Lei n.º 83/2017, de 18 de Agosto
Índice (191)
- Artigo 1.º Objeto
- Artigo 2.º Definições
- Artigo 3.º Entidades financeiras
- Artigo 4.º Entidades não financeiras
- Artigo 5.º Entidades equiparadas a entidades obrigadas
- Artigo 6.º
- Artigo 7.º Conservadores e oficiais dos registos
- Artigo 8.º Avaliação nacional de risco
- Artigo 9.º Garantias em matéria de dados pessoais
- Artigo 10.º Limites
- Artigo 11.º Deveres preventivos
- Artigo 12.º Sistema de controlo interno
- Artigo 13.º Responsabilidade do órgão de administração
- Artigo 14.º Gestão de risco
- Artigo 15.º
- Artigo 16.º Responsável pelo cumprimento normativo
- Artigo 17.º Avaliação da eficácia
- Artigo 18.º Procedimentos e sistemas de informação em geral
- Artigo 19.º Procedimentos e sistemas de informação específicos
- Artigo 20.º Comunicação de irregularidades
- Artigo 21.º Medidas restritivas
- Artigo 22.º Relações de grupo e estabelecimentos no estrangeiro
- Artigo 23.º Dever de identificação e diligência
- Artigo 24.º Elementos identificativos
- Artigo 25.º Meios comprovativos dos elementos identificativos
- Artigo 26.º Momento da verificação da identidade
- Artigo 27.º Procedimentos complementares de diligência
- Artigo 28.º Adequação ao grau de risco
- Artigo 29.º Conhecimento dos beneficiários efectivos
- Artigo 30.º Critérios
- Artigo 31.º Aferição da qualidade de beneficiário efetivo e compreensão da estrutu
- Artigo 32.º Identificação dos beneficiários efectivos
- Artigo 33.º Prestação de informação sobre beneficiários efetivos às entidades obri
- Artigo 34.º Consulta ao registo central do beneficiário efectivo
- Artigo 35.º Medidas simplificadas
- Artigo 36.º Medidas reforçadas
- Artigo 37.º Países terceiros de risco elevado
- Artigo 38.º Contratação à distância
- Artigo 39.º Pessoas politicamente expostas e titulares de outros cargos políticos
- Artigo 40.º Procedimentos de actualização
- Artigo 41.º Execução do dever de identificação e diligência por entidades terceira
- Artigo 42.º Relações de grupo
- Artigo 43.º Comunicação de operações suspeitas
- Artigo 44.º Termos da comunicação
- Artigo 45.º Comunicação sistemática de operações
- Artigo 46.º Comunicação de atividades imobiliárias
- Artigo 47.º Dever de abstenção
- Artigo 48.º Suspensão temporária
- Artigo 49.º Confirmação da suspensão
- Artigo 50.º Dever de recusa
- Artigo 51.º Dever de conservação
- Artigo 52.º Dever de exame
- Artigo 53.º Dever de colaboração
- Artigo 54.º Dever de não divulgação
- Artigo 55.º Dever de formação
- Artigo 56.º Derrogação do dever de segredo e proteção na prestação de informações
- Artigo 57.º Objeto e finalidade
- Artigo 58.º Categorias de dados pessoais
- Artigo 59.º Responsáveis pelo tratamento
- Artigo 60.º Direito de acesso e rectificação
- Artigo 61.º Comunicação, transmissão e interconexão de dados
- Artigo 62.º Deveres das entidades financeiras
- Artigo 63.º Operações próprias
- Artigo 64.º Proibição do anonimato
- Artigo 65.º Momento de verificação da identidade
- Artigo 66.º Bancos de fachada
- Artigo 67.º Cumprimento dos deveres preventivos
- Artigo 68.º Medidas normais de natureza complementar
- Artigo 69.º Medidas reforçadas
- Artigo 70.º Medidas reforçadas a cargo do correspondente
- Artigo 71.º Medidas reforçadas a cargo do respondente
- Artigo 72.º Agentes e distribuidores de instituições de pagamento e instituições d
- Artigo 73.º Livre prestação de serviços
- Artigo 74.º Deveres das entidades não financeiras
- Artigo 75.º Dever específico de formação
- Artigo 76.º Casinos e salas de jogo do bingo
- Artigo 77.º Jogos e apostas previstos no Regime Jurídico do Jogo Online
- Artigo 78.º Apostas e lotarias
- Artigo 79.º Informações relativas a operações suspeitas
- Artigo 80.º Dissuasão da prática de atividade ilegal
- Artigo 81.º Autoridades judiciárias e policiais
- Artigo 82.º Competências
- Artigo 83.º Independência e autonomia operacionais
- Artigo 84.º Autoridades de supervisão
- Artigo 85.º Competências exclusivas da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundo
- Artigo 86.º Competências exclusivas do Banco de Portugal
- Artigo 87.º Competências exclusivas da CMVM
- Artigo 88.º Competências partilhadas entre o Banco de Portugal e a CMVM
- Artigo 89.º Entidades competentes
- Artigo 90.º Ordens profissionais
- Artigo 91.º
- Artigo 92.º Autoridades competentes
- Artigo 93.º Disposição geral
- Artigo 94.º Poderes de regulamentação
- Artigo 95.º Poderes de verificação do cumprimento
- Artigo 96.º Medidas de verificação do cumprimento de natureza inspectiva
- Artigo 97.º Medidas correctivas
- Artigo 98.º Recomendações
- Artigo 99.º Contramedidas
- Artigo 100.º Entidades equiparadas a entidades obrigadas
- Artigo 101.º Disposição geral
- Artigo 102.º Supervisão ou fiscalização baseada no risco
- Artigo 103.º Recursos das autoridades sectoriais
- Artigo 104.º Deveres de comunicação
- Artigo 105.º Dever de segredo
- Artigo 106.º Proteção e tratamento de dados pessoais pelas autoridades competentes
- Artigo 107.º
- Artigo 108.º Denúncia de irregularidades
- Artigo 109.º Competências em matéria de autorização
- Artigo 110.º Revogação de autorização
- Artigo 111.º Avaliação de competência e idoneidade
- Artigo 112.º Registo de prestadores de serviços a sociedades, a outras pessoas
- Artigo 113.º Acesso à informação
- Artigo 114.º Retorno da informação
- Artigo 115.º Proteção da informação
- Artigo 116.º Dados estatísticos e outra informação relevante
- Artigo 117.º Unidade de Informação Financeira
- Artigo 118.º Autoridades judiciárias e policiais
- Artigo 119.º Autoridades sectoriais
- Artigo 120.º Difusão de informação e de dados estatísticos
- Artigo 121.º Portal na Internet
- Artigo 122.º Comissão de Coordenação
- Artigo 123.º Políticas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao fin
- Artigo 124.º Atividades de prevenção e de combate ao branqueamento de capitais e ao
- Artigo 125.º Cooperação com a Unidade de Informação Financeira
- Artigo 126.º
- Artigo 127.º Cooperação em matéria de registos e bases de dados
- Artigo 128.º Objeto, âmbito e princípio da reciprocidade
- Artigo 129.º Dever geral de cooperação
- Artigo 130.º Deveres especiais de cooperação
- Artigo 131.º Instrumentos de cooperação
- Artigo 132.º Cooperação entre autoridades não congéneres
- Artigo 133.º Proibição de colocação de condições excessivamente restritivas
- Artigo 134.º Salvaguardas
- Artigo 135.º Dever de cooperação entre autoridades de supervisão do setor financeir
- Artigo 136.º Princípios gerais
- Artigo 137.º Dever de cooperação entre Unidades de Informação Financeira
- Artigo 138.º Cooperação no âmbito da comunicação e suspensão da execução de operaçõ
- Artigo 139.º Dever específico de cooperação entre Unidades de Informação Financeira
- Artigo 140.º Recusa e restrições na prestação de informação
- Artigo 141.º
- Artigo 142.º Cooperação com o Banco Central Europeu
- Artigo 143.º
- Artigo 144.º Deveres especiais
- Artigo 145.º Avaliação de risco
- Artigo 146.º Deveres das organizações sem fins lucrativos
- Artigo 147.º Verificação da exatidão das informações que acompanham as transferênci
- Artigo 148.º Procedimentos baseados no risco
- Artigo 149.º Comunicações sobre omissão de informação e adoção de medidas
- Artigo 150.º Operações suspeitas
- Artigo 151.º Prestação de informações
- Artigo 152.º Proteção de dados
- Artigo 153.º Conservação da informação
- Artigo 154.º Autoridade setorial competente
- Artigo 155.º Cooperação
- Artigo 156.º Comunicação de irregularidades
- Artigo 157.º Divulgação ilegítima de informação
- Artigo 158.º Revelação e favorecimento da descoberta de identidade
- Artigo 159.º Desobediência
- Artigo 160.º Aplicação no espaço
- Artigo 161.º Responsabilidade
- Artigo 162.º Responsabilidade das pessoas coletivas e das entidades equiparadas
- Artigo 163.º Responsabilidade das pessoas singulares
- Artigo 164.º Tentativa e negligência
- Artigo 165.º Concurso de infracções
- Artigo 166.º Prescrição
- Artigo 167.º Graduação da sanção
- Artigo 168.º Injunções e cumprimento do dever violado
- Artigo 169.º Contraordenações
- Artigo 170.º Coimas
- Artigo 171.º Agravamento dos limites das coimas
- Artigo 172.º Sanções acessórias
- Artigo 173.º Competência
- Artigo 174.º Medidas cautelares
- Artigo 175.º Suspensão da execução da sanção
- Artigo 176.º Destino das coimas e do benefício económico
- Artigo 177.º Responsabilidade pelo pagamento
- Artigo 178.º Divulgação da decisão
- Artigo 179.º Tribunal competente
- Artigo 180.º Reformatio in pejus
- Artigo 181.º Comunicação de sanções
- Artigo 182.º Direito subsidiário
- Artigo 183.º Responsabilidade disciplinar
- Artigo 184.º Sanções
- Artigo 185.º Comunicação de irregularidades e divulgação das decisões condenatórias
- Artigo 186.º Alteração ao Código Penal
- Artigo 187.º Alteração ao Código da Propriedade Industrial
- Artigo 188.º Disposições transitórias
- Artigo 189.º Remissões
- Artigo 190.º Norma revogatória
- Artigo 191.º Entrada em vigor
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Artigo 1.ºObjeto
Artigo 2.ºDefinições
Artigo 3.ºEntidades financeiras
Artigo 4.ºEntidades não financeiras
Artigo 5.ºEntidades equiparadas a entidades obrigadas
Artigo 6.º
Prestadores de serviços de pagamento e prestadores de serviços de criptoativos sujeitos ao Regulamento (UE) 2023/1113
Artigo 7.ºConservadores e oficiais dos registos
Artigo 8.ºAvaliação nacional de risco
Artigo 9.ºGarantias em matéria de dados pessoais
Artigo 10.ºLimites
Artigo 11.ºDeveres preventivos
Artigo 12.ºSistema de controlo interno
Artigo 13.ºResponsabilidade do órgão de administração
Artigo 14.ºGestão de risco
Artigo 15.º
Gestão de risco na utilização de novas tecnologias e de produtos suscetíveis de favorecer o anonimato
Artigo 16.ºResponsável pelo cumprimento normativo
Artigo 17.ºAvaliação da eficácia
Artigo 18.ºProcedimentos e sistemas de informação em geral
Artigo 19.ºProcedimentos e sistemas de informação específicos
Artigo 20.ºComunicação de irregularidades
Artigo 21.ºMedidas restritivas
Artigo 22.ºRelações de grupo e estabelecimentos no estrangeiro
Artigo 23.ºDever de identificação e diligência
Artigo 24.ºElementos identificativos
Artigo 25.ºMeios comprovativos dos elementos identificativos
Artigo 26.ºMomento da verificação da identidade
Artigo 27.ºProcedimentos complementares de diligência
Artigo 28.ºAdequação ao grau de risco
Artigo 29.ºConhecimento dos beneficiários efectivos
Artigo 30.ºCritérios
Artigo 31.ºAferição da qualidade de beneficiário efetivo e compreensão da estrutura de propriedade e controlo
Artigo 32.ºIdentificação dos beneficiários efectivos
Artigo 33.ºPrestação de informação sobre beneficiários efetivos às entidades obrigadas
Artigo 34.ºConsulta ao registo central do beneficiário efectivo
Artigo 35.ºMedidas simplificadas
Artigo 36.ºMedidas reforçadas
Artigo 37.ºPaíses terceiros de risco elevado
Artigo 38.ºContratação à distância
Artigo 39.ºPessoas politicamente expostas e titulares de outros cargos políticos ou públicos
Artigo 40.ºProcedimentos de actualização
Artigo 41.ºExecução do dever de identificação e diligência por entidades terceiras
Artigo 42.ºRelações de grupo
Artigo 43.ºComunicação de operações suspeitas
Artigo 44.ºTermos da comunicação
Artigo 45.ºComunicação sistemática de operações
Artigo 46.ºComunicação de atividades imobiliárias
Artigo 47.ºDever de abstenção
Artigo 48.ºSuspensão temporária
Artigo 49.ºConfirmação da suspensão
Artigo 50.ºDever de recusa
Artigo 51.ºDever de conservação
Artigo 52.ºDever de exame
Artigo 53.ºDever de colaboração
Artigo 54.ºDever de não divulgação
Artigo 55.ºDever de formação
Artigo 56.ºDerrogação do dever de segredo e proteção na prestação de informações
Artigo 57.ºObjeto e finalidade
Artigo 58.ºCategorias de dados pessoais
Artigo 59.ºResponsáveis pelo tratamento
Artigo 60.ºDireito de acesso e rectificação
Artigo 61.ºComunicação, transmissão e interconexão de dados
Artigo 62.ºDeveres das entidades financeiras
Artigo 62.ºA
Sucursais e filiais em países terceiros
Artigo 63.ºOperações próprias
Artigo 64.ºProibição do anonimato
Artigo 65.ºMomento de verificação da identidade
Artigo 66.ºBancos de fachada
Artigo 67.ºCumprimento dos deveres preventivos
Artigo 68.ºMedidas normais de natureza complementar
Artigo 69.ºMedidas reforçadas
Artigo 70.ºMedidas reforçadas a cargo do correspondente
Artigo 71.ºMedidas reforçadas a cargo do respondente
Artigo 71.ºA
Transferências de criptoativos cujo destino ou origem seja um endereço autoalojado
Artigo 72.ºAgentes e distribuidores de instituições de pagamento e instituições de moeda electrónica
Artigo 73.ºLivre prestação de serviços
Artigo 74.ºDeveres das entidades não financeiras
Artigo 75.ºDever específico de formação
Artigo 76.ºCasinos e salas de jogo do bingo
Artigo 77.ºJogos e apostas previstos no Regime Jurídico do Jogo Online
Artigo 78.ºApostas e lotarias
Artigo 79.ºInformações relativas a operações suspeitas
Artigo 80.ºDissuasão da prática de atividade ilegal
Artigo 81.ºAutoridades judiciárias e policiais
Artigo 82.ºCompetências
Artigo 83.ºIndependência e autonomia operacionais
Artigo 84.ºAutoridades de supervisão
Artigo 85.ºCompetências exclusivas da Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões
Artigo 86.ºCompetências exclusivas do Banco de Portugal
Artigo 87.ºCompetências exclusivas da CMVM
Artigo 88.ºCompetências partilhadas entre o Banco de Portugal e a CMVM
Artigo 89.ºEntidades competentes
Artigo 90.ºOrdens profissionais
Artigo 91.º
Competência do IMPIC, I. P.
Artigo 92.ºAutoridades competentes
Artigo 93.ºDisposição geral
Artigo 94.ºPoderes de regulamentação
Artigo 95.ºPoderes de verificação do cumprimento
Artigo 96.ºMedidas de verificação do cumprimento de natureza inspectiva
Artigo 97.ºMedidas correctivas
Artigo 98.ºRecomendações
Artigo 99.ºContramedidas
Artigo 100.ºEntidades equiparadas a entidades obrigadas
Artigo 101.ºDisposição geral
Artigo 102.ºSupervisão ou fiscalização baseada no risco
Artigo 103.ºRecursos das autoridades sectoriais
Artigo 104.ºDeveres de comunicação
Artigo 105.ºDever de segredo
Artigo 106.ºProteção e tratamento de dados pessoais pelas autoridades competentes
Artigo 107.º
Instituições de pagamento e instituições de moeda eletrónica com sede noutro Estado-Membro da União Europeia
Artigo 108.ºDenúncia de irregularidades
Artigo 109.ºCompetências em matéria de autorização
Artigo 110.ºRevogação de autorização
Artigo 111.ºAvaliação de competência e idoneidade
Artigo 112.ºRegisto de prestadores de serviços a sociedades, a outras pessoas
Artigo 112.ºA
Registo de entidades que exerçam atividades com ativos virtuais
Artigo 112.ºB
Causas de recusa, caducidade ou cancelamento do registo de entidades que exerçam atividades com ativos virtuais
Artigo 113.ºAcesso à informação
Artigo 114.ºRetorno da informação
Artigo 115.ºProteção da informação
Artigo 116.ºDados estatísticos e outra informação relevante
Artigo 117.ºUnidade de Informação Financeira
Artigo 118.ºAutoridades judiciárias e policiais
Artigo 119.ºAutoridades sectoriais
Artigo 120.ºDifusão de informação e de dados estatísticos
Artigo 121.ºPortal na Internet
Artigo 122.ºComissão de Coordenação
Artigo 123.ºPolíticas de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo
Artigo 124.ºAtividades de prevenção e de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo
Artigo 125.ºCooperação com a Unidade de Informação Financeira
Artigo 126.º
Cooperação entre o Departamento Central de Investigação e Ação Penal e a Unidade de Informação Financeira
Artigo 127.ºCooperação em matéria de registos e bases de dados
Artigo 128.ºObjeto, âmbito e princípio da reciprocidade
Artigo 129.ºDever geral de cooperação
Artigo 130.ºDeveres especiais de cooperação
Artigo 131.ºInstrumentos de cooperação
Artigo 132.ºCooperação entre autoridades não congéneres
Artigo 133.ºProibição de colocação de condições excessivamente restritivas
Artigo 134.ºSalvaguardas
Artigo 135.ºDever de cooperação entre autoridades de supervisão do setor financeiro
Artigo 136.ºPrincípios gerais
Artigo 137.ºDever de cooperação entre Unidades de Informação Financeira
Artigo 138.ºCooperação no âmbito da comunicação e suspensão da execução de operações suspeitas
Artigo 139.ºDever específico de cooperação entre Unidades de Informação Financeira da União Europeia
Artigo 140.ºRecusa e restrições na prestação de informação
Artigo 141.º
Cooperação com a Autoridade para o Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo e com a Autoridade Bancária Europeia
Artigo 142.ºCooperação com o Banco Central Europeu
Artigo 143.º
Cooperação da Unidade de Informação Financeira com a Autoridade para o Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo e com a Comissão Europeia
Artigo 144.ºDeveres especiais
Artigo 145.ºAvaliação de risco
Artigo 146.ºDeveres das organizações sem fins lucrativos
Artigo 147.ºVerificação da exatidão das informações que acompanham as transferências de fundos e de criptoativos
Artigo 148.ºProcedimentos baseados no risco
Artigo 148.ºA
Medidas específicas de mitigação dos riscos associados às transferências de criptoativos com endereços autoalojados
Artigo 149.ºComunicações sobre omissão de informação e adoção de medidas
Artigo 150.ºOperações suspeitas
Artigo 150.ºA
Medidas restritivas
Artigo 151.ºPrestação de informações
Artigo 152.ºProteção de dados
Artigo 153.ºConservação da informação
Artigo 154.ºAutoridade setorial competente
Artigo 155.ºCooperação
Artigo 156.ºComunicação de irregularidades
Artigo 157.ºDivulgação ilegítima de informação
Artigo 158.ºRevelação e favorecimento da descoberta de identidade
Artigo 159.ºDesobediência
Artigo 159.ºA
Responsabilidade e punição das pessoas coletivas e entidades equiparadas
Artigo 160.ºAplicação no espaço
Artigo 161.ºResponsabilidade
Artigo 162.ºResponsabilidade das pessoas coletivas e das entidades equiparadas
Artigo 163.ºResponsabilidade das pessoas singulares
Artigo 164.ºTentativa e negligência
Artigo 165.ºConcurso de infracções
Artigo 166.ºPrescrição
Artigo 167.ºGraduação da sanção
Artigo 168.ºInjunções e cumprimento do dever violado
Artigo 169.ºContraordenações
Artigo 169.ºA
Contraordenações especialmente graves
Artigo 170.ºCoimas
Artigo 171.ºAgravamento dos limites das coimas
Artigo 172.ºSanções acessórias
Artigo 173.ºCompetência
Artigo 174.ºMedidas cautelares
Artigo 175.ºSuspensão da execução da sanção
Artigo 176.ºDestino das coimas e do benefício económico
Artigo 177.ºResponsabilidade pelo pagamento
Artigo 178.ºDivulgação da decisão
Artigo 179.ºTribunal competente
Artigo 180.ºReformatio in pejus
Artigo 181.ºComunicação de sanções
Artigo 182.ºDireito subsidiário
Artigo 183.ºResponsabilidade disciplinar
Artigo 184.ºSanções
Artigo 185.ºComunicação de irregularidades e divulgação das decisões condenatórias
Artigo 186.ºAlteração ao Código Penal
Artigo 187.ºAlteração ao Código da Propriedade Industrial
Artigo 188.ºDisposições transitórias
Artigo 189.ºRemissões
Artigo 190.ºNorma revogatória
Artigo 191.ºEntrada em vigor
ANEXO I Lista de operações ANEXO II ANEXO III Nº de artigos : 202 Páginas:
1 2 3 Seguinte > Ver índice sistemático do diploma Imprimir todo o diploma SUMÁRIO Estabelece medidas de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, transpõe parcialmente as Diretivas 2015/849/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de maio de 2015, e 2016/2258/UE, do Conselho, de 6 de dezembro de 2016, altera o Código Penal e o Código da Propriedade Industrial e revoga a Lei n.º 25/2008, de 5 de junho, e o Decreto-Lei n.º 125/2008, de 21 de julho _____________________ Lei n.º 83/2017, de 18 de agosto Estabelece medidas de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, transpõe parcialmente as Diretivas 2015/849/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de maio de 2015, e 2016/2258/UE, do Conselho, de 6 de dezembro de 2016, altera o Código Penal e o Código da Propriedade Industrial e revoga a Lei n.º 25/2008, de 5 de junho, e o Decreto-Lei n.º 125/2008, de 21 de julho.
A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
CAPÍTULO I
Disposições gerais SECÇÃO I Objeto e definições
Artigo 1.ºObjeto
1 - A presente lei estabelece medidas de natureza preventiva e repressiva de combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo e transpõe parcialmente para a ordem jurídica interna a Diretiva 2015/849/UE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 20 de maio de 2015, relativa à prevenção da utilização do sistema financeiro e das atividades e profissões especialmente designadas para efeitos de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo, bem como, a Diretiva 2016/2258/UE, do Conselho, de 6 de dezembro de 2016, que altera a Diretiva 2011/16/UE, no que respeita ao acesso às informações antibranqueamento de capitais por parte das autoridades fiscais.
2 - A presente lei estabelece, também, as medidas nacionais necessárias à execução do Regulamento (UE) 2023/1113, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 31 de maio de 2023, relativo às informações que acompanham as transferências de fundos e de determinados criptoativos e que altera a Diretiva (UE) 2015/849 [Regulamento (UE) 2023/1113], bem como às adaptações legislativas necessárias decorrentes do Regulamento (UE) 2024/1620, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 31 de maio de 2024, que cria a Autoridade para o Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo e altera os Regulamentos (UE) n.º 1093/2010, (UE) n.º 1094/2010 e (UE) n.º 1095/2010.
3 - A presente lei procede, ainda, à alteração do:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 2.ºDefinições
1 - Para os efeitos da presente lei, entende-se por:
2 - O conhecimento, a intenção ou o motivo exigidos como elemento das condutas descritas nas alíneas j) e s) do número anterior podem ser deduzidos a partir de circunstâncias factuais objetivas.
3 - Para os efeitos do disposto na subalínea i) da alínea u) do n.º 1, considera-se que uma empresa-mãe controla de modo exclusivo outra entidade quando:
4 - Para os efeitos da aplicação das alíneas a), b), d) e e) do número anterior, são:
5 - Consideram-se também como referentes a criptoativos, na aceção da alínea ll) do n.º 1, as referências a fundos constantes da alínea z) do n.º 1 do presente artigo, do artigo 27.º, do artigo 28.º, da alínea c) do n.º 2 do artigo 52.º, do artigo 144.º e do artigo 146.º da presente lei.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 3.ºEntidades financeiras
1 - Estão sujeitas às disposições da presente lei, com exceção do disposto no capítulo XI, as seguintes entidades com sede em território nacional:
2 - Estão igualmente sujeitas às disposições da presente lei, com exceção do disposto no capítulo XI:
4 - Para efeitos de aplicabilidade das disposições constantes da presente lei, consideram-se incluídas nas instituições de pagamento as entidades a estas equiparadas nos termos do Regime Jurídico dos Serviços de Pagamento e da Moeda Eletrónica, aprovado em anexo ao Decreto-Lei n.º 91/2018, de 12 de novembro.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 4.ºEntidades não financeiras
1 - Estão sujeitas às disposições da presente lei, nos termos constantes do presente artigo, com exceção do disposto no capítulo XI, as seguintes entidades que exerçam atividade em território nacional:
3 - Os profissionais a que se refere a alínea g) do n.º 1 estão sujeitos às disposições da presente lei quando não se enquadrem nas categorias profissionais previstas nas alíneas e) e f) do mesmo número e prestem a terceiros os seguintes serviços, no exercício da sua atividade profissional:
4 - Excetuando os concessionários de exploração de jogo em casinos, o Governo, através de portaria dos membros do Governo responsáveis pelas áreas das finanças e dos jogos, pode isentar, total ou parcialmente, da aplicação da presente lei, os serviços de jogo previstos na parte final da alínea a) e nas alíneas b) e c) do n.º 1, com base numa avaliação demonstrativa da existência de um risco de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo comprovadamente baixo e que assente, pelo menos, na ponderação dos seguintes aspetos específicos:
5 - As isenções concedidas ao abrigo do número anterior:
6 - (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 5.ºEntidades equiparadas a entidades obrigadas
A presente lei é ainda aplicável:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 6.º
Prestadores de serviços de pagamento e prestadores de serviços de criptoativos sujeitos ao Regulamento (UE) 2023/1113 1 - Independentemente de se encontrarem ou não sujeitos às demais disposições da presente lei, os capítulos xi e xii são aplicáveis aos prestadores de serviços de pagamento e aos prestadores de serviços de criptoativos estabelecidos em Portugal que se encontrem abrangidos pelo n.º 1 do artigo 2.º do Regulamento (UE) 2023/1113, sem prejuízo do disposto no número seguinte.
2 - Para além das situações previstas nos n.os 2 a 4 do respetivo artigo 2.º, o Regulamento (UE) 2023/1113 também não é aplicável aos prestadores de serviços de pagamento estabelecidos em Portugal, quando estejam em causa transferências de fundos integralmente efetuadas no território nacional para a conta de pagamento de um beneficiário para efeitos de pagamento exclusivo da prestação de bens ou serviços, se estiverem preenchidas, cumulativamente, as seguintes condições:
3 - O disposto no Regulamento (UE) 2023/1113 não prejudica a aplicação das demais disposições constantes da presente lei e da regulamentação que a concretiza.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 7.ºConservadores e oficiais dos registos
1 - São entidades auxiliares na prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo os conservadores e os oficiais dos registos.
2 - Os conservadores e os oficiais dos registos estão sujeitos, no exercício das respetivas funções:
3 - Sempre que estejam em causa atos de titulação, os conservadores e os oficiais dos registos estão ainda sujeitos aos deveres de exame e de abstenção previstos na presente lei.
4 - Para os efeitos do número anterior, são atos de titulação aqueles em que se confira forma legal a um determinado ato ou negócio jurídico, designadamente, através da elaboração de títulos nos termos de lei especial, da autenticação de documentos particulares ou do reconhecimento de assinaturas.
5 - As obrigações que emergem do disposto na presente lei e na regulamentação que as concretiza integram o vínculo de trabalho em funções públicas dos conservadores e dos oficiais dos registos aplicando-se o regime previsto para o respetivo incumprimento.
6 - O Instituto dos Registos e do Notariado, I. P., constitui entidade equiparada a autoridade setorial, aplicando-se-lhe, com as necessárias adaptações, o respetivo regime.
7 - (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
CAPÍTULO II
Avaliação nacional de risco
Artigo 8.ºAvaliação nacional de risco
1 - A condução das avaliações nacionais dos riscos de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo cabe, sem prejuízo das competências e da autonomia das diferentes autoridades que a integram, à Comissão de Coordenação, à qual incumbe:
2 - A Comissão de Coordenação promove, com uma periodicidade adequada aos riscos concretos identificados, os exercícios de avaliação e atualização que se mostrem necessários ao cumprimento do disposto no número anterior, desenvolvendo os instrumentos, procedimentos e mecanismos para o efeito necessários.
3 - Os exercícios de avaliação e atualização a que se refere o número anterior visam:
4 - Os exercícios de avaliação e atualização a que se refere o n.º 2 fazem uso, em qualquer caso:
5 - As autoridades setoriais, na medida do legalmente admissível:
6 - As entidades competentes disponibilizam à Comissão Europeia, à Autoridade para o Combate ao Branqueamento de Capitais e ao Financiamento do Terrorismo, à Autoridade Bancária Europeia e aos demais Estados-Membros:
7 - As informações e os resultados a disponibilizar ao abrigo da alínea d) do n.º 5 e do n.º 6 não podem conter informações suscetíveis de comprometer a prevenção, deteção e investigação do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, nem constituir entrave a inquéritos ou procedimentos pendentes, sejam de natureza criminal ou outra.
8 - A Comissão de Coordenação, após o termo de cada exercício de avaliação e atualização a que se refere o n.º 2, faz publicar, através do portal previsto no artigo 121.º ou de outra fonte acessível ao público em geral, um relatório sumário do respetivo exercício, contendo informação de interesse geral.
9 - Na determinação das medidas de resposta aos riscos, a que se refere a alínea c) do n.º 3, a Comissão de Coordenação atende às recomendações que venham eventualmente a ser dirigidas ao Estado Português pela Comissão Europeia, na sequência da avaliação supranacional dos riscos, e das respetivas atualizações, referida na alínea a) do n.º 4.
10 - Sempre que a Comissão de Coordenação considere não poderem ser adotadas as recomendações a que se refere o número anterior, dá nota do facto e da respetiva justificação ao órgão governamental competente, o qual, por sua vez, transmite a informação à Comissão Europeia.
11 - O disposto no presente artigo não prejudica a realização de avaliações de risco, setoriais ou de outra natureza, pelas autoridades setoriais previstas na presente lei ou por outras entidades com responsabilidades no domínio da prevenção e repressão do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 9.ºGarantias em matéria de dados pessoais
1 - Sempre que, no decurso das avaliações nacionais de risco e suas posteriores atualizações, se suscitem preocupações em matéria de proteção de dados pessoais, a Comissão de Coordenação dá conhecimento das mesmas à Comissão Nacional de Proteção de Dados, a qual se pronuncia sobre elas no prazo de 30 dias a contar da comunicação.
2 - A Comissão de Coordenação, decorrido o prazo previsto no número anterior, propõe as medidas necessárias à salvaguarda da eficácia do sistema nacional de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.
CAPÍTULO III
Limites à utilização de numerário
Artigo 10.ºLimites
As entidades obrigadas abstêm-se de celebrar ou de algum modo participar em quaisquer negócios de que, no âmbito da sua atividade profissional, resulte a violação dos limites à utilização de numerário previstos em legislação específica.
CAPÍTULO IV
Deveres gerais SECÇÃO I Disposição geral
Artigo 11.ºDeveres preventivos
1 - As entidades obrigadas estão sujeitas, na sua atuação, ao cumprimento dos seguintes deveres preventivos:
2 - A extensão dos deveres de controlo, de identificação e diligência e de formação deve ser proporcional à natureza, dimensão e complexidade das entidades obrigadas e das atividades por estas prosseguidas, tendo em conta as características e as necessidades específicas das entidades obrigadas de menor dimensão.
3 - As entidades obrigadas estão proibidas de praticar atos de que possa resultar o seu envolvimento em qualquer operação de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo e devem adotar todas as medidas adequadas para prevenir tal envolvimento.
SECÇÃO II Dever de controlo SUBSECÇÃO I Disposições gerais
Artigo 12.ºSistema de controlo interno
1 - As entidades obrigadas definem e asseguram a aplicação efetiva das políticas e os procedimentos e controlos que se mostrem adequados:
2 - As políticas e os procedimentos e controlos a que se refere o número anterior devem ser proporcionais à natureza, dimensão e complexidade da entidade obrigada e da atividade por esta prosseguida, compreendendo, pelo menos:
3 - As entidades obrigadas reveem, com periodicidade adequada aos riscos existentes ou outra definida por regulamentação, a atualidade das políticas e dos procedimentos e controlos a que se referem os números anteriores.
4 - As políticas e os procedimentos e controlos a que se referem os n.os 1 e 2, bem como as respetivas atualizações, são reduzidos a escrito, e devem ser conservados nos termos previstos no artigo 51.º e colocados, em permanência, à disposição das autoridades setoriais.
Artigo 13.ºResponsabilidade do órgão de administração
1 - O órgão de administração das entidades obrigadas é responsável pela aplicação das políticas e dos procedimentos e controlos em matéria de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo.
2 - Para os efeitos do disposto no número anterior, ao órgão de administração incumbe em especial:
3 - Em cumprimento do disposto no número anterior, o órgão de administração:
4 - Sempre que adequado, podem as autoridades setoriais exigir às respetivas entidades obrigadas que designem um membro do órgão de administração responsável pela execução do disposto na presente lei e na regulamentação que o concretiza, sem prejuízo da responsabilidade individual e colegial dos demais membros do órgão de administração.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 14.ºGestão de risco
1 - As entidades obrigadas identificam, avaliam e mitigam os concretos riscos de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo existentes no contexto da sua realidade operativa específica.
2 - Para os efeitos do disposto no número anterior, à entidade obrigada incumbe:
3 - As práticas de gestão de risco a que se refere o número anterior, bem como as respetivas atualizações:
4 - Os documentos ou registos elaborados nos termos do disposto na alínea c) do número anterior são conservados nos termos previstos no artigo 51.º e colocados, em permanência, à disposição das autoridades setoriais.
5 - Caso os riscos específicos inerentes a um dado setor de atividade sujeito à aplicação da presente lei sejam claramente identificados e compreendidos, as autoridades setoriais podem, através de regulamentação:
Artigo 15.º
Gestão de risco na utilização de novas tecnologias e de produtos suscetíveis de favorecer o anonimato 1 - As entidades obrigadas prestam especial atenção aos riscos de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo que possam derivar:
2 - Em cumprimento do disposto no número anterior, antes do lançamento de novos produtos, práticas ou tecnologias, as entidades obrigadas:
3 - As análises de risco referidas na alínea a) do número anterior são integradas nos documentos ou registos escritos a que se refere a alínea c) do n.º 3 do artigo 14.º 4 - Na condução das suas análises de risco e aquando da disponibilização de informação às entidades obrigadas ao abrigo da presente lei, as autoridades setoriais prestam também especial atenção aos riscos que possam derivar das situações descritas nas alíneas a) a c) do n.º 1.
Artigo 16.ºResponsável pelo cumprimento normativo
1 - As entidades obrigadas designam um elemento da sua direção de topo ou equiparado para zelar pelo controlo do cumprimento do quadro normativo em matéria de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, sempre que tal seja:
2 - Sem prejuízo do disposto em regulamentação setorial, compete em exclusivo à pessoa designada nos termos do disposto no número anterior:
3 - As entidades obrigadas garantem que a pessoa designada nos termos do n.º 1:
4 - O exercício do dever de comunicação previsto no artigo 43.º não pode depender de decisão dos membros do órgão de administração, nem da intervenção de quaisquer terceiros externos à função, sempre que, no cumprimento do dever exame que o antecede, se conclua pela existência de potenciais suspeitas.
5 - Cabe às entidades obrigadas verificar previamente o preenchimento dos requisitos de idoneidade, qualificação profissional e disponibilidade a que se refere a alínea b) do n.º 3, sendo os resultados dessa avaliação disponibilizados às autoridades setoriais, sempre que solicitados.
6 - As entidades obrigadas asseguram ainda que todos os seus colaboradores, independentemente da natureza do respetivo vínculo, têm conhecimento:
7 - Quando não seja exigível a designação referida no n.º 1, as entidades obrigadas nomeiam um colaborador que assegure o exercício das funções previstas na alínea e) do n.º 2.
8 - Quando tal decorra de regulamentação setorial ou de solicitação das autoridades judiciárias, policiais ou setoriais, as entidades obrigadas informam aquelas autoridades da identidade e demais elementos de contacto das pessoas designadas nos termos previstos no n.º 1 ou no n.º 7, bem como de quaisquer alterações subsequentes.
9 - Sem prejuízo do disposto em legislação especial, as autoridades setoriais podem:
Artigo 17.ºAvaliação da eficácia
1 - As entidades obrigadas monitorizam, através de avaliações periódicas e independentes, a qualidade, adequação e eficácia das suas políticas e dos seus procedimentos e controlos em matéria de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo.
2 - As avaliações referidas no número anterior devem ter uma extensão proporcional à natureza, dimensão e complexidade da entidade obrigada, bem como aos riscos associados a cada uma das respetivas áreas de negócio, e:
3 - Sempre que as entidades obrigadas detetem quaisquer deficiências ao abrigo do disposto na alínea d) do número anterior, devem reforçar as políticas e os procedimentos e controlos adotados em matéria de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo, através da adoção das medidas corretivas necessárias à remoção das deficiências.
4 - Os resultados das avaliações a que se referem os n.os 1 e 2 são reduzidos a escrito, sendo conservados nos termos previstos no artigo 51.º e colocados, em permanência, à disposição das autoridades setoriais.
Artigo 18.ºProcedimentos e sistemas de informação em geral
1 - As entidades obrigadas aplicam as ferramentas ou os sistemas de informação necessários à gestão eficaz do risco de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo e ao cumprimento do quadro normativo aplicável nesse domínio.
2 - Sem prejuízo do disposto em regulamentação setorial, as ferramentas e os sistemas a que se refere o número anterior permitem:
3 - Os procedimentos e os sistemas de informação a que se referem os números anteriores, em particular no que respeita ao seu nível de informatização e parametrização, devem ser proporcionais à natureza, dimensão e complexidade da atividade da entidade obrigada, bem como aos riscos associados a cada uma das respetivas áreas de negócio, sem prejuízo do disposto em regulamentação setorial.
Artigo 19.ºProcedimentos e sistemas de informação específicos
1 - As entidades obrigadas aplicam os procedimentos ou sistemas de informação adequados e baseados no risco que permitam aferir ou detetar as qualidades de «pessoa politicamente exposta», «membro próximo da família» e «pessoa reconhecida como estreitamente associada»:
2 - Na definição dos procedimentos ou sistemas referidos no número anterior, as entidades obrigadas:
3 - As entidades obrigadas adotam ainda procedimentos razoáveis que permitam:
4 - Após a cessação de qualquer uma das qualidades referidas nos números antecedentes, as entidades obrigadas adotam procedimentos com o objetivo de aferir se os seus clientes continuam a representar um risco acrescido de branqueamento de capitais ou de financiamento do terrorismo, em função do respetivo perfil e da natureza das operações desenvolvidas antes e após a referida cessação.
5 - A periodicidade dos procedimentos referidos no número anterior deve ser adequada ao risco concreto identificado, não podendo, no caso de relações de negócio, ser superior a um ano.
6 - O disposto no presente artigo é aplicável às relações de negócio e às transações ocasionais em que as qualidades de pessoa «politicamente exposta», «membro próximo da família», «pessoa reconhecida como estreitamente associada» ou «titular de outro cargo político ou público» se verifiquem relativamente a qualquer:
Artigo 20.ºComunicação de irregularidades
1 - As entidades obrigadas criam canais específicos, independentes e anónimos que internamente assegurem, de forma adequada, a receção, o tratamento e o arquivo das comunicações de irregularidades relacionadas com eventuais violações à presente lei, à regulamentação que a concretiza e às políticas e aos procedimentos e controlos internamente definidos em matéria de prevenção do branqueamento de capitais e do financiamento do terrorismo.
2 - Os canais referidos no número anterior devem:
3 - As pessoas que, em virtude das funções que exerçam na entidade obrigada, nomeadamente ao abrigo do artigo 16.º, tomem conhecimento de qualquer facto grave que integre as irregularidades referidas no n.º 1 do presente artigo, têm o dever de as comunicar ao órgão de fiscalização, nos termos e com as salvaguardas estabelecidas no presente artigo.
4 - Quando não tenha lugar a nomeação de órgão de fiscalização, as comunicações referidas no número anterior são dirigidas ao órgão de administração da entidade obrigada.
5 - As comunicações efetuadas ao abrigo do presente artigo, bem como os relatórios a que elas deem lugar, são conservados nos termos previstos no artigo 51.º e colocados, em permanência, à disposição das autoridades setoriais.
6 - As entidades obrigadas abstêm-se de quaisquer ameaças ou atos hostis e, em particular, de quaisquer práticas laborais desfavoráveis ou discriminatórias contra quem efetue comunicações ao abrigo do presente artigo, não podendo tais comunicações, por si só, servir de fundamento à promoção pela entidade obrigada de qualquer procedimento disciplinar, civil ou criminal relativamente ao autor da comunicação, exceto se as mesmas forem deliberada e manifestamente infundadas.
7 - As autoridades setoriais podem exigir às respetivas entidades obrigadas a apresentação de um relatório, nos termos e com a periodicidade a definir por aquelas autoridades, contendo a descrição dos canais referidos no n.º 1 e uma indicação sumária das comunicações recebidas e do respetivo processamento.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 21.ºMedidas restritivas
1 - As entidades obrigadas adotam os meios e os mecanismos necessários para assegurar o cumprimento das medidas restritivas adotadas pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas ou adotadas pela União Europeia de congelamento de bens e recursos económicos relacionadas com o terrorismo, a proliferação de armas de destruição em massa, e o respetivo financiamento, contra pessoa ou entidade designada.
2 - Para cumprimento do disposto no número anterior, as entidades obrigadas adotam, em especial:
SUBSECÇÃO III Políticas de grupo
Artigo 22.ºRelações de grupo e estabelecimentos no estrangeiro
1 - As entidades obrigadas que façam parte de um grupo promovem:
2 - Para os efeitos do disposto na alínea b) do número anterior, as entidades que integram o mesmo grupo partilham quaisquer informações relevantes para efeitos de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo, incluindo o fornecimento de informação sobre:
3 - A partilha de informação ao abrigo do número anterior deve poder ocorrer entre quaisquer entidades e sucursais que integram o mesmo grupo, mesmo quando a destinatária da informação partilhada não seja a empresa-mãe do grupo.
4 - As entidades obrigadas asseguram que as políticas e os procedimentos e controlos referidos no n.º 1, bem como as obrigações de partilha da informação previstas no n.º 2, são adotados, de modo eficaz e em permanência:
5 - As entidades obrigadas que explorem estabelecimentos noutro Estado-Membro da União Europeia, incluindo as suas sucursais, agentes e distribuidores que aí operem, adotam e executam os procedimentos necessários a assegurar que esses estabelecimentos respeitam as leis, os regulamentos e as demais disposições locais em matéria de prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo.
6 - Sempre que operem num dado país de acolhimento nos moldes previstos nas alíneas a) a c) do n.º 4 e os requisitos mínimos aí aplicáveis no domínio da prevenção e combate ao branqueamento de capitais e ao financiamento do terrorismo se mostrem menos rigorosos, as entidades obrigadas asseguram a aplicação das leis, dos regulamentos e das disposições nacionais nesse domínio, inclusive no que respeita à proteção de dados pessoais, na medida em que o direito do país de acolhimento o permita.
7 - Para efeitos do presente artigo, as entidades obrigadas têm em conta todas as proibições, restrições ou outras condições impostas pelo direito do país de acolhimento que possam impedir ou limitar a aplicação do disposto nos n.os 4 e 6, incluindo as relativas a segredo, proteção de dados pessoais e outras restrições à partilha de informações.
8 - Caso o direito do país de acolhimento não permita a aplicação do disposto nos n.os 4 e 6, as entidades obrigadas:
9 - Quando as medidas adicionais referidas no número anterior não se mostrem suficientes para controlar eficazmente o risco de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo, as autoridades setoriais adotam as providências adicionais necessárias à mitigação do risco verificado, as quais podem incluir as seguintes ações de controlo sobre o grupo:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 23.ºDever de identificação e diligência
1 - As entidades obrigadas observam os procedimentos de identificação e diligência previstos na presente secção quando:
2 - Os prestadores de serviços de jogo referidos nas alíneas a) a c) do n.º 1 do artigo 4.º observam os procedimentos de identificação e diligência previstos na presente secção quando efetuem transações de montante igual ou superior a 2000 (euro), independentemente de a transação ser realizada através de uma única operação ou de várias operações aparentemente relacionadas entre si.
3 - No mais curto prazo possível, e com base em critérios de materialidade e de risco, as entidades obrigadas aplicam os procedimentos de identificação e diligência aos clientes já existentes em conformidade com a presente secção.
4 - Ao darem cumprimento ao disposto no número anterior as entidades obrigadas têm em conta os procedimentos de identificação e diligência previamente adotados, o momento em que foram aplicados e a adequação dos elementos obtidos.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 24.ºElementos identificativos
1 - A identificação dos clientes e dos respetivos representantes é efetuada:
2 - No caso dos representantes dos clientes, as entidades obrigadas verificam igualmente o documento que habilita tais pessoas a agir em representação dos mesmos.
Artigo 25.ºMeios comprovativos dos elementos identificativos
1 - Para efeitos da verificação da identificação das pessoas singulares, as entidades obrigadas exigem sempre a apresentação de documentos de identificação válidos, dos quais constem os elementos identificativos previstos nas subalíneas i) a vi) da alínea a) do n.º 1 do artigo anterior.
2 - A comprovação dos dados referidos no número anterior é efetuada pelos seguintes meios, sempre que os clientes e os respetivos representantes disponham dos elementos necessários para o efeito e manifestem à entidade obrigada a intenção de recorrer aos mesmos:
3 - Para efeitos do disposto no número anterior, as entidades obrigadas disponibilizam os meios e serviços tecnológicos necessários.
4 - Fora dos casos previstos no n.º 2, a comprovação dos documentos referidos no n.º 1 é efetuada mediante:
5 - Para efeitos da verificação da identificação das pessoas coletivas ou de um centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica, as entidades obrigadas exigem sempre a apresentação do cartão de identificação da pessoa coletiva, da certidão do registo comercial ou, no caso de entidade com sede social situada fora do território nacional, de documento equivalente emitido por fonte independente e credível, que comprovem os elementos identificativos previstos nas subalíneas i) a iv) da alínea b) do n.º 1 do artigo 24.º 6 - A comprovação dos dados referidos no número anterior é efetuada mediante o recurso a plataformas de interoperabilidade entre sistemas de informação emitidos por serviços públicos ou através de qualquer dos meios de comprovação previstos no presente artigo.
7 - Sempre que os meios de comprovação utilizados não contemplem alguns dos elementos identificativos previstos no artigo 24.º, as entidades obrigadas procedem à recolha dos mesmos através de outros meios complementares admissíveis.
8 - Sempre que os suportes comprovativos, referentes a quaisquer elementos identificativos, apresentados às entidades obrigadas ofereçam dúvidas quanto ao seu teor ou à sua idoneidade, autenticidade, atualidade, exatidão ou suficiência, aquelas entidades promovem as diligências adequadas à cabal comprovação dos elementos identificativos em causa.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 26.ºMomento da verificação da identidade
1 - Sem prejuízo do disposto no n.º 3, a verificação da identidade do cliente e dos seus representantes é efetuada antes do estabelecimento da relação de negócio ou da realização de qualquer transação ocasional.
2 - No caso das transações ocasionais, as entidades obrigadas verificam a atualidade dos elementos de identificação apresentados, independentemente de já terem recolhido elementos de informação sobre o cliente durante a realização de uma transação ocasional anterior.
3 - A verificação da identidade prevista no n.º 1 pode ser completada após o início da relação de negócio, desde que se verifiquem cumulativamente os seguintes pressupostos:
4 - Sempre que façam uso da faculdade conferida pelo número anterior, as entidades obrigadas concluem os procedimentos de verificação da identidade no mais curto prazo possível.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 27.ºProcedimentos complementares de diligência
Em complemento dos procedimentos de identificação previstos nos artigos 24.º e 25.º, as entidades obrigadas procedem ainda:
Artigo 28.ºAdequação ao grau de risco
1 - As entidades obrigadas podem adaptar a natureza e a extensão dos procedimentos de verificação da identidade e de diligência, em função dos riscos associados à relação de negócio ou à transação ocasional, tomando em consideração, designadamente, a origem ou o destino dos fundos e os demais aspetos referidos no n.º 2 do artigo 14.º 2 - Para os efeitos do número anterior, as entidades obrigadas consideram, pelo menos, os seguintes fatores:
3 - As entidades obrigadas asseguram-se de que reúnem as condições necessárias para demonstrar a adequação dos procedimentos adotados nos termos do número anterior sempre que tal lhes for solicitado pelas respetivas autoridades setoriais.
DIVISÃO II Beneficiários efectivos
Artigo 29.ºConhecimento dos beneficiários efectivos
1 - Quando o cliente for uma pessoa coletiva ou um centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica, as entidades obrigadas obtêm um conhecimento satisfatório sobre os beneficiários efetivos do cliente, em função do concreto risco de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo.
2 - Antes do estabelecimento de uma relação de negócio ou da realização de uma transação ocasional, as entidades obrigadas procedem, em especial:
3 - As entidades obrigadas dão ainda cumprimento, com as necessárias adaptações, ao disposto na presente divisão, sempre que o cliente seja uma pessoa singular que possa não estar a atuar por conta própria.
4 - As entidades obrigadas mantêm um registo escrito de todas as ações destinadas a dar cumprimento ao disposto na presente divisão, incluindo de quaisquer meios utilizados para aferir a qualidade de beneficiário efetivo, de acordo com os critérios de aferição constantes do artigo seguinte, bem como de quaisquer dificuldades eventualmente encontradas durante o processo de verificação da identidade dos beneficiários efetivos.
5 - O registo referido no número anterior é conservado nos termos previstos no artigo 51.º e colocado, em permanência, à disposição das autoridades setoriais.
6 - No decurso do acompanhamento contínuo da relação de negócio e, em particular, do exercício das diligências de atualização a que se refere o artigo 40.º, as entidades obrigadas ampliam o conhecimento de que dispõem sobre o beneficiário efetivo do cliente e repetem os procedimentos previstos na presente divisão sempre que suspeitem de qualquer alteração relevante quanto aos beneficiários efetivos do cliente ou à estrutura de propriedade e controlo do mesmo.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 30.ºCritérios
1 - Consideram-se beneficiários efetivos de organismo de investimento coletivo e de entidades societárias, quando não sejam sociedades com ações admitidas à negociação em mercado regulamentado sujeitas a requisitos de divulgação de informações consentâneos com o direito da União Europeia ou sujeitas a normas internacionais equivalentes que garantam suficiente transparência das informações relativas à propriedade, as seguintes pessoas:
2 - Para os efeitos de aferição da qualidade de beneficiário efetivo, quando o cliente for uma entidade societária ou um organismo de investimento coletivo referidos no número anterior, as entidades obrigadas:
3 - Consideram-se beneficiários efetivos dos fundos fiduciários (trusts):
4 - No caso de pessoas coletivas de natureza não societária, como as fundações, ou de centros de interesses coletivos sem personalidade jurídica de natureza análoga a fundos fiduciários (trusts), consideram-se beneficiários efetivos a pessoa ou pessoas singulares com posições equivalentes ou similares às mencionadas no número anterior.
5 - Sem prejuízo do previsto na alínea k) do n.º 1 do artigo 2.º, os fundos de pensões encontram-se sujeitos às regras sobre beneficiários efetivos na eventualidade de financiarem, exclusivamente ou não, planos de pensões cujos participantes ou beneficiários sejam membros dos órgãos de administração dos respetivos associados, considerando-se, nesses casos, que os seus beneficiários efetivos são aqueles participantes e os beneficiários.
6 - O disposto no número anterior aplica-se apenas quando pelo menos 2 /prct. do valor do fundo de pensões esteja afeto ao financiamento das responsabilidades passadas dos participantes e beneficiários ali referidos ou ao valor das suas contas individuais.
7 - O disposto no n.º 5 aplica-se igualmente aos contratos de adesão coletiva a fundos de pensões abertos, nos casos em que o valor da adesão afeto ao financiamento das respetivas responsabilidades passadas, ou ao valor das suas contas individuais, represente pelo menos 5 /prct. do valor das unidades de participação do fundo.
8 - Consideram-se também beneficiários efetivos quaisquer participantes e beneficiário de adesões individuais a um fundo de pensões aberto que individualmente detenham pelo menos 5 /prct. do valor das unidades de participação desse fundo.
9 - Nos casos previstos no número anterior, cabe à entidade gestora do fundo de pensões cumprir os deveres de prestação de informação perante as entidades obrigadas a respeito do beneficiário efetivo, cabendo ao associado, nos casos previstos nos n.os 5 a 7, disponibilizar à entidade gestora do fundo os elementos necessários para o efeito, tendo como referência os elementos do último exercício aprovado.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 31.ºAferição da qualidade de beneficiário efetivo e compreensão da estrutura de propriedade e controlo
1 - As entidades obrigadas aferem a qualidade de beneficiário efetivo através de qualquer documento, medida ou diligência considerados idóneos e suficientes, em função do risco concreto identificado.
2 - No caso dos fundos fiduciários (trusts) ou de outros centros de interesses coletivos sem personalidade jurídica de natureza análoga, cujos beneficiários sejam definidos em função de características ou categorias específicas, as entidades obrigadas obtêm informações suficientes sobre esses beneficiários, de modo a garantir que estão em condições de dar integral cumprimento ao disposto na presente divisão relativamente aos mesmos, no momento do pagamento ou do exercício dos seus direitos adquiridos.
3 - O disposto no número anterior não dispensa a imediata observância dos procedimentos previstos na presente divisão, relativamente às demais pessoas que possam revestir a qualidade de beneficiário efetivo, nos termos dos n.os 3 e 4 do artigo anterior.
4 - No âmbito da aferição da qualidade de beneficiário efetivo, as entidades obrigadas adotam medidas razoáveis e baseadas no risco para compreender a estrutura de propriedade e controlo do cliente, incluindo a recolha de documentos, dados ou informações fiáveis sobre a cadeia de participações ou de controlo.
Artigo 32.ºIdentificação dos beneficiários efectivos
1 - As entidades obrigadas recolhem, pelo menos, os elementos identificativos previstos no n.º 1 do artigo 24.º, relativamente aos beneficiários efetivos do cliente.
2 - A comprovação dos elementos identificativos dos beneficiários efetivos efetua-se com base em documentos, dados ou informações de fonte independente e credível, sem prejuízo do disposto nos n.os 3 e 4 seguintes.
3 - Nos casos em que comprovadamente se verifique a existência de um risco baixo de branqueamento de capitais e de financiamento do terrorismo, as autoridades setoriais podem permitir, nos termos a definir em regulamentação, a comprovação dos elementos identificativos dos beneficiários efetivos com base em declaração emitida pelo cliente ou por quem legalmente o represente.
4 - A comprovação dos elementos identificativos dos beneficiários efetivos do cliente efetua-se de acordo com o previsto no artigo 25.º, sempre que:
5 - Sem prejuízo do disposto no n.º 2 do artigo anterior, o disposto no artigo 26.º é aplicável, com as necessárias adaptações, ao momento da verificação da identidade do beneficiário efetivo.
Artigo 33.ºPrestação de informação sobre beneficiários efetivos às entidades obrigadas
1 - As pessoas coletivas que estabeleçam ou mantenham relações de negócio com entidades obrigadas ou com estas realizem transações ocasionais disponibilizam-lhes em tempo útil, sob pena do exercício do dever de recusa previsto no artigo 50.º:
2 - Aqueles que, perante as entidades obrigadas, atuem como administradores fiduciários (trustees) ou exerçam função similar em fundos fiduciários explícitos (express trusts) ou em centros de interesses coletivos sem personalidade jurídica com estrutura ou funções análogas, divulgam o respetivo estatuto às entidades obrigadas e disponibilizam-lhes em tempo útil os seguintes elementos, relativamente ao fundo fiduciário ou ao centro de interesses coletivos sem personalidade jurídica:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 34.ºConsulta ao registo central do beneficiário efectivo
1 - As informações sobre os beneficiários efetivos são registadas no registo central do beneficiário efetivo, o qual é regulado por legislação específica.
2 - As entidades obrigadas: