DL n.º 486/99, de 13 de Novembro
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Artigo 20.ºImputação de direitos de voto
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Artigo 21.ºRelações de domínio e de grupo
Artigo 21.ºA
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Artigo 21.ºB
Convocatória
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Informação prévia à assembleia geral
Artigo 21.ºD
Voto plural
Artigo 21.ºE
Identificação dos acionistas e investidores finais
Artigo 21.ºF
Transmissão de informações
Artigo 21.ºG
Facilitação do exercício dos direitos dos accionistas
Artigo 21.ºH
Não discriminação, proporcionalidade e transparência dos custos
Artigo 21.ºI
Convocatória
Artigo 21.ºJ
Informação preparatória da assembleia geral
Artigo 22.ºVoto por correspondência
Artigo 22.ºA
Confirmação dos votos expressos por via electrónica
Artigo 23.ºProcuração
Artigo 23.ºA
Direito a requerer a convocatória
Artigo 23.ºB
Inclusão de assuntos na ordem do dia e apresentação de propostas de deliberação
Artigo 23.ºC
Participação e votação na assembleia geral
Artigo 23.ºD
Ata da assembleia geral
Artigo 23.ºE
Reagrupamento de acções
Artigo 24.ºSuspensão de deliberação social
Artigo 25.ºAumento de capital social
Artigo 26.ºAnulação da deliberação de aumento de capital social
Artigo 26.ºA
Política de remuneração
Artigo 26.ºB
Aprovação da política de remuneração
Artigo 26.ºC
Conteúdo da política de remuneração
Artigo 26.ºD
Derrogação temporária da política de remuneração
Artigo 26.ºE
Publicação da política de remuneração
Artigo 26.ºF
Vigência de práticas remuneratórias e de políticas de remuneração na pendência de aprovação pela assembleia geral
Artigo 26.ºG
Relatório sobre remunerações
Artigo 26.ºH
Investidores Institucionais, Gestores de Ativos e Consultores em Matéria de Votação
Artigo 26.ºI
Política de envolvimento
Artigo 26.ºJ
Estratégia de investimento dos investidores institucionais e acordos com os gestores de ativos
Artigo 26.ºK
Transparência dos gestores de carteiras
Artigo 26.ºL
Transparência dos consultores em matéria de votação
Artigo 27.ºRequisitos
Artigo 28.ºPublicações
Artigo 29.ºEfeitos
Artigo 29.ºA
Prazos
Artigo 29.ºB
Identificação dos accionistas
Artigo 29.ºC
Transmissão de informações
Artigo 29.ºD
Facilitação do exercício dos direitos dos accionistas
Artigo 29.ºE
Não discriminação, proporcionalidade e transparência dos custos
Artigo 29.ºF
Regime linguístico
Artigo 29.ºG
Relatório e contas anuais
Artigo 29.ºH
Relatório anual sobre governo das sociedades
Artigo 29.ºI
Relatório sobre os pagamentos efetuados a Administrações Públicas
Artigo 29.ºJ
Informação semestral
Artigo 29.ºK
Outras informações
Artigo 29.ºL
Dispensa de divulgação da informação
Artigo 29.ºM
Âmbito
Artigo 29.ºN
Equivalência
Artigo 29.ºO
Regulamentação
Artigo 29.ºP
Responsabilidade civil
Artigo 29.ºQ
Informação privilegiada relativa a emitentes
Artigo 29.ºR
Operações de dirigentes
Artigo 29.ºS
Transações com partes relacionadas
Artigo 29.ºT
Divulgação pública de transações com partes relacionadas
Artigo 29.ºU
Isenções
Artigo 29.ºV
Agregação de transacções
Artigo 30.ºInvestidores profissionais
Artigo 31.ºAção popular
Artigo 32.ºAssociações de defesa dos investidores
Artigo 33.ºMediação de conflitos
Artigo 34.ºProcedimentos de mediação
Artigo 35.ºConstituição de fundos de garantia
Artigo 36.ºGestão de fundos de garantia
Artigo 37.ºReceitas dos fundos de garantia
Artigo 38.ºPagamento de indemnização pelo fundo de garantia
Artigo 39.ºCapacidade e forma
Artigo 40.ºConteúdo
Artigo 41.ºTransmissão e garantias
Artigo 42.ºReferência material
Artigo 43.ºRegisto da emissão
Artigo 44.ºMenções do registo da emissão
Artigo 45.ºCategoria
Artigo 46.ºFormas de representação
Artigo 47.ºFormalidades prévias
Artigo 48.ºDecisão de conversão
Artigo 49.ºConversão de valores mobiliários escriturais em titulados
Artigo 50.ºConversão de valores mobiliários titulados em escriturais
Artigo 51.ºReconstituição e reforma judicial
Artigo 52.ºValores mobiliários nominativos
Artigo 53.ºConvertibilidade
Artigo 54.ºModos de conversão
Artigo 55.ºLegitimação ativa
Artigo 56.ºLegitimação passiva
Artigo 57.ºContitularidade
Artigo 58.ºAquisição a pessoa não legitimada
Artigo 59.ºRegulamentação do registo no emitente e em intermediário financeiro
Artigo 60.ºRegulamentação do sistema centralizado de valores mobiliários
Artigo 61.ºEntidades registadoras
Artigo 62.ºIntegração em sistema centralizado
Artigo 63.ºRegisto num único intermediário financeiro
Artigo 64.ºRegisto no emitente
Artigo 64.ºA
Registo de valores mobiliários escriturais de emitentes em liquidação ou insolvência
Artigo 65.ºSuporte do registo
Artigo 66.ºOficiosidade e instância
Artigo 67.ºBase documental dos registos
Artigo 68.ºMenções nas contas de registo individualizado
Artigo 69.ºData e prioridade dos registos
Artigo 70.ºSucessão de registos
Artigo 71.ºTransferência de valores mobiliários escriturais entre contas
Artigo 72.ºBloqueio
Artigo 73.ºPrimeira inscrição
Artigo 74.ºValor do registo
Artigo 75.ºPrioridade de direitos
Artigo 76.ºExtinção dos efeitos do registo
Artigo 77.ºRecusa do registo
Artigo 78.ºProva do registo
Artigo 79.ºRetificação e impugnação dos atos de registo
Artigo 80.ºTransmissão
Artigo 81.ºPenhor
Artigo 82.ºPenhora
Artigo 83.ºExercício de direitos
Artigo 84.ºTítulo executivo
Artigo 85.ºPrestação de informações
Artigo 86.ºAcesso à informação
Artigo 87.ºResponsabilidade civil
Artigo 88.ºEstrutura e funções do sistema centralizado
Artigo 89.ºRegras operacionais
Artigo 90.ºIntegração e exclusão de valores mobiliários
Artigo 91.ºContas integrantes do sistema centralizado
Artigo 92.ºControlo dos valores mobiliários em circulação
Artigo 93.ºInformações a prestar ao emitente
Artigo 94.ºResponsabilidade civil
Artigo 95.ºEmissão e entrega dos títulos
Artigo 96.ºCautelas
Artigo 97.ºMenções nos títulos
Artigo 98.ºDivisão e concentração de títulos
Artigo 99.ºModalidades de depósito
Artigo 100.ºTitularidade dos valores mobiliários depositados
Artigo 101.ºTransmissão de valores mobiliários titulados ao portador
Artigo 102.ºTransmissão de valores mobiliários titulados nominativos
Artigo 103.ºUsufruto e penhor
Artigo 104.ºExercício de direitos
Artigo 105.ºRegime aplicável
Artigo 106.ºIntegração em sistema centralizado
Artigo 107.ºExclusão de sistema centralizado
Artigo 108.ºDireito aplicável
Artigo 109.ºOferta pública
Artigo 110.ºOfertas particulares
Artigo 110.ºA
Qualificação facultativa
Artigo 110.ºB
Ofertas públicas de distribuição em cascata
Artigo 111.ºÂmbito
Artigo 112.ºIgualdade de tratamento
Artigo 113.ºIntermediação obrigatória
Artigo 114.ºAprovação de prospeto e registo prévio
Artigo 115.ºInstrução do pedido
Artigo 116.ºRelatórios e contas especiais
Artigo 117.ºLegalidade da oferta
Artigo 118.ºDecisão
Artigo 119.ºRecusa de aprovação de prospeto e de registo
Artigo 120.ºCaducidade do registo
Artigo 121.ºPublicidade
Artigo 122.ºPublicidade prévia
Artigo 123.ºAnúncio de lançamento
Artigo 124.ºConteúdo da oferta
Artigo 125.ºPrazo da oferta
Artigo 126.ºDeclarações de aceitação
Artigo 127.ºApuramento e publicação do resultado da oferta
Artigo 128.ºAlteração das circunstâncias
Artigo 128.ºA
Revisão da oferta
Artigo 129.ºModificação e revisão da oferta
Artigo 130.ºRevogação da oferta
Artigo 131.ºRetirada e proibição da oferta
Artigo 132.ºEfeitos da revogação e da retirada
Artigo 133.ºSuspensão da oferta
Artigo 134.ºExigibilidade de prospecto
Artigo 135.ºPrincípios gerais
Artigo 135.ºA
Sumário do prospeto de oferta pública de distribuição
Artigo 135.ºB
Formato do prospeto de oferta pública de distribuição
Artigo 135.ºC
Prospeto de base
Artigo 136.ºConteúdo comum do prospecto
Artigo 136.ºA
Inserção por remissão
Artigo 137.ºConteúdo do prospeto de oferta pública de distribuição
Artigo 138.ºConteúdo do prospeto de oferta pública de aquisição
Artigo 139.ºAdaptação do prospeto em casos especiais
Artigo 140.ºDivulgação
Artigo 140.ºA
Aviso sobre disponibilidade do prospecto
Artigo 141.ºDispensa de inclusão de matérias no prospecto
Artigo 142.ºAdenda ao prospeto e retificação do prospecto
Artigo 143.ºValidade do prospecto
Artigo 144.ºProspeto de referência
Artigo 145.ºAutoridade competente
Artigo 145.ºA
Autoridade competente em ofertas públicas de aquisição
Artigo 146.ºProspeto de âmbito europeu
Artigo 147.ºEmitentes não comunitários
Artigo 147.ºA
Reconhecimento mútuo
Artigo 148.ºCooperação
Artigo 149.ºÂmbito
Artigo 150.ºResponsabilidade objectiva
Artigo 151.ºResponsabilidade solidária
Artigo 152.ºDano indemnizável
Artigo 153.ºCessação do direito à indemnização
Artigo 154.ºInjuntividade
Artigo 155.ºMatérias a regulamentar
Artigo 156.ºEstudo de viabilidade
Artigo 157.ºRegisto provisório
Artigo 158.ºDistribuição de lote suplementar
Artigo 159.ºOmissão de informação
Artigo 160.ºEstabilização de preços
Artigo 161.ºDistribuição incompleta
Artigo 162.ºDivulgação de informação
Artigo 163.ºFrustração de admissão à negociação
Artigo 163.ºA
Regime linguístico
Artigo 164.ºAdmissibilidade
Artigo 165.ºProspeto preliminar
Artigo 166.ºResponsabilidade pelo prospecto
Artigo 167.ºPublicidade
Artigo 168.ºOferta pública de subscrição para constituição de sociedade
Artigo 169.ºSucessão de ofertas e ofertas em séries
Artigo 170.ºBloqueio dos valores mobiliários
Artigo 171.ºDever de cooperação do emitente
Artigo 172.ºRevisão da oferta
Artigo 173.ºOferta pública de aquisição
Artigo 174.ºSegredo
Artigo 175.ºPublicação do anúncio preliminar
Artigo 176.ºConteúdo do anúncio preliminar
Artigo 176.ºA
Conteúdo do prospeto de oferta pública de aquisição
Artigo 176.ºB
Adenda ao prospecto
Artigo 176.ºC
Autoridade competente em ofertas públicas de aquisição
Artigo 176.ºD
Reconhecimento Mútuo
Artigo 177.ºContrapartida
Artigo 178.ºOferta pública de troca
Artigo 179.ºRegisto da oferta pública de aquisição
Artigo 180.ºTransações na pendência da oferta
Artigo 181.ºDeveres da sociedade visada
Artigo 182.ºLimitação dos poderes da sociedade visada
Artigo 182.ºA
Suspensão voluntária de eficácia de restrições transmissivas e de direito de voto
Artigo 183.ºPrazo da oferta
Artigo 183.ºA
Anúncio de lançamento
Artigo 184.ºRevisão da oferta
Artigo 185.ºOferta concorrente
Artigo 185.ºA
Processo das ofertas concorrentes
Artigo 185.ºB
Direitos dos oferentes anteriores
Artigo 186.ºSucessão de ofertas
Artigo 187.ºDever de lançamento de oferta pública de aquisição
Artigo 188.ºContrapartida
Artigo 189.ºDerrogações
Artigo 190.ºSuspensão do dever
Artigo 191.ºCumprimento
Artigo 192.ºInibição de direitos
Artigo 193.ºResponsabilidade civil
Artigo 194.ºAquisição potestativa
Artigo 195.ºEfeitos
Artigo 196.ºAlienação potestativa
Artigo 197.ºIgualdade de tratamento
Artigo 197.ºA
Proibição de manipulação de mercado
Artigo 198.ºFormas organizadas de negociação
Artigo 199.ºMercados regulamentados
Artigo 200.ºSistemas de negociação multilateral
Artigo 200.ºA
Sistemas de negociação organizado
Artigo 201.ºInternalização sistemática
Artigo 201.ºA
Sistemas de negociação multilateral de PME em crescimento
Artigo 201.ºB
Obrigação de negociação de ações em formas organizadas de negociação
Artigo 201.ºC
Obrigação de negociação de derivados em plataformas de negociação
Artigo 202.ºRegisto na CMVM
Artigo 203.ºEntidade gestora
Artigo 204.ºObjeto de negociação
Artigo 205.ºAdmissão e seleção para negociação
Artigo 205.ºA
Informação sobre admissão, negociação e exclusão
Artigo 206.ºMembros ou participantes
Artigo 207.ºOperações
Artigo 208.ºSistemas de negociação
Artigo 208.ºA
Requisitos dos sistemas de negociação
Artigo 209.ºRegras
Artigo 209.ºA
Execução de ordens em sistemas de negociação organizado
Artigo 210.ºDireitos inerentes
Artigo 211.ºFiscalização de operações
Artigo 212.ºInformação ao público
Artigo 213.ºSuspensão e exclusão da negociação em mercado regulamentado
Artigo 213.ºA
Interrupção da negociação em mercado regulamentado
Artigo 214.ºPoderes da CMVM
Artigo 215.ºEfeitos da suspensão e da exclusão
Artigo 215.ºA
Informação sobre ofertas e operações numa plataforma de negociação
Artigo 216.ºRegulamentação
Artigo 217.ºAutorização
Artigo 218.ºAcordos entre entidades gestoras
Artigo 219.ºEstrutura do mercado regulamentado
Artigo 220.ºSessões do mercado regulamentado
Artigo 221.ºInformação sobre ofertas e operações em mercado regulamentado
Artigo 222.ºCotação
Artigo 222.ºA
Variação mínima de ofertas de preços
Artigo 223.ºAdmissão de membros
Artigo 223.ºA
Comissões
Artigo 224.ºAcesso remoto a mercados autorizados em Portugal
Artigo 225.ºAcesso remoto a mercados autorizados no estrangeiro
Artigo 226.ºDeveres dos membros
Artigo 227.ºAdmissão à negociação em mercado regulamentado
Artigo 228.ºAdmissão a mercado de cotações oficiais
Artigo 229.ºAdmissão de ações à negociação em mercado de cotações oficiais
Artigo 230.ºAdmissão de obrigações à negociação em mercado de cotações oficiais
Artigo 231.ºDisposições especiais sobre a admissão de valores mobiliários sujeitos a direito estrangeiro
Artigo 232.ºEfeitos da admissão à negociação
Artigo 233.ºPedido de admissão
Artigo 234.ºDecisão de admissão
Artigo 235.ºRecusa de admissão
Artigo 236.ºExigibilidade
Artigo 237.ºReconhecimento mútuo e cooperação
Artigo 237.ºA
Regime linguístico
Artigo 238.ºRegime do prospeto de admissão
Artigo 239.ºCritérios gerais de dispensa do prospecto
Artigo 240.ºDispensa total ou parcial de prospecto
Artigo 241.ºDispensa parcial de prospecto
Artigo 242.ºRegulamentação
Artigo 243.ºResponsabilidade pelo conteúdo do prospecto
Artigo 244.ºRegras gerais
Artigo 244.ºA
Escolha do Estado membro competente
Artigo 244.ºB
Regime linguístico
Artigo 245.ºRelatório e contas anuais
Artigo 245.ºA
Relatório anual sobre governo das sociedades
Artigo 245.ºB
Relatório sobre os pagamentos efetuados a Administrações Públicas
Artigo 245.ºC
Relatório sobre remunerações
Artigo 246.ºInformação semestral
Artigo 246.ºA
Informação trimestral
Artigo 247.ºRegulamentação
Artigo 248.ºInformação privilegiada relativa a emitentes
Artigo 248.ºA
Informação privilegiada
Artigo 248.ºB
Operações de dirigentes
Artigo 248.ºC
Documento de consolidação da informação anual
Artigo 249.ºOutras informações
Artigo 249.ºA
Transações com partes relacionadas
Artigo 249.ºB
Divulgação pública de transações com partes relacionadas
Artigo 249.ºC
Isenções
Artigo 249.ºD
Agregação de transacções
Artigo 250.ºDispensa de divulgação da informação
Artigo 250.ºA
Âmbito
Artigo 250.ºB
Equivalência
Artigo 251.ºResponsabilidade civil
Artigo 251.ºA
Investidores institucionais, gestores de ativos e consultores em matéria de votação
Artigo 251.ºB
Política de envolvimento
Artigo 251.ºC
Estratégia de investimento dos investidores institucionais e acordos com os gestores de ativos
Artigo 251.ºD
Transparência dos gestores de carteiras
Artigo 251.ºE
Transparência dos consultores em matéria de votação
Artigo 251.ºF
Exclusão voluntária de negociação
Artigo 251.ºG
Publicações
Artigo 251.ºH
Efeitos
Artigo 252.ºInternalização sistemática
Artigo 253.ºInformação sobre ofertas
Artigo 254.ºClasses de acções
Artigo 255.ºAtualização e retirada das ofertas
Artigo 256.ºAcesso às ofertas
Artigo 257.ºExecução das ordens e alteração do preço oferecido
Artigo 257.ºA
Proibição de uso e transmissão de informação privilegiada sobre licenças de emissão
Artigo 257.ºB
Informação privilegiada sobre licenças de emissão
Artigo 257.ºC
Operações de dirigentes relativas a licenças de emissão
Artigo 257.ºD
Difusão de informação
Artigo 257.ºE
Limites de posições em instrumentos financeiros derivados de mercadorias
Artigo 257.ºF
Controlos de gestão de posições em instrumentos financeiros derivados de mercadorias
Artigo 257.ºG
Reporte de posições de instrumentos financeiros derivados de mercadorias, licenças de emissão e respetivos derivados
Artigo 257.ºH
Comunicações entre a CMVM e outras autoridades competentes
Artigo 258.ºÂmbito
Artigo 259.ºGestão de operações
Artigo 260.ºPrincípios gerais
Artigo 261.ºMargens e outras garantias
Artigo 262.ºExecução extrajudicial das garantias
Artigo 263.ºSegregação patrimonial
Artigo 264.ºParticipantes
Artigo 265.ºRegras da contraparte central
Artigo 266.ºÂmbito
Artigo 267.ºParticipantes
Artigo 268.ºParticipantes especiais
Artigo 269.ºRegras do sistema
Artigo 270.ºDireito à informação
Artigo 271.ºReconhecimento
Artigo 272.ºRegisto
Artigo 273.ºRegulamentação
Artigo 274.ºOrdens de transferência
Artigo 275.ºModalidades de execução
Artigo 276.ºCompensação
Artigo 277.ºInvalidade dos negócios subjacentes
Artigo 278.ºPrincípios
Artigo 279.ºObrigações dos participantes
Artigo 280.ºIncumprimento
Artigo 281.ºConexão com outros sistemas e instituições
Artigo 282.ºResponsabilidade civil
Artigo 283.ºOrdens de transferência e compensação
Artigo 284.ºGarantias
Artigo 285.ºDireito aplicável
Artigo 286.ºNotificações
Artigo 287.ºRegime
Artigo 288.ºResponsabilidade civil
Artigo 288.ºA
Acesso não discriminatório para compensação de instrumentos financeiros
Artigo 289.ºNoção
Artigo 290.ºServiços e atividades de investimento
Artigo 291.ºServiços auxiliares
Artigo 292.ºPublicidade e prospecção
Artigo 293.ºIntermediários financeiros
Artigo 294.ºConsultoria para investimento e consultoria para investimento independente
Artigo 294.ºA
Atividade do agente vinculado e respetivos limites
Artigo 294.ºB
Exercício da actividade
Artigo 294.ºC
Responsabilidade e deveres do intermediário financeiro
Artigo 294.ºD
Agentes vinculados não estabelecidos em Portugal
Artigo 295.ºRequisitos de exercício
Artigo 295.ºA
Participação em leilões de licenças de emissão
Artigo 296.ºFunção do registo
Artigo 297.ºElementos sujeitos a registo
Artigo 298.ºProcesso de registo
Artigo 299.ºIndeferimento tácito
Artigo 300.ºRecusa de registo
Artigo 301.º
Autorização de consultores para investimento autónomos e comunicação de colaboradores de intermediários financeiros
Artigo 302.ºSuspensão do registo
Artigo 303.ºCancelamento do registo
Artigo 304.ºPrincípios
Artigo 304.ºA
Responsabilidade civil
Artigo 304.ºB
Códigos deontológicos
Artigo 304.ºC
Dever de comunicação pelos auditores
Artigo 304.ºD
Comunicação de operações suspeitas
Artigo 305.ºRequisitos gerais
Artigo 305.ºA
Sistema de controlo do cumprimento
Artigo 305.ºB
Gestão de riscos
Artigo 305.ºC
Auditoria interna
Artigo 305.ºD
Responsabilidades dos titulares do órgão de administração
Artigo 305.ºE
Reclamações de investidores
Artigo 305.ºF
Comunicação interna de factos, provas e informações
Artigo 305.ºG
Conhecimentos e competências dos colaboradores do intermediário financeiro
Artigo 306.ºPrincípios gerais
Artigo 306.ºA
Registo e depósito de instrumentos financeiros de clientes
Artigo 306.ºB
Utilização de instrumentos financeiros de clientes
Artigo 306.ºC
Depósito de dinheiro de clientes
Artigo 306.ºD
Movimentação de contas
Artigo 306.ºE
Acordos de garantia financeira com transferência de titularidade
Artigo 306.ºF
Constituição de garantias ou direitos de compensação
Artigo 306.ºG
Responsável pelo controlo do cumprimento em matéria de salvaguarda de bens de clientes
Artigo 307.ºContabilidade e registos
Artigo 307.ºA
Registo do cliente
Artigo 307.ºB
Prazo e suporte de conservação
Artigo 308.ºÂmbito e regime
Artigo 308.ºA
Princípios aplicáveis à subcontratação
Artigo 308.ºB
Requisitos da subcontratação
Artigo 308.ºC
Subcontratação de serviços de gestão de carteiras em entidades localizadas em países terceiros
Artigo 309.ºPrincípios gerais
Artigo 309.ºA
Conflitos de interesses
Artigo 309.ºB
Conflitos de interesses potencialmente prejudiciais para um cliente
Artigo 309.ºC
Registo de atividades que originam conflitos de interesses
Artigo 309.ºD
Recomendações de investimento
Artigo 309.ºE
Operações realizadas por pessoas relevantes
Artigo 309.ºF
Operação pessoal
Artigo 309.ºG
Gestão de ativos
Artigo 309.ºH
Remuneração de colaboradores
Artigo 309.ºI
Deveres gerais dos intermediários financeiros que produzem ou distribuem instrumentos financeiros
Artigo 309.ºJ
Política e procedimentos internos de aprovação de produção de instrumentos financeiros
Artigo 309.ºK
Política e procedimentos internos de aprovação da distribuição de instrumentos financeiros
Artigo 309.ºL
Deveres de monitorização dos instrumentos financeiros produzidos ou distribuídos
Artigo 309.ºM
Mecanismos de governação interna
Artigo 309.ºN
Deveres de prestação e obtenção de informação pelos intermediários financeiros
Artigo 309.ºO
Isenção dos requisitos de produção e distribuição de instrumentos financeiros
Artigo 310.ºIntermediação excessiva
Artigo 311.ºDefesa do mercado
Artigo 312.ºDeveres de informação
Artigo 312.ºA
Qualidade da informação
Artigo 312.ºB
Momento da prestação de informação
Artigo 312.ºC
Informação relativa ao intermediário financeiro e aos serviços por si prestados
Artigo 312.ºD
Informação adicional relativa à gestão de carteiras
Artigo 312.ºE
Informação relativa aos instrumentos financeiros
Artigo 312.ºF
Informação relativa à proteção do património de clientes
Artigo 312.ºG
Informação sobre custos
Artigo 312.ºH
Informação específica a prestar no âmbito da consultoria para investimento
Artigo 313.ºProibição de benefícios ilegítimos e deveres de divulgação
Artigo 313.ºA
Benefícios permitidos
Artigo 313.ºB
Proibição de benefícios ilegítimos na prestação de serviços de consultoria para investimento independente ou de gestão de carteiras
Artigo 313.ºC
Benefícios permitidos relativamente a recomendações de investimento
Artigo 313.ºD
Recomendações de investimento sobre empresas de pequena e média capitalização
Artigo 314.ºPrincípio geral
Artigo 314.ºA
Gestão de carteiras e consultoria para investimento
Artigo 314.ºB
Conteúdo da informação necessária
Artigo 314.ºC
Prestação de informação
Artigo 314.ºD
Receção e transmissão ou execução de ordens
Artigo 315.ºInformação à CMVM
Artigo 316.º
Informação sobre operações de internalizadores sistemáticos e intermediários financeiros que negoceiem fora de uma plataforma de negociação
Artigo 317.ºDisposições gerais
Artigo 317.ºA
Procedimentos para a solicitação de tratamento como investidor não profissional
Artigo 317.ºB
Requisitos e procedimentos para a solicitação de tratamento como investidor profissional
Artigo 317.ºC
Responsabilidade e adequação da qualificação
Artigo 317.ºD
Contrapartes elegíveis
Artigo 317.ºE
Negociação algorítmica
Artigo 317.ºF
Negociação algorítmica de alta frequência
Artigo 317.ºG
Negociação algorítmica com estratégia de criação de mercado
Artigo 317.ºH
Acesso eletrónico direto
Artigo 317.ºI
Deveres de membros compensadores
Artigo 318.ºOrganização dos intermediários financeiros
Artigo 319.ºAtividades de intermediação
Artigo 320.ºConsultores para investimento
Artigo 321.ºContratos com investidores
Artigo 321.ºA
Conteúdo mínimo dos contratos
Artigo 322.ºContratos celebrados fora do estabelecimento
Artigo 323.ºInformação contratual e periódica
Artigo 323.ºA
Deveres de informação no âmbito da gestão de carteiras
Artigo 323.ºB
Deveres de informação adicionais
Artigo 323.ºC
Extrato relativo ao património de clientes
Artigo 323.ºD
Particularidades relativas à execução de ordens de subscrição e de resgate
Artigo 324.ºResponsabilidade contratual
Artigo 325.ºReceção
Artigo 326.ºAceitação e recusa
Artigo 327.ºForma
Artigo 327.ºA
Prazo de validade
Artigo 328.ºTratamento de ordens de clientes
Artigo 328.ºA
Agregação de ordens e afetação de operações
Artigo 328.ºB
Afetação de operações realizadas por conta própria
Artigo 329.ºRevogação e modificação
Artigo 330.ºExecução nas melhores condições
Artigo 331.ºCritérios da execução nas melhores condições
Artigo 332.ºInformação a investidores não qualificados sobre a política de execução
Artigo 333.ºTransmissão para execução nas melhores condições
Artigo 334.ºResponsabilidade perante os ordenadores
Artigo 335.ºÂmbito
Artigo 336.ºOrdens vinculativas
Artigo 337.ºAssistência
Artigo 338.ºColocação
Artigo 339.ºTomada firme
Artigo 340.ºGarantia de colocação
Artigo 341.ºConsórcio para assistência ou colocação
Artigo 342.ºRecolha de intenções de investimento
Artigo 343.ºConteúdo
Artigo 344.ºForma e padronização
Artigo 345.ºDeveres do consultor
Artigo 346.ºAtuação como contraparte do cliente
Artigo 347.ºConflito de interesses
Artigo 348.ºFomento de mercado
Artigo 349.ºEstabilização de preços
Artigo 350.ºEmpréstimo de valores mobiliários
Artigo 350.ºA
Informação à CMVM
Artigo 351.ºRegulamentação
Artigo 352.ºAtribuições do Governo
Artigo 353.ºAtribuições da CMVM
Artigo 354.ºDever de segredo
Artigo 355.ºTroca de informações
Artigo 356.ºTratamento da informação
Artigo 357.ºBoletim da CMVM
Artigo 357.ºA
Comunicações e notificações
Artigo 358.ºPrincípios
Artigo 359.ºEntidades sujeitas à supervisão da CMVM
Artigo 360.ºProcedimentos de supervisão
Artigo 361.ºExercício da supervisão
Artigo 362.ºSupervisão contínua
Artigo 363.ºSupervisão prudencial
Artigo 364.ºFiscalização
Artigo 364.ºA
Procedimentos administrativos
Artigo 365.ºRegistos
Artigo 366.ºSupervisão relativa a publicidade e cláusulas contratuais gerais
Artigo 367.ºDifusão de informações
Artigo 368.ºDespesas de publicação
Artigo 368.ºA
Informações, provas e denúncias enviadas à CMVM
Artigo 368.ºB
Sistema e procedimentos de receção de informações, provas e denúncias
Artigo 368.ºC
Informação sobre a receção de informações, provas e denúncias
Artigo 368.ºD
Confidencialidade
Artigo 368.ºE
Proteção do denunciante e cooperação
Artigo 369.ºRegulamentos da CMVM
Artigo 370.ºRecomendações e pareceres genéricos
Artigo 371.ºPublicação consolidada de normas
Artigo 372.ºAutorregulação
Artigo 373.ºPrincípios
Artigo 374.ºCooperação com outras autoridades nacionais
Artigo 375.ºCooperação com outras instituições nacionais
Artigo 376.ºCooperação com instituições congéneres estrangeiras
Artigo 377.ºCooperação e assistência no quadro da União Europeia
Artigo 377.ºA
Medidas cautelares na cooperação internacional
Artigo 377.ºB
Cooperação no âmbito do Sistema Europeu de Supervisores Financeiros
Artigo 377.ºC
Cooperação
Artigo 378.ºAbuso de informação
Artigo 378.ºA
Abuso de informação privilegiada relativa a licenças de emissão
Artigo 379.ºManipulação do mercado
Artigo 379.ºA
Manipulação de mercado de licenças de emissão
Artigo 379.ºB
Manipulação de mercado de contratos de mercadorias à vista
Artigo 379.ºC
Manipulação de índices de referência
Artigo 379.ºD
Exclusões
Artigo 379.ºE
Uso de informação falsa ou enganosa na captação de investimento
Artigo 380.ºPenas acessórias
Artigo 380.ºA
Apreensão e perda das vantagens do crime
Artigo 381.ºDesobediência
Artigo 382.ºAquisição da notícia do crime
Artigo 383.ºAveriguações preliminares
Artigo 384.ºCompetência
Artigo 385.ºPrerrogativas da CMVM
Artigo 386.ºEncerramento do processo de averiguações
Artigo 386.ºA
Acesso ao processo e cooperação
Artigo 387.ºDever de notificar
Artigo 388.ºDisposições comuns
Artigo 389.ºInformação
Artigo 390.ºSociedades abertas
Artigo 391.ºFundos de garantia
Artigo 392.ºValores mobiliários
Artigo 393.ºOfertas públicas
Artigo 394.ºFormas organizadas de negociação
Artigo 395.ºOperações
Artigo 396.ºContraparte central e sistemas de liquidação
Artigo 396.ºA
Serviços de comunicação de dados de negociação
Artigo 397.ºAtividades de intermediação
Artigo 397.ºA
Negociação algorítmica, acesso eletrónico direto e membros compensadores
Artigo 397.ºB
Organismos de investimento colectivo
Artigo 398.ºDeveres profissionais
Artigo 399.ºOrdens da CMVM
Artigo 399.ºA
Abuso de mercado
Artigo 400.ºOutras contraordenações
Artigo 401.ºResponsabilidade pelas contraordenações
Artigo 402.ºFormas da infracção
Artigo 402.ºA
Factos sucessivos ou simultâneos e unidade de infracção
Artigo 403.ºCumprimento do dever violado
Artigo 404.ºSanções acessórias
Artigo 405.ºDeterminação da sanção aplicável
Artigo 405.ºA
Atenuação extraordinária da sanção
Artigo 406.ºCoimas, custas e benefício económico
Artigo 407.ºDireito subsidiário
Artigo 408.ºCompetência
Artigo 408.ºA
Segredo de justiça e participação no processo
Artigo 409.ºComparência de testemunhas e peritos
Artigo 410.ºAusência do arguido
Artigo 410.ºA
Tradução de documentos em língua estrangeira
Artigo 411.ºNotificações
Artigo 412.ºMedidas cautelares
Artigo 412.ºA
Recurso de decisões interlocutórias
Artigo 413.ºProcedimento de advertência
Artigo 414.ºProcesso sumaríssimo
Artigo 414.ºA
Conteúdo da acusação e exercício do direito de defesa
Artigo 414.ºB
Custas
Artigo 415.ºSuspensão da sanção
Artigo 416.ºImpugnação judicial
Artigo 417.ºCompetência para conhecer a impugnação judicial
Artigo 418.ºPrescrição
Artigo 419.ºElementos pessoais
Artigo 420.ºConcurso de infracções
Artigo 421.ºDever de notificar
Artigo 422.ºDivulgação de decisões
Artigo 422.ºA
Comunicação de decisões e informação Nº de artigos : 657 Páginas:
1 2 3 4 5 6 7 Seguinte > Ver índice sistemático do diploma Imprimir todo o diploma SUMÁRIO Aprova o novo Código dos Valores Mobiliários _____________________ 1 - O Código do Mercado dos Valores Mobiliários, elaborado há quase 10 anos e agora revogado, constituiu um marco fundamental na regulação e no desenvolvimento dos mercados de valores mobiliários em Portugal. Continuando o ciclo aberto com os Códigos Comerciais de 1833 e de 1888, consumou a plena integração desses mercados num sistema financeiro moderno.
Baseando-se na ideia de «autonomia dos mercados de valores mobiliários», a reforma empreendida pelo Código anterior seleccionou como «princípios estruturadores» a «desestatização», a «desgovernamentalização» e a «liberalização». Desta orientação resultou a consagração de institutos inovadores, dos quais se destacam: a criação de uma autoridade de supervisão independente, a Comissão do Mercado de Valores Mobiliários; a modernização do regime dos valores mobiliários, com relevo para as regras sobre valores mobiliários escriturais; a criação de uma central de valores mobiliários; a modificação estrutural das bolsas, que deixaram de ser institutos públicos, passando a ser geridas por associações civis sem fim lucrativo; a liberalização da emissão de valores mobiliários, deixando as ofertas públicas de estar sujeitas a autorização administrativa; o tratamento da informação a disponibilizar nos mercados de acordo com o princípio da transparência. Em consequência, a ciência jurídica, confrontada com estas mudanças, foi impelida a novas construções, nomeadamente no que respeita ao conceito e ao regime dos valores mobiliários e ao enquadramento das ofertas públicas.
A pretensão de auto-suficiência do Código, que tudo quis prever e regular com pormenor, foi, numa primeira fase, essencial para o seu êxito. Porém, esse modelo depressa se revelou portador de alguma falta de flexibilidade e gerador de dificuldades de adaptação à evolução das situações. Na verdade, tal auto-suficiência não era viável e fracassava perante a necessidade de resolução de casos mais complexos em que a solução tinha de ser confrontada com princípios gerais de direito e com preceitos inseridos em outra sede legislativa. Por isso, há algum tempo se vinha a colocar o problema de uma revisão que, conservando as vantagens trazidas pelo Código, permitisse novos passos na modernização do sistema de valores mobiliários. Embora a lei, só por si, não tenha a virtualidade de transformar os mercados, pode ser uma oportunidade para estimular os agentes económicos.
Por despacho de 27 de Maio de 1997, o Ministro das Finanças definiu as linhas gerais de orientação a seguir na elaboração de um novo Código e criou um grupo de trabalho encarregado de apresentar o respectivo projecto.
Sem afectar a continuidade dos mercados e evitando rupturas sistémicas, o Código agora aprovado pretende concretizar os objectivos fixados no referido despacho em torno de cinco ideias principais: codificar, simplificar, flexibilizar, modernizar e internacionalizar.
2 - Procurou-se manter em código o corpo central da legislação sobre valores mobiliários, com a finalidade de facilitar a tarefa do aplicador e a inserção dessas normas no sistema jurídico, continuando assim uma tradição que tem dado bons resultados. Apesar da rigidez que um código sempre acarreta, admitiu-se serem superiores os ganhos de segurança, de credibilidade, de simplificação e de integração sistemática que o mesmo propicia. Embora a nomenclatura e os conceitos utilizados não se possam considerar ainda completamente assentes, o novo Código progride nessa estabilização, numa área em que abundam os vocábulos directamente importados de sistemas estrangeiros sem tradução para português ou com tradução meramente literal. Por isso, não foi tarefa menor escrever o Código sem recurso a terminologia estrangeira, mesmo nos casos em que possa discutir-se a bondade dos termos encontrados.
A intenção codificadora revela-se também no cuidado de integração harmoniosa do diploma no conjunto do sistema jurídico, de acordo com uma relação de especialidade. Evitou-se regular o que estava regulado, tomando como pressupostos os regimes gerais já consagrados no direito privado (civil e societário), no direito administrativo, no direito penal e de mera ordenação social. Preservando a teoria e a técnica acumuladas nessas grandes áreas do direito, procurou-se apoiar o trabalho do intérprete-aplicador e, sem deixar de ter em conta as especificidades do direito dos valores mobiliários, atenuar o aparente exotismo de algumas figuras.
Inerente à preocupação sistematizadora esteve ainda o objectivo de, na tradição enraizada no direito civil, criar ou desenvolver regimes gerais adequados aos principais institutos, designadamente aqueles que respeitam aos valores mobiliários, independentemente da sua negociação em bolsa ou fora de bolsa, às ofertas públicas, aos mercados de valores mobiliários, seja qual for o seu grau de organização e de imperatividade das normas aplicáveis, e às várias actividades de intermediação financeira.
É óbvio que tal objectivo tem limites estruturais e pragmáticos. Por isso, se apartaram do Código os estatutos de diversas instituições, incluídos no Código anterior, como é o caso da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), do Conselho Nacional do Mercado de Valores Mobiliários, das entidades gestoras de bolsas e de outros mercados e das entidades gestoras de sistemas de liquidação e de sistemas centralizados, que passam agora a constar de diplomas autónomos.
3 - A simplificação do texto do Código foi outro desiderato que presidiu à sua elaboração. Em comparação com o Código revogado, o número de artigos é ainda superior a metade, mas a dimensão total ficou reduzida a menos de um terço. A simplificação incidiu também na técnica de redacção adoptada, reduzindo as remissões ao estritamente necessário, utilizando uma linguagem tão simples e tão clara quanto a complexidade das matérias o permitiu e eliminando as duplas remissões, as constantes referências de salvaguarda, bem como comentários que excedem o conteúdo preceptivo.
Como a simplificação não deve sacrificar o rigor, houve a preocupação de dar um sentido unívoco aos termos usados e, sempre que possível, coincidente com aquele que lhe é atribuído no sistema jurídico em geral.
4 - O dinamismo do sistema financeiro a nível internacional exigia a adopção de regras e de procedimentos flexíveis, capazes de transmitir ao texto legislativo alguma durabilidade. Assim, privilegiou-se a consagração de princípios e de regras gerais e recorreu-se com frequência a conceitos indeterminados e a cláusulas gerais, cuja densificação se espera que seja continuada pela jurisprudência, pela prática das autoridades administrativas e pela doutrina.
Na medida do razoável, deixou-se a concretização da lei para regras de outra natureza, de acordo com um critério de desgraduação normativa que concede amplo espaço, por um lado, aos regulamentos administrativos, em particular da CMVM, e, por outro, a uma moderada auto-regulação por outras entidades que actuam no mercado.
Quanto ao primeiro aspecto, esta orientação foi acompanhada por uma outra, paralela, no sentido de limitar a discricionariedade das autoridades administrativas, nomeadamente através da fixação de critérios de regulação e de decisão. Quanto ao segundo aspecto, pretendeu-se deixar claro que, neste domínio, o desenvolvimento e a aplicação da maioria dos institutos consagrados dependem do exercício dinâmico da autonomia privada.
Na delimitação entre as matérias que deveriam constar da lei e as que deveriam ser deixadas para regulamento ou para a auto-regulação, foram seguidos alguns critérios que podem ser assim enunciados: não regular na lei o que poderia com vantagem ser incluído em regulamento, salvo precisas excepções ditadas sobretudo por razões pragmáticas; dar preferência às fontes regulamentares, sempre que as normas previssem comportamentos e condições operacionais de evolução rápida ou muito dependentes da criatividade dos agentes ou que pudessem restringir vantagens comparativas na concorrência entre mercados; respeitar o enquadramento constitucional da reserva de lei e de competência legislativa e o âmbito dos regulamentos.
5 - Com o intuito de modernizar o sistema normativo, tomaram-se em consideração os mais recentes desenvolvimentos da prática internacional e das legislações estrangeiras, evitando todavia um duplo risco: por um lado, copiar acriticamente, sem a devida integração no sistema português; por outro, ignorar a tendência para a uniformização dos direitos, olvidando que a consagração de inovações desgarradas ou contrárias àquela tendência pode isolar ou limitar a competitividade dos mercados a funcionar em Portugal.
Atendeu-se naturalmente também à modernização dos meios de comunicação. Evitando moldar as previsões aos mais recentes progressos tecnológicos, que podem revelar-se efémeros, preferiu-se adoptar fórmulas cuja generalidade permita abarcar a diversidade formal e a neutralidade dos suportes informativos. São disso exemplos as regras sobre forma escrita (artigo 4.º), assim como a propositada omissão de referências a meios de comunicação mais recentes (v. g., a Internet) e a determinados sistemas de negociação (cf., v. g., artigos 220.º e 322.º).
6 - Para dar resposta à internacionalização e à integração dos mercados de valores mobiliários, ampliou-se o tratamento conferido à delimitação do âmbito de aplicação do Código e à determinação do direito aplicável em situações plurilocalizadas. Procurou-se, neste domínio, encontrar um ponto de equilíbrio adequado que escapasse seja ao alheamento do sistema jurídico quanto à determinação do direito aplicável seja à maximização de aplicação da lei nacional.
Curou-se de precisar com maior nitidez que as normas nacionais de direito mobiliário apenas têm vocação para se aplicar em situações jurídicas internacionais se e na medida em que apresentem conexão relevante com o território nacional - solução que é consagrada genericamente no artigo 3.º e merece confirmação em outros preceitos do Código. Destaca-se, neste contexto, o critério seleccionado para a aplicabilidade do regime das ofertas públicas (cf. n.º 1 do artigo 108.º) que, a um tempo, concretiza o critério geral da conexão relevante e se mostra ajustado à utilização das modernas técnicas de comunicação à distância.
Por outro lado, dada a inadequação ou inaplicabilidade das soluções internacional-privatísticas constantes do Código Civil, da Convenção de Roma sobre a Lei Aplicável às Obrigações Contratuais e da Convenção da Haia sobre a Lei Aplicável aos Contratos de Intermediação, foram estabelecidas normas de conflitos específicas para a determinação do direito aplicável aos valores mobiliários (artigos 39.º a 42.º).
Por último, introduzem-se as normas necessárias para que seja possível, e até fomentada, a negociação em mercados situados em Portugal de valores mobiliários regulados por lei estrangeira (cf. n.º 3 do artigo 68.º, n.º 2 do artigo 91.º e artigos 117.º, 146.º e 231.º).
7 - O âmbito de aplicação material do Código, tal como acontecia aliás no Código anterior, excede o regime dos mercados de valores mobiliários, o que bem se vê, em especial, nos títulos II, V e VI, sobre valores mobiliários, sistemas de liquidação e intermediação. Por isso se achou adequado adoptar a designação mais genérica de Código dos Valores Mobiliários.
Intensifica-se, portanto, a relação entre o âmbito de aplicação do Código e o conceito de valor mobiliário. Em relação a este, optou-se por não dar qualquer definição directa. No n.º 1 do artigo 1.º procede-se a uma tipologia dos valores mobiliários já anteriormente reconhecidos ou cuja comercialização não envolve especiais riscos. O n.º 2 do mesmo preceito permite ampliar este universo através de enquadramento regulamentar pela CMVM ou pelo Banco de Portugal, conforme os casos. Esse pareceu ser o caminho adequado para combinar o dinamismo e a criatividade dos agentes nos mercados com a necessária segurança que nestes deve existir.
O Código aplica-se também aos instrumentos financeiros, em particular aos instrumentos financeiros derivados. Daí que a expressão «valor mobiliário» utilizada ao longo do Código signifique também «instrumento financeiro», salvo nos títulos que são expressamente excluídos pelo n.º 4 do artigo 2.º 8 - No artigo 13.º consagra-se o conceito de sociedade aberta ao investimento do público (abreviadamente sociedade aberta), pondo assim cobro à assistematicidade patente nas divergências de nomen iuris e de disciplina entre o Código das Sociedades Comerciais e o Código do Mercado dos Valores Mobiliários.
Além desta unificação de conceito e de disciplina, o novo Código aprofundou a autonomia do regime das sociedades abertas, reforçando a transparência da sua direcção e do seu controlo, nomeadamente no que respeita à divulgação das participações qualificadas e dos acordos parassociais, e ampliando o regime das deliberações sociais, na linha das modernas tendências relativamente ao governo das sociedades abertas.
Em ordem a limitar as situações de aquisição involuntária da qualidade de sociedade aberta, admite-se a possibilidade de as sociedades fechadas ao investimento do público estabelecerem uma cláusula estatutária fazendo depender a realização de oferta pública de venda ou de troca de autorização da assembleia geral (n.º 2 do artigo 13.º).
9 - O Código dedica o capítulo V do título I aos investidores, o que acontece pela primeira vez num diploma deste género.
Estabelece-se a distinção entre investidores institucionais e investidores não institucionais, equiparando aos primeiros outras entidades que não beneficiam da protecção conferida a estes últimos (artigo 30.º).
Confere-se a iniciativa de acção popular aos investidores não institucionais e às associações que como tal são reconhecidas para a sua protecção (artigo 31.º). Assim se facilita a intervenção organizada dos investidores em defesa dos seus interesses, em especial no que respeita à responsabilidade civil.
Estabelecem-se também mecanismos de mediação de conflitos entre os investidores e as várias entidades intervenientes nos mercados de valores mobiliários (artigos 33.º e 34.º) e altera-se a disciplina dos fundos de garantia dos investidores, alargando a sua obrigatoriedade (artigo 35.º).
10 - O título II do Código contém um regime geral dos valores mobiliários, dando continuidade ao caminho iniciado pelo anterior Código. Vai-se todavia mais longe, procurando extrair o máximo de efeitos da equivalência substancial entre as posições jurídicas, independentemente da forma escritural ou titulada de representação. Este princípio de neutralidade reflecte-se, em especial, no regime unitário do registo de emissão (artigos 43.º e 44.º), no critério de distinção entre valores mobiliários nominativos e ao portador (n.º 1 do artigo 52.º), no regime da penhora de valores mobiliários escriturais (artigo 82.º) e na utilização como título executivo de certificados passados pelas entidades registadoras de valores mobiliários escriturais (artigo 84.º).
Ao contrário do que alguns poderiam esperar, talvez por incompreensão deste princípio, não se condena a forma de representação titulada, permitindo o convívio das duas formas de representação e deixando, com os limites das necessidades dos mercados, que os interessados escolham a forma de representação mais conveniente. Tal não impede o alargamento da possibilidade de recurso à forma escritural de representação, que, a partir de agora, poderá consistir igualmente em registo efectuado num só intermediário financeiro ou no emitente.
Introduz-se um processo expedito para a reconstituição consensual dos registos e dos títulos depositados, em caso de destruição e perda, sem necessidade de recurso à reforma judicial (artigo 51.º).
No regime dos valores escriturais faz-se uma aproximação ao modelo das contas bancárias, mitigado com a experiência de registo das acções nominativas. Resulta por isso atenuada a influência da técnica do registo predial que tinha estado na génese do regime do anterior Código.
Em relação à presunção de titularidade resultante das contas de registo individualizado evitou-se consagrar em lei uma solução demasiado rígida. Assim se compreende o disposto no n.º 3 do artigo 74.º, que permite, em especial quando estejam em causa relações de natureza fiduciária, ilidir aquela presunção perante a autoridade de supervisão ou por iniciativa desta.
Desaparece a referência à Central de Valores Mobiliários enquanto sistema único de centralização de valores mobiliários, consagrando-se na lei a realidade existente que já admitia outros sistemas centralizados nacionais, designadamente o sistema gerido pelo Banco de Portugal, e que exigia na prática a sua coordenação com sistemas sediados no estrangeiro. O sistema de contas dos sistemas centralizados, definido com mais precisão, é concebido com aptidão para se adaptar ao exercício de novas funções.
Eliminam-se os títulos ao portador registados, porquanto as razões fiscais que motivaram a sua criação podem ser acauteladas por outras formas. Na verdade, os valores mobiliários escriturais e os valores mobiliários titulados depositados em sistema centralizado são obrigatoriamente registados. Em relação aos restantes a questão fiscal fica resolvida pelos artigos 117.º e 129.º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares, alterados pelo artigo 12.º do presente diploma.
Para segurança na circulação dos valores mobiliários deixa de se exigir o bloqueio prévio, que a prática não acolheu. Efeito equivalente se obtém pela combinação de faculdades de controlo atribuídas aos intermediários financeiros [alínea b) do n.º 2 do artigo 78.º e n.º 2 do artigo 326.º] com novos requisitos na liquidação das operações (artigo 280.º).
11 - O título III reordena o material normativo preexistente sobre ofertas públicas relativas a valores mobiliários.
O Código de 1991 tomava o regime das ofertas públicas de subscrição como referência para as restantes, fazendo uso de frequentes remissões. Ao invés, o presente Código autonomiza uma parte geral das ofertas públicas, contendo as disposições comuns de natureza processual e substantiva. A título de exemplo, foi promovida à parte geral a figura do prospecto e da inerente responsabilidade civil por vícios de informação e de previsão, abrangendo, apesar das suas especificidades, as ofertas públicas de aquisição.
No mais, a disciplina das ofertas públicas foi objecto de actualização, regulando em separado as matérias relativas ao prospecto de oferta internacional (artigos 145.º e seguintes) e à recolha das intenções de investimento (artigos 184.º e seguintes) e introduzindo institutos recentes no tráfego mobiliário, como são a estabilização de preços no âmbito de oferta (artigo 160.º) e a opção de distribuição de lote suplementar (artigo 158.º).
12 - O regime das ofertas públicas de aquisição obrigatórias assenta na ideia geral de que os benefícios da aquisição de domínio sobre uma sociedade aberta devem ser compartilhados pelos accionistas minoritários.
A exemplo da maioria dos ordenamentos jurídicos próximos, as fasquias constitutivas do dever de lançamento foram fixadas em um terço e em metade dos direitos de voto correspondentes ao capital social. Para resolução da perplexidade que colocava o regime anterior quanto ao relevo da aquisição de valores mobiliários que confiram o direito à subscrição ou à aquisição de acções, passaram a ser considerados apenas os direitos de voto efectivos no cômputo da posição de domínio do potencial oferente.
O critério do domínio efectivo justifica ainda a possibilidade de eliminação do limite mais baixo de obrigatoriedade, reconhecida nas sociedades abertas sem valores admitidos à negociação em mercado regulamentado (n.º 4 do artigo 187.º), a consagração da figura da suspensão do dever de lançamento de oferta, quando o domínio seja conjuntural (artigo 190.º), e a supressão das ofertas obrigatórias parciais e das ofertas prévias, umas e outras mais falíveis na protecção dos accionistas minoritários.
13 - Em relação à aquisição do domínio total nas sociedades abertas adaptou-se o disposto no artigo 490.º do Código das Sociedades Comerciais. Acentuou-se todavia a protecção das expectativas geradas pela abertura da sociedade ao investimento do público, presente também nos requisitos para a perda da qualidade de sociedade aberta (artigo 27.º).
O direito de aquisição potestativa (artigo 194.º), a que corresponde um direito simétrico de alienação potestativa dos accionistas minoritários (artigo 196.º), tem como ónus o lançamento prévio de oferta pública de aquisição. A mesma ideia justifica a extensão a este instituto do princípio de igualdade de tratamento e a intervenção da autoridade de supervisão do mercado, quer quanto ao conteúdo da informação divulgada, quer quanto ao montante da contrapartida, que passa a reger-se pelas regras aplicáveis às ofertas públicas de aquisição obrigatórias.
14 - No título IV introduzem-se profundas alterações no regime dos mercados, tendentes quer à sua generalização quer à sua flexibilidade. A estrutura dos mercados passa a assentar na distinção entre mercados regulamentados, que têm como paradigma os mercados de bolsa, e outros mercados organizados (artigo 199.º), que podem assumir as mais diversas características e cujas regras são fixadas pela respectiva entidade gestora, de forma livre, ainda que limitada por critérios legais de transparência das suas regras e operações. O que no Código revogado era designado por «mercado de balcão» fica assim reduzido à sua real condição de actividade de intermediação.
Os mercados não regulamentados não estão sujeitos a qualquer autorização, dependendo o seu funcionamento apenas do controlo de legalidade por parte da autoridade de supervisão. Admite-se inclusivamente a criação de mercados com intervenção directa dos investidores institucionais (n.º 3 do artigo 203.º) ou de mercados em que a função tradicional dos membros pode ser exercida pela entidade gestora (n.º 6 do mesmo artigo).
Clarifica-se o regime das taxas a cobrar por operações realizadas fora de mercado regulamentado, passando agora a incidir apenas sobre as operações que tenham por objecto valores mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado e que tenham sido realizadas fora desse mercado (artigo 211.º). A habilitação regulamentar atribuída ao Ministro das Finanças está balizada por dois limites: a taxa deve respeitar um princípio de neutralidade entre a negociação em mercado regulamentado e fora de mercado regulamentado; o seu pagamento deve ter correspondência em serviços de supervisão prestados pela CMVM.
Também em relação aos mercados de bolsa o panorama é alterado. Passa a haver um único mercado obrigatório, o mercado de cotações oficiais, deixando-se à entidade gestora liberdade para a criação de outros, respeitadas as exigências comuns aos mercados regulamentados.
Mantém-se o binómio operações a contado e operações a prazo. Nestas tipificam-se apenas as que têm vindo a ser realizadas entre nós ou que estão mais difundidas. Fica todavia aberta a possibilidade de outras se realizarem desde que aprovadas pela CMVM.
15 - O título V, sobre sistemas de liquidação, contém relevantes inovações que resultam, por um lado, da sua generalização para além do âmbito das operações de bolsa e, por outro, das regras decorrentes da Directiva n.º 98/26/CE, do Parlamento e do Conselho, de 19 de Maio, entre as quais sobressai o carácter definitivo da liquidação em caso de insolvência de um participante no sistema.
Novidade é também a consagração legal do regime das operações de liquidação (artigos 274.º e seguintes), com particular incidência em normas que assegurem a eficácia e a segurança das operações de bolsa.
16 - No título VI, o elenco das actividades de intermediação segue o modelo da directiva dos serviços de investimento, nele se incluindo tanto os serviços de investimento como os serviços auxiliares (artigo 289.º). A uns ou a outros, conforme os casos, são equiparadas as actividades de publicidade, de promoção e de prospecção de qualquer actividade de intermediação financeira (artigo 292.º). Antecipa-se, assim, a protecção dos investidores e dos mercados para momento anterior ao da conclusão de contratos de intermediação.
Pela primeira vez é regulada a consultoria autónoma para investimento, quando prestada em base individual (artigo 294.º). O exercício dessa actividade, que anteriormente só era permitida aos intermediários financeiros, fica agora dependente de autorização da CMVM. Coloca-se um particular acento na necessidade de os consultores preencherem determinados requisitos de idoneidade e aptidão profissional. Embora os consultores autónomos não sejam considerados como intermediários financeiros, o exercício da sua actividade rege-se pelas mesmas regras.
17 - O regime geral aplicável ao exercício de actividades de intermediação ocupa toda a secção III do capítulo I do título VI, onde se reorganizam as normas que o anterior Código qualificava como normas de conduta, inspiradas em directivas comunitárias, em particular na directiva dos serviços de investimento, e na Recomendação n.º 77/534, de 27 de Julho, relativa a um código de conduta europeu a observar nas transacções sobre valores mobiliários. O regime é desenvolvido a partir das recomendações de organizações internacionais, em particular da OICV (Organização Internacional das Comissões de Valores) e do FESCO (Forum of European Securities Commissions). As inovações mais salientes dizem respeito às regras sobre defesa do mercado (artigo 311.º) e à proibição de intermediação excessiva (artigo 310.º). As normas sobre conflito de interesses (artigo 309.º) são completadas com aquelas que são específicas da negociação dos intermediários financeiros por conta própria (artigo 347.º).
Introduz-se uma alteração relevante no que respeita aos códigos deontológicos. O anterior Código consagrava a obrigatoriedade de elaborar códigos de conduta e sujeitava-os à aprovação da CMVM. A experiência mostrou que não era uma boa solução, porque os códigos aprovados se limitavam a repetir a lei e a aprovação pela CMVM lhes retirava o carácter genuíno de auto-regulação. Por isso se considerou que a intervenção da CMVM se deve limitar ao controlo de legalidade dos códigos que venham a ser aprovados, através do seu registo (artigo 315.º).
18 - A regulação sistemática dos contratos de intermediação, importante grupo dos contratos de mandato e de outros contratos de prestação de serviços, é totalmente nova, embora se aproveitem algumas soluções já consagradas de forma dispersa em legislação anterior. As regras gerais destinam-se a assegurar, sob alguns aspectos, a protecção dos investidores, com destaque para a protecção dos investidores não institucionais na celebração de contratos fora do estabelecimento do intermediário financeiro. Consagra-se a esse propósito um regime moderado e realista, aplicável apenas à recepção de ordens e à gestão de carteiras e, ainda assim, restrito aos casos em que não exista anterior relação de clientela e em que a celebração do contrato não tenha sido solicitada pelo próprio investidor.
Os tipos contratuais regulados nos artigos 325.º a 345.º, com excepção do contrato de consultoria para investimento, já eram conhecidos da legislação anterior, mas estavam carecidos de melhor caracterização e de introdução de algumas normas imperativas de protecção. Fora destes limites, mantém-se todo o espaço de autonomia privada, enquadrada pelo regime geral dos contratos.
A negociação do intermediário financeiro por conta própria é tratada em capítulo autónomo, como autónoma é a sua inclusão no elenco dos serviços de investimento (n.º 2 do artigo 290.º). Também neste domínio os contratos regulados não esgotam o âmbito dos contratos que o intermediário financeiro pode celebrar por conta própria. A selecção recaiu naqueles que podem envolver maior risco para o mercado: os contratos de fomento de mercado (artigo 348.º), onde se incluem todas as actividades chamadas de market maker, os contratos que visam a realização de operações de estabilização de preços (artigo 349.º) e os empréstimos de valores mobiliários (artigo 350.º). Estabelecem-se regras mínimas deixando outros aspectos importantes para regulamento da CMVM.
19 - Do título VII, relativo à supervisão e regulação, não constam as matérias de organização interna da autoridade supervisora, agora incluídas no Estatuto da CMVM, aprovado por diploma autónomo.
Na linha do Regime Geral das Instituições de Crédito e das Sociedades Financeiras, é adoptado um conceito amplo de supervisão que abarca todas as competências de intervenção da CMVM no mercado.
Quanto às entidades sujeitas à supervisão da CMVM, mantém-se um elenco próximo do que consta do Código anterior. A circunstância de não se incluírem nesse elenco os investidores não institucionais apenas significa a sua subtracção aos poderes de supervisão contínua, sem prejuízo, porém, da sujeição a sanções pela violação de normas legais ou regulamentares e aos correspondentes procedimentos.
Dentro da supervisão autonomizaram-se a supervisão contínua (artigo 362.º) e a supervisão prudencial (artigo 363.º). Salientam-se ainda as disposições comuns aos diversos registos efectuados pela CMVM (artigo 365.º), designadamente a consagração de princípios gerais de legalidade e de publicidade.
20 - Nova é também a inclusão no âmbito da regulação das recomendações e pareceres genéricos da CMVM (artigo 370.º), que, sendo actos sem conteúdo normativo próprio, podem contribuir para esclarecer e orientar a prática dos operadores.
A regulação dos mercados não constitui exclusivo das entidades públicas. Para pôr em evidência esta ideia, dedica-se um preceito à auto-regulação (artigo 372.º), o que também é uma novidade. Os avanços nessa matéria são reais mas moderados, tomando-se em conta que a nossa tradição não é muito favorável à auto-regulação pelos operadores do mercado. Por um lado, as mais recentes tendências internacionais, mesmo nos países anglo-saxónicos, onde a auto-regulação tem raízes mais profundas, mostram que a auto-regulação tem vindo a perder algum terreno. Por outro lado, não se considera adequado transpor para Portugal, de modo acrítico, a experiência de outros países. Em qualquer caso, teve-se em conta que, neste domínio, toda a intervenção legislativa e regulamentar do Estado, de carácter imperativo, se traduz numa restrição dos princípios da autonomia privada e da livre iniciativa em que assenta o sistema jurídico-económico português. Daí que se tivessem consagrado diversos níveis de autonomia e de participação dos intervenientes nos mercados.
21 - Os crimes de abuso de informação e de manipulação de mercado, já previstos no anterior Código, são agrupados numa categoria de crimes contra o mercado. A tipificação do crime de abuso de informação segue a Directiva comunitária n.º 89/592/CEE, de 13 de Novembro. A tipificação do crime de manipulação de mercado é substancialmente alterada, deixando de se exigir os elementos subjectivos especiais do tipo que tornavam praticamente impossível o seu preenchimento. O dano continua a não integrar a descrição típica.
A moldura abstracta das penas é ligeiramente elevada, mas não ultrapassa os três anos, nível de gravidade médio das penas consagradas no Código Penal e compatível com qualquer das formas de processo.
Introduzem-se também disposições processuais relativamente à aquisição da notícia do crime, delimitando-se com maior rigor os campos de actuação do Ministério Público e da CMVM.
22 - Relativamente aos ilícitos de mera ordenação social, mantém-se a distinção entre contra-ordenações muito graves, contra-ordenações graves e contra-ordenações menos graves (n.º 1 do artigo 388.º), elevando-se as respectivas molduras penais máxima e mínima, de harmonia com parâmetros já consagrados em outros sectores do sistema financeiro.
A técnica de tipificação dos ilícitos de mera ordenação social baseia-se agora na sua delimitação autónoma, abandonando-se a simples remissão para as normas que consagram os deveres.
Também se introduzem relevantes alterações em matéria processual, com destaque para a consagração do processo sumaríssimo (artigo 414.º), moldado sobre processo semelhante existente em processo penal.
23 - O Código transpõe as diversas directivas comunitárias relativas ao domínio dos valores mobiliários, tomando agora em consideração as exigências formais do n.º 9 do artigo 112.º da Constituição: Directivas n.os 79/279/CEE,de 5 de Março, 80/390/CEE, de 17 de Março, 82/148/CEE, de 3 de Março, 87/345/CEE, de 22 de Junho, 90/211/CEE, de 23 de Abril, e 94/18/CE, de 30 de Maio, todas relativas à coordenação das condições de admissão de valores mobiliários à cotação oficial de uma bolsa de valores; Directiva n.º 82/121/CEE, de 15 de Fevereiro, relativa a informações a publicar por sociedades cujas acções são admitidas à cotação oficial de uma bolsa de valores; Directiva n.º , de 12 de Dezembro, relativa a informação a publicar por ocasião da aquisição ou alienação de uma participação importante de sociedade cotada em bolsa;
Directiva n.º 89/298/CEE, de 17 de Abril, referente às condições de estabelecimento, controlo e difusão do prospecto a publicar em caso de oferta pública de subscrição ou de venda de valores mobiliários; Directiva n.º 89/592/CEE, de 13 de Novembro, relativa à coordenação das regulamentações respeitantes às operações de iniciados; Directiva n.º 93/22/CE, de 10 de Maio, relativa aos serviços de investimento em valores mobiliários, na parte não transposta para o Regime Geral das Instituições de Crédito e das Sociedades Financeiras pelo Decreto-Lei n.º 232/96, de 5 de Dezembro; Directiva n.º 95/26/CE, do Parlamento Europeu e do Conselho, de 29 de Junho, relativa ao reforço da supervisão prudencial, e que veio a ser conhecida como directiva pós-BCCI;
Directiva n.º 98/26/CE, do Parlamento e do Conselho, de 19 de Maio, relativa ao carácter definitivo da liquidação nos sistemas de pagamentos e de liquidação de valores mobiliários, transposta apenas na parte aplicável aos sistemas de liquidação de valores mobiliários.
24 - Um diploma desta complexidade, mesmo quando não implique ruptura sistemática, exige uma vacatio legis suficientemente ampla para permitir aos aplicadores a necessária assimilação e adaptação. Daí que se tenha fixado o dia 1 de Março de 2000 como data de referência para a entrada em vigor do Código e para a consequente revogação das normas por ele substituídas. Era todavia imperioso estabelecer, em relação a determinadas matérias, datas diferentes para o início de vigência. Nuns casos, antecipa-se a vigência para satisfazer compromissos do Estado Português perante a Comunidade Europeia (n.os 1 e 2 do artigo 6.º do presente decreto-lei) ou para prevenir eventuais perturbações de funcionamento do mercado em domínios sensíveis (n.º 1 do artigo 5.º do presente decreto-lei). Noutros casos, preferiu-se admitir que o início de vigência fosse retardado como garantia de eficácia operacional (artigo 4.º, n.º 3 do artigo 6.º e artigo 9.º do presente decreto-lei).
Sublinhe-se por último, quanto ao direito transitório, que na sua plena compreensão se deve atender às disposições do decreto-lei que aprova o novo regime das sociedades gestoras de mercados regulamentados.
Foi ouvido o Conselho Nacional do Mercado de Valores Mobiliários e, individualmente, cada uma das entidades aí representadas, designadamente: Banco de Portugal, Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, Instituto de Gestão do Crédito Público, Associação Portuguesa de Bancos, Associação Portuguesa das Sociedades de Corretagem e Financeiras de Corretagem, Associação da Bolsa de Valores de Lisboa, Associação da Bolsa de Derivados do Porto, Associação Portuguesa de Seguradoras e Associação Portuguesa de Fundos de Investimento Mobiliário.
Assim, no uso da autorização legislativa concedida pela Lei n.º 106/99, de 26 de Julho, e nos termos das alíneas a) e b) do n.º 1 do artigo 198.º da Constituição, o Governo decreta, para valer como lei geral da República, o seguinte:
Artigo 1.ºAprovação do Código dos Valores Mobiliários
É aprovado o Código dos Valores Mobiliários, que faz parte do presente decreto-lei.
Artigo 2.ºEntrada em vigor
O Código dos Valores Mobiliários entra em vigor no dia 1 Março de 2000, com ressalva do disposto nos artigos seguintes.
Artigo 3.ºRegulação
O disposto no artigo anterior não prejudica:
Artigo 4.ºCentral de Valores Mobiliários
A aplicação das regras relativas aos sistemas centralizados de valores mobiliários à entidade que no Código do Mercado de Valores Mobiliários revogado é designada por Central de Valores Mobiliários verificar-se-á à medida da entrada em vigor dos regulamentos operacionais do sistema, que devem ser registados na CMVM até seis meses após a entrada em vigor do Código dos Valores Mobiliários.
Artigo 5.ºOfertas públicas
1 - Os artigos 187.º a 193.º, as alíneas g), h) e i) do n.º 2 do artigo 393.º e, na medida em que para estes preceitos seja relevante, os artigos 13.º, 16.º, 17.º, 20.º e 21.º entram em vigor 45 dias após a publicação do Código dos Valores Mobiliários.
2 - O disposto no Código do Mercado de Valores Mobiliários é aplicável às ofertas públicas de aquisição cujo anúncio preliminar tenha sido publicado:
3 - O regime das ofertas públicas de aquisição obrigatórias previsto no Código dos Valores Mobiliários não é aplicável à aquisição de valores mobiliários emitidos por sociedades cujo processo de privatização já tenha sido iniciado mas não se encontre ainda concluído, desde que as aquisições sejam feitas no âmbito de operações previstas nos diplomas que regulem o respectivo processo de privatização.
Artigo 6.ºMembros das bolsas e sistemas de liquidação
1 - A partir do dia 1 de Janeiro de 2000 as instituições de crédito autorizadas a receber valores mobiliários para registo e depósito e a executar ordens de bolsa podem ser membros de qualquer bolsa, não sendo aplicável o disposto na alínea b) do n.º 1 do artigo 206.º do Código do Mercado de Valores Mobiliários.
2 - Os capítulos I e III do título V do Código dos Valores Mobiliários entram em vigor no dia 11 de Dezembro de 1999.
3 - O capítulo II do mesmo título entra em vigor após a aprovação dos regulamentos operacionais dos sistemas de liquidação, que devem ser registados na CMVM até seis meses após a entrada em vigor do Código dos Valores Mobiliários.
Artigo 7.ºSociedades abertas
As expressões «sociedade de subscrição pública» e «sociedade com subscrição pública», utilizadas em qualquer lei ou regulamento, consideram-se substituídas pela expressão «sociedade com o capital aberto ao investimento do público» com o sentido que lhe atribui o artigo 13.º do Código dos Valores Mobiliários.
Artigo 8.ºParticipações qualificadas e acordos parassociais
1 - Quem, nos termos do artigo 16.º, seja detentor de participação qualificada que anteriormente não tinha essa natureza fica obrigado a cumprir os deveres de comunicação referidos no mesmo preceito até três meses após a entrada em vigor do Código dos Valores Mobiliários, independentemente da data e das circunstâncias determinantes da detenção da participação.
2 - Ao mesmo prazo fica sujeita a comunicação à CMVM dos acordos parassociais a que se refere o artigo 19.º, celebrados antes da entrada em vigor do Código dos Valores Mobiliários.
Artigo 9.ºFundos de garantia
1 - Os fundos de garantia a que se referem os artigos 35.º a 38.º do Código dos Valores Mobiliários devem ser constituídos ou, quando já existentes, reorganizados, no prazo de um ano a contar da entrada em vigor do referido Código.
2 - Ficam isentos do imposto sobre o rendimento das pessoas colectivas os rendimentos dos fundos de garantia e do sistema de garantia dos investidores em valores mobiliários e outros instrumentos financeiros, com excepção dos rendimentos provenientes de aplicações que os mesmos façam das suas disponibilidades financeiras.
Artigo 10.ºTítulos ao portador registados
1 - Se a lei exigir que os títulos representativos de valores mobiliários assumam a modalidade de títulos nominativos ou ao portador registados ou apenas esta, tal exigência considera-se limitada ou substituída pela modalidade de títulos nominativos.
2 - Os valores mobiliários ao portador que estejam em regime de registo por força de lei ou do estatuto da sociedade devem ser convertidos em valores mobiliários nominativos no prazo de dois anos a contar da entrada em vigor do Código dos Valores Mobiliários.
3 - Pelos actos exigidos pela conversão a que se refere o n.º 1 ou dela resultantes não são devidos quaisquer emolumentos.
4 - Se a sujeição a registo de títulos ao portador resultar apenas do estatuto da sociedade, o emitente pode decidir a manutenção daqueles valores mobiliários como valores ao portador, sem registo.
5 - Se a sujeição a registo de títulos ao portador resultar de opção do seu titular, aqueles deixam de estar sujeitos ao regime de registo.
Artigo 11.ºProcessos em curso
Aos processos relativos a contra-ordenações que estejam em curso ou pendentes de decisão judicial são aplicáveis as normas do Código Penal e do Código de Processo Penal sobre a aplicação no tempo, com as devidas adaptações.
Artigo 12.ºAlterações ao Código do IRS
1 - O artigo 117.º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares passa a ter a seguinte redacção: «Artigo 117.º Comunicação da alienação de valores mobiliários 1 - As alienações de valores mobiliários cujas mais-valias estejam sujeitas a IRS, bem como o respectivo valor, devem ser comunicadas à Direcção-Geral das Contribuições e Impostos:
2 - As comunicações a que se refere o número anterior devem ser feitas mediante impresso de modelo aprovado oficialmente ou por suporte informático.»
2 - O artigo 129.º do Código do Imposto sobre o Rendimento das Pessoas Singulares passa a ter a seguinte redacção: «Artigo 129.º Registo ou depósito de valores mobiliários 1 - O registo de valores mobiliários escriturais e o depósito de valores mobiliários titulados susceptíveis de produzir rendimentos da categoria G deve ser titulado por documento emitido pela respectiva entidade registadora ou depositária, do qual conste a identificação dos valores mobiliários registados ou depositados.
2 - O disposto no número anterior é aplicável à transferência entre contas dos valores mobiliários escriturais e ao levantamento dos valores mobiliários titulados depositados.
3 - Da declaração a que se refere o número anterior, se passada por instituição de crédito ou outro intermediário financeiro, deve constar que os valores mobiliários foram adquiridos com a sua intervenção.»
Artigo 13.ºAlterações ao Código das Sociedades Comerciais
1 - O n.º 2 do artigo 167.º do Código das Sociedades Comerciais passa a ter a seguinte redacção: «2 - Nas sociedades anónimas os avisos, anúncios e convocações dirigidos aos sócios ou a credores, quando a lei ou o contrato mandem publicá-los, devem ser publicados de acordo com o disposto no número anterior e ainda num jornal da localidade da sede da sociedade ou, na falta deste, num dos jornais aí mais lidos.»
2 - O n.º 4 do artigo 328.º do Código das Sociedades Comerciais passa a ter a seguinte redacção: «4 - As cláusulas previstas neste artigo devem ser transcritas nos títulos ou nas contas de registo das acções, sob pena de serem inoponíveis a adquirentes de boa fé.»
3 - O n.º 5 do artigo 346.º do Código das Sociedades Comerciais passa a ter a seguinte redacção: «5 - As acções totalmente reembolsadas passam a denominar-se acções de fruição, constituem uma categoria e esse facto deve constar do título ou do registo das acções.»
4 - O n.º 1 do artigo 371.º do Código das Sociedades Comerciais passa a ter a seguinte redacção: «1 - A administração da sociedade deve:
5 - Ao artigo 490.º do Código das Sociedades Comerciais é aditado um n.º 7, com a seguinte redacção: «7 - A aquisição tendente ao domínio total de sociedade com o capital aberto ao investimento do público rege-se pelo disposto no Código dos Valores Mobiliários.»
Artigo 14.ºRemissão para disposições revogadas
Quando disposições legais ou contratuais remeterem para preceitos revogados por este decreto-lei, entende-se que a remissão vale para as correspondentes disposições do Código dos Valores Mobiliários, salvo se do contexto resultar interpretação diferente.
Artigo 15.ºRevogação
1 - Com a entrada em vigor do Código dos Valores Mobiliários são revogados os seguintes diplomas e preceitos legais:
2 - Com a entrada em vigor do Código dos Valores Mobiliários são revogados todos os regulamentos aprovados ao abrigo da legislação revogada nos termos do número anterior, nomeadamente as seguintes portarias:
Visto e aprovado em Conselho de Ministros de 2 de Setembro de 1999. - António Manuel de Oliveira Guterres - António Luciano Pacheco de Sousa Franco - José Eduardo Vera Cruz Jardim - Joaquim Augusto Nunes de Pina Moura - José Sócrates Carvalho Pinto de Sousa.
Promulgado em 15 de Outubro de 1999.
Publique-se.
O Presidente da República, JORGE SAMPAIO.
Referendado em 21 de Outubro de 1999.
O Primeiro-Ministro, António Manuel de Oliveira Guterres.
CÓDIGO DOS VALORES MOBILIÁRIOS
TÍTULO I
Disposições gerais
CAPÍTULO I
Âmbito de aplicação
Artigo 1.ºValores mobiliários
1 - São valores mobiliários, além de outros que a lei como tal qualifique:
2 - Por regulamento da Comissão do Mercado de Valores Mobiliários, neste Código abreviadamente designada CMVM, ou, tratando-se de valores mobiliários de natureza monetária, por aviso do Banco de Portugal, podem ser reconhecidos como valores mobiliários outros documentos representantivos de situações jurídicas homogéneas que visem, directa ou indirectamente, o financiamento de entidades públicas ou privadas e que sejam emitidos para distribuição junto do público, em circunstâncias que assegurem os interesses dos potenciais adquirentes.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 2.ºÂmbito de aplicação material
1 - O presente Código regula:
2 - As referências feitas no presente Código a instrumentos financeiros devem ser entendidas de modo a abranger os instrumentos mencionados nas alíneas a) a g) do número anterior.
3 - (Revogado.) 4 - A proibição de manipulação de mercado e as disposições dos títulos VII e VIII do presente Código aplicam-se igualmente aos índices de referência e aos contratos de mercadorias à vista.
5 - (Revogado.) 6 - (Revogado.) 7 - Sempre que estejam em causa unidades de participação, as referências feitas no presente Código ao emitente respeitam à sociedade gestora do organismo de investimento coletivo.
8 - As referências feitas no presente Código a unidades de participação abrangem as ações de sociedades de investimento coletivo, salvo se o contrário resultar da própria disposição.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 3.ºNormas de aplicação imediata
1 - Independentemente do direito que a outro título seja aplicável, as normas imperativas do presente Código aplicam-se se, e na medida em que, as situações, as atividades e os atos a que se referem tenham conexão relevante com o território português.
2 - Considera-se que têm conexão relevante com o território português, designadamente:
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
CAPÍTULO II
Forma
Artigo 4.ºForma escrita
A exigência ou a previsão de forma escrita, de documento escrito ou de redução a escrito, feita no presente Código em relação a qualquer ato jurídico praticado no âmbito da autonomia negocial ou do procedimento administrativo, considera-se cumprida ou verificada ainda que o suporte em papel ou a assinatura sejam substituídos por outro suporte ou por outro meio de identificação que assegurem níveis equivalentes de inteligibilidade, de durabilidade e de autenticidade.
Artigo 5.ºPublicações
1 - Na falta de disposição legal em sentido diferente, as publicações obrigatórias são feitas através de meio de comunicação de grande difusão em Portugal que seja acessível aos destinatários da informação.
2 - A CMVM estabelece em regulamento os meios de comunicação adequados a cada tipo de publicação.
Artigo 6.ºIdioma
1 - Deve ser redigida em português ou acompanhada de tradução para português a informação divulgada em Portugal que seja suscetível de influenciar as decisões dos investidores não profissionais, nomeadamente quando respeite a ofertas públicas de aquisição, a mercados regulamentados e a atividades de intermediação financeira.
2 - A CMVM pode dispensar, no todo ou em parte, a tradução quando considere acautelados os interesses dos investidores.
3 - A CMVM e as entidades gestoras de mercados regulamentados, de sistemas de liquidação, de câmara de compensação, de sistemas centralizados de valores mobiliários e as contrapartes centrais podem exigir a tradução para português de documentos redigidos em língua estrangeira que lhes sejam remetidos no âmbito das suas funções.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
CAPÍTULO III
Informação
Artigo 7.ºQualidade da informação
1 - A informação respeitante a instrumentos financeiros, a formas organizadas de negociação, às atividades de intermediação financeira, à liquidação e à compensação de operações, a ofertas públicas de valores mobiliários e a emitentes deve ser completa, verdadeira, atual, clara, objetiva e lícita.
2 - O disposto no número anterior aplica-se seja qual for o meio de divulgação e ainda que a informação seja inserida em conselho, recomendação, mensagem publicitária ou relatório de notação de risco.
3 - O requisito da completude da informação é aferido em função do meio utilizado, podendo, nas mensagens publicitárias, ser substituído por remissão para documento acessível aos destinatários.
4 - À publicidade relativa a instrumentos financeiros e a atividades reguladas no presente Código é aplicável o regime geral da publicidade.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 8.ºInformação auditada
1 - Deve ser objeto de relatório de auditoria elaborado por revisor oficial de contas ou sociedade de revisor oficial de contas a informação financeira anual contida em documento de prestação de contas ou em prospetos que:
2 - O revisor oficial de contas e a sociedade de revisor oficial de contas referidos no número anterior são, para efeitos deste Código, designados por auditor, e por auditoria a atividade por eles desenvolvida.
3 - (Revogado.) 4 - No caso de as informações trimestrais ou semestrais terem sido sujeitas a auditoria ou a revisão limitada, é incluído o relatório de auditoria ou de revisão ou, no caso de não terem sido, deve ser declarado tal facto.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 9.ºRegisto de auditores
(Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 9.ºA
Deveres dos auditores (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 10.ºResponsabilidade dos auditores
1 - Pelos danos causados aos emitentes ou a terceiros por deficiência do relatório ou do parecer elaborados por auditor respondem solidária e ilimitadamente:
2 - Os auditores devem manter seguro de responsabilidade civil adequado a garantir o cumprimento das suas obrigações.
Artigo 11.ºNormalização de informação
1 - Ouvida a Comissão de Normalização Contabilística e a Ordem dos Revisores Oficiais de Contas, a CMVM pode, através de regulamento, definir regras, harmonizadas com padrões internacionais, sobre o conteúdo, a organização e a apresentação da informação económica, financeira e estatística utilizada em documentos de prestação de contas, bem como as respetivas regras de auditoria.
2 - A CMVM deve estabelecer com o Banco de Portugal e com a Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões regras destinadas a assegurar a compatibilização da informação a prestar, nos termos do número anterior, por intermediários financeiros sujeitos também à supervisão de alguma daquelas autoridades.
Artigo 12.ºNotação de risco
(Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 12.ºA
Recomendações de investimento 1 - As recomendações de investimento, designadamente, o respetivo conteúdo, modo de apresentação, requisitos e divulgação de interesses ou existência de conflitos de interesse, regem-se pela legislação da União Europeia relativa ao abuso de mercado.
2 - (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 12.ºB
Conteúdo das recomendações de investimento (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 12.ºC
Recomendações de investimento e divulgação de conflito de interesses (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 12.ºD
Divulgação de recomendações de investimento elaboradas por terceiros (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 12.ºE
Divulgação através de remissão (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
CAPÍTULO IV
Emitentes de valores mobiliários admitidos à negociação SECÇÃO I Disposições gerais
Artigo 13.ºCritérios
(Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 13.ºA
Estado-Membro competente 1 - Portugal é o Estado-Membro competente para exercer a supervisão sobre os emitentes de ações e de valores mobiliários representativos de dívida com valor nominal inferior a 1000 (euro) ou valor equivalente na data de emissão, se denominados noutra moeda:
2 - A escolha de Portugal como Estado-Membro competente pelo emitente referido na alínea b) do n.º 1 permanece válida, salvo se o emitente tiver escolhido um outro Estado-Membro competente nos termos do n.º 5 e comunicado a sua escolha à CMVM nos termos do n.º 7.
3 - Os emitentes de outros valores mobiliários que não os referidos no n.º 1 podem escolher Portugal como Estado-Membro competente se:
4 - A escolha de Portugal como Estado-Membro competente, nos termos do n.º 3, por emitentes de outros valores mobiliários, permanece válida durante três anos, exceto se, durante esse período:
5 - No caso de os valores mobiliários deixarem de estar admitidos à negociação em mercado regulamentado no Estado-Membro competente escolhido pelo emitente, este escolhe outro Estado-Membro competente de entre os Estados-Membros em que os seus valores mobiliários estão admitidos à negociação ou, se aplicável, no caso dos emitentes referidos na alínea c) do n.º 4, o Estado-Membro em que o emitente tenha a sua sede social.
6 - Os emitentes referidos no n.º 1 ou que, nos termos dos n.os 3 e 5, escolham Portugal como Estado-Membro competente:
7 - No caso de não ter sido efetuada a comunicação ou divulgação previstas no número anterior no prazo de três meses após a data em que os valores mobiliários foram pela primeira vez admitidos à negociação num mercado regulamentado, Portugal é o Estado-Membro competente quando:
Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 99-A/2021, de 31 de Dezembro
Artigo 13.ºB
Envio à CMVM e divulgação de informação 1 - As seguintes entidades enviam à CMVM os documentos e as informações a que se referem os artigos 29.º-G a 29.º-K, até ao momento da sua divulgação, se outro prazo não estiver especialmente previsto:
2 - As pessoas que tenham solicitado a admissão à negociação de valores mobiliários sem o consentimento dos respetivos emitentes referidos no número anterior sempre que divulgarem a informação a que se referem os artigos 29.º-G a 29.º-K, enviam-na simultaneamente à CMVM.
3 - Os emitentes de valores mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado em Portugal e em mercado regulamentado situado ou a funcionar em Estado não pertencente à União Europeia enviam à CMVM as informações adicionais que, sendo relevantes para a avaliação dos valores mobiliários, estejam obrigados a prestar às autoridades daquele Estado no prazo fixado na legislação aplicável.
4 - As informações exigidas nos artigos 29.º-G a 29.º-K, são:
6 - A CMVM, no que respeita à informação cuja divulgação seja obrigatória, pode:
8 - A informação referida no número anterior é autonomamente acessível em relação a informação não obrigatória, designadamente de natureza publicitária.
9 - No caso de certificados de depósito admitidos à negociação em mercado regulamentado, as referências a emitente para efeitos dos artigos 29.º-G a 29.º-K correspondem ao emitente dos valores mobiliários representados, independentemente de os mesmos estarem admitidos à negociação em mercado regulamentado.
Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 99-A/2021, de 31 de Dezembro
Artigo 14.ºMenção em atos externos
(Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 15.ºIgualdade de tratamento
Os emitentes de valores mobiliários admitidos à negociação em mercado regulamentado ou em sistema de negociação multilateral asseguram tratamento igual aos titulares de valores mobiliários por si emitidos que pertençam à mesma categoria.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 15.ºA
Derrogações em caso de resolução No caso de aplicação de medidas de resolução e exercício de poderes de resolução sobre as sociedades emitentes de ações admitidas à negociação em mercado regulamentado, não são aplicáveis os seguintes artigos:
Aditado pelo seguinte diploma: Lei n.º 1/2025, de 06 de Janeiro SECÇÃO II Participações qualificadas
Artigo 16.ºDeveres de comunicação
1 - Quem atinja ou ultrapasse participação de 5 /prct., 10 /prct., 15 /prct., 20 /prct., 25 /prct., um terço, metade, dois terços e 90 /prct. dos direitos de voto correspondentes ao capital social de uma sociedade emitente de ações admitidas à negociação em mercado regulamentado referida no n.º 1 do artigo 13.º-B e quem reduza a sua participação para valor inferior a qualquer daqueles limiares, comunica esse facto à sociedade participada e à CMVM, o mais rapidamente possível e no prazo máximo de quatro dias de negociação após o dia da ocorrência do facto ou do seu conhecimento.
2 - (Revogado.) 3 - Para efeitos do n.º 1:
4 - As comunicações efetuadas nos termos do n.º 1 incluem:
5 - Quando a ultrapassagem dos limiares relevantes resultar da detenção de instrumentos financeiros, nos termos das alíneas e) ou i) do n.º 1 do artigo 20.º, o participante deve:
6 - O participante renova a comunicação, no prazo previsto no n.º 1, quando adquirir as ações subjacentes aos instrumentos financeiros referidos no número anterior, caso estas representem uma percentagem de direitos de voto indispensável à manutenção do limiar relevante da participação qualificada inicialmente comunicada.
7 - Quando a redução ou ultrapassagem dos limiares relevantes resultar, nos termos da alínea g) do n.º 1 do artigo 20.º, da atribuição de poderes discricionários para uma única assembleia geral:
8 - Caso o dever de comunicação incumba a mais do que um participante pode ser feita uma única comunicação, que exonera os participantes do dever de comunicar na medida em que a comunicação se considere feita.
9 - Os titulares de participação qualificada em sociedade emitente de ações admitidas à negociação em mercado regulamentado prestam à CMVM, a pedido desta, informação sobre a origem dos fundos utilizados na aquisição ou no reforço daquela participação.
10 - Para efeitos da presente secção, no caso de certificados de depósito admitidos à negociação em mercado regulamentado, as referências a emitente correspondem ao emitente dos valores mobiliários representados, independentemente de os mesmos estarem admitidos à negociação em mercado regulamentado.
11 - As comunicações às sociedades participadas previstas neste artigo podem ser redigidas num idioma de uso corrente nos mercados financeiros internacionais.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 16.ºA
Isenção de dever de comunicação 1 - Os deveres de comunicação previstos nos n.os 1 e 5 do artigo anterior não se aplicam a:
2 - A participação referida nas alíneas d) e e) do número anterior é calculada de acordo com legislação da União Europeia sobre participações qualificadas.
3 - O intermediário financeiro que atue como criador de mercado nos termos da alínea d) do n.º 1 está obrigado a:
4 - Os direitos de voto que beneficiem das isenções previstas no n.º 1 não podem ser exercidos, salvo no caso previsto na alínea c) do mesmo número.
5 - As isenções previstas no n.º 1, com exceção da alínea f) do mesmo número, aplicam-se, com as necessárias adaptações, aos instrumentos financeiros referidos nas alíneas e) e i) do n.º 1 do artigo 20.º Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 16.ºB
Participação qualificada não transparente 1 - Na ausência da comunicação nos termos previstos no artigo 16.º ou se, em qualquer caso, existirem fundadas dúvidas sobre a identidade das pessoas a quem possam ser imputados os direitos de voto respeitantes a uma participação qualificada, nos termos do n.º 1 do artigo 20.º, ou sobre o integral cumprimento dos deveres de comunicação, a CMVM notifica deste facto os interessados, os órgãos de administração e fiscalização e o presidente da mesa da assembleia geral da sociedade em causa e informa o mercado.
2 - (Revogado.) 3 - Se os elementos aduzidos ou as medidas tomadas pelos interessados não puserem fim à situação, a CMVM declara a falta de transparência quanto à titularidade das participações qualificadas em causa e informa o mercado.
4 - A partir da comunicação ao mercado feita pela CMVM nos termos do número anterior, fica imediata e automaticamente suspenso o exercício do direito de voto e dos direitos de natureza patrimonial, com exceção do direito de preferência na subscrição em aumentos de capital, inerentes à participação qualificada em causa, até que a CMVM informe o mercado e as entidades referidas no n.º 1 de que a titularidade da participação qualificada é considerada transparente.
5 - Os direitos patrimoniais referidos no número anterior que caibam à participação afetada são depositados em conta especial aberta junto de instituição de crédito habilitada a receber depósitos em Portugal, sendo proibida a sua movimentação a débito enquanto durar a suspensão.
6 - Antes de tomar as medidas estabelecidas nos n.os 1, 3 e 4, a CMVM dá conhecimento das mesmas ao Banco de Portugal e à Autoridade de Supervisão de Seguros e Fundos de Pensões sempre que nelas estejam envolvidas entidades sujeitas à respetiva supervisão.
Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 16.ºC
Participações de sociedades abertas (Revogado.) Contém as alterações dos seguintes diplomas:
Artigo 17.ºDivulgação
1 - A sociedade participada divulga, pelos meios referidos no n.º 4 do artigo 13.º-B, toda a informação recebida nos termos do artigo 16.º, o mais rapidamente possível e no prazo de três dias de negociação após receção da comunicação prevista no artigo 16.º