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Lei n.º 147/2015, de 09 de Setembro

Índice (374)
  1. Artigo 1.º Objeto
  2. Artigo 2.º Âmbito de aplicação
  3. Artigo 3.º Entidades que podem exercer a atividade seguradora ou resseguradora em
  4. Artigo 4.º Exclusões
  5. Artigo 5.º Definições gerais
  6. Artigo 6.º Definições relativas a relações societárias
  7. Artigo 7.º Definições relativas a riscos
  8. Artigo 8.º Ramos Não Vida
  9. Artigo 9.º Ramo Vida
  10. Artigo 10.º Exclusividade
  11. Artigo 11.º Riscos acessórios
  12. Artigo 12.º Grupos de ramos ou modalidades
  13. Artigo 13.º Prazos
  14. Artigo 14.º Língua
  15. Artigo 15.º Regime fiscal
  16. Artigo 16.º Normas de contabilidade
  17. Artigo 17.º Revisão dos montantes expressos em euros
  18. Artigo 18.º Resseguro finito
  19. Artigo 19.º Entidades com objeto específico de titularização de riscos de seguros
  20. Artigo 20.º Supervisão pela ASF
  21. Artigo 21.º Âmbito da supervisão
  22. Artigo 22.º Principal objetivo da supervisão
  23. Artigo 23.º Estabilidade financeira e prociclicalidade
  24. Artigo 24.º Convergência no domínio da supervisão
  25. Artigo 25.º Princípios gerais da supervisão
  26. Artigo 26.º Princípios gerais de transparência
  27. Artigo 27.º Poderes gerais de supervisão
  28. Artigo 28.º Processo de supervisão
  29. Artigo 29.º Acréscimo do requisito de capital de solvência
  30. Artigo 30.º Cooperação e informação a prestar à EIOPA
  31. Artigo 31.º Supervisão das funções e atividades subcontratadas
  32. Artigo 32.º Sigilo profissional
  33. Artigo 33.º Troca de informações entre autoridades de supervisão de Estados membro
  34. Artigo 34.º Utilização de informações confidenciais
  35. Artigo 35.º Troca de informações com outras entidades ou autoridades nacionais ou
  36. Artigo 36.º Condições aplicáveis à troca de informações
  37. Artigo 37.º
  38. Artigo 38.º Informações às entidades nacionais responsáveis pela legislação financ
  39. Artigo 39.º Supervisão de seguros obrigatórios
  40. Artigo 40.º Supervisão dos restantes seguros
  41. Artigo 41.º Registo de contratos
  42. Artigo 42.º Registo das empresas de seguros e de resseguros
  43. Artigo 43.º
  44. Artigo 44.º Recusa inicial do registo
  45. Artigo 45.º Falta superveniente de adequação
  46. Artigo 46.º Registo de acordos parassociais
  47. Artigo 47.º Objeto
  48. Artigo 48.º Âmbito da autorização
  49. Artigo 49.º Uso ilegal de firma ou denominação
  50. Artigo 50.º Constituição, denominação e legislação aplicável
  51. Artigo 51.º Autorização específica e prévia
  52. Artigo 52.º Condições para a concessão da autorização
  53. Artigo 53.º Instrução do requerimento
  54. Artigo 54.º Programa de actividades
  55. Artigo 55.º Apreciação do processo de autorização
  56. Artigo 56.º Notificação e comunicação da decisão
  57. Artigo 57.º Caducidade da autorização
  58. Artigo 58.º Forma e regime aplicável
  59. Artigo 59.º Constituição e transformação
  60. Artigo 60.º Capitais mínimos
  61. Artigo 61.º Ações
  62. Artigo 62.º Reserva legal
  63. Artigo 63.º Responsabilidade do órgão de administração
  64. Artigo 64.º Requisitos gerais em matéria de governação
  65. Artigo 65.º
  66. Artigo 66.º Avaliação pelas empresas de seguros e de resseguros
  67. Artigo 67.º Requisito de qualificação
  68. Artigo 68.º Requisito de idoneidade
  69. Artigo 69.º Acumulação de cargos e incompatibilidades dos membros dos órgãos de ad
  70. Artigo 70.º Independência dos membros dos órgãos de administração ou fiscalização
  71. Artigo 71.º Suspensão provisória de funções
  72. Artigo 72.º Sistema de gestão de riscos
  73. Artigo 73.º Autoavaliação do risco e da solvência
  74. Artigo 74.º Sistema de controlo interno
  75. Artigo 75.º Função de auditoria interna
  76. Artigo 76.º Função actuarial
  77. Artigo 77.º Atuário responsável
  78. Artigo 78.º Subcontratação
  79. Artigo 79.º Códigos de conduta
  80. Artigo 80.º Funções dos revisores oficiais de contas
  81. Artigo 81.º Informação a prestar à ASF
  82. Artigo 82.º Limitações à obrigação de prestação de informação
  83. Artigo 83.º Relatório sobre a solvência e a situação financeira
  84. Artigo 84.º Atualizações do relatório e informações suplementares facultativas
  85. Artigo 85.º Reporte dos documentos de prestação de contas
  86. Artigo 86.º Disposição geral relativa às condições financeiras
  87. Artigo 87.º Reconhecimento mútuo do regime
  88. Artigo 88.º Suficiência dos prémios
  89. Artigo 89.º Exploração cumulativa ou interligada dos ramos Vida e Não Vida
  90. Artigo 90.º Método de avaliação dos elementos do ativo e do passivo
  91. Artigo 91.º Disposições gerais relativas a provisões técnicas
  92. Artigo 92.º Cálculo das provisões técnicas
  93. Artigo 93.º Cálculo da melhor estimativa
  94. Artigo 94.º Cálculo da margem de risco
  95. Artigo 95.º Extrapolação da estrutura temporal das taxas de juro sem risco relevan
  96. Artigo 96.º Ajustamento de congruência à estrutura temporal das taxas de juro sem
  97. Artigo 97.º Cálculo do ajustamento de congruência
  98. Artigo 98.º Ajustamento de volatilidade à estrutura temporal das taxas de juro sem
  99. Artigo 99.º Outros elementos a considerar no cálculo das provisões técnicas
  100. Artigo 100.º Avaliação das garantias financeiras e opções contratuais
  101. Artigo 101.º Segmentação
  102. Artigo 102.º
  103. Artigo 103.º Qualidade dos dados e aplicação de aproximações
  104. Artigo 104.º Comparação com os dados historicamente observados
  105. Artigo 105.º Adequação do nível das provisões técnicas
  106. Artigo 106.º Reforço das provisões técnicas
  107. Artigo 107.º Fundos próprios
  108. Artigo 108.º Fundos próprios de base
  109. Artigo 109.º Fundos próprios complementares
  110. Artigo 110.º Aprovação dos fundos próprios complementares
  111. Artigo 111.º Disposições gerais relativas à classificação dos fundos próprios
  112. Artigo 112.º Critérios para a classificação dos fundos próprios em níveis
  113. Artigo 113.º Classificação dos fundos próprios em níveis
  114. Artigo 114.º Classificação de certos elementos dos fundos próprios
  115. Artigo 115.º Elegibilidade e limites aplicáveis
  116. Artigo 116.º Disposições gerais relativas ao requisito de capital de solvência
  117. Artigo 117.º Princípios aplicáveis ao cálculo do requisito de capital de solvência
  118. Artigo 118.º Frequência do cálculo e reporte
  119. Artigo 119.º Estrutura da fórmula-padrão
  120. Artigo 120.º Requisito de capital de solvência de base
  121. Artigo 121.º Cálculo do módulo de risco específico de seguros não vida
  122. Artigo 122.º Cálculo do módulo de risco específico de seguros de vida
  123. Artigo 123.º Cálculo do módulo de risco específico de seguros de acidentes e doença
  124. Artigo 124.º Cálculo do módulo de risco de mercado
  125. Artigo 125.º Cálculo do submódulo de risco accionista
  126. Artigo 126.º Cálculo do módulo de risco de incumprimento pela contraparte
  127. Artigo 127.º Requisito de capital para o risco de ativos intangíveis
  128. Artigo 128.º Requisito de capital para o risco operacional
  129. Artigo 129.º Ajustamento para a capacidade de absorção de perdas das provisões técn
  130. Artigo 130.º Cálculo simplificado da fórmula-padrão
  131. Artigo 131.º Desvios significativos dos pressupostos subjacentes ao cálculo da fórm
  132. Artigo 132.º
  133. Artigo 133.º Responsabilidade do órgão de administração
  134. Artigo 134.º Pedido de aprovação do modelo interno
  135. Artigo 135.º Aprovação de modelos internos parciais
  136. Artigo 136.º Política de alteração dos modelos internos totais e parciais
  137. Artigo 137.º Utilização da fórmula-padrão
  138. Artigo 138.º Incumprimento do modelo interno
  139. Artigo 139.º Teste de utilização
  140. Artigo 140.º Normas de qualidade estatística
  141. Artigo 141.º Normas de calibragem
  142. Artigo 142.º Atribuição dos ganhos e perdas
  143. Artigo 143.º Normas de validação
  144. Artigo 144.º Normas de documentação
  145. Artigo 145.º Modelos e dados externos
  146. Artigo 146.º Disposições gerais relativas ao requisito de capital mínimo
  147. Artigo 147.º Cálculo do requisito de capital mínimo
  148. Artigo 148.º Frequência do cálculo e reporte
  149. Artigo 149.º Princípio do gestor prudente
  150. Artigo 150.º
  151. Artigo 151.º
  152. Artigo 152.º Conflito de interesses
  153. Artigo 153.º Princípios gerais de conduta de mercado
  154. Artigo 154.º Política de tratamento
  155. Artigo 155.º Acordos entre empresas de seguros
  156. Artigo 156.º Publicidade
  157. Artigo 157.º Gestão de reclamações
  158. Artigo 158.º Provedor do cliente
  159. Artigo 159.º Regulamentação em matéria de conduta de mercado
  160. Artigo 160.º Alteração do âmbito da autorização
  161. Artigo 161.º Alteração dos estatutos
  162. Artigo 162.º Comunicação prévia
  163. Artigo 163.º Apreciação
  164. Artigo 164.º Cooperação
  165. Artigo 165.º Comunicação subsequente
  166. Artigo 166.º Imputação de direitos de voto
  167. Artigo 167.º
  168. Artigo 168.º Inibição do exercício de direitos de voto
  169. Artigo 169.º Inibição por motivos supervenientes
  170. Artigo 170.º Diminuição da participação
  171. Artigo 171.º Comunicação pelas empresas de seguros e de resseguros
  172. Artigo 172.º Gestão sã e prudente
  173. Artigo 173.º Comunicação de aquisição de participação de empresa-mãe de um país ter
  174. Artigo 174.º Constituição de ónus ou encargos sobre participação qualificada
  175. Artigo 175.º Revogação da autorização
  176. Artigo 176.º Competência e forma de revogação
  177. Artigo 177.º Diligências subsequentes à revogação da autorização
  178. Artigo 178.º Fusão ou cisão de empresas de seguros ou de resseguros
  179. Artigo 179.º Cedente e cessionária com sede em Portugal
  180. Artigo 180.º Cedente com sede em Portugal e cessionária estabelecida noutro Estado
  181. Artigo 181.º Publicidade da transferência
  182. Artigo 182.º Oponibilidade da transferência e resolução dos contratos
  183. Artigo 183.º Notificação
  184. Artigo 184.º Comunicação
  185. Artigo 185.º Recusa de comunicação
  186. Artigo 186.º Início da actividade
  187. Artigo 187.º Alteração das informações prestadas
  188. Artigo 188.º Comunicação do montante dos prémios
  189. Artigo 189.º Riscos do exercício da atividade transfronteiras
  190. Artigo 190.º Procedimento em caso de incumprimento do regime aplicável
  191. Artigo 191.º Liquidação de empresas de seguros
  192. Artigo 192.º
  193. Artigo 193.º
  194. Artigo 194.º Liquidação de empresa de resseguros
  195. Artigo 195.º Notificação
  196. Artigo 196.º Autorização
  197. Artigo 197.º Alteração das informações prestadas
  198. Artigo 198.º Exercício de atividade fora do território da União Europeia
  199. Artigo 199.º Dificuldades em países terceiros
  200. Artigo 200.º Comunicação
  201. Artigo 201.º Início da actividade
  202. Artigo 202.º Alteração das informações prestadas
  203. Artigo 203.º Participação em sistemas de garantias nacionais
  204. Artigo 204.º Seguro obrigatório de acidentes de trabalho
  205. Artigo 205.º Supervisão
  206. Artigo 206.º Riscos do exercício da atividade transfronteiras de empresa de seguros
  207. Artigo 207.º Procedimento em caso de incumprimento do regime aplicável
  208. Artigo 208.º Sanções
  209. Artigo 209.º Fundamentação e recurso
  210. Artigo 210.º Revogação ou caducidade da autorização
  211. Artigo 211.º Supervisão
  212. Artigo 212.º Procedimento em caso de incumprimento do regime aplicável
  213. Artigo 213.º Sanções, fundamentação e recurso
  214. Artigo 214.º Autorização específica e prévia
  215. Artigo 215.º Condições para a concessão da autorização
  216. Artigo 216.º Instrução do requerimento
  217. Artigo 217.º Programa de atividades da sucursal
  218. Artigo 218.º Apreciação do processo de autorização
  219. Artigo 219.º Notificação da decisão
  220. Artigo 220.º Caducidade e alteração da autorização
  221. Artigo 221.º Revogação da autorização
  222. Artigo 222.º Mandatário geral
  223. Artigo 223.º Condições financeiras
  224. Artigo 224.º Vantagens para empresas autorizadas em vários Estados membros
  225. Artigo 225.º Reporte dos documentos de prestação de contas
  226. Artigo 226.º Transferência de carteira para cessionária estabelecida em Portugal
  227. Artigo 227.º Transferência de carteira para cessionária com sede noutro Estado memb
  228. Artigo 228.º
  229. Artigo 229.º Parecer ou acordo das autoridades competentes para efeitos da transfer
  230. Artigo 230.º Publicidade da transferência de carteira
  231. Artigo 231.º Oponibilidade da transferência de carteira
  232. Artigo 232.º Outras regras relativas ao exercício da actividade
  233. Artigo 233.º
  234. Artigo 234.º Notificação
  235. Artigo 235.º Comunicação
  236. Artigo 236.º Recusa de comunicação
  237. Artigo 237.º Início de actividade
  238. Artigo 238.º Alterações
  239. Artigo 239.º
  240. Artigo 240.º
  241. Artigo 241.º
  242. Artigo 242.º Representante para sinistros
  243. Artigo 243.º Seguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel
  244. Artigo 244.º
  245. Artigo 245.º Exercício da atividade de resseguro
  246. Artigo 246.º Falta de reconhecimento da equivalência do regime de solvência
  247. Artigo 247.º Reconhecimento da equivalência do regime de solvência
  248. Artigo 248.º Condições de acesso
  249. Artigo 249.º Provisões técnicas
  250. Artigo 250.º Dados estatísticos
  251. Artigo 251.º Tratamento dos contratos de cosseguro em processos de liquidação
  252. Artigo 252.º Definições
  253. Artigo 253.º Âmbito subjetivo da supervisão ao nível do grupo
  254. Artigo 254.º Âmbito objetivo da supervisão ao nível do grupo
  255. Artigo 255.º Empresa-mãe de topo a nível da União Europeia
  256. Artigo 256.º Empresa-mãe de topo a nível nacional
  257. Artigo 257.º Empresa-mãe que abranja vários Estados membros
  258. Artigo 258.º Supervisão da solvência dos grupos
  259. Artigo 259.º Frequência do cálculo
  260. Artigo 260.º Escolha do método de cálculo
  261. Artigo 261.º Inclusão da parte proporcional
  262. Artigo 262.º Eliminação da dupla utilização dos fundos próprios elegíveis
  263. Artigo 263.º Eliminação da criação de capital intragrupo
  264. Artigo 264.º Avaliação dos elementos do ativo e do passivo
  265. Artigo 265.º Empresas de seguros e de resseguros participadas
  266. Artigo 266.º
  267. Artigo 267.º Empresas de seguros e de resseguros de países terceiros participadas
  268. Artigo 268.º Instituições de crédito, empresas de investimento e empresas financeir
  269. Artigo 269.º Indisponibilidade da informação necessária
  270. Artigo 270.º Método 1 - método da «consolidação contabilística»
  271. Artigo 271.º Modelo interno do grupo
  272. Artigo 272.º Acréscimo do requisito de capital de solvência do grupo
  273. Artigo 273.º Método 2 - método de «dedução e agregação»
  274. Artigo 274.º
  275. Artigo 275.º Condições de aplicação do regime
  276. Artigo 276.º Decisão sobre o pedido apresentado pelas filiais de uma empresa de seg
  277. Artigo 277.º
  278. Artigo 278.º
  279. Artigo 279.º Cessação das derrogações concedidas às filiais de uma empresa de segur
  280. Artigo 280.º
  281. Artigo 281.º Supervisão da concentração de risco
  282. Artigo 282.º Supervisão das operações intragrupo
  283. Artigo 283.º Sistema de governação das empresas
  284. Artigo 284.º Supervisor do grupo
  285. Artigo 285.º Direitos e deveres do supervisor do grupo e dos outros supervisores
  286. Artigo 286.º Colégio de supervisores
  287. Artigo 287.º Cooperação e troca de informações entre autoridades de supervisão
  288. Artigo 288.º Consulta entre autoridades de supervisão
  289. Artigo 289.º Pedidos do supervisor do grupo a outras autoridades de supervisão
  290. Artigo 290.º
  291. Artigo 291.º Sigilo profissional e confidencialidade
  292. Artigo 292.º Acesso às informações
  293. Artigo 293.º Verificação das informações
  294. Artigo 294.º Relatório sobre a solvência e a situação financeira do grupo
  295. Artigo 295.º Estrutura do grupo
  296. Artigo 296.º Reporte dos documentos de prestação de contas
  297. Artigo 297.º
  298. Artigo 298.º Medidas de supervisão
  299. Artigo 299.º Verificação da equivalência de empresas-mãe com sede fora do territóri
  300. Artigo 300.º Equivalência da supervisão
  301. Artigo 301.º Ausência de equivalência
  302. Artigo 302.º Níveis de aplicação do regime
  303. Artigo 303.º Operações intragrupo
  304. Artigo 304.º
  305. Artigo 305.º Participação de irregularidades
  306. Artigo 306.º Incumprimento ou risco de incumprimento do requisito de capital de sol
  307. Artigo 307.º Incumprimento do requisito de capital mínimo
  308. Artigo 308.º Conteúdo do plano de recuperação e do plano de financiamento
  309. Artigo 309.º Medidas de recuperação
  310. Artigo 310.º Indisponibilidade dos ativos
  311. Artigo 311.º Designação de administradores provisórios e suspensão ou destituição d
  312. Artigo 312.º Designação da comissão de fiscalização
  313. Artigo 313.º Aumento ou redução do capital social
  314. Artigo 314.º Transferência parcial de carteira
  315. Artigo 315.º
  316. Artigo 316.º Regimes gerais de recuperação de empresas
  317. Artigo 317.º Publicidade e comunicação das decisões da ASF
  318. Artigo 318.º Meios contenciosos e interesse público
  319. Artigo 319.º Carácter urgente das medidas
  320. Artigo 320.º Abertura de processo de liquidação e aplicação de sanções
  321. Artigo 321.º Âmbito
  322. Artigo 322.º Lei aplicável
  323. Artigo 323.º Produção de efeitos
  324. Artigo 324.º Delimitação da decisão relativa à recuperação
  325. Artigo 325.º Informação às autoridades de supervisão dos demais Estados membros
  326. Artigo 326.º Empresas de seguros com sede em outro Estado membro
  327. Artigo 327.º Sucursais de empresas de seguros de um país terceiro
  328. Artigo 328.º Regimes gerais de liquidação de empresas
  329. Artigo 329.º Entrada em liquidação
  330. Artigo 330.º Aplicação de sanções
  331. Artigo 331.º Créditos de seguros
  332. Artigo 332.º Preferência sobre os ativos representativos das provisões técnicas
  333. Artigo 333.º Registo dos ativos representativos das provisões técnicas para efeitos
  334. Artigo 334.º Preferência sobre o demais ativo social necessário ao pagamento dos cr
  335. Artigo 335.º Créditos das despesas do processo de liquidação
  336. Artigo 336.º Publicidade da decisão de abertura da liquidação
  337. Artigo 337.º Informação aos credores conhecidos
  338. Artigo 338.º Direito à reclamação de créditos
  339. Artigo 339.º Informação regular dos credores
  340. Artigo 340.º Abertura da liquidação
  341. Artigo 341.º Abertura de liquidação de empresa de seguros com sede em outro Estado
  342. Artigo 342.º Lei geral aplicável
  343. Artigo 343.º Efeitos sobre contratos e direitos
  344. Artigo 344.º Direitos reais de terceiros
  345. Artigo 345.º Reserva de propriedade
  346. Artigo 346.º Compensação
  347. Artigo 347.º Mercados regulamentados
  348. Artigo 348.º Atos prejudiciais
  349. Artigo 349.º Proteção de terceiros aquirentes
  350. Artigo 350.º Ações pendentes
  351. Artigo 351.º Liquidatário
  352. Artigo 352.º Inscrição em registo público
  353. Artigo 353.º Liquidatário de empresa de seguros com sede em outro Estado membro
  354. Artigo 354.º Sigilo profissional
  355. Artigo 355.º Regime
  356. Artigo 356.º Prática ilícita de atos ou operações de seguros, de capitalização ou d
  357. Artigo 357.º Desobediência
  358. Artigo 358.º Penas acessórias
  359. Artigo 359.º Aplicação no espaço
  360. Artigo 360.º Responsabilidade
  361. Artigo 361.º Responsabilidade das pessoas colectivas
  362. Artigo 362.º Responsabilidade das pessoas singulares
  363. Artigo 363.º Graduação da sanção
  364. Artigo 364.º Reincidência
  365. Artigo 365.º Cumprimento do dever omitido
  366. Artigo 366.º Concurso de infracções
  367. Artigo 367.º Prescrição
  368. Artigo 368.º Processo e impugnação judicial
  369. Artigo 369.º Contraordenações simples
  370. Artigo 370.º Contraordenações graves
  371. Artigo 371.º Contraordenações muito graves
  372. Artigo 372.º Punibilidade da negligência e da tentativa
  373. Artigo 373.º Sanções acessórias
  374. Artigo 374.º Direito subsidiário

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-Lei n.º 73/2025, de 23/12
-DL n.º 56/2021, de 30/06
-DL n.º 84/2020, de 12/10
-Lei n.º 58/2020, de 31/08
-Lei n.º 27/2020, de 23/07
-Lei n.º 7/2019, de 16/01
-Lei n.º 35/2018, de 20/07
-DL n.º 127/2017, de 09/10
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-1ª versão (Lei n.º 147/2015, de 09/09) Procurar no presente diploma:

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Artigo 1.ºObjeto

Artigo 2.ºÂmbito de aplicação

Artigo 3.ºEntidades que podem exercer a atividade seguradora ou resseguradora em Portugal

Artigo 4.ºExclusões

Artigo 5.ºDefinições gerais

Artigo 6.ºDefinições relativas a relações societárias

Artigo 7.ºDefinições relativas a riscos

Artigo 8.ºRamos Não Vida

Artigo 9.ºRamo Vida

Artigo 10.ºExclusividade

Artigo 11.ºRiscos acessórios

Artigo 12.ºGrupos de ramos ou modalidades

Artigo 13.ºPrazos

Artigo 14.ºLíngua

Artigo 15.ºRegime fiscal

Artigo 16.ºNormas de contabilidade

Artigo 17.ºRevisão dos montantes expressos em euros

Artigo 18.ºResseguro finito

Artigo 19.ºEntidades com objeto específico de titularização de riscos de seguros

Artigo 20.ºSupervisão pela ASF

Artigo 21.ºÂmbito da supervisão

Artigo 22.ºPrincipal objetivo da supervisão

Artigo 23.ºEstabilidade financeira e prociclicalidade

Artigo 24.ºConvergência no domínio da supervisão

Artigo 25.ºPrincípios gerais da supervisão

Artigo 26.ºPrincípios gerais de transparência

Artigo 27.ºPoderes gerais de supervisão

Artigo 28.ºProcesso de supervisão

Artigo 29.ºAcréscimo do requisito de capital de solvência

Artigo 30.ºCooperação e informação a prestar à EIOPA

Artigo 31.ºSupervisão das funções e atividades subcontratadas

Artigo 31.ºA

Participação de infrações à ASF

Artigo 32.ºSigilo profissional

Artigo 33.ºTroca de informações entre autoridades de supervisão de Estados membros

Artigo 34.ºUtilização de informações confidenciais

Artigo 35.ºTroca de informações com outras entidades ou autoridades nacionais ou de outros Estados membros

Artigo 36.ºCondições aplicáveis à troca de informações

Artigo 37.º

Troca de informações com autoridades de supervisão ou outras entidades ou autoridades de países terceiros

Artigo 38.ºInformações às entidades nacionais responsáveis pela legislação financeira

Artigo 39.ºSupervisão de seguros obrigatórios

Artigo 40.ºSupervisão dos restantes seguros

Artigo 41.ºRegisto de contratos

Artigo 42.ºRegisto das empresas de seguros e de resseguros

Artigo 43.º

Registo das pessoas que dirigem efetivamente a empresa, a fiscalizam ou são responsáveis por funções-chave

Artigo 44.ºRecusa inicial do registo

Artigo 45.ºFalta superveniente de adequação

Artigo 46.ºRegisto de acordos parassociais

Artigo 47.ºObjeto

Artigo 48.ºÂmbito da autorização

Artigo 49.ºUso ilegal de firma ou denominação

Artigo 50.ºConstituição, denominação e legislação aplicável

Artigo 51.ºAutorização específica e prévia

Artigo 52.ºCondições para a concessão da autorização

Artigo 53.ºInstrução do requerimento

Artigo 54.ºPrograma de actividades

Artigo 55.ºApreciação do processo de autorização

Artigo 56.ºNotificação e comunicação da decisão

Artigo 57.ºCaducidade da autorização

Artigo 58.ºForma e regime aplicável

Artigo 59.ºConstituição e transformação

Artigo 60.ºCapitais mínimos

Artigo 61.ºAções

Artigo 62.ºReserva legal

Artigo 63.ºResponsabilidade do órgão de administração

Artigo 64.ºRequisitos gerais em matéria de governação

Artigo 65.º

Adequação das pessoas que dirigem efetivamente a empresa, a fiscalizam, são responsáveis por funções-chave ou exercem funções-chave

Artigo 66.ºAvaliação pelas empresas de seguros e de resseguros

Artigo 67.ºRequisito de qualificação

Artigo 68.ºRequisito de idoneidade

Artigo 69.ºAcumulação de cargos e incompatibilidades dos membros dos órgãos de administração ou fiscalização

Artigo 70.ºIndependência dos membros dos órgãos de administração ou fiscalização

Artigo 71.ºSuspensão provisória de funções

Artigo 72.ºSistema de gestão de riscos

Artigo 73.ºAutoavaliação do risco e da solvência

Artigo 74.ºSistema de controlo interno

Artigo 75.ºFunção de auditoria interna

Artigo 76.ºFunção actuarial

Artigo 77.ºAtuário responsável

Artigo 78.ºSubcontratação

Artigo 79.ºCódigos de conduta

Artigo 80.ºFunções dos revisores oficiais de contas

Artigo 81.ºInformação a prestar à ASF

Artigo 82.ºLimitações à obrigação de prestação de informação

Artigo 83.ºRelatório sobre a solvência e a situação financeira

Artigo 84.ºAtualizações do relatório e informações suplementares facultativas

Artigo 85.ºReporte dos documentos de prestação de contas

Artigo 86.ºDisposição geral relativa às condições financeiras

Artigo 87.ºReconhecimento mútuo do regime

Artigo 88.ºSuficiência dos prémios

Artigo 89.ºExploração cumulativa ou interligada dos ramos Vida e Não Vida

Artigo 90.ºMétodo de avaliação dos elementos do ativo e do passivo

Artigo 91.ºDisposições gerais relativas a provisões técnicas

Artigo 92.ºCálculo das provisões técnicas

Artigo 93.ºCálculo da melhor estimativa

Artigo 94.ºCálculo da margem de risco

Artigo 95.ºExtrapolação da estrutura temporal das taxas de juro sem risco relevante

Artigo 96.ºAjustamento de congruência à estrutura temporal das taxas de juro sem risco relevante

Artigo 97.ºCálculo do ajustamento de congruência

Artigo 98.ºAjustamento de volatilidade à estrutura temporal das taxas de juro sem risco relevante

Artigo 99.ºOutros elementos a considerar no cálculo das provisões técnicas

Artigo 100.ºAvaliação das garantias financeiras e opções contratuais

Artigo 101.ºSegmentação

Artigo 102.º

Montantes recuperáveis de contratos de resseguro e de entidades com objeto específico de titularização de riscos de seguros

Artigo 103.ºQualidade dos dados e aplicação de aproximações

Artigo 104.ºComparação com os dados historicamente observados

Artigo 105.ºAdequação do nível das provisões técnicas

Artigo 106.ºReforço das provisões técnicas

Artigo 107.ºFundos próprios

Artigo 108.ºFundos próprios de base

Artigo 109.ºFundos próprios complementares

Artigo 110.ºAprovação dos fundos próprios complementares

Artigo 111.ºDisposições gerais relativas à classificação dos fundos próprios

Artigo 112.ºCritérios para a classificação dos fundos próprios em níveis

Artigo 113.ºClassificação dos fundos próprios em níveis

Artigo 114.ºClassificação de certos elementos dos fundos próprios

Artigo 115.ºElegibilidade e limites aplicáveis

Artigo 116.ºDisposições gerais relativas ao requisito de capital de solvência

Artigo 117.ºPrincípios aplicáveis ao cálculo do requisito de capital de solvência

Artigo 118.ºFrequência do cálculo e reporte

Artigo 119.ºEstrutura da fórmula-padrão

Artigo 120.ºRequisito de capital de solvência de base

Artigo 121.ºCálculo do módulo de risco específico de seguros não vida

Artigo 122.ºCálculo do módulo de risco específico de seguros de vida

Artigo 123.ºCálculo do módulo de risco específico de seguros de acidentes e doença

Artigo 124.ºCálculo do módulo de risco de mercado

Artigo 125.ºCálculo do submódulo de risco accionista

Artigo 126.ºCálculo do módulo de risco de incumprimento pela contraparte

Artigo 127.ºRequisito de capital para o risco de ativos intangíveis

Artigo 128.ºRequisito de capital para o risco operacional

Artigo 129.ºAjustamento para a capacidade de absorção de perdas das provisões técnicas e dos impostos diferidos

Artigo 130.ºCálculo simplificado da fórmula-padrão

Artigo 131.ºDesvios significativos dos pressupostos subjacentes ao cálculo da fórmula-padrão

Artigo 132.º

Disposições gerais relativas ao cálculo do requisito de capital de solvência com base em modelos internos totais ou parciais

Artigo 133.ºResponsabilidade do órgão de administração

Artigo 134.ºPedido de aprovação do modelo interno

Artigo 135.ºAprovação de modelos internos parciais

Artigo 136.ºPolítica de alteração dos modelos internos totais e parciais

Artigo 136.ºA

Cooperação e informação a prestar à EIOPA

Artigo 137.ºUtilização da fórmula-padrão

Artigo 138.ºIncumprimento do modelo interno

Artigo 139.ºTeste de utilização

Artigo 140.ºNormas de qualidade estatística

Artigo 141.ºNormas de calibragem

Artigo 142.ºAtribuição dos ganhos e perdas

Artigo 143.ºNormas de validação

Artigo 144.ºNormas de documentação

Artigo 145.ºModelos e dados externos

Artigo 146.ºDisposições gerais relativas ao requisito de capital mínimo

Artigo 147.ºCálculo do requisito de capital mínimo

Artigo 148.ºFrequência do cálculo e reporte

Artigo 149.ºPrincípio do gestor prudente

Artigo 150.º

Ativos detidos associados a contratos de seguro do ramo Vida em que o risco de investimento é suportado pelos tomadores de seguros ou segurados

Artigo 151.º

Ativos detidos não associados a contratos de seguro do ramo Vida em que o risco de investimento é suportado pelos tomadores de seguros ou segurados

Artigo 152.ºConflito de interesses

Artigo 153.ºPrincípios gerais de conduta de mercado

Artigo 154.ºPolítica de tratamento

Artigo 155.ºAcordos entre empresas de seguros

Artigo 156.ºPublicidade

Artigo 157.ºGestão de reclamações

Artigo 158.ºProvedor do cliente

Artigo 159.ºRegulamentação em matéria de conduta de mercado

Artigo 160.ºAlteração do âmbito da autorização

Artigo 161.ºAlteração dos estatutos

Artigo 162.ºComunicação prévia

Artigo 163.ºApreciação

Artigo 164.ºCooperação

Artigo 165.ºComunicação subsequente

Artigo 166.ºImputação de direitos de voto

Artigo 167.º

Imputação de direitos de voto relativos a ações integrantes de organismos de investimento coletivo, de fundos de pensões ou de carteiras

Artigo 168.ºInibição do exercício de direitos de voto

Artigo 169.ºInibição por motivos supervenientes

Artigo 170.ºDiminuição da participação

Artigo 171.ºComunicação pelas empresas de seguros e de resseguros

Artigo 172.ºGestão sã e prudente

Artigo 173.ºComunicação de aquisição de participação de empresa-mãe de um país terceiro

Artigo 174.ºConstituição de ónus ou encargos sobre participação qualificada

Artigo 174.ºA

Regulamentação

Artigo 175.ºRevogação da autorização

Artigo 176.ºCompetência e forma de revogação

Artigo 177.ºDiligências subsequentes à revogação da autorização

Artigo 178.ºFusão ou cisão de empresas de seguros ou de resseguros

Artigo 179.ºCedente e cessionária com sede em Portugal

Artigo 180.ºCedente com sede em Portugal e cessionária estabelecida noutro Estado membro

Artigo 181.ºPublicidade da transferência

Artigo 182.ºOponibilidade da transferência e resolução dos contratos

Artigo 183.ºNotificação

Artigo 184.ºComunicação

Artigo 185.ºRecusa de comunicação

Artigo 186.ºInício da actividade

Artigo 187.ºAlteração das informações prestadas

Artigo 188.ºComunicação do montante dos prémios

Artigo 189.ºRiscos do exercício da atividade transfronteiras

Artigo 190.ºProcedimento em caso de incumprimento do regime aplicável

Artigo 191.ºLiquidação de empresas de seguros

Artigo 192.º

Estabelecimento no território de outro Estado membro de sucursais de empresas de resseguros com sede em Portugal

Artigo 193.º

Exercício de atividade no território de outro Estado membro por sucursal de empresa de resseguros com sede em Portugal

Artigo 194.ºLiquidação de empresa de resseguros

Artigo 195.ºNotificação

Artigo 196.ºAutorização

Artigo 197.ºAlteração das informações prestadas

Artigo 198.ºExercício de atividade fora do território da União Europeia

Artigo 199.ºDificuldades em países terceiros

Artigo 200.ºComunicação

Artigo 201.ºInício da actividade

Artigo 202.ºAlteração das informações prestadas

Artigo 203.ºParticipação em sistemas de garantias nacionais

Artigo 204.ºSeguro obrigatório de acidentes de trabalho

Artigo 205.ºSupervisão

Artigo 206.ºRiscos do exercício da atividade transfronteiras de empresa de seguros com sede noutro Estado-Membro

Artigo 207.ºProcedimento em caso de incumprimento do regime aplicável

Artigo 208.ºSanções

Artigo 209.ºFundamentação e recurso

Artigo 210.ºRevogação ou caducidade da autorização

Artigo 211.ºSupervisão

Artigo 212.ºProcedimento em caso de incumprimento do regime aplicável

Artigo 213.ºSanções, fundamentação e recurso

Artigo 214.ºAutorização específica e prévia

Artigo 215.ºCondições para a concessão da autorização

Artigo 216.ºInstrução do requerimento

Artigo 217.ºPrograma de atividades da sucursal

Artigo 218.ºApreciação do processo de autorização

Artigo 219.ºNotificação da decisão

Artigo 220.ºCaducidade e alteração da autorização

Artigo 221.ºRevogação da autorização

Artigo 222.ºMandatário geral

Artigo 223.ºCondições financeiras

Artigo 224.ºVantagens para empresas autorizadas em vários Estados membros

Artigo 225.ºReporte dos documentos de prestação de contas

Artigo 226.ºTransferência de carteira para cessionária estabelecida em Portugal

Artigo 227.ºTransferência de carteira para cessionária com sede noutro Estado membro

Artigo 228.º

Transferência de carteira para cessionária com sede em país terceiro e estabelecida noutro Estado membro

Artigo 229.ºParecer ou acordo das autoridades competentes para efeitos da transferência de carteira

Artigo 230.ºPublicidade da transferência de carteira

Artigo 231.ºOponibilidade da transferência de carteira

Artigo 232.ºOutras regras relativas ao exercício da actividade

Artigo 233.º

Regime especial aplicável às empresas de seguros com sede na Suíça para a exploração de seguros dos ramos Não Vida

Artigo 234.ºNotificação

Artigo 235.ºComunicação

Artigo 236.ºRecusa de comunicação

Artigo 237.ºInício de actividade

Artigo 238.ºAlterações

Artigo 239.º

Exercício de atividade em livre prestação de serviços no território de outro Estado membro por empresa de seguros com sede em Portugal

Artigo 240.º

Exercício de atividade em livre prestação de serviços no território de outro Estado membro por empresa de resseguros com sede em Portugal

Artigo 241.º

Exercício de atividade em Portugal em livre prestação de serviços por empresas de seguros com sede em outro Estado membro

Artigo 242.ºRepresentante para sinistros

Artigo 243.ºSeguro obrigatório de responsabilidade civil automóvel

Artigo 244.º

Exercício de atividade em Portugal em livre prestação de serviços por empresas de resseguros com sede em outro Estado membro

Artigo 245.ºExercício da atividade de resseguro

Artigo 246.ºFalta de reconhecimento da equivalência do regime de solvência

Artigo 247.ºReconhecimento da equivalência do regime de solvência

Artigo 247.ºA

Estabelecimento de plataformas de cooperação

Artigo 248.ºCondições de acesso

Artigo 249.ºProvisões técnicas

Artigo 250.ºDados estatísticos

Artigo 251.ºTratamento dos contratos de cosseguro em processos de liquidação

Artigo 252.ºDefinições

Artigo 253.ºÂmbito subjetivo da supervisão ao nível do grupo

Artigo 254.ºÂmbito objetivo da supervisão ao nível do grupo

Artigo 255.ºEmpresa-mãe de topo a nível da União Europeia

Artigo 256.ºEmpresa-mãe de topo a nível nacional

Artigo 257.ºEmpresa-mãe que abranja vários Estados membros

Artigo 258.ºSupervisão da solvência dos grupos

Artigo 259.ºFrequência do cálculo

Artigo 260.ºEscolha do método de cálculo

Artigo 261.ºInclusão da parte proporcional

Artigo 262.ºEliminação da dupla utilização dos fundos próprios elegíveis

Artigo 263.ºEliminação da criação de capital intragrupo

Artigo 264.ºAvaliação dos elementos do ativo e do passivo

Artigo 265.ºEmpresas de seguros e de resseguros participadas

Artigo 266.º

Sociedades gestoras de participações no setor dos seguros ou companhias financeiras mistas intermédias

Artigo 267.ºEmpresas de seguros e de resseguros de países terceiros participadas

Artigo 268.ºInstituições de crédito, empresas de investimento e empresas financeiras participadas

Artigo 269.ºIndisponibilidade da informação necessária

Artigo 270.ºMétodo 1 - método da «consolidação contabilística»

Artigo 271.ºModelo interno do grupo

Artigo 272.ºAcréscimo do requisito de capital de solvência do grupo

Artigo 273.ºMétodo 2 - método de «dedução e agregação»

Artigo 274.º

Solvência do grupo de uma sociedade gestora de participações no setor dos seguros ou de uma companhia financeira mista

Artigo 275.ºCondições de aplicação do regime

Artigo 276.ºDecisão sobre o pedido apresentado pelas filiais de uma empresa de seguros ou de resseguros

Artigo 277.º

Determinação do requisito de capital de solvência das filiais de uma empresa de seguros ou de resseguros

Artigo 278.º

Incumprimento dos requisitos de capital de solvência e de capital mínimo pelas filiais de uma empresa de seguros ou de resseguros

Artigo 279.ºCessação das derrogações concedidas às filiais de uma empresa de seguros ou de resseguros

Artigo 280.º

Filiais de uma sociedade gestora de participações no setor dos seguros ou de uma companhia financeira mista

Artigo 281.ºSupervisão da concentração de risco

Artigo 282.ºSupervisão das operações intragrupo

Artigo 283.ºSistema de governação das empresas

Artigo 284.ºSupervisor do grupo

Artigo 285.ºDireitos e deveres do supervisor do grupo e dos outros supervisores

Artigo 286.ºColégio de supervisores

Artigo 287.ºCooperação e troca de informações entre autoridades de supervisão

Artigo 288.ºConsulta entre autoridades de supervisão

Artigo 289.ºPedidos do supervisor do grupo a outras autoridades de supervisão

Artigo 290.º

Cooperação com as autoridades responsáveis pela supervisão das instituições de crédito e empresas de investimento

Artigo 291.ºSigilo profissional e confidencialidade

Artigo 292.ºAcesso às informações

Artigo 293.ºVerificação das informações

Artigo 294.ºRelatório sobre a solvência e a situação financeira do grupo

Artigo 295.ºEstrutura do grupo

Artigo 296.ºReporte dos documentos de prestação de contas

Artigo 297.º

Pessoas que dirigem efetivamente as sociedades gestoras de participações no setor dos seguros e as companhias financeiras mistas

Artigo 298.ºMedidas de supervisão

Artigo 299.ºVerificação da equivalência de empresas-mãe com sede fora do território da União Europeia

Artigo 300.ºEquivalência da supervisão

Artigo 301.ºAusência de equivalência

Artigo 302.ºNíveis de aplicação do regime

Artigo 303.ºOperações intragrupo

Artigo 304.º

Identificação e notificação da deterioração de condições financeiras por empresas de seguros e de resseguros

Artigo 305.ºParticipação de irregularidades

Artigo 306.ºIncumprimento ou risco de incumprimento do requisito de capital de solvência

Artigo 307.ºIncumprimento do requisito de capital mínimo

Artigo 308.ºConteúdo do plano de recuperação e do plano de financiamento

Artigo 309.ºMedidas de recuperação

Artigo 310.ºIndisponibilidade dos ativos

Artigo 311.ºDesignação de administradores provisórios e suspensão ou destituição do órgão de administração

Artigo 312.ºDesignação da comissão de fiscalização

Artigo 313.ºAumento ou redução do capital social

Artigo 314.ºTransferência parcial de carteira

Artigo 315.º

Aplicação das medidas de recuperação às sucursais de empresas de seguros e de resseguros de um país terceiro

Artigo 316.ºRegimes gerais de recuperação de empresas

Artigo 317.ºPublicidade e comunicação das decisões da ASF

Artigo 318.ºMeios contenciosos e interesse público

Artigo 319.ºCarácter urgente das medidas

Artigo 320.ºAbertura de processo de liquidação e aplicação de sanções

Artigo 321.ºÂmbito

Artigo 322.ºLei aplicável

Artigo 323.ºProdução de efeitos

Artigo 324.ºDelimitação da decisão relativa à recuperação

Artigo 325.ºInformação às autoridades de supervisão dos demais Estados membros

Artigo 326.ºEmpresas de seguros com sede em outro Estado membro

Artigo 327.ºSucursais de empresas de seguros de um país terceiro

Artigo 328.ºRegimes gerais de liquidação de empresas

Artigo 329.ºEntrada em liquidação

Artigo 330.ºAplicação de sanções

Artigo 331.ºCréditos de seguros

Artigo 332.ºPreferência sobre os ativos representativos das provisões técnicas

Artigo 333.ºRegisto dos ativos representativos das provisões técnicas para efeitos de liquidação

Artigo 334.ºPreferência sobre o demais ativo social necessário ao pagamento dos créditos de seguros

Artigo 335.ºCréditos das despesas do processo de liquidação

Artigo 336.ºPublicidade da decisão de abertura da liquidação

Artigo 337.ºInformação aos credores conhecidos

Artigo 338.ºDireito à reclamação de créditos

Artigo 339.ºInformação regular dos credores

Artigo 340.ºAbertura da liquidação

Artigo 341.ºAbertura de liquidação de empresa de seguros com sede em outro Estado membro

Artigo 342.ºLei geral aplicável

Artigo 343.ºEfeitos sobre contratos e direitos

Artigo 344.ºDireitos reais de terceiros

Artigo 345.ºReserva de propriedade

Artigo 346.ºCompensação

Artigo 347.ºMercados regulamentados

Artigo 348.ºAtos prejudiciais

Artigo 349.ºProteção de terceiros aquirentes

Artigo 350.ºAções pendentes

Artigo 351.ºLiquidatário

Artigo 352.ºInscrição em registo público

Artigo 353.ºLiquidatário de empresa de seguros com sede em outro Estado membro

Artigo 354.ºSigilo profissional

Artigo 355.ºRegime

Artigo 356.ºPrática ilícita de atos ou operações de seguros, de capitalização ou de resseguros

Artigo 357.ºDesobediência

Artigo 358.ºPenas acessórias

Artigo 359.ºAplicação no espaço

Artigo 360.ºResponsabilidade

Artigo 361.ºResponsabilidade das pessoas colectivas

Artigo 362.ºResponsabilidade das pessoas singulares

Artigo 363.ºGraduação da sanção

Artigo 364.ºReincidência

Artigo 365.ºCumprimento do dever omitido

Artigo 366.ºConcurso de infracções

Artigo 367.ºPrescrição

Artigo 368.ºProcesso e impugnação judicial

Artigo 369.ºContraordenações simples

Artigo 369.ºA

Índices de referência

Artigo 370.ºContraordenações graves

Artigo 371.ºContraordenações muito graves

Artigo 372.ºPunibilidade da negligência e da tentativa

Artigo 373.ºSanções acessórias

Artigo 374.ºDireito subsidiário

ANEXO ANEXO II Regime processual aplicável aos crimes especiais do setor segurador e dos fundos de pensões e às contraordenações cujo processamento compete à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões.

ANEXO III Republicação do Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro Nº de artigos : 382 Páginas:

1 2 3 4 Seguinte > Ver índice sistemático do diploma Imprimir todo o diploma SUMÁRIO Aprova o regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, bem como o regime processual aplicável aos crimes especiais do setor segurador e dos fundos de pensões e às contraordenações cujo processamento compete à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, transpondo a Diretiva 2009/138/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro de 2009, procede à quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro, à primeira alteração ao regime jurídico do contrato de seguro, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/2008, de 16 de abril, à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 40/2014, de 18 de março, e revoga o Decreto de 21 de outubro de 1907 e o Decreto-Lei n.º 90/2003, de 30 de abril _____________________ Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro Aprova o regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, bem como o regime processual aplicável aos crimes especiais do setor segurador e dos fundos de pensões e às contraordenações cujo processamento compete à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões, transpondo a Diretiva 2009/138/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro de 2009, procede à quinta alteração ao Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro, à primeira alteração ao regime jurídico do contrato de seguro, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/2008, de 16 de abril, à segunda alteração ao Decreto-Lei n.º 40/2014, de 18 de março, e revoga o Decreto de 21 de outubro de 1907 e o Decreto-Lei n.º 90/2003, de 30 de abril.

A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:

Artigo 1.ºObjeto

1 - A presente lei transpõe para a ordem jurídica interna a Diretiva 2009/138/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 25 de novembro de 2009, relativa ao acesso à atividade de seguros e resseguros e ao seu exercício, alterada pelas Diretivas 2011/89/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de novembro de 2011, 2012/23/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 12 de setembro de 2012, 2013/23/UE, do Conselho, de 13 de maio de 2013, 2013/58/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 11 de dezembro de 2013, e 2014/51/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 16 de abril de 2014.

2 - No âmbito da transposição da Diretiva referida no número anterior, a presente lei:

a)Aprova o novo regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora (RJASR);
b)Aprova o regime processual aplicável aos crimes especiais do setor segurador e dos fundos de pensões e às contraordenações cujo processamento compete à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF), salvo quando esteja especialmente prevista a aplicação de outro regime processual;
c)Altera o Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 180/2007, de 9 de maio, 357-A/2007, de 31 de outubro, 18/2013, de 6 de fevereiro, e 124/2015, de 7 de julho, que regula a constituição e o funcionamento dos fundos de pensões e das entidades gestoras de fundos de pensões;
d)Altera o regime jurídico do contrato de seguro, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/2008, de 16 de abril;
e)Altera o Decreto-Lei n.º 40/2014, de 18 de março, alterado pelo Decreto-Lei n.º 157/2014, de 24 de outubro.

Artigo 2.ºAprovação do regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora

É aprovado, no anexo I à presente lei, da qual faz parte integrante, o regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora (RJASR).

Artigo 3.ºAprovação do regime processual especial

É aprovado, no anexo II à presente lei, da qual faz parte integrante, o regime processual aplicável aos crimes especiais do setor segurador e dos fundos de pensões e às contraordenações cujo processamento compete à ASF, salvo quando esteja especialmente prevista a aplicação de outro regime processual.

Artigo 4.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro

Os artigos 2.º, 6.º a 9.º, 11.º, 12.º, 16.º, 17.º, 19.º a 28.º, 30.º a 32.º, 34.º a 36.º, 38.º, 39.º, 45.º, 46.º, 50.º, 53.º, 55.º, 56.º, 60.º a 64.º, 78.º a 81.º, 93.º, 94.º e 97.º do Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 180/2007, de 9 de maio, 357-A/2007, de 31 de outubro, 18/2013, de 6 de fevereiro, e 124/2015, de 7 de julho, passam a ter a seguinte redação: «Artigo 2.º [...]

a)...
b)...
c)'Fundo de pensões', o património autónomo exclusivamente afeto à realização de um ou mais planos de pensões e ou planos de benefícios de saúde, podendo ainda simultaneamente estar afeto ao financiamento de um mecanismo equivalente nos termos da Lei n.º 70/2013, de 30 de agosto;
d)...
e)...
f)...
g)...
h)...
i)'Suporte duradouro', qualquer instrumento que permita ao participante, aderente ou beneficiário armazenar informações que lhe sejam dirigidas pessoalmente, de tal forma que possam ser consultadas posteriormente durante um período adequado aos fins a que se destinam, e que permita uma reprodução exata das informações armazenadas;
j)'Função-chave':
i)As funções de gestão de riscos, de verificação do cumprimento, de auditoria interna e atuarial;
ii)Outras funções que confiram influência significativa na gestão da entidade gestora e que esta ou a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões (ASF) como tal qualifiquem, atendendo à natureza, dimensão e complexidade dos riscos inerentes à respetiva atividade.

Artigo 6.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - ...

4 - Os planos de pensões podem prever, desde que o façam expressamente:

a)A garantia dos encargos inerentes ao pagamento de pensões ou à prestação de benefícios de saúde, nomeadamente os decorrentes de contratação coletiva, ainda que as pensões ou os benefícios de saúde não sejam financiados pelo fundo de pensões;
b)A extensão de parte ou da totalidade do plano de pensões a membros do agregado familiar do participante, entendendo-se tal conceito nos termos da legislação aplicável aos planos poupança-reforma/educação.

Artigo 7.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - Salvo disposição em contrário estabelecida no plano de pensões, os planos de pensões de benefício definido em que as contribuições efetuadas pelos participantes tenham caráter obrigatório estabelecido por lei ou por instrumento de regulação coletiva de trabalho seguem o regime aplicável aos planos não contributivos, não se qualificando tais participantes como contribuintes.

Artigo 8.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - ...

4 - ...

5 - ...

6 - ...

7 - ...

8 - No caso de planos de pensões de contribuição definida em que a entidade gestora não assume o risco de investimento, o participante pode adiar o reembolso ou o recebimento do benefício, nas formas previstas no presente artigo, por um período máximo de dois anos a contar do momento em que se verifica a contingência que confere o direito aos mesmos, mediante comunicação escrita dirigida à entidade gestora, em suporte de papel ou outro suporte duradouro.

9 - No caso previsto no número anterior, o montante a que o participante tem direito permanece no fundo de pensões, mantendo-se as condições do plano de pensões que vigorem à data em que o participante exerce o direito ao adiamento do reembolso ou recebimento do benefício.

10 - As pensões previstas no n.º 6 têm natureza vitalícia, exceto tratando-se de pensões por orfandade, por pré-reforma, ou de pensões que preencham as condições fixadas pela ASF em norma regulamentar

Artigo 9.º[...]

1 - O plano de pensões confere direitos adquiridos sempre que preveja a possibilidade de os participantes manterem o direito aos benefícios em caso de cessação do vínculo com o associado, quando esta ocorra antes da verificação das contingências que determinam o recebimento dos referidos benefícios.

2 - ...

3 - No caso de planos de benefício definido, os pressupostos a utilizar para determinar o valor a transferir nos termos do número anterior são fixados em norma regulamentar da ASF.

Artigo 11.º[...]

1 - Sem prejuízo do disposto no artigo 81.º, o património dos fundos de pensões está exclusivamente afeto ao cumprimento dos planos de pensões, ao pagamento das remunerações de gestão e de depósito que envolva, e ao pagamento dos prémios dos seguros referidos no artigo 16.º, não respondendo por quaisquer outras obrigações, designadamente as de associados, participantes, contribuintes, entidades gestoras e depositários.

2 - ...

3 - ...

4 - ...

Artigo 12.º[...]

1 - ...

2 - Não é permitido o financiamento do fundo através do método de repartição dos capitais de cobertura, salvo em situações excecionais e residuais, fundamentadas nas características das responsabilidades e aceites pela ASF e desde que contribua para reforçar a proteção dos participantes e beneficiários.

Artigo 16.º[...]

Os fundos de pensões ou as entidades gestoras, quando atuem como gestoras de fundos de pensões, podem celebrar com empresas de seguros ou de resseguros contratos para a garantia da cobertura dos riscos de morte e invalidez permanente eventualmente previstos no plano de pensões, bem como contratos de seguro de rendas imediatas.

Artigo 17.º[...]

1 - Sem prejuízo dos direitos dos participantes e beneficiários, os fundos de pensões fechados que envolvam montantes consideravelmente elevados podem ser geridos por mais de uma entidade gestora, podendo a ASF estabelecer, por norma regulamentar, as condições que se revelem indispensáveis à respetiva operacionalização.

2 - ...

Artigo 19.º[...]

1 - Salvo disposição legal em contrário, os atos previstos no presente diploma sujeitos a publicação obrigatória são publicados no sítio na Internet da ASF.

2 - A entidade gestora envia à ASF cópia dos atos sujeitos a publicação obrigatória no prazo de 30 dias a contar da data da respetiva celebração ou formalização.

3 - A publicação obrigatória dos atos previstos no presente diploma tem efeitos meramente declarativos.

Artigo 20.ºAutorização e notificação

1 - Compete à ASF a autorização para a constituição de fundos de pensões abertos e para a constituição de fundos de pensões fechados que financiem planos de pensões de benefício definido ou mistos, ou de contribuição definida que resultem de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho.

2 - No caso dos fundos de pensões fechados a autorização é concedida a requerimento conjunto das entidades gestoras e dos associados fundadores, acompanhado do projeto de contrato constitutivo e, no caso de planos de benefício definido ou mistos, do plano técnico-atuarial, elaborado tendo em atenção os benefícios a financiar e os participantes e beneficiários abrangidos.

3 - ...

4 - ...

5 - (Revogado.) 6 - A constituição de fundos de pensões fechados que financiem planos de pensões de contribuição definida não resultantes de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho é notificada à ASF pelas entidades gestoras no prazo máximo de 30 dias a contar da celebração do contrato constitutivo.

Artigo 21.º[...]

1 - ...

2 - ...

a)...
b)...
c)...
d)...
e)...
f)(Revogada.)
g)Objetivo do fundo e respetivo plano ou planos de pensões a financiar, dos quais deve constar, se for caso disso, o regime dos direitos adquiridos dos participantes;
h)Condições em que são concedidas as pensões, se diretamente pelo fundo ou se através de contratos de seguro, sem prejuízo das regras previstas no artigo 8.º;
i)Estabelecimento do rendimento mínimo garantido e duração desta garantia, especificando-se quem assume o risco de investimento;
j)[Anterior alínea h).]
l)Regras de solidariedade, caso existam, se houver mais do que um associado;
m)[Anterior alínea i).]
n)[Anterior alínea j).]
o)Direitos dos participantes e dos beneficiários quando o fundo se extinguir ou quando qualquer dos associados se extinguir ou abandonar o fundo, sem prejuízo do disposto no artigo 30.º;
p)[Anterior alínea m).]
q)[Anterior alínea n).]
r)[Anterior alínea o).]
s)Regras de designação e representação dos associados, participantes e beneficiários na comissão de acompanhamento e funções da comissão;
t)Menção expressa de que o plano de pensões resulta de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, se aplicável.

Artigo 22.º[...]

1 - ...

2 - ...

a)...
b)...
c)...
d)...
e)...
f)...
g)(Revogada.)
h)...
i)...
j)(Revogada.)
l)...
m)...
n)...
o)...
p)(Revogada).

3 - ...

4 - Nos casos em que um fundo de pensões fechado seja gerido por mais do que uma entidade gestora, nos termos do artigo 17.º, as disposições constantes das alíneas c), d), e), f), l) e o) do n.º 2 podem constar de contrato a estabelecer individualmente entre o associado ou associados e cada entidade gestora do fundo.

5 - É remetido à ASF um exemplar da versão inicial do contrato de gestão e, subsequentemente, sempre que ocorram alterações à política de investimento, no prazo de 30 dias a contar da respetiva celebração ou formalização.

6 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, sempre que solicitado, é remetido à ASF um exemplar da versão atualizada do contrato de gestão.

Artigo 23.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, o valor das unidades de participação, a composição discriminada das aplicações do fundo e o número de unidades de participação em circulação devem ser divulgados com periodicidade mínima trimestral, até ao último dia do mês subsequente ao trimestre a que a informação respeite no sítio da entidade gestora na Internet, devendo tal informação ficar disponível por um prazo mínimo de um ano.

4 - ...

5 - ...

6 - Os fundos de pensões previstos no Decreto-Lei n.º 158/2002, de 2 de julho, alterado pelo Decreto-Lei n.º 125/2009, de 22 de maio, e pelas Leis n.os 57/2012, de 9 de novembro, e 44/2013, de 3 de julho, relativo aos planos poupança-reforma/educação, estão abrangidos pelo disposto no n.º 3.

Artigo 24.º[...]

1 - Dependem de prévia autorização da ASF as alterações aos contratos constitutivos de fundos de pensões fechados mencionados no n.º 1 do artigo 20.º que incidam sobre os elementos previstos nas alíneas e), g), h), i), l), o), p) e r) do n.º 2 do artigo 21.º, bem como a alteração de associados.

2 - Dependem de prévia autorização da ASF as alterações aos regulamentos de gestão que incidam sobre os elementos previstos nas alíneas a), h), i), j), l), m), n), p) e q) do n.º 2 do artigo anterior.

3 - As alterações não previstas nos números anteriores, incluindo a alteração de entidade gestora, bem como as alterações aos contratos constitutivos de fundos de pensões fechados mencionados no n.º 6 do artigo 20.º, não carecem de autorização da ASF, devendo ser notificadas no prazo máximo de 30 dias a contar da respetiva formalização.

4 - As alterações dos contratos constitutivos e dos regulamentos de gestão, incluindo a alteração de entidade gestora, ficam sujeitas a publicação obrigatória.

5 - Em caso de alteração do plano de pensões é garantido o valor financiado das responsabilidades com pensões em formação à data da alteração, salvo autorização expressa da ASF, mediante a análise das circunstâncias do caso em concreto e desde que a alteração seja mais benéfica para os participantes do que a extinção do fundo de pensões ou resulte de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, não podendo, em qualquer caso, a alteração reduzir as pensões que se encontrem em pagamento nem o valor integralmente financiado das responsabilidades em planos com direitos adquiridos, incluindo os direitos adquiridos relativamente aos quais ainda não se tenham verificado as condições previstas no plano, à data da alteração do contrato ou do instrumento de regulamentação coletiva de trabalho.

6 - As alterações de que resulte um aumento das comissões, uma alteração substancial à política de investimento ou a transferência da gestão do fundo para outra entidade gestora são notificadas individualmente aos contribuintes e aderentes, nos termos do n.º 3 do artigo 61.º, sendo-lhes conferida a possibilidade de, no prazo de 15 dias após a notificação para o efeito, transferirem, sem encargos, o valor correspondente às suas unidades de participação resultantes de contribuições próprias para outro fundo de pensões.

7 - O disposto nos n.os 2 a 4 do artigo 20.º é aplicável, com as necessárias adaptações, às autorizações previstas no presente artigo.

Artigo 25.º[...]

1 - A adesão coletiva a um fundo de pensões aberto efetua-se através da subscrição inicial de unidades de participação, sendo celebrado um contrato de adesão ao fundo de pensões entre cada associado, ou grupo de associados, e a entidade gestora, o qual fica sujeito a notificação ou divulgação aos participantes.

2 - ...

3 - Sempre que um plano de pensões seja financiado através de mais do que uma adesão coletiva, deve ser nomeada pelos associados a entidade gestora a quem incumbem as funções globais de gestão administrativa e atuarial do plano de pensões, podendo a ASF estabelecer, por norma regulamentar, as condições que se revelem indispensáveis à respetiva operacionalização.

4 - Sempre que um plano de pensões seja financiado através de mais do que uma adesão coletiva a fundos de pensões geridos pela mesma entidade gestora, deve ser celebrado um contrato único entre cada associado ou grupo de associados e a entidade gestora.

5 - Os contratos de adesão coletiva que financiem planos de pensões de benefício definido ou mistos, ou de contribuição definida resultantes de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, ficam sujeitos a autorização prévia da ASF, aplicando-se, com as necessárias adaptações, o disposto nos n.os 2 e 4 do artigo 20.º 6 - Os contratos de adesão coletiva que financiem planos de pensões de contribuição definida não resultantes de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho são notificados à ASF pelas entidades gestoras no prazo máximo de 30 dias a contar da respetiva celebração.

7 - Do contrato de adesão coletiva devem constar, obrigatoriamente, os seguintes elementos:

a)Denominação do fundo de pensões;
b)Identificação do associado ou associados;
c)Indicação das pessoas que podem ser participantes, contribuintes e beneficiárias do fundo;
d)Plano ou planos de pensões a financiar, dos quais deve constar, se for caso disso, o regime dos direitos adquiridos dos participantes;
e)Regras de solidariedade, caso existam, no caso de haver mais do que um associado;
f)Indicação, se for caso disso, de que o plano de pensões é financiado por mais do que uma adesão coletiva, identificando-se a entidade gestora responsável pelas funções globais de gestão administrativa e atuarial;
g)Condições em que são concedidas as pensões, se diretamente pelo fundo ou se através de contratos de seguro, sem prejuízo do disposto no artigo 8.º;
h)Direitos dos participantes quando deixem de estar abrangidos pelo fundo de pensões;
i)Direitos dos participantes e dos beneficiários, quando a respetiva adesão coletiva ao fundo se extinguir ou qualquer associado ou qualquer dos associados se extinguir ou abandonar o fundo, sem prejuízo do disposto no artigo 30.º;
j)Causas de extinção da adesão coletiva ou de uma quota-parte desta, sem prejuízo do disposto no artigo 30.º;
k)Condições em que as partes contratantes se reservam o direito de modificar o contrato de adesão;
l)Condições de transferência da quota-parte de um associado para outro fundo de pensões, especificando eventuais penalizações que lhe sejam aplicáveis;
m)Quantificação das remunerações ou comissões que são cobradas;
n)Regras de designação e representação dos associados, participantes e beneficiários na comissão de acompanhamento e funções da comissão;
o)Sem prejuízo do disposto no artigo 53.º, no caso de adesões que financiam planos contributivos, forma de representação dos participantes e beneficiários, a qual não pode ser delegada no associado;
p)Menção expressa de que o plano de pensões resulta de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, se for caso disso;
q)Cópia do regulamento de gestão, em anexo.

8 - (Anterior n.º 6.) 9 - (Anterior n.º 7.) 10 - As alterações dos contratos de adesão coletiva previstos no n.º 5 dependem de autorização prévia da ASF quando incidam sobre os elementos previstos nas alíneas b), c), d), e), g), h), i), j) e p) do n.º 7 ou quando aumentem as remunerações ou comissões.

11 - As alterações não previstas no número anterior, bem como as alterações aos contratos de adesão coletiva previstos no n.º 6, não carecem de autorização da ASF, devendo ser notificadas no prazo máximo de 30 dias a contar da data da respetiva formalização.

12 - O disposto nos n.os 5 e 6 do artigo anterior é aplicável, com as necessárias adaptações, à alteração de contratos de adesão coletiva, sendo, para além disso, todas as alterações notificadas ou divulgadas aos participantes.

Artigo 26.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - ...

4 - Os contribuintes pessoas singulares devem dar o seu acordo escrito ao regulamento de gestão do fundo, presumindo-se, na sua falta, que os mesmos não tomaram conhecimento daquele, assistindo-lhes, sem prejuízo do disposto no artigo 27.º, o direito de resolução da adesão individual, salvo quando a falta da entidade gestora não tenha razoavelmente afetado a decisão de contratar do contribuinte.

5 - O direito de resolução previsto no número anterior é exercido no prazo de 30 dias a contar da disponibilização de cópia do regulamento de gestão, tendo a cessação efeito retroativo e o aderente direito à devolução do valor das unidades de participação à data da devolução, exceto se este valor for inferior ao das contribuições pagas, caso em que o aderente tem direito à devolução do valor das referidas contribuições.

6 - A alteração dos contratos de adesão individual e a transferência do valor patrimonial correspondente às unidades de participação efetua-se por acordo escrito, nos termos contratualmente previstos, sem prejuízo do cumprimento dos deveres de informação por parte da entidade gestora.

7 - (Anterior n.º 5.)

Artigo 27.º[...]

1 - O contribuinte pessoa singular dispõe de um prazo de 30 dias a contar da data da adesão individual a um fundo de pensões aberto para renunciar aos efeitos do contrato, mediante comunicação escrita dirigida à entidade gestora, em suporte de papel ou outro suporte duradouro.

2 - (Revogado.)

Artigo 28.º[...]

1 - ...

2 - Nos casos em que a entidade gestora assuma o risco de investimento, são deduzidos ao valor das contribuições a devolver ao aderente os custos de desinvestimento comprovadamente suportados, bem como a comissão de emissão, caso tenha sido cobrada.

3 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, nos casos em que entidade gestora assuma o risco de investimento:

a)Se o valor das unidades de participação à data da devolução for inferior ao valor das contribuições pagas pelo aderente, a entidade gestora é responsável por essa diferença, a qual não é repercutida no valor do fundo de pensões;
b)Se o valor das unidades de participação à data da devolução for superior ao valor das contribuições pagas pelo aderente, a diferença reverte a favor da entidade gestora.

4 - O exercício do direito de renúncia não dá lugar ao pagamento de qualquer indemnização.

Artigo 30.º[...]

1 - ...

2 - A extinção de qualquer das entidades gestoras ou dos associados não determina a extinção do fundo de pensões, ou de uma quota-parte deste, se se proceder à respetiva substituição, devendo observar-se nesse caso o disposto no contrato constitutivo, no regulamento de gestão ou no contrato de adesão coletiva.

3 - ...

4 - Salvo nos casos previstos no n.º 5 e no artigo 31.º-A, a extinção de um fundo de pensões, ou de uma quota-parte deste, ou a cessação de uma adesão coletiva, ou de uma sua quota-parte, é efetuada, após autorização prévia da ASF, mediante a celebração de um contrato de extinção escrito.

5 - Para além dos casos previstos no artigo 78.º, a entidade gestora procede através de resolução unilateral, por instrução da ASF ou por sua iniciativa precedida de autorização prévia da ASF, à extinção do fundo de pensões, ou de uma quota-parte deste ou à cessação de uma adesão coletiva, ou de uma sua quota-parte, nos seguintes casos:

a)Inexistência de participantes e beneficiários;
b)Quando, por qualquer causa, se esgotar o seu objeto;
c)Ilegalidade do contrato.

6 - O contrato de extinção de um fundo de pensões, ou de uma quota-parte deste, ou de cessação de uma adesão coletiva, ou de uma sua quota-parte, bem como a resolução unilateral, ficam sujeitos a publicação obrigatória.

7 - (Revogado.) 8 - (Revogado.) 9 - (Revogado.) 10 - ...

Artigo 31.º[...]

1 - A entidade gestora procede à liquidação do património de um fundo de pensões, ou de quotas-partes deste, nos termos fixados no contrato de extinção ou na resolução unilateral previstos no artigo anterior.

2 - ...

a)...
b)Montante da conta individual de cada participante, no caso de fundos de pensões ou adesões coletivas que financiem planos de pensões contributivos, que deve ser aplicado de acordo com as regras estabelecidas no contrato constitutivo, no contrato de adesão coletiva ou no regulamento de gestão;
c)...
d)...
e)Montante correspondente ao valor integralmente financiado das responsabilidades com os direitos adquiridos não sujeitos, nos termos do plano de pensões, a qualquer condição, ou relativamente aos quais já se tenham verificado, à data da extinção, as condições estabelecidas no plano;
f)Montante correspondente ao valor integralmente financiado das responsabilidades com os direitos adquiridos relativamente aos quais não se tenham verificado, à data da extinção, as condições previstas no plano de pensões;
g)(Revogada.)
h)Montantes correspondentes às pensões em formação em planos sem direitos adquiridos;
i)Montantes que permitam a atualização das pensões em pagamento, desde que esta esteja contratualmente estipulada.

3 - Os participantes são notificados individualmente pela entidade gestora, num prazo máximo de 30 dias a contar da formalização do contrato de extinção ou da resolução unilateral, prorrogável mediante decisão da ASF, sobre os montantes a que têm direito, para efeitos de transferência dos mesmos para outro fundo de pensões.

4 - No caso previsto no número anterior, se a escolha do fundo de pensões para o qual os montantes devem ser transferidos não for efetuada pelos participantes no prazo de 45 dias a contar da data de envio da notificação prevista no número anterior, cabe à entidade gestora proceder a tal escolha, informando os participantes da transferência realizada em nome e por conta dos mesmos num prazo máximo de 30 dias a contar do final do referido prazo.

5 - A informação prevista nos n.os 3 e 4 é dirigida pessoalmente aos participantes, em papel ou noutro suporte duradouro.

6 - Mediante acordo entre a entidade gestora, o associado e o beneficiário, é possível o pagamento em capital do montante previsto nas alíneas e), f) e h) do n.º 2, caso o mesmo seja inferior ao dobro da retribuição mínima mensal garantida para a generalidade dos trabalhadores em vigor à data da liquidação.

7 - Em caso de insuficiência financeira, o património do fundo ou da respetiva quota-parte responde preferencialmente pelas responsabilidades enunciadas e pela ordem das alíneas do n.º 2, com recurso a rateio proporcional ao valor das responsabilidades naquela em que for necessário.

8 - (Anterior n.º 4.) 9 - Salvo em casos devidamente justificados, sempre que o saldo líquido positivo referido no número anterior resulte de uma redução drástica do número de participantes sem direitos adquiridos, aquele saldo deve ser utilizado prioritariamente para garantia das pensões que se encontravam em formação, relativamente aos participantes abrangidos por aquela redução.

10 - (Anterior n.º 6.) 11 - O disposto no presente artigo não se aplica às transferências previstas no artigo 31.º-A.

Artigo 32.º[...]

1 - ...

2 - Sem prejuízo do disposto nas alíneas f) a h) do n.º 1 e no n.º 3 do artigo 42.º, às empresas de seguros que pretendam exercer a atividade de gestão de fundos de pensões aplica-se, quanto às respetivas condições de acesso e exercício, o disposto no regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, aprovado pela Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro.

3 - ...

4 - ...

Artigo 34.º[...]

1 - A entidade gestora, no exercício das suas funções, age de modo independente e no exclusivo interesse dos beneficiários, participantes e associados.

2 - A entidade gestora exerce as suas funções com elevada diligência e competência profissional, assegurando a racionalidade e o controlo de custos na gestão dos fundos de pensões.

3 - A entidade gestora atua de forma célere e eficaz na colaboração com as demais estruturas de governação dos fundos de pensões e na prestação da informação exigida nos termos da lei.

Artigo 35.º[...]

1 - Sem prejuízo do disposto no presente artigo, a entidade gestora deve tomar todas as medidas adequadas para identificar e para evitar ou gerir quaisquer situações de conflito de interesses com os fundos de pensões por si geridos.

2 - Caso as medidas adotadas pela entidade gestora não sejam suficientes para garantir, com um grau de certeza razoável, que são evitados os riscos de os interesses dos fundos de pensões serem prejudicados, a entidade gestora deve informar clara e atempadamente os beneficiários, participantes e associados da natureza genérica ou das fontes destes conflitos de interesses e das medidas adotadas para mitigar esses riscos.

3 - A entidade gestora deve dar prevalência aos interesses dos fundos de pensões em relação, seja aos seus próprios interesses ou de empresas com as quais se encontre em relação de domínio ou de grupo, seja aos interesses dos titulares dos seus órgãos sociais, e assegurar a transparência dos processos em que exista conflito de interesses.

4 - Sem prejuízo do disposto no n.º 6, a entidade gestora, bem como qualquer entidade que seja subcontratada ao abrigo do disposto no artigo 37.º para gerir ativos de um fundo de pensões, e ainda os titulares dos seus órgãos sociais e as empresas com as quais aquelas entidades se encontrem em relação de domínio ou de grupo, não podem comprar para si elementos do património dos fundos de pensões por si geridos, nem vender ativos próprios a esses fundos, seja diretamente ou por interposta pessoa.

5 - Sem prejuízo do disposto no número seguinte, o associado, assim como os titulares dos seus órgãos sociais e as empresas com as quais se encontre em relação de domínio ou de grupo, não podem comprar para si elementos do património do fundo de pensões por si financiado, nem vender ativos próprios a esse fundo, diretamente ou por interposta pessoa 6 - Os atos referidos nos n.os 4 e 5 são admitidos quando:

a)Mediante o recurso a mercados regulamentados ou a sistemas de negociação multilateral, a contraparte seja desconhecida; ou
b)Seja demonstrada a existência de inequívoca vantagem para o fundo de pensões, devendo para o efeito ser cumpridos os termos e as condições a definir por norma regulamentar da ASF.

7 - (Anterior n.º 3.) 8 - (Anterior n.º 4.)

Artigo 36.º[...]

1 - ...

a)...
b)Conceder empréstimos, com exceção de empréstimo hipotecário aos seus trabalhadores.

2 - ...

a)[Anterior alínea b).]
b)Conceder empréstimos, salvo se se tratar de empréstimo hipotecário ou de empréstimos aos participantes, nos termos previstos no contrato constitutivo do fundo;
c)Contrair empréstimos, exceto quando seja justificado por inequívoca necessidade de liquidez do fundo de pensões;
d)Oferecer os ativos dos fundos de pensões como garantia a terceiros, qualquer que seja a forma jurídica a assumir por essa garantia, exceto no âmbito de contratos de reporte ou de empréstimo de valores, ou outros, com o objetivo de uma gestão eficaz de carteira, nos termos a definir por norma regulamentar da ASF.

Artigo 38.º[...]

1 - ...

2 - São aplicáveis às sociedades gestoras de fundos de pensões, com as necessárias adaptações, as disposições do regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, aprovado pela Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro, relativas a:

a)Controlo dos detentores de participações qualificadas;
b)Registo das pessoas que dirigem efetivamente a empresa, a fiscalizam ou são responsáveis por funções-chave;
c)Requisitos de qualificação e de idoneidade das pessoas que dirigem efetivamente a empresa, a fiscalizam, são responsáveis por funções-chave ou exercem funções-chave;
d)Acumulação de cargos e incompatibilidades;
e)Registo de acordos parassociais;
f)Uso ilegal de denominação.

Artigo 39.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - ...

4 - Ao processo de autorização aplica-se, com as necessárias adaptações, o disposto nos artigos 55.º e 56.º do regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, aprovado pela Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro.

5 - (Revogado.)

Artigo 45.ºMargem de solvência disponível

1 - A sociedade gestora deve dispor de uma margem de solvência disponível suficiente em relação ao conjunto das suas atividades.

2 - A margem de solvência disponível corresponde ao património da sociedade gestora, livre de quaisquer ónus e encargos e deduzidos os elementos incorpóreos, incluindo:

a)O capital social realizado;
b)As reservas, legais e livres, não representativas de qualquer compromisso;
c)Os ganhos ou perdas transitados, após dedução dos dividendos a pagar;
d)As ações preferenciais e os empréstimos subordinados, até ao limite de 50 /prct. da margem de solvência disponível ou da margem de solvência exigida, consoante a que for menor, admitindo-se, até ao limite de 25 /prct. desta margem, empréstimos subordinados com prazo fixo ou ações preferenciais com duração determinada, desde que:
i)Em caso de insolvência ou liquidação da sociedade gestora, existam acordos vinculativos nos termos dos quais os empréstimos subordinados ou as ações preferenciais ocupem uma categoria inferior em relação aos créditos de todos os outros credores e só sejam reembolsados após o pagamento de todas as outras dívidas da sociedade gestora;
ii)Haja autorização prévia dos contratos de empréstimos subordinados pela ASF;
e)Os títulos de duração indeterminada e outros instrumentos, que preencham as condições adiante enunciadas, os quais, somados aos empréstimos subordinados referidos na alínea anterior, não podem representar mais de 50 /prct. da margem de solvência disponível ou da margem de solvência exigida, consoante a que for menor:
i)Não serem reembolsáveis por iniciativa do portador ou sem autorização prévia da ASF;
ii)O contrato de emissão permitir à sociedade gestora o diferimento do pagamento dos juros do empréstimo; iii) Preverem a total subordinação dos créditos do mutuante sobre a sociedade gestora aos créditos de todos os credores não subordinados;
iv)Conterem, nos documentos que regulam a emissão dos títulos, a previsão da capacidade da dívida e dos juros não pagos para absorver os prejuízos, permitindo, em simultâneo, a continuação da atividade da sociedade gestora;
v)Só serem tomados em consideração os montantes efetivamente realizados.

3 - Os empréstimos subordinados previstos na alínea d) do número anterior devem preencher ainda as seguintes condições:

a)Só serem tomados em consideração os montantes efetivamente realizados;
b)Fixação do prazo inicial para os empréstimos a prazo fixo em, pelo menos, cinco anos, devendo a sociedade gestora apresentar à ASF, para aprovação, o mais tardar um ano antes do termo do prazo, um plano indicando a forma como a margem de solvência disponível será mantida ou reposta ao nível exigido no termo do prazo, podendo aquela autoridade dispensar tal plano se o montante do empréstimo necessário para a verificação da mencionada margem tiver sido progressivamente reduzido durante, pelo menos, os cinco anos anteriores à data do vencimento, e podendo igualmente a ASF autorizar, a pedido da sociedade gestora, o reembolso antecipado desses fundos se a sua margem de solvência disponível não descer abaixo do nível exigido;
c)Reembolso, não estando fixada data de vencimento da dívida para os empréstimos, mediante um aviso prévio de cinco anos, a menos que tenham deixado de ser considerados elementos da margem de solvência disponível ou que haja acordo prévio da ASF para o reembolso antecipado, caso em que a sociedade gestora informa esta autoridade, pelo menos seis meses antes da data do reembolso, indicando a margem de solvência disponível e a margem de solvência exigida antes e depois do reembolso, só podendo a referida autoridade autorizá-lo se a margem de solvência disponível não descer abaixo do nível exigido;
d)Não inclusão, no contrato de empréstimo, de cláusulas que estabeleçam, em circunstâncias determinadas, o reembolso da dívida antes da data acordada para o seu vencimento, exceto em caso de liquidação da sociedade gestora;
e)Alteração do contrato de empréstimo apenas com autorização prévia da ASF.

4 - Mediante autorização prévia da ASF, a margem de solvência disponível pode igualmente incluir os seguintes elementos:

a)As mais-valias, não incluídas na reserva de reavaliação, que não tenham caráter excecional e que resultem da avaliação de elementos do ativo;
b)Metade da parte do capital social ainda não realizado, desde que a parte realizada atinja, pelo menos, 25 /prct. do valor do capital social, até ao limite de 50 /prct. da margem de solvência disponível ou da margem de solvência exigida, consoante a que for menor.

5 - Para efeitos da determinação da margem de solvência disponível são deduzidos aos elementos referidos nos n.os 2 a 4 os montantes referentes a:

a)Imobilizado incorpóreo;
b)Menos-valias, não incluídas na reserva de reavaliação, que não tenham caráter excecional e que resultem da avaliação de elementos do ativo;
c)Participações, na aceção prevista no regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, aprovado pela Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro, no âmbito do título relativo à supervisão das empresas de seguros e de resseguros que fazem parte de um grupo, detidas pela sociedade gestora:
i)Em empresas de seguros e em empresas de seguros de um país terceiro, na aceção prevista no referido regime jurídico;
ii)Em empresas de resseguros e em empresas de resseguros de um país terceiro, na aceção prevista no referido regime jurídico; iii) Em sociedades gestoras de participações no setor dos seguros, na aceção prevista no referido regime jurídico;
iv)Em instituições de crédito, instituições financeiras e sociedades financeiras na aceção, respetivamente, das alíneas w), z) e kk) do artigo 2.º-A do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro;
v)Em empresas de investimento na aceção da alínea r) do artigo 2.º-A do Regime Geral das Instituições de Crédito e Sociedades Financeiras, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 298/92, de 31 de dezembro;
d)Os instrumentos referidos nas alíneas d) e e) do n.º 2 que a sociedade gestora detenha relativamente às entidades definidas na alínea anterior em que detém uma participação;
e)Os elementos referidos nas alíneas a), b), h), i) e j) do n.º 1 do artigo 7.º do Aviso do Banco de Portugal n.º 6/2010, publicado no Diário da República, 2.ª série, n.º 253, 2.º suplemento, de 31 de dezembro de 2010, que a sociedade gestora detenha relativamente às entidades definidas na alínea c) em que detém uma participação;
f)Responsabilidades previsíveis que, nos termos de norma regulamentar, a ASF considere que não se encontram, para esse efeito, adequadamente refletidas nas contas da sociedade gestora.

6 - Sempre que haja detenção temporária de ações de uma outra instituição de crédito, empresa de investimento, sociedade financeira, instituição financeira, empresa de seguros ou de resseguros, empresa de seguros ou de resseguros de um país terceiro ou sociedade gestora de participações no setor dos seguros para efeitos de uma operação de assistência financeira destinada a sanear e recuperar essa entidade, a ASF pode autorizar derrogações às disposições em matéria de dedução a que se referem as alíneas c) a e) do número anterior.

7 - Os critérios de valorimetria dos ativos correspondentes à margem de solvência disponível são fixados pela ASF.

Artigo 46.ºMargem de solvência exigida

1 - A margem de solvência exigida é determinada em função dos compromissos assumidos, nos seguintes termos:

a)Se a sociedade gestora assume o risco de investimento, a margem de solvência exigida corresponde a 4 /prct. do montante dos respetivos fundos de pensões;
b)Se a sociedade gestora não assume o risco de investimento, a margem de solvência exigida corresponde a:
i)1 /prct. do montante dos respetivos fundos de pensões, desde que o montante destinado a cobrir as despesas de gestão previstas no contrato de gestão esteja fixado para um período superior a cinco anos;
ii)25 /prct. do total líquido das despesas administrativas do último exercício, desde que o montante destinado a cobrir as despesas de gestão previstas no contrato de gestão não esteja fixado para um período superior a cinco anos.

2 - (Revogado.) 3 - (Revogado.)

Artigo 50.º[...]

1 - ...

2 - Sempre que solicitado, é remetido à ASF um exemplar do contrato referido no número anterior, bem como das suas posteriores alterações.

Artigo 53.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - Os representantes dos participantes e beneficiários são designados por eleição direta a realizar entre si, organizada pela entidade gestora ou pelo associado, nos termos fixados no contrato constitutivo do fundo de pensões fechado ou no contrato de adesão coletiva ao fundo de pensões aberto.

4 - Quando a designação ao abrigo do disposto no número anterior não seja possível por ausência de candidatos, os representantes dos participantes e beneficiários são designados sucessivamente:

a)Pela comissão de trabalhadores;
b)Sempre que o plano de pensões resulte de negociação coletiva, pelo sindicato subscritor da convenção coletiva ou, no caso de a convenção coletiva ser subscrita por mais de um sindicato, pelos diferentes sindicatos nos termos entre si acordados.

5 - Quando, na sequência dos processos previstos nos n.os 3 e 4, não sejam designados os representantes dos participantes e beneficiários, a comissão de acompanhamento funciona com os representantes do associado.

6 - Os representantes dos participantes e beneficiários na comissão de acompanhamento representam ambas as categorias, salvo estando prevista a existência de representantes por categoria nos termos fixados no contrato constitutivo do fundo de pensões fechado ou no contrato de adesão coletiva ao fundo de pensões aberto.

7 - (Anterior proémio do n.º 6):

a)[Anterior alínea a) do n.º 6];
b)Pronunciar-se sobre propostas de alteração das regras do plano de pensões, de transferência da gestão e de outras alterações relevantes aos contratos constitutivo e de gestão de fundos de pensões fechados ou ao contrato de adesão coletiva a fundos de pensões abertos, bem como sobre a extinção do fundo de pensões ou de uma quota-parte do mesmo e, ainda, sobre pedidos de devolução ao associado de excessos de financiamento;
c)[Anterior alínea c) do n.º 6];
d)[Anterior alínea d) do n.º 6];
e)[Anterior alínea e) do n.º 6].

8 - (Anterior n.º 7.) 9 - Os pareceres previstos na alínea b) do n.º 7, com menção dos respetivos votos contra, integram os documentos a enviar à ASF pela entidade gestora no âmbito dos respetivos processos de autorização ou de notificação.

10 - (Anterior n.º 9.) 11 - (Revogado.) 12 - Em especial, a entidade gestora faculta anualmente a todos os membros da comissão de acompanhamento os seguintes elementos:

a)Cópia do relatório e contas anuais do fundo de pensões;
b)Cópia dos relatórios do atuário responsável e do revisor oficial de contas elaborados no âmbito das respetivas funções;
c)Carteira de investimentos do fundo de pensões no final do ano.

13 - O funcionamento da comissão de acompanhamento é regulado, em tudo o que não se encontre fixado no presente diploma ou em norma regulamentar da ASF, pelo contrato constitutivo do fundo de pensões fechado ou pelo contrato de adesão coletiva ao fundo de pensões aberto.

14 - (Anterior n.º 12.) 15 - A ASF, na norma regulamentar referida no n.º 13, pode prever as situações em que, mediante acordo entre o associado ou associados e os representantes dos participantes e beneficiários, pode ser constituída uma única comissão de acompanhamento para vários planos de pensões e ou fundos de pensões.

Artigo 55.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - ...

4 - ...

5 - ...

6 - ...

a)Constituir violação das normas legais ou regulamentares que regem a atividade dos fundos de pensões ou irregularidade grave relacionada com a administração ou com a organização contabilística do fundo de pensões;
b)...

7 - ...

8 - ...

Artigo 56.º[...]

1 - ...

2 - Em caso de cogestão, o revisor oficial de contas é nomeado pela entidade gestora a quem incumbem as funções globais de gestão administrativa, nomeadamente a função de consolidação contabilística, e de gestão atuarial do plano de pensões.

3 - (Anterior n.º 2.) 4 - (Anterior proémio do n.º 3):

a)Constituir violação das normas legais ou regulamentares que regem a atividade dos fundos de pensões ou irregularidade grave relacionada com a administração ou com a organização contabilística do fundo de pensões;
b)Afetar materialmente a situação financeira do fundo de pensões ou o financiamento do plano de pensões;
c)[Anterior alínea b) do n.º 3].

5 - (Anterior n.º 4.)

Artigo 60.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - ...

4 - No caso previsto no número anterior, compete à entidade gestora controlar o efetivo cumprimento das obrigações de informação, devendo, em caso de incumprimento por parte do associado ou da comissão de acompanhamento, assegurar a prestação atempada de informação em substituição de tais entidades.

5 - A informação prevista no presente artigo é dirigida pessoalmente ao participante, em papel ou noutro suporte duradouro.

6 - Aos elementos de informação previstos nos n.os 1 e 2 podem acrescer, caso se revelem necessários a uma melhor e efetiva compreensão das características dos fundos de pensões ou dos planos de pensões, elementos específicos de informação a fixar por norma regulamentar da ASF.

Artigo 61.º[...]

1 - ...

2 - Os participantes referidos no número anterior têm ainda direito a receber, a pedido, num prazo máximo de 30 dias, informação sobre o montante a que eventualmente tenham direito em caso de cessação do vínculo laboral, modalidades de transferência do mesmo, e, nos planos de contribuição definida, sobre o montante previsto das suas pensões de reforma, bem como cópia do relatório e contas anuais referente ao fundo de pensões.

3 - ...

4 - A entidade gestora envia anualmente aos participantes de fundos de pensões fechados e de adesões coletivas a fundos de pensões abertos informação sobre:

a)A situação atual dos direitos em formação dos participantes, considerando o tipo de plano de pensões, e especificando nomeadamente, quando aplicável:
i)Se o valor atual da responsabilidade com tais direitos se encontra totalmente financiado;
ii)Que o valor final da pensão depende da retribuição auferida à data da verificação da contingência que confere o direito ao seu recebimento, bem como do tempo de serviço nessa data; iii) Nos planos de contribuição definida ou mistos, o valor das contas individuais líquido de eventuais encargos, ou o valor bruto dessas contas apresentando de forma clara os eventuais encargos que incidam sobre o mesmo;
b)...
c)...
d)...

5 - Para efeitos da informação a prestar nos termos da alínea a) do número anterior, a entidade gestora tem em conta os seguintes fatores, conforme aplicável:

a)A pensão de reforma por velhice é calculada considerando o salário ou salários e o tempo de serviço reportados a 31 de dezembro do ano anterior;
b)Eventuais direitos adquiridos ao abrigo do plano de pensões.

6 - Aos elementos de informação previstos nos números anteriores podem acrescer, caso se revelem necessários a uma melhor e efetiva compreensão das características dos fundos de pensões ou dos planos de pensões, elementos específicos de informação, a fixar, bem como a respetiva periodicidade, por norma regulamentar da ASF.

7 - Nos planos contributivos, relativamente às contribuições próprias, e nos planos com direitos adquiridos, os participantes que cessem o vínculo com o associado são notificados individualmente, no prazo de 30 dias a contar do conhecimento da cessação pela entidade gestora, sobre o valor a que têm direito, para efeitos de eventual exercício da portabilidade, nos termos legal e contratualmente previstos.

8 - A informação prevista no presente artigo é dirigida pessoalmente aos participantes, em papel ou noutro suporte duradouro.

9 - (Anterior n.º 5.) 10 - No caso previsto no número anterior, compete à entidade gestora controlar o efetivo cumprimento das obrigações de informação, devendo, em caso de incumprimento por parte do associado ou da comissão de acompanhamento, assegurar a prestação atempada de informação em substituição de tais entidades.

Artigo 62.º[...]

1 - ...

2 - Nos casos em que a pensão é garantida através da celebração de contrato de seguro, a entidade gestora presta aos beneficiários informação sobre as condições contratuais e tarifas de, pelo menos, três seguradores, exceto se os beneficiários procederem, por sua iniciativa, à escolha do segurador.

3 - A entidade gestora não pode auferir qualquer remuneração a título da prestação de informação referida no número anterior.

4 - (Anterior n.º 2.) 5 - A entidade gestora faculta aos beneficiários referidos no número anterior, a seu pedido, no prazo máximo de 30 dias, a política de investimento do fundo, bem como o relatório e contas anuais referentes ao fundo de pensões.

6 - A informação prevista no presente artigo é dirigida pessoalmente aos beneficiários, em papel ou noutro suporte duradouro.

7 - Aos deveres de informação previstos nos n.os 1 a 3 podem acrescer, caso se revelem necessários ao conhecimento informado dos direitos dos beneficiários, deveres específicos de informação, a fixar por norma regulamentar da ASF.

8 - Mediante acordo prévio entre o associado e a entidade gestora, pode estipular-se, no contrato de gestão do fundo de pensões ou no contrato de adesão coletiva, que as obrigações de informação previstas no presente artigo sejam cumpridas pelo associado ou pela comissão de acompanhamento, sem prejuízo da manutenção da responsabilidade da entidade gestora pelo seu cumprimento.

9 - No caso previsto no número anterior, compete à entidade gestora controlar o efetivo cumprimento das obrigações de informação, devendo, em caso de incumprimento por parte do associado ou da comissão de acompanhamento, assegurar a prestação atempada de informação em substituição de tais entidades.

Artigo 63.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - Sem prejuízo do disposto no n.º 6 do artigo 24.º, a entidade gestora informa anualmente os participantes de adesões individuais a fundos de pensões abertos sobre:

a)...
b)...
c)...
d)...

4 - ...

Artigo 64.º[...]

1 - ...

2 - As sociedades gestoras de fundos de pensões devem apresentar anualmente à ASF, em relação ao conjunto de toda a atividade exercida no ano imediatamente anterior, o relatório de gestão, o balanço, a demonstração de resultados e os demais documentos de prestação de contas, certificados por um revisor oficial de contas, aplicando-se, subsidiariamente, com as devidas adaptações, o disposto no artigo 85.º do regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, aprovado pela Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro.

3 - ...

4 - ...

5 - ...

Artigo 78.ºInsuficiência ou ausência de financiamento do plano de pensões

1 - Nos planos de benefício definido ou mistos, se o associado não proceder ao pagamento das contribuições necessárias ao cumprimento do montante mínimo exigido pelo normativo em vigor, cabe à entidade gestora, sem prejuízo do dever de comunicar a situação à comissão de acompanhamento e do estabelecido nos números seguintes, tomar a iniciativa de propor ao associado a regularização da situação.

2 - ...

3 - ...

4 - No prazo de 15 dias a contar da data de verificação de uma situação de insuficiência de financiamento do valor atual das pensões em pagamento, a entidade gestora avisa o associado para efetuar as contribuições que se mostrem necessárias no prazo de 180 dias seguintes àquela comunicação, e dá conhecimento da mesma à ASF e à comissão de acompanhamento, devendo proceder à extinção do fundo de pensões fechado ou da adesão coletiva, se as contribuições não forem efetuadas.

5 - ...

6 - O disposto nos números anteriores é aplicável, com as devidas adaptações, à ausência de financiamento dos planos de pensões de contribuição definida.

Artigo 79.ºPagamento de novas pensões e transferência de valores correspondentes a direitos adquiridos

1 - A entidade gestora só pode iniciar o pagamento de novas pensões nos termos do plano de pensões se o montante do fundo de pensões ou da respetiva quota-parte exceder ou igualar o valor atual das pensões em pagamento e das novas pensões devidas, calculado de acordo com os pressupostos fixados pelo normativo em vigor para a determinação do montante mínimo de solvência, exceto se já existir, e se estiver a ser cumprido, um plano de financiamento aprovado pela ASF.

2 - A entidade gestora só pode proceder à transferência para outro fundo de pensões dos valores correspondentes a direitos adquiridos, nos termos do n.º 2 do artigo 9.º, se o montante do fundo de pensões, ou da respetiva quota-parte, exceder ou igualar o valor atual das pensões em pagamento, das novas pensões devidas e dos direitos adquiridos, calculado de acordo com os pressupostos fixados pelo normativo em vigor, ressalvando-se do disposto no presente número as contribuições próprias.

Artigo 80.º[...]

Sem prejuízo do disposto nos artigos 78.º e 79.º, quando ocorra uma situação, atual ou previsível, de insuficiência de financiamento do valor das responsabilidades do fundo de pensões, a ASF pode, caso necessário ou adequado à salvaguarda dos interesses dos participantes ou beneficiários, e isolada ou cumulativamente com outras medidas, restringir ou proibir a livre utilização dos ativos do fundo, sendo aplicável, com as devidas adaptações, o previsto no artigo 310.º do regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, aprovado pela Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro.

Artigo 81.º[...]

1 - Se se verificar que, durante cinco anos consecutivos e por razões estruturais, o valor da quota-parte do fundo de pensões, correspondente ao financiamento de um plano de pensões de benefício definido ou, na parte aplicável aos planos de benefício definido, ao financiamento de um plano de pensões misto, excede anualmente uma percentagem do valor atual das responsabilidades totais, o montante do excesso pode ser devolvido ao associado, desde que se mantenha uma percentagem mínima de financiamento, podendo a ASF estabelecer, por norma regulamentar, as condições que se revelem necessárias à operacionalização da referida devolução.

2 - ...

3 - Na decisão, a ASF atende às circunstâncias concretas que em cada caso originaram o excesso de financiamento, tendo em consideração o interesse dos participantes e beneficiários, e não autoriza a devolução quando tiver resultado, direta ou indiretamente, de uma mudança dos pressupostos ou métodos de cálculo do valor atual das responsabilidades, de uma alteração do plano de pensões ou de uma redução drástica do número de participantes sem direitos adquiridos verificadas nos últimos cinco anos consecutivos.

4 - No caso de não serem admitidos mais participantes no plano de pensões, a ASF não autoriza a devolução do excesso de financiamento ao associado quando este resulte de redução drástica do número de participantes, independentemente do período decorrido desde a sua verificação.

5 - Para efeitos do disposto nos números anteriores, não se consideram devidamente justificados os casos em que a redução drástica do número de participantes se tenha operado mediante acordos de cessação do contrato de trabalho, a não ser que dos mesmos resulte a renúncia expressa aos direitos consignados no plano de pensões.

Artigo 93.º[...]

1 - ...

2 - Os poderes referidos no número anterior abrangem as atividades e entidades que tenham sido subcontratadas.

3 - (Anterior n.º 2.) 4 - (Anterior n.º 3.) 5 - (Anterior n.º 4.) 6 - No decurso de inspeções, as entidades sujeitas à supervisão da ASF estão obrigadas a facultar-lhe o acesso irrestrito aos seus sistemas e arquivos, incluindo os informáticos, onde esteja armazenada informação relativa a beneficiários, participantes, aderentes, associados, fundos de pensões ou operações, informação de natureza contabilística, prudencial ou outra informação relevante no âmbito das competências da ASF, bem como a permitir que sejam extraídas cópias e traslados dessa informação.

7 - A ASF pode exigir a realização de auditorias especiais por entidade independente, por si designada, a expensas da entidade auditada.

8 - Sem prejuízo das sanções penais que no caso couberem, a ASF, sempre que tenha fundadas suspeitas da prática de atos ou operações de gestão de fundos de pensões, sem que para tal exista a necessária autorização, pode:

a)Promover a publicitação, pelos meios adequados, da identificação de pessoas singulares ou coletivas que não estão legalmente habilitadas a exercer atividades supervisionadas pela ASF;
b)Requerer a dissolução e liquidação de sociedade ou outro ente coletivo que, sem estar habilitado, pratique atos ou operações de gestão de fundos de pensões, sem que para tal exista a necessária autorização.

9 - (Anterior n.º 5.)

Artigo 94.ºMedidas de recuperação das entidades gestoras

1 - ...

a)Restringir ou proibir a livre utilização dos ativos da sociedade gestora, sendo aplicável, com as devidas adaptações, o previsto no artigo 310.º do regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, aprovado pela Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro;
b)Designar gestores provisórios da sociedade gestora nos termos, com as devidas adaptações, do previsto no artigo 311.º do regime jurídico de acesso e exercício da atividade seguradora e resseguradora, aprovado pela Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro.

2 - ...

3 - ...

Artigo 97.º[...]

Os fundos de pensões e respetivas entidades gestoras regulam-se, nos aspetos não previstos no presente diploma, pelas normas aplicáveis à atividade seguradora, pelo regime geral de segurança social e pela legislação laboral.»

Artigo 5.ºAditamento ao Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro

São aditados ao Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 180/2007, de 9 de maio, 357-A/2007, de 31 de outubro, 18/2013, de 6 de fevereiro, e 124/2015, de 7 de julho, os artigos 5.º-A, 5.º-B, 29.º-A, 31.º-A, 62.º-A, 77.º-A e 96.º-A a 96.º-S, com a seguinte redação: «Artigo 5.º-A Autonomia e regime dos fundos de pensões que financiam um mecanismo equivalente 1 - Um mecanismo equivalente, nos termos da Lei n.º 70/2013, de 30 de agosto, pode ser financiado através de fundos de pensões fechados e de adesões coletivas a fundos de pensões abertos.

2 - Ao fundo de pensões que financie um mecanismo equivalente é aplicável, com as devidas adaptações, o fixado no presente diploma para os fundos de pensões fechados e para as adesões coletivas a fundos de pensões abertos, bem como para os planos de pensões de contribuição definida, sem prejuízo do previsto nos números seguintes e na Lei n.º 70/2013, de 30 de agosto.

3 - As responsabilidades inerentes ao mecanismo equivalente são calculadas e financiadas de forma autónoma em relação às responsabilidades dos planos de pensões e planos de benefícios de saúde.

4 - Se o património de um fundo de pensões que financie simultaneamente um mecanismo equivalente e planos de pensões e ou planos de benefícios de saúde for gerido de forma conjunta, deve existir uma clara identificação da quota-parte do património afeto a cada finalidade.

5 - Em caso de extinção da quota-parte do fundo de pensões afeta ao financiamento de mecanismo equivalente, e na impossibilidade de transferência para outro fundo de pensões ou adesão coletiva, a entidade gestora assegura a gestão do plano de pensões até à liquidação do respetivo património.

6 - A ASF pode, caso necessário à operacionalização e eficácia do funcionamento dos fundos de pensões como instrumento de financiamento de um mecanismo equivalente, detalhar em norma regulamentar o regime aplicável.

Artigo 5.ºB

Prazos Salvo disposição especial, os prazos estabelecidos no presente diploma e respetiva regulamentação são contados nos termos do Código do Procedimento Administrativo.

Artigo 29.ºA

Transferência para fundos de poupança É vedada a transferência de valores de fundos de pensões, que não sejam fundos de poupança, para fundos de poupança previstos na legislação aplicável aos planos poupança-reforma/educação, independentemente da forma que revistam.

Artigo 31.ºA

Extinção decorrente de transferência 1 - A transferência de um fundo de pensões fechado previsto no n.º 1 do artigo 20.º, ou de uma quota-parte deste, para outro fundo de pensões fechado ou para adesão coletiva a um fundo de pensões aberto é formalizada através de um contrato de extinção a celebrar entre o associado e a entidade gestora, com sujeição a autorização prévia da ASF.

2 - O disposto no número anterior é aplicável à transferência de adesões coletivas a fundos de pensões abertos previstas no n.º 5 do artigo 25.º, ou de uma sua quota-parte, para um fundo de pensões fechado ou para outra adesão coletiva.

3 - A transferência de um fundo de pensões fechado que financie planos de pensões de contribuição definida não resultantes de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho, ou de uma quota-parte deste, para outro fundo de pensões fechado ou para adesão coletiva a fundo de pensões aberto é formalizada através de um contrato de extinção a celebrar entre o associado e a sociedade gestora, sendo este notificado à ASF no prazo máximo de 30 dias a contar da respetiva celebração.

4 - O disposto no número anterior é aplicável às transferências de adesões coletivas a fundos de pensões abertos que financiem planos de pensões de contribuição definida não resultantes de instrumento de regulamentação coletiva de trabalho para um fundo de pensões fechado ou para outra adesão coletiva.

5 - Os contratos de extinção previstos no presente artigo ficam sujeitos a publicação obrigatória.

Artigo 62.ºA

Elementos de informação relativos aos participantes Para efeitos do cumprimento das obrigações de informação previstas nos artigos anteriores, e sem prejuízo do disposto no n.º 3 do artigo 60.º, no n.º 10 do artigo 61.º e no n.º 6 do artigo anterior, o associado comunica à entidade gestora o nome, a morada e ou o endereço eletrónico dos participantes, bem como, anualmente, quaisquer alterações subsequentes.

Artigo 77.ºA

Requisito adicional de financiamento 1 - A ASF pode, por norma regulamentar, exigir requisitos adicionais de financiamento das responsabilidades relativas aos beneficiários bem como aos participantes com idade próxima, igual ou superior à idade de reforma prevista no plano de pensões.

2 - Em caso de alteração ou conversão do plano de pensões ou liquidação do fundo de pensões, sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo 31.º, os valores que resultam dos requisitos adicionais de financiamento devem ser incluídos no cálculo do montante a afetar aos participantes referidos no número anterior aos quais sejam reconhecidos direitos adquiridos.

Artigo 96.ºA

Prática ilícita de atos ou operações de gestão de fundos de pensões 1 - Quem praticar atos ou operações de gestão de fundos de pensões, por conta própria ou alheia, sem que para tal exista a necessária autorização, é punido com pena de prisão até cinco anos ou com pena de multa.

2 - As pessoas coletivas ou entidades equiparadas são responsáveis, nos termos gerais, pelo crime previsto no número anterior.

Artigo 96.ºB

Desobediência 1 - Quem se recusar a acatar as ordens ou mandados legítimos da ASF, emanados no âmbito das suas funções, ou criar, por qualquer forma, obstáculos à sua execução incorre na pena prevista para o crime de desobediência qualificada, se a ASF tiver feito a advertência dessa cominação.

2 - Na mesma pena incorre quem não cumprir, dificultar ou defraudar a execução das sanções acessórias ou medidas cautelares aplicadas em processo de contraordenação.

Artigo 96.ºC

Penas acessórias Aos crimes previstos nos artigos anteriores, podem ser aplicadas as seguintes penas acessórias, sem prejuízo do regime das consequências jurídicas do facto previsto nos artigos 40.º e seguintes do Código Penal:

a)Interdição, por prazo não superior a cinco anos, do exercício pelo agente da profissão ou atividade de gestão de fundos de pensões, por conta própria ou alheia, incluindo a inibição do exercício de funções de administração, direção, chefia ou fiscalização ou de representação;
b)Dissolução e liquidação judicial de sociedade ou de outra pessoa coletiva;
c)Publicação da sentença condenatória a expensas do arguido em meio adequado ao cumprimento das finalidades de prevenção geral do sistema jurídico e da proteção do mercado dos fundos de pensões.

Artigo 96.ºD

Aplicação no espaço 1 - O disposto no presente capítulo é aplicável, salvo tratado ou convenção em contrário, independentemente da nacionalidade ou da sede do agente, aos factos praticados:

a)Em território português;
b)Em território estrangeiro, desde que sujeitos à supervisão da ASF;
c)A bordo de navios ou aeronaves portugueses.

2 - A aplicabilidade do disposto no presente capítulo aos factos praticados em território estrangeiro deve respeitar, com as necessárias adaptações, os princípios enunciados nos n.os 1 e 2 do artigo 6.º do Código Penal.

Artigo 96.ºE

Responsabilidade 1 - Pela prática das contraordenações a que se refere o presente capítulo podem ser responsabilizadas, conjuntamente ou não, pessoas singulares e pessoas coletivas, ainda que irregularmente constituídas, bem como associações sem personalidade jurídica.

2 - É punível como autor das contraordenações a que se refere o presente capítulo todo aquele que, por ação ou omissão, contribuir causalmente para a sua verificação.

Artigo 96.ºF

Responsabilidade das pessoas coletivas 1 - As pessoas coletivas e as entidades equiparadas referidas no artigo anterior são responsáveis pelas contraordenações cometidas pelos membros dos seus órgãos sociais, pelos diretores de topo e demais pessoas que dirijam efetivamente a empresa, a fiscalizam, ou são responsáveis por uma função-chave, pelos restantes trabalhadores ou por quem as represente, atuando em seu nome e no seu interesse e no âmbito dos poderes e funções em que haja sido investido.

2 - A responsabilidade da pessoa coletiva é excluída quando o agente atue contra ordens ou instruções expressas daquela.

3 - A invalidade e a ineficácia jurídicas dos atos em que se funde a relação entre o agente individual e a pessoa coletiva não obstam à responsabilidade de nenhum deles.

Artigo 96.ºG

Responsabilidade das pessoas singulares 1 - A responsabilidade da pessoa coletiva e entidades equiparadas não exclui a responsabilidade individual das pessoas singulares indicadas no n.º 1 do artigo anterior.

2 - Não obsta à responsabilidade dos agentes individuais que representem outrem a circunstância de a ilicitude ou o grau de ilicitude depender de certas qualidades ou relações especiais do agente e estas só se verificarem na pessoa do representado, ou de requerer que o agente pratique o ato no seu próprio interesse, tendo o representante atuado no interesse do representado.

3 - As pessoas singulares que sejam membros de órgãos de administração, de direção ou de fiscalização da pessoa coletiva incorrem na sanção prevista para o autor, especialmente atenuada, quando, conhecendo ou devendo conhecer a prática da contraordenação, não adotem as medidas adequadas para lhe pôr termo, a não ser que sanção mais grave lhe caiba por força de outra disposição legal.

Artigo 96.ºH

Graduação da sanção 1 - A medida da coima e as sanções acessórias aplicáveis são determinadas em função da gravidade da infração, da culpa, da situação económica do agente, da sua conduta anterior e das exigências de prevenção.

2 - A gravidade da infração cometida pelas pessoas coletivas é avaliada, designadamente, pelas seguintes circunstâncias:

a)Perigo criado ou dano causado às condições de atuação no mercado dos fundos de pensões, à economia nacional ou, em especial, aos associados, participantes ou beneficiários dos produtos comercializados;
b)Caráter ocasional ou reiterado da infração;
c)Atos de ocultação, na medida em que dificultem a descoberta da infração ou a adequação e eficácia das sanções aplicáveis;
d)Atos da pessoa coletiva destinados a, por sua iniciativa, reparar os danos ou obviar aos perigos causados pela infração.

3 - Para os agentes individuais, além das circunstâncias correspondentes às enumeradas no número anterior, atende-se ainda, designadamente, às seguintes:

a)Nível de responsabilidade e esfera de ação na pessoa coletiva em causa que implique um dever especial de não cometer a infração;
b)Benefício, ou intenção de o obter, do próprio, do cônjuge, de parente ou de afim até ao terceiro grau, direto ou por intermédio de empresas em que, direta ou indiretamente, detenham uma participação.

4 - A atenuação decorrente da reparação do dano ou da redução do perigo, quando realizadas pela pessoa coletiva, comunica-se a todos os agentes individuais, ainda que não tenham pessoalmente contribuído para elas.

5 - A coima deve, sempre que possível, exceder o benefício económico que o agente ou a pessoa que fosse seu propósito beneficiar tenham retirado da prática da infração.

6 - Se o dobro do benefício económico obtido pelo infrator for determinável e exceder o limite máximo da coima aplicável, este é elevado àquele valor, sem prejuízo do disposto na alínea a) do n.º 1 do artigo 96.º-R.

Artigo 96.ºI

Reincidência 1 - É punido como reincidente quem praticar contraordenação prevista no presente diploma depois de ter sido condenado por decisão definitiva ou transitada em julgado pela prática anterior de contraordenação nele igualmente prevista, desde que não se tenham completado cinco anos sobre essa sua prática.

2 - Em caso de reincidência, os limites mínimo e máximo da coima aplicável são elevados em um terço.

Artigo 96.ºJ

Cumprimento do dever omitido 1 - Sempre que a contraordenação resulte de omissão de um dever, a aplicação das sanções e o pagamento da coima não dispensam o infrator do seu cumprimento, se este ainda for possível.

2 - No caso previsto no número anterior, a ASF ou o tribunal podem ordenar ao infrator que cumpra o dever omitido, dentro do prazo que lhe for fixado.

3 - Se o infrator não adotar no prazo fixado as providências legalmente exigidas, incorre na sanção prevista para as contraordenações muito graves.

Artigo 96.ºK

Concurso de infrações 1 - Salvo o disposto no número seguinte, se o mesmo facto constituir simultaneamente crime e contraordenação, são os arguidos responsabilizados por ambas as infrações, instaurando-se, para o efeito, processos distintos, a decidir pelas respetivas autoridades competentes.

2 - Sem prejuízo da responsabilidade por ambas as infrações, há lugar apenas ao procedimento criminal, quando o crime e a contraordenação tenham sido praticados pelo mesmo arguido, através de um mesmo facto, violando interesses jurídicos idênticos, podendo o juiz penal aplicar as sanções, incluindo as acessórias, previstas para a contraordenação em causa.

3 - Nos casos previstos no número anterior deve a ASF ser notificada da decisão que ponha fim ao processo.

Artigo 96.ºL

Prescrição 1 - O procedimento pelas contraordenações previstas no presente diploma prescreve em cinco anos contados nos termos previstos no artigo 119.º do Código Penal.

2 - Porém, nos casos em que tenha havido ocultação dos factos que são objeto do processo de contraordenação, o prazo de prescrição só corre a partir do conhecimento, por parte da ASF, desses factos.

3 - Sem prejuízo de outras causas de suspensão ou de interrupção da prescrição, a prescrição do procedimento por contraordenação suspende-se a partir da notificação do despacho que procede ao exame preliminar do recurso da decisão que aplique sanção até à notificação da decisão final do recurso.

4 - Quando se trate de contraordenação simples, a suspensão prevista no número anterior não pode ultrapassar 30 meses.

5 - Quando se trate de contraordenações graves ou muito graves, a suspensão prevista no n.º 3 não pode ultrapassar os cinco anos.

6 - O prazo referido nos n.os 4 e 5 é elevado para o dobro se tiver havido recurso para o Tribunal Constitucional.

7 - O prazo de prescrição das coimas e sanções acessórias é de cinco anos a contar do dia em que a decisão administrativa se tornar definitiva ou do dia em que a decisão judicial transitar em julgado.

Artigo 96.ºM

Processo e impugnação judicial 1 - O processamento das contraordenações e a aplicação das coimas e sanções acessórias previstas no presente capítulo competem à ASF, sendo aplicável o regime processual especial constante do anexo II da Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro.

2 - À impugnação judicial das decisões da ASF relativamente às contraordenações previstas e puníveis nos termos deste capítulo é aplicável o regime processual especial constante do anexo II da Lei n.º 147/2015, de 9 de setembro.

Artigo 96.ºN

Contraordenações simples São puníveis com coima de (euro) 2 500 a (euro) 100 000 ou de (euro) 7 500 a (euro) 500 000, consoante seja aplicada a pessoa singular ou coletiva, as seguintes contraordenações:

a)O incumprimento do dever de requerimento à ASF do registo de acordos parassociais nos termos legais;
b)O uso ilegal de firma ou denominação por qualquer entidade não autorizada para a atividade de gestão de fundos de pensões ou o uso indevido de denominação de modo a induzir em erro quanto ao âmbito da atividade que pode exercer, nos termos legais;
c)A não submissão ou comunicação à ASF das alterações estatutárias nos termos previstos no presente diploma;
d)A violação do dever de conservação dos documentos pelos prazos legal ou regulamentarmente exigidos;
e)O incumprimento do dever de envio à ASF, nos termos e prazos fixados, da documentação determinada por lei ou por regulamentação, que não seja considerado contraordenação grave ou muito grave, bem como da solicitada genericamente pela ASF;
f)O incumprimento do dever de prestação à ASF, nos prazos fixados, da informação determinada por lei ou por regulamentação, bem como da solicitada genericamente pela ASF;
g)O incumprimento do dever de divulgação pública, nos prazos fixados, da informação determinada por lei ou por regulamentação;
h)A inobservância de regras contabilísticas aplicáveis, determinadas por lei ou por regulamentação;
i)O incumprimento ou o cumprimento deficiente de requisito ou de dever relativo às estruturas ou mecanismos de governação previstos no presente diploma e demais legislação aplicável ou respetiva regulamentação, que não seja considerado contraordenação grave ou muito grave;
j)O incumprimento ou o cumprimento deficiente de requisito ou dever fixado no âmbito da conduta de mercado pelo presente diploma e demais legislação aplicável ou respetiva regulamentação, que não seja considerado contraordenação grave ou muito grave;
k)A violação do dever da entidade gestora de fundos de pensões de distribuição proporcional dos custos face aos ativos adquiridos para cada fundo de pensões quando sejam emitidas ordens de compra de ativos conjuntas para vários fundos;
l)O incumprimento do dever legal de resolução unilateral dos contratos constitutivos ou de adesões coletivas pela entidade gestora de fundos de pensões;
m)A falta de comunicação à ASF, no prazo de 30 dias, pela entidade gestora de fundos de pensões, de factos que devam determinar a alteração dos contratos constitutivos, regulamentos de gestão ou adesões coletivas;
n)A falta de divulgação anual, pelo provedor dos participantes e beneficiários, das recomendações emitidas, bem como a falta de menção da adoção das suas recomendações pelos destinatários;
o)A violação dos demais preceitos imperativos deste diploma ou de regulamentação emitida em seu cumprimento e para sua execução, bem como de legislação da União Europeia emitida neste âmbito, que não seja considerada contraordenação grave ou muito grave.

Artigo 96.ºO

Contraordenações graves São puníveis com coima de (euro) 7 500 a (euro) 300 000 ou de (euro) 15 000 a (euro) 1 500 000, consoante seja aplicada a pessoa singular ou coletiva, as seguintes contraordenações:

a)A gestão de planos de pensões profissionais constituídos ao abrigo da legislação de outro Estado membro por entidades gestoras de fundos de pensões constituídas ao abrigo da legislação portuguesa, sem prévia autorização da ASF;
b)A falta de notificação à ASF da celebração de contratos constitutivos e de contratos de adesão coletiva, quando legalmente devida;
c)A falta de notificação à ASF de alteração aos contratos constitutivos, regulamentos de gestão e adesões coletivas quando legalmente devida;
d)A subcontratação pela entidade gestora de fundos de pensões de funções ou atividades em desrespeito das condições fixadas no presente diploma e respetiva regulamentação;
e)O incumprimento pela entidade gestora de fundos de pensões do regime de capitalização previsto no artigo 12.º;
f)O incumprimento do dever de registo inicial e das alterações subsequentes, dos membros dos órgãos de administração e de fiscalização, do revisor oficial de contas a quem compete emitir a certificação legal de contas, dos diretores de topo e das demais pessoas que dirijam efetivamente a entidade gestora ou sejam responsáveis por uma função-chave, nos termos da alínea b) do n.º 2 do artigo 38.º;
g)A omissão de comunicação à ASF de que uma pessoa registada deixou de preencher os requisitos legalmente previstos;
h)A inobservância de regras imperativas relativas à identificação, avaliação e gestão de riscos pelas entidades gestoras de fundos de pensões previstas no presente diploma e respetiva regulamentação;
i)A inobservância de regras imperativas relativas ao controlo interno das entidades gestoras de fundos de pensões previstas no presente diploma e respetiva regulamentação;
j)O incumprimento do dever de dispor de funções-chave conforme o disposto na regulamentação aplicável;
k)O incumprimento do dever de nomeação de um atuário responsável ou do dever de garantia das condições necessárias a que o mesmo exerça as suas funções, em conformidade com o exigido no presente diploma e respetiva regulamentação;
l)O incumprimento do dever de nomeação de auditor para cada fundo de pensões ou do dever de garantia das condições necessárias a que o mesmo exerça as suas funções, em conformidade com o exigido no presente diploma, respetiva regulamentação e demais legislação aplicável;
m)O não acatamento das determinações da ASF em matéria de publicidade;
n)O incumprimento do dever de constituição da comissão de acompanhamento do plano de pensões e de garantia das condições necessárias a que a mesmo exerça as suas funções em conformidade com o disposto no presente diploma e respetiva regulamentação;
o)O incumprimento do dever de designação do provedor dos participantes e beneficiários em conformidade com o disposto no presente diploma e respetiva regulamentação;
p)O incumprimento ou o cumprimento deficiente de dever de informação ou esclarecimento para com o público em geral ou para com os associados, participantes ou beneficiários;
q)A inobservância das disposições relativas à realização ou representação do capital social das sociedades gestoras de fundos de pensões;
r)A aquisição, direta ou indireta, ou aumento de participação qualificada em sociedade gestora de fundos de pensões sem comunicação prévia à ASF ou caso esta tenha deduzido oposição;
s)O desrespeito pela inibição do exercício de direitos de voto em sociedade gestora de fundos de pensões;
t)A omissão de submissão à ASF de um plano de financiamento, quando obrigatório nos termos do presente diploma;
u)O incumprimento das medidas de recuperação determinadas pela ASF nos termos do presente diploma;
v)A omissão de entrega da documentação requerida pela ASF para o caso individualmente considerado;
w)A falta ou deficiente prestação da informação requerida pela ASF para o caso individualmente considerado;
x)A inobservância de regras contabilísticas aplicáveis, determinadas por lei ou por regulamentação, quando dela resulte prejuízo grave para o conhecimento da situação patrimonial e financeira da entidade gestora de fundos de pensões em causa ou dos fundos de pensões por si geridos;
y)A violação pela entidade gestora de fundos de pensões da obrigação de constituição de contas individuais ou separação do património em quotas-partes;
z)A inobservância das normas legais e regulamentares relativas à remição da pensão em capital ou à sua transformação noutro tipo de renda nos termos dos planos de pensões;
aa)O incumprimento do dever de reembolso do montante determinado em função das contribuições efetuadas pelos participantes, nos casos previstos no n.º 4 do artigo 8.º;
bb)O incumprimento, pela entidade gestora de fundos de pensões, do dever de celebração de seguro em nome e por conta do beneficiário, para garantia das pensões resultantes de planos de pensões de contribuição definida;
cc)O incumprimento das normas legais e regulamentares relativas ao pagamento de pensões, resultantes de planos de pensões de contribuição definida, diretamente pelo fundo de pensões;
dd)O incumprimento, pela entidade gestora de fundos de pensões, das disposições legais e regulamentares referentes aos direitos adquiridos e à portabilidade dos benefícios;
ee)O incumprimento do dever, pela entidade gestora de fundos de pensões, de divulgação do valor das unidades de participação, da composição discriminada das aplicações do fundo ou do número de unidades de participação em circulação com a periodicidade legalmente prevista;
ff)O incumprimento dos deveres que à entidade gestora de fundos de pensões incumbem relativamente à extinção dos fundos por si geridos e à liquidação do respetivo património;
gg)O incumprimento ou o cumprimento deficiente, por entidade gestora de fundo de pensões, de requisito ou dever fixado no âmbito do regime prudencial dos fundos de pensões pelo presente diploma e demais legislação aplicável ou respetiva regulamentação, quando precedido de determinação concreta da ASF;
hh)O incumprimento ou o cumprimento deficiente, por sociedade gestora de fundo de pensões, de requisito ou dever fixado no âmbito das respetivas condições financeiras pelo presente diploma e demais legislação aplicável ou respetiva regulamentação, quando precedido de determinação concreta da ASF;
ii)A realização de operações com produtos derivados e de operações de empréstimo com entidades não autorizadas legalmente para o efeito, bem como a celebração de contratos de depósito com entidades que não estejam legalmente habilitadas a receber os títulos e demais documentos representativos dos valores mobiliários que integram o fundo de pensões;
jj)A violação, pela entidade gestora de fundos de pensões, dos pressupostos legais e regulamentares para o pagamento de novas pensões ou para a transferência de valores correspondentes a direitos adquiridos;
kk)O incumprimento pela entidade gestora de fundos de pensões do regime de liquidação previsto no artigo 31.º;
ll)O incumprimento da obrigação legal, por parte da entidade gestora de fundos de pensões, de extinção do fundo de pensões ou da adesão coletiva quando o associado não proceda ao pagamento das contribuições devidas para assegurar o cumprimento dos montantes mínimos de financiamento legalmente exigíveis;
mm)A violação da proibição de transferência, global ou parcial, de poderes da entidade gestora de fundos de pensões para terceiros;
nn)A violação pela entidade gestora de fundos de pensões do dever de atuação independente e no exclusivo interesse dos beneficiários, participantes e associados;
oo)A violação dos deveres de atuação com diligência e competência profissional pela entidade gestora de fundos de pensões;
pp)A prática de ato, por entidade gestora de fundos de pensões, depositário ou entidade subcontratada que consubstancie situação de conflito de interesses com o fundo de pensões, que não seja considerada contraordenação muito grave;
qq)O incumprimento do dever dos titulares dos órgãos de administração e trabalhadores da entidade gestora que exerçam funções de decisão e execução de investimentos não exercerem funções noutra entidade gestora de fundos de pensões;
rr)A utilização de interpostas pessoas com a finalidade de atingir um resultado cuja obtenção direta implicaria a prática de contraordenação simples ou grave.

Artigo 96.ºP

Contraordenações muito graves São puníveis com coima de (euro) 15 000 a (euro) 1 000 000 ou de (euro) 30 000 a (euro) 5 000 000, consoante seja aplicada a pessoa singular ou coletiva, as seguintes contraordenações:

a)O exercício, pelas entidades gestoras de fundos de pensões, de atividades que não integrem o seu objeto social;
b)A realização fraudulenta do capital social de sociedade gestora de fundo de pensões;
c)A ocultação de situação de insuficiência financeira da entidade gestora ou do fundo de pensões;
d)A falsificação da contabilidade do fundo de pensões ou da entidade gestora de fundos de pensões;
e)A recusa ou obstrução ao exercício da atividade de inspeção pela ASF;
f)O impedimento ou obstrução ao exercício de supervisão pela ASF, designadamente por incumprimento, nos prazos fixados, das instruções ditadas no caso individual considerado, para cumprimento da lei e respetiva regulamentação;
g)Os atos de gestão ruinosa, praticados pelos membros do órgão de administração, pelos diretores de topo e demais pessoas que dirigem efetivamente a entidade gestora, a fiscalizam ou são responsáveis por uma função-chave, com prejuízo para os associados, participantes e beneficiários;
h)A prática, pelos detentores de participações qualificadas, de atos que impeçam ou dificultem, de forma grave, a gestão sã e prudente da entidade gestora de fundos de pensões participada ou dos fundos de pensões por ela geridos;
i)A celebração de contratos constitutivos, a formalização de regulamentos de gestão e a celebração de contratos de adesão coletiva sem autorização prévia da ASF, quando legalmente devida;
j)A alteração aos contratos constitutivos, regulamentos de gestão e adesões coletivas sem autorização prévia da ASF, quando legalmente devida;
k)O incumprimento ou o cumprimento deficiente de dever de informação ou esclarecimento, para com o público em geral ou para com os associados, participantes e beneficiários, que induza em conclusões erradas acerca da situação da entidade gestora de fundos de pensões ou dos fundos de pensões por ela geridos;
l)A prestação à ASF de informações inexatas suscetíveis de induzir em conclusões erradas de efeito idêntico ou semelhante ao que teriam informações falsas sobre o mesmo objeto;
m)O exercício de cargos ou funções em entidade gestora de fundos de pensões, em violação de proibições legais ou à revelia de oposição expressa da ASF;
n)A prática de atos de gestão de fundos de pensões, com vista à obtenção de benefícios próprios ou para terceiros, em prejuízo dos interesses dos associados, participantes e beneficiários;
o)A violação pela entidade gestora do regime de autonomia patrimonial dos fundos de pensões previsto no artigo 11.º;
p)A violação do regime dos atos vedados ou condicionados previsto no artigo 36.º;
q)A violação por entidade gestora de fundos de pensões, entidade subcontratada, titulares dos respetivos órgãos sociais e empresas em relação de domínio ou de grupo, do dever de não comprar para si elementos do património dos fundos de pensões por si geridos, nem vender ativos próprios a esses fundos de pensões;
r)A violação por associado, titular dos seus órgãos sociais e empresas com as quais se encontre em relação de domínio ou de grupo, do dever de não comprar para si elementos do património do fundo de pensões por si financiado, nem vender ativos próprios a esse fundo, diretamente ou por interposta pessoa;
s)O incumprimento das disposições relativas a incompatibilidades dos titulares dos órgãos sociais, nos termos da alínea d) do n.º 2 do artigo 38.º;
t)A contração ou emissão de empréstimos em incumprimento dos limites e condições previstas no artigo 45.º;
u)A utilização de interpostas pessoas com a finalidade de atingir um resultado cuja obtenção direta implicaria a prática de contraordenação muito grave;
v)Os demais atos que prejudiquem gravemente a gestão sã e prudente da entidade.

Artigo 96.ºQ

Punibilidade da negligência e da tentativa 1 - A tentativa e a negligência são sempre puníveis.

2 - A tentativa é punível com a sanção aplicável ao ilícito consumado, especialmente atenuada.

3 - Em caso de negligência, os limites máximo e mínimo da coima são reduzidos a metade.

Artigo 96.ºR

Sanções acessórias 1 - Conjuntamente com as coimas previstas nos artigos 96.º-N a 96.º-P podem ser aplicadas as seguintes sanções acessórias:

a)Apreensão e perda, a favor do Estado, do objeto da infração e do benefício económico obtido pelo infrator através da sua prática, com observância, na parte aplicável, do disposto no regime geral das contraordenações;
b)Quando o agente seja pessoa singular, inibição do exercício de funções de administração, direção, chefia, titularidade de órgãos sociais, representação, mandato e fiscalização nas entidades sujeitas à supervisão da ASF e nas que com estas se encontrem em relação de domínio ou de grupo, por um período até três anos, nos casos previstos nos artigos 96.º-N e 96.º-O, ou de um a 10 anos, nos casos previstos no artigo 96.º-P;
c)Interdição total ou parcial, por um período até três anos, de celebração de contratos com novos associados, participantes, beneficiários ou aderentes do fundo de pensões a que a contraordenação respeita;
d)Interdição total ou parcial, por um período de um a 10 anos, da atividade de gestão e comercialização de novos fundos de pensões;
e)Suspensão, por um período de seis meses a três anos, do exercício do direito de voto atribuído aos acionistas das entidades sujeitas à supervisão da ASF;
f)Publicação da decisão definitiva ou transitada em julgado.

2 - A publicação a que se refere a alínea f) do número anterior é efetuada, na íntegra ou por extrato, a expensas do infrator, num local idóneo para o cumprimento das finalidades de proteção dos clientes e do sistema financeiro, designadamente, num jornal nacional, regional ou local, consoante o que, no caso, se afigure mais adequado.

Artigo 96.ºS

Direito subsidiário Às infrações previstas no presente capítulo é subsidiariamente aplicável, em tudo que não contrarie as disposições dele constantes, o regime geral do ilícito de mera ordenação social, constante do Decreto-Lei n.º 433/82, de 27 de outubro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 356/89, de 17 de outubro, 244/95, de 14 de setembro, e 323/2001, de 17 de dezembro, e pela Lei n.º 109/2001, de 24 de dezembro.»

Artigo 6.ºAlteração sistemática ao Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro

1 - É aditado ao Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 180/2007, de 9 de maio, 357-A/2007, de 31 de outubro, 18/2013, de 6 de fevereiro, e 124/2015, de 7 de julho, o título IX, com a epígrafe «Sanções», sendo o atual título IX renumerado, no qual se incluem os seguintes capítulos:

a)Capítulo I, com a epígrafe «Ilícito penal», que inclui os artigos 96.º-A a 96.º-C;
b)Capítulo II, com a epígrafe «Contraordenações», no qual se incluem as seguintes secções:
i)Secção I, com a epígrafe «Disposições gerais», que inclui os artigos 96.º-D a 96.º-M;
ii)Secção II, com a epígrafe «Ilícitos em especial», que inclui os artigos 96.º-N a 96.º-S.

2 - É aditada ao capítulo II do título III do Decreto-Lei n.º 12/2006, de 20 de janeiro, alterado pelos Decretos-Leis n.os 180/2007, de 9 de maio, 357-A/2007, de 31 de outubro, 18/2013, de 6 de fevereiro, e 124/2015, de 7 de julho, a secção IV, com a epígrafe «Transferências», sendo a atual secção IV renumerada, que inclui o artigo 29.º-A.

Artigo 7.ºAlteração ao regime jurídico do contrato de seguro

Os artigos 12.º, 15.º, 38.º, 158.º, 181.º, 185.º, 205.º e 208.º do regime jurídico do contrato de seguro, aprovado pelo Decreto-Lei n.º 72/2008, de 16 de abril , passam a ter a seguinte redação: «Artigo 12.º [...] 1 - São absolutamente imperativas, não admitindo convenção em sentido diverso, as disposições constantes da presente secção e dos artigos 16.º, 32.º, 34.º e 36.º, do n.º 1 do artigo 38.º, dos artigos 43.º e 44.º, do n.º 1 do artigo 54.º, dos artigos 59.º e 61.º, dos n.os 2 e 3 do artigo 80.º, do n.º 3 do artigo 117.º e do artigo 119.º 2 - ...

Artigo 15.º[...]

1 - ...

2 - ...

3 - ...

4 - Em caso de recusa de celebração de um contrato de seguro ou de agravamento do respetivo prémio em razão de deficiência ou de risco agravado de saúde, o segurador deve, com base nos dados obtidos nos termos do número anterior, prestar ao proponente, sem dependência de pedido nesse sentido, informação sobre o rácio entre os fatores de risco específicos e os fatores de risco de pessoa em situação comparável mas não afetada por aquela deficiência ou risco agravado de saúde, nos termos dos n.os 3 a 6 do artigo 178.º 5 - Em caso de incumprimento do dever de informação nos termos previstos no número anterior ou de discordância ou insatisfação em relação a decisão de recusa ou de agravamento, pode o proponente apresentar uma reclamação junto da ASF, que afere da observância do regime aplicável por parte do segurador.

6 - Quando comunica a decisão de recusa ou de agravamento e através do mesmo meio e suporte, deve o segurador informar o proponente da possibilidade de reclamar junto da ASF nos termos do número anterior.

7 - (Revogado.) 8 - (Revogado.) 9 - ...

Artigo 38.ºApólice nominativa ou à ordem

1 - A apólice de seguro só pode ser nominativa ou à ordem, sendo nominativa na falta de estipulação das partes quanto à respetiva modalidade.

2 - ...

3 - (Revogado.) 4 - ...

Artigo 158.º[...]

1 - (Anterior corpo do artigo.) 2 - Em derrogação do disposto no n.º 1 do artigo 38.º, a apólice pode ser ao portador transferindo nesse caso os direitos contratuais do portador que seja tomador do seguro ou segurado, salvo convenção em contrário.

Artigo 181.º[...]

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Explicação por IA a partir do texto oficial da lei. Orientativa, não substitui aconselhamento jurídico.