Lei n.º 16/2022, de 16 de Agosto
Índice (189)
- Artigo 1.º Objeto
- Artigo 2.º Âmbito de aplicação
- Artigo 3.º Definições
- Artigo 4.º Autoridade reguladora nacional e outras autoridades competentes
- Artigo 5.º Objetivos gerais
- Artigo 6.º Princípios de regulação
- Artigo 7.º Consolidação do mercado interno e cooperação regulatória na União Euro
- Artigo 8.º Cooperação entre autoridades nacionais
- Artigo 9.º Outros mecanismos de cooperação
- Artigo 10.º Procedimento de consulta pública
- Artigo 11.º Medidas urgentes
- Artigo 12.º Resolução administrativa de litígios entre empresas
- Artigo 13.º Recusa do pedido de resolução de litígios
- Artigo 14.º Resolução de litígios transfronteiriços
- Artigo 15.º Controlo jurisdicional
- Artigo 16.º Oferta de redes e serviços
- Artigo 17.º Deveres de comunicação
- Artigo 18.º Isenção dos deveres de comunicação
- Artigo 19.º Registo das empresas
- Artigo 20.º Direitos
- Artigo 21.º Alteração dos direitos e obrigações
- Artigo 22.º Restrição e revogação de direitos de utilização
- Artigo 23.º Direitos de passagem
- Artigo 24.º Colocalização e partilha
- Artigo 25.º Implantação e operação de pontos de acesso sem fios de áreas reduzidas
- Artigo 26.º Infraestruturas aptas ao alojamento de redes de comunicações electróni
- Artigo 27.º Condições gerais
- Artigo 28.º Condições específicas
- Artigo 29.º Separação contabilística e relatórios financeiros
- Artigo 30.º Normalização
- Artigo 31.º Domínio público
- Artigo 32.º Gestão do espectro de radiofrequências
- Artigo 33.º Planeamento estratégico e coordenação da política do espectro de radio
- Artigo 34.º Neutralidade tecnológica e de serviços na gestão do espectro de radiof
- Artigo 35.º Quadro nacional de atribuição de frequências
- Artigo 36.º Utilização do espectro de radiofrequências
- Artigo 37.º Atribuição de direitos de utilização do espectro de radiofrequências
- Artigo 38.º Limitação do número de direitos de utilização do espectro de radiofreq
- Artigo 39.º Condições associadas aos direitos de utilização do espectro de radiofr
- Artigo 40.º Duração dos direitos de utilização do espectro de radiofrequências
- Artigo 41.º Renovação dos direitos de utilização do espectro de radiofrequências
- Artigo 42.º Transmissão ou locação de direitos de utilização do espectro de radiof
- Artigo 43.º
- Artigo 44.º Concorrência
- Artigo 45.º Calendário coordenado das atribuições
- Artigo 46.º Utilização alternativa do espectro harmonizado
- Artigo 47.º Procedimento de análise interpares
- Artigo 48.º Atribuição de direitos de utilização do espectro no âmbito de procedim
- Artigo 49.º Coordenação do espectro de radiofrequências entre Estados-Membros
- Artigo 50.º Acesso a redes locais via rádio
- Artigo 51.º Recursos de numeração
- Artigo 52.º Números harmonizados para serviços de valor social
- Artigo 53.º Acesso a números e serviços
- Artigo 54.º Atribuição de direitos de utilização de recursos de numeração
- Artigo 55.º Utilização extraterritorial de recursos de numeração
- Artigo 56.º Condições associadas aos direitos de utilização de recursos de numeraç
- Artigo 57.º
- Artigo 58.º Segurança e emergência
- Artigo 59.º Segurança das redes e serviços
- Artigo 60.º Incidentes de segurança
- Artigo 61.º Medidas de execução
- Artigo 62.º Requisitos adicionais
- Artigo 63.º Auditorias, inspeções e prestação de informações
- Artigo 64.º Instruções vinculativas e investigação
- Artigo 65.º Assistência e cooperação
- Artigo 66.º Disponibilidade dos serviços
- Artigo 67.º Comunicações de emergência e número único europeu de emergência
- Artigo 68.º Transmissão de avisos de proteção civil
- Artigo 69.º Princípios gerais
- Artigo 70.º Poderes da autoridade reguladora nacional
- Artigo 71.º Procedimento de consolidação do mercado interno no âmbito das análises
- Artigo 72.º Procedimento de consolidação do mercado interno no âmbito da imposição
- Artigo 73.º Definição de mercados
- Artigo 74.º Análise das características do mercado relevante
- Artigo 75.º Revisão da análise de mercado
- Artigo 76.º Identificação de mercados transnacionais
- Artigo 77.º Procedimento para identificar a procura transnacional
- Artigo 78.º Poder de mercado significativo
- Artigo 79.º Cooperação com a Autoridade da Concorrência
- Artigo 80.º Liberdade de negociação
- Artigo 81.º Competências da autoridade reguladora nacional
- Artigo 82.º Condições de acesso e interligação
- Artigo 83.º Confidencialidade
- Artigo 84.º Imposição, manutenção, alteração ou supressão de obrigações
- Artigo 85.º Obrigação de transparência
- Artigo 86.º Ofertas de referência
- Artigo 87.º Obrigação de não discriminação
- Artigo 88.º Obrigação de separação de contas
- Artigo 89.º Acesso a infraestruturas
- Artigo 90.º Obrigações de acesso e utilização de elementos de rede específicos e r
- Artigo 91.º Condições técnicas e operacionais
- Artigo 92.º Obrigações de controlo de preços e de contabilização de custos
- Artigo 93.º Demonstração da orientação dos preços para os custos
- Artigo 94.º Verificação dos sistemas de contabilização de custos
- Artigo 95.º Preços de terminação
- Artigo 96.º Regulação dos novos elementos de redes de capacidade muito elevada
- Artigo 97.º Critérios de avaliação de propostas de coinvestimento
- Artigo 98.º Separação funcional
- Artigo 99.º Separação funcional voluntária
- Artigo 100.º Procedimentos relativos a compromissos
- Artigo 101.º Empresas exclusivamente grossistas
- Artigo 102.º Migração a partir de infraestruturas preexistentes
- Artigo 103.º Imposição de obrigações de acesso e interligação
- Artigo 104.º Obrigação de acesso a cablagem até ao primeiro ponto de distribuição
- Artigo 105.º Obrigações de itinerância localizada
- Artigo 106.º Acesso condicional
- Artigo 107.º Direitos de propriedade industrial
- Artigo 108.º Alteração ou supressão das obrigações de acesso condicional
- Artigo 109.º Controlos nos mercados retalhistas
- Artigo 110.º Âmbito de aplicação do presente capítulo
- Artigo 111.º Não discriminação
- Artigo 112.º Garantia dos direitos fundamentais
- Artigo 113.º Proteção dos utilizadores finais
- Artigo 114.º Pacotes de serviços
- Artigo 115.º Acesso e escolha equivalente para os utilizadores finais com deficiênc
- Artigo 116.º Transparência e publicação de informações
- Artigo 117.º
- Artigo 118.º Comparabilidade das ofertas
- Artigo 119.º Divulgação de informação de interesse público
- Artigo 120.º Requisitos de informação sobre os contratos
- Artigo 121.º Práticas contratuais e contratos
- Artigo 122.º Faturação
- Artigo 123.º Mecanismos de controlo de utilização
- Artigo 124.º Barramento seletivo de comunicações
- Artigo 125.º Cobrança de bens ou serviços de terceiros
- Artigo 126.º Mecanismos de prevenção de contratação
- Artigo 127.º Suspensão e extinção do serviço prestado a utilizadores finais não con
- Artigo 128.º Suspensão e extinção do serviço prestado a consumidores
- Artigo 129.º Indisponibilidade do serviço
- Artigo 130.º Incumprimento dos níveis de desempenho do serviço
- Artigo 131.º Duração dos contratos
- Artigo 132.º Prorrogação automática de contratos
- Artigo 133.º Alterações relativas ao titular do contrato
- Artigo 134.º Alteração das circunstâncias
- Artigo 135.º Alteração das condições contratuais pela empresa que oferece serviços
- Artigo 136.º Denúncia do contrato por iniciativa do consumidor
- Artigo 137.º Suspensão e caducidade dos contratos
- Artigo 138.º Resolução de contratos por iniciativa do utilizador final
- Artigo 139.º Desbloqueamento de equipamentos terminais
- Artigo 140.º Mudança de empresa que oferece serviços de acesso à Internet
- Artigo 141.º Portabilidade de números
- Artigo 142.º Competências da autoridade reguladora nacional
- Artigo 143.º Reclamações de utilizadores finais
- Artigo 144.º Resolução extrajudicial de litígios
- Artigo 145.º Serviços de informações de listas telefónicas
- Artigo 146.º Oferta de recursos suplementares
- Artigo 147.º Conceito
- Artigo 148.º Âmbito
- Artigo 149.º Internet de banda larga
- Artigo 150.º Disponibilidade do serviço universal
- Artigo 151.º Prestação do serviço universal a um preço acessível
- Artigo 152.º Condições de oferta
- Artigo 153.º Apoios à aquisição de serviços
- Artigo 154.º Medidas específicas para cidadãos com deficiência
- Artigo 155.º Controlo de despesas
- Artigo 156.º Qualidade de serviço
- Artigo 157.º Compensação pela prestação do serviço universal
- Artigo 158.º Cálculo do custo líquido
- Artigo 159.º Mecanismos de financiamento
- Artigo 160.º Relatório
- Artigo 161.º Procedimentos de designação
- Artigo 162.º Serviços obrigatórios adicionais
- Artigo 163.º Obrigações de transporte
- Artigo 164.º Interoperabilidade dos equipamentos de televisão digital de consumo
- Artigo 165.º Interoperabilidade dos recetores de autorrádio
- Artigo 166.º Dispositivos ilícitos
- Artigo 167.º Contribuição financeira
- Artigo 168.º Taxas devidas pela utilização do espectro de radiofrequências e dos re
- Artigo 169.º Taxas pela concessão de direitos de passagem
- Artigo 170.º Prestação de informações pelas empresas
- Artigo 171.º Prestação de informações específicas
- Artigo 172.º Prestação de informações pela ARN e outras autoridades competentes
- Artigo 173.º Levantamento geográfico da implantação de redes
- Artigo 174.º Designação de áreas geográficas sem redes de capacidade muito elevada
- Artigo 175.º Utilização dos resultados do levantamento geográfico
- Artigo 176.º Disponibilização de informação do levantamento geográfico
- Artigo 177.º Fiscalização
- Artigo 178.º Contraordenações e coimas
- Artigo 179.º Sanções acessórias
- Artigo 180.º Processamento e aplicação
- Artigo 181.º Procedimento administrativo de incumprimento
- Artigo 182.º Medidas provisórias
- Artigo 183.º Sanções pecuniárias compulsórias
- Artigo 184.º Publicação de informações
- Artigo 185.º Publicação de dados de testes de utilização
- Artigo 186.º Comunicação à Comissão Europeia
- Artigo 187.º Contagem dos prazos
- Artigo 188.º Manutenção de direitos e obrigações
- Artigo 189.º Manutenção do registo
::: Lei n.º 16/2022, de 16 de Agosto Procuradoria-Geral Distrital de Lisboa --> --> Área reservada SIMP Procuradoria-Geral Regional de Lisboa PGR Lisboa PGRL Legislação Jurisprudência Contactos Início // Índice // Contactos // Links | Login Actualidade | Jurisprudência | Legislação Fórum |--> Institucional | --> pesquisa:
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A expressão exacta Ir para o art.:
Artigo 1.ºObjeto
Artigo 2.ºÂmbito de aplicação
Artigo 3.ºDefinições
Artigo 4.ºAutoridade reguladora nacional e outras autoridades competentes
Artigo 5.ºObjetivos gerais
Artigo 6.ºPrincípios de regulação
Artigo 7.ºConsolidação do mercado interno e cooperação regulatória na União Europeia
Artigo 8.ºCooperação entre autoridades nacionais
Artigo 9.ºOutros mecanismos de cooperação
Artigo 10.ºProcedimento de consulta pública
Artigo 11.ºMedidas urgentes
Artigo 12.ºResolução administrativa de litígios entre empresas
Artigo 13.ºRecusa do pedido de resolução de litígios
Artigo 14.ºResolução de litígios transfronteiriços
Artigo 15.ºControlo jurisdicional
Artigo 16.ºOferta de redes e serviços
Artigo 17.ºDeveres de comunicação
Artigo 18.ºIsenção dos deveres de comunicação
Artigo 19.ºRegisto das empresas
Artigo 20.ºDireitos
Artigo 21.ºAlteração dos direitos e obrigações
Artigo 22.ºRestrição e revogação de direitos de utilização
Artigo 23.ºDireitos de passagem
Artigo 24.ºColocalização e partilha
Artigo 25.ºImplantação e operação de pontos de acesso sem fios de áreas reduzidas
Artigo 26.ºInfraestruturas aptas ao alojamento de redes de comunicações electrónicas
Artigo 27.ºCondições gerais
Artigo 28.ºCondições específicas
Artigo 29.ºSeparação contabilística e relatórios financeiros
Artigo 30.ºNormalização
Artigo 31.ºDomínio público
Artigo 32.ºGestão do espectro de radiofrequências
Artigo 33.ºPlaneamento estratégico e coordenação da política do espectro de radiofrequências
Artigo 34.ºNeutralidade tecnológica e de serviços na gestão do espectro de radiofrequências
Artigo 35.ºQuadro nacional de atribuição de frequências
Artigo 36.ºUtilização do espectro de radiofrequências
Artigo 37.ºAtribuição de direitos de utilização do espectro de radiofrequências
Artigo 38.ºLimitação do número de direitos de utilização do espectro de radiofrequências
Artigo 39.ºCondições associadas aos direitos de utilização do espectro de radiofrequências
Artigo 40.ºDuração dos direitos de utilização do espectro de radiofrequências
Artigo 41.ºRenovação dos direitos de utilização do espectro de radiofrequências
Artigo 42.ºTransmissão ou locação de direitos de utilização do espectro de radiofrequências
Artigo 43.º
Processo de autorização conjunto para a atribuição de direitos de utilização do espectro de radiofrequências
Artigo 44.ºConcorrência
Artigo 45.ºCalendário coordenado das atribuições
Artigo 46.ºUtilização alternativa do espectro harmonizado
Artigo 47.ºProcedimento de análise interpares
Artigo 48.ºAtribuição de direitos de utilização do espectro no âmbito de procedimentos de seleção comuns
Artigo 49.ºCoordenação do espectro de radiofrequências entre Estados-Membros
Artigo 50.ºAcesso a redes locais via rádio
Artigo 51.ºRecursos de numeração
Artigo 52.ºNúmeros harmonizados para serviços de valor social
Artigo 53.ºAcesso a números e serviços
Artigo 54.ºAtribuição de direitos de utilização de recursos de numeração
Artigo 55.ºUtilização extraterritorial de recursos de numeração
Artigo 56.ºCondições associadas aos direitos de utilização de recursos de numeração
Artigo 57.º
Atribuição de recursos de numeração a empresas que não oferecem redes ou serviços de comunicações electrónicas
Artigo 58.ºSegurança e emergência
Artigo 59.ºSegurança das redes e serviços
Artigo 60.ºIncidentes de segurança
Artigo 61.ºMedidas de execução
Artigo 62.ºRequisitos adicionais
Artigo 63.ºAuditorias, inspeções e prestação de informações
Artigo 64.ºInstruções vinculativas e investigação
Artigo 65.ºAssistência e cooperação
Artigo 66.ºDisponibilidade dos serviços
Artigo 67.ºComunicações de emergência e número único europeu de emergência
Artigo 68.ºTransmissão de avisos de proteção civil
Artigo 69.ºPrincípios gerais
Artigo 70.ºPoderes da autoridade reguladora nacional
Artigo 71.ºProcedimento de consolidação do mercado interno no âmbito das análises de mercado
Artigo 72.ºProcedimento de consolidação do mercado interno no âmbito da imposição de obrigações específicas
Artigo 73.ºDefinição de mercados
Artigo 74.ºAnálise das características do mercado relevante
Artigo 75.ºRevisão da análise de mercado
Artigo 76.ºIdentificação de mercados transnacionais
Artigo 77.ºProcedimento para identificar a procura transnacional
Artigo 78.ºPoder de mercado significativo
Artigo 79.ºCooperação com a Autoridade da Concorrência
Artigo 80.ºLiberdade de negociação
Artigo 81.ºCompetências da autoridade reguladora nacional
Artigo 82.ºCondições de acesso e interligação
Artigo 83.ºConfidencialidade
Artigo 84.ºImposição, manutenção, alteração ou supressão de obrigações
Artigo 85.ºObrigação de transparência
Artigo 86.ºOfertas de referência
Artigo 87.ºObrigação de não discriminação
Artigo 88.ºObrigação de separação de contas
Artigo 89.ºAcesso a infraestruturas
Artigo 90.ºObrigações de acesso e utilização de elementos de rede específicos e recursos conexos
Artigo 91.ºCondições técnicas e operacionais
Artigo 92.ºObrigações de controlo de preços e de contabilização de custos
Artigo 93.ºDemonstração da orientação dos preços para os custos
Artigo 94.ºVerificação dos sistemas de contabilização de custos
Artigo 95.ºPreços de terminação
Artigo 96.ºRegulação dos novos elementos de redes de capacidade muito elevada
Artigo 97.ºCritérios de avaliação de propostas de coinvestimento
Artigo 98.ºSeparação funcional
Artigo 99.ºSeparação funcional voluntária
Artigo 100.ºProcedimentos relativos a compromissos
Artigo 101.ºEmpresas exclusivamente grossistas
Artigo 102.ºMigração a partir de infraestruturas preexistentes
Artigo 103.ºImposição de obrigações de acesso e interligação
Artigo 104.ºObrigação de acesso a cablagem até ao primeiro ponto de distribuição
Artigo 105.ºObrigações de itinerância localizada
Artigo 106.ºAcesso condicional
Artigo 107.ºDireitos de propriedade industrial
Artigo 108.ºAlteração ou supressão das obrigações de acesso condicional
Artigo 109.ºControlos nos mercados retalhistas
Artigo 110.ºÂmbito de aplicação do presente capítulo
Artigo 111.ºNão discriminação
Artigo 112.ºGarantia dos direitos fundamentais
Artigo 113.ºProteção dos utilizadores finais
Artigo 114.ºPacotes de serviços
Artigo 115.ºAcesso e escolha equivalente para os utilizadores finais com deficiência
Artigo 116.ºTransparência e publicação de informações
Artigo 117.º
Qualidade dos serviços de acesso à Internet e dos serviços de comunicações interpessoais acessíveis ao público
Artigo 118.ºComparabilidade das ofertas
Artigo 119.ºDivulgação de informação de interesse público
Artigo 120.ºRequisitos de informação sobre os contratos
Artigo 121.ºPráticas contratuais e contratos
Artigo 122.ºFaturação
Artigo 123.ºMecanismos de controlo de utilização
Artigo 124.ºBarramento seletivo de comunicações
Artigo 125.ºCobrança de bens ou serviços de terceiros
Artigo 126.ºMecanismos de prevenção de contratação
Artigo 127.ºSuspensão e extinção do serviço prestado a utilizadores finais não consumidores
Artigo 128.ºSuspensão e extinção do serviço prestado a consumidores
Artigo 129.ºIndisponibilidade do serviço
Artigo 130.ºIncumprimento dos níveis de desempenho do serviço
Artigo 131.ºDuração dos contratos
Artigo 132.ºProrrogação automática de contratos
Artigo 133.ºAlterações relativas ao titular do contrato
Artigo 134.ºAlteração das circunstâncias
Artigo 135.ºAlteração das condições contratuais pela empresa que oferece serviços
Artigo 136.ºDenúncia do contrato por iniciativa do consumidor
Artigo 137.ºSuspensão e caducidade dos contratos
Artigo 138.ºResolução de contratos por iniciativa do utilizador final
Artigo 139.ºDesbloqueamento de equipamentos terminais
Artigo 140.ºMudança de empresa que oferece serviços de acesso à Internet
Artigo 141.ºPortabilidade de números
Artigo 142.ºCompetências da autoridade reguladora nacional
Artigo 143.ºReclamações de utilizadores finais
Artigo 144.ºResolução extrajudicial de litígios
Artigo 145.ºServiços de informações de listas telefónicas
Artigo 146.ºOferta de recursos suplementares
Artigo 147.ºConceito
Artigo 148.ºÂmbito
Artigo 149.ºInternet de banda larga
Artigo 150.ºDisponibilidade do serviço universal
Artigo 151.ºPrestação do serviço universal a um preço acessível
Artigo 152.ºCondições de oferta
Artigo 153.ºApoios à aquisição de serviços
Artigo 154.ºMedidas específicas para cidadãos com deficiência
Artigo 155.ºControlo de despesas
Artigo 156.ºQualidade de serviço
Artigo 157.ºCompensação pela prestação do serviço universal
Artigo 158.ºCálculo do custo líquido
Artigo 159.ºMecanismos de financiamento
Artigo 160.ºRelatório
Artigo 161.ºProcedimentos de designação
Artigo 162.ºServiços obrigatórios adicionais
Artigo 163.ºObrigações de transporte
Artigo 164.ºInteroperabilidade dos equipamentos de televisão digital de consumo
Artigo 165.ºInteroperabilidade dos recetores de autorrádio
Artigo 166.ºDispositivos ilícitos
Artigo 167.ºContribuição financeira
Artigo 167.ºA
Pagamento da contribuição financeira
Artigo 168.ºTaxas devidas pela utilização do espectro de radiofrequências e dos recursos de numeração
Artigo 169.ºTaxas pela concessão de direitos de passagem
Artigo 170.ºPrestação de informações pelas empresas
Artigo 171.ºPrestação de informações específicas
Artigo 172.ºPrestação de informações pela ARN e outras autoridades competentes
Artigo 173.ºLevantamento geográfico da implantação de redes
Artigo 174.ºDesignação de áreas geográficas sem redes de capacidade muito elevada
Artigo 175.ºUtilização dos resultados do levantamento geográfico
Artigo 176.ºDisponibilização de informação do levantamento geográfico
Artigo 177.ºFiscalização
Artigo 178.ºContraordenações e coimas
Artigo 179.ºSanções acessórias
Artigo 180.ºProcessamento e aplicação
Artigo 181.ºProcedimento administrativo de incumprimento
Artigo 182.ºMedidas provisórias
Artigo 183.ºSanções pecuniárias compulsórias
Artigo 184.ºPublicação de informações
Artigo 185.ºPublicação de dados de testes de utilização
Artigo 186.ºComunicação à Comissão Europeia
Artigo 187.ºContagem dos prazos
Artigo 188.ºManutenção de direitos e obrigações
Artigo 189.ºManutenção do registo
ANEXO I Informações a publicar ANEXO II Parâmetros de qualidade do serviço, definições e métodos de medição ANEXO III Requisitos de informação a disponibilizar ANEXO IV Escalões de rendimentos relevantes ANEXO V Fórmula de cálculo para o escalão 2 Nº de artigos : 195 Páginas:
1 2 Seguinte > Ver índice sistemático do diploma Imprimir todo o diploma SUMÁRIO Aprova a Lei das Comunicações Eletrónicas, transpondo as Diretivas 98/84/CE, 2002/77/CE e (UE) 2018/1972, alterando as Leis n.os 41/2004, de 18 de agosto, e 99/2009, de 4 de setembro, e os Decretos-Leis n.os 151-A/2000, de 20 de julho, e 24/2014, de 14 de fevereiro, e revogando a Lei n.º 5/2004, de 10 de fevereiro, e a Portaria n.º 791/98, de 22 de setembro _____________________ Lei n.º 16/2022, de 16 de agosto Aprova a Lei das Comunicações Eletrónicas, transpondo as Diretivas 98/84/CE, 2002/77/CE e (UE) 2018/1972, alterando as Leis n.os 41/2004, de 18 de agosto, e 99/2009, de 4 de setembro, e os Decretos-Leis n.os 151-A/2000, de 20 de julho, e 24/2014, de 14 de fevereiro, e revogando a Lei n.º 5/2004, de 10 de fevereiro, e a Portaria n.º 791/98, de 22 de setembro A Assembleia da República decreta, nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, o seguinte:
Artigo 1.ºObjeto
1 - A presente lei aprova a Lei das Comunicações Eletrónicas, transpondo para a ordem jurídica interna a:
2 - A presente lei procede ainda à:
Artigo 2.ºLei das Comunicações Eletrónicas
É aprovada, em anexo à presente lei, da qual faz parte integrante, a Lei das Comunicações Eletrónicas.
Artigo 3.ºAlteração à Lei n.º 41/2004, de 18 de agosto
Os artigos 7.º e 10.º da Lei n.º 41/2004, de 18 de agosto , passam a ter a seguinte redação: «Artigo 7.º [...] 1 - ...
2 - É permitido o registo, o tratamento e a disponibilização de dados de localização, nomeadamente da informação sobre a localização do chamador, às organizações com competência legal para receber ou tratar comunicações de emergência, para efeitos de resposta a essas comunicações.
3 - ...
4 - ...
5 - ...
6 - ...
Artigo 10.º[...]
1 - ...
2 - ...
3 - As empresas referidas no n.º 1 devem igualmente anular, numa base linha a linha, a eliminação da apresentação da linha chamadora, bem como registar e tratar os dados de localização de um assinante ou utilizador, nomeadamente a informação sobre a localização do chamador, no caso previsto no n.º 2 do artigo 7.º, por forma a disponibilizar esses dados às organizações com competência legal para receber ou tratar comunicações de emergência, para efeitos de resposta a essas comunicações.
4 - Nos casos dos números anteriores deve ser obrigatoriamente transmitida informação prévia ao titular dos referidos dados sobre a transmissão dos mesmos, ao assinante que os requereu nos termos do n.º 1 ou às organizações com competência legal para receber ou tratar comunicações de emergência, nos termos do n.º 3.
5 - ...
6 - ...»
Artigo 4.ºAlteração à Lei n.º 99/2009, de 4 de setembro
Os artigos 1.º, 3.º, 7.º, 11.º, 12.º, 15.º, 21.º, 23.º, 24.º, 27.º, 32.º e 35.º da Lei n.º 99/2009, de 4 de setembro , passam a ter a seguinte redação: «Artigo 1.º [...] 1 - ...
2 - ...
3 - Para efeitos do disposto nos números anteriores são considerados como integrando o setor das comunicações, designadamente, as matérias tratadas nos seguintes diplomas ou nos que os venham a substituir:
4 - As normas constantes da presente lei não são aplicáveis aos ilícitos previstos na Lei n.º 41/2004, de 18 de agosto, nos Decretos-Leis n.os 7/2004, de 7 de janeiro, 156/2005, de 15 de setembro, 134/2009, de 2 de junho, e 57/2008, de 26 de março, na Lei n.º 144/2015, de 8 de setembro, e no Decreto-Lei n.º 58/2016, de 29 de agosto, sem prejuízo da competência neles atribuída à ANACOM.
Artigo 3.º[...]
1 - ...
2 - ...
3 - ...
4 - Os diplomas legais que estabelecem as contraordenações do setor das comunicações podem prever que os titulares dos órgãos e cargos de administração ou direção, bem como os responsáveis pela direção ou fiscalização de áreas de atividade das pessoas coletivas em que seja praticada alguma contraordenação, incorrem na coima prevista para os atos dessas pessoas coletivas, especialmente atenuada, quando, com manifesta e grave violação dos deveres que lhes são inerentes, conhecendo ou devendo conhecer a prática da infração, não adotem as medidas adequadas para a evitar ou lhe pôr termo imediatamente, a não ser que sanção mais grave lhes caiba por força de outra disposição legal.
5 - A responsabilidade das pessoas coletivas não exclui a responsabilidade individual dos respetivos agentes.
6 - (Anterior n.º 4.)
Artigo 7.º[...]
1 - ...
2 - ...
3 - ...
4 - ...
5 - ...
6 - ...
7 - ...
8 - ...
9 - Para efeitos de aplicação dos n.os 6 e 7, a dimensão da empresa é apurada com base nos dados económicos referentes ao ano anterior ao da acusação, sem prejuízo de poderem ser considerados, oficiosamente ou por indicação da arguida, novos elementos de facto que conduzam à alteração da classificação inicial.
10 - No caso de não ser possível determinar a dimensão da empresa, para efeitos de aplicação do disposto nos números anteriores, aplica-se a moldura contraordenacional prevista para as médias empresas, sem prejuízo de poderem ser considerados novos elementos, nos termos previstos no número anterior.
11 - ...
Artigo 11.º[...]
1 - Os diplomas legais que estabelecem as contraordenações do setor das comunicações podem ainda prever a aplicação das seguintes sanções acessórias, sempre que a gravidade da infração e a culpa do agente o justifique:
2 - ...
3 - ...
Artigo 12.º[...]
1 - Ainda que não possa haver procedimento contra o agente ou a este não seja aplicada uma coima, podem ser declarados perdidos a favor do Estado os objetos, equipamentos e dispositivos ilícitos, mesmo que pertencentes a terceiros, quando:
2 - Sem prejuízo do disposto na alínea a) do artigo anterior e no número anterior, consideram-se perdidos a favor do Estado os objetos, equipamentos e dispositivos ilícitos que tenham sido cautelar ou provisoriamente apreendidos e que, após notificação aos interessados, não tenham sido reclamados no prazo de 60 dias.
3 - (Anterior n.º 2.)
Artigo 15.º[...]
1 - Quando se trate de contraordenação que consista em irregularidade sanável e da qual não tenha resultado lesão significativa, a ANACOM, através de trabalhadores investidos de poderes para o efeito, pode advertir o infrator, com a indicação da infração verificada, das medidas recomendadas para reparar a situação e do prazo para o seu cumprimento.
2 - ...
3 - ...
4 - (Revogado.) 5 - ...
6 - ...
7 - A decisão de aplicação de advertência prevista no presente artigo não constitui uma decisão condenatória.
Artigo 21.º[...]
1 - Quando a gravidade e a ilicitude concreta da infração ou a intensidade da culpa o justifiquem, pode a ANACOM, antes de acusar formalmente o arguido, comunicar-lhe a decisão de proferir uma admoestação ou de lhe aplicar uma coima cuja medida concreta não exceda o triplo do limite mínimo da moldura abstratamente prevista para a infração.
2 - ...
3 - ...
4 - ...
5 - A recusa ou silêncio do arguido neste prazo, o requerimento de qualquer diligência complementar, o incumprimento do disposto no n.º 2, o não pagamento da coima ou a não aceitação da admoestação no prazo de 20 dias após a notificação referida no número anterior determinam o imediato prosseguimento do processo de contraordenação, ficando sem efeito a decisão referida no n.º 1.
6 - Tendo o arguido procedido ao cumprimento do disposto no n.º 2 e ao pagamento da coima que lhe tenha sido aplicada ou à aceitação da admoestação que tenha sido proferida, a decisão torna-se definitiva, como decisão condenatória, não podendo o facto voltar a ser apreciado como contraordenação.
7 - ...
8 - ...
Artigo 23.º[...]
1 - Relativamente a infrações leves, bem como a infrações graves praticadas com negligência, o arguido pode proceder ao pagamento voluntário da coima no prazo referido no artigo anterior.
2 - ...
3 - ...
4 - ...
5 - ...
6 - ...
7 - ...
8 - ...
Artigo 24.ºInquirições e depoimentos
1 - As inquirições e os depoimentos são prestados nas instalações da ANACOM, ou noutro local indicado oficiosamente por esta autoridade.
2 - (Anterior n.º 1.) 3 - (Anterior n.º 2.) 4 - Quando tal se justifique, as inquirições e os depoimentos podem, por iniciativa oficiosa ou a requerimento, ser prestados a partir das instalações da ANACOM ou de outro local indicado por esta autoridade, através de videoconferência.
5 - Nas inquirições e depoimentos é possível a utilização de gravação magnetofónica ou audiovisual, na qual deve ser feita menção do início e fim da inquirição.
6 - Os depoimentos, informações ou esclarecimentos recolhidos por gravação magnetofónica ou por videoconferência não são reduzidos a escrito, nem é necessária a sua transcrição para efeitos de recurso, devendo ser junta ao processo cópia das gravações.
7 - Caso as diligências referidas no presente artigo sejam realizadas, de forma presencial, fora das instalações da ANACOM, os seus funcionários devem ser portadores de credencial, da qual conste a identificação do funcionário e a finalidade da diligência.
Artigo 27.º[...]
1 - As notificações efetuam-se através de uma das seguintes formas:
2 - Se, por qualquer motivo, a carta prevista na alínea c) do número anterior for devolvida à entidade remetente, a notificação é reenviada para o mesmo endereço através de carta simples.
3 - No caso previsto no número anterior, é lavrada pelo instrutor uma cota no processo com a indicação da data de expedição da carta e do endereço para o qual foi enviada, considerando-se a notificação efetuada no quinto dia posterior à data indicada, cominação que deve constar do ato de notificação.
4 - Sempre que o notificando se recusar a receber a notificação ou a assinar o aviso de receção, e a recusa estiver devidamente identificada no envelope ou no mencionado aviso, considera-se efetuada a notificação.
5 - Quando o notificando ou o mandatário não tenha aderido ao SPNE associado à morada única digital, nos termos do Decreto-Lei n.º 93/2017, de 1 de agosto, e sem prejuízo das regras aprovadas pela ANACOM ao abrigo da alínea b) do n.º 1 deste artigo e do n.º 1 do artigo 27.º-A, as notificações podem ser efetuadas através de correio eletrónico, quando, previamente ou no âmbito do procedimento contraordenacional, o notificando tenha manifestado o seu consentimento expresso para receção de notificações em processos de contraordenação, indicando, para esse efeito, um endereço eletrónico.
6 - Para efeitos do disposto no número anterior, considera-se consentimento expresso a utilização, no procedimento respetivo, de correio eletrónico pelo notificando ou mandatário como meio de contactar a ANACOM.
7 - Quando efetuadas por via eletrónica, as notificações presumem-se feitas no terceiro dia posterior ao do seu envio, quando seja útil, ou no primeiro dia útil seguinte a esse, quando o não seja.
8 - Sempre que se verifique que o notificando ou o mandatário tenham aderido ao SPNE, a notificação é realizada através daquele serviço, nos termos do Decreto-Lei n.º 93/2017, de 1 de agosto.
9 - As notificações efetuadas por correio eletrónico consideram-se efetuadas no momento em que o destinatário aceda ao específico correio enviado para a sua caixa postal eletrónica e, no caso de ausência de acesso, consideram-se feitas no quinto dia útil posterior ao do seu envio ou no primeiro dia útil seguinte ao mesmo quando esse dia não seja útil, salvo quando se demonstre:
10 - (Anterior n.º 5.) 11 - (Anterior n.º 6.)
Artigo 32.ºImpugnação das decisões da ANACOM
1 - Sem prejuízo do disposto no n.º 3, impugnada a decisão proferida pela ANACOM no âmbito de um processo de contraordenação, aquela remete os autos respetivos ao Ministério Público, preferencialmente por via eletrónica, no prazo de 20 dias úteis, podendo juntar alegações, bem como outros elementos ou informações que considere relevantes para a decisão da causa, e ainda oferecer meios de prova.
2 - A remessa dos autos por via eletrónica dispensa o envio dos respetivos originais, sem prejuízo do dever de exibição das peças processuais em suporte de papel e dos originais dos documentos dele constantes, quando existentes, sempre que o Ministério Público ou o juiz o determine.
3 - As decisões, despachos ou outras medidas adotadas pela ANACOM no âmbito de processos de contraordenação são impugnáveis para o Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão, devendo o recurso ser apresentado à ANACOM.
4 - A impugnação de quaisquer decisões proferidas pela ANACOM que, no âmbito de processos de contraordenação, determinem a aplicação de coimas ou de sanções acessórias ou respeitem ao segredo de justiça tem efeito suspensivo.
5 - A impugnação das demais decisões, despachos ou outras medidas, incluindo as decisões de aplicação de sanções pecuniárias compulsórias, adotados no âmbito de processos de contraordenação, tem efeito meramente devolutivo e obedecem às regras previstas no presente artigo.
6 - A ANACOM, o Ministério Público e os arguidos podem opor-se a que o tribunal decida por despacho, sem audiência de julgamento.
7 - Em sede de recurso de decisão proferida em processo de contraordenação, a desistência da acusação pelo Ministério Público depende da concordância da ANACOM.
8 - A ANACOM tem legitimidade para recorrer autonomamente de quaisquer sentenças e despachos que não sejam de mero expediente, incluindo os que versem sobre nulidades e outras questões prévias ou incidentais, ou sobre a aplicação de medidas cautelares, bem como para responder a recursos interpostos.
9 - As decisões do Tribunal da Concorrência, Regulação e Supervisão que admitam recurso, nos termos previstos no regime geral das contraordenações, são impugnáveis junto do Tribunal da Relação de Lisboa.
10 - O Tribunal da Relação, no âmbito da competência prevista no número anterior, decide em última instância, não cabendo recurso ordinário dos seus acórdãos.
Artigo 35.º[...]
1 - ...
2 - As custas destinam-se a cobrir as despesas efetuadas no processo.
3 - O reembolso pelas despesas com notificações e comunicações, meios audiovisuais e materiais utilizados no processo é calculado à razão de metade de 0,5 UC nas primeiras 50 folhas ou fração do processado e de um décimo de UC por cada conjunto subsequente de 25 folhas ou fração do processado, sem prejuízo do disposto nos números seguintes.
4 - Os valores indicados no número anterior são aumentados para o dobro no caso de processos relativos a contraordenações previstas na Lei das Comunicações Eletrónicas, na Lei n.º 17/2012, de 26 de abril, e no Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de maio, por infração das regras aplicáveis à construção e ampliação de infraestruturas aptas, ao acesso a infraestruturas aptas ao alojamento de redes de comunicações eletrónicas e ao Sistema de Informação de Infraestruturas Aptas.
5 - Caso sejam facultadas cópias ou certidões do processo ou de partes deste a pedido do arguido, ainda que em suporte digital, acresce aos valores referidos nos números anteriores uma quantia calculada nos termos previstos nos mesmos números em função do número de folhas disponibilizadas.
6 - As custas compreendem, ainda, os seguintes encargos:
7 - As custas são suportadas pelo arguido e corresponsáveis nos termos da presente lei, em caso de aplicação de uma sanção de admoestação, de uma coima ou de uma sanção acessória.
8 - (Anterior n.º 7.) 9 - O arguido pode impugnar judicialmente a decisão da ANACOM relativa às custas, devendo a impugnação ser apresentada no prazo de 20 dias úteis a contar da notificação da decisão a impugnar.
10 - Findo o prazo referido no número anterior, sem que impugne a mencionada decisão, o arguido deve pagar as custas devidas no prazo de 10 dias úteis.»
Artigo 5.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 151-A/2000, de 20 de julho
O artigo 4.º do Decreto-Lei n.º 151-A/2000, de 20 de julho, passa a ter a seguinte redação: «Artigo 4.º [...] 1 - ...
2 - ...
3 - ...
4 - Nos casos previstos no n.º 2, os titulares das licenças são compensados, total ou parcialmente, pelos encargos ou danos especiais e anormais que lhes sejam impostos, de acordo com as regras aplicáveis à indemnização pelo sacrifício previstas no regime da responsabilidade civil extracontratual do Estado e demais entidades públicas, aprovado pela Lei n.º 67/2007, de 31 de dezembro.
5 - Compete à ANACOM apurar o montante da compensação a que se refere o número anterior, nos termos e condições gerais a definir pelo membro do Governo responsável pela área das comunicações.
6 - Os encargos decorrentes da referida compensação são suportados por verbas do orçamento da ANACOM.
7 - Quando se verifique uma alteração ou substituição da consignação de frequências, nos termos do n.º 2, designadamente para a atribuição de tais frequências na sequência de harmonizações técnicas, pode a ANACOM determinar que a compensação a que se refere o número anterior seja paga pelo beneficiário da nova atribuição.»
Artigo 6.ºAlteração ao Decreto-Lei n.º 24/2014, de 14 de fevereiro
O artigo 30.º do Decreto-Lei n.º 24/2014, de 14 de fevereiro , passa a ter a seguinte redação: «Artigo 30.º [...] 1 - Compete à ASAE a fiscalização do cumprimento do disposto no presente decreto-lei e a instrução dos respetivos processos de contraordenação, salvo quando esteja em causa a contratação de serviços de comunicações eletrónicas, serviços de audiotexto, serviços de valor acrescentado baseados no envio de mensagem ou serviços postais, caso em que a competência para a fiscalização do cumprimento do disposto nos capítulos ii e iv, bem como para a instrução dos respetivos processos de contraordenação, cabe à ANACOM.
2 - A decisão de aplicação das coimas e sanções acessórias compete ao inspetor-geral da ASAE ou ao conselho de administração da ANACOM, consoante se trate de matérias cuja fiscalização caiba à ASAE ou à ANACOM.
3 - ...»
Artigo 7.ºAditamento à Lei n.º 99/2009, de 4 de setembro
É aditado à Lei n.º 99/2009, de 4 de setembro , o artigo 27.º-A, com a seguinte redação: «Artigo 27.º-A Tramitação eletrónica 1 - A tramitação das contraordenações do setor das comunicações é efetuada eletronicamente de acordo com o disposto no n.º 7 do artigo 5.º da Lei das Comunicações Eletrónicas, em termos a definir pela ANACOM, que aprova também a forma de realização das notificações eletrónicas que não sejam realizadas através do serviço público de notificações eletrónicas.
2 - A assinatura autógrafa no processo administrativo, quando excecionalmente tramite em suporte de papel, é dispensada sempre que os atos procedimentais sejam praticados em suporte eletrónico com a aposição de assinatura eletrónica qualificada, incluindo as do Cartão de Cidadão e da Chave Móvel Digital, com possibilidade de recurso ao Sistema de Certificação de Atributos Profissionais, ou outras que constem da Lista Europeia de Serviços de Confiança, sem prejuízo do disposto no artigo 4.º da Lei n.º 37/2014, de 26 de junho.
3 - A tramitação eletrónica do processo deve garantir a respetiva integralidade, autenticidade e inviolabilidade.»
Artigo 8.ºRemissões
Todas as remissões para a Lei n.º 5/2004, de 10 de fevereiro, consideram-se feitas para as correspondentes disposições da Lei das Comunicações Eletrónicas aprovada em anexo à presente lei.
Artigo 9.ºNorma transitória
A presente lei aplica-se a todos os contratos celebrados após a sua entrada em vigor, com exceção do n.º 5 do artigo 22.º, das alíneas i) e l) do artigo 113.º, dos n.os 6 e 7 do artigo 120.º, do n.º 5 do artigo 122.º, da alínea h) do n.º 3 do artigo 126.º, dos artigos 129.º e 133.º, da subalínea ii) da alínea b) do artigo 136.º e do artigo 137.º da Lei de Comunicações Eletrónicas, aprovada em anexo à presente lei, que se aplicam imediatamente a todos os contratos já existentes.
Artigo 10.ºRegulamentação
1 - Sem prejuízo da sua competência estatutária para emitir regulamentos sempre que tal se mostre indispensável à prossecução das suas atribuições, compete à Autoridade Nacional de Comunicações (ANACOM) aprovar os regulamentos necessários à execução da Lei das Comunicações Eletrónicas aprovada em anexo à presente lei.
2 - Mantêm-se em vigor, até à respetiva substituição ou revogação pela ANACOM, os regulamentos e atos da ANACOM que, tendo sido adotados ao abrigo da Lei n.º 5/2004, de 10 de fevereiro, não sejam incompatíveis com o disposto no Lei das Comunicações Eletrónicas aprovada em anexo à presente lei.
3 - A Portaria n.º 1473-B/2008, de 17 de dezembro, mantém-se em vigor até à sua revogação pela portaria a que se referem os artigos 167.º e 168.º da Lei das Comunicações Eletrónicas aprovada em anexo à presente lei.
4 - As condições técnicas e de segurança são aprovadas no prazo de 90 dias após a publicação da presente lei, após consulta aos operadores e aos prestadores de serviços de comunicações eletrónicas.
Artigo 11.ºNorma revogatória
São revogadas:
Artigo 12.ºAplicação no tempo
1 - As empresas que oferecem redes e serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público, com exceção dos serviços de comunicações interpessoais independentes de números e dos serviços de transmissão utilizados para a prestação de serviços máquina a máquina, devem assegurar o cumprimento do disposto nos n.os 4 e 5 do artigo 136.º da Lei das Comunicações Eletrónicas aprovada em anexo à presente lei, no prazo de 60 dias a contar da data da entrada em vigor da presente lei.
2 - As obrigações relativas ao conteúdo dos contratos previstas nos n.os 6 e 7 do artigo 120.º da Lei das Comunicações Eletrónicas aprovada em anexo à presente lei aplicam-se em caso de alteração aos contratos já celebrados.
3 - As obrigações relativas ao acesso aos serviços de emergência através de comunicações de emergência e à disponibilização da informação sobre a localização do chamador, nos termos previstos no artigo 67.º da Lei das Comunicações Eletrónicas aprovada em anexo à presente lei, são vinculativas a partir do momento da abertura ao público de cada meio de acesso aos serviços de emergência por parte das autoridades nacionais competentes, em termos que devem ser devidamente coordenados por estas autoridades e sem prejuízo do dever de colaboração por parte das empresas sujeitas àquelas obrigações, com vista ao desenvolvimento e à abertura ao público de cada meio de acesso.
4 - A ANACOM deve realizar o primeiro levantamento geográfico, nos termos previstos no artigo 173.º da Lei das Comunicações Eletrónicas aprovada em anexo à presente lei, até 21 de dezembro de 2023.
Artigo 13.ºEntrada em vigor
1 - A presente lei entra em vigor 90 dias após a sua publicação.
2 - Não obstante o disposto no número anterior, o artigo 177.º, a alínea q) do n.º 3 do artigo 178.º, o artigo 179.º, o artigo 180.º, o artigo 181.º, o artigo 182.º e o artigo 183.º da Lei das Comunicações Eletrónicas, aprovada em anexo à presente lei, entram em vigor no dia seguinte ao da sua publicação.
Aprovada em 21 de julho de 2022.
O Presidente da Assembleia da República, Augusto Santos Silva.
Promulgada em 10 de agosto de 2022.
Publique-se.
O Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa.
Referendado em 11 de agosto de 2022.
O Primeiro-Ministro, António Luís Santos da Costa.
ANEXO (a que se refere o artigo 2.º) Lei das Comunicações Eletrónicas
TÍTULO I
Parte geral
Artigo 1.ºObjeto
A presente lei estabelece o regime jurídico aplicável às redes e serviços de comunicações eletrónicas, aos recursos e serviços conexos, à gestão do espectro de radiofrequências e dos recursos de numeração, bem como a certos aspetos dos equipamentos terminais, e define as competências da autoridade reguladora nacional (ARN) e de outras autoridades competentes nestes domínios.
Artigo 2.ºÂmbito de aplicação
1 - Excluem-se do âmbito de aplicação da presente lei:
2 - O disposto na presente lei não prejudica:
3 - Em caso de conflito entre normas da presente lei e as normas estabelecidas na restante legislação setorial aplicável prevalecem as normas da presente lei, salvo quando de outra disposição resulte um regime mais exigente para as empresas que oferecem redes e serviços de comunicações eletrónicas, caso em que se aplica o regime mais exigente.
4 - O disposto na presente lei não prejudica a aplicação das medidas adotadas a nível da União Europeia ou nacional, com vista:
Artigo 3.ºDefinições
1 - Para os efeitos do disposto na presente lei, entende-se por:
2 - Para efeitos do disposto na segunda parte da alínea ll) do número anterior, o desempenho da rede pode ser considerado semelhante independentemente de a experiência dos utilizadores finais ser variável em função das características intrinsecamente diferentes do meio pelo qual se conectam ao PTR.
TÍTULO II
Autoridade reguladora nacional e outras autoridades competentes, objetivos gerais e princípios de regulação
Artigo 4.ºAutoridade reguladora nacional e outras autoridades competentes
1 - Compete à ARN desempenhar as funções de regulação, supervisão, fiscalização e sancionamento previstas na presente lei e nos respetivos estatutos.
2 - É garantida pela presente lei e pelos estatutos da ARN:
3 - As outras autoridades competentes devem dispor de recursos técnicos, financeiros e humanos adequados para desempenhar as funções que lhes sejam atribuídas no âmbito da presente lei.
4 - A ARN e as outras autoridades competentes devem exercer as respetivas competências de forma imparcial, objetiva, transparente, tempestiva, não discriminatória e proporcional.
Artigo 5.ºObjetivos gerais
1 - A ARN e as outras autoridades competentes devem tomar todas as medidas razoáveis para atingir os seguintes objetivos gerais:
2 - Para efeitos do disposto na alínea c) do número anterior, compete à ARN e às outras autoridades competentes, eliminar os obstáculos ainda existentes e facilitar a convergência das condições para o investimento e para a oferta de redes de comunicações eletrónicas, de serviços de comunicações eletrónicas, de recursos conexos e de serviços conexos, em toda a União Europeia, mediante o desenvolvimento de regras comuns e de abordagens previsíveis de regulação, juntamente com as outras autoridades reguladoras nacionais e as outras autoridades competentes da União Europeia, favorecendo a utilização eficaz, eficiente e coordenada do espectro de radiofrequências, a inovação aberta, a criação e o desenvolvimento de redes transeuropeias, o fornecimento, a disponibilidade e a interoperabilidade dos serviços pan-europeus e a conectividade extremo-a-extremo.
3 - Para efeitos do disposto na alínea d) do n.º 1, compete à ARN e às outras autoridades competentes:
4 - As decisões e medidas adotadas pela ARN e pelas outras autoridades competentes ao abrigo da presente lei devem ser fundamentadas tendo em consideração os objetivos previstos nos números anteriores e seguindo uma metodologia de avaliação de impacto regulatório.
5 - A ARN e as outras autoridades competentes devem contribuir, no âmbito das suas atribuições, para assegurar a implementação de políticas destinadas a promover a liberdade de expressão e informação, a diversidade cultural e linguística, bem como o pluralismo dos meios de comunicação social.
6 - Todas as entidades e autoridades públicas devem, na prossecução das respetivas atribuições, concorrer para a realização dos objetivos gerais previstos nos n.os 1 a 3.
7 - No desempenho das suas atividades a ARN e as outras autoridades competentes devem utilizar meios eletrónicos, de modo a promover a eficiência e a transparência administrativas e a proximidade com os interessados, nomeadamente:
Artigo 6.ºPrincípios de regulação
Em todas as decisões e medidas de regulação adotadas em concretização dos objetivos a que se referem os n.os 1 a 3 do artigo 5.º, a ARN e as outras autoridades competentes devem observar os princípios de imparcialidade, objetividade, transparência, tempestividade, não discriminação e proporcionalidade, incumbindo-lhes, nomeadamente:
Artigo 7.ºConsolidação do mercado interno e cooperação regulatória na União Europeia
1 - A ARN e as outras autoridades competentes cooperam com as outras autoridades reguladoras nacionais e as autoridades competentes de outros Estados-Membros, com o ORECE, com o GPER e com a Comissão Europeia, de forma transparente, em todas as matérias previstas na presente lei.
2 - A ARN deve, em particular:
3 - Para efeitos do disposto nos números anteriores devem, nomeadamente, ser seguidos os procedimentos previstos nos artigos 71.º e 72.º 4 - A ARN deve, se necessário, prestar assistência à Comissão Europeia no estabelecimento de parâmetros de referência e na elaboração de relatórios sobre a eficácia das medidas adotadas a fim de alcançar os objetivos previstos nos n.os 1 a 3 do artigo 5.º 5 - A ARN celebra, se necessário, acordos com outras autoridades reguladoras nacionais e outras autoridades competentes de outros Estados-Membros a fim de promover a cooperação no domínio regulatório.
6 - A ARN e as outras autoridades competentes devem ter em conta as recomendações da Comissão Europeia sobre a aplicação harmonizada do CECE, tendo em vista a prossecução dos objetivos gerais previstos no artigo 5.º, informando a Comissão Europeia, de forma fundamentada, das concretas razões para não ser seguida uma recomendação.
Artigo 8.ºCooperação entre autoridades nacionais
1 - A ARN e as outras autoridades competentes devem proceder a consultas, trocar informações e cooperar entre si, bem como com outras autoridades ou entidades públicas, incluindo a Autoridade da Concorrência (AdC) e as autoridades nacionais responsáveis pela defesa do consumidor, em questões de interesse comum.
2 - Nos casos referidos nos artigos 42.º e 79.º deve a ARN solicitar parecer prévio à AdC.
3 - Quando, no âmbito da cooperação prevista nos números anteriores, a ARN e as outras autoridades competentes troquem informações entre si ou com outras autoridades ou entidades públicas, todas estas entidades devem assegurar o mesmo nível de confidencialidade e de proteção de dados que a autoridade de origem assegura, podendo utilizar as referidas informações no exercício das suas competências.
Artigo 9.ºOutros mecanismos de cooperação
1 - As partes interessadas podem promover, sob a orientação da ARN e de outras autoridades competentes, mecanismos de cooperação que envolvam consumidores, grupos de utilizadores e prestadores de serviços, tendo em vista o aumento da qualidade geral da oferta de serviços, nomeadamente através da elaboração de códigos de conduta e de normas operacionais, bem como da monitorização da sua aplicação.
2 - As entidades públicas responsáveis em matéria de conteúdos, se necessário em coordenação com a ARN, podem promover a cooperação entre as empresas que oferecem redes ou serviços de comunicações eletrónicas e os setores envolvidos na promoção da transmissão de conteúdos lícitos através das redes e serviços de comunicações eletrónicas, visando, designadamente, a divulgação de informação de interesse público a prestar nos termos do artigo 119.º
Artigo 10.ºProcedimento de consulta pública
1 - Sempre que, no exercício das competências previstas na presente lei, a ARN pretenda adotar medidas com impacto significativo no mercado, incluindo as restrições estabelecidas ao abrigo do artigo 34.º e as questões relacionadas com os direitos dos utilizadores finais e dos consumidores, no que respeita a serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público, deve dar a possibilidade de se pronunciar aos interessados, nomeadamente às empresas que oferecem redes ou serviços de comunicações eletrónicas, aos utilizadores finais, em particular aos consumidores e utilizadores finais com deficiência, e aos fabricantes.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, a ARN deve publicar o projeto de medida, dando aos interessados a possibilidade de se pronunciarem em prazo fixado para o efeito, o qual, salvo em circunstâncias excecionais devidamente fundamentadas, não pode ser inferior a 30 dias úteis.
3 - A ARN aprova e publica os procedimentos que regem as consultas públicas.
4 - A ARN disponibiliza o acesso às consultas públicas em curso, através de um ponto de informação único, disponibilizado nos respetivos sítios na Internet, garantindo a acessibilidade da informação aos utilizadores finais com deficiência.
5 - A ARN publica os resultados das consultas públicas nos seus sítios na Internet, com salvaguarda das informações confidenciais, nomeadamente dos segredos comerciais ou de informações sobre a vida interna das empresas.
Artigo 11.ºMedidas urgentes
1 - Sem prejuízo do disposto na lei geral aplicável, a ARN pode, em circunstâncias excecionais, adotar medidas imediatas, de caráter proporcional e provisório, sem recurso aos procedimentos previstos no artigo 10.º e no artigo 71.º, conforme aplicável, quando considerar necessária uma atuação urgente para a salvaguarda da concorrência ou para a defesa dos interesses dos utilizadores.
2 - A ARN deve prever o prazo de vigência da medida adotada nos termos do número anterior.
3 - Nas situações referidas nos números anteriores, a ARN deve informar, com a maior brevidade possível, a Comissão Europeia, as outras autoridades reguladoras nacionais e o ORECE das medidas adotadas e da respetiva fundamentação.
4 - Nos casos em que a ARN decida transformar a medida provisória em definitiva ou prorrogar o seu prazo de aplicação aplica-se o procedimento previsto no artigo 71.º
Artigo 12.ºResolução administrativa de litígios entre empresas
1 - Compete à ARN, a pedido de qualquer das partes, resolver, através de decisão vinculativa, quaisquer litígios relacionados com as obrigações decorrentes da presente lei, entre empresas a elas sujeitas, no território nacional, ou entre estas e outras empresas que, no território nacional, beneficiem de obrigações de acesso ou interligação, ou ainda entre empresas que ofereçam redes ou serviços de comunicações eletrónicas e fornecedores de recursos conexos, sem prejuízo da possibilidade de recurso aos tribunais.
2 - O pedido de qualquer das partes deve indicar expressamente que pretende a intervenção da ARN, nos termos do número anterior, e ser instruído com todos os elementos e informações necessários para que a ARN possa tomar uma decisão.
3 - A intervenção da ARN deve ser solicitada no prazo máximo de um ano a contar da data do início do litígio.
4 - A decisão da ARN, salvo em circunstâncias excecionais devidamente fundamentadas, deve ser proferida num prazo não superior a 90 dias úteis a contar da data da formulação do pedido e notificada às partes interessadas com a respetiva fundamentação, devendo ser publicada, desde que sejam salvaguardadas as informações confidenciais, nomeadamente os segredos comerciais ou as informações relativas à vida interna das empresas.
5 - Na resolução de litígios a que se refere o presente artigo, a ARN deve decidir de acordo com o disposto na presente lei e tendo em vista a prossecução dos objetivos gerais estabelecidos no artigo 5.º 6 - No decurso da resolução de um litígio devem todas as empresas que oferecem redes e serviços de comunicações eletrónicas cooperar plenamente com a ARN, designadamente no cumprimento do que neste âmbito lhes seja solicitado.
7 - As decisões da ARN proferidas ao abrigo do presente artigo podem ser impugnadas nos termos do n.º 2 do artigo 15.º 8 - Às decisões adotadas ao abrigo do presente artigo não é aplicável o procedimento de consulta pública previsto no artigo 10.º
Artigo 13.ºRecusa do pedido de resolução de litígios
1 - A ARN apenas pode recusar um pedido de resolução de litígio formulado nos termos do artigo 12.º quando:
3 - Se, no caso previsto na alínea c) do n.º 1, o litígio não estiver resolvido e não houver sido intentada uma ação em tribunal com esse objeto no prazo de 90 dias úteis após a notificação das partes, pode a ARN, a pedido de qualquer das partes, dar início ao processo previsto no artigo 12.º, extinguindo-se o processo de resolução de litígios anteriormente iniciado.
4 - Das decisões da ARN proferidas ao abrigo do presente artigo cabe recurso nos termos do n.º 2 do artigo 15.º
Artigo 14.ºResolução de litígios transfronteiriços
1 - Em caso de litígio surgido no âmbito do cumprimento das obrigações previstas na presente lei, entre empresas a elas sujeitas, estabelecidas em Estados-Membros diferentes e da competência de autoridades reguladoras nacionais de mais do que um Estado-Membro, qualquer das partes pode submeter o litígio às autoridades reguladoras nacionais em causa, sem prejuízo da possibilidade de recurso aos tribunais.
2 - No caso a que se refere o número anterior, a ARN deve coordenar a sua intervenção com as outras autoridades reguladoras nacionais envolvidas a fim de resolver o litígio de forma coerente e consentânea com os objetivos gerais previstos no artigo 5.º, conformando as decisões proferidas com o disposto na presente lei.
3 - A ARN pode recusar o pedido de resolução de litígio, nos termos da alínea c) do n.º 1 e dos n.os 2 e 3 do artigo 13.º, aplicáveis com as necessárias adaptações.
4 - Caso o litígio que lhe haja sido submetido afete as trocas comerciais entre Estados -Membros, a ARN notifica o ORECE do mesmo, para efeitos de emissão de parecer.
5 - No caso previsto no número anterior, a ARN aguarda quatro meses pelo parecer do ORECE antes de adotar medidas para resolver o litígio, sem prejuízo da possibilidade de, em circunstâncias excecionais, a pedido das partes ou por sua própria iniciativa, adotar medidas provisórias que sejam consideradas necessárias para salvaguardar a concorrência ou para proteger os interesses dos utilizadores finais, nos termos do artigo 11.º 6 - A decisão da ARN deve ter em consideração o parecer emitido pelo ORECE e ser adotada no prazo de 22 dias úteis após a sua emissão.
7 - Às decisões adotadas ao abrigo do presente artigo não se aplica o procedimento de consulta pública previsto no artigo 10.º 8 - O disposto no presente artigo não é aplicável a litígios relativos à coordenação do espectro de radiofrequências abrangidos pelo artigo 49.º
Artigo 15.ºControlo jurisdicional
1 - As decisões, despachos ou outras medidas, adotadas pela ARN no âmbito de processos de contraordenação decorrentes da aplicação do regime jurídico das comunicações eletrónicas, são impugnáveis nos termos do disposto na Lei n.º 99/2009, de 4 de setembro, que aprova o regime quadro das contraordenações do setor das comunicações.
2 - Os restantes atos praticados pela ARN são impugnáveis junto dos tribunais administrativos, nos termos gerais.
3 - As medidas adotadas por outras autoridades competentes são impugnáveis nos termos do regime que lhes for aplicável.
4 - A ARN e as outras autoridades competentes devem manter informação atualizada sobre os recursos das decisões previstas no n.º 2, nomeadamente sobre o número de pedidos de recurso, o seu objeto e a duração dos respetivos processos, bem como sobre o número de decisões que imponham medidas cautelares, devendo, mediante pedido devidamente fundamentado, disponibilizar estes dados à Comissão Europeia e ao ORECE.
TÍTULO III
Autorização geral, frequências, números e segurança
CAPÍTULO I
Regime de autorização geral SECÇÃO I Autorização geral
Artigo 16.ºOferta de redes e serviços
1 - É garantida a todas as pessoas singulares ou coletivas a liberdade de oferta de redes e serviços de comunicações eletrónicas.
2 - A oferta de redes e serviços de comunicações eletrónicas, acessíveis ou não ao público, está apenas sujeita ao regime de autorização geral, não podendo estar dependente de qualquer decisão ou ato prévio da ARN, sem prejuízo do regime aplicável à utilização do espectro de radiofrequências e de recursos de numeração, bem como das condições específicas previstas no artigo 28.º 3 - Não se encontram sujeitas ao regime de autorização geral:
4 - Para efeitos do disposto no n.º 2, consideram-se não acessíveis ao público as ofertas de serviços de comunicações eletrónicas em regime de autoprestação.
Artigo 17.ºDeveres de comunicação
1 - Com exceção das ofertas previstas no n.º 3 do artigo 16.º, as empresas que pretendam oferecer redes públicas de comunicações eletrónicas e serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público devem comunicar previamente à ARN o início de atividade.
2 - A comunicação prevista no número anterior deve incluir:
3 - Após a comunicação as empresas podem iniciar de imediato a sua atividade, com as limitações decorrentes da atribuição de direitos de utilização do espectro de radiofrequências e de recursos de numeração.
4 - As empresas que oferecem redes públicas de comunicações eletrónicas e serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público devem comunicar à ARN qualquer alteração ou a cessação da atividade, assim como qualquer alteração dos elementos de identificação ou dos contactos previamente fornecidos.
5 - Todas as comunicações previstas no presente artigo são realizadas por meios eletrónicos, nos termos previstos na lei e sem prejuízo do acesso por outros meios.
6 - Compete à ARN:
Artigo 18.ºIsenção dos deveres de comunicação
1 - Sem prejuízo das demais condições a que se encontra sujeita a oferta de redes públicas de comunicações eletrónicas e de serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público e dos direitos das empresas que as oferecem, a ARN pode, por regulamento, isentar essas empresas do cumprimento dos deveres de comunicação previstos no artigo 17.º em relação à oferta de um determinado tipo de rede ou serviço.
2 - As isenções a determinar pela ARN nos termos previstos no número anterior devem ser objetivamente justificadas em relação ao tipo de rede ou serviço em causa, devendo ainda ser proporcionais, transparentes e não discriminatórias.
Artigo 19.ºRegisto das empresas
1 - Compete à ARN manter e divulgar no seu sítio na Internet um registo das empresas que oferecem redes públicas de comunicações eletrónicas e serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público, que se encontrem sujeitas aos deveres de comunicação previstos no artigo 17.º 2 - Compete à ARN, no prazo de cinco dias úteis a contar da comunicação devidamente apresentada, inscrever a empresa no registo e emitir uma declaração que confirme a sua entrega e que descreva em detalhe os seus direitos em matéria de acesso, interligação e instalação de recursos, nos termos previstos na presente lei.
3 - Compete à ARN, por regulamento, estabelecer as regras aplicáveis à manutenção do registo.
4 - A ARN transmite ao ORECE, por via eletrónica e nos termos definidos no âmbito da cooperação entre ambos, a informação relativa às empresas inscritas no registo, logo após a sua inscrição ou após a alteração ou o cancelamento da inscrição.
SECÇÃO II Direitos
Artigo 20.ºDireitos
1 - Constituem direitos das empresas que oferecem redes ou serviços de comunicações eletrónicas:
2 - Constituem direitos das empresas que oferecem redes públicas de comunicações eletrónicas ou serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público:
Artigo 21.ºAlteração dos direitos e obrigações
1 - Os direitos, as condições e os procedimentos relativos ao exercício da atividade, incluindo os direitos de utilização do espectro de radiofrequências e dos recursos de numeração, bem como os direitos de passagem, podem ser alterados em casos objetivamente justificados e de acordo com o princípio da proporcionalidade, mediante lei, regulamento ou ato administrativo, conforme os casos.
2 - As alterações aos direitos de utilização do espectro de radiofrequências ou dos recursos de numeração previstas no número anterior devem ter em conta as condições específicas aplicáveis aos direitos transmissíveis, nos termos do artigo 42.º e do n.º 5 do artigo 54.º 3 - As decisões de alteração a adotar ao abrigo do presente artigo estão sujeitas ao procedimento de consulta pública previsto no artigo 10.º 4 - Excecionam-se do disposto no número anterior os casos de alterações pouco significativas, em que a natureza substancial dos direitos de utilização não seja modificada, nomeadamente não criando vantagens comparativas, e que tenham a concordância dos respetivos titulares.
Artigo 22.ºRestrição e revogação de direitos de utilização
1 - Sem prejuízo do disposto no n.º 5 do artigo 181.º e no artigo 182.º, os direitos de utilização do espectro de radiofrequências e dos recursos de numeração não podem ser restringidos ou revogados antes do termo do respetivo prazo de validade, exceto com o consentimento do seu titular ou em casos justificados e, quando aplicável, em conformidade com as condições fixadas nos artigos 39.º e 56.º 2 - Para garantir a utilização efetiva e eficiente dos recursos de numeração, do espectro de radiofrequências ou a aplicação das medidas técnicas de execução adotadas nos termos do artigo 4.º da Decisão Espectro de Radiofrequências, a ARN pode restringir ou revogar os direitos de utilização com base em procedimentos previamente estabelecidos e claramente definidos, em conformidade com os princípios da proporcionalidade e da não discriminação.
3 - A restrição ou revogação de direitos de utilização sem o consentimento do seu titular está sujeita ao procedimento de consulta pública previsto no artigo 10.º 4 - Nos casos previstos no presente artigo, os titulares dos direitos de utilização do espectro de radiofrequências e dos recursos de numeração são compensados, total ou parcialmente, pelos encargos ou danos especiais e anormais que lhes sejam impostos, de acordo com as regras aplicáveis à indemnização pelo sacrifício previstas no regime da responsabilidade civil extracontratual do Estado e demais entidades públicas, aprovado pela Lei n.º 67/2007, de 31 de dezembro.
5 - Compete à ARN apurar o montante da compensação a que se refere o número anterior, a calcular nos termos gerais de direito.
6 - Os encargos decorrentes da compensação referida nos números anteriores são suportados por verbas do orçamento da ARN.
Artigo 23.ºDireitos de passagem
1 - Às empresas que oferecem redes públicas de comunicações eletrónicas e serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público é garantido o direito de:
2 - Às empresas que oferecem redes não públicas de comunicações eletrónicas e serviços de comunicações eletrónicas não acessíveis ao público é garantido o direito de requerer a utilização do domínio público para instalação de sistemas, equipamentos e demais recursos.
3 - Todas as entidades com jurisdição sobre o domínio público devem observar o regime jurídico da construção, do acesso e da instalação de redes e infraestruturas de comunicações eletrónicas e elaborar e publicar procedimentos para a atribuição dos direitos referidos nos números anteriores, os quais devem ser eficientes, simples, transparentes e adequadamente divulgados, não discriminatórios e céleres, não podendo entre a data da apresentação do pedido e a sua decisão decorrer mais de seis meses contados seguidos, exceto se estiver em causa um processo de expropriação.
4 - As condições aplicáveis ao exercício dos direitos referidos nos n.os 1 e 2 obedecem aos princípios da transparência e da não discriminação.
5 - Deve ser garantida uma separação estrutural efetiva entre as competências de atribuição ou definição das condições para o exercício dos direitos previstos no presente artigo e as competências ligadas à propriedade ou ao controlo das empresas do setor sobre as quais as autoridades públicas, incluindo as locais, detenham a propriedade ou o controlo.
6 - O direito concedido para a utilização do domínio público nos termos deste artigo não pode ser restringido ou revogado antes do termo do respetivo prazo de validade, exceto com o consentimento do seu titular ou em casos justificados.
7 - No caso previsto no número anterior os titulares dos direitos de utilização do domínio público são compensados, total ou parcialmente, pelos encargos ou danos especiais e anormais que lhes sejam impostos, de acordo com as regras aplicáveis à indemnização pelo sacrifício previstas no regime da responsabilidade civil extracontratual do Estado e demais entidades públicas.
Artigo 24.ºColocalização e partilha
1 - Nos casos em que as empresas que oferecem redes públicas de comunicações eletrónicas e serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público tenham exercido um direito nos termos do n.º 1 do artigo 23.º, devem promover entre si a celebração de acordos com vista à colocalização e à partilha dos elementos de rede e dos recursos conexos instalados ou a instalar, cujos termos e subsequentes alterações devem ser comunicados à ARN.
2 - Sem prejuízo das competências das autarquias locais e de outras autoridades responsáveis, a ARN, após consulta pública nos termos do artigo 10.º, pode determinar a colocalização e a partilha dos elementos de rede e dos recursos conexos instalados e a partilha de propriedade, incluindo solo, edifícios, entradas de edifícios, postes, mastros, antenas, torres, estruturas de apoio, condutas, tubagens, câmaras de visita, armários ou outras instalações existentes no local, independentemente de os seus titulares serem empresas que oferecem redes ou serviços de comunicações eletrónicas, por razões relacionadas com a proteção do ambiente, da saúde pública ou da segurança pública ou para satisfazer objetivos do ordenamento do território e defesa da paisagem urbana e rural.
3 - As medidas determinadas ao abrigo do disposto no número anterior são objetivas, proporcionais, transparentes e não discriminatórias, devendo limitar-se às áreas específicas em que a colocalização ou a partilha seja considerada necessária, tendo em vista a prossecução dos objetivos previstos no número anterior.
4 - As medidas determinadas ao abrigo dos números anteriores podem incluir normas de repartição de custos.
5 - Nos casos de partilha, a ARN pode adotar medidas condicionantes do funcionamento dos recursos a instalar, designadamente uma limitação dos níveis máximos de potência de emissão.
Artigo 25.ºImplantação e operação de pontos de acesso sem fios de áreas reduzidas
1 - As autoridades competentes não podem sujeitar a implantação de pontos de acesso sem fios de áreas reduzidas que respeitem as características físicas e técnicas fixadas em atos de execução da Comissão Europeia a quaisquer atos de licenciamento, autorização ou comunicação prévia.
2 - Sem prejuízo do disposto no número anterior, as autoridades competentes podem sujeitar a implantação de pontos de acesso sem fios de áreas reduzidas em edifícios ou locais com valor arquitetónico, histórico ou natural protegido ou por razões de segurança pública, a atos de licenciamento, autorização ou comunicação prévia, de acordo com a legislação aplicável.
3 - O disposto neste artigo não prejudica a aplicação dos requisitos essenciais previstos no Decreto-Lei n.º 57/2017, de 9 de junho, nem do regime aplicável à utilização do espectro de radiofrequências.
4 - Sem prejuízo de quaisquer acordos comerciais, a implantação de pontos de acesso sem fios de áreas reduzidas fica apenas sujeita, quando aplicável, ao pagamento de custos administrativos.
Artigo 26.ºInfraestruturas aptas ao alojamento de redes de comunicações electrónicas
Estão sujeitas ao regime da construção de infraestruturas aptas ao alojamento de redes de comunicações eletrónicas e à construção de infraestruturas de telecomunicações em loteamentos, urbanizações, conjuntos de edifícios e edifícios, previsto no Decreto-Lei n.º 123/2009, de 21 de maio:
SECÇÃO III Condições
Artigo 27.ºCondições gerais
1 - Sem prejuízo de outras obrigações previstas na lei, as empresas que oferecem redes e serviços de comunicações eletrónicas apenas podem estar sujeitas na sua atividade às seguintes condições:
2 - Sem prejuízo da aplicação de obrigações previstas na lei ou de condições gerais, não se encontram sujeitos ao disposto no número anterior:
4 - As regras a definir pela ARN nos termos do número anterior devem ser objetivamente justificadas em relação à rede ou serviço em causa, nomeadamente quanto à sua acessibilidade ao público, devendo ser proporcionais, transparentes e não discriminatórias, salvaguardando todos os requisitos de acessibilidade para os utilizadores finais com deficiência.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 28.ºCondições específicas
A definição de condições nos termos do artigo 27.º não prejudica a imposição às empresas que oferecem redes e serviços de comunicações eletrónicas de obrigações específicas nas situações e de acordo com as regras previstas na presente lei:
Artigo 29.ºSeparação contabilística e relatórios financeiros
1 - As empresas que ofereçam redes públicas de comunicações eletrónicas ou serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público e que usufruam de direitos especiais ou exclusivos para o fornecimento de serviços noutros setores, no mesmo ou noutro Estado-Membro, devem dispor de um sistema de contabilidade separada para as atividades de oferta de redes ou serviços de comunicações eletrónicas, o qual deve ser submetido a uma auditoria independente, a realizar por entidade a designar pela ARN ou por esta aceite, ou criar entidades juridicamente distintas para as correspondentes atividades.
2 - As empresas cujo volume de negócios anual seja inferior a 50 000 000 (euro) em atividades associadas à oferta de redes ou serviços de comunicações eletrónicas na União Europeia podem ser dispensadas pela ARN das obrigações previstas no número anterior.
3 - As empresas que ofereçam redes públicas de comunicações eletrónicas ou serviços de comunicações eletrónicas acessíveis ao público que, nos termos da legislação específica que lhes é aplicável, não estejam sujeitas a controlo contabilístico, devem elaborar e submeter anualmente os respetivos relatórios financeiros a uma auditoria independente e publicá-los.
Artigo 30.ºNormalização
1 - Sem prejuízo das normas definidas como obrigatórias ao nível da União Europeia, a ARN, na medida do estritamente necessário para assegurar a interoperabilidade dos serviços, a conectividade extremo-a-extremo, a facilitação da mudança de empresa que oferece redes e serviços de comunicações eletrónicas e a portabilidade de números e identificadores, e para aumentar a liberdade de escolha dos utilizadores, deve incentivar a utilização de normas técnicas não obrigatórias e de especificações para a oferta de serviços, de interfaces técnicas ou de funções de rede, tendo por base a lista elaborada pela Comissão Europeia e publicada no Jornal Oficial da União Europeia, nos termos do n.º 1 do artigo 39.º do CECE.
2 - Enquanto não for publicada a lista a que se refere o número anterior, a ARN deve incentivar a aplicação de normas e especificações adotadas pelo Comité Europeu de Normalização, pelo Comité Europeu de Normalização Eletrotécnica e pelo Instituto Europeu de Normas de Telecomunicações.
3 - Na falta das normas referidas no número anterior, a ARN deve incentivar a aplicação de normas ou recomendações internacionais aprovadas pela União Internacional das Telecomunicações (UIT), pela Conferência Europeia das Administrações dos Correios e Telecomunicações, pela Organização Internacional de Normalização ou pela Comissão Eletrotécnica Internacional.
4 - Sem prejuízo das normas e especificações referidas nos números anteriores, podem ser emitidas especificações técnicas a nível nacional.
5 - Compete à ARN promover a publicação, no seu sítio na Internet, da referência à publicação das normas e especificações referidas nos números anteriores.
6 - As autoridades nacionais competentes devem incentivar as organizações europeias de normalização de que façam parte a utilizar normas internacionais, quando existam, ou a utilizar os seus elementos pertinentes como base para as normas que elaborarem, exceto quando forem ineficazes.
7 - As normas ou especificações referidas no n.º 1 não impedem o acesso que seja necessário em virtude do disposto na presente lei, sempre que possível.
CAPÍTULO II
Espectro de radiofrequências SECÇÃO I Disposições gerais
Artigo 31.ºDomínio público
O espaço pelo qual podem propagar-se as ondas eletromagnéticas pertence ao domínio público do Estado.
Artigo 32.ºGestão do espectro de radiofrequências
1 - Compete à ARN assegurar uma gestão eficiente do espectro de radiofrequências, tendo em conta o disposto no artigo 31.º, bem como o seu valor social, cultural e económico, nomeadamente nos termos e para os efeitos do disposto nos números seguintes e nos artigos 5.º e 33.º 2 - A ARN deve promover a harmonização da utilização do espectro de radiofrequências por redes e serviços de comunicações eletrónicas na União Europeia, de um modo coerente com a necessidade de garantir a sua utilização efetiva e eficiente e com a prossecução do objetivo de obtenção de benefícios para os consumidores, tais como concorrência, economia de escala e interoperabilidade das redes e dos serviços, nos termos do artigo 33.º e da Decisão Espectro de Radiofrequências.
3 - Para efeitos do disposto nos números anteriores, a ARN deve, nomeadamente:
4 - Na aplicação do presente artigo devem ser respeitados os acordos internacionais, incluindo o Regulamento das Radiocomunicações da UIT e outros acordos adotados no quadro da UIT aplicáveis ao espectro de radiofrequências, incluindo o acordo alcançado na Conferência Regional das Radiocomunicações de 2006, tendo em conta a prossecução do interesse público.
Artigo 33.ºPlaneamento estratégico e coordenação da política do espectro de radiofrequências
1 - A ARN deve cooperar com a Comissão Europeia e com as autoridades competentes pela gestão do espectro de radiofrequências nos demais Estados-Membros, no planeamento estratégico, na coordenação e na harmonização da utilização do espectro de radiofrequências na União Europeia, em conformidade com as políticas de estabelecimento e funcionamento do mercado interno das comunicações eletrónicas, designadamente no âmbito dos programas plurianuais relativos à política do espectro aprovados pelo Parlamento Europeu e pelo Conselho.
2 - Para efeitos do disposto no número anterior, a ARN deve ter em conta, nomeadamente, os aspetos económicos, de segurança, de saúde, de interesse público, de liberdade de expressão, culturais, científicos, sociais e técnicos das políticas da União Europeia, bem como os diversos interesses dos utilizadores do espectro de radiofrequências, com o objetivo de otimizar a utilização deste recurso e de evitar interferências prejudiciais.
3 - A ARN deve, em cooperação com as autoridades reguladoras nacionais ou outras autoridades competentes dos demais Estados-Membros e a Comissão Europeia, promover a coordenação das políticas em matéria do espectro de radiofrequências na União Europeia e, quando adequado, condições harmonizadas de disponibilização e utilização eficiente do espectro de radiofrequências, necessárias ao estabelecimento e ao funcionamento do mercado interno das comunicações eletrónicas.
4 - A ARN deve cooperar, através do GPER, com as autoridades competentes pela gestão do espectro de radiofrequências nos demais Estados-Membros e com a Comissão Europeia, nos termos do n.º 1, bem como com o Parlamento Europeu e o Conselho, quando estes o solicitem, nomeadamente:
Artigo 34.ºNeutralidade tecnológica e de serviços na gestão do espectro de radiofrequências
1 - Compete à ARN, no âmbito das suas competências de gestão do espectro de radiofrequências e sem prejuízo das restrições estabelecidas no presente artigo, garantir a aplicação dos seguintes princípios:
2 - A ARN pode estabelecer restrições proporcionais, transparentes e não discriminatórias ao princípio a que se refere a alínea a) do número anterior, sempre que tal seja necessário para:
3 - A ARN pode estabelecer restrições proporcionais, transparentes e não discriminatórias ao princípio a que se refere a alínea b) do n.º 1, nomeadamente tendo em vista, sempre que necessário, o cumprimento dos requisitos previstos no Regulamento das Radiocomunicações da UIT.
4 - No âmbito das restrições à neutralidade de serviços, a ARN pode adotar medidas que imponham:
5 - Consideram-se objetivos de interesse geral, para os efeitos da alínea f) do n.º 2 e do n.º 4, nomeadamente, a segurança da vida humana, a promoção da coesão social, regional ou territorial, a prevenção de utilizações ineficientes do espectro de radiofrequências, bem como a promoção da diversidade cultural e linguística e do pluralismo dos meios de comunicação, designadamente através do fornecimento de programas de rádio e de distribuição de serviços de programas televisivos e de rádio.
6 - As medidas e restrições previstas nos n.os 2 a 4 são indicadas no QNAF, devendo a ARN proceder periodicamente à sua reavaliação.
7 - As alterações da utilização do espectro de radiofrequências decorrentes da aplicação deste artigo não justificam, por si só, a revogação dos direitos de utilização do espectro de radiofrequências.
Artigo 35.ºQuadro nacional de atribuição de frequências
1 - Compete à ARN atualizar e publicar o QNAF, o qual inclui: