda.
2 - Para os efeitos previstos no número anterior:
3 - O advogado que exerça ou haja exercido cargos nos órgãos da Ordem dos Advogados tem direito a usar a insígnia correspondente, nos termos do respetivo regulamento.
4 - (Revogado.) 5 - (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 25.ºTítulos honoríficos
O advogado que tenha exercido cargo nos órgãos da Ordem dos Advogados conserva honorariamente o título correspondente ao cargo mais elevado que haja exercido.
Artigo 26.ºReferendo
1 - Os advogados podem ser chamados a pronunciar-se, a nível nacional e a título vinculativo ou consultivo, sobre assuntos da competência da assembleia geral, do bastonário, do conselho geral ou do conselho de supervisão que devam ser aprovados por regulamento ou decididos por ato concreto, excluídas as questões de natureza disciplinar ou afim e de natureza financeira.
2 - O referendo é convocado pelo bastonário, após autorização da assembleia geral, sob iniciativa do próprio bastonário, por deliberação da assembleia geral ou a pedido de um décimo dos advogados inscritos na Ordem dos Advogados.
3 - O referendo é vinculativo se nele participar mais de metade dos advogados inscritos na Ordem dos Advogados, ou se a proposta submetida a referendo obtiver mais de 66 /prct. dos votos e a participação for superior a 40 /prct. dos advogados inscritos na Ordem dos Advogados.
4 - Caso assim resulte do referendo, a norma em questão deve ser adotada ou o ato correspondente praticado, pelo órgão competente, no prazo máximo de seis meses.
5 - As normas aprovadas e os atos praticados que contrariem um referendo vinculativo não produzem efeitos nos três anos seguintes à sua realização, salvo novo referendo.
6 - O regime do referendo é aprovado por regulamento da assembleia geral.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 27.ºConstituição
1 - O congresso representa todos os advogados com inscrição em vigor, os advogados honorários e ainda os antigos advogados cuja inscrição tenha sido cancelada por efeito de reforma.
2 - Podem ser convidados como observadores delegados de associações de juristas nacionais e estrangeiras e de organizações profissionais de advogados de outros países.
3 - Os membros dos conselhos superior, geral, de supervisão, regionais e de deontologia, das delegações e os delegados, e o provedor dos destinatários dos serviços participam no congresso, a título de observadores, podendo, nessa qualidade, intervir na discussão sem direito a voto.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 28.ºCompetência
Compete ao congresso tratar e pronunciar-se sobre:
Artigo 29.ºOrganização
1 - O congresso é organizado por uma comissão de honra, uma comissão organizadora e um secretariado.
2 - À comissão organizadora compete a elaboração do regimento do congresso e o respetivo programa.
3 - A comissão de honra é presidida por um titular de um órgão de soberania, a convite do bastonário, e é composta pelos antigos bastonários, pelos advogados honorários, pelos advogados que tenham sido agraciados com a medalha de ouro ou a medalha de honra da Ordem dos Advogados, pelo presidente do conselho superior, pelo presidente do conselho de supervisão, pelo provedor dos destinatários dos serviços, pelos presidentes dos conselhos de deontologia, pelos presidentes dos conselhos regionais e, ainda, por personalidades nacionais ou internacionais de reconhecido mérito jurídico e prestígio cultural e científico.
4 - Compõem a comissão organizadora do congresso o bastonário, que preside, um representante designado por cada um dos conselhos da Ordem dos Advogados, os antigos bastonários e os advogados honorários e, ainda, no caso de o congresso ser convocado nos termos da alínea b) do n.º 1 do artigo 32.º, dois representantes designados pelos advogados que solicitem a sua realização.
5 - O secretariado do congresso é o órgão executivo da comissão organizadora.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 30.ºParticipação e voto
1 - Os advogados são representados por delegados ao congresso, eleitos especialmente para o efeito, na área dos respetivos conselhos regionais.
2 - O número de delegados por conselho regional é proporcional ao número de advogados inscritos no respetivo conselho, devendo corresponder a, pelo menos, um delegado por cada 100 advogados com inscrição em vigor, nos termos a fixar no regimento do congresso.
3 - Se concorrer mais de uma lista para delegados, a composição representativa de cada conselho regional é proporcional ao número de votos obtidos por cada uma das listas.
4 - A votação no congresso é individual por cada delegado presente.
5 - O bastonário da Ordem dos Advogados tem, por inerência, direito de voto.
6 - As eleições previstas no n.º 1 são realizadas, com as necessárias adaptações, nos termos dos artigos 11.º a 13.º
Artigo 31.ºConvocação e preparação
1 - O congresso dos advogados portugueses realiza-se, ordinariamente, de cinco em cinco anos.
2 - O congresso é convocado pelo bastonário com uma antecedência mínima de quatro meses, pela forma fixada para a convocação das assembleias gerais.
3 - Nos dois meses seguintes à convocação, o bastonário promove a constituição da comissão organizadora do congresso, que procede à elaboração do regimento e, tendo em conta as sugestões feitas pelos advogados e órgãos da Ordem dos Advogados, estabelece o respetivo programa, do qual devem constar os temas a debater.
Artigo 32.ºCongresso extraordinário
1 - Pode verificar-se a realização de congresso extraordinário, o qual depende:
2 - À realização de congresso extraordinário é aplicável, com as necessárias adaptações, o disposto nos artigos anteriores.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 33.ºConstituição e competência
1 - A assembleia geral da Ordem dos Advogados é constituída por todos os advogados com inscrição em vigor.
2 - À assembleia geral cabe deliberar sobre todos os assuntos que não estejam compreendidos nas competências específicas dos restantes órgãos da Ordem dos Advogados, e ainda sobre:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 34.ºReuniões da assembleia geral
1 - A assembleia geral reúne ordinariamente para a eleição do bastonário, do conselho geral, do conselho superior, dos membros eletivos do conselho de supervisão, e do conselho fiscal, para a discussão e aprovação do orçamento e plano de atividades da Ordem dos Advogados e para discussão e votação do relatório e contas da Ordem dos Advogados.
2 - A assembleia geral reúne extraordinariamente sempre que os interesses superiores da Ordem dos Advogados o aconselhem e o bastonário a convoque.
3 - O bastonário deve convocar a assembleia geral extraordinária quando tal lhe for solicitado pelo conselho superior, pelo conselho geral, pelo conselho de supervisão, pelo provedor dos destinatários dos serviços, ou pela décima parte dos advogados com a inscrição em vigor, desde que seja legal o objeto da convocação e conexo com os interesses da profissão.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 35.ºReunião da assembleia geral ordinária
1 - A assembleia geral ordinária para eleição do bastonário, do conselho geral, do conselho superior, dos membros eletivos do conselho de supervisão e do conselho fiscal reúne para os efeitos previstos no artigo 13.º 2 - A assembleia geral destinada à discussão e aprovação do orçamento e plano de atividades da Ordem dos Advogados reúne até ao final do mês de novembro do ano anterior ao do exercício a que diz respeito.
3 - A assembleia geral destinada à discussão e votação do relatório e contas da Ordem dos Advogados realiza-se até ao final do mês de abril do ano imediato ao do exercício respetivo.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 36.ºConvocatórias
1 - As assembleias gerais são convocadas pelo bastonário por meio de anúncios em que consta a ordem de trabalhos, publicados no portal da Ordem dos Advogados com, pelo menos, 30 dias de antecedência em relação à data designada para a reunião da assembleia que se realiza na sede da Ordem dos Advogados.
2 - Até 20 dias antes da data designada para a reunião das assembleias a que se referem os n.os 2 e 3 do artigo anterior, é comunicado a todos os advogados com inscrição em vigor que os projetos de orçamento e do relatório e contas se encontram disponíveis para consulta no portal da Ordem dos Advogados, podendo as respetivas cópias ser enviadas por correio mediante solicitação do advogado.
3 - Com os avisos convocatórios de assembleias gerais cuja ordem de trabalhos compreenda a realização de eleições são enviados os boletins de voto correspondentes a todos os candidatos admitidos, sem prejuízo da possibilidade de se determinar a realização da votação exclusivamente por via eletrónica, com dispensa do envio de tais boletins.
4 - Para efeito de validade das deliberações da assembleia geral, só são consideradas essenciais as formalidades da convocatória referidas no n.º 1.
Artigo 37.ºDireito de voto
1 - O voto nas assembleias gerais é facultativo, salvo se para fins eletivos e para os efeitos previstos nos n.os 2 e 3 do artigo 35.º 2 - O voto, quando facultativo, não pode ser exercido por correspondência, sendo, no entanto, admissível o voto por procuração a favor de outro advogado com inscrição em vigor.
3 - A procuração consta de comunicação digital certificada ou de carta dirigida ao bastonário com a assinatura do mandante, autenticada ou reconhecida pela forma referida no n.º 7 do artigo 12.º 4 - Os advogados residentes nas regiões autónomas podem exercer o direito de voto por correspondência em todas as assembleias gerais ordinárias.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 38.ºExecutoriedade das deliberações
A executoriedade das deliberações das assembleias gerais depende de prévio cabimento orçamental ou de concessão de crédito extraordinário devidamente aprovado.
SECÇÃO IV Bastonário
Artigo 39.ºPresidente da Ordem dos Advogados
O bastonário é o presidente da Ordem dos Advogados e, por inerência, presidente do congresso, da assembleia geral e do conselho geral.
Artigo 40.ºCompetências e obrigações
1 - Compete ao bastonário:
2 - O bastonário pode delegar em qualquer membro do conselho geral qualquer uma das suas competências.
3 - O bastonário pode, com o acordo do conselho geral, delegar a representação da Ordem dos Advogados ou atribuir funções especificamente determinadas a qualquer advogado.
4 - O bastonário pode ainda consultar os antigos bastonários, individualmente ou em reunião por ele presidida, e delegar neles a sua representação, incumbindo-os de funções especificamente determinadas.
5 - O bastonário está sujeito ao cumprimento das obrigações declarativas previstas na Lei n.º 52/2019, de 31 de julho, que aprova o regime do exercício de funções por titulares de cargos políticos e altos cargos públicos.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 41.ºCompetência
Compete ao presidente do conselho superior:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 42.ºComposição
1 - O conselho superior é o supremo órgão jurisdicional da Ordem dos Advogados, composto pelo presidente, com voto de qualidade, por três vice-presidentes e por 18 vogais, e é independente no exercício das suas funções.
2 - De entre os membros do conselho superior, 13 são advogados inscritos na Ordem dos Advogados, sendo cinco inscritos pela região de Lisboa, quatro pela região do Porto e quatro pelas restantes regiões.
3 - Os restantes nove membros do conselho superior são personalidades de reconhecido mérito com conhecimentos e experiência relevantes para a advocacia, não podendo ser advogados inscritos na Ordem dos Advogados.
4 - O presidente e os vice-presidentes do conselho superior são sempre advogados.
5 - Na primeira sessão de cada triénio, o conselho elege, de entre os seus vogais, um ou mais secretários e um tesoureiro.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 43.ºPleno e secções
1 - O conselho superior reúne em sessão plenária e por secções, cada uma delas constituída por quatro advogados inscritos e por três membros não inscritos na Ordem dos Advogados.
2 - O presidente do conselho superior preside às sessões plenárias e pode participar, com direito a voto, nas reuniões das secções, as quais são presididas por cada um dos vice-presidentes.
3 - Sempre que o presidente do conselho superior não esteja presente, o voto de qualidade assiste ao vice-presidente que presida à respetiva reunião.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 44.ºCompetência
1 - Compete ao conselho superior, reunido em sessão plenária:
2 - Compete ao conselho superior e ao conselho geral, em reunião conjunta:
3 - Compete ao conselho superior e ao conselho de supervisão, em reunião conjunta, julgar os recursos das deliberações sobre perda do cargo e exoneração dos membros do conselho de supervisão.
4 - Compete às secções do conselho superior:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 45.ºComposição
1 - O conselho geral é presidido pelo bastonário e composto por dois a cinco vice-presidentes e 15 a 18 vogais, consoante o número de vice-presidentes, eleitos diretamente pela assembleia geral, sendo, pelo menos, cinco advogados inscritos pela região de Lisboa, quatro pelo Porto e cinco pelas restantes regiões.
2 - Na primeira sessão de cada triénio o conselho geral elege, de entre os seus vogais, um ou mais secretários e um tesoureiro.
3 - O bastonário pode convocar para as reuniões do conselho geral os presidentes dos conselhos regionais, que têm, neste caso, direito de voto e podem fazer-se representar por um membro do conselho respetivo.
Artigo 46.ºCompetência
1 - Compete ao conselho geral:
2 - O conselho geral pode cometer a qualquer dos seus membros as competências indicadas no número anterior.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 47.ºReuniões
O conselho geral reúne quando convocado pelo bastonário, por iniciativa deste ou mediante solicitação, por escrito, da maioria absoluta dos seus membros, pelo menos uma vez por mês.
SECÇÃO VIII Conselho de supervisão
Artigo 47.ºA
Composição 1 - O conselho de supervisão é o órgão responsável por zelar pela legalidade da atividade exercida pelos órgãos da Ordem dos Advogados.
2 - O conselho de supervisão é composto por 15 membros com direito de voto, nos seguintes termos:
3 - Os membros do conselho de supervisão elegem o presidente de entre os membros não inscritos na Ordem dos Advogados.
4 - Os membros do conselho de supervisão referidos nas alíneas a) e b) do número anterior são eleitos por sufrágio universal, direto, secreto e periódico e por método de representação proporcional ao número de votos obtido pelas listas candidatas.
5 - O processo eleitoral previsto no número anterior deve garantir a eleição de membros inscritos e membros não inscritos nos termos do n.º 2.
6 - O presidente do conselho de supervisão tem voto de qualidade.
7 - O provedor dos destinatários dos serviços é, por inerência, membro do conselho de supervisão, sem direito de voto.
Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 6/2024, de 19 de Janeiro
Artigo 47.ºB
Competência 1 - Compete ao conselho de supervisão:
2 - Para efeitos da alínea a) do número anterior, o conselho de supervisão garante que:
Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 6/2024, de 19 de Janeiro
Artigo 47.ºC
Independência O conselho de supervisão exerce as suas funções de forma independente relativamente aos demais órgãos da Ordem dos Advogados com competência disciplinar.
Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 6/2024, de 19 de Janeiro SECÇÃO IX Conselho fiscal
Artigo 48.ºComposição
O conselho fiscal é constituído por um presidente, dois vogais e um revisor oficial de contas.
Artigo 49.ºCompetência
1 - Compete ao conselho fiscal:
2 - Tendo em vista o adequado desempenho das respetivas funções, o conselho fiscal pode solicitar:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 50.ºReuniões do conselho fiscal
O conselho fiscal reúne, ordinariamente, trimestralmente e, extraordinariamente, sempre que seja convocado pelo respetivo presidente, por sua iniciativa, a pedido de qualquer dos membros do conselho ou a solicitação do bastonário, do conselho superior, do conselho geral ou do conselho de supervisão.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 51.ºConstituição e competência
1 - Em cada região funciona uma assembleia regional constituída por todos os advogados inscritos por essa região e com a inscrição em vigor.
2 - Compete às assembleias regionais:
Artigo 52.ºReuniões
1 - As assembleias regionais reúnem ordinariamente para a eleição dos respetivos conselhos regionais e de deontologia, bem como para discussão e aprovação do orçamento e plano de atividades dos conselhos regionais e das respetivas contas e relatório de atividades.
2 - As assembleias regionais são convocadas e presididas pelo respetivo presidente do conselho regional.
3 - À convocação e funcionamento das assembleias regionais é aplicável, com as necessárias adaptações, o regime estabelecido nos artigos 34.º a 37.º SECÇÃO XI Conselhos regionais
Artigo 53.ºConstituição
1 - Em cada uma das regiões referidas no n.º 1 do artigo 2.º funciona um conselho regional.
2 - Cada conselho regional é composto por um presidente, ao qual assiste voto de qualidade.
3 - Cada conselho regional elege um vice-presidente, à exceção dos conselhos regionais de Lisboa e Porto que elegem, respetivamente, três e dois vice-presidentes, sendo ainda eleitos 17 vogais para os conselhos de Lisboa, 14 do Porto, nove de Coimbra, seis de Évora, cinco de Faro e quatro da Madeira e quatro dos Açores.
4 - Cada conselho regional elege, no início do triénio, os vogais do conselho que desempenham os cargos de secretário e de tesoureiro.
Artigo 54.ºCompetência
1 - Compete ao conselho regional, no âmbito da sua competência territorial:
2 - O conselho regional pode delegar qualquer das suas competências em algum ou alguns dos seus membros, podendo estes funcionar em comissão.
3 - Ocorrendo a situação prevista no número anterior, qualquer dos membros pode, por sua iniciativa ou imediatamente após a votação na comissão, suscitar a ratificação da decisão ou da deliberação pelo pleno do conselho, caso em que este avoca a competência que tenha delegado.
4 - O conselho regional pode também delegar nas delegações ou delegados alguma ou algumas das suas competências e deliberar a atribuição de dotações orçamentais a determinadas delegações.
5 - O disposto no número anterior pode ser aplicado a agrupamentos de delegações constituídos nos termos do disposto no artigo 63.º Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 55.ºCompetência
1 - Compete ao presidente do conselho regional, no âmbito da sua competência territorial:
2 - (Revogado.) 3 - O presidente do conselho regional pode, ainda, delegar qualquer uma das suas restantes competências em algum ou alguns dos seus membros, bem como nas delegações ou nos respetivos delegados, podendo os membros com poderes delegados funcionar em comissão.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 56.ºComposição
1 - Em cada uma das regiões referidas no n.º 1 do artigo 2.º funciona um conselho de deontologia, composto pelo presidente, com voto de qualidade, por um vice-presidente, com exceção dos conselhos de Lisboa, que elege três vice-presidentes, e do Porto e de Coimbra, que elegem, cada um, dois vice-presidentes, e por mais 16 vogais em Lisboa, 12 no Porto e em Coimbra, e cinco em Évora, Faro, Madeira e Açores.
2 - Os vogais referidos no número anterior integram personalidades de reconhecido mérito com conhecimentos e experiência relevantes para a advocacia que não estejam inscritos na Ordem dos Advogados, na seguinte proporção:
3 - Na primeira sessão do mandato o conselho elege, de entre os vogais, um secretário e um tesoureiro.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 57.ºFuncionamento
1 - O conselho de deontologia de Lisboa funciona em quatro secções e os conselhos de deontologia do Porto e de Coimbra em três secções, constituídas, cada uma, por três membros inscritos e dois não inscritos na Ordem dos Advogados, devendo a primeira ser presidida pelo presidente do conselho e as restantes pelos vice-presidentes.
2 - A composição das secções é fixada na primeira sessão de cada mandato.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 58.ºCompetência
Compete aos conselhos de deontologia:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 59.ºCompetência
1 - Compete aos presidentes dos conselhos de deontologia:
2 - O presidente do conselho de deontologia pode delegar em qualquer dos membros do conselho respetivo as competências referidas nas alíneas d) a g) do número anterior.
SECÇÃO XV Delegações
Artigo 60.ºAssembleias locais
1 - Em cada município que não seja o da sede da região e em que haja, pelo menos, 10 advogados inscritos, funciona uma assembleia local constituída por todos os advogados inscritos pela respetiva delegação.
2 - Nos municípios que sejam sede de região, a assembleia regional respetiva delibera sobre o funcionamento da assembleia local, nos termos do número anterior.
3 - As assembleias locais reúnem ordinariamente para a eleição da respetiva delegação.
4 - As assembleias locais são convocadas e presididas pelo respetivo presidente da delegação ou, na falta desta, pelo delegado da Ordem dos Advogados no município.
5 - À convocação e funcionamento das assembleias locais é aplicável, com as necessárias adaptações, o regime estabelecido nos artigos 34.º a 37.º
Artigo 61.ºDelegação
1 - Em município em que possa ser constituída a assembleia local, funciona uma delegação composta por um presidente e por mais dois a quatro membros, sendo um secretário e um tesoureiro.
2 - Nos municípios com mais de 100 advogados inscritos, a delegação pode ser composta por um máximo de oito membros, além do presidente, mediante deliberação da assembleia local.
3 - A eleição para a delegação depende de apresentação de candidaturas e rege-se pelo regulamento eleitoral.
Artigo 62.ºDelegados da Ordem dos Advogados
1 - Nos municípios onde não possa ser constituída a assembleia local por falta do número mínimo legal de advogados nela inscritos, há um delegado da Ordem dos Advogados nomeado pelo respetivo conselho regional, de entre os advogados inscritos por esse município.
2 - O delegado é também nomeado pelo conselho regional quando a assembleia local não proceda à eleição da respetiva delegação.
3 - As assembleias locais são convocadas e presididas pelo respetivo presidente da delegação ou, na falta desta, pelo delegado da Ordem dos Advogados na comarca.
4 - À convocação e funcionamento das assembleias locais é aplicável, com as necessárias adaptações, o regime estabelecido nos artigos 34.º a 37.º
Artigo 63.ºAgrupamentos de delegações
1 - A área de intervenção e de tutela de determinadas delegações pode incluir outras delegações ou delegados de uma determinada circunscrição territorial, criada ou modificada sob a égide do conselho regional.
2 - Os agrupamentos de delegações devem:
3 - Os agrupamentos de delegações podem promover reuniões a nível dos vários conselhos regionais, ou mesmo a nível nacional, para discussão e aprovação de conclusões e propostas a apresentar aos órgãos da Ordem dos Advogados, através dos conselhos regionais.
Artigo 64.ºCompetência dos agrupamentos de delegações, das delegações e dos delegados
1 - Compete aos agrupamentos de delegações ou, quando estes não existam, às delegações ou aos delegados da Ordem dos Advogados, na respetiva área territorial:
2 - Compete ainda aos agrupamentos de delegações ou, quando estes não existam, às delegações ou aos delegados exercer as competências que lhes tenham sido delegadas pelo conselho regional ou pelo presidente do conselho regional, designadamente:
Artigo 65.ºDesignação e funções
1 - Compete ao bastonário, sob proposta do conselho de supervisão, designar, de entre personalidades independentes e não inscritas na Ordem dos Advogados, um provedor dos destinatários dos serviços.
2 - O provedor dos destinatários dos serviços é independente no exercício da sua função de defender os interesses dos destinatários dos serviços prestados pelos advogados e não pode ser destituído, salvo em consequência de decisão do conselho de supervisão, por falta grave.
3 - Sem prejuízo das demais competências previstas na lei ou nos estatutos, compete ao provedor dos destinatários dos serviços analisar as queixas apresentadas pelos destinatários dos serviços prestados pelos advogados, e emitir recomendações para a sua resolução e para o aperfeiçoamento do desempenho da Ordem dos Advogados.
4 - O cargo de provedor dos destinatários dos serviços é remunerado nos termos do regulamento previsto no n.º 3 do artigo 15.º 5 - (Revogado.) 6 - O provedor dos destinatários dos serviços apresenta um relatório anual ao bastonário e à assembleia geral.
7 - Os advogados envolvidos em queixas analisadas pelo provedor dos destinatários dos serviços devem colaborar nas suas averiguações.
8 - O provedor dos destinatários dos serviços é, por inerência, membro do conselho de supervisão, sem direito de voto.
9 - A forma de funcionamento, a duração do mandato e os meios do provedor dos destinatários dos serviços são determinados em regulamento aprovado pelo conselho de supervisão.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
TÍTULO II
Exercício da advocacia
CAPÍTULO I
Disposições gerais
Artigo 66.ºExercício da advocacia em território nacional
1 - A atribuição do título profissional de advogado, o seu uso e o exercício dos atos expressamente reservados pela lei aos advogados, nos termos do artigo 30.º da Lei n.º 2/2013, de 10 de janeiro, dependem de inscrição na Ordem dos Advogados.
2 - Os atos praticados por advogado através de documento só são considerados como tal se por ele forem assinados ou certificados nos termos definidos pela Ordem dos Advogados.
3 - O mandato judicial, a representação e assistência por advogado são sempre admissíveis e não podem ser impedidos perante qualquer jurisdição, autoridade ou entidade pública ou privada, nomeadamente para defesa de direitos, patrocínio de relações jurídicas controvertidas, composição de interesses ou em processos de mera averiguação, ainda que administrativa, oficiosa ou de qualquer outra natureza.
4 - Os advogados estagiários só podem praticar atos próprios nos termos previstos no presente Estatuto.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 66.ºA
Atos da profissão de advogado 1 - Sem prejuízo do disposto nas leis de processo, constitui ato próprio exclusivo dos advogados o exercício do mandato forense, nos termos definidos no regime jurídico dos atos de advogados e solicitadores.
2 - Os advogados têm ainda competência para exercer as seguintes atividades:
3 - O disposto nos números anteriores não prejudica o exercício dos atos neles previstos por pessoas não inscritas na Ordem dos Advogados, desde que legalmente autorizadas para o efeito, designadamente no regime jurídico dos atos de advogados e solicitadores.
Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 6/2024, de 19 de Janeiro
Artigo 67.ºMandato forense
1 - Sem prejuízo do disposto no Regime Jurídico dos Atos de Advogados e Solicitadores, considera-se mandato forense:
2 - O mandato forense não pode ser objeto, por qualquer forma, de medida ou acordo que impeça ou limite a escolha pessoal e livre do mandatário pelo mandante.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 68.ºConsulta jurídica
Constitui ato próprio de advogado o exercício de consulta jurídica nos termos definidos no Regime Jurídico dos Atos de Advogados e Solicitadores.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 69.ºLiberdade de exercício
Sem prejuízo do disposto no n.º 4 do artigo 66.º, os advogados e advogados estagiários com inscrição em vigor não podem ser impedidos, por qualquer autoridade pública ou privada, de praticar atos próprios da advocacia.
Artigo 69.ºA
Serviços jurídicos em linha 1 - A prática de atos próprios da advocacia em linha por advogado constitui uma forma de exercício da profissão submetida às regras legais e regulamentares aplicáveis à advocacia.
2 - A identificação do advogado que pratica o ato deve ser comunicada ao cliente antes do início da prestação do serviço.
3 - O advogado que pratique atos através dos meios referidos no n.º 1 deve adotar as medidas necessárias para garantir, entre outros, o sigilo profissional e a inexistência de conflitos de interesses, designadamente através da comprovação da identidade do cliente e demais informação necessária ao cumprimento das respetivas obrigações legais e regulamentares.
4 - O exercício profissional através dos meios referidos no n.º 1 considera-se prestado no local do tribunal judicial em que foi exercido o patrocínio judiciário e, nos demais casos, no local onde o advogado tenha o seu domicílio profissional.
Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 6/2024, de 19 de Janeiro
Artigo 70.ºTítulo profissional de advogado e advogado especialista
1 - A denominação de advogado está exclusivamente reservada aos advogados com inscrição em vigor na Ordem dos Advogados.
2 - Os advogados honorários podem usar a denominação de advogado desde que a façam seguir da indicação dessa qualidade.
3 - A criação e a atribuição de títulos de especialista são definidas em regulamento aprovado pela assembleia geral, mediante proposta do conselho geral e parecer vinculativo do conselho de supervisão.
4 - O regulamento referido no número anterior produz efeitos após homologação pelo membro do Governo responsável pela área da justiça.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 71.ºDireitos perante a Ordem dos Advogados
Os advogados têm direito de requerer a intervenção da Ordem dos Advogados para defesa dos seus direitos ou dos legítimos interesses da classe, nos termos previstos no presente Estatuto.
Artigo 72.ºGarantias em geral
1 - Os magistrados, agentes de autoridade e trabalhadores em funções públicas devem assegurar aos advogados, aquando do exercício da sua profissão, tratamento compatível com a dignidade da advocacia e condições adequadas para o cabal desempenho do mandato.
2 - Nas audiências de julgamento, os advogados dispõem de bancada própria e podem falar sentados.
Artigo 73.ºExercício da atividade em regime de subordinação
(Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 74.ºTrajo profissional
1 - O uso da toga é obrigatório para os advogados e advogados estagiários, quando pleiteiem oralmente.
2 - O modelo do trajo profissional é o fixado pelo conselho geral.
Artigo 75.ºImposição de selos, arrolamentos e buscas em escritórios ou sociedades de advogados
1 - A imposição de selos, o arrolamento, as buscas e diligências equivalentes no escritório ou sociedade de advogados ou em qualquer outro local onde faça arquivo, assim como a interceção e a gravação de conversações ou comunicações, através de telefone ou endereço eletrónico, utilizados pelo advogado no exercício da profissão, constantes do registo da Ordem dos Advogados, só podem ser decretados e presididos pelo juiz competente.
2 - Com a necessária antecedência, o juiz deve convocar para assistir à imposição de selos, ao arrolamento, às buscas e diligências equivalentes, o advogado a ela sujeito, bem como o presidente do conselho regional, o presidente da delegação ou delegado da Ordem dos Advogados, conforme os casos, os quais podem delegar em outro membro do conselho regional ou da delegação.
3 - Na falta de comparência do advogado representante da Ordem dos Advogados ou havendo urgência incompatível com os trâmites do número anterior, o juiz deve nomear qualquer advogado que possa comparecer imediatamente, de preferência de entre os que hajam feito parte dos órgãos da Ordem dos Advogados ou, quando não seja possível, o que for indicado pelo advogado a quem o escritório ou arquivo pertencer.
4 - Às diligências referidas no n.º 2 são admitidos também, quando se apresentem ou o juiz os convoque, os familiares ou trabalhadores do advogado interessado.
5 - Até à comparência do advogado que represente a Ordem dos Advogados podem ser tomadas as providências indispensáveis para que se não inutilizem ou desencaminhem quaisquer papéis ou objetos.
6 - O auto de diligência faz expressa menção das pessoas presentes, bem como de quaisquer ocorrências sobrevindas no seu decurso.
Artigo 76.ºApreensão de documentos
1 - Não pode ser apreendida a correspondência, seja qual for o suporte utilizado, que respeite ao exercício da profissão.
2 - A proibição estende-se à correspondência trocada entre o advogado e aquele que lhe tenha cometido ou pretendido cometer mandato e lhe haja solicitado parecer, embora ainda não dado ou já recusado.
3 - Compreendem-se na correspondência as instruções e informações escritas sobre o assunto da nomeação ou mandato ou do parecer solicitado.
4 - Excetua-se o caso de a correspondência respeitar a facto criminoso relativamente ao qual o advogado tenha sido constituído arguido.
Artigo 77.ºReclamação
1 - No decurso das diligências previstas nos artigos anteriores, pode o advogado interessado ou, na sua falta, qualquer dos seus familiares ou trabalhadores presentes, bem como o representante da Ordem dos Advogados, apresentar qualquer reclamação.
2 - Destinando-se a apresentação de reclamação a garantir a preservação do segredo profissional, o juiz deve logo sobrestar na diligência relativamente aos documentos ou objetos que forem postos em causa, fazendo-os acondicionar, sem os ler ou examinar, em volume selado no mesmo momento.
3 - A fundamentação das reclamações é feita no prazo de cinco dias e entregue no tribunal onde corre o processo, devendo o juiz remetê-las, em igual prazo, ao presidente da Relação com o seu parecer e, sendo caso disso, com o volume a que se refere o número anterior.
4 - O presidente da Relação pode, com reserva de segredo, proceder à desselagem do mesmo volume, devolvendo-o novamente selado com a sua decisão.
Artigo 78.ºDireito de comunicação com arguidos presos
Os advogados têm direito, nos termos da lei, de comunicar, pessoal e reservadamente, com os seus patrocinados, mesmo quando estes se encontrem presos ou detidos em estabelecimento civil ou militar.
Artigo 79.ºInformação, exame de processos e pedido de certidões
1 - No exercício da sua profissão, o advogado tem o direito de solicitar em qualquer tribunal ou repartição pública o exame de processos, livros ou documentos que não tenham caráter reservado ou secreto, bem como de requerer, oralmente ou por escrito, que lhe sejam fornecidas fotocópias ou passadas certidões, sem necessidade de exibir procuração.
2 - Os advogados e os advogados estagiários, quando no exercício da sua profissão, têm preferência para ser atendidos por quaisquer trabalhadores a quem devam dirigir-se e têm o direito de ingresso nas secretarias, designadamente nas judiciais.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 80.ºDireito de protesto
1 - No decorrer de audiência ou de qualquer outro ato ou diligência em que intervenha, o advogado deve ser admitido a requerer oralmente ou por escrito, no momento que considerar oportuno, o que julgar conveniente ao dever do patrocínio, sem necessidade de prévia indicação ou explicitação do respetivo conteúdo.
2 - Quando, por qualquer razão, não lhe seja concedida a palavra ou o requerimento não for exarado em ata, pode o advogado exercer o direito de protesto, indicando a matéria do requerimento e o objeto que tinha em vista.
3 - O protesto não pode deixar de constar da ata e é havido para todos os efeitos como arguição de nulidade, nos termos da lei.
CAPÍTULO II
Incompatibilidades e impedimentos
Artigo 81.ºPrincípios gerais
1 - O advogado exercita a defesa dos direitos e interesses que lhe sejam confiados sempre com plena autonomia técnica e de forma isenta, independente e responsável.
2 - O exercício da advocacia é inconciliável com qualquer cargo, função ou atividade que possa afetar a isenção, a independência e a dignidade da profissão.
3 - O exercício de cargo em órgãos da Ordem dos Advogados é incompatível com o exercício de quaisquer funções dirigentes na função pública e com qualquer outra função relativamente à qual se verifique um manifesto conflito de interesses, designadamente a titularidade de órgãos sociais em associações sindicais ou patronais do setor, e com o exercício de quaisquer funções dirigentes superiores em estabelecimentos de ensino superior público e privado de direito ou área equiparada.
4 - Qualquer forma de provimento ou contrato, seja de natureza pública ou privada, designadamente o contrato de trabalho, ao abrigo do qual o advogado venha a exercer a sua atividade, deve respeitar os princípios definidos no n.º 1 e todas as demais regras deontológicas que constam do presente Estatuto.
5 - São nulas as estipulações contratuais, bem como quaisquer orientações ou instruções da entidade contratante ou de qualquer entidade perante a qual o advogado se encontre em situação de efetiva subordinação jurídica, que restrinjam a isenção e a independência do advogado ou que, de algum modo, violem os princípios deontológicos da profissão.
6 - As incompatibilidades ou os impedimentos são declarados e aplicados pelo conselho geral ou pelo conselho regional que for o competente, o qual aprecia igualmente a validade das estipulações, orientações ou instruções a que se refere o número anterior.
7 - O exercício das funções executivas, disciplinares, de fiscalização ou de supervisão em órgãos da Ordem dos Advogados é incompatível entre si.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 82.ºIncompatibilidades
1 - São, designadamente, incompatíveis com o exercício da advocacia os seguintes cargos, funções e atividades:
2 - As incompatibilidades verificam-se qualquer que seja o título, designação, natureza e espécie de provimento ou contratação, o modo de remuneração e, em termos gerais, qualquer que seja o regime jurídico do respetivo cargo, função ou atividade, com exceção das seguintes situações:
3 - É permitido o exercício da advocacia às pessoas indicadas nas alíneas i) e j) do n.º 1, quando esta seja prestada em regime de subordinação e em exclusividade, ao serviço de quaisquer das entidades previstas nas referidas alíneas, sem prejuízo do disposto no artigo 86.º 4 - É ainda permitido o exercício da advocacia às pessoas indicadas nas alíneas i) e j) do n.º 1 quando providas em cargos de entidades ou estruturas com caráter temporário, sem prejuízo do disposto no estatuto do pessoal dirigente dos serviços e organismos da administração central, regional e local do Estado, aprovado pela Lei n.º 2/2004, de 15 de janeiro.
Artigo 83.ºImpedimentos
1 - Os impedimentos diminuem a amplitude do exercício da advocacia e constituem incompatibilidades relativas do mandato forense e da consulta jurídica, tendo em vista determinada relação com o cliente, com os assuntos em causa ou por inconciliável disponibilidade para a profissão.
2 - O advogado está impedido de praticar atos profissionais e de mover qualquer influência junto de entidades, públicas ou privadas, onde desempenhe ou tenha desempenhado funções cujo exercício possa suscitar, em concreto, uma incompatibilidade, se aqueles atos ou influências entrarem em conflito com as regras deontológicas contidas no presente Estatuto, nomeadamente, os princípios gerais enunciados nos n.os 1 e 2 do artigo 81.º 3 - Os advogados que sejam membros das assembleias representativas das autarquias locais, bem como os respetivos adjuntos, assessores, secretários, trabalhadores com vínculo de emprego público ou outros contratados dos respetivos gabinetes ou serviços, estão impedidos, em qualquer foro, de patrocinar, diretamente ou por intermédio de sociedade de que sejam sócios, ações contra as respetivas autarquias locais, bem como de intervir em qualquer atividade da assembleia a que pertençam sobre assuntos em que tenham interesse profissional diretamente ou por intermédio de sociedade de advogados a que pertençam.
4 - Os advogados referidos na alínea a) do n.º 2 do artigo anterior estão impedidos, em qualquer foro, de patrocinar ações pecuniárias contra o Estado.